Notas de Lazer 1

 

 

«Apaguem-me essa luz!»

Quando os meus quatro filhos ainda viviam em casa, este era o meu grito de batalha. Nada me irrita mais do que um quarto vazio com as luzes acesas, a gastar electricidade cara que eu tenho de pagar. Agora que as crianças se foram embora, eu julgava que tinha uma casa bastante eficiente. Erro fatal. No outro dia (1) investi 35 euros num simples contador para me mostrar a electricidade que estava a gastar e a leitura foi um grande choque.

Não estava ninguém em casa, excepto eu e o Spud, o meu cão Terrier. Estava tudo desligado e era dia. Então, porque é que a minha casa estava naquele momento a gastar 530 watts de energia eléctrica, o equivalente a 17 lâmpadas acesas?

Só havia uma maneira de descobrir. Com a coragem e diligência do Tintin e do Milu, parti com o Spud em busca dos vampiros que andavam a sugar corrente dos meus cabos eléctricos.

No meu escritório os números do contador foram elevados. O meu (2) PC estava a gastar 100 watts, o monitor, 44, e a impressora gastava cerca de 2 watts, embora não estivesse a fazer nada. O (3) modem de banda larga e o WiFi gastavam 10 watts.

Na sala, nada estava a ser utilizado, mas uma luz vermelha indicava que (4) a TV estava em modo de espera: gastava 24 watts mesmo apagada. E num quarto de hóspedes do andar de cima, o velho relógio-rádio gastava 44 watts, apesar de ninguém lá ficar há muitas semanas. No andar de baixo, o (5) congelador consumia 86 watts.

Mesmo depois de desligar estas coisas todas das tomadas, ainda assim continuavam a desaparecer 370 watts. Para onde estariam a ir? Foi o Spud que descobriu o culpado. Enquanto eu verificava o depósito de água quente no nosso pouco utilizado duche-lavandaria, o cão enroscou-se no chão ao pé do toalheiro. Algo no seu ar confortável me fez tocar no toalheiro. Uau! Estava quente.

O toalheiro que não servia para nada estava a gastar 370 watts e a custar-me mais de 350 euros por ano.

Quantos mais lares de Killybegs, na Irlanda, a Kuusamo, na Finlândia, ou de Kisvarda, na Hungria, a Alcochete, em Portugal, poderiam detectar vampiros deste género a somarem unidades às suas contas de electricidade? Muitos, certamente.

Na Dinamarca, a energia vampirizada representa cerca de 10 % do consumo total. Na Alemanha, por detrás de cada porta da rua perdem-se constantemente cerca de 45 watts de energia, o que causa emissões de 14 milhões de toneladas de CO2 para a atmosfera.

Uma vez que se comece a procurar onde é que a energia está a ser perdida para electrodomésticos-vampiros que se banqueteiam com ela mesmo quando não estão a ser utilizados, descobrem-se coisas extraordinárias. Uma máquina de café gasta 4 watts, mesmo quando não está a manter o café quente. Um microondas utiliza cerca de 6 watts sem estar a trabalhar. Uma estereofonia em modo de espera gasta cerca de 18watts, um detector de movimento, cerca de 5 watts. Uma campainha de porta gasta 2 watts para o seu transformador, mesmo sem que alguém pressione o botão de tocar.

Os preços da electricidade variam de país para país, mas de uma maneira geral os custos de cada watt são de 1 euro por ano. Como poderá poupar estes custos? Seja implacável. Quando as máquinas não estiverem a fazer nada, desligue-as da tomada.

É importante desligar as máquinas porque o consumo de electricidade na Europa subiu cerca de um terço nos últimos 15 anos, não obstante os aumentos de tarifas. Por outro lado, a produção de energia decresceu muito: a UE produziu 9 % menos energia em 2006 do que em anos anteriores.

As consequências são terríveis. Quase 55 % da energia utilizada em toda a Europa é importada, e de longe a maior quota – cerca de um terço – vem da Rússia. A meio do Inverno passado, vimos o que pode acontecer quando os fornecimentos param: 20 países ficaram paralisados ou em ruptura. Só há uma solução para isto: «Precisamos de uma revolução energética», diz Fatih Biral, economista-chefe da Agência Internacional de Energia. «Mas não temos o relógio a nosso favor.»

Se a revolução energética vai começar em algum lado, será certamente dentro de casa. As casas de habitação são as maiores utilizadoras de energia, representando mais de um quarto do consumo europeu. No entanto, oferecem também o maior portencial para poupança de energia.

Caçar os vampiros de energia, como eu fiz, é importante, mas nem por sombras basta. Poderá sentir-se melhor ao desligar o carregador do seu telemóvel quando não está a ser utilizado e poderá achar que está a ajudar a salvar a Terra, mas a realidade é que isso equivale a um segundo de condução automóvel.

Qual é o lado positivo de todas estas medidas? Com lâmpadas de baixo consumo por toda a casa, agora tenho outro grito de batalha: «Baixem-me esse termóstato e vistam uma camisola.» E no fim de contas é isso que realmente resulta.

Todos nós podemos fazer muitas coisas para poupar energia. Todas as acções positivas também poupam e ajudam a aliviar a pressão sobre os recursos naturais do planeta.

 

 

Em Casa no Inverno

6. Baixe o termóstato do aquecimento – quartos mais frescos são mais confortáveis do que se julga.

7. Coloque válvulas termostáticas nos radiadores para que o aquecimento nos quartos que não são utilizados possa manter-se mais baixo. Afaste a mobília dos radiadores para não bloquear o calor. Coloque painéis de folha prateada nas paredes atrás de cada radiador para que o calor seja reflectido para o quarto.

8. Mantenha a água quente a cerca de 60° C; água mais fria compromete a saúde, água mais quente é um gasto desnecessário.

9. Para manter a casa confortável, coloque material isolador em paredes duplas com cavidade interna e sótãos. Bloqueie com papel de jornal chaminés não utilizadas para não se perder o calor. Use tapetes em vez de soalho nu.

10. Desligue as luzes de quartos não utilizados. Colocar lâmpadas de baixo consumo poupa cerca de 80% da energia. Detecte os vampiros de energia e desligue das tomadas todos os aparelhos em modo de espera, tais como televisões, quando não estão a ser utilizados.

11. Com um pau de cheiro ou uma vela, verifique a calafetagem de portas e janelas. Instale vidros duplos nas janelas. Fita autocolante forte é eficaz nas fendas das janelas. Pendure cortinas pesadas sobre as janelas e portas que dão para a rua e colchas ou tapeçarias contra as paredes que dão para fora.

 

Em casa no Verão

12. Muita gente que aquece as casas a 22°C no Inverno põe o ar condicionado a 18° C no Verão. Isto é absurdo.

13. As ventoinhas de tecto custam um décimo do preço do ar condicionado; no Inverno, podem ser utilizadas para fazer circular o ar quente. Criar sombra junto às paredes exteriores com árvores, arbustos ou vinha poupa no ar condicionado, assim como as cores claras ajudam a reflectir o sol.

14. Cozinhe com microondas ou lá fora com grelhador em vez de fogão para manter a casa mais fresca.

15. Em dias quentes, abra as janelas mais baixas do lado de onde sopra o vento e as janelas de cima para o lado para onde o vento sopra: isto provoca um efeito de chaminé que extrai o ar quente da casa.

 

Na Cozinha

16. Ferva só a quantidade de água de que necessita: não encha demais a chaleira.

17. Coloque as tampas nas panelas para que os alimentos cozinhem mais depressa. Utilize uma panela de pressão ou uma de vapor sempre que possível.

18. Desligue o forno 10 minutos antes de tirar os alimentos para fora: continuará a cozinhar enquanto arrefece.

19. Limpe o pó da grelha na parte de trás do frigorífico.

20. Reparar ou substituir? Os frigoríficos mais recentes consomem até cerca de 70 % menos de energia do que os fabricados antes do ano 2000. Máquinas de lavar loiça utilizam 25 % menos água (utiliza-se muito mais água a lavar a loiça à mão). Orientação geral: se uma reparação custa metade do valor do novo produto, compre um novo.

21. Quando, por exemplo, se coze massa, é melhor fazer ferver a água numa panela sobre o bico de gás, ou fazê-la ferver primeiro numa chaleira eléctrica e passá-la depois para a panela? Ferver a água primeiro numa chaleira e depois pô-la ao lume numa panela custa quase metade e pareceria uma boa solução. Mas grande parte da energia eléctrica é produzida a partir do gás natural, e este processo é bastante ineficiente, portanto o custo final para o meio ambiente é aproximadamente o mesmo nos dois casos. Sendo assim, que fazer? No Inverno, utilize o gás porque a chama ajuda a aquecer a sua cozinha. No Verão, utilize o sistema da chaleira e do gás para que a sua cozinha não fique quente.

 

Lavagem de Roupa

22. Ponha o manípulo da temperatura nos 30° C e lave sempre com a máquina cheia.

23. Limpe o cotão do filtro da máquina de secar: um filtro bloqueado gasta um terço mais de energia.

24. Prefira roupa que não precise de ser passada a ferro.

 

Ao Volante

25. Evite conduzir. Se tiver de conduzir, as viagens curtas são as que consomem mais energia e as mais poluentes. Um quarto de todas as deslocações em automóvel são inferiores a 3 km, pelo que ir a pé ou de bicicleta é uma alternativa realista. Evite as horas de ponta.

26. Conduza suavemente, como se não tivesse travões. Não tente ganhar aos semáforos. Não ligue o carro enquanto não estiver pronto para arrancar. Quando estiver parado mais de dois minutos, desligue o motor. Em andamento, engrene as mudanças a baixas rotações.

27. Verifique a pressão dos pneus: isso poupa energia, aumenta a duração dos pneus e é mais seguro. Retire os porta-bagagens de capota quando não estão a ser utilizados.

28. Um pequeno carro a gasóleo gasta menos do que um híbrido como o Prius. Viaturas a gás (LPG) reduzem o custo de combustível em cerca de 40 %. Tome atenção aos indicadores de consumo de gasolina, se o seu carro os tiver. O ar condicionado consome muito mais combustível.

 

No Escritório

29. Desligue o equipamento electrónico ao fim de cada dia. Uma empresa com 100 computadores pode poupar cerca de 6 300 euros por ano. Utilizar o botão do próprio equipamento ainda consome energia: retire a ficha da tomada.

30. Um portátil utiliza cerca de 15 % da energia de um PC. Um visor LCD utiliza cerca de um terço da energia de um CRT, ou tubo de raios catódicos. Quando comprar um sistema novo, analise as etiquetas e verifique a informação sobre energia.

31. Minimize a utilização de papel no seu trabalho e habitue-se a criar suportes informáticos de documentação, em vez de imprimir para arquivar. Quando imprimir, utilize ambos os lados das folhas de papel.

32. Plantar ervas de cheiro em vasos junto das vossas secretárias cria um microclima que melhora a qualidade do ar. Utilize a sua própria chávena de café em vez de copos descartáveis.

33. As luzes de néon devem ficar sempre ligadas porque os arrancadores gastam muita energia? Errado. Desligue a luz se sair do quarto por mais de cinco minutos; para a maioria das lâmpadas de tubo, o tempo de intervalo é um minuto.

 

Dica Verde I
Não existem detergentes realmente amigos do ambiente. No entanto, no que toca a esse tipo de inimizade, o pior são os produtos branqueadores e os que previnem o desbotar dos tecidos, que, na maior parte dos casos, não são biodegradáveis. Felizmente, começam a ser comercializados cada vez mais produtos «suaves». O perborato de sódio (SPB) é prejudicial à vida em ambiente aquático, enquanto o perclorato de sódio (SPC) não é.

Dica Verde II
Em média, uma criança gasta 6 500 fraldas até à idade de se sentar no bacio. Não só se gasta uma enorme quantidade de energia e matéria-prima para produzir todas aquelas fraldas, como também a sua decomposição num aterro de lixo é quase impossível, porque elas contêm plástico, elástico e grânulos sintéticos. Fraldas de lavar feitas de algodão orgânico ou fibras de bambu são mais amigas do ambiente. Na Europa, entre as novas marcas de fraldas biodegradáveis incluem-se a Tushies e a Bambo.

Dica Verde III
Cozinhar com gás é mais eficiente do que utilizar electricidade. Lembre-se de usar sempre as tampas das panelas; isto irá triplicar a poupança de tempo, calor e energia. A panela de pressão utiliza 40 a 70% menos energia do que uma panela normal. Utilizar um wok ajuda a reduzir o tempo de cozinhar para meros minutos. Não use muita água para cozer vegetais; em vez de os cobrir totalmente, ficam bem só com um terço da água.

 

Um lago ornamental constitui um elemento particularmente atraente nos jardins não apenas devido à presença da água e da vida a que serve de meio natural, mas também graças às plantas decorativas que permite cultivar.
 

A água dá mais vida ao jardim graças aos peixes que nela vivem e às aves que a ela acorrem para beber.A execução de um jardim aquático pode constituir um empreendimento excitante de que todos podem desfrutar, pois até o mais pequeno dos jardins pode ter um lago,tanque ou fonte. Mesmo um pátio ou varanda podem albergar um pequeno lago.

