Notas de Lazer 7

 

 

1 – Quero um governo que dure quatro anos ou acho melhor governos que durem um ano e meio ou dois anos?

2 – Se quero um governo que dure quatro anos, prefiro um governo de um só partido, com maioria absoluta, mais estável e coerente, ou inclino-me para um governo de coligação entre partidos, mais diversificado mas também mais instável?

3 – Quer opte por um governo de um partido com maioria absoluta, quer escolha um governo de coligação, para determinar o partido que deve presidir a esse governo, qual é aquele que me garante maior rigor no uso e no controle dos dinheiros públicos, que são dinheiro de todos nós?

4 – Que partido apresenta melhores medidas concretas, com respectivo custo e prazo preciso de execução, para que a educação dos meus filhos e netos eleve a sua qualidade e tenha saídas profissionais?

5 – Que partido tem as melhores propostas concretas, com respectivo custo e prazo preciso de execução, para a garantia do médico de família, a qualidade dos centros de saúde e dos hospitais públicos, a justiça do pagamento segundo as posses de cada qual e o embaratecimento dos medicamentos?

6 – Que partido oferece melhores compromissos concretos, com respectivo custo e prazo preciso de execução, para pôr os tribunais a funcionarem mais depressa sem perda de qualidade?

7 – Que partido demonstra melhores soluções concretas, com respectivo custo e prazo preciso de execução, para garantir as pensões de reforma pelos próximos 25 anos em condições de justiça, liberdade e valorização?

8 – Que partido tem melhores condições para combater a criminalidade e assegurar, com autoridade e justiça, a segurança de pessoas e bens?

9 – Que partido revela maior probabilidade de governar com honestidade pessoal e política, de combater a corrupção e acabar com os financiamentos privados aos políticos?

10 – Depois de respondidas todas estas perguntas, encontro-me em posição de escolher um dos dois maiores partidos para presidir ao Governo, ou não me encontro, e, aí, prefiro um voto de protesto, votando num dos partidos mais pequenos ou, mais drasticamente, votando branco ou nulo?

Aqui chegados, se a resposta for o voto num dos partidos maiores, por convicção, isso quer dizer que ele é aquele que melhores soluções avança para os problemas mais urgentes das Portuguesas e dos Portugueses. Se a resposta for o voto nos pequenos, ou o voto branco ou nulo, aí, ainda assim, cumpre sopesar a conveniência da estabilidade e pensar duas vezes sobre se não é de votar útil num dos maiores partidos, para que seja possível um governo estável em Portugal. Claro que se a ideia for não a de um governo que dure, mas apenas exprimir descontentamento ou protesto pessoal, então isso conduzirá ao voto disperso em pequenos partidos ou até ao voto branco ou nulo. Não falo na abstenção, porque ela quer dizer outra coisa. Quer dizer que se está completamente indiferente ou descrente quanto à possibilidade de alguém resolver os problemas nacionais. Como todas as demais atitudes, também esta é admissível em democracia. Só que, ao contrário das demais, tem como consequência que depois não é legítimo responsabilizar ninguém num processo de que o abstencionista se quis deliberadamente divorciar.

 

 

