
Título:
Amor e Sexo no Tempo de Salazar
Colecção:
História Divulgativa
Nr de páginas:
308 + 16 extratextos
PVP /c Iva:
26 €
ISBN:
978-989-626-259-4
Formato:
16 X 23,5
Encadernação:
Cartonado
Data:
Novembro |
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Sinopse:
No meu tempo a noiva era uma coisa séria. Iam emocionadas. (…) Os pais choravam, e a noiva chorava também! (…) Não se sabia se iam para bem, se iam para mal. (…) Elas tinham de aguentar tudo porque o casamento era para a vida. Esperança, 90 anos
A mulher deveria ser perfeita. Uma dona de casa exemplar, sempre atenta ao marido e aos filhos, esmerada nas artes da cozinha e do bordado, com comportamento aprumado e decente. Nos anos 50, e sobre o olhar atento, conservador e católico de António de Oliveira Salazar, timoneiro de um Estado Novo repressor, o amor e o sexo eram temas tabus, a que se devia dar pouca importância. Prevalecia a moral e os bons costumes. Um mundo recheado de valores puritanos, de vexame, opressão, tirania e recalcamento, para todos os gostos e para ambos os sexos, mas sobretudo para o feminino. Durante esta década, os direitos das mulheres portuguesas foram abafados, circunscritos, diminuídos. Forçadas à submissão de género, à dependência económica e afectiva, bem como ao apagamento sexual. Isabel Freire conta-nos como se namorava nos anos 50, do flirt ao beijo na boca, explica-nos que a «mão na mão» dava direito a uma multa no valor de 2$50, já a «mão naquilo» valia 15$ de coima, fala-nos da vida boémia dos bordéis de Lisboa, do carácter vicioso do sexo «bucal», das contraceptivas lavagens vaginais, dos partos em casa e dos abortos clandestinos, das expectativas e ansiedade dos noivos na noite de núpcias, das famílias felizes e da peste que era o divórcio. Como viveram na intimidade os homens e as mulheres que são hoje pais, avós e bisavós de gerações com princípios tão distintos? Brincava-se muito com esta máxima: «Mão na mão. Mão na coisa. Coisa na mão. Coisa na coisa é que não.» Estávamos nos anos 50 e o
grande interdito era realmente o corpo.
autores
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Isabel Freire |
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ISABEL FREIRE Licenciada em Filosofia, pela Universidade Nova de Lisboa, fez a Formação Geral do CENJOR (Centro Protocolar de Formação Profissional para Jornalistas) tendo estagiado no jornal Público. A convite da companhia Focus, escreve Damas d’ Ama, um texto dramático, inspirado num trabalho de campo junto da comunidade luso-africana dos bairros 6 de Maio, Estrela d’ África, Cova da Moura e Moinho das Rolas. Em 2006, editou e redigiu um guia de viagem insólita no Ribatejo, em parceria com o fotógrafo francês Joseph Marando (promovido pela Associação Casario Ribatejano). Trabalha como jornalista freelancer desde 2005, com reportagens assinadas na Visão, Única e Grande Reportagem. |
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