Notas de Lazer 6

 

 
Mas se a mera ideia de correr ou saltar à  corda o faz hiperventilar, tente caminhar com um colete reforçado.

Um novo colete acolchoado feito por uma empresa americana torna fácil o exercício mesmo quando a temperatura exterior é baixa. Pesos de aço plano, num máximo de 9kg, são colocados nos bolsos para dar aos seus ossos um impulso de esforço.

Um estudo feito durante cinco anos na Universidade do Oregon descobriu que mulheres que se exercitavam enquanto vestiam um colete destes viram a densidade óssea aumentar em 1,5%, enquanto as mulheres activas que não usavam pesos perderam 4,4% da massa óssea durante o mesmo tempo.

O colete está disponível em tamanhos de homens e mulheres e em três cores (vermelho, verde e preto). Para saber mais, visite www.nyknyc.com




... ou comunidades pessoais de bactérias, segundo um novo estudo americano. A equipa de investigadores da Universidade do Colorado colheu amostras de teclados de computador de um escritório e conseguiu ligar cada teclado ao seu utilizador. Segundo o director do estudo, Prof. Noah Fierer, «a técnica poderá um dia tornar-se numa boa ferramenta da investigação policial».
 
 

A venda, realizada no site de leilões Trade Me, atraiu 200 000 visitas à página e a atenção dos meios de comunicação social quando se soube que o objecto foi arrematado por 2830 dólares.

A vendedora, Avie Woodbury, disse a uma televisão que capturou os espíritos durante um exorcismo em sua casa.

Acredite ou não, não se ofenda com a senhora nem tome os licitadores por parvos: é que todo o produto da venda foi oferecido a uma obra de caridade.

 

 
Num novo estudo americano, um grupo de raparigas com idades entre os 7 e 12 anos tinha como tarefa fazer um discurso perante uma plateia de desconhecidos, o que logo fez o seu nível de cortisol – a hormona associada com o stress – disparar.

Imediatamente a seguir, 1/3 das raparigas receberam a visita das suas mães; 1/3 delas receberam um telefonema das mães respectivas, e as restantes viram um vídeo «emocionalmente neutro».

As jovens que interagiram com as suas mães, ao vivo ou por telefone, tiveram praticamente a mesma reacção: os seus níveis de oxitocina (por vezes alcunhada de «hormona do amor») aumentaram significativamente, e os altos níveis de cortisol baixaram rapidamente.


 

 
Se precisa de um remendo nas calças ou de uma cerzideira para o casaco, lembre-se da última moda de Paris: os cafés-costura.

A primeira pastelaria-sala de costura abriu no princípio deste ano no centro de Paris e ganhou os corações dos locais. O estabelecimento dispõe de 9 máquinas Singer que aluga e de uma mesa de refeições comum central. A ideia é passar por lá, beber um café e comer um bolo, e começar a costurar por 7 euros à hora (75 euros por 10 horas). Os proprietários também oferecem cursos leccionados por profissionais sobre costura, malha e rendas.

 

 
Isto graças a uma nova tecnologia que converte o açúcar num ingrediente vital chamado isopreno (uma borracha sintética). Grande vantagem: a redução da dependência de petróleo no fabrico de pneus. Cada um dos 1000 milhões de pneus fabricados anualmente consome 26l  de petróleo.
 
 
 
Trata-se de uma associação que procura combater o estigma que existe em torno desta doença e ajudar os que dela sofrem. O cancro do pulmão é a quarta doença oncológica com maior taxa de incidência, depois do cancro da próstata, da mama e do cólon, sendo no entanto a mais mortal. Em Portugal, os dados apontam para uma taxa de incidência anual de 3500 novos casos de cancro do pulmão, pelo que é intenção da PULMONALE desmistificar a doença e ajudar doentes, familiares e a própria sociedade a encararem a doença de uma outra forma.

Segundo António Araújo, presidente da PULMONALE: «É importante apoiar doentes e familiares, mas também é fundamental combater o estigma associado ao cancro do pulmão, que continua a ser uma doença difícil de encarar e abordar devido à elevada taxa de mortalidade. Não é fácil lidar com nenhuma doença oncológica, mas é importante saber que, quando diagnosticado a tempo, o cancro do pulmão pode ser tratado com sucesso

Sem fins lucrativos, a PULMONALE nasce para prestar aconselhamento e apoio a pessoas que sofram de cancro do pulmão e seus familiares, promover a melhoria e alargamento dos cuidados médicos, a difusão de informação sobre esta doença para o público, facilitar a cessação tabágica e promover a investigação sobre as causas e tratamento desta doença.


 
 

É quase impossível realizar um estudo desta envergadura: seguir as pessoas desde a infância até à velhice, analisando as personalidades e hábitos de cada uma, para ver quais os melhores hábitos para a saúde a longo prazo. Quase impossível, mas não completamente. O Projecto Longevidade, já publicado em livro pelos psicólogos Howard S. Friedman e R. Leslie Martin, analisa ao pormenor um estudo que começou em 1921 e acompanhou 1500 meninos e meninas durante 80 anos.

«A melhor maneira de entender porque algumas pessoas conseguem chegar bem à velhice, enquanto outras morrem cedo, é seguir indivíduos durante a vida toda», diz Friedman. Os resultados provocaram brechas em muitas crenças antigas. Friedman partilha as maiores surpresas do estudo e os conselhos mais úteis:

O brilho não é eterno. «O indicador-chave da personalidade de uma longa vida foi aquele que nunca esperávamos: ter uma consciência de rectidão. Não foram as crianças mais alegres que tiveram as vidas mais longas. Mas aquelas que cumpriam as suas obrigações, que faziam os trabalhos de casa e de quem os pais diziam “tem a cabeça no sítio”. Elas desenvolveram padrões de vida saudáveis e mantiveram-nos. Aquelas que não eram muito de confiar em crianças, mas que se tornaram responsáveis em adultos, também mostraram níveis mais altos de longevidade.»

A felicidade é um resultado, e não uma causa. «Todos sabemos que as pessoas felizes são mais saudáveis. As pessoas supõem que a felicidade leva-as a ser mais saudáveis, mas não foi isso que encontrámos. Ter um emprego em que se sente envolvida, boa formação, viver uma relação boa e estável, estarem envolvidas com outras pessoas, isso, sim, são coisas que causam a saúde e felicidade.»

O stress não é mau. «Estamos sempre a ouvir alertas para os perigos do stress, mas as pessoas que estiveram mais envolvidas e dedicadas na realização de projectos e iniciativas viveram vidas saudáveis e longas. Não é bom se estiver sobrecarregado pelo stress. Mas as pessoas que prosperaram foram as que não desistiram facilmente. Ao invés, as que aceitaram os desafios e foram persistentes viveram mais.»

Escolher as companhias. «Para tornar-se saudável, a melhor coisa que pode fazer é pensar sobre o tipo de pessoas com quem partilha o seu tempo. Se está envolvido com o tipo de pessoas que ajudam outras, tem mais confiança em si próprio e tem um motivo para se levantar bem-disposto de manhã. Um dos segredos da longevidade é juntar-se a grupos sociais e escolher hobbies ou trabalhos que levam naturalmente a padrões e actividades



 

É o que defende Suzanne Segerstrom, médica, investigadora e autora do livro Quebrar a Lei de Murphy. Segerstrom é também co-autora de uma recente revisão de estudos sobre os benefícios no dia-a-dia de uma atitude positiva. Ela experimentou-os e pedimos-lhe que nos dissesse quais são esses princípios de optimismo e os benefícios.

  1. Sentir-se bem ajuda quando estamos em baixo «Quando os investigadores olham para pessoas que têm quadros clínicos semelhantes, eles podem prever quem é que, provavelmente, vai viver mais tempo: quem sente que a sua saúde está melhor. Há algo sobre essa sensação de bem-estar que é importante, especialmente se estiver doente. Uma atitude optimista parece ajudar também a amortecer os efeitos do stress. Há 16 anos que sigo grupos de estudantes de Direito durante o primeiro ano de faculdade, e sempre foram muito stressados. Mas no meu último estudo, cada vez que um aluno aumentava o seu nível de optimismo num ponto – numa escala de cinco pontos –, a sua resposta imunitária a um vírus injectado aumentou cerca de 20%.»
  2. O optimismo é feito por nós «A ansiedade e outras emoções negativas são conhecidas por afectarem da pior maneira o nosso corpo, especialmente os sistemas cardiovascular e imunológico. Manter uma natureza optimista parece gerar uma protecção contra esses efeitos. Além disso, a pesquisa mostra que as pessoas que estão optimistas sobre o seu futuro apresentam um comportamento diferente. Fazem mais exercício, são menos propensas a fumar e têm uma melhor dieta. Mais, se ficam doentes, elas estão mais aptas a participar activamente no próprio tratamento. Eu, por exemplo, tenho dor nas costas provocada pela artrite, mas acho que a minha vontade de fazer o que for preciso ajudou muito.»
  3. Não está satisfeito? Não se preocupe «A felicidade é um sentimento; o optimismo é a crença de que todos os aspectos da sua vida vão correr bem no futuro. A felicidade pode variar muito, mas uma disposição optimista é normalmente muito estável. Se não é optimista, pode tentar criar um caderno de eventos positivos. As coisas boas acontecem a todos, mas os pessimistas geralmente não tomam conhecimento. Gastar alguns minutos todos os dias a escrever sobre, pelo menos, três coisas positivas que podem ajudá-lo a ser optimista pode ser uma grande ajuda. Ou, em vez de tentar ser optimista, fazer o que fazem os optimistas: trabalhe duro para alcançar os seus objectivos. Cada conquista deve torná-lo mais optimista sobre o futuro.»

 

Mas como ver a diferença? «A informação pública que pode obter sobre o médico, tal como casos de eventuais más práticas, realmente não ajuda a separar os grandes médicos daqueles que nada valem», defende Scott Hensley, que participou num estudo feito pela revista norte-americana Arquivos Internos de Medicina.