João Borges instala a filha Cristina, de 3 anos, na cadeirinha no banco de trás do veículo e fecha a porta. Em seguida, coloca o seu próprio cinto de segurança e arranca. Passados poucos segundos, a uma velocidade de 50 km/h, João de repente dá um grito e trava a fundo. Nesse instante, a cadeirinha da Cristina é violentamente projectada para a frente e depois roda para um dos lados. A cabeça da criança bate contra a porta com um baque arrepiante e cai para trás, ficando depois pendurada. Felizmente, João Borges não ia a conduzir numa estrada de Portugal. Tanto ele como a filha são bonecos que foram usados num teste de colisão. Mas serviram para se verificar o que acontece a um jovem passageiro que não vai correctamente instalado na cadeirinha quando se dá uma travagem brusca. As consequências são terríveis, pois vai chocar contra a estrutura do automóvel, que, por detrás do revestimento, é de aço. «Embora sejam cada vez mais os pais que transportam os filhos em cadeirinhas, são também cada vez mais aqueles que, inconscientemente, as instalam mal, não utilizam a que é mais adequada para a criança e o automóvel ou utilizam um modelo que não obedece às normas de segurança actualmente impostas pela legislação comunitária», comenta Helena Cardoso de Menezes, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). «Qualquer destes factores diminui a eficácia da cadeirinha na protecção da criança e aumenta o risco de lesões graves ou mortais em caso de acidente.» Os acidentes rodoviários continuam a ser a maior causa de morte de crianças em Portugal. Segundo dados da Direcção-Geral de Viação (DGV), entre 1998 e 2000, 26 478 crianças e adolescentes até aos 17 anos morreram ou ficaram feridos em acidentes nas nossas estradas. Destes, 14 191 (cerca de 54%) eram passageiros e 219 encontraram a morte — 22% com menos de 5 anos e 14% entre os 6 e os 9 anos. «Os pais precisam de consciencializar-se de que os filhos têm de viajar sempre com sistemas de retenção no automóvel», diz José Miguel Trigoso, secretário-geral da Prevenção Rodoviária Portuguesa. «O desleixo pode ter consequências trágicas. Em caso de acidente, podem não só ter o desgosto de perder um filho, como ficar com um sentimento de culpa para o resto da vida.» Para descobrir a dimensão do problema, as Selecções do Reader’s Digest e a APSI criaram, em Setembro e Outubro do ano passado, centros de inspecção nas cidades de Lisboa, Porto, Faro e Setúbal, onde os pais puderam levar os filhos e as cadeirinhas e verificar se os transportavam correctamente. Os técnicos da APSI observaram ao todo cerca de 520 cadeirinhas, verificando se eram adequadas, se estavam bem fixas e se as crianças estavam convenientemente instaladas. E o que detectaram é preocupante: verificaram erros de protecção em 94% das crianças e erros de montagem em 81% das cadeiras. Além disso, 15% das cadeiras eram modelos desactualizados, de uso ilegal — não cumpriam as normas de segurança em vigor desde 1995 e obrigatórias desde Setembro de 1998 —, e 7% tinham danos visíveis. No passado dia 11 de Dezembro, as Selecções do Reader’s Digest e a APSI levaram a cabo outra acção, à qual chamaram Dia Pedagógico, em que os técnicos da APSI — com o apoio da Guarda Nacional Republicana (GNR) e da Polícia de Segurança Pública (PSP) na realização de operações stop em 32 locais nas regiões de Lisboa, Porto, Guimarães, Coimbra, Évora e Montemor- -o-Novo — fizeram inspecções às condições de transporte das crianças. O resultado não foi mais animador: 84% das 680 crianças observadas iam sem protecção ou com protecção incorrecta, e em 63% das 118 cadeirinhas observadas foram detectados erros de instalação apesar da rapidez de inspecção. «Os pais muitas vezes facilitam, acham que os acidentes só acontecem aos outros», comenta o comissário Gouveia, do Departamento de Operações/Divisão de Trânsito da PSP e coordenador da PSP a nível nacional durante o Dia Pedagógico. «Dizem não haver necessidade de utilizar o cinto de segurança, cadeiras ou bancos adequados porque circulam na cidade e devagar, mas esquecem-se de que cerca de 60% dos acidentes rodoviários que vitimam crianças ocorrem dentro das localidades, nas deslocações curtas, e a velocidades baixas. A falta de cuidado dos pais pode fazer a diferença entre a vida e a morte dos filhos.» Segundo Helena Cardoso de Menezes, a razão que trouxe a maior parte dos pais aos Centros APSI/Selecções foi porque achavam que a cadeira «abanava muito», mas poucos estavam sensibilizados para o arnês folgado ou torcido, o que constitui o erro mais frequente. «Em média, encontrámos dois a três erros por cadeira», refere. «A sensação de abanar muito deve-se ao facto de haver folgas na fixação, o que se verificou em 42% dos casos, enquanto os erros no arnês foram encontrados em 79% dos sistemas.» Isabel Marta, de Lisboa, foi a primeira a chegar ao Centro APSI/Selecções de Alfragide na tarde de 7 de Setembro passado. Levava o filho Rodrigo, de 22 meses, instalado numa cadeirinha no banco de trás. «Só da primeira vez que instalei a cadeira é que li as instruções», disse. «Entretanto, mudei de carro e não sei se está bem colocada.» José Pedro Dias, técnico de segurança da APSI e coordenador do Projecto Centros APSI/Selecções, detectou imediatamente um erro grave: o arnês da cadeira passava por baixo dos braços da criança. «O arnês deve passar sempre por cima do ombro, para uma melhor distribuição das forças em caso de colisão», disse-lhe. «A parte óssea aguenta melhor o embate do que a zona do abdómen, onde órgãos internos como o fígado e o baço podem sofrer esmagamento.» Em seguida, José Pedro enfiou-se no carro e, agarrando a cadeirinha pela base, mostrou que oscilava demasiado. «Não deveria mover-se mais que três centímetros para cada lado», acrescentou, observando também que o cinto do carro que prendia a cadeira não seguia o percurso correcto. Este último erro foi detectado em 38% das inspecções efectuadas nos Centros APSI/Selecções. Além disso, 71% das cadeiras apresentaram este ou outro tipo de erro na fixação. Isabel Marta ia abrindo os olhos de espanto à medida que José Pedro Dias lhe explicava as consequências da má instalação. «Uma cadeira com folga excessiva na fixação poderá não conseguir impedir que, em caso de acidente, mesmo a 30 km/h, ocorra contacto entre a criança — em particular a sua cabeça — e um objecto no interior do automóvel — normalmente, o banco à sua frente ou o tablier —, dando em geral origem a traumatismos cranianos e/ou lesões no cérebro e no pescoço, que podem resultar na morte ou invalidez permanente», explicou. «Agora, vou descansada», desabafou, depois de José Pedro lhe ter instalado a cadeirinha correctamente. A surpresa com os erros detectados foi comum a muitas das pessoas que se dirigiram aos Centros APSI/Selecções. Na tarde de sábado de 22 de Setembro passado, em que as nuvens ameaçavam chuva por entre raios de um sol ainda forte, Luísa Calcinho e Júlio Penedo, de Olhão, pararam no Centro APSI/Selecções de Faro. A filha de 9 me- ses do casal, Carolina, vinha sentada no banco traseiro do automóvel numa cadeirinha portátil — como são chamados estes sistemas de retenção para crianças até aos 13 kg. «Não sei se a estamos a transportar bem ou mal», disse a mãe. «As instruções do manual que acompanhava a cadeirinha não eram claras, e onde a comprámos ninguém soube informar-nos sobre a maneira correcta de instalá-la.» José Pedro Dias entrou no automóvel do casal e analisou a instalação. A cadeirinha estava demasiado reclinada para trás. «As cadeiras que são instaladas voltadas para trás devem ser posicionadas num ângulo de 45 graus», referiu. «Se ficarem mais reclinadas, não dão uma boa protecção em caso de choque, pois as costas da cadeira não poderão apoiar uniformemente a cabeça, pescoço e costas da criança. Além disso, o arnês que prende a criança poderá ser esforçado para além do seu limite, e a criança ser cuspida por cima da cadeira.» O arnês também estava demasiado folgado. «Numa instalação correcta, só se deve conseguir passar um dedo entre a criança e o arnês», aconselhou ainda. Nas inspecções efectuadas nos Centros APSI/Selecções, foram detectadas folgas no arnês em 65% dos casos, o arnês torcido sobre a criança em 22% dos casos e cadeirinhas demasiado reclinadas em 7%. Após inspeccionar a cadeirinha da Carolina e a sua compatibilidade com o automóvel, José Pedro voltou a instalá-la correctamente. O alívio dos pais era evidente. «É incrível a pouca informação posta à disposição dos pais e a quantidade de coisas que é preciso ter em atenção para instalar correctamente uma cadeirinha», disse Luísa Calcinho. «Não bastou comprá-la para assegurar a segurança da nossa filha.» Deveria ser fácil instalar correctamente as cadeiras para crianças nos automóveis — mas nem sempre o é. Existem cerca de 120 modelos diferentes, mais do dobro de modelos de veículos em circulação, e o número e a posição dos pontos de fixação dos cintos de segurança, bem como a posição em que fica o fecho do cinto depois de apertado, variam de veículo para veículo. «Não há uma cadeira que se ajuste perfeitamente a todos os veículos, pelo que os pais devem procurar a que melhor se adapta ao carro que possuem e às características da criança, ou seja, à sua idade, peso e tamanho», explica José Pedro Dias. As soluções de recurso também são desaconselhadas. Francelina e Eurico José Guerreiro, de Faro, compraram um sistema de retenção para transportar a filha Joana, de 9 meses, no carro. Tinham seguido à risca as instruções do manual da cadeirinha, mas quando experimentaram fazer uma travagem um pouco brusca para testar a segurança do sistema, descobriram que a cadeira abanava muito. Eurico José decidiu então prendê-la ao banco de trás do carro com dois cintos de segurança. Mas sabiam que não estava bem, e decidiram ir ao Centro APSI/Selecções de Faro no passado dia 22 de Setembro. Quando Elsa Rocha, pediatra no Hospital Distrital de Faro e técnica da APSI, tentou instalar a cadeira, descobriu que era impossível fazê-lo adequadamente porque o travão — um dispositivo que imobiliza o cinto de segurança do automóvel por forma a assegurar que a cadeira fique bem presa — era móvel, ou seja, não estava incorporado na estrutura da cadeirinha, não sendo possível, no caso do modelo de automóvel utilizado pelos Guerreiros, colocá-lo por forma a imobilizar o cinto correctamente. Mas a solução encontrada pelo casal também não era a correcta. «É errado improvisar», disse Elsa Rocha. «Só obedecendo às instruções dadas pelo fabricante é que as condições de segurança podem ser garantidas.» Na impossibilidade de se montar convenientemente a cadeira, Francelina e Eurico foram comprar outra. Mas também esta não servia porque as posições dos pontos de fixação do cinto de segurança do carro dos Guerreiros eram incompatíveis com a nova cadeira, não permitindo obter uma instalação sem folgas. O casal apressou-se a trocar a cadeira por uma terceira, que os técnicos da APSI conseguiram instalar satisfatoriamente. «Os pais devem experimentar a cadeira com a criança no seu próprio carro antes de a adquirirem», sustenta Helena Menezes. Uma norma que obrigasse à harmonização do sistema de fixação das cadeirinhas seria uma solução que facilitaria e reduziria o risco de erro na sua instalação. Mas, segun-do Helena Cardoso de Menezes, tal medida, actualmente em discussão na Europa e já implementada na Austrália, Canadá e Estados Unidos, levará cerca de 10 anos, após a sua entrada em vigor, a ter efeitos práticos generalizados, isto é, quando deixarem de circular os automóveis que não possuem o novo sistema e quando todos os modelos de automóveis e cadeirinhas no mercado estiverem uniformizados. Lina Maria e Rui Miguel Mourato, do Laranjeiro, souberam pela televisão que ia realizar-se uma acção de inspecção de cadeirinhas de bebés e dirigiram-se ao Centro APSI/Selecções de Setúbal porque tinham dúvidas quanto à montagem da cadeira que tinham comprado para o filho de ambos, André, de 9 meses e meio. Um familiar, também ele pai, tinha-os aconselhado na instalação da cadeira, e nem olharam para o livro de instruções que a acompanhava. «Até a maior parte dos manuais dos automóveis já contém instruções sobre os sistemas de retenção para crianças, mas há muitas pessoas que não sabem disso», diz Helena Cardoso de Menezes. As dúvidas dos Mouratos concretizaram-se. A cadeira estava instalada correctamente no banco tra-seiro e virada para trás, mas o cinto do carro percorria o percurso errado e o arnês estava com a inserção do ombro demasiado alta e com folga a mais. «Corrigi a altura do arnês, que deve estar colocado na inserção imediatamente acima do ombro da criança, e instalei a cadeira correctamente virada para trás no banco da frente, porque o cinto do banco de trás era muito curto», explica Perpétua Crispim, técnica da APSI. «Claro que isso só foi possível porque o veículo não possuía airbag. Nunca se pode montar uma cadeira à frente num carro com airbag, pois, se este abrir, o choque provocado pela sua abertura repentina nas costas da cadeira pode matar a criança.» Outra fonte de confusão para os pais é se a cadeirinha deve ir voltada para a frente ou para trás. Nos Centros APSI/Selecções, das 222 crianças com menos de 18 meses obser-vadas, 61% iam já viradas para a frente. «Até ao ano e meio, convém que a cadeirinha esteja sempre virada para trás, de modo que a criança viaje de costas para o sentido da marcha», diz Perpétua Crispim. A explicação para esta recomendação é dada por Octávio Cunha, pediatra no Hospital de Santo António, do Porto. «Virada para a frente, a criança vai menos protegida», diz. «A cabeça de uma criança não é só maior como proporcionalmente mais pesada que a de um adulto, e o seu esqueleto ainda não tem a firmeza necessária para aguentar o embate de um choque frontal for-te, em que a cabeça e o pescoço da criança são projectados para a frente. Ainda em fase de formação, as vértebras esticam, mas a medula espinal não, o que pode provocar a sua ruptura, levando à paralisia e até à morte. Pelo contrário, quando a criança viaja voltada para trás, as costas da cadeira apoiam a cabeça, o pescoço e as costas da criança uniformemente, evitando assim as lesões no pescoço.» E acrescenta: «Os próprios pediatras deveriam estar informados sobre o correcto uso das cadeirinhas para poderem, por sua vez, informar as mães.» Aos agentes policiais também cabe um papel importante. «Faz parte das nossas atribuições informar os pais sobre as medidas de segurança adequadas para o transporte dos filhos», diz o chefe Carmo, da secção da Escola Segura da PSP de Faro. «Temos desenvolvido acções nas escolas que, inclusive, envolvem as próprias crianças na fiscalização do uso adequado de sistemas de retenção.» No dia 14 de Setembro passado, Irene Rodrigues e Hilário Meia, da Trofa, dirigiram-se ao Centro APSI/ Selecções da Maia, no Porto, para verificar se a filha única deles, de 11 meses, a Beatriz, estava bem instalada na cadeirinha. «Esta cadeira é muito antiga», disse-lhes Helena Cardoso de Menezes ao fazer a inspecção. «Uma cadeira com mais de cinco anos já não obedece à regulamentação actual, que determina as características que este tipo de equipamentos de segurança deve possuir.» Na verdade, a cadeirinha pertencera a um sobrinho do casal e já tinha cerca de 10 anos. Possuía apenas um arnês de 4 pontos — quando actualmente todas as cadeiras para crianças até aos 18 kg têm que possuir um de 5 pontos, com uma faixa entre pernas para proteger melhor a barriga e o peito da criança — e só podia ser instalada virada para a frente. Irene ficou angustiada quando soube que a cadeira não prestava. «Nem quero pensar no que seria se acontecesse qualquer coisa com a menina por causa disto», disse. «Devia haver mais informação e acções como esta para esclarecer as pessoas, porque nós não fazíamos ideia de que as cadeiras para bebés ficavam ultrapassadas.» O casal apressou-se a adquirir outra cadeira, voltando mais tarde para verificar se era adequada e certificar-se da sua correcta instalação. A APSI desaconselha o uso de cadeiras em segunda mão, pois podem ter sofrido desgastes e danos na estrutura interna que não são detectáveis a olho nu. Um sistema de retenção de crianças tem que ter o selo de aprovação com o símbolo E. Além disso, tem que ter, assinalados na estrutura, os pontos por onde passa o cinto de segurança do carro — a azul quando a cadeira é montada virada para trás e a vermelho quando se monta virada para a frente. Tem também que possuir instruções esquemáticas indeléveis, e, se se pode montar virada para trás, deve ter uma etiqueta no estofo, ao nível da cabeça do bebé, avisando do perigo e da incompatibilidade com o airbag frontal. «O bom senso e a prudência recomendam que as crianças sejam sempre transportadas no banco de trás com um dispositivo de retenção adequado, e nunca levadas ao colo — e muito menos entre um adulto e o cinto de segurança do carro, porque o risco de esmagamento é muito grande», alerta o major Matos Sousa, da GNR. «Até porque os pais são passíveis de procedimento criminal se se provar negligência no transporte das crianças.» A lei portuguesa é baseada na Directiva Europeia a este respeito e ainda não é perfeita. Segundo a Por- taria n.o 849/94, de 22 de Setembro, «as crianças com idade não superior a 12 anos e de altura inferior a 1,50 m devem utilizar prioritariamente os lugares equipados com um sistema de retenção aprovado, adaptado ao seu tamanho e peso, salvo se o veículo não dispuser daquele sistema, caso em que deverão utilizar o cinto de segurança, se tiverem mais de 3 anos de idade». A infracção a esta directiva é punida com uma coima que vai de 50 a 250 euros. Segundo o artigo 6.º da mesma portaria, as crianças com idade não superior a 3 anos transportadas no banco traseiro devem ser seguras por um sistema de retenção aprovado, adaptado ao seu tamanho e peso. «O que a lei exige é o mínimo», refere Helena Cardoso de Menezes. «A APSI recomenda o uso de sistemas de retenção para crianças até terem 1,50 m de altura, o que acontece por volta dos 10 a 12 anos.» Também segundo o artigo 79.o do Decreto-Lei n.o 114/94, «é proibido o transporte de crianças com idade inferior a 12 anos no banco da frente, salvo se o veículo não dispuser de banco na retaguarda e o transporte se fizer utilizando acessório devidamente homologado.» Na acção de rua do dia 11 de Dezembro de 2001, na operação stop levada a cabo em frente ao Colégio Valsassina, perto de Chelas, foi mandada parar uma senhora que transportava quatro crianças — de 2, 4, 7 e 9 anos — no banco de trás do seu automóvel sem a utilização de quaisquer sistemas de retenção. «A distância que pecorro é curta, moro aqui perto», justificou ao técnico da APSI. Segundo Helena Cardoso de Menezes, a não-utilização de qualquer sistema de retenção ainda é, infelizmente, comum. «Mais de 60% das crianças ainda viajam à solta dentro dos automóveis», afirma. «E quando existe uma intenção de protecção, observaram-se erros óbvios de instalação em 59% dos casos.»

Segundo a presidente da APSI, a utilização de pelo menos um banco elevatório é essencial para transportar crianças até terem 1,50 m de altura. Este impede que o cinto de segurança fique sobre a barriga da criança e permite que lhe assente correctamente sobre o ombro, oferecendo-lhe assim segurança e também conforto. «As crianças com menos de 6 anos deverão ser transportadas numa cadeira de apoio, pois as costas da cadeira com apoio lateral ajudam a manter o cinto na posição correcta mesmo que a criança adormeça, para além de aumentarem o conforto, o que facilita a aceitação pela criança e encoraja o uso do cinto», diz. Sorte tiveram Elsa Fonseca, de Lisboa, e o seu filho Miguel, de 14 meses. No passado dia 8 de Setembro, os pais de Elsa levaram o carro deles, um Ford Mondeo, até ao Centro APSI/Selecções de Alfragide para verificar se a cadeirinha onde costumavam transportar o Miguel estava bem fixa e o neto ia bem instalado. «Viemos procurar informação porque não dispúnhamos de nenhuma», comentaram. Os técnicos da APSI sossegaram-nos, dizendo que estava tudo em ordem. Dois meses depois, Elsa e os pais, presos com cintos de segurança, e Miguel, instalado na sua cadeirinha a meio do banco traseiro, estavam parados num semáforo na Avenida Lusíada quando um Volkswagen Lupo colidiu violentamente contra a parte traseira do carro deles, projectando-o uns metros para a frente. O condutor que provocou o acidente tinha deixado cair os óculos e baixara-se para apanhá-los, não se apercebendo do carro parado à sua frente. Devido ao embate, o airbag abriu-se e, com a atrapalhação, o homem, em vez de travar, acelerou, chocando de novo contra o carro. Ainda atordoada, a primeira reacção de Elsa foi verificar como estava o filho. Miguel apenas sofrera um grande susto. O sistema de retenção tinha funcionado. Os pais também só ficaram com umas mazelas sem gravidade. O carro, esse, teve de levar uma traseira nova; o outro foi para a sucata. Elsa decidiu levar a cadeirinha do Miguel à APSI para ser inspeccionada, mas aconselharam-na logo a arranjar outra. «É imperativo que qualquer cadeira que tenha estado envolvida num acidente seja substituída, mesmo que a criança não tenha sofrido qualquer lesão», diz Helena Cardoso de Menezes. «Com facilidade a cadeira pode sofrer danos que não são visíveis, mas que farão que não suporte um novo choque.» Para Helena Cardoso de Menezes, a acção dos Centros APSI/Selecções foi muito positiva. «É gratificante constatar o alívio e a satisfação dos pais depois de verificarmos as cadeirinhas e os ensinarmos a instalá-las correctamente. Chegam cheios de dúvidas e partem confiantes», diz. «É fundamental terem a noção de que só uma cadeira bem instalada e adequada à criança pode cumprir as suas funções e salvar-lhe a vida em caso de acidente.»

