Notas de Lazer 9

 

 
 

Por exemplo, um Dali comprado há poucos anos numa loja de bagatelas de Nova Iorque por 40 dólares foi posteriormente vendido por 180 000. Como melhorar as possibilidades de encontrar uma obra-prima da próxima vez que for aos antiquários?
 

Verifique se é um original
 

Atente nas pinceladas na superfície da tela e veja se cada uma das áreas coloridas tem a sua textura distinta, e não uma finalização uniforme, recomenda David Norman, da Sotheby's.
 

Veja se já foi exposto
 

«Deverá procurar as inscriçõs do artista na parte de trás, bem como as marcas de giz ou as etiquetas das galerias de exposições passadas», diz Norman. «Um original valioso já foi provavelmente exibido.»
 

Peça as telas enroladas
 

«Muitas telas valiosas continuam por descobrir porque foram enroladas e pensou-se que fossem pinturas sem valor», diz David Norman. «Desenrole-as e observe-as bem pela frente e por trás.

 

 

O Museu da Marioneta, aberto ao público em 2001 no Convento das Bernardas, é hoje um espaço único em Lisboa. O seu acervo inclui marionetas de todo o mundo. Aqui estão representados os principais países da Europa, mais locais tão longínquos como a Indonésia, o Japão ou o Brasil.
 

Os materiais também são surpresa. Desde as já conhecidas marionetas de madeira e tecido a peças verdadeiramente únicas de cortiça, metal e – imagine-se! – pasta de arroz.
 

Ao longo das suas salas, animadas com audiovisuais e maquetas de espectáculos, estão representados alguns dos melhores marionetistas portugueses. Presta-se aqui homenagem a Faustino Duarte, Lília Fonseca e Júlio de Sousa.
 

Para as crianças, este espaço é um mundo de brincadeira. A elas estão reservadas quatro salas, numa das quais pode organizar a festa de aniversário do seu filho, que inclui uma visita guiada ao museu, um pequeno atelier de marionetas e uma lembrança a todas as crianças. Paga-se €8 por criança. Nas restantes salas, os mais pequenos podem realizar actividades como a construção de uma marioneta (que pode ser de luva, vara ou fios), pintura ou a manipulação de sombras.

 

«Como se sentiria se criasse uma obra de arte e outra pessoa pegasse nela e a oferecesse de borla na Internet?». Isto significa que os seus filhos podem estar a infringir a lei se trocarem músicas com os amigos utilizando software descarregado de sites como o Kazaa, o iMesh ou o Grokster, ou enviando ficheiros de música por e-mail, ainda que digam que «todos fazem o mesmo».
 

As empresas discográficas estão a levar o assunto tão a sério que este ano, nos EUA,a Associação Discográfica da América processou 341 pessoas, entre as quais uma menina de 12 anos que tinha copiado mais de 1000 músicas para o disco duro do seu computador.
 

Sarah Roberts sugere aos adeptos de pescar músicas na Net que visitem os sites que oferecem downloads legais (a pagar ou de borla), autorizados pelos artistas, em que os pagamentos revertem para os criadores das músicas. Para mais informação e links de sites legais vá a www.pro-music.org .

 

 

O castelo terá sido edificado sobre escombros de uma fortificação romana, como o atestam os materiais arqueológicos e numismáticos encontrados em escavações no seu interior e o diferente tipo de construção das bases e do restante corpo do edifício.
 

Conquistado aos Mouros por D. Afonso Henriques, foi em 1171 entregue à Ordem dos Templários, sendo então reconstruído e ampliado por ordem do seu mestre, Gualdim Pais, como pode ler-se na lápide existente sobre a portada interior do castelo.
 

Em 1910, foi classificado como monumento nacional. Nos anos 40, sofreu importantes obras de restauro, que lhe devolveram as formas originais.
 

Ainda hoje se questiona a sua funcionalidade como controlador das embarcações que navegavam no Tejo ou como mera atalaia, pois a sua existência só se justificava numa era em que o nível das águas possibilitava a navegação de Lisboa até as Portas do Ródão.
 

Trepar à descoberta do castelo, percorrer os dois recintos comunicantes entre os seus 10 torreões e subir a torre de menagem é toda uma aventura. A travessia para a ilha depende inteiramente do barqueiro que se encontra na margem e com o qual se combina a viagem de ida e volta.

 

 

É um dos raros exemplos de arquitectura religiosa da época visigótica a chegar minimamente intacto aos nossos dias (outra excepção importante é a Capela de São Pedro de Balsemão, nos arredores de Lamego, notável, sobretudo, pelos seus interiores).
 

A devoção por São Frutuoso, nono bispo de Braga, remonta ao final do século VII. Filho de um nobre visigodo, Frutuoso rejeita a vida mundana e manda entregar a fortuna herdada aos pobres. Funda um pequeno convento em Real, então um lugar afastado da sede episcopal, numa estrada muito frequentada pelos peregrinos que se dirigiam para Compostela. Como prelado, notabiliza-se pelas suas prédicas e escritos, pedindo compaixão para com os prisioneiros de guerra.
 

Esta pequena igreja de linhas invulgares deverá datar de 650. A planta é em cruz grega e evoca um mausoléu. Na parede da abside, destaca-se um túmulo que a tradição diz ser do padroeiro. A presença islâmica terá feito alguns estragos no edifício, mas supõe-se que este manteve no essencial as suas características.
 

Relativamente modesto por fora, parecendo ao observador desprevenido um anexo da vizinha igreja, é o interior de São Frutuoso que surpreende o visitante, com o jogo de colunas a suportar requintados arcos em ferradura assentes em capitéis decorados com elaborados motivos vegetalistas.

 

• Em Itália, não dê mais do que 10% ao empregado de mesa, Em Espanha, basta arredondar ao euro mais próximo. De igual modo, na Grécia podemos arredondar €38,5 para €40, mas não há nenhuma percentagem estabelecida. Os Húngaros consideram pouco seguro deixar dinheiro em cima da mesa. Em vez disso, diga discretamente ao empregado quanto tenciona dar, e esse montante será adicionado à conta. A França é diferente: uma taxa de serviço é automaticamente incluída na conta, de maneira que dar ou não gorjeta fica à sua discrição.
 

• Os Estados Unidos são um país à parte, em que o serviço depende das gorjetas. Num bar, se cada rodada não for acompanhada de uns poucos dólares para o empregado, prepare-se para uma noite miserável. Espera-se que à conta das refeições seja acrescentada uma gorjeta de pelo menos 15%, embora 20% não seja fora do comum.
 

• Os Japoneses contornaram o problema eliminando as gorjetas. De igual modo, não há qualquer obrigação de dá-la na Austrália ou na Nova Zelândia.

 

 

Às sextas e sábados, lá vão eles para a noite... Eis alguns conselhos que eles-e elas- talvez não queiram ouvir à noite, mas que poderão escutar no dia seguinte, quando lhes der a dor de cabeça da ressaca. (além do óbvio: não bebam demasiado):
 

• Comam antes de sair para proteger o estômago e retardar a absorção do álcool.
 

• As bebidas com gás embriagam mais depressa.
 

• Evitem o tinto e as aguardentes escuras: contêm químicos que podem agravar a ressaca.
 

• Bebam água durante e após a noite. A desidratação é responsável por boa parte da ressaca.
 

• De regresso a casa, bebam sumos adoçados. O álcool pode baixar os níveis de açúcar, o que provoca, ou aumenta, a má disposição.

 

 

Verifique o «contador»: Comece por ver se o disco duro está optimizado. Num PC, vá a «O meu computador», clique com a tecla direita do rato na drive C e escolha «propriedades» para verificar a capacidade. Num Mac, clique uma vez no ícone do disco duro, vá ao menu «file» e escolha «get info». O disco duro não deve estar a mais que 75% da capacidade, diz Palm.
 

Livre-se dos extras: Se o disco duro estiver cheio, passe em revista os seus ficheiros de música, fotos e vídeo-clips que ocupam muito espaço. Deite para o lixo os de que não precisa e guarde os que usa raramente em CD-Rs.
 

Liberte o browser: Limpe a cache do seu browser de Internet e apague os e-mails antigos sobretudo os que têm anexos. Livre-se do spyware que se introduziu no seu computador durante os downloads. Para os PCs, há software gratuito em safer-networking.org.
 