Este pode ser feito com uma barrica de vinho serrada e terá habitualmente um tamanho suficiente para alojar um nenúfar,algumas plantas mais pequenas e dois ou três peixes.Os jardins maiores,como é óbvio,fornecem uma gama mais vasta de escolha,pois a água pode ser associada a rochas,de modo a formar uma cadeia de lagos. Num jardim de cidade,é provável que haja espaço para colocar um lago de fibra de vidro pré-fabricado e, com electricidade e uma pequena bomba, instalar uma fonte.A mesma água é então usada continuamente em ribeiros, quedas-d’ água e fontes,sendo o único custo de funcionamento o da energia eléctrica.

Num jardim suburbano ou no campo,é possível fazer um lago maior por um preço razoável com folha plástica resistente e apropriada.Deste modo, abrem-se vastas possibilidades para qualquer forma ou tamanho e qualquer profundidade ou série de profundidades. Os lagos podem ter também níveis diferentes,sendo ligados entre si por quedas-d ’água feitas de fibra de vidro ou plástico. A fibra de vidro e os plásticos substituíram em larga medida o cimento na construção de lagos.Os lagos de cimento são conhecidos por abrirem fendas devido a abatimentos do solo ou a danos provocados pelas diferenças de temperatura.Os revestimentos plásticos são utilizados por vezes para forrar lagos de cimento que tenham aberto fendas.

Também podem ser aproveitados para este fim alguns recipientes como banheiras antigas,cisternas ou bebedouros de cavalos. Estes podem ser parcialmente cheios com terra,enterrados no solo e as bordas disfarçadas com plantas ou pedaços de rocha. Um jardim aquático tanto pode ser um lago que contenha plantas de águas profundas no centro e plantas de águas pouco profundas nas margens como uma zona húmida onde cresçam plantas que apreciam a humidade,mas que não precisam de estar dentro de água. Todos os jardins aquáticos precisam de muita luz para que as plantas possam florir.A água deve ser transparente,com metade ou dois terços da superfíce livre de vegetação,de modo que seja possível ver e alimentar os peixes e apreciar os reflexos da água.

Para manter a água transparente,é necessário conseguir um equilíbrio entre a vida vegetal e a animal.Se isso não se fizer,a água tornar-se-á turva e malcheirosa e os peixes morrerão. As responsáveis pela turvação da água são as algas — plantas microscó-picas que se desenvolvem à luz do Sol e se alimentam dos sais minerais da água.Estes são introduzidos na água pela decomposição de matéria orgânica, como folhas caídas.Em conse- quência disso, é essencial manter o lago limpo de folhas e certificar-se de que o solo não contenha estrume nem qualquer outra matéria orgânica. A única maneira segura de manter transparente a água dos lagos consiste em utilizar muitas plantas oxigenadoras.Estas plantas vivem submersas na água, alimentando-se de sais minerais, e,por isso,impedem que as algas se desenvolvam.Além disso, retiram luz às algas,criando manchas de sombra no lago.Por outro lado,as plantas oxigenadoras captam o dióxido de carbono libertado pelos peixes e outros animais aquáticos.Em troca, libertam oxigénio (daí o seu nome)na água, onde fica disponível para ser captado pelos peixes.Assim se efectua um ciclo perfeito:as plantas oxigenadoras e os peixes utilizam reciprocamente os produtos eliminados pelos outros. Algumas plantas oxigenadoras são mais eficientes do que outras e também crescem mais rapidamente.

Desde que não abafem outras plantas ou tenham um aspecto desagradável, raramente se pode dizer que se tem excesso dessas plantas tão úteis. Além do seu valor estético e do seu papel no ciclo de vida do lago,os peixes têm ainda outras utilidades. Evi tam a multiplicação dos mosquitos pelo facto de devorarem as larvas, consomem ovos de caracol,afídios e moscas-d ’água e comem uma certa quantidade de algas e de vegetação submersa.Além disso,os seus excrementos adubam o solo. Algumas espécies de peixes são mais adequadas para pequenos lagos ornamentais.Os mais usuais são a carpakoi (Cyprinus carpio),os peixes-vermelhos de cauda dupla e os peixes-telescópios.

 

 

Um exercício muito comum nas escolas de teatro é pedir aos alunos que imaginem a situação mais embaraçante pela qual alguma vez já passaram. Após alguns segundos de concentração, muitos dos futuros actores coram. A vergonha é uma emoção irreprimível. Uma vez activada, muito dificilmente pode ser controlada. «Corar», diz o Prof. Jeans Asendorf, da Universidade Humboldt, de Berlim, «é um processo que passa muito abaixo do nível da consciência. Não temos controle sobre isso»
 

Mas porquê esta resposta emocional colectiva em relação àquilo que é frequentemente considerado um pequeno passo em falso? Porque no fundo, nós ainda obedecemos a regras de comportamento cultural muito enraizadas e arcaicas. Antigamente, se não se cumprissem essa regras, haveria lugar a graves consequências. Asendorph explica: «A sanção final implicava a exclusão do grupo, a que os gregos antigos recorriam com bastante frequência. E isto não significava apenas declínio social, mas também existencial. Era uma verdadeira ameaça à vida propriamente dita». Estas regras da Antiguidade ainda estão em funcionamento no mundo dos negócios. Uma palavra errada, um gesto inadequado, e todo o negócio vai por água abaixo.
 

Como se isto não fosse suficientemente mau, a globalização traz consigo um novo e completo conjunto de problemas. No seu país, você pode ser um modelo sofisticado de savoir-faire, mas basta um voo de oito horas para meter os pés pelas mãos, mesmo antes de pisar o alcatrão do aeroporto. Quando viaja para lugares longínquos, não faz sentido tentar fazer papel de camaleão. Uns poucos dias não bastam para fazer de si um nativo, e também ninguém está à espera disso. O mais importante é mostrar ao país anfitrião um nível satisfatório de consideração.
 

Não há nada mais constrangedor do que usar roupas erradas. Vestir um quimono não fará de si um japonês, E se sentir tentado a imitar a forma de vestir dos outros, imagine o que seria um filho de Nipon deambulando por Londres vestido com um Kilt. Mas a Roupa normalmente utilizada nos negócios é mais ou menos internacional, por isso nada pode correr mal. Se tiver dúvidas, é preferível vestir roupa mais ou menos, principalmente nos países islâmicos, onde mostrar as pernas é quase tanto um tabu para os homens como para as mulheres. Em termos de valores de constrangimento, os calções estão muito perto do topa da escala.
 

Com a ajuda dos editores da Revista Reader’s Digest em todo o Mundo, eis alguns conselhos para quem está de visita ao estrangeiro:
 

Espanha: A “siesta” é sagrada, por isso nunca marque um encontro oficial entre as 2 e as 4 horas. Se for convidado par o jantar, não apareça antes da 10 da noite. Uma vez chegado, a melhor forma de irritar o dono da casa é começar a falar do que está certo e errado nas touradas. Em vez disso, experimente mencionar o facto do espanhol ser – a seguir ao inglês – a língua mais falada no Mundo, em termos de negócio.
 

Reino Unido: Qualquer referência ao homem inglês exclui os galeses, os escoceses e os Irlandeses. No País de Gales, na Escócia e na Irlanda do Norte, todos têm um entidade cultural muito bem definida e muito própria. A população ainda padece da consciência de classes. A classe trabalhadora, a classe média e a classe alta falam de forma diferente, vão as escolas diferentes. A regra principal para manter distância é ficar na fila...pacientemente. Faça o que fizer nunca passe à frente de ninguém.
 

França: Se a baguette não estiver já em fatias, pode parti-la com as mãos. A dona da casa espera que os convidados lhe levem flores, champanhe ou chocolates. Beijar as pessoas como forma de saudação é já prática comum no resta da Europa (continental), mas esta maneira originalmente rústica de cumprimentar não envolve actualmente quase nenhum contacto entre boca e cara.
 

Irlanda: Qual é o jogo de equipa mais antigo da Europa? É o hurling, uma espécie de hóquei que os Irlandeses jogam à mais de 2000 anos. A bola pode ser batida no ar ou no chão, e, se quiser, pode mesmo pegar nela e levá-la consigo. Continua a ser o jogo mais popular na Irlanda juntamente com o futebol gaélico, que é um mistura de râguebi com futebol. A política de liberalização dos impostos fez da ilha Esmeralda um local atractivo para os negócios e uma ponte para as empresas americanas se estabelecerem na Europa. O que costumava ser um clássico país de emigração tornou-se numa meca para fazer prosperar os negócios. Não tente estragar-lhes a imagem, pois os Irlandeses têm orgulho nela. As conversas serão em inglês, mas o primeiro típico irlandês é «Dia dhiu» que quer dizer «Deus esteja consigo». Para despedidas, dê a volta à língua e diga «Slán leat» ou seja «Vá em paz».
 

Noruega: Elogie a beleza natural do país, ou seja a forma como os Noruegueses a preservam. Os Europeus do Norte adoram os seus barcos e as suas casas de férias. Mas, tal como muitos outros escandinavos, têm aversão a perguntas relacionadas com o consumo de álcool. A maior parte dos Noruegueses gosta de beber, mas também há bastantes abstémios. De qualquer forma as bebidas alcoólicas são caras. Antes de trazer uma bebida consigo para oferecer, pergunte primeiro ao seu anfitrião qual a sua preferida.
 

Suécia: Os Suecos são orgolhosos e têm razões para isso. O nível de vida é alto, e a política social, um exemplo para o resto da Europa. Gostam que tudo corra de acordo com o protocolo. Se está a assistir a funções oficiais ou a reuniões de negócios, certifique-se de que chega a tempo e mantenha o low profile.
 

Dinamarca: Os Dinamarqueses não gostam de ser considerados como o país mais pequeno da Escandinávia. Afinal, foram eles que conquistaram a Gronelândia. Têm graça e um muito subtil sentido de ironia, mas não pode ser aquele a que está habituado. Outra coisa para tomar nota: Julho e Agosto estão reservados para os prazeres da estação do verão, portanto não é altura ideal para marcar reuniões de negócios.
 

Finlândia: Esteja preparado! É muito provável que o seu anfitrião o convide a juntar-se a ele na sauna privada. Isto é um sinal de grande consideração. Por isso, ou tem uma boa desculpa já preparada ou alinha na sugestão. Fumar é permitido mas normalmente só fora de casa.
 

Benelux: Os países a noroeste da Alemaha não nutrem uma simpatia especial pelo seu maior vizinho. As imagens deixadas pela II Guerra Mundial ainda estão presentes. Assim, é melhor ter cuidado com o tema. Na Bélgica e no Luxemburgo, a influência francesa é inequívoca, ao passo que os Holandeses defendem a sua própria cultura. A autonomia regional é importante. Na Bélgica, é essencial que se faça a distinção entre as populações da Flandres e da Valónia. Tenha cuidado nem todos os belgas falam francês.
 

Suíça: Se você é suíço, não é apenas suíço. O país tem quatro línguas oficiais: alemão, francês, italiano e romanche. Os membros destas comunidades linguísticas têm tradições diferentes, muitas das quais são semelhantes às dos respectivos estados vizinhos. No entanto, o país insiste na sua autonomia, e isto nunca deve ser questionado. Assuntos como a adesão à União europeia ou o papel da Suíça na II Guerra Mundial já não são tabu.
 

Itália: As diferenças entre o Norte e o Sul não são apenas a nível de prosperidade económica. Cometer uma pequena imprudência pode originar apenas um ligeiro arquear de sobrancelhas em Veneza, mas pode envolvê-lo numa situação perigosa na Sicília. Há duas coisas sagradas: a Igreja Católica e a família. Não coma muito depressa ao jantar. Os seus anfitriões ficarão ofendidos e pode poder deitar tudo a perder. Aprecie o excelente vinho, mas vá alternando bastantes vezes com água mineral, tal como os Italianos. Beber desenfreadamente não é visto com bons olhos.
 

Europa do leste: Polacos, Húngaros, Checos, Eslovacos e Búlgaros gostam que lhes digam que vivem na Europa Central. Para eles a palavra leste tem qualquer coisa de distante e de marginal. E depois de se terem vistos livros do jugo soviético, estes países começaram efectivamente a olhar de novo para oeste. A Polónia sempre deu muita importância às boas maneiras e à boa educação: jantar fora e ostentação só é possível para aqueles que têm dinheiro para isso. Na Hungria beijar a mão a uma senhora voltou a estar na moda, até entre políticos. Na Bulgária, pode surgir um possível desentendimento, porque acenar com a cabeça quer dizer não, e abanar a cabeça é sinal de concordância.
 

Grécia: Um Grego «a sério» nunca assinará um contracto numa terça-feira dia 13, mesmo que seja para lhe vender uma casa de férias. Terça-feira foi o dia que o Império Bizantino caiu. O que lhe uma ideia da forma como os gregos ainda estão conscientes da grande civilização que foram, embora se sintam melindrados quando equiparados com ela. Um assunto a evitar completamente é o conflito que perdura com a vizinha Turquia. E nunca estenda a mão a ninguém com os dedos abertos: é uma grande ofensa. De forma confusa, os Gregos acenam com a cabeça para baixo para dizer «sim» e com a cabeça para cima para dizer «não». Uma maneira fácil de fazer amigos é desejar-lhes uma boa semana a uma segunda-feira e um bom mês no início do mesmo.
 