O que interessa, segundo a revista (e na opinião dos entrevistados): que o médico seja uma mulher, tenha estudado numa universidade americana, ao invés de outra estrangeira, e que tenha uma certificação de boas práticas. Mesmo assim, estes factores não garantem um médico melhor. Nem o tempo de prática do médico, o prestígio da sua escola de medicina ou mesmo a história de casos de má prática clínica. Então, como é que os médicos escolhem o seu próprio medico? Perguntámos à cirurgiã oftalmológica Pamela Gallin, autora do livro Como Sobreviver aos Cuidados do Seu Médico. As respostas para a Reader’s Digest:

Pergunte se ela é certificada. «Isso garante um nível básico de competência.» (Na Europa, ainda é pouco usual.)

Converse com os seus amigos. «A melhor coisa é ouvir o mesmo nome duas vezes e referências à competência.»

Verifique se tem empatia. «Quando precisa de um especialista, quer alguém brilhante. Mas para um médico de cuidados primários, quer alguém que está disposto a falar sobre a dor numa parte embaraçosa do seu corpo.»

 


 

 A perda é leve, mas isso significa que mais adolescentes estão a ouvir como uma pessoa de 40 a 60 anos. Segundo especialistas, ouvir música muito alto é parcialmente responsável por essa perda. Para evitar danos na sua audição, mantenha, segundo Cory Portnuff, uma fonoaudióloga na Universidade do Colorado, em Boulder, estes números em mente.

  • 60 Pode ouvir música todo o dia se mantiver o volume em 60% do máximo.
  • 80 a 90 Pode aumentar o volume para 80% durante 90 minutos por dia.
  • 100 Se quiser aumentar o volume tão alto, só pode fazê-lo durante cinco minutos por dia.
 

Para que tudo corra bem e não haja sobressaltos, convém seguir alguns conselhos básicos:

  • Em países-membros da União Europeia, todos os passageiros têm que ser portadores de bilhete de identidade.
  • Em países fora da União Europeia, é obrigatório passaporte válido por mais de 6 meses.
  • Todas as crianças e bebés têm de ser portadores obrigatoriamente de bilhete de identidade ou passaporte, consoante viajem para a União Europeia ou fora desta. Não são considerados como documentos válidos as cédulas pessoais ou boletins de nascimento.
  • Se viajar para os EUA, tem de possuir passaporte individual de leitura óptica.
  • Verifique a validade dos documentos com antecedência.
  • Verifique se são necessários vistos ou vacinas.
  • Consulte o seu médico se estiver sob tratamento de qualquer doença.
  • Se o destino escolhido apresentar alguns riscos para a saúde, deverá marcar uma consulta de medicina do viajante.
  • Se viajar para países da União Europeia, não se esqueça de tratar do cartão europeu de seguro de doença (CESD), que deve requerer junto da Segurança Social.
  • No caso de menores, se viajarem sem a presença de ambos os pais, ou apenas por um dos pais no caso de divorciados, têm de ser portadores obrigatoriamente da declaração autorizando a sua saída do país reconhecida notarialmente.
  • Informe-se sobre a moeda, formas de pagamento, taxas e horas locais.
  • Obtenha informações sobre a representação local da sua agência ou operador para qualquer necessidade e da embaixada ou consulado nacionais.

 

... semelhante ao sensor de movimento existente em dispositivos electrónicos como consolas de jogos e telemóveis de última geração. O neuroestimulador RestoreSensor com a tecnologia AdaptiveStim é o primeiro dispositivo de controle da dor desenhado para detectar alterações na posição do corpo do paciente e ajustar automaticamente o estímulo para proporcionar a quantidade certa de alívio.

Para isso, o novo dispositivo médico utiliza a força e a direcção da gravidade para perceber a posição do doente e ajustar automaticamente o nível de estimulação.

Esta estimulação depende da distância entre a medula e os eléctrodos implantados e altera-se, dependendo se o paciente está em pé ou a andar, deitado com a face para cima ou para baixo e ainda se está virado para a direita ou para a esquerda. Até agora, os pacientes tinham que alterar manualmente as características do dispositivo implantável através de um controle remoto.

 


 

Com os dias de férias no horizonte e o tempo a condizer, uma viagem pela beleza da vida animal pode ser um autêntico bálsamo.

O Badoca Safari Park é um parque natural com uma área de 90 ha, que o convida a passar um dia diferente no meio da Natureza e a conhecer a beleza da vida animal em plena liberdade. Localizado em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém, entre a planície e o mar, a pouco mais de uma hora de Lisboa, o parque conta actualmente com cerca de 250 animais selvagens de 45 espécies diferentes. Além do safari que proporciona um contacto directo com animais selvagens, pode ainda ver um show de aves de rapina e várias infra-estruturas lúdicas e pedagógicas, como o Parque dos Cangurus, o Lago dos Flamingos e Íbis, o Parque dos Coatis, o Jardim das Aves Exóticas e o Parque Infantil.

Para ficar com uma ideia geral do espaço e ter a noção da diversidade de animais, o melhor é começar a visita pelo Safari Aventura, oportunidade única para crianças e adultos observarem de perto os animais selvagens. O safari tem lugar num espaço de 45 ha (metade da área total) onde coabitam diferentes espécies. Durante o percurso, com duração aproximada de uma hora e realizado em tractores com reboques, é possível observar girafas, orixes, zebras, búfalos, avestruzes, elandes, gnus, entre outros animais, que o transportam para o continente africano. As características biológicas, habitat, alimentação, repro-dução e estatuto de con-servação de cada espécie são relatados à medida que os animais vão sendo observados.

De entre os vários pontos de interesse, destacamos as grandes Ilhas de Primatas. A sua dimensão e complexidade, recriando um ambiente natural, fazem desta instalação um espaço único. Esta infra-estrutura é uma mais-valia na sensibilização do público para a temática da conservação.

Para os mais novos, verdadeiramente irresistível é a interacção com os lémures – os pequenos primatas endémicos da ilha de Madagáscar e ameaçados de extinção. Acompanhado por um tratador, conheça mais sobre estes enigmáticos animais e participe activamente numa sessão de alimentação e interacção. O objectivo é proporcionar aos visitantes uma experiência única e incentivar o contacto com um animal em vias de extinção. Um destino para um dia em família.

 

 

Todos os anos pela Páscoa, a nossa família vai acampar com amigos num braço distante de um rio do estado de Vitoria, no Sudoeste da Austrália. Da cidade lá são seis horas de viagem. Os últimos 20 km constituem uma espécie de prova de dificuldade máxima antes da chegada à meta: uma pista de cascalho, de sentido único, montanha abaixo, sobre um precipício. Se nos cruzamos com outro carro temos de entrar em complicadas negociações.

Durante a descida desta parte da estrada, a vista do rio é de cortar a respiração. As águas serpenteiam sob os picos juncados de pinheiros e as brancas praias e lagoas profundas trazem à memória recordações de férias passadas. Por fim chegamos e, uma vez terminada a tarefa estafante de montar as tendas, iniciamos aquela que será para todos a melhor semana do ano. Este ano fizemos algo diferente. As crianças descobriram uma ilha. Era uma ilha pequenina que elas exploraram a pente fino. Tinha rochas e arbustos e um pequeno monte de areia com espaço para seis crianças dormirem. O melhor de tudo é que era uma ilha a sério, rodeada de água pouco profunda mas corrente.

Na última noite, loucas de contentamento, as crianças imploraram autorização para dormirem na ilha. Acedemos com a condição de nós, os pais, dormirmos numa praia adjacente de onde os pudéssemos ver e ouvir. Depois de termos tomado um chá, carregámos os sacos-cama, as protecções para o chão e as lanternas para a ilha. Preparámos a dormida das crianças e juntámos lenha para a fogueira da manhã. As crianças levaram-nos então a conhecer todos os recantos e buracos da ilha que tinham explorado e baptizado: a Torre de Vigia, o Rabinho de Bebé, o Jardim Japonês, a Fonte de Águas Minerais ...

Remámos para terra e instalámo-nos na praia. Acendemos uma fogueira, abrimos uma garrafa de vinho tinto e estendemo-nos na areia fresca, a conversar. Senti-me de novo adolescente, deitada na praia com o namorado e com aquela sensação de aventura! De meia em meia hora, até às 8.30 da noite, as crianças acenderam uma lanterna para nos tranquilizar e nós respondemos-lhe com conselhos, brincadeiras e umas boas-noites por sobre os rápidos. Por volta das nove tudo acalmara e às dez e meia, nós, os adultos, resolvemos deitar-nos. Despertei a meio da noite julgando que tinha ouvido uma criança chorar, mas era apenas um pássaro. Para ali fiquei, a olhar para as estrelas e para a lua brilhante, escutando a cantilena do rio e sentindo o aconchego da terra. De manhã, o meu filho de 13 anos contou-me que mal conseguira pregar olho, tamanha era a felicidade que sentia!

Ditosas crianças! Na minha infância, tinha de fazer campismo virtual, devorando os maravilhosos livros que os meus filhos agora adoram. Mas eles têm a realidade: a vida vivida no seio da terra-mãe. Têm aventura, coragem, responsabilidade e a segurança dos pais numa praia próxima. Estas são as coisas que as crianças recordam com os olhos a brilhar, costas direitas de orgulho quando falamos dos bons tempos que passámos. Não se trata do último jogo de computador, nem da Internet ou daquela série da TV, mas da magia, antiga como a própria humanidade, das tendas e das fogueiras do acampamento, das histórias contadas em roda e dos mergulhos em pelo, do sono sob o manto das estrelas.

Estas são as dádivas que podemos deixar aos jovens, como um talismã contra o desespero que tantos deles sentem. Estas são as recordações que dão encanto à sua infância, que os acompanharão pela vida fora e os acalentarão na velhice.

 

 

Las Vegas deve ser o último sítio onde esperamos encontrar arte. Mas no Parque da Ilha do Tesouro, para além das filas de pessoas que jogam nas slot machines, para lá do casino e do corredor das lojas de recordações, está prestes a começar um jogo muito diferente no elegante Teatro Mystère, situado nas profundezas do parque.