Desfaça-se de programas antigos: Faça um inventário dos programas que tem no computador. Desinstale os que já não usa. «Mas se se abrir uma janela a perguntar-lhe se quer apagar um ficheiro usado por outro programa, clique não», diz Palm.
 

Desfragmente o disco: A desfragmentação permite aceder mais depressa aos ficheiros. O programa está instalado na pasta de sistema do seu PC e pode demorar horas a correr.

 

 

Tudo nesta igreja sugere uma fortaleza a começar pela frontaria, constituída por uma torre rematada por um campanário. Só o portal decorado destoa do ambiente militar. As próprias frestas, rasgadas nas faces laterais da torre, mais parecem seteiras que aberturas para iluminação.
 

Este ar guerreiro num local de oração não será de estranhar se nos lembrarmos de que a margem esquerda do Douro foi longamente disputada entre cristãos e mouros. Só em 1057 é que Fernando Magno de Leão tomou posse definitiva destas terras. E a verdade é que também a vizinha Igreja de Cárquere tem características de igreja-fortaleza.
 

O nome Mouros só vem reforçar a ideia de zona fronteira, sempre à mercê de uma incursão inimiga. Entrando no templo, descobre-se outra originalidade dos construtores: a face traseira da torre apoia-se interiormente num arco reforçado, desenvolvendo-se a partir daí a nave até ao altar-mor. Este apresenta exuberante decoração barroca em talha dourada, única marca não-românica desta original igreja.
 

Não há a certeza sobre a data da construção deste templo, admitindo-se que remonte aos finais do século XII, provavelmente à época em que Egas Moniz recebeu das mãos do seu antigo pupilo, então já o rei Afonso Henriques, o senhorio das terras de Resende como recompensa pelos bons serviços prestados.
 

Uma curiosidade suplementar de São Martinho de Mouros é a profusão de siglas gravadas pelos mestres canteiros nas pedras da igreja.

 

Tudo nesta igreja sugere uma fortaleza a começar pela frontaria, constituída por uma torre rematada por um campanário. Só o portal decorado destoa do ambiente militar. As próprias frestas, rasgadas nas faces laterais da torre, mais parecem seteiras que aberturas para iluminação.
 

Este ar guerreiro num local de oração não será de estranhar se nos lembrarmos de que a margem esquerda do Douro foi longamente disputada entre cristãos e mouros. Só em 1057 é que Fernando Magno de Leão tomou posse definitiva destas terras. E a verdade é que também a vizinha Igreja de Cárquere tem características de igreja-fortaleza.
 

O nome Mouros só vem reforçar a ideia de zona fronteira, sempre à mercê de uma incursão inimiga. Entrando no templo, descobre-se outra originalidade dos construtores: a face traseira da torre apoia-se interiormente num arco reforçado, desenvolvendo-se a partir daí a nave até ao altar-mor. Este apresenta exuberante decoração barroca em talha dourada, única marca não-românica desta original igreja.
 

Não há a certeza sobre a data da construção deste templo, admitindo-se que remonte aos finais do século XII, provavelmente à época em que Egas Moniz recebeu das mãos do seu antigo pupilo, então já o rei Afonso Henriques, o senhorio das terras de Resende como recompensa pelos bons serviços prestados.
 

Uma curiosidade suplementar de São Martinho de Mouros é a profusão de siglas gravadas pelos mestres canteiros nas pedras da igreja.

 

 

Passeio no estuário do Tejo

Passeio pedestre Hortas (Alcochete) - Marinhas do Samouco. São cerca de 6 km (2 a horas de caminhada) onde poderá observar a avifauna aquática, a vegetação e a paisagem das margens. É um percurso fácil, mas como não é um circuito fechado há que pensar numa solução para o regresso. Este percurso pode ser guiado entre Alcochete e as Hortas.

Onde ficar: Ribeira das Enguias: 1 cama casal e 22 camas individuais (em quartos de 2 a 4 camas). Reservas e Informações: Av. Dos Combatentes da Grande Guerra, 1, 2890-015 Alcochete. Tel: 212 341742 ou 212 341654; e-mail: rnet@icn.pt.

Grutas das serras de Aires e Candeeiros

Aqui não há risco de o sol vos queimar. Pode escolher entre várias: as de Santo António, as de Alvados e as de Mira d'Aire, que não distam muito umas das outras. Se vier pela A1, saia na portagem de Torres Novas, siga até Moitas Vendas (4 km na direcção de Alcanena) e vire à esquerda junto à igreja. Em Julho e Agosto estão abertas das 9.30 às 20.30. Adultos pagam €8 por um bilhete que dá para Santo António e Alvados. Crianças até 5 anos, grátis. Mais informação e imagens das grutas: www.grutassantoantonio.com; www.grutasalvados.com; www.grutasmiradaire.com.

Onde a terra acaba e o mar começa

Percurso pedestre entre o Cabo da Roca (Cascais) e a Pedra do Cavalo. São 3 km, que poderá fazer em hora e meia. Na pedra da Azoia pode ser observada a gaivota-prateada, bem como os ninhos, que durante a fase de nidificação se localizam nas pequenas ilhas situadas a sudeste do cabo. Na estrada do Esparregal podem ser avistados peneireiros-comuns e, durante a Primavera e o Verão, o andorinhão-real. Na estrada de terra batida do Cabeço do Carrascal poderá observar o cartaxo-de-cabeça-preta, a toutinegra, o pintarroxo e a petinha. O percurso é considerado difícil. Mais informações na sede do Parque Sintra-Cascais: Rua Gago Coutinho, 1, 2710-566 Sintra. Tel: 219247 200; e-mail:pnsc@icn.pt.

O paul de Biquilobo

Na região de Torres Novas fica este paul (terreno alagadiço) que conta com um percurso fácil de 3 km (2.30 horas) atravessando campos agrícolas e beirando o rio Almonda, excelente para observação de aves. Informações na sede da reserva natural: Quinta do Paul, Brogueira, Apartado 27, 2350-334 Torres Novas. Tel: 249 820 550; e-mail: rnpb@icn.pt.

O ecomuseu de Arnal

No Núcleo Ecomuseológico de Arnal (a 10 km de Vila Real) e reproduzida a casa tradicional do Alvão: lagar de vinho, forno, lareira e teares, juntamente com alguns equipamentos do espaço envolvente (fonte, lavadouro, palheiros, moinhos, espigueiros, eira, cortes de gado. Entre Galegos da Serra e Arnal - com início em Agarez, na saída para Galegos da Serra -, há um percurso pedestre de 5 km que pode fazer-se em 3 horas. Tem vistas panorâmicas de Vila Real e das serras circundantes. Informações na sede do Parque Natural do Alvão: Largo dos Freitas, 5000-528 Vila Real. Tel: 259 302 830; e-mail:pnal@icn.pt.

 

 

Investigadores norte-americanos descobriram que quem viaja na estrada está mais sujeito a sofrer ataques cardíacos do que aqueles que vão para férias de avião, comboio ou outros meios de transporte.
 

Porquê? Numa palavra, stress. Conduzir exige atenção e concentração, que aumentam a tensão arterial... e o risco de ataques cardíacos, diz um dos autores do estudo, Willem J. Kop. Eis alguns conselhos para uma viagem saudável:
 

• Nada de pressas. É uma característica típica dos comportamentos agressivos, que tem sido associada a um risco acrescido de ataques cardíacos, diz o psicólogo Peter A. Wish. Por isso, parta cedo, preveja paragens e invente jogos para fazer durante a viagem para aliviar a tensão, diz a psicóloga Mathilda B. Canter.
 

• Faça paragens. Estar demasiado tempo sentado aumenta o risco de se formarem coágulos sanguíneos potencialmente mortais. Pare para esticar as pernas mais ou menos de hora a hora.
 

• Beba (água). A desidratação sobrecarrega o coração.

 

 

• As teleobjectivas (lentes com distância focal superior à normal) são essenciais, mas para evitar que as fotos fiquem tremidas, não use tempos de exposicão inferiores à distância focal, a menos que use um tripé (por exemplo, com uma lente de 300 mm, se usar um tempo de exposição abaixo de 1/300, é provável que a foto fique tremida).
 

• A areia e o pó são inimigos a evitar. Envolva a máquina num pano (os sacos de plástico parecem atrair a poeira). Use um aerossol para soprar em cada mudança de rolo, mas não directamente sobre o obturador.
 

