Notas de Lazer 5

 

 

Se Dickens fosse vivo, talvez reescrevesse o Cântico de Natal. E o avarento Scrooge perderia de vez a esperança no Natal ao vê-lo transformar-se numa sessão de abertura de pacotes, fitas e papéis por todo o lado e prendas mal descobertas e já ignoradas e postas de lado.
Se o Natal é das crianças, leve-as a participar. Enfie umas botas e vá com elas ao campo apanhar musgo e barro para as figurinhas do presépio. Mas não toque no azevinho, cujo corte é proibido por estar em risco de desaparecimento. Em vez disso, plante-o à beira de casa. Se a semente for lançada num bom solo, com humidade e muita sombra, vê-lo-à crescer alguns centímetros todos os anos. Pode chegar a atingir 10 m de altura e viver centenas de anos. As árvores de Natal também é melhor «colhê-las» num supermercado para não danificar a floresta.
Leve-os a ateliês. A Casa, Museu Marta Ortigão, no Porto (226 066 568), promove um ateliê de presépios de pano (a partir dos 10 anos) e outro de postais de Natal (dos 4 aos 10 anos). E o Instituto Português de Museus (213 650 800) lançou o programa «Famílias nos Museus»: 76 ateliês pedagógicos (gratuitos) envolvendo 8 museus - Museu Nacional de Arqueologia, Museu Nacional de Arte Antiga, Museu Nacional dos Coches, Museu Nacional de Etnologia (Lisboa), Museu de Cerâmica, Museu de José Malhoa (Caldas da Rainha), Museu da Guarda e Museu de Alberto Sampaio (Guimarães).

 

 

Esqueça o carro e as «bichas» na Ponte 25 de Abril. Leve a bicicleta e aventure-se por estes destinos.

Tróia

Apanhe o comboio na Gare do Oriente em direcção a Alcácer do Sal. Aí, meta pela estrada nacional na direcção de Tróia e escolha um destes três percursos pedestres sinalizados:

Cachopos
Partindo da EN 253 (Alcácer do Sal – Comporta), ao km 13 deve virar à direita para Cachopos. O percurso atravessa salinas, arrozais e pinhais. Trilho plano

Moinho da Murta
O percurso tem início no moinho, que tem um marco geodésico e um ninho de cegonha. Trilhos de areia

Comporta
O percurso começa na margem esquerda do Sado, a norte da Comporta, em direcção ao sapal da Carrasqueira, passando pela Estação Arqueológica do Cambado.

Setúbal

No Terreiro do Paço apanhe o barco para o Barreiro. Aí apanhe o comboio da linha do Sado até Setúbal. Siga o antigo troço da linha-férrea até ao Centro de Interpretação da Natureza do Zambujalinho e escolha um dos dois itinerários sinalizados:

Mourisca
O percurso tem início na Herdade da Mourisca na margem direita do Sado. Atravessa áreas florestais e hortas. Pode visitar o moinho de maré, o porto palafítico, antigas salinas e barcos tradicionais do Sado. Pode também viajar no barco Paulinha da Reserva Natural.

Gambia
Na margem direita do Sado, o percurso começa numa estrada de terra batida que atravessa um pinhal perto do Parque de Campismo da Gambia e vai até ao Pontal dos Musgos. Passa pelo antigo porto de pesaca artesanal. Observação de aves no Sapal

Mais informações na sede da Reserva Natural do Estuário do Sado
(tel: 265 541 140 e www.icn.pt)

 

 

No Portugal dos Pequeninos as crianças têm diversão garantida durante algumas horas. Os monumentos mais famosos do país foram reproduzidos, à escala infantil, neste parque. É uma boa forma de as crianças ficarem a conhecer as casas tradicionais de cada região e os usos e costumes das antigas colónias de África, bem como do Brasil, Macau e Índia. Também é possível visitar, no mesmo espaço, os museus do Traje, da Marinha e do Mobiliário. Portanto, trata-se não só de um excelente espaço lúdico, mas também didáctico.

Chegado a Coimbra atravesse a Ponte de Santa Clara e siga, pela Avenida João das Regras, até ao Rossio de Santa Clara. Aí o Portugal dos Pequeninos está a vossa espera.