Turquia: Istambul é onde a Europa ombreia com a Ásia. A religião e o Estado estão separados constitucionalmente. A igualdade dos sexos está firmemente estabelecida e as mulheres têm direito a voto desde 1923. A Turquia é um país hospitaleiro, por isso não se supreenda se em pouco tempo lhe perguntarem pela família. Se for convidado para uma refeição, prove todos os pratos. Se alguém sair durante uma refeição, todos os outros param de comer até essa pessoa voltar. Regatear preços está limitado aos bazares e aos vendedores de rua. Não o tente fazer nos supermercados, na grande superfícies, nem nas lojas de bairro. «Merhaba» é a mais comum saudação turca.
 

Mundo Árabe: Aqui o passado é todo poderoso. A tradição beduína deixou marcas em todas as formas da vida comunal, tal como, aliás, o Islão. Os mais ínfimos pormenores diferem de lugar para lugar. A Tunísia é cosmopolita, enquanto a Arábia Saudita é muito mais conservadora. Os valores tradicionais da cultura beduína são fortemente apoiados: qualquer estrangeiro é convidado e é tratado como tal. O que nem sempre é bom. Se o anfitrião ou as filhas lhe oferecerem jóias como prenda, aceite isso como uma forma de cortesia e decline de forma educada! A roupa deve ser decorosa em todas as ocasiões. Ignore o calor e enfaixe-se da cabeça aos pés com tecidos leves e arejados. As mulheres insuficientemente vestidas são rapidamente equiparadas a prostitutas. Em geral, são vistas como a propriedade dos maridos ou das famílias, por isso os viajantes do sexo masculino devem evitar olhar nos olhos das mulheres cobertas com um véu e nunca tentar tirar-lhes uma fotografia! Contactos físicos em público são tabu, e o mesmo vale para o álcool e a carne de porco. A mão esquerda é considerada suja e é normalmente utilizada para a higiene pessoal. Pessoa esquerdinas devem ter este facto sempre em mente.
 

Israel: A República de Israel existe desde 1948. nas notícias de todos os dias, só se vê uma parte dela. A maior parte dos israelitas estão virados para o ocidente e são informais, exuberantes e expansivos na maneira de ser. A maioria dos judeus ortodoxos fazem os possíveis para impor um sistema apertado de leis religiosas no país. As coisas mais importantes para ter atenção: o Sabat começa ao pôr do sol de sexta-feira e vai até ao pôr do sol de sábado. Não há transportes públicos no Sabath (Haifa é a única excepção). Os judeus comem comida Kosher, não comem porco, nem crustáceos. A carne e os produtos lácteos devem ser comidos separadamente. Irá precisar de qualquer coisa que lhe cubra a cabeça para visitar a sinagoga. Para as mulheres será suficiente um lenço. Os homens devem usar a Kipa, que é uma espécie de gorro pequeno e redondo e que normalmente pode ser adquirida à entrada do edifício.
 

Rússia: Lembra-se do famoso «beijo fraternal» entre Honecker e Gorbachev? Se se lembra, esqueça-se, pois já está fora de moda. A atitude para com o vodak também esfriou em alguns sectores da população. Actualmente bebe-se mais um copito rápido, e os Russos esperam que o beba de uma só vez. Fazer um brinde curto e cordial também é de bom tom. A forma de se dirigir às pessoas é complicada. Em ocasiões oficiais, ou se há uma grande diferença de idades, precisa de saber o patronímico do seu anfitrião (e não apenas o nome próprio), de forma a dirigir-se a essa pessoa correctamente. Pjotr, filho de Ivan, por exemplo é Pjotr Ivanovich. Olga, filha de Ivan é Olga Ivanovna.
 

África do Sul: Três quartos da população são africanos negros, sendo a etnia de zulus a de maior contingente: mas há também os AmaXhosa, Shangaan-Tonga, bavenda, bapendi, AmaNdebele, Basotho, Botswana, AmaSwasi...Adivinhou! A África do Sul é um El Dourado de diferentes costumes e tradições e há onze línguas oficiais. A maior parte dos brancos conversam em africânder, mas um comprimento feito por um convidado em inglês será compreendido e aceite por quase todas as pessoas. Um africânder também aprecia um cordial «Goeie more» (bom dia). Os Zulus e os Swazi cultivam a fórmula poética de «sakubona», o que traduzido à letra é «» Eu vi-te! Um aperto de mão firme é bem-vindo. Os amigos de raça negra fazem um ritual de aperto de mão em três fases; primeiro, enganchando os dedos mindinhos, depois apertam os punhos de cada um e por fim engancham os dedos outra vez.
 

Índia: A Índia tem um sistema rígido de classes. Os próprios indianos têm consciência disso, e alguns preferem não ser questionados sobre o assunto. Tire os sapatos antes de entrar em casa de alguém ou num sítio sagrado. Quando estiver deitado, os seu pés não devem estar apontados para quadros ou esculturas de deuses. Contactos físicos em público são tabú. Muitos indianos têm uma atitude céptica em relação ao álcool; por essa razão, mesmo o melhor vinho não é aconselhável como prenda.
 

Tailândia: Aqui acredita-se que a soleira à porta é onde se aloja os espíritos bons. Por essa razão, nunca lhe ponha o pé em cima. Outra coisa que não deve pisar é uma nota de banco. Como tem o retrato do rei, calcar-lhe em cima é um caso sério de lesa-majestade. Nunca mostre as plantas dos pés. Os pés são considerados a parte mais humilde do corpo, e apontá-los a alguém é uma ofensa.
 

China: A China passou por um império e uma revolução. Os habitantes têm um espírito aberto, e nas grandes cidades assumem comportamentos ocidentais. Mas nas zonas rurais um passo em falso pode desencadear um motim. Se está em viagem de negócios, nunca se esqueça do seu cartão de visita. Tire-o de uma forma solene e entregue-o à pessoa que está está à sua frente com toda a cerimónia que conseguir reunir. E se lhe derem um de volta, não se limite a colocá-lo no bolso de forma desajeitada, mas mostre o seu apreço, colocando-o cautelosamente na sua carteira e mostrando-se sensibilizado pela honra. A pior coisa que pode fazer é espetar o arroz com os pauzinhos. É um gesto que vem dos rituais de sacrifício e é equivalente a um jacto de blasfémia.
 

Japão: Os Japoneses têm muitas maneira diferentes de fazer a vénia. Normalmente, o que interessa é o ângulo de inclinação: 45 graus é geralmente o mais adequado. Os estrangeiros são frequentemente cumprimentados com um aperto de mão. No Japão, o chão não serve apenas para andar por cima, também é utilizado para sentar e dormir. Por isso descalce-se antes de entrar na casa de alguém. Quando alguém espirra, os japoneses ignoram educadamente o facto e fingem que nada aconteceu. Afinal, espirrar não é um acto voluntário. A cultura japonesa é baseada no respeito pelos mais velhos. Os presidentes das empresas são normalmente já de uma certa idade, e durante as reuniões podem até adormecer sem que ninguém olhe para eles de soslaio. É sinal de confiança absoluta nos seus funcionários.
 

Austrália: Antes de ir à Austrália, decore a regras de críquete, ou então arrisca-se a ser excluído das conversas. E lembre-se de que a capital é Camberra e não Sydney. Os australianos parecem Ingleses mas não são. São rápidos a tratar as pessoas informalmente, e muitas vezes é apenas uma questão de minutos antes de o tratarem pelo nome próprio. Embora a Austrália seja famosa pelos seus magníficos vinhos, a venda de álcool é cuidadosamente regulada. Alguns restaurantes chegam a não ter nenhum! Mas se trouxer o seu próprio vinho, não será alvo de desaprovação.
 

Canadá: Nunca chame americano a um canadiano! Em Montreal e na província de Quebec, o francês é a língua principal. O inglês é falado em todas as outras províncias. Os canadianos adoram o cerimonioso «jantar sentado». Frequentemente, o convidado mais velho fará um pequeno discurso antes de servida a sobremesa.
 

Estados Unidos: Aqui nem sempre é fácil de calcular o nível certo de familiaridade interpessoal. Quase de imediato, será tratado pelo nome próprio, perguntar-lhe-ão tudo sobre a sua origem e depois despedem-se com um «Até logo!» Mas isto não deve ser levado muito a sério. A conversa de circunstância é uma arte muito utilizada nos contactos de negócios e há um grande entusiasmo pelo desporto, por isso tente contribuir com a sua opinião. Os fumadores vêem-se muitas vezes banidos para áreas especificamente reservadas para esse efeito. Embora os Americanos gostem de beber, o álcool não pode ser consumido na rua. As mulheres devem assegurar-se de que as pernas e os sovacos estão depilados. A higiene e a aparência são grandes prioridades. Por isso tente tomar um duche antes de ir a qualquer sítio.
 

México: Os Mexicanos respeitam a Igreja e os símbolos sociais. Por isso, os convidados devem fazer o mesmo. Quanto às famosas cervejas mexicanas, lembre-se que a lima é inserida na garrafa por questões de higiene, e não para misturar. É utilizada para limpar o gargalo, protegendo os que bebem da vingança de Montezuma.
 

Brasil: Os brasileiros gostam de cor e liberdade. Desde 2000, é permitido às mulheres fazerem topless nas praias do Rio de Janeiro. Outra coisa que vale a pena ver é o ritual do cumprimento. Normalmente, é feito através de um beijo em cada face, mas nalguns sítios é acrescentado um terceiro beijo. O que quer dizer «Que possa casar em breve». Mas aperte as mãos às pessoas que conhecem pela primeira vez.
 

Argentina: A etiqueta do bem vestir diz que os homens devem sempre usar fato, mesmo que as temperaturas sejam elevadas. Os homens argentinos têm muito orgulho no seu estatuto de caballeros. Esta atitude exigente do feito por medida também se aplica aos contactos pessoais. Certifique-se que chega a horas às reuniões de negócios e aos restaurantes. Se alguém o convidar para casa, é melhor chegar 10 minutos mais tarde.
 

Chile: Quando são apresentadas, as mulheres beijam-se na face direita e os homens apertam as mãos. A maior honra que pode fazer-se a um visitante é convidá-lo para um barbecue. Não se esqueça de levar consigo um bom vinho chileno como prenda. Tenha cuidado com os assuntos relacionados com política, pois a ditadura deixou marcas.

 

 
 

Ao que parece, determinados aromas têm a capacidade de gerar emoções fortes e até de mudar a nossa disposição. Um novo estudo com 4000 indivíduos feito no Reino Unido examinou os cheiros que consideramos mais apelativos.

Os investigadores descobriram que o cheiro de pão acabado de fazer está sempre no topo da lista, seguido pelos aromas de lençóis recém--lavados e relva acabada de cortar. Curiosamente, enquanto as mulheres afirmaram que determinados cheiros lhes põem um sorriso no rosto, por serem familiares ou lembrarem alguém de quem gostam, os homens preferem cheiros mais fortes e excitantes. Seja como for, 94% dos homens afirmaram que era importante que as respectivas casas cheirassem bem, sendo que metade deles afirmaram que um bom aroma os ajuda a descontrair. Segundo a Dr.ª Pamela Dalton, o elo entre cheiro e memória é muito forte. «O olfacto tem o poder de fazer reviver o passado e transportar-nos a locais ou ocasiões felizes, ou recordar-nos uma pessoa especial, suscitando sentimentos de saudade e conforto.»

 

Os cheiros que nos fazem felizes
1. Pão acabado de fazer
2. Lençóis lavados
3. Relva acabada de cortar
4. Flores frescas
5. Café acabado de moer
6. Ar fresco após uma chuvada
7. Baunilha
8. Chocolate

 

 

Nollet enviou uma corrente eléctrica a partir de um jarro de Leyden, um dispositivo capaz de armazenar carga eléctrica, através de um cadeia de 700 frades cartuxos ligados entre si por varas metálicas que seguravam nas mãos. Nollet descobriu que o monge situado no fim da cadeia reagia à corrente quase ao mesmo tempo que o primeiro. Contudo, o físico confrontava-se com os mesmos problemas que outros já tinham sentido: não havia nenhuma fonte constante de corrente eléctrica, nem cabos condutores capazes de a transportar ao longo de uma distância significativa. Assim, os cientistas concentraram-se no desenvolvimento da telegrafia visual.

Mensagem dentro de uma bolha

Com a invenção da bateria eléctrica, por Alessandro Volta, em 1800, os telegrafistas passaram a dispor de um fornecimento de energia adequado e constante. O primeiro telégrafo eléctrico foi desenvolvido pelo espanhol Francisco Salva, em 1804. Em 1812, a Alemanha, Samuel Thomas von Sömmering começou a utilizar a electrólise para enviar sinais.