• Nos trópicos, a humidade é um problema. Use saquetas de cristais de sílica junto do equipamento para mantê-lo seco.
 

• No mar, limpe os borrifos de espuma e água salgada de imediato. O movimento das ondas pode dificultar o enquadramento. Tire as suas fotos no topo de uma onda, na fracção de segundo de calma.
 

• O vento pode dificultar as fotos de flores. Use um pano e estacas para improvisar um pára-vento.

 

 

Apenas cerca de 30% praticam regularmente alguma actividade física. São dados do último Inquérito Nacional de Saúde. Manuel Carrageta, da Fundação Portuguesa de Cardiologia, disse ao Público de 5 de Maio que entre os váries factores que conduzern ao ganho de peso estão a excessiva dimensão das doses alimentares, o desenho urbanístico sem espaços de lazer, o abuso do automóvel e o tempo excessivo dedicado a computadores e jogos electrónicos.
 

Em consequência de tudo isso, 20% dos Portugueses são obesos, e as pessoas obesas perdem, em média, cerca de seis anos de vida. Daí o conselho: vá passear o cão. Até porque os cães também estão a ficar obesos, tal como os donos.

 

 

Eis alguns conselhos que ele dá a quem queira meter-se nesta aventura:
 

• O tamanho é importante. A casa deve dispor de uns dez quartos duplos. Mais retira-lhe encanto, e menos torna-a pouco rentável.
 

• Decoração e originalidade são importantes. Se não quiser pagar a um profissional, aprenda com os outros e não tenha medo de imitar o que vê nas revistas.
 

• As queixas mais frequentes dos utilizadores do turismo rural tem a ver com a limpeza. Trate de manter sempre a casa a brilhar.
 

• Se a casa está localizada numa zona com verões quentes, é obrigatório ter piscina.
 

• E quanto a promoção? Os folhetos não servem para nada. Cartões que caibam no bolso ou na carteira são úteis. Rádio, televisão, revistas saem demasiado caro. Essencial é a Internet: ter uma página web com informação adequada sobre a casa, localização e contactos para reservar.


 
 

Outros, como os campos de batalha da Guerra Civil, destacam-se na memória colectiva. As filas de túmulos e os canhões silenciados há muito são um cimento de história.

Mas o local mais mágico que conheço é uma porção de terra vazia nas montanhas Beaverhead, na fronteira entre o Montana e o Idaho. Aí, no desfiladeiro de Lemhi, 4000 km e 15 árduos meses para lá da nascente do tumultuoso rio Missuri, Meriwether Lewis e William Clark atravessaram a Linha de Divisão Continental.
 

Hoje em dia, a paisagem do desfiladeiro de Lemhi permanece notavelmente incólume. Os visitantes podem seguir as pisadas do soldado Hugh McNeal ao longo da pista e, tal como McNeal fez no dia 12 de Agosto de 1805, parar com um pé de cada lado de um ribeiro, exultando que viveu para «cavalgar o poderoso Missuri, que até hoje foi considerado infinito».
 

Mas se avançar mais alguns quilómetros, como Levis fez nesse mesmo dia, chegará ao topo do desfiladeiro, de 2225 m de altitude. Aí, ainda verá o que ele viu, não um rio a serpentear suavemente até ao Pacífico, como ele esperava, mas «uma dimensão de cristas montanhosas a ocidente de onde nos encontra-mos, com os cumes parcialmente cobertos de neve». Lewis engoliu em seco, e o mesmo fazemos nós, perante o espectáculo formidável dos obstáculos que se erguiam ainda diante do Corpo de Descoberta.
 

A viagem de Lewis e Clark é o episódio mais acessível da história da América. É uma odisseia, uma mistura de factos e mitos, redescoberta por cada nova geração, contada e recontada, e que tem a capacidade de definir não só a história, como também as aspirações de um povo.
 

Muitos americanos descobrem Lewis e Clark pela primeira vez nas terras que eles atravessaram. Fui levado até eles por um impulso de visitar o desfiladeiro de Lemhi após um dia de pesca ao anzol com o meu irmão há 12 anos. O historiador Stephen Ambrose escreveu o seu livro Undaunted Courage (Coragem Inabalável) depois de ter acampado com a família nesse desfiladeiro por ocasião do bicentenário do país, a 4 de Julho de 1976. Outros foram seduzidos pelo troço de White Cliffs, quando o rio Missuri atravessa o Montana, ou pelas escapas e bancos de areia da foz do Colúmbia («Oceano à vista! Oh, a alegria!», escreveu Clark), ou pelo retiro de Thomas Jefferson em Monticello, onde foram feitos os planos para esta primeira exploração americana.
 

O percurso histórico de Lewis e Clark prolonga-se por 5900 km e atravessa 11 estados do Oeste e médio Oeste, desde St. Louis, através das Grandes Planícies e das Montanhas Rochosas, até ao planalto de Colúmbia e ao Pacífico. Durante anos, o percurso, em boa parte fluvial, foi assinalado por sinais familiares que mostravam os dois capitães a apontar para oeste.
 

No entanto, a expedição foi feita por mais do que dois homens. Tendo em conta os antecedentes e as etnias, os 33 membros do grupo permanente podiam muito bem ter saído directamente do elenco de um filme de Hollywood sobre um pelotão na II Guerra Mundial. Entre eles, contavam-se homens da fronteira do Kentucky e da Pensilvânia, duros habitantes da Nova Inglaterra vindos de New Hampshire e Massachussets, sulistas da Virginia e da Carolina do Norte, marinheiros franco-canadianos, um caçador de origem índia shawnee e um alemão. Havia também um afro-americano, o escravo de Clark, York.
 

E, numa categoria à parte, Sacagawea, a mulher índia shoshone do intérprete franco-canadiano, Toussaint Charbonneau. Embora tenha encontrado raízes comestíveis para ajudar a alimentar o grupo e, pelo menos duas vezes, lhe tenha dado indicações sobre o caminho a seguir, o principal contributo de Sacagawea foi a sua simples presença, que tranquilizava as tribos índias mais desconfiadas, pois um grupo que viajava com uma mulher e uma criança só podia ser pacífico. Clark chamava-lhe «Janey» e deu ao seu filho bebé, Jean Baptiste, a afectuosa alcunha de «Pomp». Depois da expedição, Clark pagou a educação de Jean Baptiste, que viria a viajar pela Europa antes de regressar aos Estados Unidos como guia da fronteira.
 

A presença humana de Sacagawea é uma das razões pelas quais o Corpo de Descoberta muitas vezes se assemelha mais a uma família do que a uma unidade militar. Uma família que enfrenta dificuldades ainda hoje associadas à imagem popular da vida na fronteira.
 

Os exploradores debateram-se com rápidos tumultuosos, temperaturas gélidas, fome intensa, montanhas enormes, desabamentos de lama, inundações e incontáveis mosquitos que não deixavam de os atormentar. Foram perseguidos por ursos-pardos, que os obrigaram a procurar refúgio em árvores e rios. Só no Montana, encontraram 62 desses animais. No entanto, só perderam um dos seus homens, o sargento Charles Floyd, devido ao que se supõe ter sido uma ruptura do apêndice, que poderia ter-se revelado igualmente fatal mesmo que ele estivesse a descer tranquilamente a Quinta Avenida.
 

Todas as famílias assentam no relacionamento entre os seus membros. O mais importante durante a expedição foi o que uniu os dois capitães. Lewis e Clark serão talvez os únicos co-administradores bem-sucedidos na história de qualquer empreendimento. Nos seus diários, referiam-se uma ao outro simplesmente como «o meu amigo Cpt. C.», ou «o meu amigo Cpt. Lewis». E estavam a falar a sério. Não há registo de qualquer dissensão ou discórdia nos seus diários, quer nos diários mantidos por vários dos homens recrutados, um facto ainda hoje difícil de crer nesta era de memórias carregadas de veneno.
 

Os capitães confiavam um no outro e, por isso, os homens confiavam neles. Quando Lewis foi ferido nas costas em consequência de um acidente de caça. Passou dez dias deitado de barriga para baixo numa canoa, enquanto Clark lhe ia limpando a ferida e mudando as ligaduras. Quando um dos homens escorregou e começou a deslizar por um penhasco lamacento, gritou: «Deus! Deus! Meu capitão, que devo fazer?» A sua fé em Deus e no seu capitão foi recompensada, pois Lewis salvou-o com toda a tranquilidade.
 