Se tem dúvidas sobre qual é a cadeira adequada para o seu filho ou sobre a instalação da mesma, contacte a APSI Vila Berta, 7, 1.º, Dto. 1170-400 Lisboa. Telefone: 218 87 01 61 email: apsi@apsi.org.pt Internet:

www.apsi.org.pt

 

 

Quando tiver que fazer uma reserva de quarto, escolha um hotel que tenha piscina, sauna, campos de ténis, aulas de ginástica ou pistas de jogging, consoante o tipo de exercício que pratica. No entanto, se não arranjar um hotel com ginásio ou piscina, não é necessário interromper as suas sessões de manutenção. Pode fazer jogging ou dar um passeio em marcha rápida — peça à recepcionista ou ao porteiro que lhe dêem um mapa e indiquem o caminho mais seguro e menos congestionado.

Se a zona circunvizinha for excessivamente movimentada ou perigosa ou não gostar de andar a pé ou fazer jogging, pode subir as escadas do hotel pé. Mesmo que o faça com um passo moderado, esse exercício acelerar-lhe-á o ritmo cardíaco em poucos minutos. (Faça um período de aquecimento antes de começar e um de arrefecimento depois). Outra opção possível será fazer exercício no próprio quarto do hotel. Muitas pessoas que viajam com frequência mantêm-se assim em forma, sem necessidade de muito equipamento. Seguem-se algumas possibilidades: Saltar à corda constitui um exercício de aeróbia enérgico que pode queimar bastante mais calorias do que o jogging.

Verifique se tem espaço suficiente até ao tecto e uma boa ventilação. Use sapatos de ténis ou próprios para aeróbia. Se não estiver habituado a saltar à corda, pratique primeiro sem a corda. Faça um aquecimento e arrefecimento correndo alguns minutos sem sair do mesmo lugar e alongue suavemente os músculos dos tornozelos, barriga das pernas, ancas e região inferior das costas antes e depois da sessão de salto à corda.

Alongamento

Pode fazer uma sequência completa de alongamento. Os exercícios nas posições sentada e deitada podem ser feitos no chão (utilize uma toalha de banho ou um cobertor dobrados como almofada) ou até mesmo numa cama que tenha um colchão firme. Ginástica. Se costuma viajar com pouca bagagem, procure nos estabelecimentos de artigos desportivos um conjunto de pesos de plástico que se possam encher com areia ou água. Para se deitar no chão, utilize um cobertor dobrado em vez de um tapete próprio para fazer ginástica.

Elásticos para exercício

Os estabelecimentos de artigos desportivos vendem elásticos de vários comprimentos e espessuras que podem ser utilizados para alongamento e fortalecimento de qualquer parte do corpo. São óptimos para utilizar quando se viaja, por serem muito leves e duráveis e poderem ser guardados em pouco espaço. Muitos dos conjuntos trazem sugestões de xercícios. Outros equipamentos auxiliares fáceis de transportar numa mala de viagem incluem: Uma pequena bola de borracha que se aperta entre os joelhos, a fim de fortalecer os músculos da região interior das coxas, enquanto se permanece deitado de costas com os joelhos dobrados.

Uma espécie de mola que se aperta na mão para aumentar a força dos músculos da mão, pulso e antebraço.

Utilize-a enquanto vê televisão, lê e até mesmo durante conferências e reuniões. Um pequeno massajador de madeira para os pés, que alivia pés cansados e doridos ao fim de um dia de trabalho, constituindo uma recompensa perfeita após uma sessão de exercício.

 

 

Considera-se que determinado produto é defeituoso quando: sofre de vício que o desvaloriza ou impede a realização do fim a que se destina. Não tem as qualidades asseguradas pelo vendedor ou necessárias à realização do fim a que se destina. O comprador tem de denunciar ao vendedor o defeito ou a falta de qualidade do bem que adquiriu (excepto se o vendedor houver usado de dolo, isto é, se tiver utilizado qualquer sugestão ou artifício com a intenção ou consciência de induzir ou manter em erro o comprador) até 30 dias depois de conhecido o defeito e dentro de 6 meses após a entrega do bem.

Mas o consumidor também pode denunciar o contrato, intentando a acção judicial competente, e tem direito a ser indemnizado pelo vendedor dos prejuízos que o contrato lhe possa ter causado. O vendedor só não é obrigado a reparar ou substituir o bem e a indemnizar o consumidor nos casos em que desconhecia, sem culpa, o vício ou a falta de qualidade do bem que vendeu.

Mas, mesmo nestes casos, o consumidor pode sempre denunciar o contrato, devolvendo o bem e recebendo a quantia paga pelo mesmo.

 

 

Pode afirmar-se, portanto, que os séculos XVI e XVII foram particularmente importantes neste domínio. Muitas plantas já então cultivadas ou utilizadas na Europa chegaram assim às Américas, ao Oriente e a África; em contrapartida, a Europa recebeu as provenientes destes continentes; e muitas originárias do hemisfério ocidental, do continente africano e do americano chegaram por sua vez ao Oriente. A importância económica desta permuta é incomensurável. Basta citar o exemplo das especiarias do Oriente, cujo comércio enriqueceu armadores e mercadores, enchendo também os cofres do Reino.

Para se ter uma ideia desta permuta, citaremos alguns exemplos. Comecemos aquilo que nos veio das Américas.

São de origem americana o cacaueiro, que se conseguiu impor de forma tão marcada no continente africano e que hoje se cultiva no mundo equatorial, até aos confins da Polinésia; o cajueiro, que os Portugueses conheceram no Brasil, levaram ao Oriente e daqui a África e que é hoje uma das maiores riquezas da Índia e de Moçambique; a mandioca, ou pão dos trópicos, cultura básica da alimentação de centenas de milhões de habitantes da zona tórrida e que pela mão dos Portugueses veio para África através do Brasil, Angola e Cabo Verde; a batata-doce, também já cultivada nas nossas latitudes e que há muito se tornou importante cultura industrial nos Açores; o próprio milho, sem o qual muitas economias tremeriam hoje, que constitui cultura alimentar importante nos trópicos e em muitos países da zona temperada; o tomate, que entre nós, para além do seu emprego na culinária, é a base de uma das nossas mais desenvolvidas actividades agro-industriais; e ainda a batata, que juntamente com o milho forma o sustentáculo económico de muitas zonas agrícolas europeias.

Também da mesma origem são, por exemplo, a papaieira, de frutos tão saborosos quanto digestivos, fonte de produção da papaína, e cuja cultura chega até ao setentrião da Madeira; o girassol, que veio para a Europa como planta ornamental e que mais tarde se transformou na base de produção de óleo vegetal, de alto interesse para a alimentação e outras utilizações; o saboroso e perfumado ananás (Deus tê-Io-ia distinguido como orei dos frutos colocando-lhe uma coroa na cabeça), que fomos encontrar no Brasil e espalhámos pelo Mundo, cultivando-o nos Açores e em alguns locais do continente e fazendo dele o fruto indispensável em qualquer refeição de requinte; o amendoim, principalmente cultivado como fonte de óleo e proteína, mas também apreciado em manteiga nos estados Unidos e como aperitivo em todo o Mundo; a purgueira, que os Portugueses levam para Cabo Verde e difundiram por toda a costa ocidental africana; a goiaba, de frutos tão ricos em vitamina C; as deliciosas anonas de polpa finíssima e perfumada; o maracujá, também chamado «fruto da paixão», a pamr ao se prepara um sumo aromático que hoje constitui uma das bebidas mais apreciadas na Europa; e ainda o abacate, ou «fruto lipídico» de alto valor calórico, muito apreciado nos mercados ricos das zonas temperadas e que agora começa a ser industrializado para extracão de uma gordura a que se atribuem quadades quase milagrosas no campo das doenas da pele. De um último lote de plantas provenientes o Novo Mundo destaquemos a baunilha, inensamente fragrante, que os primitivos povos 10 México, de onde é originária, já utilizavam quando lá chegaram os Espanhóis; a quineira, Introduzida em S. Tomé no fim do século passado pelo grande botânico português Prof. Júlio Henriques, a fim de permitir que o País dispusesse de recursos abundantes de quinino para combater o paludismo.

 

 

O caso da escada é peremptório. Por vezes as autoridades Insistem mesmo para que se instale uma escada vulgar. Visto que a interpretação das normas vigentes varia, consulte a câmara municipal da sua área de residência antes de dar início ao trabalho. Se contratar uma empresa especializada para transformar o sótão, ela saberá como respeitar as regulamentações.

Como montar uma janela no sótão

Abrir janelas de sacada no telhado é um trabalho de grande monta, mas instalar uma janela de telhado moderna constitui tarefa muito mais simples. Todo o trabalho pode ser feito do lado de dentro do espaço do telhado, desde a remoção de telhas até à montagem da nova unidade envidraçada. Não são necessários andaimes, e o trabalho pode ser rapidamente concluído. No entanto, para este trabalho precisa de pedir licença à câmara municipal da sua área. Janela para saída de emergência.Em conformidade com a regulamentação vigente, existem à venda janelas especiais para saída de emergência, permitindo acesso ao telhado em caso de incêndio.

Uma escada vulgar para o sótão

As duas zonas mais aproveitadas para instalação de uma nova escada para o sótão são o espaço livre acima de outra escada já existente ou parte de uma divisão grande. O ideal será consultar um engenheiro ou um arquitecto — ele poderá descobrir áreas aproveitáveis nas quais você não teria pensado e saberá também quais os tipos de escadas disponíveis no mercado, tanto escadas direitas como de caracol, e em conformidade com a regulamentação vigente.

 

 

O caso da escada é peremptório. Por vezes as autoridades Insistem mesmo para que se instale uma escada vulgar. Visto que a interpretação das normas vigentes varia, consulte a câmara municipal da sua área de residência antes de dar início ao trabalho. Se contratar uma empresa especializada para transformar o sótão, ela saberá como respeitar as regulamentações.

Como montar uma janela no sótão

Abrir janelas de sacada no telhado é um trabalho de grande monta, mas instalar uma janela de telhado moderna constitui tarefa muito mais simples. Todo o trabalho pode ser feito do lado de dentro do espaço do telhado, desde a remoção de telhas até à montagem da nova unidade envidraçada. Não são necessários andaimes, e o trabalho pode ser rapidamente concluído. No entanto, para este trabalho precisa de pedir licença à câmara municipal da sua área. Janela para saída de emergência.Em conformidade com a regulamentação vigente, existem à venda janelas especiais para saída de emergência, permitindo acesso ao telhado em caso de incêndio.

Uma escada vulgar para o sótão

As duas zonas mais aproveitadas para instalação de uma nova escada para o sótão são o espaço livre acima de outra escada já existente ou parte de uma divisão grande. O ideal será consultar um engenheiro ou um arquitecto — ele poderá descobrir áreas aproveitáveis nas quais você não teria pensado e saberá também quais os tipos de escadas disponíveis no mercado, tanto escadas direitas como de caracol, e em conformidade com a regulamentação vigente.

 

 

Neste tipo de compras, as questões não resolvidas amigavelmente são-no através do tribunal, podendo tentar-se a via da conciliação com recurso às entidades já referidas para as vendas a prestações.

 

Se fizer compras por correspondência

Guarde cópia ou fotocópia da nota de encomendas. Ao encomendar um artigo que viu anunciado, guarde uma cópia do anúncio e o título e data da respectiva publicação. Tome nota da forma de pagamento: número do cheque, cartão de crédito ou encomenda postal. Nunca envie dinheiro. Se devolver algum artigo, faça-o por encomenda registada ou com aviso de recepção (tem direito a ser reembolsado das despesas da devolução). Guarde cópias de qualquer correspondência trocada com a firma de encomendas postais.

Vendas forçadas

Se receber em sua casa artigos que não encomendou, pode ficar com eles sem ter que pagar nada, mesmo que a encomenda venha acompanhada de documentos e facturas que digam o contrário. No entanto, se quiser, escreva ou telefone à empresa que enviou a encomenda referindo que não encomendou nada e pedindo que recolha os artigos em questão.

Clubes de venda ao público

Constituem formas de venda por correspondência e, portanto, estão sujeitos às regras já referidas. Os clubes deste tipo especializam-se geralmente na venda de livros, discos e artigos similares. A sua encomenda inicial será provavelmente a preços especialmente baixos, após o que se comprometerá a comprar um certo número de artigos de tanto em tanto tempo. Estes artigos são geralmente vendidos a preços mais baixos do que nas lojas. A compra de artigos a clubes especializados constitui uma boa maneira de fazer uma colecção de livros ou de música, mas pense bem se realmente deseja um fornecimento de bens a longo prazo e se está bem organizado para isso. A maioria dos clubes oferece um “artigo do mês”, que lhe será enviado, a menos que diga expressamente que não o quer. O clube deverá: Especificar claramente as ofertas especiais e as condições de ingresso. Indicar quaisquer pagamentos adicionais, como, por exemplo, custos postais e de embalagem. Dizer-lhe quanto tempo tem que esperar até poder cancelar a sua assinatura como sócio.