O aparelho receptor de Sömmering era uma solução de água acidulada, que continha uma série de hastes metálicas, cada uma das quais representava uma letra do alfabeto. Cada vara estava ligada a um fio eléctrico. Para enviar uma mensagem, o operador ligava o fio apropriado ao terminal de uma bateria, completando um circuito. A reacção química libertava hidrogénio, que aparecia sob a forma de um fluxo de bolhas proveniente da vara. A imensa quantidade de fios eléctricos envolvida tornava este sistema impraticável.

Em 1816, o inglês Francis Ronalds desenvolveu um sistema de cabo único. Junto de cada extremidade do cabo sentava-se um utilizador: cada um deles dispunha de um mecanismo de relógio ligado a um mostrador circular de latão, em que as letras do alfabeto eram reveladas, e uma pequena bola suspensa de um fio na extremidade do cabo, que era posta em movimento pela corrente eléctrica. Os dois mecanismos estavam cuidadosamente sincronizados.

Quando o emissor via a letra que queria transmitir, interrompia a corrente, e, na extremidade do receptor, a bola deixava de se mover durante uma fracção de segundo. O receptor anotava a letra que aparecia no mostrador nesse momento. Embora lento, o sistema funcionava, desde que os mecanismos estivessem rigorosamente sincronizados. Mas as autoridades não se interessaram pelo projecto, pois estavam satisfeitas com os telégrafos visuais, como o semáforo, e a ideia não avançou.

Apontando o caminho

Em 1830, o russo Pavel Lwowitch Schilling propôs a utilização da capacidade da corrente eléctrica para deslocar uma agulha de bússola. A ideia foi aproveitada pelo inglês William Cooke, que, em 1836, associado a Charles Wheatstone, produziu o primeiro sistema telegráfico eléctrico bem sucedido, rapidamente adoptado pelos caminhos de ferro para comunicar por meio de sinais e enviar mensagens aos clientes. O telégrafo de Wheatstone incluía cinco agulhas magnéticas montadas num quadro e uma grelha de 25 fios para enviar sinais. Estes faziam mover duas agulhas na grelha do receptor, que apontavam para a letra em questão.

 

 
 

Porta-bagagem de tejadilho. Se utilizar um porta-bagagem de tejadilho, certifique-se de que a carga fica bem segura e proteja-a com uma cobertura resistente que não se rasgue quando viajar a altas velocidades. Veja se as fixações do portabagagem ao tejadilho

Evitar o sono. Quando tiver que percorrer longas distâncias, mantenha o seu automóvel bem ventilado para evitar a sonolência. Pare de 2 em 2 horas para andar um pouco. Não prolongará demasiado a viagem e estará mais desperto quando regressar à estrada. Nunca continue a conduzir quando se sentir cansado. Saia da estrada — numa área de serviços, se estiver numa auto-estrada — e faça uma pausa. Durma um pouco, se necessário.

Não congestione o trânsito. Nas auto-estradas, mantenha-se na faixa da direita sempre que possível, a fim de permitir que os outros automóveis o ultrapassem. Lembre-se de que os veículos pesados não podem utilizar a faixa da esquerda de uma auto-estrada de três faixas, por isso não congestione as faixas do meio e da esquerda conduzindo a uma velocidade mais lenta. Provocará um engarrafamento atrás de si ou fará mesmo que outros condutores percam a paciência e possam provocar um acidente. A distância de segurança.Mantenha sempre a distância correcta em relação ao automóvel que vai à sua frente. Em algumas auto-estradas, existem, de vez em quando, marcas no chão para que os automobilistas possam verificar se estão a manter a distância de segurança.

Cuidado com o vento. Se conduzir a alta velocidade quando o vento sopra com força, esteja atento a qualquer safanão inesperado devido à turbulência causada por veículos altos, tais como autocarros e camiões, ou simplesmente provocada pela presença de uma ponte. Atenção à velocidade.Mantenha-se atento ao velocímetro enquanto conduz. Poderá verificar, principalmente nas auto-estradas, que a sua velocidade aumentou rapidamente sem que disso se apercebesse.

Utilize os piscas. Indique a sua intenção de mudar de faixa ou de sair da estrada com bastante antecedência para que os condutores atrás de si tenham tempo de abrandar a velocidade ou de o ultrapassar.

Condução com mau tempo Chuva:fraca visibilidade e estrada escorregadia A chuva reduz a visibilidade e a aderência dos pneus à estrada. Por isso, diminua a velocidade e mantenha o dobro da distância habitual entre o seu automóvel e o da frente quando chove.

Nevoeiro:ver e ser visto A condução torna-se arriscada quando o nevoeiro aparece inesperadamente em determinadas zonas. Reduza a velocidade e acenda as luzes para que os outros condutores o vejam. Para ter uma boa visibilidade, ligue os limpa-pára-brisas e utilize o desembaciador para evitar que o pára-brisas fique embaciado. Siga a direcção da estrada guiando-se pelos traços que marcam a berma e o eixo da via. Não siga o automóvel à sua frente a uma distância demasiado curta, pois poderá ter uma falsa sensação de segurança. Verifique constantemente a sua velocidade. Quando há nevoeiro, é fácil conduzir mais depressa do que se pensa.

Neve e gelo: como manter a aderência à estrada Deixe uma distância grande entre o seu veículo e o da frente; trave e meta as velocidades suavemente para evitar que as rodas fiquem bloqueadas e que o automóvel derrape. A descida de um declive requer mais cuidado do que a subida. Controle a velocidade utilizando a caixa e o motor como travão e os travões de vez em quando, mas com cuidado. A neve, quando mole, permite uma aderência razoável devido às ranhuras do piso dos pneus que se enterram nela, mas a neve dura proporciona uma aderência muito má.

No entanto, a neve pode tapar as ranhuras do desenho do piso, reduzindo ainda mais o grau de aderência dos pneus. Se, apesar de tudo, o automóvel começar a deslizar, bombeie o pedal do travão várias vezes, a fim de diminuir a velocidade e recuperar o controle. Se o veículo estiver atolado na neve e não houver quem o ajude, engate a terceira e a marcha atrás alternadamente, soltando a embraiagem lentamente e com o motor a baixa rotação para que o automóvel balance para trás e para diante até os pneus aderirem ao solo. Se ficar preso na neve ou no gelo, não deixe que as rodas patinem excessivamente.

 

 

Se os pássaros viverem no exterior — em gaiolas grandes ou em aviários construídos para o efeito — , deverão dispor de uma caixa que sirva de ninho para dormirem ou se abrigarem quando o tempo estiver frio ou chuvoso.

Escolher a gaiola
As gaiolas devem ser mais largas do que a envergadura das asas do pássaro, mas nenhuma gaiola é demasiado grande Orifício para o ar. No Inverno, ponha uma bola no lago. Se este gelar, retire a bola e tire água pelo buraco até ela ficar 3 cm abaixo do gelo (para dar espaço para o ar).

Se um lago tiver gelado, aqueça uma caçarola e coloque-a sobre o gelo para fazer um buraco. Atenção. Nunca parta o gelo de um lago com peixes com uma pancada brusca. Se quiser ter em casa um periquito ou um canário, compre uma gaiola com a forma e as dimensões correctas. As medidas mínimas aconselháveis são Uma gaiola para papagaios ou catatuas deve ter, no mínimo, uma base com 55 cm de lado e 90 cm de altura.

Poleiros e brinquedos
Coloque na gaiola um bom poleiro (siga as indicações que se apresentam em baixo) e alguns brinquedos, mas evite enchê-la com “ornamentos desnecessários. Os poleiros de madeira dura e diâmetro uniforme são inadequados para as patas dos pássaros. Substitua-os por poleiros de diâmetro variável, como varinhas de bambu, e freixo ou de salgueiro. Não cubra o poleiro com lixa, como por vezes se sugere, para evitar que as unhas cresçam demais. Os grãos da lixa podem cravar-se nas patas do pássaro e provocar doenças. Se necessário, peça ao veterinário que corte as unhas do animal.

Os pássaros solitários ficarão contentes se lhes puser um espelho na gaiola. Mas não se admire se um periquito macho vomitar a comida em frente ao espelho — é um ritual para cortejar as fêmeas.

Nas gaiolas dos papagaios coloque ramos de madeira dura — freixo, sabugueiro ou faia — para os pássaros treparem e picarem. Lave-os com sabão e passe-os bem por água antes de os pôr na gaiola.

Algumas espécies de periquitos gostam de arrancar tiras de casca de salgueiro para forrar as caixas que lhes servem de ninho.

Deixe o seu pássaro voar livremente
Todos os pássaros de gaiola gostam de voar livremente sempre que possível. Para as variedades de maior porte, é mesmo essencial.

Se pretender deixar o seu pássaro voar fora da gaiola, alimente-o ocasionalmente à mão, desde o início, para o ir domesticando. Em geral, os pássaros muito jovens deixam que se lhes pegue, o que torna mais fácil apanhá-los depois de terem sido libertados da gaiola.

Solte o seu pássaro numa divisão com poucos móveis e pendure um lençol em frente das janelas para evitar que o pássaro voe contra ela.

Uma alimentação equilibrada
A maioria dos pássaros de estimação come sementes. As misturas de sementes à venda constituem uma alimentação equilibrada.

Os papagaios apreciam legumes verdes, frutos e cenouras. Dê milho só ocasionalmente, porque os pássaros têm tendência para o comerem e deixarem de lado os outros alimentos.

Tenha areia na gaiola para ajudar o pássaro a digerir as sementes. Mude a água de beber diariamente. Compre um bebedouro próprio.

Problemas frequentes
Arrancar as penas. Muitos pássaros que vivem sozinhos criam o hábito de arrancar as penas — pensa-se que por tédio. Arranje-lhe um companheiro.

Retenção de ovos
As fêmeas com sinais de distensão abdominal, esforço, exaustão, depressão e que se agacham frequentemente podem ter ovos retidos. Aumente a temperatura para 30–32°C durante umas horas. Se não resultar, leve o pássaro ao veterinário.

Apanhar um pássaro que fugiu
Tente atrair o pássaro com um dos seus alimentos preferidos. Se a comida não o seduzir, experimente pôr a divisão quase às escuras. Com luz fraca, os pássaros tornam-se menos activos.

Aproxime-se lentamente. Uma perseguição frenética pode provocar a morte súbita do animal. Os canários são particularmente susceptíveis. Agarre o pássaro delicada mas firmemente quando conseguir apanhá-lo. Alguns pássaros podem ser mais fáceis de apanhar quando se atira um pano para cima deles antes de se tentar agarrá-los.

Mesmo os pássaros pequenos, como, por exemplo, os periquitos, podem infligir uma bicada dolorosa; evite apertar o seu pássaro com mais força se ele o picar — poderia estrangulá-lo.

Aproxime-se dos pássaros maiores por cima quando tiverem as asas recolhidas. Se baterem as asas durante a captura, arriscam-se a ficar feridos.

 

 

Segundo um estudo da Marktest mais de 2 milhões de famílias portuguesas têm um animal de companhia em casa. Este valor representa cerca de 63,1% do universo estudado.

Segundo Tomé de Barros Queirós, da Sociedade Protectora dos Animais, em declarações ao jornal Destak, estes números ainda ficam longe da realidade.

Mas isso não impede os Portugueses de serem, juntamente com os Espanhóis, os europeus que mais abandonam os animais. Barros Queirós alerta para a responsabilidade que é ter um animal de estimação: «Quando se leva um animal para casa, ele passa, tal como um filho, a fazer parte da família».

Por isso se vive com um animal de companhia e necessita de ajuda, contacte a Sociedade Protectora dos Animais pelo telefone 21342 38 51, ou consulte o respectivo site em www.sp-animais.pt.

 

 

Três motivos para ser feliz. A taxa de divórcio nos Estados Unidos caiu em 13% desde 2000. O débito médio do cartão de crédito está em 5000 dólares pela primeira vez desde 2002. Os cientistas descobriram que os gorilas jogam à apanhada.

A rádio está a morrer? Os jogos de computador e Facebook têm desviado as idades da rádio na faixa etária dos 12 aos 24 anos. Segundo a revista Rolling Stone, há uma década atrás estes jovens ouviam duas horas e 45 minutos de rádio por dia. Em 2010, ouviram menos de 90 minutos.

Brinquedos personalizados. A MTV Portugal convidou artistas nacionais para personalizarem brinquedos. Os músicos Rita RedShoes, Moonspell, Buraka Som Sistema, David Fonseca, Fonzie, Klepht e Slimmy e os artistas gráficos Add Fuel To The Fire, Hayes, Mar, Mosaik e Roda são algumas das personalidades convidadas para o projecto MTV Toy.

Ensine os seus filhos a serem especialistas, não fanfarrões. O professor canadiano Kieran Egan acredita que deveria ser atribuído às crianças um tópico específico para estudarem desde a escola primária – poeira, insectos, maçãs – até atingirem o ensino superior. Segundo escreve no seu livro Aprender em Profundidade, «pessoas que não sabem nada em profundidade comummente assumem que as suas opiniões são a mesma coisa que conhecimento».