Hoje, encontramos em Lewis e Clark lições que reflectem as nossas próprias prioridades.
 

Sobre construção de consensos, por exemplo. Quando os capitães hesitarem momentaneamente no ponto onde os rios Missuri e Marias se juntam, sem saberem que braço de água seguir, todos os seus homens recomendaram rumar a norte.
 

Depois de estudarem cuidadosamente as alternativas, os capitães tomaram outra decisão. Como é que os homens reagiram? «Declararam alegremente que estavam dispostos a seguir-nos para onde quer nos parecesse melhor conduzi-los». (Felizmente, a decisão dos capitães foi a correcta)
 

Presos por ventos fortes e chuvas violentas na foz do Colúmbia, os capitães chamaram todos os membros do grupo, incluindo York e Sacagawea, para decidir em conjunto onde montar o seu acampamento de Inverno. O facto de essa «votação» ser frequentemente considerada como um reflexo da sensibilidade cultural dos capitães talvez nos revele mais sobre o que é politicamente correcto em 2004 do que sobre o verdadeiro estilo de liderança de Lewis e Clark em 1805.
 

A nossa compreensão de Lewis e Clark, hoje em dia, inclui, além da perspectiva de dois capitães que apontam para oeste, também a de milhares de nativos americanos que encontraram aqueles desconhecidos barbudos. Um homem da tribo Nez Percé meu conhecido gosta de levar os visitantes à pradaria Weippe, no Idaho, onde os exploradores emergiram das montanhas Bitterroot camba- leantes, exaustos e esfomeados. «Foi aqui que os meus antepassados descobriram Lewis e dark», diz ele.
 

O grupo percorreu um território que era desconhecido para os americanos de origem europeia, mas que não era um deserto desabitado. Ao longo das margens do rio Colúmbia, alinhavam-se aldeias de dúzias de tribos, muitas das quais podiam ter massacrado a expedição. Nessa época, a população do complexo de aldeias Mandan e Hidatsa, no Dakota do Norte, era mais numerosa do que a da cidade de Washington. Os índios alimentaram e vestiram os desconhecidos e deram-lhes indicações sobre o caminho a seguir.
 

Lewis e Clark içaram as suas canoas, feitas de troncos cavados, para a margem do rio em St. Louis no dia 23 de Setembro de 1806. Tinham estado ausentes durante dois anos, quatro meses e dez dias. Os seus amigos, familiares e até o presidente Jefferson receavam que estivessem mortos. Três anos mais tarde, Lewis morreria pelas suas próprias mãos, sofrendo de depressão e alcoolismo. Clark prosseguiu uma carreira de oficial federal, responsável pelos assuntos índios e do Governo a oeste do Mississipi, durante 33 anos. A sua épica viagem desvaneceu-se então da consciência pública durante quase um século, eclipsada por explorações posteriores, como a de John Charles Fremont a Califórnia e a de John Wesley Powell através do Grand Canyon.
 

Mas a sua história perdurou. Na tomada de posse do presidente John F. Kennedy, o poeta Robert Frost não conseguiu ler o seu poema original devido ao brilho intenso do sol nessa manhã de Janeiro. Assim, optou por recitar de memória a peça The Gift Outright, um poema que não é tanto sobre a Nova Fronteira como sobre a velha fronteira de Lewis e Clark. «A terra pertenceu-nos antes de nós pertencermos à terra», escreveu Frost sobre a triunfante nação jovem que via «vagamente realizar-se para oeste».
 

E 200 anos depois de Lewis e Clark, os Americanos ainda sentem impulso. A viagem dos exploradores transformou-se na epopeia nacional definidora de uma identidade. Como eles, os Americanos aspiram a enfrentar o desconhecido com fortaleza de ânimo, a viajar por paisagens magníficas, a forjar uma sociedade harmoniosa na diversidade.

 

 

Quem passe na EN 125 e não tenha ouvido falar de São Lourenço pouca atenção dedicará à igrejinha que alveja no topo de um outeiro do lado norte da estrada, rodeada por arvoredo e pelos cruzeiros da Via Sacra. Quando muito, o passeante apreciara a traça setecentista e o pormenor curioso do seu zimbório. Contudo, se entrar, o passeante dará por muito bem empregado o passeio.
 

Lá dentro, pode dizer-se que não há 1 cm quadrado que não esteja revestido a azulejo azul e branco, das paredes à abóbada e da sacristia à cúpula. É um trabalho impressionante datado de 1730 e que se deve a Policarpo de Oliveira Bernardes.
 

Os motivos representados têm principalmente a ver com a vida do orago. Ao fundo da capela-mor, São Lourenço é mostrado a curar os cegos ou a distribuir aos pobres os bens da Igreja que lhe eram confiados para tal fim. Injustamente acusado de possuir grandes riquezas, acabou por ser preso. Nas faces laterais, a prisão e o martírio e, no topo, os anjos levando o santo a Glória.
 

Mesmo a imagem de São Lourenço está exposta num nicho da parede da sacristia, também ele integralmente revestido a azulejo. Este predomínio do azulejo só é interrompido pela talha dourada barroca e pelo mármore na zona do altar-mor. Paredes-meias com a igreja, nasceu o Centro Cultural de Almancil, hoje uma referência no panorama das artes plásticas da região.

 

 

Porém, a revista holandesa PC-Active testou recentemente alguns CD-Rs guardados durante apenas 20 meses e verificou que alguns deles se tinham tornado ilegíveis.
 

É claro que muita gente guarda CD-Rs há muito mais tempo sem problemas, mas se quiser guardar documentos ou fotos valiosos em CD:
 

• Use marcas de qualidade reconhecida. A qualidade da camada prateada onde são guardados os dados afecta a sua longevidade.
 

• Evite etiquetas adesivas: há mostras de que a cola pode afectar a superfície onde se armazenam os dados. Use canetas de feltro e limite-se a escrever na parte central.
 

• Guarde os CDs em caixas protectoras, num lugar seco, escuro e fresco.
 

• Faça cópias multiplas dos CDs mais importantes.
 

• Copie os dados para CDs novos (ou para novos formatos, a medida que apareçam) a cada 3 a 5 anos.

 

 

Quem enjoa já sabe que isso é sinónimo de palidez, náuseas, suores frios e vómitos. Tudo porque olhos e ouvido transmitem ao cérebro mensagens diferentes que o confundem: durante uma viagem costumamos levar o olhar fixo (na cadeira da frente, num livro, por exemplo), enquanto o ouvido interno vai registando todos os movimentos. Baralhado, o cérebro reage com o enjoo.
 

Porém, enjoar nas viagens não é uma fatalidade. Eis como dar a volta ao enjoo:
 

• Evite refeições pesadas antes de partir e odores fortes como o do tabaco.
 

• Ler durante a viagem não é boa ideia.
 

• Tente sentar-se nas zonas mais estáveis: no banco da frente do automóvel, na área central dos navios, num lugar junto da asa do avião.
 

• Foque a sua visão no horizonte.
 

• Há comprimidos que ajudam a combater o mal-estar. Consulte o seu médico ou farmacêutico.

 

 

Hoje, precisamos quase de um curso de informática e três meses de buscas só para procurar o modelo adequado. O mesmo acontece com praticamente todos os tipos de artigos de consumo que envolvam electrónica e tecnologia.
 

Perante demasiadas escolhas, as pessoas não conseguem comparar correctamente todas as opções disponíveis, diz Barry Schwartz, professor de Sociologia no Swarthmore College e autor do livro The Paradox of Choice. Por exemplo, um estudo universitário descobriu que, perante 24 variedades de compota, um cliente de supermercado se inclinava mais a não comprar nenhuma do que se estivesse perante apenas seis variedades.
 

Assim, como é que os clientes potenciais de produtos de electrónica, pressionados pelo tempo, podem tomar uma decisão? Os especialistas sugerem comedimento:

Fixe um orçamento (e não o ultrapasse) É fácil começarmos a acrescentar extras que inflacionam o preço, diz Brian Clark, fundador de um serviço de consultadoria sobre electrónica para o consumo. Comece por estabelecer um tecto absoluto para o preço final, diz ele, e automaticamente limitar-se-á ao melhor produto que a sua bolsa pode comprar.