 

 

Seguros de viagem

Reserve com antecedência. Faça um seguro de viagem quando fizer as reservas. Assim, estará segurado, caso tenha que as cancelar. Doença e cancelamento.O seguro de viagem deverá indemnizá-lo em caso de cancelamento por doença, morte ou outra circunstância imprevisível, embora geralmente não abranja desastres naturais, como sismos. Também deverá incluir o tratamento médico necessário no estrangeiro devido a doença ou acidente. Acidentes.Verifique se a companhia de seguros se compromete a trazê-lo de volta, de avião, para prosseguir o tratamento dentro de um certo prazo.

Pode ter de pagar o tratamento no estrangeiro e reclamar a quantia mais tarde, por isso certifique-se de que leva dinheiro suficiente para fazer face a uma emergência. Roubo ou perda de dinheiro ou bens.Calcule quanto custaria substituir a sua roupa e verifique se o seguro cobre essa importância. Certifique-se de que o seguro cobre a bagagem extraviada.

Atrasos.Algumas apólices seguram contra atrasos em aeroportos ou portos; algumas pagam as acomodações durante esse período. Reclamar.A maioria das apólices de seguro apenas cobre parte dos custos — você terá talvez de pagar uma franquia. Para reclamar o dinheiro gasto, guarde os recibos dos médicos ou documentos comprovativos: da gerência do hotel depois de um roubo, por exemplo.

Férias no estrangeiro

escuta de crianças (um rádio no quarto ligado a uma central) nem sempre detectam quando as crianças se levantam e andam a brincar pelo quarto. Peça uma cadeira alta e um berço com antecedência, se for necessário, e verifique se o equipamento está em boas condições.

Os voos

Informe-se junto da agência de viagens ou da companhia aérea se estão previstas refeições para crianças. Peça um berço próprio, se for necessário. Peça lugares de não-fumadores para as crianças. Pergunte se pode fazer o check in e a reserva dos lugares pelo telefone, se morar perto do aeroporto. Algumas companhias aéreas permitem fazê-lo quando se viaja com crianças muito pequenas. Verifique o horário dos voos antes de fazer a reserva; os voos que partem muito cedo ou muito tarde podem perturbar as crianças.

A maioria das companhias aéreas considera os carrinhos de bebé como bagagem de mão. Fazer as malas das crianças Refeições.Leve latas ou embalagens de comida para bebé (não se esqueça do abre-latas) se ele come mal e biscoitos ou bolachas. Fraldas e roupas. Os pacotes de fraldas descartáveis são considerados bagagem de mão. Informe-se da existência dessas fraldas no local de fé rias. Se vai para um país quente, leve chapéus e roupa de algodão. Se vai para piscinas. Compre acessórios de natação (uma bóia, braçadeiras ou colete com flutuadores) e toucas de banho coloridas para que possa reconhecer facilmente as crianças na piscina.

Objectos práticos.Leve uma lanterna, agulha e linha, cintos para guardar dinheiro e uma corda para servir de estendal da roupa. Jogos para as crianças.Leve jogos, gravadores e cassetes, cartas, lápis e papel — e o brinquedo preferido de cada criança.

Primeiros socorros

Embrulhe os frascos de medicamentos em toalhas para que não se partam. Leve repelente para insectos; loção anti-histamínica para picadas de insectos e queimaduras do sol; creme de protecção solar; pastilhas purificadoras da água; adesivos e compressas; um termómetro e medicamentos.

 

 

Prenda o tubo com arame

Se o tubo de escape estiver partido ou a arrastar pela estrada, pode prendê-lo provisoriamente com arame, desde que seja possível alcançá-lo sem utilizar o macaco.

Cuidado: gás venenoso

Os fumos que saem do tubo de escape contêm monóxido de carbono — um gás inodoro que pode matar.

Quando as luzes se apagam:

Luzes avariadas

Se os faróis dianteiros, as luzes da retaguarda ou um farol dianteiro e a luz da retaguarda do mesmo lado deixarem de funcionar, a causa provável será um fusível fundido.

Luzes laterais e da retaguarda

Se uma luz se apagar, substitua a lâmpada. A maior parte pode ser retirada de duas formas diferentes: Retire os parafusos que prendem a lente do farolim por fora. Solte a mola que prende a parte de trás do farolim pelo interior do compartimento do motor ou do porta-bagagem.

Corrosão

Ferrugem ou corrosão no encaixe da lâmpada podem provocar mau contacto eléctrico. Com as luzes desligadas, raspe a corrosão.

Verifique a lâmpada

Veja se o filamento está partido. Se o vidro da lâmpada estiver escuro, esta terá fundido devido a sobreaquecimento. Se tiver aspecto leitoso, significa que rachou, deixando entrar ar.

Substitua a lâmpada

Por vezes, numa emergência, é possível trocar uma lâmpada das luzes da retaguarda por uma de iluminação da matrícula.

Falha de uma escova

Se um dos braços da escova falhar, a causa provável é uma porca de fixação do braço solta. Desligue os limpa-pára-brisas e levante a tampa, na base do braço.

Escovas que “saltitam”

Deve-se a desgaste da escova. Desligue a ignição quando as escovas estiverem na vertical. Entorte o braço do limpa-pára-brisas para que a borracha da escova fique perpendicular.

Como prosseguir viagem

Se tiver que prosseguir viagem, acabe de partir o vidro com um objecto pesado ou com a mão envolvida num pano e retire o resto com luvas ou um trapo. Coloque primeiro um pano sobre o tablier para evitar que os estilhaços caiam para as saídas de ar do aquecimento. Feche todas as janelas, ponha óculos, se os tiver, para proteger os olhos dos vidros e dirija-se a uma oficina.

 

 

Era domingo, uma bonita manhã de sol em Toledo, na Espanha. Uma senhora de meia-idade pensava sobre as perguntas de um inquérito que incluía a seguinte: «Em que cidade serão realizados os Jogos Olímpicos de 2004?» Intrigada, perguntou: «Importa-se que telefone ao meu filho e lhe peça para ver a resposta na Internet?»

Estava também um dia de sol em Budapeste, na Hungria, quando uma senhora da mesma idade começou a ler as perguntas do mesmo inquérito. «Espero que a entrada da Hungria na União Europeia não dependa dos meus resultados», comentou um pouco nervosa, depois de devolver o formulário preenchido. Entretanto, um senhor de idade de Ilford, cidade dos arredores de Londres, a nordeste, coçava a cabeça quando confrontado com a pergunta «Quem compôs o Hino da Alegria, hino europeu?»

«Pode cantarolar isso?», acabou por perguntar. Quando o inquiridor lhe fez a vontade, logo uma expressão de reconhecimento se lhe abriu. «Beethoven!», respondeu ele, triunfante (e acertou). Também em Portugal, nas cidades de Setúbal e Braga, 400 portugueses de várias idades foram abordados na rua e em centros comerciais para responder às mesmas 20 perguntas colocadas em outros 18 países da Europa. Ao todo, foram quase 4000 os europeus a quem pedimos que jogassem o jogo das Vinte Perguntas para todo o continente.

A nossa premissa: que há um núcleo de conhecimentos que interliga as culturas de todos os países da Europa e que qualquer adulto razoavelmente culto de qualquer país europeu conhece.

Os editores das 19 edições da revista Reader’s Digest da Europa elaboraram em conjunto uma selecção final de perguntas de escolha múltipla sobre política, cultura (erudita e popular), geografia, história e ciência. Depois, pessoal especializado desceu às ruas e centros comerciais de 42 cidades e vilas em 19 países, desde Portugal à Rússia. E em cada uma solicitámos a 200 pessoas, com idades superiores a 18 anos, para pararem por uns momentos e responderem às mesmas 20 perguntas de escolha múltipla.

Os resultados do nosso inquérito não são ciência social. No entanto, fornecem um vislumbre informativo e curioso do estado dos nossos conhecimentos e das diferenças fascinantes entre países – além de um vencedor surpreendente.

Vejam o caso da União Europeia, por exemplo. Fizemos três perguntas simples: Quem é o presidente da Comissão Europeia? Qual dos seguintes Países – Suécia, Noruega e Portugal – não é membro da União Europeia? Quantos são os países-membros da União Europeia? As respostas poderão desapontar os poderes de Bruxelas. Apesar da dispendiosa máquina de relações públicas da UE, só 52% dos europeus interrogados sabiam que o presidente da Comissão Europeia era Romano Prodi, antigo primeiro-ministro de Itália, titular do cargo desde 1999. Cerca de 48% de todos os inquiridos pensavam que ainda era exercido por Jacques Delors ou Jacques Santer, seus antecessores imediatos.

Não deverá constituir surpresa para o Sr. Prodi, que criticou o Reino Unido pela sua falta de empenho na Europa, o facto de apenas 25% dos britânicos saberem o que ele faz. Mas na Alemanha e na Holanda, só 36% acertaram na resposta. Até na Bélgica, sede da Comissão Europeia, mais de um terço dos inquiridos não faziam ideia de quem fosse Prodi.

As pessoas que interrogámos nos quatro países que pretendem aderir à UE – Polónia, Hungria, República Checa e Eslováquia – tiverem resultados bem melhores: 61% identificaram correctamente Prodi. Os Polacos, que deverão aderir em 2004, foram absolutamente notáveis. Quase 72% acertaram em Prodi e 73% responderam correctamente às três perguntas sobre a UE – comparados com os menos de 60% nos países-membros, entre eles Portugal.

Surpreendentemente, porém, só pouco mais de metade dos inquiridos polacos sabiam a data da queda do Muro de Berlim, acontecimento que se pensaria estar longe de ser irrelevante na história da Polónia do século xx. Talvez andassem todos a festejar nessa histórica noite de Novembro de 1989 e a memória se lhes tenha toldado. Por outro lado, 6 em cada 10 russos deram a resposta certa a essa pergunta, e os Alemães averbaram uns impressionantes 86%.

O nacionalismo não será uma coisa muito em voga hoje em dia, mas os europeus que responderam a perguntas sobre o seu próprio país tiveram vantagem sobre os que só tinham perguntas sobre os países dos outros. Quase 7 em cada 10 alemães identificaram correctamente o seu país como o mais populoso da UE. Mas mais de metade dos britânicos pensavam que era o seu país ou a França.

Em Portugal, como por toda a Europa, menos de metade sabiam quem disse a famosa frase «Penso, logo existo». Mas 7 em cada 10 franceses defenderam a honra nacional ao identificar o seu grande compatriota do século xvii René Descartes.

Quase todos os orgulhosos finlandeses (99,5%) sabiam que a Nokia, o ultra bem-sucedido fabricante de telemóveis, tinha sede no seu país. Mas num continente em que tantas pessoas raramente saem à rua sem os telemóveis colados ao ouvido, três quartos dos britânicos e dois terços dos franceses e espanhóis não tinham a mínima ideia. «Ai, que vergonha», disse uma jovem moradora de Innsbruck, cidade alpina da Áustria, «não sei mesmo de onde é a Nokia.» E que fazia ela? Era vendedora de uma empresa de telemóveis. Teve uma pontuação de 15 em 20.

Em geral, não houve disparidade de classificações entre os inquiridos jovens (18-35 anos), os de meia-idade (36-50) e os de mais de 50 anos. O mais idoso dos participantes foi um senhor húngaro de 92 anos de idade, que conseguiu uns respeitáveis 10 em 20. Em Salzburgo, na Áustria, cidade natal de Mozart, comentava uma antiga professora que respondeu ao inquérito: «Ser reformado não quer dizer que o cérebro parou.» Não quer, de facto: a pontuação da senhora foi 18 em 20.

Seja como for, a idade importa: em toda a Europa, mais jovens que idosos sabiam que a actriz e cantora pop Bjork é islandesa. Só 15% dos alemães com mais de 50 anos sabiam as origens dela. Surpreendentemente, 90% de homens dinamarqueses com mais de 50 anos acertaram nesta resposta – um recorde. Ou são jovens de coração ou alguém tem posters dela lá em casa.

Os homens tiveram, em geral, melhores resultados que as mulheres, excepto na Rússia e na Noruega. Na neutral Suíça, homens e mulheres acabaram rigorosamente empatados. Tivemos bastantes pontuações de 20 em 20. Uma delas foi Chiara Chiodi, de 25 anos, contabilista, que estuda para obter uma pós-graduação em Ciências Políticas na Universidade de Milão. «Sempre me interessei por temas europeus e por saber como as pessoas vivem», diz ela. «Claro que me agrada imenso ter um resultado tão bom, mas que ainda assim me surpreende.»