Animais mais pesados. Os nossos animais de estimação estão cada vez mais obesos, como a maioria dos donos. Investigadores da Universidade do Alabama, EUA, em 24 animais estudados descobriram que 24 estavam com excesso de peso, à imagem dos donos.

Viva a banda larga. No final de Setembro de 2010, existiam em Portugal cerca de 2,3 milhões de utilizadores que usaram a Internet em banda larga móvel.

 

 

O pessimismo, o desemprego e o permanente aumento do custo de vida fazem-nos repensar onde gastamos o nosso dinheiro, a começar a poupá-lo! Seja para eliminar as suas dívidas, criar um fundo de maneio – para aqueles imprevistos que podem acontecer – ou simplesmente equilibrar as suas finanças pessoais, existem muitos truques para poupar dinheiro. Eis algumas dicas:

≫ Anote tudo o que gasta. Pode parecer uma tarefa e inútil, mas tem o condão de lhe permitir descobrir está a gastar dinheiro desnecessariamente, ou seja: vai levá-lo a poupar. Experimente guardar os talões de tudo aquilo que comprar ou consumir, tendo o cuidado de registar num caderno os outros gastos para os quais não tenha talão, registando também a renda, créditos e as contas fixas de água, luz, gás e telefone. Vai acabar por ter as contas sob controle.

≫ Evite comer fora. Se pensar no valor que gasta diariamente com um pequeno-almoço ou lanche fora de casa e multiplicá-lo peloa quatro semanas do mês, vai perceber que com esse dinheiro conseguia pagar várias despesas mensais ou colocar de lado numa poupança.

≫ Compre só o que precisa. Antes de ir às compras, faça uma lista do que realmente precisa e limite-se a essa mesma lista. Assim, será mais fácil manter-se dentro do seu orçamento. Não se esqueça de ir com tempo para poder comparar todos os preços disponíveis. E já agora: experimente as «marcas brancas», que oferecem produtos tão bons ou ainda melhores que os das marcas conceituadas. E mais baratos.

≫ Reduza as despesas fixas. Porque não optar por ter um telefone sem assinatura em casa? Ou só um telemóvel? E será que precisa de tantos canais de televisão?

≫ Reduza a conta da água. Aplique nas torneiras um redutor de fluxo, uma pequena peça que se encaixa na torneira e que consegue reduzir o seu caudal em cerca de metade. Além de reduzir a conta, está a poupar um bem precioso.

≫ Elimine os cartões de crédito. Devem ser usados apenas numa situação de emergência e sempre com os pagamentos a 100%. Eles são uma tentação para as compras impulsivas e supérfluas!

≫ Ponha de lado. Estipule um valor mensal para pôr de lado numa conta poupança. Se não consegue fazer poupanças, use mesmo um mealheiro, e no final do dia coloque lá todas as moedas que tiver nos bolsos. No final do ano, terá uma verba bastante interessante.

 

 
 

Funcionalidade

Arranje um sistema de arrumações o mais simples possível, de modo a entrar numa divisão e pegar naquilo que procurava sem ter que arredar quatro caixas de cartão para o encontrar.

Flexibilidade

As prateleiras ajustáveis são muito mais úteis do que as fixas, pois a sua posição pode ser alterada de acordo com o tamanho dos objectos a arrumar. Tente colocar ao alcance da mão as coisas que usa com mais frequência. Os objectos de que se serve menos, especialmente na cozinha, são os que deve arrumar nas prateleiras de cima e de baixo. Guarde à mão, nas prateleiras do meio, os objectos que usa com mais frequência — as panelas, a batedeira, a balança e o ferro de engomar. Aproveite bem os armários. Monte prateleiras giratórias nos armários de canto da cozinha para hortaliças ou panelas.

Assegure-se de que as dobradiças das portas suportam o peso das prateleiras Caixas de arrumação móveis. Compre módulos de arame, plástico, madeira ou cartão, com os quais poderá obter qualquer forma ou altura; além disso, e sempre que quiser, poderá dar-lhes ou improvisado.Um baú pode servir de banco se coberto com uma almofada de espuma forrada de tecido vistoso. Junto de uma janela, será um assento útil e poderá também servir para guardar livros.

Prateleiras duplas.

Divida uma prateleira funda em duas, construindo atrás uma mini-prateleira para livros, cassetes ou vídeo.

Arrumações sem grandes despesas

Nas prateleiras de pinho, aplique uma velatura cor de mogno, cinzenta ou preta. Ou pinte-as a condizer com as cores já existentes. Renove as velhas estantes de metal para escritórios pintando-as numa cor alegre com tinta para automóveis em aeros-sol. Compre varões com ganchos ou cabides e pendure neles cadeiras, espelhos, vassouras, etc.; ficará com o chão liberto.

Os seus armários de cozinha podem ter um novo aspecto se pintar as portas de cor diferente ou as forrar com plástico autocolante. Uma placa grande de aglomerado de madeira constitui uma mesa de trabalho prática se a apoiar, em cada canto, sobre módulos de rede forte de arame. Construa o seu louceiro comprando uma estante para livros e um armário baixo de largura semelhante. Pinte ou aplique uma velatura igual em ambos.

Arrumação divisão a divisão

Cozinha

Passe revista às gavetas da cozinha para guardar nelas só aquilo de que realmente necessita. Pendure conchas, escumadeiras e colheres de pau (no cabo da maior parte delas pode fazer um furo) num painel de rede por cima da zona de trabalho ou arrume-as num jarro de boca larga junto do fogão.

Mantenha à mão a torradeira e outros aparelhos que usa todos os dias, mas arrume noutro sítio os que usa pouco, como a iogurteira. Arrume as latas e os boiões em fila única em prateleiras estreitas — é mais fácil assim saber o que tem. Se as prateleiras estiverem dentro de um armário, monte prateleiras de arame no interior das portas para os objectos leves. Assim que entrar na cozinha, arrume os tachos e as panelas limpas, de modo a libertar as superfícies de trabalho e a zona para as novas lavagens.

Um secador de louça de arame pendurado na parede por cima do lava-louça dá-lhe mais espaço e evita as humidades. Numa loja de ménage ou de ferragens encontrará por certo diversos artigos para arrumação.

Quartos

Pregue uma fita à parte interior das portas do guarda-fato para gravatas, cintos, lenços de cabeça. Considere a hipótese de montar dois varões para cabides no guarda-fato — um por cima do outro — em vez de um só. É muito prático para o vestuário dos homens ou das crianças. Coloque uma arca aos pés da cama para lençóis e cobertores ou para livros e revistas. Cabides para mais de um artigo permitem poupar espaço no guarda-fato.

Construa um guarda-fato num recesso escuro ou ao fundo um quarto pequeno, pendurando do tecto, a toda a altura, portas dobráveis. Monte no interior prateleiras simples Suspenda um saco para sapatos na porta do guarda-fato ou coloque prateleiras no fundo do armário para arrumação de sapatos e botas. Compre uma cama com gavetas. Estas são muito úteis, pois nelas pode arrumar cobertores, almofadas, edredões, brinquedos e até sapatos.

Quartos de criança

Se tiver falta de espaço no quarto das crianças, compre um beliche que tenha por baixo um armário e espaço para uma secretária. Monte prateleiras móveis, que podem ser colocadas baixas quando as crianças são pequenas e mais acima quando elas crescerem. Tenha no quarto um cesto para roupa suja e insista com os seus filhos para que deitem nele as roupas assim que as despem. Use cestos de roupa de plástico ou caixas de cervejas para os brinquedos. Estas caixas podem igualmente servir de assentos. Verá que os seus filhos arrumarão os brinquedos mais prontamente se tiverem uma caixa para

Casas de banho

Monte armários debaixo do lavatório para guardar o material de limpeza e esconder os canos. É mais fácil comprar uma porta já feita e construir a estrutura do que o contrário. Uma prateleira alta na casa de banho serve para arrumar toalhas e lençóis de banho, bem como para manter fora do alcance das crianças os materiais de limpeza. Monte sobre o lavatório uma grade de arame à qual possa fixar a saboneteira, o suporte para os copos de dentes, etc. Use armários de cozinha em módulos como armários de casa de banho, pois adaptam-se com facilidade.

Salas de estar

Use os recessos para livros, discos ou colecções de pequenos objectos. Monte prateleiras fixas se pensa ficar muito tempo na sua casa ou compre estantes modulares desmontáveis que possa levar facilmente consigo quando se mudar. Não havendo recessos, use uma estante como divisória.

Entradas,sótãos e escadas

Se a sua entrada é de boas dimensões, instale nela prateleiras estreitas para livros ou bibelôs. Para usar o sótão como arrecadação, cubra os barrotes com placas de aglomerado de 15 mm. Mas não guarde no sótão objectos muito pesados, pois os barrotes não são provavelmente suficientemente fortes. As placas de aglomerado devem ter dimensões que permitam a sua passagem pelo alçapão do sótão. Para os proteger do pó, guarde os objectos pequenos em caixas fechadas e cubra os maiores com panos.

Organize um grande armário por baixo da escada no qual possa entrar. Monte prateleiras estreitas nos lados e ao fundo. Numa arca pode arrumar material de costura, livros ou garrafas. Coloque sobre a tampa um vidro grosso com as arestas boleadas para servir de mesa de apoio. Construa um banco no vão da janela e utilize a parte de baixo para arrumar mantas, brinquedos e jogos. Instale a televisão sobre esquadros fixos na parede, coloque sobre uma mesa móvel ou num móvel especial para o vídeo e a aparelhagem.

Salas de trabalho ou sem fim específico

Arrume latas de tinta ou uma máquina de costura em estantes industriais de cantoneiras Instale o seu computador pessoal numa mesa apropriada: o monitor deve ficar ligeiramente mais alto que o teclado. Se o leva com frequência de uma divisão para outra, será aconselhável montá-lo sobre um móvel com rodas.

 

 

Deixe a superfície do solo irregular, de tal modo que a geada e a chuva possam penetrar bem nele. Se tiver dúvidas sobre o tipo de nutrientes existentes no solo, poderá aplicar-lhe um fertilizante próprio para dálias imediatamente após o aparecimento dos primeiros botões.

O local ideal para plantar dálias deve ser arejado,quente e soalheiro. No entanto, é conveniente que durante a tarde as dálias fiquem um pouco à sombra, mas deve evitar locais com sombra prolongada. Plantação de tubérculos de dália Plante os tubérculos mal o terreno esteja bom para trabalhar, em Março ou Abril. As dálias que atinjam alturas elevadas (1,20 –1,50 m)devem ficar 60 –80 cm de distância entre si; os tipos médios (0,90 –1,20 m),a 60 cm distância,e as anãs,a 30 cm.

Os novos rebentos das dálias não nascem das raízes tuberosas,mas do respectivo colo, a base do antigo caule. Certifique-se de que um ou mais tubérculos estão ligados ao caule antigo e que têm pelo menos um olho. Introduza tutores (canas, por exemplo) no local onde vai plantar as dálias. As canas devem ser mais curtas do que a altura final das plantas. Abra uma cova de 15 cm de profundidade em frente da estaca, de tal modo que o olho (ou botão) na base do velho caule possa ser colocado junto à estaca. Prepare mistura para plantar composta por um balde de turfa para 4 colheres de sopa de adubo orgânico rico em azoto,como,por exemplo, guano. Encha metade da cova e coloque o tubérculo sobre essa base, de tal modo que o seu colo fique cerca de 5 cm abaixo da superfície do solo.

Cubra o tubérculo com mais terra e mistura para plantar e, se houver várias raízes tuberosas sobre o caule,certifique-se de que todos os espaços vazios ficam cheios com terra para manter as lesmas afastadas.Depois de ter enchido completamente a cova, compacte o solo com os dedos. Não regue de imediato. Coloque um letreiro na cana e anote a variedade e a data.

Plantar no exterior plantas jovens cultivadas em vasos É possível comprar em viveiros dálias jovens em vasos. Plante-as no exterior em Abril ou Maio,quando já não houver risco de geada. Coloque tutores no canteiro,tal como foi descrito para a plantação de tubérculos. Prepare uma mistura com um balde de turfa e 4 colheres de sopa de adubo orgânico rico em azoto,como, por exemplo, guano. Regue as dálias no momento em que for plantá-las no exterior e,se o tempo estiver seco, torne a regá-las passados dois dias. Com um transplantador, abra uma nela caber o torrão (cerca de 15 cm de profundidade) junto à estaca.

Deite na cova duas mãos-cheias da mistura acima referida. Retire a planta do vaso, mantendo o torrão intacto.Se as raízes já estiverem a envolver o exterior do torrão, não as puxe para fora,pois poderia danificá-las. Coloque o torrão dentro da cova e preencha o espaço à sua volta com mistura para plantar. Compacte cuidadosamente com os dedos. Preencha todo o espaço acima do torrão com mais mistura para plantar, mas deixe uma caldeira com cerca de 5 cm de profundidade à volta do caule, o que facilitará a rega e será bom para a jovem planta. Se o solo for muito pesado e retiver muita água, não deixe nenhuma caldeira,pois a água estagnada à volta do colo da dália poderia ser prejudicial. Quando a planta começar a rebentar de novo, tape a caldeira com um pouco de terra circundante, puxando com um ancinho. Por fim, analise o terreno.