Com um eco de trovão, um tambor japonês do tamanho de um carro desce do tecto, rufado por um homem preso a um arnês. O palco subitamente afunda-se e transforma-se numa escadaria. Um homem de torso nu atravessa os ares dentro de um cubo de alumínio rodopiante. Ginastas com máscaras na nuca trepam por mastros. Homens em forma de pêras com fatos almofadados são catapultados de trampolins. Há lagartos a saltitar e jacobinos a pular — cortesãos acrobatas com cabeleiras brancas e calções apertados nos joelhos que dão saltos mortais sobre candelabros em chamas. E lá no alto, seis trapezistas com fatos de lantejoulas voam nas pontas de cordas elásticas, atravessando vertiginosamente as trajectórias umas das outras em formações estelares. É um circo sem animais, apenas pessoas que se parecem com eles.

O Cirque du Soleil de Montreal, uma combinação exótica de música, teatro, acrobacia e dança, é uma celebração de corpos celestiais vindos de um outro mundo. Mas é também um negócio, uma aventura empresarial que não fica atrás em audácia àquilo que se passa no palco.

Fundado por um bando de actores de rua em 1984, o Cirque du Soleil cresceu por saltos e transformou-se num hábil trabalho de equilibrismo entre arte e comércio. Activo em três continentes, já recebeu uns 90 prémios, tanto artísticos como empresariais. Além do Teatro Mystère, que vem enchendo o auditório de 1541 lugares de Las Vegas com duas actuações por noite desde 1993, e do «Alegria», um show permanente no Parque Beau Rivage, em Biloxi, no Mississípi, o Cirque dispõe de três espectáculos que percorrem o Mundo: o «Quidam», lançado em 1996, esteve presente em várias cidades europeias no Verão passado; o «Saltimbanco», de 1992, dá a volta à Austrália; e a última produção, «Dralion», um nome composto a partir das palavras dragão e leão, que simbolizam o Leste e o Oeste, encetou um tour da América do Norte em Abril de 1999. No total, já venderam para cima de 18 milhões de bilhetes em mais de 120 cidades de todo o Mundo.

E, com rendimentos de 204 milhões de dólares em 1998 e lucros médios anuais de 15 a 20%, a companhia expande-se a um ritmo vertiginoso. Em Outubro de 1998, lançaram mais um espectáculo permanente em Las Vegas — um show aquático chamado «O» — e em Dezembro, um espectáculo teatral com um show próprio, «La Nouba», abriu no Disney World, em Orlando, na Florida. O Cirque du Soleil tornou-se também num fenómeno de culto, com um nome de marca que tem a sua própria linha de mercadorias do tipo lembrança, vestuário, CDs e vídeos.

Contudo, na era das mega-empresas e das mega-fusões, a autonomia do Cirque tem-se miraculosamente mantido intocada. É uma empresa privada cujos donos continuam a ser os dois empresários arrojados que a criaram. Com delegações em Las Vegas, Amsterdão, Singapura e Orlando, a sua base continua a ser em Montreal, numa nova sede que custou 25 milhões de dólares. E, apesar de todo o seu êxito, eles continuam empenhados numa cultura de empresa radicada no idealismo. «Nunca esquecemos de onde vimos», diz Daniel Gauthier, de 41 anos, o presidente do Cirque du Soleil.

O outro proprietário e co-fundador da companhia é Guy Laliberté, de 40 anos, antigo engolidor de fogo. Os dois abandonaram os estudos e fugiram de casa dos pais quando eram adolescentes, mas são agora ricos homens de família, cosmopolitas bilingues que se dedicam a reinventar o espectáculo de circo. Daniel Gauthier fala do seu plano quinquenal para o circo como um comissário cauteloso que procura evitar que esta revolução com êxito degenere. «Há sempre o perigo da burocratização», diz ele. «Mas fazemos todos os possíveis para não nos transformarmos numa máquina monstruosa controlada a partir de Montreal. É tudo uma questão de equilíbrio.».

Num edifício de sete andares integrado no conjunto da sede de Montreal, meia dúzia de acrobatas estão a criar um novo número. Muito acima do chão, voam para trás e para diante num grande baloiço metálico de dois lugares com a forma de um galeão estilizado, suspenso do tecto nas duas pontas. Balouçando o galeão num arco perfeito, os acrobatas saltam «borda fora» e agarram-se uns aos outros a um ritmo intrincado, como se os seus corpos em voo fossem manipulados por um malabarista invisível.

Duas trapezistas — as gémeas de 25 anos Karyne e Sarah Steben, de Montreal — estão alinhadas lado a lado em colchões de ginásio, fazendo exercícios de alongamento. Vieram para o Cirque du Soleil com 16 anos, depois de terem respondido a um anúncio num jornal. «Aparecemos e eles acreditaram em nós, acho eu», diz Sarah. «Treinaram-nos durante um ano.» As gémeas falam do seu trabalho de equipa com entusiasmo, completando as frases uma da outra: «O nosso número transmite uma mensagem … algo que as duas queremos dizer ao público … sim, a confiança, a cumplicidade … a relação incrível que podemos ter com alguém de quem gostamos.»

As gémeas criaram um movimento vertiginoso em que se agarram mutuamente usando só os pés. Mas eis outro par de gémeas, Elsie e Serenity Smith, que está a praticar o seu número, enquanto as Steben começam a treinar um outro. Têm carta branca para fazerem o que quiserem. «Todos os espectáculos começam com um número-surpresa», diz o director criativo do circo, Gilles Sainte-Croix, que começou a trabalhar no Cirque du Soleil num número com andas. «Hoje em dia, já cobrimos todas as acrobacias que existem. Criámos este lugar para inventar algumas novas.»

A sede de Montreal, um grande complexo branco e brilhante onde trabalham mais de 500 dos 1800 empregados do Cirque, está situada junto de uma lixeira da cidade que está a ser transformada num parque. No seu interior funciona um espaço aberto estúdio-escritórios-fábrica onde todos podem ver os outros a trabalhar. Alguns empregados têm as suas secretárias viradas para um ginásio de treino do tamanho de um hangar de aviões. Uma funcionária das relações públicas que bate um comunicado à imprensa pode erguer os olhos do computador para ver o voo de um trapezista mesmo em frente da sua janela. E se tiver espírito de iniciativa, pode ela própria ter lições de trapézio depois do trabalho.

O edifício tem um burburinho típico. Os empregados, cuja média de idades anda pelos 32 anos, revelam um entusiasmo visível pelo trabalho, como se fizessem parte de uma experiência utópica. Em certo sentido, fazem mesmo. As suas condições de trabalho e regalias são invulgarmente avançadas. Os empregados, que não estão sindicalizados, ganham salários competitivos e recebem uma percentagem dos lucros da companhia.

Mas o Cirque du Soleil não é uma utopia. É uma fábrica de sonhos, uma empresa lucrativa no negócio de fabricar arco-íris. Entre os mais de 200 trabalhadores da grande oficina de adereços da sede de Montreal, uma costureira passa o dia a coser à mão 2500 lantejoulas nas orlas de um fato que será usado por uma trapezista em Las Vegas. Três andares mais acima, os seus patrões dirigem o negócio a partir de um ninho-de-águia.

«Em miúdo, sonhava sempre com viagens», diz Guy Laliberté. Filho de uma enfermeira e de um vice-presidente da Alcan, o gigante canadiano dos alumínios, Guy saiu de casa aos 14 anos e sobreviveu tocando acordeão nas ruas. Aos 18, foi para a Europa e integrou-se no pequeno mundo dos artistas de circo que se exibem na ruas. Aprendeu a engolir fogo. Depois, trabalhando como animador teatral numa pousada da juventude em Baie Saint Paul, uma pequena localidade a nordeste da Cidade do Quebec, tornou-se amigo de Gilles Sainte-Croix. Os dois formaram o Club des Talons Hauts (Clube dos Saltos Altos), um circo de rua concebido para actuar em festivais. Então, junto com Daniel Gauthier, que também era animador na pousada de juventude, lançaram o Cirque du Soleil.

«Ao princípio, não tínhamos medo», diz Guy Laliberté. «No nosso segundo ano, tínhamos 50 000 dólares no banco e assinámos contratos no valor de mais de 1,2 milhões de dólares, o que significava comprar montes de equipamento. Era uma loucura.» O Cirque du Soleil fez uma temporada desanimadora em Toronto seguida de um compromisso desastroso nas Cataratas do Niagara. Depois, em 1987, Guy Laliberté arriscou num compromisso de «ou vai ou racha» para o Festival de Los Angeles.

«Fomos para lá quase sem dinheiro para a gasolina», recorda ele. «O festival não nos pagava nem um tostão como avanço. De maneira que disse-lhes: ‘Vamos arriscar, mas em troca vocês dão-nos alguma publicidade e a noite de abertura.’ Foi um êxito. Mas se tivéssemos falhado, não tínhamos dinheiro para trazer o equipamento de volta para o Quebec.» Para recrutar novos artistas para o seu elenco em expansão, o Cirque percorre o Planeta à procura de gente talentosa: ginastas, malabaristas, dançarinos, mergulhadores, palhaços, músicos. Promove, todos os meses, audições em massa em diversas cidades do Mundo. E tem programas para ensinar habilidades circenses a crianças pobres em Montreal, Cidade do Quebec, Amsterdão, Las Vegas, nos bairros de lata chilenos e nos morros do Brasil.

Têm um elenco internacional dominado pelos europeus de Leste (35%) e pelos canadianos (33%). O francês e o inglês tendem a ser as línguas de trabalho. «Temos todo o tipo de gente», diz Guy Laliberté. «Somos um mosaico.» Este mosaico inclui atletas treinados para a competição que têm que aprender a ser actores num grupo de teatro. «Aqui ensinam-nos a ser artistas», diz Eligiusz Skoczylas, um acrobata polaco. «Todas as diferenças de língua e tradição desaparecem. Tentamos criar a nossa própria tradição, um certo estado de espírito em palco.»

O processo criativo assenta no trabalho e na colaboração de todos, o que pode ser um choque para os novos recrutas. Quando foram contratados os primeiros artistas russos, em 1990, eles estavam à espera de ser tratados como estrelas. «Uma vez, pediram-lhes que transportassem um colchão», recorda Gilles Sainte-Croix. «Recusaram-se. E quando lhes explicámos que no Cirque du Soleil toda a gente trabalha colectivamente, disseram: ‘Mas isso é comunismo!’»

