O fascismo com cores de arco iris

30-08-2013 12:39

Kaos:O fascismo com cores de arco iris

 

 
 
E no fim vejam bem o que diz a Besta do Deputado  Vitali Milonov
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A polícia russa apreendeu um quadro exibindo o presidente russo, Vladimir Putin, e o seu primeiro-ministro, Dmitri Medvedev, em trajes menores femininos e fechou o museu de São Petersburgo em que estava exposto.
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O autor do quadro, o pintor russo Konstantin Altunin, optou esta quarta-feira por abandonar a Rússia em direção a França. 
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Alertada "por um cidadão que considerou que os quadros expostos infringiam a legislação russa", a polícia apreendeu na terça-feira quatro obras do pequeno Museu do Poder, indicou o porta-voz da polícia, Viatcheslav Steptchenko, citado pela agência de notícias AFP.  
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Os polícias foram ao museu armados com espingardas 'Kalachnikov', relatou Alexandre Donskoï, fundador do museu inaugurado em meados de agosto, em pleno centro da antiga capital imperial russa.  
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O museu está agora selado e Konstantin Altunin, autor das telas, fugiu da Rússia e encontra-se em França, acrescentou Donskoï, ex-presidente da câmara de Arkhangelsk, no norte da Rússia, que passou para a oposição e foi perseguido e detido depois de ter tornado públicas as suas ambições presidenciais nas eleições de 2008.  
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"Depois de ter sido informado de que a polícia o esperava em sua casa, Konstantin comprou o primeiro bilhete disponível, para a Dinamarca. E agora está em França", indicou. 
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O porta-voz da polícia precisou que "os especialistas estão agora a analisar" as telas apreendidas, sem especificar quais são as leis russas que a exposição terá violado.  
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Poderá tratar-se de uma lei controversa que proíbe qualquer "propaganda homossexual" perante menores, recentemente promulgada pelo Presidente Putin e classificada pelo Ocidente como homófoba e discriminatória. 
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Um dos quadros apreendidos intitula-se "Travestis" e representa Vladimir Putin de 'baby doll' penteando Dmitri Medvedev, que, por sua vez, enverga um soutien. .
Outro mostra o deputado Vitali Milonov, autor da polémica lei que penaliza a "propaganda homossexual perante menores", de pé à frente de uma bandeira com as cores do arco-íris, símbolo da homossexualidade. 
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Um terceiro, que se intitula "O Partido Comunista da União Soviética na Igreja Ortodoxa", exibe o rosto do patriarca russo Kirill tatuado no corpo de um criminoso, ao lado de outra tatuagem com a efígie de Estaline.  
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O fundador do museu, Alexandre Donskoï, acusou o deputado Milonov de estar na origem do encerramento do museu. "Ele visitou a exposição há alguns dias e depois regressou ontem (terça-feira) à tarde com a polícia", declarou Donskoï.  
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Citado pelos 'media' locais, o deputado Milonov explicou que não queria ser retratado "com uma bandeira brandida por pervertidos e sodomitas seropositivos".  
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Interrogado pela rádio Echo de São Petersburgo, Milonov afirmou que tinha, assim, "salvado" a administração do museu daqueles que lhe queriam "partir a cara".  
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"Há demasiados percevejos, está na hora de os exterminarmos", acrescentou, referindo-se aos liberais e aos homossexuais.
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