Saiba do que precisa. Peça a um amigo entendido em electrónica que lhe explique as hipóteses de escolha e depois decida entre as mais adequadas às suas necessidades.
 

Aprenda os termos técnicos. Antes de chegar à fala com os vendedores, que tentarão confundi-lo com termos técnicos, familiarize-se com estes.
 

Compare na Net. Muitos fabricantes e lojas virtuais têm sites onde se podem comparar produtos e até preços.
 

Alivie a pressão. Se se sentir ultrapassado, saia da loja, aconselha Brian Clark. As compras por impulso raramente acabam por satisfazer-nos.
 

Treine o cérebro.
Nenhum produto é perfeito. E com a electrónica há sempre uma versão mais recente e mais sofisticada a aparecer. «Tendemos a centrar-nos no que nos desaponta, mas com treino podemos aprender a centrar-nos no que nos agrada naquilo que compramos», diz Barry Schwartz.

 

 

São enviadas mensagens por e-mail aparentemente de fonte fidedigna (como o seu banco) destinadas a levar o destinatário a revelar dados confidenciais, como passwords e números de cartões de crédito. Eis algumas dicas do próprio banco (www.millenniumbcp.pt) para se proteger do phishing.
 

Tenha especial cuidado com as mensagens de correio electrónico não solicitadas, mesmo que pareçam de origem fidedigna.
 

Desconfie dos acessos a sites a partir de links incluídos nas mensagens de correio electrónico. Opte antes por abrir uma nova janela no browser e escreva o endereço completo do site ao qual pretende aceder.
 

Desconfie de mensagens não personalizadas, que não refiram o seu nome e que comecem por «Exmo. Senhor», «Prezado Cliente».
 

Questione a razão pela qual a empresa o está a contactar. Em caso de dúvida, contacte-a por telefone ou aceda directamente ao respectivo site.
 

Não clique em anexos de mensagens de correio electrónico; estes podem conter vírus ou spywares que podem capturar e gravar toda e qualquer informação que digite, tal como asswords ou números de cartão de crédito.
 

Antes de introduzir informação privada ou confidencial, verifique sempre se o endereço da página a que está a aceder começa por https:// (s significa seguro).
 

Mantenha o software do computador sempre actualizado, nunca esquecendo as actualizações periódicas do antivírus.

 

 

Nos tempos em que a televisão em Portugal não alinhava pelo menor denominador comum, a RTP costumava transmitir.
 

Frente da fila que serpenteia em torno do Royal Albert Hall, em Londres, a letra K está gravada na gravilha do chão. É evidente que K pretende reservar o seu lugar. Talvez se trate da inicial de Kevin Blackmore, o condutor de camiões que adora Prokofiev. Ou de Ken Johnson, o empregado de armazém que gosta mais de peças corais. Ninguém sabe ao certo. E isso enerva os prommers (frequentadores dos concertos Promenade) porque nesta fila toda a gente se conhece.
 

John Underwood, analista de sistemas reformado, espera que K não se refira a Ken. Porque Ken tem o costume de colocar-se em frente do primeiro violino e dirigir a orquestra. «Acha que é divertido», diz Underwood. «E até foi. Uma vez.»
 

Os prommers podiam comprar lugares sentados nos balcões. Mas preferem ficar de pé - passear (promenade) - na plateia. No caso de Guerra e Paz, de Prokofiev, isso significa ficar de pé durante 200 minutos. Aliás, é por essa razão que os bilhetes custam apenas quatro libras. Mas o preço não é importante: os concertos Promenade não são a mesma coisa quando se assiste sentado.
 

Quando os prommers chegam à frente da fila, a corrida para «a barra», a zona imediatamente diante da orquestra, pode tornar-se sangrenta. Há 50 anos que Hilda Edwards ocupa um desses lugares. Lembra-se de estar na barra quando Malcolm Sargent dirigiu a Orquestra Sinfónica da BBC pela primeira vez.
 

No princípio de cada temporada, a plateia dos prommers é pintada com duas demãos de escarlate, as 343 cortinas são lavadas e as 422 portas são reparadas para não ranger. «Sobretudo os guarda-ventos», diz o carpinteiro Peter Baldwin. «Dilatam-se com o calor e os batentes batem um no outro. Isso é mau para a BBC, que tem microfones espalhados por toda a parte.»
 

O electricista Michael Lee dedica três horas diárias à verificação de todas as 20 000 lâmpadas da sala de espectáculos. «Acontece muitas vezes olhar para trás e ver que uma lâmpada se fundiu numa caixa que eu acabara de verificar.» Para as luzes de palco, os electricistas trabalham empoleirados numa armação que se ergue bem acima do palco central. As leis de segurança no trabalho exigem que usem capacetes de protecção. Se durante o trabalho dos electricistas estiver alguma orquestra a ensaiar, músicos e maestro são igualmente obrigados a usar capacetes.
 

A Orquestra Sinfónica da BBC é a que mais perto está de ser a orquestra residente dos concertos Promenade. É sempre ela que toca na Primeira Noite, na Última Noite e nalgumas outras noites pelo meio. Daniel Meyer, um dos segundos violinos, acabou de mandar limpar a sua casaca pela terceira vez em dois meses.
 

A orquestra tem pelo menos 101 elementos, aos quais se juntam extras, conforme as necessidades. Os músicos insistem que nela todos são iguais, até o tocador de ferrinhos. «A orquestra não é hierarquizada», diz Caroline Harrison, primeira figura da secção de viola de arco. «Na secção de cordas, as duas primeiras figuras ocupam os lugares principais, mas todos os outros músicos rodam. Se alguém ficasse sempre sentado diante dos trompetes, aos 30 anos estaria surdo.»
 

Os instrumentos são sensíveis ao calor e à humidade. O mais sensível de todos é o piano de cauda, que tem as cordas expostas ao ar. Pelo que o diapasão é um objecto fundamental para o afinar. Se o diapasão estiver desafinado, o piano também estará. E como todos os restantes instrumentos são afinados em função do piano, isso significa que toda a orquestra ficará desafinada. «E gerar-se-á uma portentosa desarmonia», comenta Gerry Finnegan, o invisual responsável pela afinação do piano. Tira o diapasão do bolso, fá-lo vibrar e segura-o com os dentes. Concentra-se profundamente - os 12 aspiradores do teatro são a maldição da sua vida - e percute as teclas. Insiste em afirmar que não tem melhor ouvido do que qualquer outra pessoa. «Até posso ter pior ouvido», declara. «O que acontece é que sei a que sons devo prestar atenção.»
 

A BBC transmite os concertos em directo, pelo que a coordenação das horas é fundamental. «É minha obrigação saber, por exemplo, que as orquestras dos Estados Unidos gastam mais tempo do que quaisquer outras na afinação dos seus instrumentos», diz Jacqui Kelly, a directora do evento. «Caso contrário, acabamos por nos sobrepor ao horário dos noticiários.»
 

Kelly fica furiosa quando um dos membros da orquestra chega à última hora vestindo um casaco preto, quando o traje dos Promenade requer casaco branco. «Tenho de despachar alguém para os hotéis da zona à procura de um empregado de mesa que vista o tamanho certo», diz ela. «Se isso não resulta, sei quais as lojas de aluguer de roupa que ficam abertas até mais tarde.» Na sua secretária guarda um conjunto de batutas sobresselentes, dois pares de meias pretas (os membros da secção de metais passam por ser os mais esquecidos) e tem ainda uma gaveta cheia de punhos de camisa.
 

Minutos antes do princípio do concerto, transfere o seu centro de operações para o corredor conhecido como «manga do touro», um lugar de actividade frenética separado do palco por um guarda-vento que se abre para outro mundo.
 

A rainha chega ao teatro por uma entrada própria; as escadas que partem da porta 8 vão dar ao gabinete e à sala de estar do camarote real, que acabam de ser restaurados com as cores originais: verde, madrepérola e amarelo. Visto do fosso da orquestra, o camarote real mal se distingue dos restantes. Mas quando a rainha chega ao teatro, acende-se uma luz no camarote. Quando ela entra, a luz apaga-se. O maestro fica assim a saber que está na altura de tocar o hino nacional.
 