Embora os acidentes graves sejam raros, Guy Laliberté admite que «temos muitas lesões». Todas as noites há dois ou três artistas do «Mystère» que se magoam. «Não posso deixar de mencionar que as pessoas, apesar das lesões, voltam sempre e actuam mais alto e melhor que antes», acrescenta o presidente e fundador. «Isso só acontece quando se tem um grande prazer e paixão pelo que se faz. Acho que é preciso um grão de loucura para se ser artista de circo. É uma aventura permanente.»

Nos bastidores do «Mystère», as instalações são apertadas, a decoração espartana. Entre os dois espectáculos da noite, os artistas deambulam meio vestidos, em calções cor-de-rosa almofadados ou com os corpos pintados de branco. Um grupo reune-se em volta de um vídeo do espectáculo que acabou agora mesmo. Há quem jogue ao bilhar. Dois acrobatas com as caras pintadas de branco estão compenetrados numa partida de pingue-pongue.

Ao fundo do corredor, na sala de fisioterapia, a mulher-lagarto está deitada numa marquesa e geme enquanto um fisioterapeuta lhe passa gelo pela barriga da perna. A mulher-lagarto é Andrea Ziegler, que dança como uma fada, tem 26 anos e uns olhos verdes muito vivos e o cabelo curto pintado de cor de laranja. «Fiz uma rotura de esforço na perna», diz ela. Cheia de anti-inflamatórios, ainda está capaz de dançar. Mas sozinha: o homem-lagarto está de baixa com um tornozelo partido.

Andrea foi pescada para o «Mystère» no elenco que representava O Fantasma da Ópera em Toronto, em 1997. O seu trabalho é deslocar-se à volta do palco e parecer-se com um lagarto tanto quanto humanamente possível. «É muito mais despreocupado que o meu papel no Fantasma», diz ela. «Quando cá vim, tive um ensaio e depois atiraram-me de cabeça para o palco. O que é único neste espectáculo é que, nos bastidores, todos os artistas estão a ver-nos das alas ou pelos monitores. Encorajam-nos e torcem por nós.»

Após uma representação de «Mystère», Vessi Ilieva, uma ginasta búlgara de olhos escuros, está toda alvoroçada por ter-se encontrado com Bruce Willis, que foi visitar os bastidores com a suas três filhas depois do espectáculo. Outros artistas parecem indiferentes. Na Califórnia, o Cirque é desde há muito cortejado pelos media e pela elite do show-business. As estrelas de Hollywood ganharam o hábito de ir visitar os seus bastidores, e os artistas do Cirque du Soleil já lá viram Harrison Ford, Barbra Streisand, Steven Spielberg, Goldie Hawn ou Robin Williams.

Apesar da expansão da companhia, Guy Laliberté e o seu sócio sublinham que não têm nenhum interesse em abrir o capital e cotá-la em bolsa; o Cirque não tem nenhuns outros investidores. «Nem sequer falamos nisso», diz Guy Laliberté. «Divertimo-nos muito a brincar sozinhos na nossa caixa de areia.» Daniel Gauthier explica: «Não queremos ter esse tipo de pressões do mercado. Num ano podemos decidir abdicar dos lucros para podermos montar um novo espectáculo. Ou se optarmos por adiar um qualquer programa não queremos ter accionistas à perna a perguntar-nos por que é que não fizemos o que lhes tínhamos prometido.» Os dois sócios do Cirque formam um estranho par. São ambos casados, cada um tem uma filha, e vivem em St. Bruno, perto de Montreal. Embora ambos sejam claramente astutos homens de negócios, Laliberté faz o papel do sonhador, enquanto Gauthier é o homem das massas. «Por vezes pode ser difícil», diz Gauthier. «Temos basicamente os mesmos valores, mas não o mesmo estilo de vida. Eu sou mais conservador. As duas facetas são necessárias: para podermos alcançar os sonhos, é preciso dinheiro.» O presidente e fundador do Cirque du Soleil ainda fala como um visionário cuja meta está sempre algures para lá da linha do horizonte. «Ao fim de 15 anos», diz Guy Laliberté, «ainda não fizemos nada. O verdadeiro teste será nos próximos dez anos.» Debaixo da tenda do Cirque du Soleil, o antigo engolidor de fogo parece ter encontrado o seu lugar ao sol. Mas continua a ser um rapazinho de 14 anos a fugir de casa para ir juntar-se a um circo que ainda está para ser inventado.

 

 

Tal como os computadores pessoais, o voleibol de praia foi criado por pessoas que se divertiam sob o sol da Califórnia. Cresceu espontaneamente e os responsáveis por este crescimento nem sequer estavam a fingir que trabalhavam. Nas praias de Santa Monica, Santa Barbara e San Diego, pegaram num jogo originariamente concebido para homens de negócios demasiadamente fora de forma para jogar basquetebol e reinventaram-no com novos ingredientes: dois jogadores de cada lado e um ambiente de festa, juntamente com um condicionamento intenso. Os corpos afamadamente bem esculpidos e as roupas reduzidas dos atletas viriam depois, resultando directamente das exigências deste desporto. Sessenta e nove anos após o seu primeiro jogo, o voleibol de praia é um grande negócio, com torneios que atraem milhares de adeptos e cujos prémios de jogo atingem somas avultadas. Em 1996, este desporto tornou-se modalidade olímpica de pleno direito, tanto na sua variante masculina como feminina, tendo sido uma das primeiras competições a esgotar os bilhetes. Só nos EUA conta com cerca de 10,5 milhões de praticantes, pois apesar da disciplina de ferro que exige, o voleibol de praia é divertido. Embora existam muitas formas de despertar a criatividade, uma das mais importantes é muitas vezes esquecida: o poder do à-vontade, ou seja, das coisas que fazemos por simples prazer, por divertimento ou pelo simples prazer de ultrapassarmos os desafios que elas nos colocam. Mas, enquanto fonte do progresso humano, o divertimento entra em conflito com aquilo a que chamo a teoria da repressão, que encara a ética puritana da autonegação e do dever como componentes essenciais para o avanço científico e o crescimento económico.

Esta teoria baseia-se num conjunto de dicotomias: trabalho versus à-vontade, cumprimento versus prazer, esforço versus prazer, etc. Num mundo dominado por estas escolhas rígidas, cabe aos chefes tecnocráticos (tanto na vida política e empresarial como na religiosa) obrigar ou incentivar as massas indisciplinadas a cumprir as suas funções desagradáveis mas necessárias. Acredita-se que, sem uma liderança assim, a civilização ruirá. Oportunidades espontâneas e imprevisíveis… caminhos livres e inesperados para a riqueza… o que é certo é que, de uma brincadeira de alguns entusiastas, surgiu um fenómeno de nível mundial! O voleibol de praia é um pesadelo do ponto de vista tecnocrático. Com efeito, uma sociedade tecnocrática (ou seja, uma sociedade constituída por marionetas maquinais) nunca poderá criar algo de verdadeiramente novo: a inovação exige um espírito diferente. O à-vontade não é apenas uma questão de jogos: é a principal componente do voleibol de praia, é certo, mas também da arte, da ciência e do ritual. E também não é o oposto de trabalho ou empenho, uma vez que pode abranger ambos. «Dificilmente poderemos imaginar mentes mais empenhadas que as de Leonardo da Vinci ou Miguel Ângelo», escreveu o historiador holandês Johan Huizinga. «E no entanto toda a atitude mental do Renascimento foi uma atitude de à-vontade». Com efeito, os artistas do Renascimento inventaram novas regras e jogos com que se divertir: truques de perspectiva e luz, estruturas de ritmo e rima, convenções ao nível do teatro e das metáforas. E daí surgiram criações fantásticas! O espírito do à-vontade leva-nos a fazer experiências, a experimentar novas combinações e a arriscar, por vezes com resultados incríveis. Mas as inovações não são nem tão previsíveis nem tão predestinadas como os tecnocratas imaginam: têm de vir de algum lado. Primeiro é preciso ter ideias. É preciso deixar que as pessoas ganhem à-vontade. Corria o ano de 1973 e Dan Lynch acabava de entrar para director do laboratório de informática do Grupo de Inteligência Artificial da SRI International. Encarregaram-no então de ligar toda a espécie de periféricos esquisitos (robôs, leiseres e equipamento de estranhos), não só uns aos outros mas também aos computadores do laboratório. «Certo dia», recorda, «dei com o robô Sharkey a barrar-me a saída. Um dos investigadores tinha-o programado para fazer aquilo e escarnecia de mim, sentado do outro lado da porta. Tive então de calcular como se programava o Sharkey para sair dali (se me enganasse ele poderia demolir uma parede ou algo do género!) Foi divertido.» Divertido é uma palavra que se ouve bastante da boca de Lynch, actualmente o presidente da CyberCash, uma empresa que desenvolve dinheiro digital para transacções on-line. «Acredito na diversão», refere Lynch. «Acredito na vitalidade». Os fundadores do directório da internet Yahoo! foram estudantes universitários, que se estavam a divertir. «Começámos a fazer um índice de toda a informação da internet só por divertimento», explica Jerry Yang, um dos membros do grupo. E, sem saberem, acabaram por criar um vasto mercado com a sua diversão. Mas embora exista muito na Califórnia, não foi aí que o espírito do à-vontade no trabalho nasceu: há cinco mil anos, um grupo de mulheres da Idade da Pedra, que levavam uma vida de grande pobreza nos pântanos da Suíça, já teciam peças de roupa com padrões intrincados e coloridos, para além de utilizarem caroços de fruta para criar vestidos com contas. Mesmo nas mais difíceis economias de subsistência, a mera utilidade (que neste caso seriam roupas simples e sem decoração) não satisfaz a imaginação humana. Temos assim de aprender a desafiar-nos e a inventar novos padrões. O historiador das ciências Cyril Stanley Smith dizia: “Historicamente, a descoberta inicial de materiais, máquinas ou processos úteis tem sido quase sempre no campo das artes decorativas, sem que tenha sido concebida com uma finalidade de ordem prática definida”. Através do exame de objectos de arte, Smith descobriu as primeiras aplicações da metalurgia: moldes para estatuetas, estruturas para peças de soldadura para ligar as diversas partes de uma estrutura, ligas para criar efeitos de cor interessantes, etc. O divertimento é o impulso não-prático a partir do qual surgem descobertas práticas. O progresso de uma civilização dinâmica depende de gente especial que consegue divertir-se com o seu trabalho. Na sua paixão que tudo absorve criam então as variações que, através do método da experimentação e erro, se tornam fontes de progresso. Pelo contrário, uma ordem estática e tecnocrática exige um tipo de personalidade muito diferente: a de marionetas que fazem aquilo que lhes é mandado e rejeitam a novidade, evitando enfrentar ou colocar desafios. Durante muito tempo, o mundo empresarial americano premiou este tipo de gente: o trabalhador da linha de montagem que se contentava com «uma boa maneira» mesmo que pudesse descobrir outra ainda melhor, ou o quadro médio que se sentia bem como estava, nas palavras do escritor Tom Peters «sentando-se no 37º andar da torre da General Motors a passar memorandos do lado direito para o lado esquerdo da secretária ao longo de 43 anos». No entanto, nos nossos dias, as coisas mudaram, por um lado devido ao facto de a pressão competitiva exigir a aplicação de cada vez mais conhecimentos em todas as profissões e, por outro, porque numa sociedade afluente há mais pessoas que esperam que a sua profissão lhes traga prazer para além de dinheiro. Veja-se o caso (por exemplo) de Bruce Ames, o criador do Teste de Ames (uma forma muito útil de se explorar as causas do cancro): ao testar as substâncias químicas suspeitas em bactérias e não em ratos, surpreendeu os outros investigadores. «A ideia de que se podia fazer algo em bactérias que fosse relevante para o estudo do cancro humano era uma novidade para a comunidade científica», explica. E Ames nem sequer se encontrava a fazer o seu trabalho principal quando começou a desenvolver o teste. Tratou-se de um passatempo, por pura diversão.

