Cavaco Silva

06-01-2013 10:42

Cavaco Silva

 
 
Cavaco tem um grave problema de bipolaridade política, num dia fala em espiral recessiva, no outro acredita em crescimento económico.
 
«O Presidente da República, Cavaco Silva, admitiu que gostaria que a troika "pudesse ir [embora] mais cedo" do que 2014. Numa entrevista ao 'Expresso', referiu que, "se todos fizerem bem o que lhes compete, é possível que o crescimento seja uma realidade no ano que agora começou".

Defendendo que o crescimento económico deve basear-se não só nas exportações, turismo e investimento privado, como também numa "queda menos acentuada do consumo das famílias", o Chefe de Estado escusou-se a comentar a performance de Vítor Gaspar no Ministério das Finanças: "Trabalhou comigo no Banco de Portugal e foi meu aluno em Finanças Públicas. Foi um aluno muito bom. É um técnico altamente qualificado. Mas não devo é julgar ministros."
  
Quase afastada na entrevista ficou a hipótese de um Executivo de iniciativa presidencial. "Enquanto o Governo tiver o seu apoio maioritário, o Presidente da República deve ter muito cuidado, porque pode estar a violar a Constituição. Os constitucionalistas são muito claros: a falta de confiança política do Presidente num Governo não lhe dá argumento para poder demiti-lo."» [CM]
   

  BCP: o frete pago com o dinheiro dos contribuintes
 

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Durante muitos anos o BCP teve lucros elevados e pagava menos impostos do que a mercearia da esquina, entre benesses governamentais, esquemas de reengenharia financeira e negócios na zona franca da Madeira o BCP livrava os seus lucros dos impostos para alegria dos seus acionistas. Agora que as coisas não estão a correr tão bem os senhores do BCP não se lembraram de ir buscar os lucros que acumularam para tapar ligeiros prejuízos, em vez disso contam com um governo servil para irem buscar o dinheiro aos contribuintes.
 
Decidiram negociar a rescisão amigável com alguns empregados que estarão a mais, estarão já velhotes ou desmotivados ou foram erros de casting. Tudo estaria bem se estes falsos despedidos em vez de serem tratados como desempregados fossem considerados pelo Estado como trabalhadores que decidiram deixar de trabalhar a troco de uma indemnização. Mas não, o governo decidiu ajudar o BCP com o dinheiro dos contribuintes e parte da indemnização que os cansados do BCP vão receber são falsos subsídios de desemprego, muito mais do que o mesmo governo quer que um trabalhador despedido receba a título dde indemnização.
 
Porque razão o governo é tão generosos? A resposta é simples, está usando o dinheiro dos contribuintes para financiar fretes políticos, o presidente do BCP tem-se destacado pelas suas declarações de apoio às políticas governamentais, ultrapassando em muito a reserva que se espera de um banqueiro. Agora percebe-se que não era uma questão de convicções, o homem do BCP estava muito simplesmente a fazer um frete bem remunerado, daqui a uns meses vão dizer que geriu bem o banco e pagar-lhe um chorudo prémio à custa dos contribuintes.

 
  UM país só para o catedrático da treta
 

A forma como Catroga defendeu algo que pareceu a abolição da Constituição ou de qualquer lei que obstrua aquilo que ele defende leva-nos a sugerir que o parlamento use a sua maioria para dispensar Eduardo Catroga de cumprir toda e qualquer lei que lhe desagrade. Para o professor catedrático a tempo parcial 0% e sem quaisquer habilitações universitárias acima da licenciatura deve haver um país especialmente desenhado para ele.

 
  Ao serviço de quem está Vítor Gaspar
  

Quando o FMI quase admite que falhou, quando já ninguém acredita no mais troikismo do que a troika o ministro das Finanças insiste em desrespeitar a Constituição para aumentar a austeridade e defende a destruição do modelo social para reduzir um país europeu ao estatuto de africano. Porque razão Gaspar insiste na sua teses, está defendendo o interesse do país, está tentando encobrir a sua incompetência ou protegendo os amigos alemães a quem tem obedecido de forma quase escandalosa?

O que espera o país para demitir Vítor Gaspar e levá-lo a julgamento para responder pelos prejuízos que provocou ao país, pela miséria que promoveu, pelas empresas que destruiu, pelos portugueses que foram despedidos?
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