Classificação máxima também para Michele Roberts, que ensina Francês num liceu de Neuchâtel, na Suíça. E que atribui o seu bom resultado ao facto de ler dois jornais por dia, uma revista semanal e muitos livros. «Tenho uma visão geral do Mundo», comenta ela.

Que país pode então reivindicar a mais alta classificação em cultura geral europeia? A resposta é a Polónia, cujos inquiridos conseguiram colectivamente uma média de 15 respostas correctas em 20, logo seguidos da Dinamarca, Itália e Áustria. Tavez não nos devamos surpreender: a Polónia pode gabar-se de uma forte tradição intelectual e regista uma admirável taxa de literacia.

«Fico orgulhosa de ver os Polacos tão bem classificados», diz Beata Milewaska-Ignacak, veterinária em Varsóvia, que contribuiu para a média com uma óptima pontuação de 20 em 20. «Acho que, por viverem numa encruzilhada de culturas, no centro do continente europeu – o que nem sempre foi muito confortável do ponto de vista histórico –, os Polacos tendem a interessar-se mais pelo mundo em redor e sentem-se muito parte da Europa.»

No fim da tabela, vêm Portugal, o único país a alcançar uma média abaixo de 10 em 20, e o Reino Unido, que, fazendo jus ao seu euro-cepticismo, não conseguiu mais que uma média de 11,47 em 20.

O que em nada feriu a autoconfiança de uma inglesa que preencheu o inquérito no resplandecente centro comercial de Milton Keynes. «Sei muito bem onde fica a casa da Anne Frank porque já lá estive», disse ela. «É em Berlim.»

 

 

Perguntas:

1 Em que país está sediada a empresa fabricante de telefones Nokia? A: Suécia, B: Dinamarca, C: Finlândia

2 Quem é o presidente da Comissão Europeia? A: Jacques Delors, B: Romano Prodi, C: Jacques Santer

3 Qual é a montanha mais alta da Europa Ocidental? A: Matterhorn, B: Eiger, C: Monte Branco

4 Quem disse: «Penso, logo existo»? A: Voltaire, B: Kant, C: Descartes

5 Onde fica a casa de Anne Frank? A: Berlim, B: Viena, C: Amsterdão

6 Qual é o país mais populoso da União Europeia? A: França, B: Reino Unido, C: Alemanha

7 Qual é a capital da Roménia? A: Budapeste, B: Bratislava, C: Bucareste

8 Quem formulou primeiro a teoria da gravidade? A: Kepler, B: Copérnico, C: Newton

9 Qual destes países não é membro da União Europeia? A: Suécia, B: Noruega, C: Portugal

10 Quem pintou a Capela Sistina? A: Leonardo da Vinci, B: Miguel Ângelo, C: Rafael

11 De onde é natural a estrela pop e actriz Bjork? A: Suécia, B: Alemanha, C: Islândia

12 Quantos países são membros da União Europeia? A: 15, B: 13, C: 12

13 Quem foi o primeiro a avançar a teoria de que as doenças infecciosas são causadas por germes? A: Madame Curie, B: Louis Pasteur, C: Alexander Fleming

14 Quando caiu o Muro de Berlim? A: 1989, B: 1990, C: 1991 15 Como se chamava São Petersburgo em 1985? A: Petrogrado, B: Estalinegrado, C: Leninegrado

16 A assinatura do Tratado de Versalhes marcou o fim de que conflito? A: I Guerra Mundial, B: II Guerra Mundial, C: Guerras Napoleónicas

17 Que cidade albergará os Jogos Olímpicos de 2004? A: Berlim, B: Atenas, C: Paris

18 Quem compôs o Hino à Alegria, hino europeu? A: Beethoven, B: Mozart, C: Puccini

19 Afrodite era a deusa: A: das colheitas, B: do amor, C: da caça

20 Quem escreveu a história Hansel e Gretel? A: Hans Christian Andersen, B: Johann Wolfgang von Goethe, C: os Irmãos Grimm

 

Respostas: 1. C; 2. B; 3. C; 4. C; 5. C; 6. C; 7. C; 8. C; 9. B; 10. B; 11. C; 12. A; 13. B; 14. A; 15. C; 16. A; 17. B; 18. A; 19. B; 20. C.

 

Em Portugal, este inquérito foi realizado em Abril nas cidades de Braga (onde foram inquiridas 116 pessoas de idades superiores a 18 anos) e Setúbal (119). Entre os 19 resultados comparados, o português é o pior: a média de respostas certas é de 9,55 em 20 possíveis.

Apesar da popularidade dos telemóveis, foi na pergunta 1 que os Portugueses registaram o pior score: 80% não sabiam que a Nokia é finlandesa. Também menos de metade de inquiridos soube dizer que conflito mundial terminou com o Tratado de Versalhes (pergunta 16, 60% de respostas erradas), qual a capital da Roménia (pergunta 7, em que só acertam 25,5%) ou quem compôs o Hino à Alegria, que é o hino oficial europeu (pergunta 18, mais de 60% não sabem que foi Beethoven).

No que toca a saber quem é o actual presidente da UE, os Portugueses apenas alinham com o desconhecimento geral: só 52% dos europeus sabem que é Romano Prodi, número que desce em Portugal para 48,5%.

Do lado menos mau, os inquiridos em Portugal conseguem um bom resultado na pergunta 9 (77,9% sabem que a Noruega não é membro da UE), conhecem a montanha mais alta da Europa (pergunta 3, Monte Branco para 67,7%) e são 59,1% os que atribuem correctamente a Descartes a frase «Penso, logo existo» (pergunta 4).

São 65,1% os que sabem que Afrodite era a deusa do amor (pergunta 19). No amor, parecem ir bem as coisas. Na cultura e no conhecimento é que não.

Só 52% dos europeus (48,5% dos portugueses) sabem que Prodi é presidente da UE.

Ao contrário dos outros europeus, nem os jovens em Portugal sabem de onde é a cantora Bjork.

Pontuação 1 Polónia 15,44 2 Dinamarca 14,58 3 Itália 14,45 4 Áustria 14,18 5 Suíça 13,83 6 Alemanha 13,80 7 República Checa 13,67 8 Suécia 13,22 9 Finlândia 13,09 10 Noruega 13,02 11 Hungria 12,96 12 Bélgica 12,85 13 França 12,72 14 Holanda 12,41 15 Espanha 12,17 16 Rússia 11,98 17 Eslováquia 11,67 18 Reino Unido 11,47 19 Portugal 9,55

 

 

No dia 1 de Abril de 2001, Natália Paulo acordou com a deliciosa sensação de que esta seria a última manhã em que abria os olhos sem ver o sol, pois sol era coisa que nunca penetrava no pequeno apartamento sombrio que partilhava com o marido, Manuel, na Rue Notre-Dame de-Lorette, em Paris.

Nesse dia, e depois de muitos anos passados em França, Natália e Manuel regressavam a casa. Há mais de 30 anos que esperavam esse momento. Todos os anos, e durante as férias de Verão passadas em Portugal, sonhavam mais um pouco com esse regresso, mas era preciso esperar para ter os anos suficientes para a reforma. Manuel era pintor de paredes, e Natália, costureira, fez os vestidos de noiva de todas as mulheres do bairro.

Agora, voltavam a Ermidas, uma pequena aldeia no Alentejo, ali mesmo onde começa o Portugal mediterrânico. Já com mais de 60 anos, são como duas crianças que fizeram gazeta à escola e que descobrem a vida real. Alguns meses após o seu regresso, ainda lhes custa a acreditar.

«Acordamos com o canto dos pássaros e o cheiro das rosas», diz ela maravilhada. «Estamos tão felizes aqui!» Na sua bela casa branca, Manuel já pintou tudo de novo, desde o chão até ao tecto, e Natália tomou posse do seu domínio: dois pisos de 200 m2. Cinco quartos e duas casas de banho. O luxo de agora ter espaço, depois de toda uma vida passada em 30 m2. Tudo é novinho em folha, desde os electrodomésticos ao sofá de pele.

«Temos uma casa de ricos», diz a sorrir. «Mas privámo-nos de tudo e vivemos como pobres para agora podermos usufruir de tudo isto.» Em Ermidas, há uma dezena de casas de «emigrantes». Quando fazem compras no café da esquina ou nas lojas, as pessoas acham que têm um sotaque engraçado e perguntam-lhes de onde vêm.

«Dá-me vontade de rir», diz Natália. «Quando penso que morei aqui ainda antes da maior parte deles...» Embora todos os anos uma média de 15 000 a 20 000 portugueses regressarem ao país, a França foi e continua a ser o primeiro país de emigração dos Portugueses na Europa (ver caixa). São cerca de 800 000 os que ali vivem, e três em cada dez são binacionais, pois também adquiriram a nacionalidade francesa. Os primeiros começaram a chegar nos anos 1950. Fugiam da ditadura de Salazar e da pobreza. Eram muitas vezes clandestinos e amontoavam-se em bairros de lata nos arredores de Paris.

Mas, no espaço de meio século, a comunidade portuguesa em França envelheceu. Calcula-se que em 2005 cerca de 135 000 terão mais de 65 anos. Esta alteração na pirâmide demográfica obriga a uma nova leitura na questão do «regresso», cujas formas e motivações sofreram grandes mudanças. A partir de 1974, sob o septenato de Valéry Giscard d’Estaing, muitos foram os que se aproveitaram do «subsídio de incentivo ao regresso» (10 000 francos na altura, ou seja, 1525 euros) para fazer as malas e voltar para casa. Nos anos 1980 e, sobretudo depois de 1986 (entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia), bastantes portugueses no activo e com filhos pequenos optaram por regressar, numa tentativa de lhes darem a conhecer Portugal e de aí se casarem.

Actualmente, tudo se mistura e complica. Há os verdadeiros reformados que regressam ao seu país definitivamente. Há aqueles que optam por viver nos dois países, pois tanto querem usufruir da Segurança Social francesa como do clima português e também porque filhos e netos não quiseram regressar. Finalmente, há os portugueses da segunda e da terceira gerações, os «luso-descendentes» que cresceram e se formaram em França. Destes, há alguns que regressam a Portugal antes dos próprios pais, à procura das suas raízes e para tentarem uma nova vida.

Já lá vão quatro anos que João e Maria Celeste Pires voltaram para a sua casa, em Alcains, perto de Castelo Branco, mas o automóvel continua com a matrícula de 1978. Depois de 30 anos passados em França, decidiram partilhar os dois países. Este modo de vida «pendular» entre França e Portugal está a tornar-se cada vez mais frequente: 65 a 70% possuem uma casa em Portugal, mas 50% de entre eles têm igualmente uma casa em França. De Novembro a Março, a família Pires está em Bougival, onde mantém uma pousada; no resto do tempo, está em Alcains. Uma opção em grande parte ditada pelos laços familiares: os quatro filhos vivem em França, e entre os sete netos, três nasceram de casamentos mistos e não falam português.

«Nós fomos para França por alguns anos. O tempo necessário para pagar a casa que tínhamos comprado aqui», diz Maria. «Mas ao fim de quinze anos, os filhos não quiseram regressar. Hoje em dia, para os ver, somos nós que fazemos a viagem.»

Com 1000 euros de reforma, sem rendas para pagar e com uma horta, estão melhor em Portugal do que em Paris. À volta da casa, são cada vez mais as grandes vivendas de jovens casais que têm dois ordenados e nunca deixaram o País.

«Isto não quer dizer nada», diz ela. «Aqui, somos tão imigrantes como em França, sentimo-nos à parte. As pessoas que como nós partiram, deixam de ver as coisas da mesma maneira. Não é em vão que se fala dessa “saudade” do emigrado português.»

«Muitos regressos decidem-se com base em critérios que tanto podem ser de ordem afectiva como racional», explica Jorge de Portugal Branco, sociólogo e representante diplomático na Embaixada de Portugal em Paris. «Verifica-se, por vezes, uma certa decepção face ao país real que encontram em relação àquele com que sonhavam.»

Um desfasamento ainda mais notório no caso dos emigrantes da primeira geração que fugiram ao regime de Salazar e que, tendo vivido desligados de Portugal, encontram um país muito diferente. A isso deve juntar-se uma grande falta de jeito que não facilita em nada a reintegração. Do lado daqueles que regressam, há talvez um comportamento tido como arrogante, dada a necessidade de provar que tiveram razão em partir, mostrando de forma ostensiva que tiveram sucesso.