 

 

 

Em apenas dois anos, ele construiu a empresa de comunicação de crescimento mais rápido da História.

Silicon Valley tem conhecido muitas histórias de sucesso incríveis, histórias que continuam a inspirar jovens audazes e empreendedores oriundos de todo o Mundo. Entre eles, estão milhares de jovens indianos que vieram à procura da versão do sonho americano para o século XXI. Eis a história de um deles. Começa não em Ellis Island, mas num aeroporto em Los Angeles.

Sabeer Bhatia chegou ao Aeroporto Internacional de Los Angeles às 18 horas da tarde de 23 de Setembro de 1988. Vinha de Bangalore, na Índia, acabara de fazer 22 horas de voo e estava esfomeado. O Instituto de Tecnologia da Califórnia, que lhe oferecera uma bolsa de estudos, tinha-lhe enviado apenas, como indicações, uma nota que dizia: "Apanhe a navette para o campus." Bhatia não sabia sequer o que era uma navette. Tinha 19 anos e 400 dólares no bolso. Não conhecia ninguém na América.

Tencionava completar os seus estudos e depois regressar à Índia para trabalhar talvez como engenheiro. As suas ambições na vida eram modestas, inculcadas pela mãe, bancária, e pelo pai, funcionário superior numa organização de pesquisa ligada ao Ministério da Defesa. Por a Índia ser um país incrivelmente burocrático, rapazes como Bhatia tinham a impressão de que criar uma empresa era tarefa apenas possível para super-homens.

Quatro anos mais tarde, enquanto completava a sua licenciatura na Universidade de Stanford, Bhatia foi arrastado para almoços informais onde ouviu falar de empresários como Scott McNealy, da Sun Microsystems, ou Steve Wozniak, da Apple. A sua mensagem era sempre a mesma: "Aquilo que nós fizemos está também ao vosso alcance." Bhatia ficou com a impressão de que eles eram pessoas inteligentes mas normais.

No final da licenciatura, já não queria voltar para casa. Assim, junto com o seu amigo Jack Smith, aceitou um emprego como engenheiro de hardware na Apple Computer. Dentro em breve, começou a assistir a cocktails com um grupo de empresários de Silicon Valley naturais da Índia, onde conheceu muitos compatriotas mais velhos que tinham feito sucesso. E, mais uma vez, eles pareciam pessoas absolutamente normais.

Todas as manhãs, Bhatia contava a Jack Smith mais alguma história de fulano ou sicrano que transformara uma boa ideia numa empresa, que vendera posteriormente por milhões de dólares. "Jack!", dizia ele. "O que é que andamos para aqui a fazer, a desperdiçar as nossas vidas?" Embora Jack Smith tivesse mulher e dois filhos para cuidar, Bhatia conseguiu convencê-lo: "Jack, olhando para as oportunidades que aqui há, se não conseguirmos singrar é porque somos umas bestas!" Chegaram a um acordo: Bhatia seria o gestor; Smith, o director tecnológico da empresa que iriam criar.

Discutiram ideias. Queriam enviar e-mails um ao outro, mas receavam que os seus chefes pudessem espiolhá-los e acusá-los de estarem a trabalhar em projectos pessoais. Um dia, em Dezembro de 1995, Jack Smith ia no seu carro a caminho de casa quando teve uma ideia: criar endereços de e-mail aos quais se pudesse aceder anonimamente através da Internet.

Pegou no telemóvel e ligou para Bhatia. Este ouviu a primeira frase e exclamou: "Eh pá! Desliga-me esse telemóvel e volta a ligar-me por uma linha de telefone segura quando chegares a casa!"

Quando dali a um quarto de hora Jack Smith voltou a ligar, os dois começaram a falar ao mesmo tempo, completamente sintonizados, saltando de uma ideia para a outra. Bhatia ficou acordado toda a noite, sentado à mesa de vidro da sala de jantar do seu apartamento, a escrever o plano estratégico para a empresa. Na manhã seguinte, estava tão pálido e olheirento que o seu chefe lhe disse: "Sabeer, não podes ir a tantas festas." Bhatia, com medo de que a ideia lhe saísse boca fora se a abrisse, limitou-se a acenar com a cabeça. Precisava de 300 000 dólares para criar uma versão operacional do programa de e-mail. Pegou no seu projecto e num outro para criar uma base de dados pessoais assente na Net, e começou a contactar 19 potenciais investidores, gente eventualmente interessada em financiar os projectos em troca de uma fatia da empresa. Não teve êxito. Conheceu então Steve Jurvetson, da Draper Fisher Jurvetson, que se interessou, ainda que fosse céptico quanto às estimativas de Bhatia sobre o retorno de capital, que pressupunham que ele conseguiria que a sua empresa de e-mail cresceria mais rapidamente que qualquer outra na História. Jurvetson rejeitou categoricamente as projecções, mas Bhatia insistiu: "Não acredita que vamos conseguir estes resultados?" Pelos 300 000 dólares que investia, a firma queria uma participação de 30%. Bhatia ofereceu 15%. As negociações pareciam não avançar. No dia seguinte, a Draper Fisher Jurvetson aceitou os 15%.

Bhatia e Jack Smith deixaram os seus empregos na Apple Computer e abriram um escritório minúsculo em Fremont, na Califórnia. Bhatia convenceu 15 empregados a trabalharem sem salário em troca de opções para adquirirem acções da empresa mais tarde a um preço fixado. Em Junho, o dinheiro estava a esgotar-se, mas o produto estaria pronto para ser lançado dali a um mês. Outro investidor, Doug Carlisle, estava interessado em investir na empresa, mas Bhatia e Jack Smith sabiam que, se lançassem primeiro o serviço, manteriam mais controle sobre a empresa que haviam criado. Convenceram um banco a emprestar-lhes 100 000 dólares.

A 4 de Julho de 1996, Dia da Independência dos Estados Unidos, Bhatia e Smith lançaram a sua empresa, que foi baptizada de Hotmail. Era uma data apropriada porque eles acreditavam que o e-mail gratuito iria ser extremamente popular. Nessa altura, quase todos os proprietários de computadores tinham e-mail, mas com o Hotmail já nem era preciso ter computador - seria possível aceder ao serviço a partir de um McDonald's em Praga ou de um café em Taipé. Na manhã do lançamento, Bhatia e Smith levaram consigo "bipers" programados para, de hora a hora, lhes mostrarem o número de novos aderentes ao Hotmail. Os primeiros descobriram-no sozinhos, e depois começaram a enviar mensagens aos amigos. Na primeira hora, havia 100 utilizadores; na segunda, 200; na terceira, 250. A ideia era tão poderosa que 80% dos aderentes ao Hotmail disseram que tinham sido informados sobre ele por um amigo. O Hotmail introduziu o conceito de "marketing viral", em que cada mensagem enviada por um subscritor era, na verdade, um anúncio para quem a recebia.

Quando Sabeer voltou a contactar Doug Carlisle para dizer-lhe que "muito bem, agora precisamos do seu dinheiro", o Hotmail tinha 100 000 subscritores e a empresa estava avaliada em 18 milhões de dólares.

O Hotmail começou a enviar notícias e outros conteúdos pela Net para as caixas de correio electrónico dos seus subscritores. Isto não era nada de novo, mas a forma como o dinheiro afluía, essa, sim, era. Os fornecedores de conteúdos começaram por dizer: "Se quiserdes utilizar as nossas notícias, tereis que pagar." Porém, Bhatia tinha a posição contrária: os sites fornecedores de conteúdos é que teriam que pagar pelo privilégio de fazê-los passar no Hotmail. Surpreendentemente, conseguiu levar a sua avante, e dentro em breve o Hotmail estava a crescer tão depressa que alguns fornecedores de conteúdos não conseguiam dar resposta a todo o tráfico que lhes chegava via Hotmail.

Todas as manhãs, Jack Smith esquadrinhava a Internet à procura de concorrência. Passaram-se seis meses até aparecerem os primeiros.