Consulte horários e preçosactualizados no site http://www.portugaldospequenitos.pt

 

 

O ACP criou um serviço, o ACP Noite (tels: 707 200 262; 707 509 510), que funciona as 24 horas do dia, fornecendo um condutor – popularizado como o «Gregório» – para o proprietário do veículo e seus acompanhantes para qualquer destino na região da Grande Lisboa (concelhos de Lisboa, Sintra, Oeiras, Cascais, Almada e Costa da Caparica). Está prevista a extensão do serviço à região do Porto. O seu custo varia em função das zonas (Lisboa 15 euros, entre Cascais e a Costa da Caparica, 48,10 euros).

Para usar os serviços do Gregório não é necessário ser sócio do ACP.

 

 

O Parque Natural do Vale do Guadiana abrange uma zona riquíssima em valores naturais: as planícies, onde se encontram as culturas de sequeiro, os estevais e os montados de azinho; as elevações quartzíticas das serras do Barão e de Alcaria, e os vales encaixados do rio Guadiana e dos seus afluentes - as ribeiras de Terges, O eiras , Limas, Carreiras e Vascão -, com margens escarpadas e belíssimos matagais. É no coração deste parque, num dos troços mais selvagens do rio Guadiana, que se localiza um espantoso acidente geomorfológico conhecido pelo nome de Pulo do Lobo. Depois de uma visita ao centro histórico de Serpa, nada melhor do que aventurar-se à sua descoberta e fruir de um magnífico dia de campo.

Quem está à espera de uma queda-d'água espectacular pode ficar desiludido: o que torna único este lugar não é a queda em si, mas o conjunto que forma com o pego dos Sáveis e a «corredoira», cavados no antigo leito do rio. Quando, pela margem esquerda, nos abeiramos das plataformas-miradouros que o antecedem, é tão inesperado, agreste e estranho o cenário que nos é oferecido que o primeiro desejo é querer compreender. Como a história geológica se processa a uma escala temporal sem paralelo com a nossa humana dimensão, temos que fazer um esforço. Imaginemos a Terra no fim da última glaciação – a glaciação de Wurm -, quando se registou um abaixamento do nível das águas do mar. No que então seria a foz do Guadiana formou-se uma queda. Ao longo de milhares de anos, esta queda foi recuando por acção de um movimento de erosão recessiva de jusante para montante. No antigo leito do rio, esta erosão cavou um leito novo, claramente visível do nosso miradouro e a que o povo chama a «corredoira». Mas num dado momento deste trabalho erosivo surgiu um obstáculo: os grauvaques da zona do Pulo do Lobo, formações de xisto com intrusões quartzíticas, mais duras, impediram o avanço da queda, conduzindo a força das águas a arredondar o local da sua zona inferior. Surgiu o pego dos Sáveis, alegria dos pescadores.

O acesso a este local tem sido facilitado. Pela margem esquerda, onde melhor se observa a «corredoira», toma-se a estrada de Serpa para Mértola e, chegando a Vale do Poço, só tem que seguir-se a sinalização. A estrada não está completamente alcatroada. Caso as indicações no caminho de terra não sejam suficientes, o importante é seguir sempre pelo principal e mais rodado até se atingir a primeira plataforma. A partir daí, caberá a cada um optar por descer ou não até à segunda e, desta, aventurar-se a pé até ao rio para ver a queda, incursão que vivamente se desaconselha a pessoas pouco experientes e que viajem com crianças.

O miradouro sobre a queda, com protecções, situa-se na margem direita, com acesso sinalizado a partir da povoação de Corte Gafo, a norte de Mértola.

 

 

Na própria urbe, para além da sua graça tão peculiar e da entrada obrigatória na Basílica Real, terá que visitar-se o Núcleo Arqueológico de Cortiçol, onde hoje se expõe uma das maiores colecções mundiais de lucernas, datáveis entre os séculos I e III d. C. Perto, na Herdade de Vale Gonçalinho, os amantes da avifauna das estepes têm à sua disposição equipamento e guias para observação de aves (contacto: LPN, Centro de Educação Ambiental, tel. 286 328 309). Um pouco mais longe, quem sonha subir o Evereste poderá experimentar a sensação de «tecto do Mundo» a uns escassos 276 m de altitude. O caminho é simples: saia de Castro Verde em direcção a Mértola e, imediatamente a seguir à povoação de São Marcos da Ataboeira, vire à esquerda para o lugar do Salto. A aventura começa nesta estradinha, com um impecável tapete de alcatrão e largura à justa para escapar à vertigem de alguns taludes. Chegando ao Salto, o melhor é perguntar como está o caminho de terra para a Ermida da Senhora de Araceli e tomar decisões. São cerca de 3 km, e só faz bem andar a pé à conquista do Mundo que este ponto «alto» oferece de mão beijada. Se for Inverno e tiver binóculos, reze no altar do céu para que a sorte lhe bafeje o dia: com boa luz e paciência, para além da terra inteira, ainda pode ver a abetarda, o sisão, o milhafre-real, a tarambola-dourada, a coruja-do-nabal, e muitos outros mais...