 

 

Os caroços dos abacates, pêras e tâmaras permitem enriquecer uma colecção de plantas de interior com elementos exóticos e invulgares.

Os caroços de pêssegos e tâmaras podem ser colocados em vasos de 5–8 cm com substrato para sementeira, cobertos com plástico preto e deixados a cerca de 18 °C até germinarem. Os caroços de pêssego devem começar por ser submetidos a uma temperatura de 4 °C durante várias semanas antes de serem plantados.

Para fazer germinar um caroço de abacate espete no caroço três paus de fósforo até metade do seu comprimento. O objectivo de danificar o caroço é estimular o enraizamento. A germinação a partir de caroços é mais rápida no Verão. Suspenda o caroço — com a extremidade mais bicuda para cima —sobre a boca de um frasco com água. A água deve apenas tocar a base do caroço. Vá juntando água, quando necessário, para que se mantenha assim.

Passadas 6 –8 semanas, aparecerão raízes brancas e grossas na base do caroço. Enterre-o então até sua altura num vaso grande com uma mistura leve de terriço e areia; mantenha o vaso num local bem iluminado, quente e húmido. Na devida altura, brotará um rebento com folhas compridas e elegantes. As plantas de abacate crescem rapidamente e precisam de ser reenvasadas anualmente; corte o caule em crescimento quando este tiver atingido a altura desejada.

Como obter plantas de interior a partir de caroços de citrinos

Dos caroços de toranjas, limões e laranjas podem nascer plantas bonitas, mas que, muito provavelmente, não darão flor. Os caroços devem ser plantados logo que sejam retirados dos frutos. Encha um vaso de 10 cm até 1 cm da borda com um substrato de viveiro apropriado ou uma mistura formada por uma parte de terra e uma parte de turfa.

Regue bem e enterre os caroços, entre quatro e seis em cada vaso, a 1 cm de profundidade. Cubra o vaso com um saco de plástico e prenda-o com fita adesiva ou um elástico e ponha-o a uma temperatura de cerca de 18 °C. A germinação dar-se-á, em princípio, dentro de algumas semanas, aparecendo então rebentos com folhas.

 

 

Em Portugal o Natal é a festa familiar mais festejada. Semanas antes decoram-se as casas com pinheiros cheios de luzes, grinaldas e enfeites suspensos, para fazer lembrar a data que se aproxima.

O presépio é indispensável e é mesmo o mais tradicional do Natal Português: enormes presépios com musgo e pedras, e onde além das figuras centrais, Nossa Senhora, São José e o Menino Jesus, ocupam o seu lugar pastores, rebanhos, e, claro, os Reis Magos.

No dia 24, a Missa do Galo é a forma escolhida por muitos é começar a celebrar o dia em que Jesus nasceu. Depois, as famílias reúnem-se para cear; outras festejam o dia 25 com almoço ou jantar. Os hábitos gastronómicos variam de norte a sul: do bacalhau ao peru, da aletria aos fritos.

 

 
 

Se a sua opção de combate ao desemprego passa pela criação da sua própria empresa, saiba que nem sempre é necessário um grande investimento para ter um negócio que lhe permita rentabilidade. Nos tempos que correm, a prioridade que é dada aos serviços de proximidade e personalização dos produtos. Tome nota.

- Serviços de baby-sitting ao domicílio.

- Serviços de apoio escolar ao domicílio.

- Transporte escolar.

- Turismo, desde que aposte na personalização de programas.

- Pet-sitting (ama seca de animais de estimação).

- Serviços de refeições onde a personalização do menu é a tónica dominante.

- Serviço de entrega de jornais.

 

 
 

Para cada situação, aqui fica a melhor maneira de contornar certas dificuldades com humor.
 

Festa de Aniversário de Um Adulto
Dificuldade: Uma pessoa de quem gosta está um ano mais velha e nada contente com a ideia.
Objectivo: Quer ele ou ela façam 20 ou 100 anos, celebre a ocasião com uma dose de boa disposição. Embora sem o admitir, no fundo toda a gente gosta de piadas relacionadas com o envelhecimento.
Piada: Um homem gaba-se perante um amigo do seu novo aparelho auditivo. «Nunca tive um tão caro! Custou-me 3500 euros!» O amigo pergunta: «Ouves bem agora?» O gabarola responde: «Já te vais embora?»
 

Festa de Aniversário Infantil
Dificuldade: O grupo de convidados que inclui senhoras, cavalheiros e crianças de todas as idades.
Objectivo: Contar uma piada adequada para crianças que não seja ingénua, a ponto de deixar os adultos com um riso amarelo.
Piada: Um caracol seguia pela rua fora. A certa altura, foi atacado por duas tartarugas. Quando os polícias lhe perguntaram se tinha visto bem as agressoras, respondeu: «Não, foi tudo tão depressa!»
 

Reunião de Antigos Alunos
Dificuldade: Esta gente viu-o nas piores situações, com aparelho dental, com borbulhas e na aula de educação física. É altura de apagar impressões antigas.
Objectivo: Jogos de palavras inteligentes que transmitam a ideia de uma pessoa mundana e erudita, e não daquele pateta que nem sabia o nome dos grandes filósofos gregos.
Piada: O que é que se diz quando dois egoístas batem com a cabeça um no outro? Não se perdeu nada. O que é que o empregado do bar perguntou ao escritor Charles Dickens quando ele pediu um martini? Olive ou Twist? O que é um casamento antecipado por causa de uma gravidez? Um caso de vida ou de morte. (Pronto, já chega.)
 

Uma Partida de Golfe
Dificuldade: 12 tentativas de acertar na bola resultaram infrutíferas.
Objectivo: É altura de desistir, mudar de assunto e contar uma piada sobre um jogador ainda mais azelha.
Piada: Stevie Wonder encontra Tiger Woods e diz-lhe que também joga golfe. «Costumo ter uma pessoa junto ao buraco para gritar sempre que inicio o jogo com a bola no tee. O meu apurado sentido auditivo permite-me fazer pontaria.» Tiger Woods não acredita, e quando Stevie o convida para uma partida de 100 000 dólares, aceita logo, prevendo que lhe será fácil ganhar a aposta. «E então quando queres jogar?», pergunta Tiger. Stevie encolhe os ombros: «Escolhe uma noite qualquer.»
 

Reunião de Família
Dificuldade: As boas notícias são que aquela patente para uma ratoeira revolucionária foi finalmente registada, tornando-o no sucesso da família. Infelizmente, um primo que inventou um rato revolucionário não está nada satisfeito.
Objectivo: Uma piada sobre si próprio mostrará a todos que o êxito não lhe subiu à cabeça.
Piada: No outro dia, fui trabalhar com ligaduras nas orelhas. O patrão perguntou-me o que me acontecera. «Estava a passar uma camisa, o telefone tocou, atrapalhei-me e, em vez de responder com o telefone, respondi com o ferro!» «E então a outra orelha?», perguntou o meu patrão, confuso. «Voltaram a telefonar!
 

Jantar do Dia de Acção de Graças
Dificuldade: A mãe do seu marido volta à carga e não pára de falar daquela vez que ele chorou sentado no colo do Pai Natal quando já tinha 16 anos!
Objectivo: Reduzir a ansiedade do marido querido e provar que apesar de estar sempre a chamar as atenções, a mãe dele é um encanto.
Piada: Um gestor põe um cão a trabalhar num clube nocturno. O cão é um pianista virtuoso que toca todos os clássicos. Está ele sentado a tocar quando, de repente, um grande cão irrompe na sala, arrasta-o do banco e leva-o porta fora. O dono do clube pergunta: «Que aconteceu?» O gerente responde: «É a mãe; quer que ele seja médico.»
 

Festa de Natal do Trabalho
Dificuldade: Patrão implicativo, clientes intratáveis, prazos apertados ... se o desemprego não tivesse tantos inconvenientes, seria a melhor carreira. O trabalho é tão duro que nem há oportunidade para conhecer bem os colegas. Esta é uma ocasião única para brilhar.
Objectivo: Como as festas do trabalho metem sempre copos, lá vai uma piada adequada.
Piada: Quantos bêbados são precisos para mudar uma lâmpada? Vinte e um. Um para a segurar e vinte para beberem até o bar andar à roda.

 

 

Habitantes desesperados de locais assim têm concebido atracções cada vez mais estranhas para chamar a sua quota mínima de turistas. Aqui ficam alguns esforçados exemplos.

Mundo dos corta-relvas Em Southport. no Reino Unido o Museu dos Corta-Relvas dedica-se a preservar a herança dos aparelhos de jardinagem britânicos e cobre praticamente tudo o que há neste domínio. Atracções especiais: os corta-relvas dos famosos (um deles pertenceu ao príncipe de Gales). Mais informação em www.lawnmowerworld.co.uk

A maior vaca falante do mundo Na Division Street, em Neillsville, no estado americano do Wisconsin, famoso pela produção de lacticínio, ergue-se a estátua falante de Chatty Belle, uma enorme vaca, que diz, entre outras coisas: «O melhor na alimentação está nos queijos do Wisconsin.» O quadro é completado por um vitelo, felizmente mudo, e a réplica gigante de um queijo.

O futuro local de nascimento do capitão Kirk De acordo: não vai acontecer antes do ano de 2233. Mas isso não impediu a visionária cidade de Riverside, no lowa, de começar a facturar desde já pelo facto de ali ir nascer o comandante ficcional da ficcional nave Enterprise (é no episódio 40 que se sabe isso, para algum fã mais inquisitivo). O local exacto está assinalado, e os turistas podem comprar porções de terra a 3 dólares cada.

A escada rolante mais pequena do mundo Fica longe e não vale a pena, mas o centro comercial de Okadaya More, em Kawasaki, no Japão, alberga, de facto, esta maravilha da engenharia: uma escada rolante que sobe uns estonteantes 70 cm.

Montanha estranha Com tanto crescimento e actividade, já estava na altura de a China chegar ao mundo das atracções irrelevantes. Como a da montanha que fica em Puhe, na Manchúria, onde a gravidade parece estar invertida e o que parece uma descida faz escorregar para cima, e vice-versa. Em Viana, na subida para Santa Luzia, há um fenómeno semelhante (uma ilusão de óptica), mas esqueceram-se de facturar. Ao contrário dos Chineses, que abrem bares e discotecas para quem quiser ir ver.

 

 

A afirmação é do Prof. Richard Weiseman, da Universidade de Hertford, no Reino Unido, e baseia-se nos resultados de um estudo doméstico abrangendo 2500 donos de animais e focando as suas personalidades e as dos respectivos bichos de estimação. Weiseman verificou que, quanto mais antigo fosse o vínculo entre animais e os seus donos, mais frequente era partilharem traços de carácter.

Descobriu também que os donos de cães se consideram afáveis e alegres, enquanto os donos de gatos vêem como pessoas sensíveis e dignos de confiança. Os proprietários de peixes, são, ao que parece, os mais satisfeitos, enquanto que os donos de algum tipo de réptil são os mais independentes.

 

 
 
1. Faça a avaliação
«O stress vem tanto de exigências reais como da experiência interior da forma como entende essas exigências», diz Saunders. A forma como responde ao stress depende de como equaciona as suas capacidades, tanto interiores
(«Consigo resolver esta tarefa numa tarde») como exteriores («A minha amiga Beth é óptima nisto - ela podia ajudar-me»), em resposta a esta crise. Se percebe que tem capacidade para resolver a tarefa, o seu nível de stress pode não aumentar.

2. Altere as coisas
Se sente falta de capacidade, pode ter de dar passos concretos para alterar as coisas.
 
3. Enfrente a situação
Pode mudar as coisas; «movimenta-se entre a emoção de conseguir onde o pólo de atracção não é tornar o problema melhor, mas fazer que se sinta melhor com aquilo que não pode mudar», diz Maunder.
 
4. Aprenda com a lição
Para um stress significativo ou persistente, enfrentar emocionalmente a situação pode não ser suficiente. Nos tipos de stress mais extremos - talvez uma doença crónica de um dos pais -, é mais eficaz encontrar um sentido ou valor pessoal mais profundo naquilo por que tem passado. «Ouvirá muitas vezes as pessoas a dizerem: "Nunca desejaria isto a ninguém, mas uniu-nos como família."» Este é um exemplo de como se enfrenta com êxito.
 
 
 

E comecemos pelos citrinos, trazidos de tão remotas paragens pelos Árabes, que os devem ter introduzido na Europa através da Sicília muito antes da época dos Descobrimentos. Aliás, foram os Portugueses que na altura da viagem de Vasco da Gama já haviam revelado a sua presença na costa oriental africana e na costa ocidental, de influência árabe quem os introduziu no Brasil e depois na África Ocidental Meridional.

Comecemos pelo coco (possivelmente oriundo das ilhas da Polinésia), introduzido pelos Portugueses na costa ocidental africana, seguindo depois de Cabo Verde para o Brasil. Árvore providencial lhe chamavaro os Indianos, em cuja opinião deve ter sido indispensável no paraíso em que Deus colocou Adão, pois dela tudo se aproveita.