Em Dezembro de 1997, Sabeer e o seu amigo Scott Weiss foram a um restaurante chinês em Palo Alto, na Califórnia, para assistir a uma apresentação de Jerry Yang, co-fundador da Yahoo! Yang falou sobretudo daquilo que passou a chamar-se, em estratégia na Internet, a "vantagem do pioneiro" (first-mover advantage) - o benefício decisivo de se estar no centro das atenções durante algum tempo. Yang disse que a Yahoo! conseguira três meses de avanço sobre o primeiro competidor. Essa vantagem, segundo ele, era responsável pelo facto de a Yahoo! ser até hoje o primeiro motor de busca da Internet. Bhatia arregalou bem os olhos quando compreendeu o que aquilo significava para ele.

Uma das suas preocupações fora sempre a de que o Hotmail fosse copiado. Ainda só tinha 25 empregados, a empresa era uma anã. Quando a promoviam junto dos potenciais investidores, a objecção que mais aparecia era: "O que é que impede a Microsoft de copiar o conceito e de comer-vos ao pequeno-almoço?" E enquanto trabalhavam para aperfeiçoar o sistema, os amigos abanavam as cabeças e sorriam, cépticos, pelas mesma razões: "É como conduzir um triciclo à frente dos faróis de um camião TIR."

Ao ouvir Jerry Yang, Bhatia inclinou-se para Scott Weiss e disse: "Nós temos um avanço de seis meses no nosso mercado. Vamos arrasar estes tipos."

Mais tarde, Bhatia disse a um jornalista: "Quando a Microsoft deu por ela, nós já tínhamos 6 milhões de utilizadores."

Quando a Microsoft apareceu com uma proposta para comprar o Hotmail, no Outono de 1997, veio com um pequeno exército. Seis executivos da empresa vieram de Redmond, no estado de Washington, e sentaram-se numa sala de reuniões em frente dos advogados da Hotmail. A oferta que fizeram a Bhatia poria dezenas de milhões de dólares no seu bolso. Ele rejeitou-a, e os homens da Microsoft saíram batendo com a porta. Uma semana mais tarde, estavam de volta, e assim por diante todas as semanas, durante dois meses.

Pediram a Bhatia que fosse a Redmond falar com Bill Gates, o fundador da Microsoft. No encontro, Gates começou a fazer-lhe perguntas. "Mas eram questões de estratégia absolutamente normais", diz Bhatia. "As mesmas que os investidores me tinham sempre perguntado. E, de repente, ocorreu-me que o Bill Gates também não era nenhum super-homem. Era de carne e osso, tal como eu." Ao perceber isso, ficou mais descontraído e confiante.

Fez um inquérito entre os seus investidores para ver que preço eles previam. O número de Doug Carlisle, 200 milhões, era o mais baixo. Em privado, Bhatia dizia, meio a brincar, que queria 1000 milhões de dólares. Assim, contestou os números de Carlisle: "Não achas que podemos conseguir mais do que isso?"

Carlisle riu-se e respondeu: "Sabeer, se conseguires chegar ao número que eu te disse, mando fazer-te uma estátua de bronze em tamanho natural e ponho-a na entrada da minha casa."

Bhatia propôs à Microsoft 500 milhões de dólares. "Está doido!", gritaram os negociadores. A tensão crescia, mas a Microsoft foi continuando a empilhar dinheiro na mesa: 200 milhões, 250, 300 milhões. Carlisle começou a dizer: "Vou encomendar a estátua!" Bhatia, que tinha o acordo da direcção da empresa para decidir sozinho, manteve-se firme: assim, não haveria negócio. Quando a equipa de negociação ofereceu cerca de 350 milhões, a maioria da direcção da Hotmail estava disposta a aceitar.

"Recusar essa oferta foi a jogada mais arriscada que já fiz", diz Bhatia. "Todos me tinham dito: 'Se deres cabo do negócio, a responsabilidade cai toda sobre a tua cabeça.'"

Na véspera do Ano Novo de 1997-98, foi anunciado um acordo. A Hotmail foi trocada por 2 769 148 acções da Microsoft, que valiam na altura uns impressionantes 400 milhões de dólares.

Doug Carlisl manteve-se fiel à sua palavra na história da estátua. Encomendou um busto a um escultor de Los Angeles, mas Bhatia recusou porque a sua mãe estava contra - dissera que, na Índia, só grandes homens como Gandhi é que eram homenageados dessa maneira. Bhatia manteve-se à frente da empresa depois de esta se tornar uma subsidiária da Microsoft Web Essentials. Nessa altura, a Hotmail tinha 144 empregados.

Apenas oito meses após o anúncio da véspera de Ano Novo, os 400 milhões pagos pela Microsoft pareciam já uma pechincha, sobretudo considerando que a base de utilizadores do Hotmail tinha mais que duplicado desde que a empresa fora comprada. Com 22 milhões de utilizadores activos, o Hotmail registava 125 000 novos utilizadores por dia. Bhatia construíra a base de utilizadores do Hotmail mais rápido que qualquer empresa de comunicação da História - mais que a CNN, mais que a America Online. Hoje, o Hotmail tem 67 milhões de utilizadores.

"Em retrospectiva", diz Steve Jurvetson, "não tenho a certeza de que 1000 milhões de dólares não fosse o preço adequado."

Assim, Bhatia teve sorte ou é um génio? Ele atribui o mérito à cultura do Silicon Valley. "Só no Valley é que dois tipos recebem 300 000 dólares para investir das mãos de alguém que acabaram de conhecer. Dois tipos de 27 anos que não tinham nenhuma experiência com produtos de consumo, nunca tinham criado uma empresa, nunca tinham dirigido ninguém, nem sequer tinham experiência em software. Tudo o que nós tínhamos era uma boa ideia."

Recentemente, no Silicon Valley, um empresário suíço, imigrante, negociava um financiamento com potenciais investidores. Já fora rejeitado por uma boa dúzia de firmas. Como é que não perdeu a coragem? "Ouvi dizer que o fundador do Hotmail foi rejeitado por uma vintena de investidores antes de conseguir financiamento", disse ele a um repórter. Depois, fez uma pausa, estirou-se na cadeira e disse, confiante: "Se pôde acontecer a ele, por que não a mim?"

Epílogo: Sabeer não podia manter-se muito tempo numa gaiola, mesmo de ouro. Em Março de 1999, deixou a Microsoft para criar uma nova empresa, a Arzoo.com, um site que põe em contacto especialistas das tecnologias da informação e empresas para resolver problemas de tecnologia associados à Internet. O seu objectivo é "criar a maior rede mundial de capital intelectual humano na Web".

 

 

Um ferro de engomar pesado não passa necessariamente melhor do que um leve. A temperatura e humidade correctas e uma base macia são muito mais importantes do que o peso do ferro.

Características úteis para ferros de engomar

Segurança

Um ferro com dispositivo de segurança será uma boa opção para quem for distraída ou tiver crianças em casa. Se o ferro for deixado assente sobre o descanso (parte de trás) ou a base, desligar-se-á automaticamente. Há modelos com um alarme sonoro. Vapor. Um ferro a vapor facilita a tarefa de passar a ferro tecidos amarrotados ou muito secos.

Os ferros a vapor podem geralmente ser também utilizados como se fossem ferros vulgares. Uma saída de vapor regulável permite-lhe ajustar a quantidade de vapor aos diferentes tecidos. Um jacto de vapor extra fornece a humidade necessária para desfazer vincos persistentes. Mas o vapor vai saindo com menos força à medida que o depósito de água se for esvaziando, pelo que este precisa de ser frequentemente atestado.

Base com revestimento especial

Uma base revestida com crómio, esmalte, aço inoxidável ou com uma substância antiaderente é sempre melhor para passar a ferro do que a vulgar superfície de alumínio, apesar de este ser mais leve. Uma superfície revestida significa que o ferro desliza mais facilmente sobre os tecidos.

Dispositivo anticalcário

Há ferros de engomar que funcionam com água da torneira, mas podem ficar obstruídos no caso de a água ser dura. Alguns modelos têm um dispositivo que amacia a água; nos outros poderá usar água destilada.

Ferros sem fio

Uma base ligada à corrente eléctrica carrega o ferro, mas este precisa de ser recolocado na base para manter a temperatura elevada. Escolha um modelo que tenha uma resistência de potência elevada para o ferro ser rapidamente recarregado.

Antes de usar o ferro pela primeira vez, espalhe um pouco de goma na base do ferro. Ligue-o na posição quente. Depois, faça-o deslizar sobre uma toalha áspera, mantendo-o bem esticado à volta da tábua.

Depósitos de fibras sintéticas queimadas

Limpe com bicarbonato de sódio ou um produto para bases de ferros. Limpe os ferros a vapor na vertical, apoiados sobre o Evite marcas de calcário nos tecidos. Podem formar-se depósitos calcários no ferro devido à evaporação da água da torneira durante a passagem a ferro.

Para os evitar, esvazie o reservatório enquanto o ferro ainda está quente e deixe-o na vertical sobre o descanso para que não pingue. Em zonas de água dura, utilize água destilada. Descalcificar o ferro.A menos que o seu ferro tenha um sistema de descalcificação, terá de o descalcificar regularmente se usar água da torneira par a o encher. Alguns modelos têm uma válvula amovível que atrai o calcário, e outros, uma parte amovível

Utilizar ferros a vapor

Use sempre água destilada caso viva numa zona de água dura. Pode tratar a água da torneira utilizando umas pastilhas próprias para a descalcificação da água. Não deve deixar água no depósito depois de usar o ferro — a água entupiria o ferro, encurtando-lhe o tempo de vida. Deve verificar o cabo do seu ferro regularmente. Substitua-o logo que observe sinais de desgaste. Um suporte adequado pode evitar o desgaste Deve manter a base do ferro limpa (v. página anterior).

Deve guardar o ferro em posição vertical sobre o descanso e não deve usar no seu ferro água destilada para baterias de automóveis ou água tirada do frigorífico — pode conter impurezas. Não deve encher o ferro a vapor com água quando estiver ligado — por uma questão de segurança, deve desligá-lo. Descalcifique ambas, pondo-as de molho em vinagre ou utilizando um produto próprio.