As piadas fazem parte da tradição dos Promenade. Todos os anos, o erguer da tampa do piano de cauda é acompanhado por brados de «Ó iça», é o momento em que o chefe de orquestra toca uma única nota no piano para os restantes músicos afinarem os seus instrumentos é recebido com grandes aplausos, como se fosse uma peça de música. O contrabaixo de 3,40 m ouviu uma vez a pergunta: «Essa coisa está carregada?». E um grito de «Galeria para plateia: ordem, ordem!» recebeu por resposta: «Plateia para galeria: seiscentas cervejas e um pacote de batatas fritas, por favor.»
 

Depois, o silêncio impera - tanto durante o concerto (a Rádio 3 produz rebuçados para a tosse embrulhados em papel especial que não faz barulho), como depois. Quando uma peça termina, os maestros tentam preservar a intensidade do momento mantendo as batutas erguidas. Mas nem sempre resulta. «O público aplaude cedo demais. As plateias entendidas gostam de mostrar que sabem quando a peça acaba», observa o prommer Ken McEwan em tom reprovador.
 

Mas na Última Noite as regras são atiradas pela janela. Os prommers entendem essa noite como uma festa só deles. Não vêem qualquer razão para que o ambiente não chegue a assemelhar-se ao de um estádio numa final desportiva. O que explica a presença de bandeiras e cartazes.
 

Já houve tentativas de controlar esses excessos de entusiasmo. O chefe dos arrumadores, Erin Gavaghan, vai vigiando os acontecimentos. «Se vemos uma bandeira com um pau muito comprido, pedimos às pessoas que a deixem no bengaleiro.» Também patrulha a sala em busca de piqueniques clandestinos. «A quantidade de coisas que uma senhora consegue meter na mala é verdadeiramente impressionante. Chegam a trazer recipientes com salada que depois dispõem diante dos amigos.»
 

O piano de cauda Steinway usado na Última Noite vale 83 000 libras (cerca de 25 000 contos). Há cinco anos que a caixa de ressonância de madeira de abeto é objecto dos maiores cuidados e desvelos, mas continua a precisar de afinação. Essa tarefa cabe a Nigel Polmear. «Já me aconteceu cair uma perna do piano e soltar-se o pedal forte. Dei por isso imediatamente antes do princípio do concerto e fiquei aterrorizado. Mas consegui trocar os pedais.»
 

A Orquestra Sinfónica da BBC mostra-se igualmente filosófica. «Lembro-me de que, quando era criança e assistia às transmissões da Última Noite, tinha a sensação de que toda a gente estava a divertir-se, excepto a orquestra», diz Daniel Meyer. «Agora que já toquei em 17 Últimas Noites, sei porquê. É difícil concentrarmo-nos no maestro quando toda a gente está tão divertida.»

 

 

Flores. «Não leve vinho para um jantar formal, porque o anfitrião poderá sentir-se obrigado a servi-lo», diz Colin Cowie, organizador de festas de celebridades. Melhor: no dia seguinte, envie flores com um cartão de agradecimento; ou leve um livro de culinária ou um romance divertido.
 

Delicatessen. Comida é uma boa escolha, especialmente alguma coisa para depois do jantar, como uma guloseima de uma loja de gourmets. «Estas ofertas não têm que ser muito caras», diz Peggy Post, autora de Emily Post's Etiquette. «São apenas uma maneira de dizer obrigado.»
 

Escolha sazonal. «Por vezes, faço reflectir as estações do ano naquilo que levo», diz a apresentadora de televisão Dana Christine. Ofereça canecas, cacau de uma loja conceituada ou um vale para alugar um vídeo, que são perfeitos para as noites



 

Especialistas revelam-lhe os segredos de como conseguir respostas prontas.
 

Se telefonar ...
 

Para alguém que conhece, como o médico ou o gestor de conta
Ao fim de várias mensagens sem resposta, Kim Mitchell, responsável de relações públcas, recomenda que deixe uma a dizer que está nessa área e vai passar para vê-lo. Quando tentou esta abordagem, ela conseguiu que lhe respondessem em menos de uma hora.
 

Para um desconhecido, como um canalizador ou empreiteiro
Desperte-lhes a curiosidade. Um vendedor diz; «Bom dia, John, daqui o Ben, de S. Francisco. Quero fazer-lhe uma perguntinha, ligue logo que puder.' Por alguma razão, eles não suportam não saber quem eu sou, e telefonam de imediato.»
 

Se esbarrar numa secretária ...
A relações públicas Lea Yardum pede para chamar a pessoa designando-a pelo primeiro nome, e fá-lo como uma afirmação («Aqui, Lea Yardum para falar com o Bob») em vez de uma pergunta, que é mais longa. A secretária assume que é uma pessoa importante e que está a mostrar respeito pelo tempo do patrão. Isto melhora as possibilidades de que lhe dê prioridade.

 

 

Em Maio de 2001, um homem de Melbourne, John Keogh de seu nome, conseguiu obter uma patente daquilo a que chamou «dispositivo circular de facilitação de transporte». Tratava-se de nada mais do que um objecto que muita gente conhece pelo nome de «roda».
 

Keogh é advogado de patentes, e esta sua atitude foi, em parte, brincadeira: queria demonstrar os defeitos do sistema australiano de patentes baratas conhecido por Patentes de Inovação, defeitos esses que, segundo ele, permitem que as pessoas registem patentes de coisas que claramente não foram elas que inventaram e à custa das quais dificilmente viriam alguma vez a ter lucro.
 

Mas, apesar de haver quem tenha patenteado algo útil (embora, no caso de Keogh, nada original), existem milhares de pessoas que apareceram com coisas muito originais, mas sem qualquer utilidade racional aparente.
 

A decisão de muitos países de colocarem os seus ficheiros de patentes na Internet tornou todo o processo mais transparente. Contudo, poderá também levar a situações em que empregados de escritório sem mais nada para fazer digitem palavras e expressões no motor de busca do site do Registo Nacional de Patentes dos EUA (US Patent Office), em www.uspto.gov, para ver quem consegue descobrir uma invenção com o menor potencial comercial.
 

Por exemplo, quem digitar «life hope» (esperança de vida) descobrirá o verdadeiramente bizarro Contador de Esperança de Vida. Patenteado em 1991 por David Kendrick, de Berkshire (Nova Iorque), é descrito como um aparelho para «monitorizar e mostrar o tempo aproximado que falta para terminar o período de esperança de vida de um indivíduo». É totalmente electrónico e, uma vez inserido um conjunto de informações pessoais, conta os anos, dias, horas, minutos e segundos que faltam para uma pessoa morrer, come se fosse uma ampulheta da vida humana.
 

E existe também uma proposta de cama de hospital que roda a alta velocidade, com a ideia subjacente de que a força centrífuga alivia o processo de dar à luz. Com este dispositivo, os aspectos práticos do parto (uma das sugestões é que o médico necessitaria de uma luva de basebol) desafiam a imaginação.
 

Muitas patentes confirmadas são obscuras: o número de patente dos EUA 4 457 509 corresponde a um «levitacionário para a flutuação de seres humanos no ar», que conta com uma ventoinha que provoca um fluxo de ar ascendente e um deflector «para evitar a turbulência e a interferência de correntes de ar». Outras são apenas intrigantes: a patente registada na Austrália com o número 200165 540 é um «emplastro e método para administração de cannabis por via transcutânea». Mas se é diversão que procura, experimente estas:
 

Camisola interior de compras
 

É possível registar uma patente para «qualquer invenção inesperada, útil e nova». A ênfase na palavra «inesperada» estava obviamente na cabeça de Shri Rangam Campbell quando registou a patente australiana n° A41D01/04: um saco de compras com uma costura de abertura fácil no fundo. Quando esta é retirada, o saco transforma-se numa camisola interior, passando as asas a servir de alças para os ombros. Para quê? Para que sim ...
 

Entre outras ideias patenteadas relativas a roupa, conta-se um par de calças em que o fecho vai até à parte de trás, permitindo assim substituir uma calça em caso de necessidade (ou, presumivelmente, misturar cores de ganga diferentes para lhes dar um aspecto mais original). Isto sem esquecer uma luva para casais de namorados que queiram manter as mãos em contacto em condições atmosféricas de muito frio: a parte das palmas da mão é comum, mas as partes para os dedos são separadas.
 