«Aquele que regressa de Mercedes e com umas grandes socas nos pés, dizendo que em França era melhor, ou aquele que constrói uma vivenda «normanda» com vãos envidraçados e piscina, será obrigatoriamente uma pessoa mal compreendida», confirma Hermano Sanches, da Associação Cap Magellan (Cabo Magalhães), uma das organizações mais activas de portugueses em Paris. Do lado dos autóctones, não há qualquer pejo em lhes fazer sentir a diferença. Nalgumas aldeias com forte densidade de emigrados, os preços sobem em flecha durante o Verão. Muitos confessam que o rótulo de emigrante é mais fácil de usar em França, onde os Portugueses têm uma melhor imagem, do que no seu próprio país. Evidentemente que, nestas condições, é difícil reconstituir uma identidade portuguesa.

Laurinda Pires Sanches, de 38 anos, nasceu em Saint-Germain-en-Laye e fala francês sem sotaque. Vive em Castelo Branco (40 000 habitantes) desde 1981, onde, de férias, conheceu o futuro marido, que é médico e português. Professora de Contabilidade e mãe de dois filhos, sente-se feliz e realizada. Mas reconhece que não foi fácil.

«Castelo Branco não tem qualquer semelhança com Paris! É como uma pequena cidade de província francesa, mas com algumas agravantes: mexericos, notáveis e uma hierarquia social entorpecida. Há também um certo racismo antiemigrantes.»

Os dois filhos aprendem francês na escola secundária, mas escolheram o inglês como primeira língua. Na televisão e através da TV Cabo, vê essencialmente os canais M6 e TV5.

«O nosso maior problema», diz, «é que nunca estamos verdadeiramente bem em parte nenhuma. Não tenho uma verdadeira pátria. Não me sentia completamente francesa em Paris, mas também não me sinto completamente portuguesa aqui.»

No entanto, alguns preferem claramente assumir-se como «franceses». É o caso de Luís Morgadinho, de 28 anos, nascido em Besançon, de pais portugueses, mas de nacionalidade francesa. Para ele, o regresso fez-se por etapas. Desde 1993 que os estudos o obrigam a fazer vários estágios em empresas portuguesas.

«Logo no primeiro estágio», explica, «descobri que falava melhor espanhol (tinha aprendido na escola) do que a minha língua materna, o português. Rapidamente nos apercebemos de que não somos verdadeiramente portugueses.»

Regressa a Besançon, onde chega à conclusão de que as perspectivas de emprego são limitadas. Então, em Setembro de 1998, volta a fazer as malas em direcção a Portugal. No Business Center de Cascais, e juntamente com o seu amigo Fernando, também vindo de França, abre uma loja de consultor da Internet, a Claraweb. A Câmara de Comércio Francesa de Lisboa foi um dos primeiros clientes.

«É melhor do que aquilo que os nossos pais viveram, mas depois de estar vinte ou trinta anos em França, não deixa de ser um choque. Aqui, se temos um bacharelato de quatro anos, chamam-nos “doutor”, enquanto em França, e na maior parte dos casos, estaríamos desempregados. No entanto, os salários são desanimadores: propuseram-me um cargo de director de Marketing a ganhar menos de 1000 euros. Aqui, para se encontrar uma situação melhor, é preciso abrir um negócio. De qualquer forma, sentimo-nos sempre à parte. Regressamos na ilusão de que somos portugueses e que vamos reencontrar as nossas raízes, mas é muito mais complicado, e isso só se descobre se viermos.»

Um século de imigração portuguesa

1917: Inauguração da Avenida dos Portugueses em Paris, em homenagem ao corpo expedicionário enviado por Lisboa. 1919-1939: Instalação de cerca de 50 000 portugueses, desmobilizados ou imigrados. 1926: Ditadura em Portugal. 1954: 20 000 portugueses instalados em França. 1955: Início do bairro de lata de Champigny-sur-Marne. 1956: Acordo de mão-de-obra franco-português. 1961-1964: Duplicação anual de entradas em França. 1969: Ano recorde: 110 000 entradas. 1975: Em 13 anos, o número de portugueses é multiplicado por 15. Passa de 50 000 para 760 000. 25 de Abril de 1974: «Revolução dos Cravos», regresso dos emigrados políticos. 1986: Adesão de Portugal à CEE. Mário Soares (PS), antigo exilado em França, torna-se Presidente da República. 1999: De acordo com o recenseamento, a França tem 553 600 portugueses e 235 000 binacionais. Fonte: INSEE; Cap Magellan

 

 

A realização da 1ª edição da Volta a Portugal em Bicicleta lança definitivamente o ciclismo para a estrada e , a pouco e pouco, arrasta milhares de adeptos que seguem de perto o esforço e prestação destes ases do pedal.

A Volta em Portugal, O Giro em Itália, A Vuelta em Espanha e o Tour em França são as provas por etapas mais reputadas do mundo. A primeira, em história e em prestígio é o Tour Francês, que partiu pela primeira vez a 1 de Julho de 1903, de Montgeron, um arrabalde de Paris. Seis anos depois é a vez de Giro. A primeira volta terá lugar em 1927. E, por fim a Vuelta em 1935.

Nos primórdios destas provas, os concorrentes não tinham equipa, nem carro de apoio nem assistência técnica. Usam grandes bonés e amplos casacos. A ideia da camisola amarela para o vencedor surge com a consequência da bandeira de partida e de chegada ser amarela, como amarelo era o papel do jornal que cobriu o primeiro Tour. Mais tarde, surge a camisola verde para a classificação por pontos, a camisola azul para o prémio de montanha e a branca para as metades volantes.

O número de etapas e a extensão dos percursos variam. A volta mais longa foi a de 1958, com 3361 km, e a mais curta a de 1976, com apenas 1588 km. Também a duração desta corrida tem sofrido alterações. Dos anos 40 aos 80 tinha, normalmente, três semanas. A única volta, a 63.ª edição, percorreu 2028,6 km de 2 a 15 de Agosto. A etapa mais longa foi a 5.ª, Tavira-Évora, com 220,7 km. A partida foi dada em Torres Vedras, junto ao monumento a Joaquim Agostinho sem dúvida o maior ídolo do ciclismo português.

Vencedor por três vezes consecutivas da Volta, destacou-se também no Tour, tendo-se classificado em 3.º lugar em 1978 e 1979, e na Vuelta, onde, em 1974, obteve o 2.º lugar.

Outros campeões da modalidade que importa destacar são Marcos Chagas, vencedor por quatro vezes da volta, e Alves Barbosa, com três vitórias não consecutivas.

Pioneiros da modalidade mais popular em Portugal, estes forçados da estrada entraram na lenda do desporto de duas rodas português.

 

 

Um mar imenso e forte travado por falésias, ora a pique, ora arredondadas em enseadas sem areia, formas contorcidas de xistos e calcários mais jovens, filhos do mar, aves marinhas, cordões de dunas com mato rasteiro, aqui e ali um aroma a alecrim. Está no Parque Natural do Sudoeste Alentejano. Caminhe em silêncio, não pise nem apanhe plantas, respeite a fauna, não deixe detritos e siga sempre os trilhos dos pescadores.

1. O percurso inicia-se na Lapa das Pombas, 2 km a sul da praia do Almograve. Junto à curva que antecede a descida para o pequeno ancoradouro, tome, para a esquerda, uma vereda arenosa que sobe e segue sempre para sul pela cumeada da falésia. Aprecie a vista sobre a lapa e siga o trilho, tentando identificar no mapa a sucessão de enseadas que lhe permitirão orientar-se até à inflexão do percurso para o interior.

2. Escadinhas. Depois da primeira praia de calhau, descubra, para norte, a falésia a pique e localize a “escadaria” de xisto que deu o nome ao lugar. Mais adiante, avista uma rocha cavada em arco, o Arquinho. Suba um pouco a falésia e retome o caminho de cumeada. Quando estiver sobre a enseada, repare na encosta revestida de figueiras. Para a direita, há-de encontrar um acesso ao Arquinho, onde, no máximo, poderá contar com a companhia de rolas, pombos, gaivotas e talvez algum solitário pescador. Siga pelo trilho de cumeada, que aqui não é mais que um conjunto de pegadas, e, após uma ligeira subida, goze a vista até ao cabo Sardão.

3. Falésia do Telhado. Os mais experientes podem seguir a vereda a meia escarpa, bem como na Cabeça da edra.

4. Entrada de Pau. Começam as formações calcárias, enquanto o xisto continua a entreter o olhar com as suas formas bizarras na falésia e no mar. Passe os Palheirões do ulo, o Arco, que só se percebe mais adiante, e descanse junto aos Palheirões do Alegra. Aqui, decida do regresso ao ponto de partida: se acha que o mar não cansa e andar de norte para sul nunca é igual a andar de sul para norte, dê meia volta; se quer conhecer um pouco do interior e lhe sabe bem a sombra de um pinhal, inflicta para leste até encontrar o caminho, inicialmente arenoso, que começa para lá das dunas.

5. Na primeira bifurcação, pouco visível, siga pela esquerda até ao pinhal. No entroncamento, tome a direita e logo a esquerda, atravessando-o. Uns 100 m depois, vire à direita e logo à esquerda, em direcção às estufas, até encontrar uma vedação. Siga-a pela esquerda e cruze-a para a direita, contornando o pinhal. Mais adiante, volte a cruzá-la, saindo para a esquerda.

6. No cruzamento,150 m depois, suba pela direita. O piso endurece e vê uma casa à direita. A serra do Cercal começa a vislumbrar-se ao fundo e, mais para sul, emerge a de Monchique, com as antenas do pico da Fóia. Nas duas primeiras bifurcações, siga em frente e, na terceira, vire à esquerda pelo caminho que atravessa o Medo Comprido em direcção ao mar.

 

 

- Arranje um quarto ou canto separado com boa iluminação, uma cadeira e uma mesa confortáveis.

- Deixe-os gerir esse espaço próprio, não lhes chamando constantemente à atenção para a desarrumação do quarto.

- Habitue-os a comer e beber antes de começarem a trabalhar.

- Lembre-os de que mais vale deitar cedo e cedo erguer que queimar as pestanas e as meninges quando já estão cansados.

- Oriente-os na feitura de um mapa onde registem os trabalhos a fazer e os prazos de entrega.

 

Quanto tempo?

6 anos – 30 minutos por dia

7/8 anos – 45 a 90 minutos por dia

9 anos – 1 a 2 horas por dia

10/11 anos – 1.30 a 2.30 horas por dia

12 anos e mais – Consoante os programas

 

 

Use Jarras de vidro colorido em vez de transparentes. Quanto mais escuras, mais difícil se torna o crescimento de limos, desagradáveis à vista e ao olfacto. Limpe as jarras cuidadosamente.

Corte as pontas secas dos caules imediatamente antes de pôr as flores na água.

Não choque as flores com água fria. elas preferem a água tépida, a uns 43ªC

Use conservantes de compra. As mezinhas feitas em casa não resultam tão bem.

Não coloque as flores junto da fruta, sobretudo de maçãs, peras e ameixas, que emitem gás etileno que as fará mudar.

Limpe a jarra, substitua completamente a água e dê-lhes conservante floral de três em três dias.

 

 

Nos séculos XII e XII, a expansão da vinha em certas zonas do país está associada à actividade dos mosteiros. A vinha era-lhes essencial: para o culto religioso, para a saúde e, principalmente, para a prosperidade económica. Naquele tempo a hostilidade era uma regra, oferecer o melhor vinho era obrigação, quer ao mais humilde visitante quer ao mais importante. Os monges têm todos os meios necessários para conseguirem produzir os melhores vinhos: tempo, conhecimento e terras.

Assim, além dos monges tornam-se vinhateiros, frequentemente com a ajuda dos aldeões. estudam quais os melhores solos a influência dos microclimas na qualidade de cada parcela, a adaptabilidade de cada casta. É nessa altura que aparece a pipa de carvalho em substituição da ânfora de barro romana.

Para provar e comparar vinhos é preciso bebê-los...fora dos serviços religiosos. Mesmo baptizado com água ou adoçado com mel, o «dom dos deuses» torna a vida dos frades um pouco complicada.

Quantas tentações quando têm de ir à adega tirar o vinho para a comunidade ou verificar a qualidade do seu envelhecimento! O frade gordo de nariz encarnado é uma caricatura, mas não é uma intenção!

Mas não só os monges e os mosteiros a produzir e desenvolver a cultura vinícola no nosso país. os monarcas sempre a promoveram e apoiaram, pois além de ser um meio de fixar as populações à terra, era também uma boa fonte de rendimento.

Nos finais do século XIX, o oídio e a filoxera dizimaram totalmente os vinhedos portugueses, que só serão reconstituídos a partir do século seguintes.