 

 

Só se decida a adquirir algum se estiver preparado para assumir a responsabilidade pela alimentação, companhia, exercício e saúde durante toda a vida do animal. Qual o melhor? Os cães e os gatos são desde há muito os preferidos, mas há muitas outras espécies que também se podem tornar bons animais de estimação. Baseie a sua decisão em considerações de ordem prática.

Qual o seu tempo disponível?

Cães
Um cão requer um empenhamento a tempo inteiro, não devendo ficar sozinho durante longos períodos durante o dia.

Gatos
Apreciarão a sua companhia, mas também ficam satisfeitos se tiverem que passar longos períodos do dia sozinhos.

Coelhos
É essencial alimentá-los duas vezes por dia e dar-lhes atenção. Quanto mais lhes pegar, melhor responderão ao seu afecto.

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Requerem alimentação e atenção pelo menos duas vezes ao dia.

Peixes
Terá de alimentá-los e verificar diariamente as condições do aquário em que vivem.

Pássaros
Devem ser alimentados diariamente e as suas gaiolas limpas a fundo pelo menos duas vezes por semana. Os papagaios apreciam especialmente a companhia humana.

Tartarugas
Prepare-se para gastar tempo a vigiar a alimentação e para manter o local em que vivem em perfeitas condições.

De que espaço pode dispor?

Cães
Não escolha um cão enquanto não souber onde e com que frequência lhe poderá permitir fazer exercício e como será possível eliminar os dejectos. Pense qual o grau de turbulência do animal de estimação que a sua casa e família poderão aguentar. Há cães de todas as formas e tamanhos, pelo que deve ser possível encontrar o adequado depois de a sua decisão ter sido tomada.

Gatos
Um gato é uma boa opção para pessoas residentes em apartamentos.

Peixes
Os aquários de casa e os lagos ao ar livre são adequados, mas os peixes não se desenvolverão bem numa pequena taça.

Pássaros
A gaiola deverá estar num local isento de correntes de ar.

Tartarugas
No Verão, pode deixá-las ao ar livre, mas no Inverno devem ficar em casa num ambiente aquecido, a menos que hibernem.

Quais os mais adequados para crianças?

Cães
As crianças muito pequenas podem não ser suficientemente fortes para “aguentar” um cachorro enérgico e brincalhão, por isso espere até que a criança tenha 3 anos. A atenção prestada a um recém-nascido também poderá provocar no cão ciúmes excessivos.

Gatos
As crianças de qualquer idade apreciarão um gato, mas deverão ser vigiadas enquanto pequenas para não o magoarem. Apesar de os riscos serem pequenos, será melhor não comprar um gato enquanto estiver grávida.

Coelhos
Animais de estimação ideais para crianças em idade escolar, que poderão cuidar deles sob supervisão dos adultos.

Porquinhos-da-índia,ratos,hamsters e gerbilos
Adequados para crianças responsáveis com mais de 6 anos ajudadas pelos pais.

Peixes
Adequados a todas as idades sob a supervisão dos pais.

Pássaros
Adequados a todas as idades sob a supervisão dos pais.

Tartarugas
Crianças responsáveis a partir dos 12 anos já serão capazes de tratar sozinhas de uma tartaruga — as crianças mais novas precisam geralmente de ser ajudadas pelos pais.

Custos

Cães
As raças grandes custam mais a manter, sob todos os aspectos, do que as pequenas. As despesas básicas para todos os cães incluem geralmente: preço de compra, consultas de veterinário, vacinas e reforços de vacina anuais, castração, seguro, estadas no canil durante as férias dos donos, alimentação.

Gatos
São geralmente menos dispendiosos do que os cães, mas mesmo assim será necessário comprar, alimentar, vacinar, castrar e levar ao veterinário e deixá-los em gatis durante as ausências dos donos. Os gatos mantidos dentro de casa terão menos problemas de saúde do que aqueles que podem deambular à vontade pela rua.

Coelhos
As despesas são relativamente baixas: alimentos comercializados para coelhos (os restos não são suficientes), gaiola, veterinário, cuidados durante as férias dos donos.

Tartarugas
Os custos são variáveis, dependendo do tipo adquirido.

Qual o seu grau de mobilidade?

Cães
Para pessoas que não podem sair de casa, um cão representa uma óptima companhia, criando nelas o sentimento precioso de que são necessárias a alguém. No entanto, será preciso recorrer a alguém que saia com o cão. Se comprar um cão adulto, poderá saber de antemão qual o grau e frequência de exercício que ele requererá.

Gatos
Um dos melhores animais de estimação para quem está doente ou não se pode mover com facilidade. A sua natureza independente e asseio natural significam que incomodam menos que um cão e que não precisam de ser exercitados.

Coelhos
A mobilidade do dono não é importante, excepto no que se refere à limpeza da coelheira.

Porquinhos-da-índia,ratos,hamsters e gerbilos
A mobilidade dos donos é de pouca importância.

Pássaros
A mobilidade dos donos é pouco importante.

Tartarugas
A mobilidade dos donos é pouco importante.

 

 

Os cortesãos lançaram olhares curiosos pela mesa real, a única em que iria ser apresentada uma nova e rara iguaria. Carlos II, rei de Inglaterra, observou o criado que lhe servia uma generosa porção de um creme gelado a que juntava morangos. O rei provou o “creme gelado” e, em seguida, comeu-o com óbvios sinais de satisfação.

Corria o mês de Maio de 1671; esse banquete, que reunia os membros da Ordem da Jarreteira em Windsor, terá sido a primeira ocasião em que se serviu gelado em Inglaterra. O gelado tinha já uma história longa.

Segundo alguns relatos não comprovados, a receita para esta iguaria terá sido trazida da China para Itália por Marco Polo no século XIII. Já no século VIII a. C. os Chineses tinham descoberto a forma de conservar o gelo para ser usado durante o Verão. Os seus primeiros sorvetes eram feitos com neve e gelo naturais, guardados em armazéns especiais — em muitos casos, poços fundos — e misturados com sumos de frutos. Também na Europa foram edificados armazéns para guardar o gelo natural até à descoberta de uma forma de o fabricar.

A técnica de manufacturar neve e gelo

A grande descoberta dos sábios árabes foi a adição sal ao gelo para se obterem temperaturas abaixo do ponto de congelação. Quando se acumulava água salgada congelada em volta de um recipiente com uma mistura de creme, a mistura congelava; em contrapartida, o gelo de sem sal derretia-se em muitos casos antes do sorvete atingir a temperatura de congelação.

 

 

Esta arte data do século XIII,e ainda hoje se encontram árvores vivas que se pensa terem cerca de 500 anos de idade. Podemos encontrar árvores em forma de bonsai nos viveiros e nas lojas da especialidade. Nem aquelas nem as obtidas pelo amador a partir de sementes suportam estar muito tempo dentro de casa,pelo que deve colocá-las numa varanda ou num terraço.

A criação dos bonsais é o aspecto mais interessante desta cultura, sendo por isso preferível obter as plantas por sementeira.As árvores de folha caduca e crescimento lento,como o carvalho e o ácer,são boas para produzir bonsais,mas os arbustos de folhagem persistente (cotoneáster,piracanta) são os mais utilizados,à semelhança do que sucede também com as coníferas.

Como cuidar de bonsais obtidos de semente

Encontram-se por vezes em jardins, sebes e matas jovens árvores nascidas de semente que apresentam interessantes formas nodosas. Desenterradas e transplantadas com precaução, essas arvorezinhas serão formadas e criadas segundo o aspecto desejado. Outra possibilidade consiste na sementeira,no Outono, num tabuleiro cheio com substrato para viveiro. Disponha as sementes sobre o substrato e cubra-as com uma camada deste com o dobro da sua espessura. Coloque o conjunto ao ar livre, em local à sombra e abrigado,ou num estufim frio até à germinação.De um modo geral, esta ocorrerá na Primavera seguinte, enquanto os freixos, o azevinho e o espinheiro-alvar podem levar dois anos a germinar.

Conserve o substrato húmido. Quando as arvorezinhas semeadas atingem 3 –4 cm de altura,devem ser colocadas em vasos separados 8 – 10 cm com substrato de cultura em local abrigado ao ar livre. No Outono seguinte,plante as jovens plantas em boa terra de jardimou mude-as para vasos de 15 –18 cm com o mesmo substrato de cultura. Enterre os vasos em turfa ou cinza ao ar livre em local abrigado.

Nesta fase,já se podem começar a dar formas torcidas aos caules. Para tanto, enrole cuidadosamente um arame fino à volta dos caules e ramos de cada planta e dobre-os em direcção ao solo. Mantenha-os bem presos por um cordel ou arame atados ao rebordo do vaso. Decorrido um ano,a curvatura do caule e ramos será permanente,o que permitirá retirar o arame. Quando o caule atinge entre 1 e 1,5 cm de diâmetro, corte-o no Inverno a 10 – 15 cm da base;no ano seguinte,aparecerão rebentos laterais. No fim do período de vegetação, pode drasticamente todas as raízes grossas, deixando só as raízes mais novas,ricas em pêlos absorventes.

Plante as árvores em substrato de cultura colocado em vasos mais pequenos,de modo a alojar à justa as raízes conservadas. A fim de conferir uma forma nodosa ao tronco, deixe que as raízes mais altas ultrapassem nível do composto.Escolha ainda as melhores ramificações para fazer as guias, suprimindo as outras.

Formação inicial dos bonsais

Obtém-se a aparência caracteristicamente nodosa dos caules e ramos utilizando uma «armadura »metálica quando as árvores ainda se encontram em vasos normais. Encurte os rebentos laterais se forem demasiado compridos e em seguida enrole cuidadosamente à sua volta arame flexível,começando pelo ponto do caule principal de onde partem. Não aperte demasiado o arame, o que poderia interromper gravemente o fluxo de seiva em direcção aos rebentos, provocando-lhes a morte. Rodeie assim todos os ramos antes de os inclinar e lhes conferir a forma desejada; prenda-os a um cordel atado sob o rebordo do vaso. Ao fim de um ou dois anos,os ramos terão adquirido a sua forma definitiva. Retire então os arames.