Também do Oriente vieram as bananeiras: a bananeira-pão, que se come como legume, assada, cozida ou frita, e a bananeira-fruta, que remata uma refeição e, quantas vezes, a substitui mesmo. Introduzidas em África e na América pelos Europeus, são das frutas mais quantiosas do Mundo; se em dado momento fossem colocadas topo a topo todas as bananeiras existentes, elas dariam várias vezes a volta à Terra sobre o equador.

Mas do Oriente riquíssimo igualmente ram frutas preciosas como a saborosa efumada manga, uma das melhores frutas tropicais que os Portugueses difundiram pelas terras quentes que iam conhecendo. Só nas saudosas terras de Goa se encontraram ainda cultivares como a Afonso (ou Alfonso) dos de maior nomeada em todo o Mundo.

Também destas zonas veio a fruta-pão transportada durante as viagens do cortroverso capitão Bligh (mais tarde, almirante e governador da Nova Gales do Sul) e também ligada aos acontecimentos indirectamente conexados com a independência americana substituta, nas regiões equatoriais, da batata e do pão, já que fonte de amido e calorias; também a jaqueira, de madeira preciosa, cujas cartilagens que envolvem a semente são inl:ensamente perfumadas e o fruto constitui aoreciada iguaria; e ainda a cana-sacarina, mulur de alguns dos esforços da colonização fizemos e de importância extraordinária na economia mundial. Planta tipicamente oriental foi o chá, ou chazeiro, que tem a sua origem nas zonas entre a Índia e a China e que o povo deste último país celebrizou e quase todo o mundo aprecia agora. Mantido em segredo durante muitos anos por outros povos, o chá -introduzido no Brasil por oferta régia ae D. João VI, e de lá veio para os Açores, onde é actualmente cultivado em escala apreciável.

Mas não poderíamos deixar em claro a origem levantina das especiarias já anteriormente conhecidas na Europa, até porque elas foram um dos motores da nossa navegação até à Índia. Em terras do Oriente foram enconIraos o cravinho, a noz-moscada, a pimenta (então equiparada em valor ao ouro), a curcuma, ou açafrão das Índias (um dos comoonentes do caril), o ardente gengibre, a canela de Ceilão e as canelas da Índia e da China e na base do seu comércio fizeram-se muitas fortunas e ocorreram muitas tragédias.

Cabo Verde, escala botânica
Já a flora africana se revelou mais pobre. Mas nesse grande continente teve origem o estratégico rícino; a palmeira do dendém, que os escravos levaram para a costa oriental americana em período bem negro da história universal; os diversos cafeeiros, em especial o arábica, mas também os robustas, o libérica e o racemosa; e finalmente o massang, a massambala e outros cereais que os Portugueses difundiram pelo mundo tropical.

Os nossos navegadores tinham por costume trazer para Lisboa, como prova do «achamento» de novas terras, os produtos que nelas eram mais utilizados ou estimados, ainda que muitas vezes os não apreciassem para seu próprio consumo. Assim, foram entrando na Europa variadíssimos produtos, plantas, sementes e propágulos provenientes das regiões que iam descobertas.

Em sentido contrário, eles levavam consigo os alimentos tradicionais no Velho Continente para os procurarem desenvolver nos pontos em que se instalavam. Compreende-se: enquanto pudessem utilizar a sua cimida tradicional, ou parte dela, sempre a sua existência era mais cómoda ou, melhor dito, menos dura.

Mas se nem sempre foi possível adaptar ao reino as plantas de origem tropical e às terras descobertas ou conquistadas as que já se encontravam adpatadas na europa, a verdade é que muitas delas conseguiram adaptar-se e algumas tão bem o fizeram que se tronaram importantes nas respectivas economias.

Assim como nas grandes viagens marítimas ou aéreas se fazem escalas, também nestas acções de troca de plantas se utilizou muitas vezes uma «estação» intermédia. Isto é, as plantas das zonas temperadas eram, numa primeira fase, adaptadas aos climas mais quentes numa zona tropical fresca, e caminho inverso seguiam as plantas que, vindas das regiões quentes, se pretendiam trazer para zonas temperadas.

Para este intercãmbio prestou valioso contributo o arquipélago de Cabo Verde. E tão vasto foi o papel que estas ilhas de origem vulcãnica desempenharam que ainda hoje, decorridos vários séculos sobre a movimentação dessas plantas, a flora de Cabo Verde é extraordinariamente diversificada em ambiente de dominante aridez.

Um mundo sem fronteiras
Pode dizer-se que, nos dias de hoje, o Mundo não conhece fronteiras quanto ao intercãmbio de plantas. E se nem sempre, por questões de ecologia ou outras, é possível realizar localmente a cultura de plantas conhecidas, a verdade é que elas chegam a todo o lado graças ao aperfeiçoamento da comercialização, à rapidez dos transportes, à racionalização das embalagens. Muitas plantas há que, na actualidade, embora resultantes de importação, desempenham um papel primordial na alimentação de vastos grupos populacionais e não raramente chegaram a suplantar alguns alimentos de produção local.

Tendo em conta a situação actual, dificilmente se poderia compreender como os países ricos poderiam prescindir do chocolate, do café, do chá, das bananas, para falar apenas de alguns dos diversos produtos alimentares que, sendo embora importados, são consumidos em grandes quantidades.

Conhecem-se hoje mais de 80 000 espécies vegetais comestíveis, algumas das quais com numerosíssimas variedades, que constituem um enorme potencial na luta contra a fome e na procura de novos alimentos, mas de todas estas espécies não cultivamos intensamente maIs de umas 150, e apenas cerca de uma vintena constitui o grande baluarte do homem contra a fome. E neste reduzido grupo cluem-se os cereais como o trigo, o arroz o milho e o sorgo, tubérculos e raízes tuberculosas como a batata, a batata-doce, a mandioca e o inhame e certo número de leguminosas, ricas em proteínas, como a ervilha ou de «proteiginosas», como o amendoim e a soja.

 

 

Uma boa altura para comprar sapatos

Compre sapatos no final do dia, quando os seus pés estão um pouco mais inchados do que de manhã, mas não se estiverem muito quentes ou se esteve de pé ou andou o dia todo. Os pés estarão provavelmente demasiado inchados para que os sapatos comprados sejam do número adequado. Leve consigo as suas meias. Experimente sempre sapatos novos com o tipo de collants ou meias que tenciona usar com eles. O número que lhe convém. Não compre os sapatos tendo só em atenção o número. Calce-os e ande com eles na sapataria antes de se decidir e experimente ambos os sapatos — a maioria das pessoas tem um pé ligeiramente maior que o outro.

 

Suficientemente largos

Verifique se calçam bem na parte mais larga do pé. Os sapatos demasiado estreitos podem tornar-se incómodos e magoar muito.

 

O estilo que favorece

Escolha cores neutras ou escuras se o seu número for grande. Os sapatos brancos ou de cores garridas atrairão a atenção para os pés.

Antes de calçar os sapatos novos

Aplique um produto protector antinódoas para que os sapatos pareçam sempre novos. Se a sola escorregar, esfregue-a num pavimento rugoso ou numa lixa grossa para que agarre melhor.

Sapatos muito apertados?

Embeba uma bola de algodão em éter e esfregue a zona onde apertam. Calce os sapatos e ande com eles algumas horas. Ou esfregue o interior dos sapatos com álcool e coloque-lhes formas para esticar — à venda nas boas sapatarias.

Cuidar dos sapatos

Deixe os sapatos descansarem. Não calce o mesmo par de sapatos 2 dias seguidos. Faça um intervalo de pelo menos 1 dia para que possam recuperar a forma e eliminar cheiros ou humidade.

Acabamento impermeável

Proteja os sapatos da chuva com um produto repelente da água ou aplique uma ligeira camada de cera de soalho depois de os engraxar.

Soluções rápidas

Não tem nenhuma calçadeira à mão?Utilize um cartão Credifone já usado ou uma colher grande para calçar sapatos apertados. Evitar que os atacadores se desfiem. Se os atacadores já não têm as pontas de metal, passe as extremidades pela chama de um fósforo durante uns segundos. Enrole as fibras derretidas enquanto estão moles. Pode também mergulhar as pontas em cola ou verniz transparente.

Sapatos de couro molhados

Encha os sapatos com papel de jornal e deixe-os secar naturalmente longe de aquecimentos ou do sol. Quando estiverem completamente secos, esfregue-os com um amaciador de couro e depois engraxe.

 

Limpar e engraxar sapatos

Para obter mais brilho.Engraxe os sapatos à noite e puxe o lustro na manhã seguinte em vez de engraxar e puxar o lustro ao mesmo tempo. para botas. Dois rolos de papel de cozinha atados um ao outro ou jornais enrolados conservam o formato das botas.

Atacadores que se desapertam

Se os humedecer ligeiramente antes de os atar, o nó ficará mais apertado e não se desatará tão depressa.

 

Engraxar sapatos de couro

Esfregue com uma pequena porção de vaselina ou óleo vegetal ou borrife com limpa-vidros. Puxe o lustro com um papel de cozinha. Lona e tecido. Borrife os sapatos de lona novos com protector de tecido ou goma para os manter limpos durante mais tempo. Para lavar sapatos de tecido, encha-os com papel de cozinha enquanto ainda estão húmidos para não perderem a forma e cubra-os com goma líquida para se tornarem mais cómodos. Deixe secar antes de calçar.

 

Saltos de madeira

Dê brilho aos saltos de madeira aplicando spray para móveis. Como disfarçar os estragos. As marcas de desgaste que não possam ser limpas podem muitas vezes ser disfarçadas com uma caneta de feltro da mesma cor do sapato. Experimente a mesma técnica nos saltos altos nos sítios onde já não há couro.

Lavar os sapatos de ténis

Alguns sapatos de ténis podem ser lavados na máquina.

Limpar camurça com vapor

Segure os sapatos sobre uma panela de água a ferver, virando-os para que o vapor atinja todas as partes da camurça. Quando o pêlo estiver levantado, passe uma escova macia sempre no mesmo sentido. Deixe os sapatos secarem. Levante o pêlo em pequenas zonas puídas esfregando com uma esponja seca. Se as marcas não desaparecerem, esfregue cuidadosamente com lixa fina. Sapatos brancos. As manchas de alcatrão e de gordura saem muitas vezes com acetona, contraverniz ou água rás.

 

 

À medida que vai amanhecendo, o céu sobre Copenhaga começa a ficar com tons de vermelho, mas para Michael Skeel Fahlsten a noite ainda não acabou. Este desenhador de sites na Internet, de 29 anos, está a fazer o «roteiro da morte».

Na capital dinamarquesa, este é o nome que se dá a todos aqueles que não se deitam e que andam de bar em bar com os amigos, num estado cada vez maior de embriaguez.

Acompanhado do seu primo Anders Skeel Bytzau, Fahlsten está à espera numa fila para entrar no Hong Kong, um bar decadente situado à beira-mar. Uma música ruidosa extravasa para a rua empedrada. «É formidável porque nunca fecha!», diz Fahlsten com um sorriso envergonhado, enquanto Bytzau puxa o fumo de um cigarro.

Estes jovens podem pensar que estão simplesmente a divertir-se, mas especialistas em saúde dizem que o seu comportamento ajuda a explicar o porquê de os Dinamarqueses estarem entre os menos saudáveis da Europa.

Entretanto, a cerca de 600 km a nordeste de Estocolmo, a família Sewerin está prestes a começar o ritual de domingo. «Acordamos às 8 da manhã, pomos os miúdos no carro e vamos», diz Maria Sewerin, de 42 anos e mãe a tempo inteiro. Em breve Maria e Anders — o marido, que é consultor administrativo — estarão a correr à volta de um ginásio jogando innebandy (uma versão sueca de hóquei em patins) com os filhos Oscar e Disa, e um grupo de amigos.

Depois do jogo, todos se precipitam para a sauna, que é outro ritual tradicional. «Claro que nos preocupamos com a nossa saúde», diz Anders, de 44 anos. «Mas nós fazemo-lo porque gostamos. Faz parte da nossa mentalidade.»

Esta mentalidade ajuda a explicar porque é que os Suecos são os mais saudáveis da Europa. Graças, em parte, a um exercício regular, uma alimentação nutritiva, um consumo moderado de álcool e de tabaco e um excelente serviço de saúde, o sueco vive em média quase até aos 80 anos. O que significa três anos mais do que os Dinamarqueses e seis anos mais do que o europeu médio.

Evidentemente que o bem-estar económico e a situação social de cada um pode limitar o tipo de exercício que se faz, a comida que se pode comprar e a qualidade dos cuidados médicos disponíveis. No entanto, «o único factor que é realmente importante na saúde de qualquer população é o estilo de vida. A forma como as pessoas vivem o dia-a-dia», diz Martin McKee, professor na Escola Londrina de Higiene e Medicina Tropical e perito em saúde comparada.