Em 1907 e 1908 foram legalmente fixadas as primeiras regiões demarcadas. No entanto, só nestes últimos anos é que o vinho começa a ser pensado e feito de maneira diferente!

 

 

O Ecomuseu do Seixal é talvez o mais interessante do País. Inaugurado em 1982, nele se salientam as relações do homem com o meio - as quintas e a agricultura; a moagem tradicional e o aproveitamento da energia das marés; a construção naval e as tradições flúvio-marítimas e a industrialização - que deram origem aos quatro núcleos museológicos.

Como é evidente, funcionam em pontos distintos do concelho.

No núcleo-sede, que funciona como centro de documentação e arquivo fotográfico, está patente a exposição «O Território - O Homem- A História», constituída por mapas, fotografias, manuscritos vestígios arqueológicos e documentos que ilustram a história do concelho.

O núcleo naval, no antigo Estaleiro Naval de Arrentela, apresenta aspectos da construção tradicional e da navegação no rio Tejo. Aqui funciona uma oficina de construção artesanal de maquetas de barcos do Tejo.

A olaria romana da Quinta do Rouxinol, em Corroios (junto à central de água do Rouxinol), fez parte do complexo industrial que se desenvolveu no estuário do Tejo nos quatro primeiros séculos da nossa era. Ainda se vêem os fornos onde se coziam as ânforas utilizadas para o transporte de preparados de peixe para todo o Império Romano.

O moinho de maré de Corroios, cuja a construção data do ínicio do século XV, foi recuperado, mantendo-se em funcionamento. Diariamente dois moleiros dão continuidade às técnicas tradicionais de moagem.

Recuperados pelas Câmaras da Moita, Seixal e Montijo, vêem-se no Tejo os barcos tradicionais com as suas pinturas decorativas – varinos, fragatas e botes para transporte de mercadorias, e faluas e canoas, para passageiros, que podem ser utilizados para passeios no rio. O horário de funcionamento e visitas aos vários núcleos do Ecomuseu varia bastante, inclusive aos fins de semana. Convém informar-se previamente pelos telefones: núcleo-sede, tel. 212 217 596; núcleo naval, tel. 212 213 677; moinho de maré, tel. 212 540 467.

 

 

Enquanto espera na sala do consultório, preencha cheques para pagar contas; faça a lista de compras enquanto a máquina de lavar roupa acaba de centrifugar. Nas listas a seguir encontra exemplos do que poderá fazer em bocadinhos de tempo.

O que pode fazer em 5 minutos:

Coser um botão.

Marcar uma consulta.

Dobrar meias.

Regar as plantas.

Apanhar ou estender a roupa

 

O que pode fazer em 10 minutos:

Mudar a terra de uma planta.

Escrever uma carta ou um cartão.

Arrumar uma gaveta.

Lavar à mão algumas peças.

 

O que pode fazer em 30 minutos:

Limpar pratas e metais.

Separar revistas e jornais velhos.

Adiantar um trabalho de mãos.

Aspirar três divisões.

 

 

A doçaria portuguesa é muito rica, e a fama de certas confeitarias perde-se no tempo. Não há cidade portuguesa que não tenha a sua confeitaria, salão de chá ou pastelaria, que, devido à qualidade dos seu bolos, se tornaram ponto de encontro obrigatório. Algumas estão ainda a trabalhar, mantendo a boa tradição dos seus produtos.

É por exemplo, o caso dos Pastéis de Belém, famosos desde 1836, dos bombons da Arcádia, no Porto; dos são-gonçalos da Lai-Lai, e, Amarante; dos travesseiros da Piriquita em Sintra; dos doces de ovos; amêndoa e chila do Luís Rocha, em Beja; dos doces de Inspiração conventual do Bom Doce, de Vila do Conde; dos dom-rodrigos e queijinhos de amêndoa da casa Taquelim Gonçalves, em Lagos.

As pastelarias constituíram no início do século um dos poucos locais que as mulheres podiam frequentar sem ficarem mal vistas. Na Garrett, o rendez-vous era à hora do chá. Ali as colunáveis assistiam aos concertos que diariamente abrilhantavam as matinés mais famosas da cidade.

Na Baixa Lisboeta foram famosas: a Ferrari, fundada em 1821, lamentavelmente destruída no incêndio do Chiado, em 1988, e que serviu até ao fim lanches de qualidade, usando cutelaria e louças exclusivas; a Bénard, fundada em 1868, e que, como se pode ver pelo menu de 1916, servia com todo o requinte iguarias que nessa época só ali se podiam encontrar; a marques, fundada em 1903 e especializada em banquetes para casamentos e baptizados; a Imperium, nas Escadinhas de Santa Justa, que, como o seu nome sugeria, tinha um enorme salão que se abria para a Rua do Ouro; e tantas outras que tiveram o seu tempo e fizeram as delícias dos gourmets desta cidade.

 

 

Ainda não vão longe os tempos em que nos chegava à porta produtos tão variados como o azeite, a fruta, o petróleo, o leite o peixe e, por incrível que pareça, até mesmo a água (nos anos 30, em alguns bairros antigos as pessoas ainda se serviam de água que era vendida pelos aguadeiros em barris transportados às costas).

Os primeiros pregões terão surgido na Roma antiga e eram uma espécie de jornal falado com notícias do império. O pregão cantado nasceu mais tarde com a venda ambulante de produtos, e fez parte da vida de todas as cidades da Europa desde o século XVI até ao XIX. Algumas povoações portuguesas tiveram vendedores ambulantes que nos seus pregões se revelavam verdadeiros mestres na arte de versejar.

Em Lisboa, os vendedores anunciavam os seus produtos com pregões. Quem não se lembra ainda de ouvir apregoar nas ruas de Lisboa: “Quem quer figos, quem quer almoçar?” “Ai! figuinhos da capa rota...”, “Pescada do Alto!”, “Viva da Costa!...”, “carapau fresco!...”, “Quentes e boas!...” E tantos outros pregões em que os vendedores com vozes mais ou menos afinadas, descreviam os seus produtos para atrair a clientela à compra.

Alguns desses vendedores utilizavam cestos muitos curiosos, como é o caso da vendedeira de galinhas. Esta transportava à cabeça uma verdadeira capoeira armada sobre uma canastra coberta por rede. Os animais eram vendidos vivos, pois nessa altura ainda se matava a criação em casa.

 

 

No edifício recuperado, designado por Fábrica de Baixo, está instalado o Museu da Pólvora Negra. O acesso faz-se pelo Pátio de Santa Bárbara, padroeira dos polvoristas, e aqui se encontram também a pousada, habitada pelos directores, e o adro da extinta capela. Repare no pavimento de tijolo burro, utilizado na fábrica pelo menor risco de produção de faíscas.

No museu, encontramos uma maqueta com a implantação da fábrica nos seus 44 ha de terreno e os meios de apoio à produção, base importante para a visita e compreensão do conjunto. Estão também instalados, aproveitando os compartimentos originais do edifício, os diferentes núcleos temáticos: a origem da pólvora, sua difusão e utilização; o uso da pólvora em Portugal até ao século XVIII; a Real Fábrica de Barcarena, reedificada por António Cremer em 1729, no reinado de D. João V; a actividade da fabrica nos séculos XIX e XX.

Percorrer todo o recinto da fabrica é fazer uma agradável viagem no tempo, desde a sua implantação, nos reinados de D. João II e D. Manuel, até aos dias de hoje, passando pelas grandes alterações motivadas pela introdução da máquina a vapor e da electricidade.

A Fábrica da Pólvora de Barcarena foi recuperada pela Câmara Municipal de Oeiras como espaço cultural e de lazer - o Pátio do Enxugo foi adaptado a auditório ao ar livre, e nos edifícios correspondentes às Casas das Aduelas e do Salitre, instalaram-se o Clube Português de Artes e Ideias e o Centro de Estudos arqueológicos de Oeiras. O acesso encontra-se sinalizado a partir da A5, saída de Porto Salvo, e do IC 19, saída de Barcarena-Massamá.

Onde comer: Restaurante Albapóvora. Telefone: 21 438 20 73 Café (Café Concerto) Telefone: 21 438 81 28

 

 

- Antes de se meter a pintar, esfregue as mãos em vaselina, e a tinta sairá com facilidade. Em alternativa, use luvas e uma touca de banho para proteger o cabelo.

- Para encher uma fenda pequena, se não tiver enduto à mão, use pasta de dentes. Pinte por cima quando secar.

- Se estiver a abrir um buraco na parede para pendurar, por exemplo um candeeiro e a broca escapar, não tente abrir outro buraco ao lado. Mais vale ovalar o buraco do suporte do candeeiro para poder usar o buraco já feito na parede.

- Ao usar um berbequim, para apanhar o pó cole um envelope à parede; se estiver a furar acima da sua cabeça enfie a broca nunm copo de iogurte.

- Para envelhecer um tijolo, esfregue-o com um pano embebido em leie. Para tirar nódoas, esfregue-o com outro tijolo natural.

 

 

- Antes de se meter a pintar, esfregue as mãos em vaselina, e a tinta sairá com facilidade. Em alternativa, use luvas e uma touca de banho para proteger o cabelo.

- Para encher uma fenda pequena, se não tiver enduto à mão, use pasta de dentes. Pinte por cima quando secar.

- Se estiver a abrir um buraco na parede para pendurar, por exemplo um candeeiro e a broca escapar, não tente abrir outro buraco ao lado. Mais vale ovalar o buraco do suporte do candeeiro para poder usar o buraco já feito na parede.

- Ao usar um berbequim, para apanhar o pó cole um envelope à parede; se estiver a furar acima da sua cabeça enfie a broca nunm copo de iogurte.

- Para envelhecer um tijolo, esfregue-o com um pano embebido em leie. Para tirar nódoas, esfregue-o com outro tijolo natural.

 

 

É quando as pessoas se sentem mais agradáveis, segundo um estudo da Universidade McGill, em Montreal, no Canadá. Os investigadores, que observam comportamentos em pessoas que trabalhavam pelo menos 30 horas por semana, descobriram que nos tornamos mais abordáveis à medida que nos aproximamos do fim-de-semana. Na sexta-feira, porém, acabou-se a complacência: estamos cheios de pressa para acabar coisas. Segunda-feira é o regresso ao trabalho. A produtividade atinge o pico na terça-feira, mas evite questões delicadas na quarta, que é quando nos sentimos mais irritáveis.

 

 

Dos castelos que defendiam a margem esquerda do rio Minho na Idade Média, o de Monção é dos que pior sobreviveu: o traçado medieval foi englobado por uma fortaleza seiscentista, também ela muito emputada, neste caso pelas obras de expansão da vila em fins do século XIX. Por ter uma ideia de como seriam as defesas antigas da terra de Deuladeu Martins, é preciso andar 4 Km na direcção de Valença e virar para a aldeia de Lapela: aí encontrará uma bem conservada torre que servia de atalaia nos tempos medievos.

Com a sua base quadrangular e as sua pedras enegrecidas pelo tempo, sobressai do casario baixo da aldeia, elevando-se a 20m de altura nas margens do rio. Tão alta e tão perfeita, dir-se-ia a torre de menagem de um desaparecido castelo. A verdade é aqui terá existido uma fortificação de maior porte erguida no tempo de D.afonso Henriques, mas demolida na sua maior parte no reinado de D.João IV para fornecer pedra para os baluartes de Monção. Ainda são visíveis na torre as armas do rei D.Fernando. A função deste ponto fortificado parece ter sido servir de defesa avançada de Monção, contribuindo ainda para vigiar a navegação neste troço do rio, bem como eventuais tentativas de desembarque.

Se a torre se avista ao longe, chegar lá ao pé é uma outra história. A primeira coisa que supreende o visitante vindo do lado de Valença é a sensação de estar a atravessar uma estação ferroviária onde faltam os comboios e os carris. Quem assim pensa não se engana, pois o troço de via fêrrea entre Valença e Monção foi desactivado há um bom par de anos: o suficiente para os carris, nos troços em que ainda existem (como logo a norte da defunta estação), já terem sido cobertos pelo mato. Quanto ao inconfundível edíficio da gare, foi reaproveitado para outros fins.

Depois, resta percorrer o emaranhado de ruas estreitas e sinuosas até chegar à beira da torre. A menos que seja um condutor de primeira classe e guie um carro muito pequeno, o melhor é estacionar ao pé da antiga estação e caminhar. Saiba ainda que, se quiser subir ao topo da torre, terá que pedir a chave ao posto de fiscalização de pesca, situado umas centenas de metros a norte da aldeia. Mas é trabalho que vale a pena, dado o extraordinário miradouro que é topo da atalaia medieval.