 


 

Eis os resultados, de cima para baixo, dos piores para os melhores:

Balança: 23 Set.-22 Out.
Personalidade: Indeciso; procura consensos; namoradeiro.
Condução: Falta de capacidade para tomar decisões instantâneas para evitar colisões
Ignora as regras de trânsito, especialmente os limites de velocidade.
 

Aquário: 20 Jan.-18 Fev.
Personalidade: Teimoso; rebelde; informal.
Condução: Ignora as regras de trânsito, especialmente os limites de velocidade.
 

Carneiro: 21 Mar.-19 Abr.
Personalidade: Arriscado; impulsivo; infantil.
Condução: Quer ganhar-lhe a corrida quando o semáforo passa a verde.
 

Peixes: 19 Fev.-20 Mar.
Personalidade: Sonhador; teatral; vulnerável.
Condução: Distraído; tendência para fúrias ao volante e colar-se à traseira dos outros.
 

Escorpião: 23 Out.-21Nov.
Personalidade: Vingativo, possessivo; força de vontade.
Condução: Pode persegui-lo se se meter à sua frente na «sua» faixa.
 

Touro: 20 Abr.-20 Mai.
Personalidade: Cauteloso, decidido; teimoso.
Condução: Tendência para acelerar quando vê um sinal vermelho; não cede a passagem.
 

Sagitário: 22 Nov.-21 Dez.
Personalidade: Falador; independente; viajante.
Condução: Discute com a Polícia; condução nos limites; fala ao telefone enquanto conduz.
 

Capricórnio: 22 Dez.-19 Jan.
Personalidade: Objectivo; astuto; tradicional
. Condução: Tão concentrado no destino que ignora limites de velocidade e sinais de trânsito.
 

Virgem: 23 Ago.-22 Set.
Personalidade: Analítico; céptico; tímido.
Condução: Concentra-se nos pormenores (um coelho), em vez de no essencial (uma lomba).
 

Caranguejo: 22 Jun.-22 Jul.
Personalidade: Humores variáveis; cuidadoso com a família.
Condução: Considera os outros condutores a sua «família alargada»; manobra com rapidez.
 

Gémeos: 21 Mai.-21 Jun.
Personalidade: Vigilante; adaptável; curioso.
Condução: A necessidade de estímulos mentais ajuda-o a detectar alterações no trânsito.
 

Leão: 23 Jul.-22 Ago.
Personalidade: Generoso; egotista; optimista.
Condução: Procura ser um condutor exemplar e ser respeitado por isso.




 

Isto coloca Portugal no topo da lista dos países europeus que mais exportam profissionais talentosos, deixando grande parte das empresas a braços com a escassez de talentos.

Esta é uma das principais conclusões de um estudo da Deloitte feito em 1396 organizações de 60 países. Algumas outras conclusões desse estudo: 87% das empresas portuguesas não conseguem reter colaboradores-chave. 63% das organizações não conseguem atrair novos talentos. 63% das organizações receiam escassez de chefias nos próximos 3 a 5 anos. Eis o que pode fazer para captar e conservar esses profissionais talentosos:

Saiba conhecê-los.

Ser ouvido A primeira regra para reter uma pessoa que acrescenta valor à sua empresa é ouvi-la. Saber quais são as suas expectativas em relação ao trabalho que desenvolve e o que nele considera mais importante.

Desafios permanentes Um talento fascina-se com os desafios que terá que resolver e ultrapassar no seu trabalho. Isso é vital para a sua ligação à empresa.

Reconhecer qualidades na chefia Pessoas valiosas gostam de chefes competentes, que estejam abertos ao diálogo, à comunicação interna e à autonomia de papéis.

Valorização profissional Um talento só se mantém na organização se tiver a percepção de que o seu trabalho lhe permite crescer e valorizar-se profissionalmente.

E conservá-los.

Tratamento personalizado Os talentos devem ser geridos individualmente e com planos de carreira à sua medida.