Na Suécia, os factores alinham-se todos de forma favorável. Além de viverem mais tempo, os Suecos sofrem em menor número de doenças do foro circulatório, cardiovascular e cancerígeno do que a maioria dos seus colegas europeus. E quando têm um cancro, têm mais hipóteses de sobreviver.

Esta proeza sueca resulta de um trabalho árduo. O desporto, por exemplo, está profundamente enraizado na cultura sueca. Quer seja innebandy, hóquei no gelo, futebol ou a forma sueca de aeróbica, chamada Friskis och Svettis, que quer dizer «Saúde e Suor».

Nos locais de emprego, há cestas de fruta em várias mesas. Um grande número de empresas oferece aos seus funcionários uma hora por semana para exercício físico, e aquelas que subsidiam programas de ginástica podem usufruir de alguns benefícios fiscais.

Mas os benefícios fiscais representam apenas uma de muitas outras acções através das quais o Governo Sueco tem promovido estilos de vida saudáveis. Por exemplo, a agressiva campanha contra o consumo excessivo de álcool já data do século XIX, altura em que o alcoolismo estava em fase ascendente. O Estado continua a ter o monopólio e o controle da venda de vinho e de bebidas espirituosas. E as bebidas alcoólicas são fortemente tributadas (embora o preço do vinho comece agora a ficar alinhado com o dos outros países da Europa do Norte).

Actualmente, a Comissão Sueca do Álcool faz circular uma grande quantidade de mensagens contra o consumo de bebidas alcoólicas. Na televisão, a estrela pop Stakka Bo aconselha moderação no consumo de álcool. «Um dos principais problemas em tornar-se um alcoólico», diz ele, «é a diversão que se vive no percurso até lá chegar.»

Os cigarros também são fortemente tributados. Não é permitido fumar no local de trabalho, a não ser que seja numa área reservada para o efeito, uma prática que brevemente se poderá estender aos restaurantes.

«Em termos de saúde, a Suécia conseguiu alcançar um bom nível», diz McKee. Porquê? «Tem muito a ver com culpa», diz Britt Reigo, vice-presidente da Ericsson, a empresa de telecomunicações sueca. «Iluminados por Lutero, tentamos sempre fazer o que julgamos estar certo.»

O sucesso desta história na Suécia é copiado pelos vizinhos nórdicos: Noruega, Islândia e Finlândia. Mas a Finlândia nem sempre foi um modelo de boa saúde.

No princípio dos anos 1970, o número de mortes na Finlândia derivadas de doenças cardiovasculares estava entre as mais elevadas do Mundo. Em resposta a isso, o Governo lançou um conjunto de reformas na região pobre do Norte da Carélia.

Subsidiou o cultivo de cereais, produziu mais leite meio-gordo e alterou a alimentação nas escolas. Um dos produtos secundários do projecto foi o Benecol, uma margarina vegetal, que reduz o colesterol.

Os resultados foram tão positivos que foram alargados ao resto do país. Por volta de 1995, o número de mortes anuais derivadas de doenças cardíacas entre os homens finlandeses diminuíra em 65%. Também o cancro no pulmão baixou em mais de 70% no Norte e quase 60% em todo o território. «A Finlândia é a prova do sucesso destas reformas!», diz Franklin Apfel, um administrativo da Organização Mundial de Saúde em Copenhaga. Tal como os Suecos e os Finlandeses, os Dinamarqueses são prósperos, educados e orgulhosos do seu vasto sistema de saúde. No entanto, parece que todas as pessoas fumam na Dinamarca, a toda a hora e em qualquer sítio: depois das aulas de ginástica, entre os pratos às refeições e até nas enfermarias dos hospitais. Segundo a Organização Mundial de Saúde, os Dinamarqueses fumam em média 1635 cigarros por ano, enquanto na Suécia fumam 711. As mulheres dinamarquesas fumam quase tanto como os homens, e o preço a pagar é o terem a taxa mais alta da Europa de cancro no pulmão.

Para além dos cigarros, também os charutos são populares na Dinamarca, mesmo entre as mulheres. «Os charutos são giros e estão na moda», diz Claudia Wionczek, de 23 anos, olhos brilhantes e funcionária da W. Ø. Larsen, uma tabacaria de Copenhaga. Wionczek é fanática da boa condição física, corre, levanta pesos e joga ténis e sabe dos riscos provocados pelo fumo, mas não está preocupada. «Todos os meus amigos fumam charutos», diz. «Fazemo-lo para relaxar.»

A alimentação também contribui para o agravamento da saúde no país. Tradicionalmente, os Dinamarqueses barram as suas sanduíches com banha de porco (smørrebrød). Hoje em dia, a sanduíche mais popular é a que leva leverpostej, um pâté tradicional feito com fígado, gordura e natas. Quando há tempos houve um incêndio numa dessas fábricas que produzem leverpostej, desencadeou-se uma crise nacional. Os fabricantes publicaram anúncios assegurando ao público que o seu prato favorito brevemente iria estar de volta.

«Porque é que os Dinamarqueses comem, bebem e fumam desmesuradamente, sabendo que os espera uma morte prematura? «Não gostamos de regras», explica Michael Skeel Fahlsten, o desenhador de sites na Internet que faz o «roteiro da morte». «Gostamos de um bocadinho de anarquia!»

O célebre chefe de cozinha dinamarquês Claus Meyer acrescenta que se dá demasiado ênfase à saúde e pouco ao prazer. «As crianças aprendem sobre os perigos da comida e a necessidade de esterilização e pasteurização», diz. «Eu quero que as pessoas gostem do que comem. Isso terá um impacto maior na longevidade.»

Fora da Escandinávia, é nas antigas nações comunistas que se encontram as pessoas menos saudáveis da Europa. Ao longo de várias gerações, as pessoas viveram na pobreza e a alimentação era baseada em porco, gordura e couves; fruta rica em vitaminas, tal como bananas e laranjas, era praticamente desconhecida.

Com as reformas económicas, a comida cheia de gordura na Polónia, na República Checa e na Eslováquia foi substituída por uma alimentação mais saudável. Mas a Hungria, onde a esperança de vida é de 71,5 anos, ainda tem um longo caminho a percorrer.

A deliciosa cozinha da Hungria é mundialmente conhecida, mas também não é nada saudável. Os cozinheiros começam tradicionalmente com banha de porco, engrossam a comida com farinha e acrescentam natas azedas. Um dos pratos que pode encontrar-se em quase todas as mesas é um creme de vegetais com base no rántás, que é um molho feito de banha de porco.

«É delicioso mas terrível!», diz George Lang, proprietário de um restaurante húngaro em Nova Iorque. «As pessoas na Hungria não sabem as coisas básicas. Despejam metade do saleiro na comida apesar de terem a tensão arterial alta!»

Com base na maioria dos padrões de saúde, a Hungria está em péssima forma. Tem uma elevada taxa de consumo de álcool e a cirrose no fígado é um problema gravíssimo. Tem a maior taxa de mortalidade de cancro nos pulmões da Europa. Geralmente, 20% das mortes na Hungria estão relacionadas com o fumo do tabaco, e 10 a 12%, com o álcool.

Durante metade de um século, vários equipamentos para despistagem do cancro na cervical estiveram disponíveis para todas as mulheres, mas apenas 15 a 20% de entre elas tiraram partido disso.

«As pessoas pura e simplesmente não prestam atenção», diz Erzsébet Podmaniczky, uma administrativa da Associação Médica Húngara. «Estamos sempre a pensar a curto prazo. Nunca planeamos a longo prazo.»

«Mas isto está a mudar», segundo diz o Dr. András Jávor, director do Programa de Saúde Pública Nacional na Hungria. O Estado está empenhado num novo e ambicioso programa de saúde que inclui aumento de recursos financeiros para os serviços de saúde, grande quantidade de equipamentos de despistagem para os vários tipos de cancro e educação pública.

Mas vai ser uma batalha difícil. O Dr. Jávor cita médicos, muitos deles oncologistas, que fumam em frente dos pacientes. «É inaceitável!», diz. O que é que o futuro nos reserva? Como McKee chama a atenção, «É muito mais fácil ter boa saúde num país próspero do que num pobre.» Assim, como os níveis de vida aumentaram, a saúde na sua globalidade tem melhorado consideravelmente por toda a Europa nos últimos 30 anos. São boas notícias para as pessoas dos países mais pobres: à medida que ficam mais ricos, devem viver mais anos e com mais saúde.

No caso dos países mais ricos, é necessário uma contínua vigilância. O álcool, por exemplo, é o assassino número um dos jovens, sendo responsável por uma em cada quatro mortes entre os 15 e os 29 anos. Em 1999, morreram 55 000 jovens em toda a Europa por causas ligadas ao álcool.

Os especialistas dizem que talvez com a abertura das fronteiras e uma só moeda as diferenças nacionais se diluam e os estilos de vida europeus evoluam de forma a ficarem parecidos uns com os outros. A questão que se coloca é a seguinte: será a Suécia ou a Dinamarca a servir de modelo?

«Se querem viver mais anos e mais saudáveis, fumem e bebam menos, comam mais comida fresca e façam mais exercício», diz o especialista em saúde McKee. É tão simples como isto!

 

 

É sempre mais fácil encontrar um sorriso durante a quadra de Natal e Ano Novo. A vida fica melhor quando há mais sorrisos à volta. E não será surpresa para ninguém que sentir-se rodeado de estados de espírito positivos e expressões faciais mais simpáticas contribui para o nosso próprio grau de optimismo.

Um estudo da autoria de psicólogos finlandeses determinou que as emoções são contagiosas e um sorriso pode «induzir um sentimento de prazer» no observador, mesmo que seja um completo desconhecido.

Daí ao «treino de sorrisos». Uma companhia férrea japonesa montou nas estações mais movimentadas uns inovadores «sorrisímetros» – computadores portáteis equipados com câmaras em que cada manhã, antes de entrarem ao trabalho, os funcionários podem testar (e ver classificada) a «correcção» dos seus sorrisos de atendimento. O teste – em estações como a de Shinagawa, em Tóquio, através da qual passam diariamente 250 000 pessoas stressadas – é, por enquanto, facultativo.

Imagine só um sorrisímetro em cada esquina de Lisboa e Porto: ajudaria a combater até os casos mais sérios de segunda-feirite.

 


 

Da próxima vez que se sente à mesa de um restaurante dê uma vista de olhos mais atenta ao menu. Verá que há boas probabilidades de ser subtilmente sugestionado a escolher aquilo que o proprietário do restaurante quer que escolha. Tudo isso devido aos princípios de «engenharia de menus», à composição e localização estratégicas dos vários pratos.

Entre os truques mais básicos, incluem-se menus resumidos, descrições simples dos pratos, menus de sobremesas em separado e preços impressos logo a seguir à descrição do prato, em vez de separadamente numa coluna mais à direita, o que favorece «comparações directas de preços». E é essencial que o tamanho da letra do menu corresponda ao seu mercado. «Assim, a menos que o alvo sejam os jovens, o tipo de letra deve ser grande e claro, porque ninguém quer usar óculos ou uma lanterna para ler.»

 

 
 

Os bebés nascidos nos próximos 15 anos, a contar com 2010, pertencerão à Geração Alfa. E deverão constituir a maior geração de sempre, pois regista-se neste momento em todo o Mundo uma taxa de natalidade superior ao pós-II Guerra, o chamado baby-boom.

Segundo o investigador social Mark McCrindle, o nome foi escolhido porque, tal como na Ciência, quando o alfabeto latino se esgota, passa-se para o alfabeto grego. «Esta geração-deverá ser a que mais educação formal recebeu em toda a História. Começarão a estudar mais cedo e estudarão mais tempo.»

Ao correr das gerações
Construtores:  1920-1945
A Grande Depressão americana e a II Guerra Mundial resultaram numa geração com uma forte ética de trabalho, conservadora em termos financeiros e respeitadora da autoridade.

Baby-Boomers: 1946-1964
Nascidos numa era de prosperidade, são muito afirmativos em questões sociais e liberais na atitude.

Geração X: 1965-1979
Cínicos em relação à autoridade e abertos a novas formas de espiritualidade, mas inseguros quanto ao seu futuro económico.

Geração Y: 1980-1994
Rotulados de desatentos e superficiais, são também conhecidos como a geração do «eu e agora».

Geração Z: 1995-2009
Tecnologicamente proficientes, criativos, autoconflantes e com forte ética de trabalho, resultado de serem filhos de pais mais maduros e da depressão económica.

 

 
 

Como muitos outros recifes de coral pelo Mundo, o fabuloso ecossistema do mar das Caraíbas, próximo de Cancún, no México, tem recebido atenções excessivas. Numa tentativa de atrair para outro lado o excessivo número de mergulhadores visitantes e permitir que o recife se regenere, as autoridades do Parque Marítimo Nacional decidiram criar o maior museu subaquático do Mundo. A mostra acolherá 400 esculturas feitas de cimento com pH neutro e que permitem o rápido crescimento de algas e instalação de vida marinha.

O artista britânico Jason de Caires Taylor, com obra subaquática conhecida, foi chamado para orientar o projecto. As primeiras quatro esculturas foram instaladas em Novembro passado.