 

 

É possível cultivar numa estufa uma surpreendente variedade de plantas desde que se tenha o cuidado de lhes fornecer os requisitos específicos de iluminação, aquecimento e humidade, de prover a estufa de compartimentos ou de acomodar as plantas mais pequenas em tabuleiros. Mesmo assim, terá a vida facilitada se evitar combinações que envolvam plantas com requisitos muito diferentes, como, por exemplo, cactos e fetos. É, pois, preferível manter os membros dos seguintes grupos de plantas em secções separadas da estufa: plantas frutíferas; legumes; plantas em propagação; plantas com exigências especiais, como crisântemos e plantas alpinas; finalmente, plantas ornamentais. Se pretender um efeito decorativo, deve poder separar a estufa dos legumes da das plantas ornamentais.

 

Sequência de plantas ao longo do ano.

Numa estufa não-aquecida, é possível cultivar ao longo do ano uma sequência de plantas com diferentes períodos de crescimento. Por exemplo, podem ser semeados na bordadura da estufa em Fevereiro feijões-verdes para serem colhidos em Abril-Maio; estes podem ser seguidos por tomateiros, meloas, pimentos e bolbosas; no Outono, quando as outras plantas tiverem murchado,podem ser introduzidos na estufa crisântemos de floração tardia. Uma estufa não-aquecida pode ser utilizada para alojar praticamente todas as plantas ornamentais de exterior em alturas de muito frio.Todavia,tenha sempre presente que o objectivo de uma estufa não-aquecida é apenas abrigar as plantas das intempéries,pelo que deve assegurar sempre uma ventilação máxima e velar a luz do Sol apenas o suficiente para evitar que as plantas fiquem ressequidas.Podem aí cultivar-se nomeadamente plantas para flores de corte ou para exposição:fetos,camélias,bolbosas,etc. Uma estufa não-aquecida pode ser também usada no Inverno para proteger plantas que sejam susceptíveis de ser danificadas por água ou frio em excesso,como as calceolárias,as fúcsias,a arália,muitas plantas de interior e algumas bolbosas que não sejam muito resistentes.

Outra finalidade possível é a protecção dos arbustos resistentes de floração precoce plantados em vasos, como as camélias.

 

Plantas anuais e alpinas.

Uma estufa bem arejada e iluminada pode ser reservada exclusivamente a plantas anuais e alpinas. Muitas das plantas anuais vulgares darão resultados notáveis se forem cultivadas numa estufa ou abrigo em vasos com substrato de boa qualidade. Depois de terem florido na Primavera, podem ser colocadas no exterior no Verão, a fim de se ficar com mais espaço dentro da estufa.

Uma estufa fria —com uma temperatura mínima de 4 –7 °C no Inverno — serve igualmente para proteger plantas,como pelargónios e fúcsias. No início da Primavera, pode ser usada para exibir muitas plantas com flor,como calceolárias,cinerárias, prímulas, Schizanthus e salpiglossas, que tenham provindo de sementeiras do Outono anterior. Nesta altura, podem ser também postos na estufa numerosos bolbos para forçagem.

Quando as plantas que florescem no fim da Primavera e no Verão, como os pelargónios e as fúcsias,co- meçam a desabrochar, também podem forçar-se muitos bolbos que florescem no Verão, como as gloxínias, dálias, gladíolos, amarílis e lírios. Todos eles seguirão o «desfile »da Primavera,mantendo o colorido pelo Outono adentro.

Para uma exibição de Inverno, são de um valor inestimável os cravos-de-florista, as gerberas, o Pelargonium zonale ,as browallias, algumas begónias e até a exótica Strelitzia reginae (habitualmente considerada apenas própria para estufas aquecidas). O espaço por baixo das bancadas pode ser usado no Inverno para forçagem de ruibarbos, endívias e chicórias.

Em condições mais favoráveis, temperatura de Inverno de 13 °C, as gloxínias , estreptocarpos,viole- tas-africanas, colúneas e aquimenes dão-se bem em conjunto,florescendo durante o Inverno e proporcionando um colorido adicional noutras épocas do ano.

Quando a estufa é mantida a uma temperatura ainda mais elevada, 16 °C durante o Inverno, pode ser plantada em conjunto uma vasta gama de plantas de folhagem tropicais e subtropicais. Neste caso, é preciso lembrar que o consumo de energia é elevado,já que o aquecimento é quase constante. Deste modo, com o nosso clima, podemos optar por um sem-número de espécies que apenas necessitam de uma estufa fria.

Existem muitos arbustos e plantas vivazes para estufa, e um elevado nú- mero deles exige uma poda vigorosa para se manterem compactos. É preferível evitar as trepadeiras, como a Passiflora caerulea, sobretudo porque podem ser cultivadas ao ar livre. Os centros de jardinagem são excelentes fontes de obtenção de plantas de estufa; por outro lado, a maior parte das plantas de interior dão os melhores resultados depois de terem sido mantidas em estufa durante algum tempo. Algumas florescem e até dão fruto dentro de uma estufa, ao passo que em casa poderão limitar-se a produzir folhagem decorativa.

As plantas de folhagem,como coleus, monstera (costela-de-adão), peperómia , filodendro, saxífraga ou tradescância (erva-da-fortuna), representam uma fonte de prazer dentro da estufa ao longo de todo o ano. Estas plantas de folhagem podem ser também trazidas para decoração do interior da casa.

 

Plantas cultivadas em recipientes suspensos

As plantas pendentes ficam melhor em recipientes suspensos, que podem ser presos ao tecto ou às paredes da estufa. Algumas estufas pré-fabricadas de preço baixo não resistem ao peso dos cestos grandes, mas os vasos pequenos podem ser suspensos sem riscos.

O cesto de arame à moda antiga é actualmente coberto por plástico para evitar a ferrugem. Também podem ser usados vasos de plástico vulgares. Abra orifícios à volta da borda do vaso e passe arames através deles. Antes de colocar as plantas nos cestos, comece por forrá-los com musgo ou uma folha de plástico preto. Em seguida, encha o cesto com mistura de envasar e disponha as plantas à volta da borda. Abra orifícios na folha de plástico por onde passem as raízes de cada planta. Em tempo seco, os recipientes suspensos secam mais depressa do que os vasos vulgares, pelo que precisam de ser imersos em água diariamente.

As plantas que se dão bem em cestos incluem as begónias pendentes, os pelargónios, as fúcsias, os clorofitos, as lobélias e as tradescâncias. Por vezes, são colocados entre as malhas e o musgo bolbos, como os crocos, que darão origem a uma massa de flores semelhante a uma bola.

 

 

Nos últimos 50 anos, o homem tem vindo a tomar consiência deste enorme desastre ecológico e, pouco a pouco, a conservação e a boa gestão dos recursos natuaris tem-se tornado prioridade para quase todos os governos. Várias medidas estão a ser tomadas para tentar resolver este imenso problema, e há uma maior consciencialização da necessidade de preservar a diversidade bilógica, cujo valor, quer sob o ponto de vista económico quer cultural e estético, é incalculável.

Uma dessas medidas é a criação das chamadas Áreas Protegidas (Parque Nacional, Parque Natural, Reserva natural, Monumento natural) que usufrem, tal como o nome indica, de um estatuto especial de protecção: «protecção a um patriomónio ecológico e cultural que concorre para definir a paisagem portuguesa».

Na verdade, essas áreas pretendem ser oásis, onde a Conservação da natureza deixe de ser uma utopia para se tornar uma realidade.

O Parque Natural da Peneda-Gerês, com cerca de 70.000 hectares, foi um dos primeiros a ser criado em Portugal, em 1971. A impon~encia e a beleza da sua paisagem, aliada à enorme variedade da flora e da fauna fzem deste parque um lugar único no nosso país.

Já no século XVII, assim era descrito pelo Padre Carvalho: «Criam-se aqui cabras, que se não acham em outra alguma terra de Portugal,...águias reais, falcões, e outra muita casta de aves de rapina, javalis, lobos e outros bichos: tem uma quantidade de árvores de excessiva grandeza... e também se acham outras que dão flores sem fruto, muito engraçadas em cores e cheiro... Tem esta Serra do Gerez dois rios, que são o Homem e o Cávado».

Quem hoje visitar o Parque tem a sensação de que pouco mudou desde essa altura. Ainda existem águias, corços, garranos selvagens, lobos. Javalis e lontras; ainda se pode sentar á sombra das árvores centenárias que outrora cobriam toda a região; ainda se pode ver, no meio da serra, caminhos e pontes construídos pelos romanos; ainda se pode tomar banho em piscinas naturais alimentadas por cascatas transparentes. Ainda se pode vislumbrar uma réstla de paraíso.

 

 

O principal monumento da água da cidade de Lisboa, O Aqueduto das Águas Livres, obra de D..João V, é um dos grandes monumentos da cidade, aberto em arcos colossais que atravessam o vale de Alcântara, que se completa com a Mãe-d’Água das Amoreiras, a da Patriarcal, no Príncipe Real, e o Museu de Manuel da maia, nos Barbadinhos, o percurso museológico do Museu da Água de EPAL.

Pode percorrer-se todo o troço do aqueduto, que vai desde o Alto de Campolide ao Alto da Serafina, no parque Florestal de Mosanto, numa extensão de 941 m sobre o vale da Ribeira de Alcântara. São 35 arcos, sendo a volta inteira os 18 primeiros do lado de lisboa e os 3 últimos do lado do Alto da Serafina, e os 14 restantes ogivais. O maior deles, o Arco Grande, tem 6m de altura de fecho e 33,7m de vão. A galeria do aqueduto tem 2,88m de altura, havendo de cada lado uma caleira de lajedo e dois passeios laterais de 1,40m de largura. Para completar este tema, deverá tomar rumo da Praça das Amoreiras, e fazer uma visita à Mãe-d’Água das Amoreiras, local de chegada das águas do Aquedutos das Águas livres. A construção, iniciada nos finais do século XVIII, foi concluída em 1834

 

 

A dona de casa suméria recolheu a cevada germinada mas já seca e reduziu-a a pó. Misturou-a com água até obter uma massa e moldou-a em pães, que colocou sobre pedras quentes ao redor da lareira. Quando os pães estavam meio cozidos, retirou metade deles, os destinados ao fabrico de cerveja.

Transformando pão em cerveja

A Mesopotâmia (no actual Iraque) era uma região fértil, irrigada pelos rios Tigre e Eufrates. Aí, por volta de 3000 a. C., o povo sumério descobriu, talvez pela observação dos restos fermentados de papas de cereais, a forma de fabricar um tipo rudimentar de cerveja. Os pães mal cozidos eram partidos aos bocados e deixados em água durante cerca de um dia, sendo o líquido resultante coado e servido como uma cerveja fraca.

A cerveja, fabricada por mulheres sob a protecção da deusa Ninkasi, era vendida em grandes quantidades, e quando a civilização babilónica emergiu, cerca de 1800 a. C., o processo fora já aperfeiçoado. A cevada era cozida na água mais pura disponível e deixada em infusão. Era vulgar encontrar-se oito espécies de cerveja de cevada, oito de trigo e três variedades mistas, a que se adicionavam ervas aromáticas e mel.

 

 

A cólera e o crime não eram desconhecidos das ruas congestionadas e orladas de pardieiros da cidade de Paris de meados do século XIX. Exilado em Inglaterra entre 1838 e 1840, o futuro imperador Napoleão III deleitava-se com os parques londrinos, os “pulmões verdes” da cidade, que contrastava com a capital francesa. Depois de se ter autoproclamado imperador em 1852, Napoleão encarregou Georges Eugène Haussmann, prefeito do Departamento do Sena, de reforçar o prestígio de Paris e financiou o projecto lançando avultadíssimos empréstimos públicos.

Despejos e demolições

Rasgando uma faixa através da cidade, Haussmann demoliu 20 000 casas, substituindo-as por amplos bulevares e praças com relvados, onde as pessoas podiam passear. Transformou o bosque de Bolonha e o bosque de Vincennes em parques públicos e criou outros. Foram construídos edifícios públicos, como Les Halles, o Palais Garnier — a nova Ópera de Paris — e a Biblioteca Nacional. Haussmann ambicionava criar uma metrópole cheia de lojas e beneficiando de iluminação nocturna a gás.

Enquanto os parisienses abastados desfrutavam da sua cidade renovada, os pobres iam sendo despejados das suas habitações sem qualquer compensação. Numa caricatura da época, um homem postado junto de uma pilha de entulho comentava: “Mas é aqui que moro e nem sequer consigo encontrar a minha mulher!” Paris transformou-se num vistoso escaparate do regime imperial. Em 20 anos, Napoleão e Haussmann criaram uma nova cidade, dotada de uma grandeza e uma vitalidade que nenhuma outra cidade igualou.