Melhores ratoeiras
 

Sim, ainda há quem sonhe com isso, às centenas ou até mesmo aos milhares. Existem ratoeiras tanto para apanhar os ratos vivos como para os apanhar mortos. Algumas são feitas de cartão, e outras, de tubos de aço, com exemplares para todos os gostos: ornamentadas e descartáveis, ultra-humanas ou aparentemente motivadas pela maldade para com os roedores.
 

Uma delas, patenteada por Darryl Brewer, dos EUA, em 1993 (número 5184 416), informa-nos electronicamente sempre que apanha um rato. «Podemos verificar que continua a haver necessidade de ratoeiras novas e mais aperfeiçoadas», lê-se no defensivo texto das instruções do dispositivo de Brewer, «que resolvam os problemas da facilidade de utilização e da eficácia de montagem, permitindo uma maior facilidade de indicação de um rato seguro em relação aos aparelhos tradicionais, e, neste aspecto, esta invenção satisfaz substancialmente essa necessidade.»
Por isso, ponha-se na fila.

Sistema de segurança aérea para motociclos
 

Os motociclistas são particularmente vulneráveis, e foi sem dúvida esse facto que Troy Jackson e Joseph Leak, de Filadélfia, tinham em mente quando registaram o seu sistema de segurança em 1997 (patente nº 5 593 III). Tratando-se de um invento que tem tanto de absurdamente complicado como de gloriosamente disparatado, exige que o motociclista use uma grande asa dobrada para cima ou, em alternativa, um pára-quedas. Um sensor (que se quer bastante fiável) detecta um acidente iminente e ejecta o condutor para o ar, e é nessa altura que a asa, ou pára-quedas, é «rapidamente accionada, provocando assim uma redução da velocidade do condutor ejectado e oferecendo além disso a elevação do motociclista, afastando-o do local do impacto».
O nosso conselho: não tenha um acidente num túnel.
 

Bolas de golfe e respectivos suportes aperfeiçoados
 

Cerca de 20% das patentes relativas a bens de consumo e equipamentos da Austrália estão ligadas ao golfe: bolas aperfeiçoadas, suportes com pequenas miras ... o que se queira! No site dos EUA, uma pesquisa do termo «golfball» (bola de golfe) levou-nos até 8003 patentes, incluindo um «aparelho de detecção da direcção do vento» e aquilo que irá ser um verdadeiro must entre os acessórios desse desporto para a próxima época: um «método e aparelho para colocar um dispositivo de suporte em cima do sapato de uma pessoa e instalar aí um marcador de bola de golfe».
 

Avião subaquático
 

Tal como as coisas que até funcionam mas não têm utilização, existem muitas que até poderiam ter uma utilização mas só dificilmente funcionariam. A patente australiana n.° 198 817 590 (registada por W. H. Mesiha) refere-se a um «avião ... capaz de descer do vôo aéreo para as águas (marés e oceanos)» e que «depois mergulhe e se desloque sob as águas». A ilustração e o material de apoio são algo parcos em pormenores, mas atestam que o aparelho está equipado com um escudo para absorver o impacto da água quando entra no mar e consegue recolher automaticamente as asas, vedando simultaneamente os seus motores de turbina.
Mas aquilo que protege os passageiros dos efeitos da desaceleração súbita já não é tão claro!
 

Taça de cereais estaladiços
 

O Protector de Cereais Estaladiços (patente n.° 4 986 433 dos EUA) é uma taça de cereais de dois níveis com uma parte inferior destinada ao leite e um reservatório mais elevado (e mais seco) destinado aos cereais. Transferindo progressivamente os cereais da parte superior para a parte inferior da taça através de um sistema de cano inclinado, consegue-se que os cornflakes nunca fiquem moles.
 

Mas apesar de tantas promessas, as vantagens poderão não ser tão grandes como se diz: um conceito semelhante foi posto em prática, tendo-se então começado a produzir a taça Cyber-Krunch. Joe Shea, editor-chefe de www.emptybowl.com, uma revista online dedicada aos cereais de pequeno-almoço, analisou a taça e referiu: «Beber o leite é o golpe de misericórdia de qualquer refeição de cereais, porque os cereais ficaram embebidos no leite. Mas com a taça Cyber-Krunch os cereais só ficam embebidos na melhor das hipóteses durante quatro a cinco segundos, o que não é nem de perto nem de longe suficiente para fazer a infusão das propriedades dos mesmos [...]. Além disso, também faz que os cereais fiquem demasiado estaladiços.»
 

Mas, quase por cada pessoa que registou a patente de algo inútil, existe outra que não conseguiu patentear coisas que viriam a ser utilizadas em todo o Mundo. Veja-se o caso de Frank Bannigan, director executivo da Kambrook, que inventou o quadro eléctrico. Foi um grande sucesso para a sua empresa, mas também o foi para as outras. E admite que o não conseguir registar a patente lhe custou milhões de dólares só em direitos de autor.
 

É impossível não suspeitar que o não conseguir registar as patentes do Contador de Esperança de Vida ou do saco de compras que se transforma em camisola interior teria custado aos seus inventores substancialmente menos.

 

 

Segundo um estudo da Universidade de Cincinnati, 98% de nós já passou pela experiência de ter uma canção que não nos sai da cabeça. «São normalmente melodias marcantes que levam o cérebro a repeti-las automaticamente», diz James Kellaris, responsável pelo estudo. Músicos, mulheres e pessoas compulsivas são especialmente vulneráveis.
Um pobre diabo confessou que andava com a mesma musica de um jogo de vídeo na cabeça desde 1986. Porém, 63% dos entrevistados disseram que eram capazes de «mudar a cassete» ligando o rádio, lendo alto ou mesmo cantando a canção em causa a outras pessoas.

 

 
É perigoso usar um telemóvel ao volante, por isso muitas pessoas começaram a usar modelos «mãos-livres» com auriculares, Porém, isto também tem riscos, dizem investigadores do Centro Medico Assaf Harofe, em Israel. Estes pediram a 41 pessoas que se sentassem em frente de um globo de lâmpada, olhassem para o centro e carregassem num botão quando vissem uma luz a piscar.
Primeiro, estas pessoas fizeram o teste sem distracções. Depois, fizeram-no enquanto utilizavam um telefone com altifalante: desta vez, falharam em média duas vezes mais luzes. «Falhar um ponto pode ser importante quando se está a conduzir», diz o responsável pelo estudo, Yaniv Barkana. «Poderia ser um carro à sua frente a travar.»
Assim, e para jogar pelo seguro, encoste à berma e depois fale.


 

As pessoas pagam bom dinheiro por aquilo que você considera velharias, diz Shaun Hoyle, que se dedica a organizar vendas em feiras de artesanato. «Quando quiser fazer uma limpeza, ganha sempre algum dinheiro se levar os artigos que já não quer à feira — é melhor que deitá-los fora», diz ele. Eis os seus conselhos:

*Artigos de desporto, ferramentas eléctricas, cortadores de relva, CDs, televisores e aparelhagens de som são populares; as roupas, menos, se bem que as de marca tenham procura.

*Estabeleça um preço antecipadamente. Pergunte-se o que estaria disposto a pagar e depois acrescente mais qualquer coisa. As pessoas gostam de regatear.

*Leve trocos com fartura e um saco para os guardar. Mantenha o dinheiro num local seguro.

*Exponha os seus artigos numa mesa: as pessoas detestam ter que baixar-se para procurar no chão.

*Leve sacos para os seus clientes poderem transportar as compras.

*Também poderá lucrar no papel de comprador. Recentemente, um homem comprou três emblemas da Guerra das Estrelas por €2,5. Dias depois vendeu-os por €120.


 

Bastam poucos dias para nos descontrairmos, diz o psiquiatra David Spiegel, da Universidade de Stanford,na California. Planeie bem para tirar o melhor partido da viagem.

 

Não vá para longe Se vive, por exemplo, em Coimbra, não vá para Barcelona, a menos que queira passar o tempo todo dentro do carro. Siga o slogan e «vá para fora cá dentro».

Ir ao mar e ter lugar O tempo é capaz de não convidar a mergulhos, mas em contrapartida pode-se passear na praia ou à beira-mar sem tropeçar numa multidão. Ou espreitar o artesanato e deliciar-se com peixe fresco e marisco.