Plantar bonsais em recipientes pouco fundos

Qualquer recipiente de 5 cm de fundura e provido de orifícios de drenagem é adequado à cultura dos bonsais.Também se encontram à venda no mercado recipientes envernizados com quatro pés e com orifícios de drenagem, especialmente concebidos para o efeito. Comece por colocar no fundo do recipiente uma fina camada de cascalho e, no meio deste, ponha um ou dois pedaços de carvão; em seguida, cubra o cascalho com uma camada de substrato de 2 cm de espessura.

Desenvase a planta formada em bonsai;esboroe e retire a terra agarrada às raízes,e corte a todas as raízes demasiado compridas pelo menos um terço do seu comprimento. Incline ligeiramente a planta, pousando-a sobre o substrato,de tal modo que as raízes fiquem bem espalhadas.Junte mais substrato,mas deixe algumas raízes à vista à superfície. Compacte o substrato com os dedos. Pode utilizar pedras para segurar o caule da planta, bem como para manter as raízes no seu lugar. Regue ligeiramente a terra após a plantação.

Como cuidar e reenvasar bonsais

Os bonsais são cultivados ao ar livre durante todo o ano.Apesar de não serem plantas de interior,podem ser colocados dentro de casa durante uma semana,de vez em quando,em local fresco e luminoso. É importante manter o substrato permanentemente húmido regando do alto.Faça-o com uma frequência máxima de uma vez por dia no Verão. Os bonsais são árvores rústicas, pelo que não carecem de protecção durante o Inverno. No entanto, é aconselhável colocá-los com o seu recipiente em areia ou turfa num estufim frio bem arejado durante os meses de Inverno. Isso evita que os recipientes envernizados sejam dani ficados pelo gelo. Como os bonsais são cultivados em vasos pouco fundos com vista à redução das raízes, é fraca a sua nutrição através do solo.Assim,é preferível reenvasá-los todos os anos, na Primavera, em solo novo. Se necessário, poderá nessa altura encurtar as raízes, cortando-lhes N do comprimento, e podar os ramos principais.

 

 

Se quiser pode alugar uma câmara de vídeo a determinada taxa diária, com reduções de preço para períodos mais longos. Informe-se sobre o seguro — faça o seu próprio seguro se não estiver incluído no aluguer. Reserve-a cedo para festas de anos e em épocas de grande procura, como, por exemplo, na quadra do Natal. Treine-se usando a máquina antes do dia em que quer filmar. Veja se as pilhas estão carregadas antes de usar a câmara. Se utilizar uma câmara com um formato (VHS-C ou V8) diferente do seu gravador de vídeo, não se esqueça de passar as gravações para uma cassete adequada antes de devolver a câmara. A transferência faz-se passando o filme na câmara enquanto o grava de novo com o seu próprio gravador de vídeo precisará assim de um cabo condutor adequado.

 

Utilizar uma câmara de vídeo Deve reduzir a instabilidade da câmara encostando-se a qualquer apoio — parede, tejadilho de carro, postes ou bancos de rua — enquanto filma. Deve procurar sempre um objecto em movimento que possa seguir com a câmara — por exemplo, um barco, um veículo ou um animal. Deve filmar a partir de veículos em movimento, mas não ande enquanto filma — provocaria oscilação da câmara. Não deve filmar sequências de 10 segundos de objectos parados. Se os objectos filmados não se moverem, crie o movimento utilizando o zoom da sua câmara ou filmando em panorâmica.

Para uma melhor iluminação Lâmpadas mais fortes. Mesmo utilizando lâmpadas vulgares nos candeeiros da sua casa, contribuirá para melhorar as cenas de interior. No entanto, tenha cuidado no que se refere à utilização de lâmpadas para filmagens de uso profissional em candeeiros vulgares — podem aquecer excessivamente ou até mesmo disparar ou fundir o quadro eléctrico.

Orientação das luzes. Utilize iluminação orientável — de candeeiros de mesa ou de pé — para criar o efeito desejado.

Luz proveniente de janelas Quando filmar dentro de casa aproveitando a luz do dia, mantenha a janela por detrás de si. Sol por cima do seu ombro. Ao ar livre, mantenha o sol por de trás de si, de preferência sobre um dos seus ombros.

Não tenha medo do escuro O ponto culminante das festas de anos de crianças é o soprar das velas. Apague as luzes da sala e filme à luz das velas. Peça a alguém que vá aumentando a intensidade das luzes devagarinho (se tiver um interruptor com reóstato) quando todas as velas tiverem sido apagadas — mas só depois de alguns segundos de escuridão.

Como editar um filme de vídeo Utilização do camcorder.

Pode editar uma fita de vídeo copiando de uma fita para a outra, utilizando o camcorder e um gravador de vídeo. O original fica intacto e é possível experimentar várias vezes sem correr riscos e a custo reduzido. Consola própria.As consolas para edição de vídeo tornam o trabalho mais fácil, mas são caras — informe-se se pode alugar uma.

Filme “sobresselente ”. O som “ao vivo” é muitas vezes estragado por conversas aos gritos entre quem filma e o “actor” do filme. Substituí-las por música pode resultar, mas por vezes pode tornar-se demasiado artificial. Tente gravar alguns segmentos de filme com os sons de fundo, que poderão ser utilizados em sobreposição àquelas conversas.

Colocação dos altifalantes Aposição dos altifalantes pode afectar o som que emitem. Faça várias tentativas, deslocandoos de um lado para o outro, até obter os melhores resultados, tendo em conta os seguintes princípios: Base sólida.A fim de evitar a vibração, não se limite a colocar os altifalantes sobre o tapete ou a alcatifa. Coloque-os sobre estruturas metálicas próprias cujos pés, com pontas de ferro, atravessem o tapete, chegando ao pavimento sólido.

Movéis e revestimentos. Cortinados, estofos e alcatifas absorvem as frequências mais elevadas. Coloque os altifalantes longe dos cortinados.

Paredes. Se encostar um altifalante a uma parede, esta reflecte as frequências mais baixas, tornando ainda mais profundas as notas graves. Se o colocar no canto da sala, esse efeito será ainda mais pronunciado. Para o reduzir, afaste os altifalantes cerca de 60 cm da parede.

Altifalantes a um nível mais elevado. Para aumentar a clareza dos sons agudos, coloque os altifalantes em estantes ou prateleiras, de modo que os tweeters (cones que emitem os sons agudos) fiquem ao nível dos ouvidos do ouvinte sentado ou a nível mais elevado. Aproxime os tweeters. Se colocar os altifalantes deitados — numa prateleira, por exemplo —, coloque-os de maneira que os cones dos sons agudos fiquem o mais próximo possível. Estes cones, ou tweeters, são os mais pequenos nas colunas de duas ou três vias. São os que estão mais perto do topo da caixa — podem ver-se quando se retira a rede que cobre a parte da frente do altifalante.

Ligação dos diversos elementos Gira-discos. Ligue o gira-discos ao amplificador apenas através da tomada correcta (que terá a indicação PHONO, DISC ou GRAM). A tomada pré-amplifica o sinal fraco emitido pela gravação. Leitor de compact discs.Se o seu amplificador não dispuser de tomada de entrada para CD ou AUX, utilize a tomada indicada para o sintonizador ou leitor de cassetes. Não utilize a tomada do gira-discos (PHONO) — provocaria distorções sonoras graves.

 

Antena para sintonizador A melhor qualidade de reprodução disponível a partir de um sistema áudio de gama média é habitualmente conseguida através do sintonizador de rádio FM, pelo que vale a pena comprar uma boa antena de rádio. Se tiver um sótão, pode montar aí a antena, ligando-a ao cabo da antena de televisão para reduzir o número de fios.

 

 

O indispensável.

Poupe tempo concentrando-se apenas nas limpezas essenciais nas zonas mais à vista, como a entrada ou os tapetes da sala.

O essencial

Se espera visitas e tem pouco tempo, pode criar um ambiente agradável acendendo velas, diminuindo as luzes eléctricas e fazendo um prato que sabe que é apreciado. Não se esqueça de que a boa companhia é, sem dúvida, o mais importante para que todos se sintam bem.

Respeite as prioridades

Depois de tratar das coisas básicas, como limpar a casa de banho, concentre-se naquilo que mais se vê. Limpe o pó da sala e dê uma arrumação rápida.

Pequenos truques

Dê à sua casa um aspecto cuidado e arranjado. Se tem tapetes com franjas, por exemplo, “penteie” as franjas com uma escova para que se mostrem arranjadas; endireite as almofadas do seu sofá e, se for possível, ponha flores na sala. Os seus convidados partirão certamente com uma ideia agradável da sua casa.

Um último olhar

Para uma limpeza de última hora da casa de banho depois de a família a usar, passe rapidamente nas superfícies um produto para limpeza de vidros e uma toalha de papel. Veja se a sanita está limpa e puxe mais uma vez o autoclismo.

 

 

O indispensável.

Poupe tempo concentrando-se apenas nas limpezas essenciais nas zonas mais à vista, como a entrada ou os tapetes da sala.

O essencial

Se espera visitas e tem pouco tempo, pode criar um ambiente agradável acendendo velas, diminuindo as luzes eléctricas e fazendo um prato que sabe que é apreciado. Não se esqueça de que a boa companhia é, sem dúvida, o mais importante para que todos se sintam bem.

Respeite as prioridades

Depois de tratar das coisas básicas, como limpar a casa de banho, concentre-se naquilo que mais se vê. Limpe o pó da sala e dê uma arrumação rápida.

Pequenos truques

Dê à sua casa um aspecto cuidado e arranjado. Se tem tapetes com franjas, por exemplo, “penteie” as franjas com uma escova para que se mostrem arranjadas; endireite as almofadas do seu sofá e, se for possível, ponha flores na sala. Os seus convidados partirão certamente com uma ideia agradável da sua casa.

Um último olhar

Para uma limpeza de última hora da casa de banho depois de a família a usar, passe rapidamente nas superfícies um produto para limpeza de vidros e uma toalha de papel. Veja se a sanita está limpa e puxe mais uma vez o autoclismo.