Trate-se bem Aproveite os preços desta época para se hospedar num bom hotel. Em Abril, os preços praticados podem ser ainda substancialmente inferiores aos do Verão. Dedique-se a descobrir uma cidade desconhecida. Ou relaxe numas termas. Vai ver que volta para casa como novo.


 

Pronúncia Se a sua fala nao é clara, isso pode dever-se ao facto de ter o maxilar demasiado tenso. Pratique dizendo «vá vá vá vá» em diferentes tons para abrir o maxilar.

Força As cordas vocais apoiam-se no ar que vem dos pulmões. Mantenha uma postura descontraída e procure respirar a partir do abdómen, não do peito. Um queixo espetado mantém a laringe elevada, fazendo com que a sua voz fique arquejante.

Projecção Para conseguir falar mais alto, faça como os meninos no recreio da escola: «Nhã, nhã, nhã, nhã.» Este exercicio eleva a língua e abre espaço no tracto vocal, que assim transporta mais som (pense em como os bebés conseguem chorar alto).

Ritmo A preocupação de não estar a conseguir cativar os seus ouvintes pode levá-lo a falar mais depressa. Aprenda a controlar isto e descontraia-se.

 


 

O vaso inteiro Não lhe bata (à porta) com uma flor. Por que não um vaso inteiro?
No site da Decoflorália (www.flores.pt.) pode encomendar orquídeas numa jarra de vidro por 55 euros ou, numa opção mais requintada, uma jarra Vista Alegre decorada com orquídeas, coroas imperiais e hipericão por 172 euros.

Ou uma árvore...genealógica Informe-se no site dos Arquivos Nacionais da Torre do Tombo (www.iantt.pt); investigue em http://genealogia.sapo.pt/home, ou www.familysearch.com; depois, desenhe-a e ofereça-lha numa bela moldura.

Faça dela uma estrela O International Star Registry (www.starregistry. com) pode baptizar uma estrela com o nome da sua mãe. Custa-lhe 54 dó1ares + despesas de envio e inclui um certificado em pergaminho com o nome da estrela, a data e as coordenadas, uma carta do céu assinalando a estrela, um folheto sobre astronomia e uma carta de felicitações para quem a recebe.

Estrague-a com mimos Marque um dia com ela numas termas, num salão de beleza, vão às compras, jantem fora.

 

 

As crianças fazem estes jogos apenas porque são divertidos, mas eles podem ajudar-nos a ter um coração mais saudável e um corpo menos gordo.

Saltar à corda Mesmo sem a cantilena a acompanhá-lo, tonificamos os músculos das pernas e melhoramos a agilidade, a força e a resistência. Bastam 15 minutos a saltar à corda com vigor para queimar tantas calorias como em meia hora de corrida.

Hula-hoop Incide sobre os abdominais e os músculos cruzados para obtermos uma cintura esbelta. Um simples arco mais largo que a sua cintura já serve para praticar o hula hoop.

Trotinete A perna que vai assente na prancha fica mais forte, enquanto a que dá impulso melhora a resistência. «É um excelente exercício para o coração e melhora a firmeza das pernas», diz Debi Pillarella. Dar balanço trabalha o tronco, fortalecendo os abdominais.
Para encontrar uma trotinete, vá ao site www.lojadastrotinetes.net.

Trampolim Não é recomendado para crianças, mas uma sessão intensa num mini-trampolim queima mais ou menos as mesmas calorias que correr, sem o impacto da corrida nas articulações do joelho. Mas o melhor é aprender a usá-lo primeiro num ginásio, com o auxílio de um monitor. Um bom mini-trampolim custa à volta de 500 euros.


 

Montanha «temperamental»,onde a vegetação rareia assolada pelos ventos de norte, com nevoeiros súbitos e oscilações de temperatura, mesmo no Verão, tudo se esquece perante a vista deslumbrante que se desfruta do topo. Aqui existiram dois conventos, hoje em ruínas, dos quais restam as Capelas de São João e da Senhora das Neves, esta última datada de 1218. Mais abaixo, na encosta norte, junto ao quartel, fica a fabrica de gelo das Neves, notável indústria artesanal e engenho dos frades, que nos séculos XVIII e XIX forneceu Lisboa de gelo. O processo de fabrico consistia em, a partir do tanque grande, encher de água os pequenos rectângulos inferiores, onde, à custa dos tremendos frios e da geada, se formavam as placas de gelo. Posteriormente partidas e recolhidas, eram armazenadas nos poços cobertos, existentes mais acima. Para serem transportadas até à capital e aguentarem bem os rigores do Verão, as placas eram envoltas em palha e empilhadas nas carroças. Esta «fábrica» de gelo, completamente votada ao abandono e quase destruída, sofreu recentemente uma intervenção da Câmara Municipal do Cadaval, com vista não só ao tratamento dos espaços envolventes como à sua recuperação.

A serra de Montejunto é hoje procurada pelos amantes dos desportos radicais, que a usam para o montanhismo e como ponto de partida para vôos em pára-pente.

 



 

«O melhor de pormos uma foto numa parede é que não é uma escolha permanente», diz a decoradora Karen McAloon. «Se deixarmos de gostar, mudamos.» Eis os seus conselhos:

 

Escolha um tema Nem tudo tem que condizer, mas deve haver algum motivo unificador. Agrupe fotos dos seus filhos, fotos a preto e branco ou imagens da Natureza, ou então coloque fotos não relacionadas em molduras idênticas.

Escolha um formato Pinte uma forma (círculo, cruz, triângulo ou polígono) na parede e disponha todas as fotos no seu interior.

Crie uma faixa Pinte uma faixa de 1 m de altura na parede a 1,20 m do chão. Pendure as fotos no seu interior.

Mantenha-as juntas Deixe um espaço de 2,5 cm a 7,5 cm entre cada moldura.

Pinte uma parede As fotos a preto e branco ficam melhor numa parede colorida. As fotos a cores ficam melhor se a cor da parede contrastar com as cores das fotos, diz Karen McAloon.




 

Com acesso por Enxara do Bispo para quem vier da A8, ao chegar a Casal das Barbas não desista de subir os dois penosos quilómetros que o levam ao topo. O local onde se ergue a alva Capela do Santuário de Nossa Senhora do Socorro é o eixo de toda esta região. Do seu eirado, a vista é cimeira a numerosas povoações, vilas e acidentes orográficos, estendendo-se em dias claros das torres do Convento de Mafra a Peniche e às Berlengas. A actual capela, embora de antiga tradição moura, é de construção gótica e manuelina. No seu interior, destacam-se os tectos de abóbada de nervuras chanfradas com bocetes de rosetas, os capitéis e as mísulas de ornamentação manuelina. Remodelada no século XVIII, são desta época o púlpito de mármore e o revestimento azulejar da capela-mor.
A imagem de Nossa Senhora do Socorro com o Menino e uma pequeníssima pomba na mão é venerada todos os anos a 5 de Agosto, realizando-se sempre concorrida romaria desde tempos imemoriais, como o atestam as casas construídas para albergar os peregrinos.
Este lugar, pela sua posição estratégica, foi o centro de comunicações do sistema defensivo das Linhas de Torres, onde o exército anglo-luso, comandado pelo duque de Wellington, deteve as hostes napoleónicas.

 


 

Pás e enxadas
Tire a ferrugem (que danifica as ferramentas) com palha d'aço. Afie-as com uma lima e aplique óleo para proteger o metal. Depois de usá-las, espete-as numa caixa de areia misturada com óleo de motor para retirar a sujidade.

Tesouras de podar
Afie-as, se estiverem rombas, com uma pedra de amolar; passe óleo pelas partes metálicas.

Mangueiras
Desfaça as dobras: estique-as sobre uma superfície pavimentada; elas amolecem e desdobram-se facilmente. Repare as fugas com fita para reparar mangueiras. Para reparar um buraco, espete-lhe um palito e cubra com fita de electricista. A água faz inchar a madeira e veda o buraco. Se nalgum local a mangueira estiver muito danificada, corte o pedaço estragado e una as outras metades com peças de união (vendem-se nas lojas de bricolage).

Carrinho de mão
Se o deixar ao ar livre, coloque-o ao alto ou virado ao contrário para que a água não se acumule na cuba. Limpe-o sempre depois de o utilizar.

Cortador de relva
Após a utilização, desligue da tomada, limpe os restos de relva do aparador com um pau e escove bem com uma escova dura.