Ambiente de aprendizagem permanente Um talento é ávido de novos conhecimentos e da sua aplicação. Para ele é imperativo sentir que evolui e está inserido num contexto de aprendizagem permanente.

Cultura organizacional É essencial que a cultura da organização lhes permita a criação de redes de contacto e parcerias internas e externas.

 


 

Situada maioritariamente em terras de Avis, a Barragem do Maranhão foi construída em 1957 para aproveitar as águas das ribeiras de Seda, de Avis, de Sarrazola e do Alcôrrego.
Com a profundidade média de 11 m ao nível do pleno armazenamento, a vida moderna tornou-a apetecível para o lazer e as actividades ao ar livre. Surpreenda a família e os arnígos pegando na prancha de windsurf, no barco à vela ou na canoa, nos esquis ou na cana de pesca e informe que vai para o meio do Alentejo.

Além dos desportos náuticos desejavelmente não-poluentes, pode ainda dedicar-se a pescar a boga e a carpa, o achigã e a perca-sol, o barbo e o bordalo, bem como a caçar em reservas associativas ou turísticas. Os passeios na envolvente da linha de água e a observação de espécies constituem uma actividade relaxante e enriquecedora para os amantes da Natureza.

Mesmo que tenha vindo só atraído pelo património natural, aproveite e conheça o valioso património construído existente na região. Na vila, que deu o nome à Ordem de Avis no século XIII, ainda encontra parte do Convento de São Bento, o Museu Etnográfico e o Poço da Ordem (século xv), a igreja matriz (séculos XV-XVII) e o pelourinho (século XVI), a Igreja da Misericórdia e os Paços do Concelho (século XVIII).

A 7 km, em Benavila, a Capela de Nossa Senhora de Entre-Águas é uma construção popular do século xv que encanta pela simplicidade. Provavelmente erguida sobre urna capela paleocristã, com um Cristo em glória, maneirista, este espaço sagrado remontará ao culto pagão das águas, entretanto cristianizado. Em Ervedal, na igreja matriz merecem destaque a talha dourada, o São Sebastião, do século XV, e o São Barnabé, barroco.

Mas nem só de água vive o homem, e a Fundação Abreu Calado produz um vinho muito recomendável. Com ele poderá acompanhar os pratos do peixe que pescou na albufeira, além dos pratos de caça, rnigas ou ensopado de borrego que os restaurantes se esmeram em lhe oferecer. Descubra ainda o artesanato de couro, madeira ou cortiça e leve urna agradável recordação do tempo que aqui passou.

 

 

Fronteira política entre os dois países ibéricos, o território do Tejo Internacional constitui importante santuário biológico de união peninsular. Por um vale de natureza xistosa, o rio corre lento em tons dourados que recordam a sua antiga designação de Aurifer (de ouro) dada pelo historiador romano Plínio.

Descrição:

Nas suas alcantiladas margens fervilham várias comunidades de aves que escolheram o protector isolamento da área para nidificar. Grifos, abutres-do-egipto, águias-reais, cujos voos enchem as águas de sombras, podem aqui observar-se. No Inverno, as reentrâncias das ravinas protegem aves aquáticas oriundas de outras paragens: patos-reais, mergulhões e corvos-marinhos, que, com o seu crocitar, cortam a névoa do rio.

O relevo da área é ondulado e suave até ao Tejo, coberto por velhas azinheiras, alguns sobreiros e manchas coloridas de matorral. Os solos, pela sua natureza essencialmente xistosa, foram padrastos para o homem, e, passada a euforia das campanhas do trigo, nos anos 30, e a ilusão dos eucaliptos, apresentam-se esqueléticos e em erosão contínua.

Nas zonas próximas das margens do Tejo, todas as Primaveras, o maquis mediterrânico explode numa profusão de aromas e de cores. Estevas, tomilhos, medronheiros, rosmaninhos, alecrins, roselhas, pilriteiros, dedaleiras, jasmins, murtas são algumas das plantas a descobrir pelos seus tons e cheiros.

A Primavera ou o Outono são as épocas aconselhadas para a descoberta da Reserva Natural do Tejo. As altas temperaturas que se fazem sentir durante o prolongado, seco e escaldante Verão, que uniformizam o tom da paisagem raiana, não motivam o visitante.

Para visitar esta reserva:

Os acessos ao Tejo internacional são de terra batida: prepare-se para encontrar algumas dificuldades de orientação, pelo que para visitar esta reserva entre em contacto com o núcleo da Quercus pelos telefones 072-93113 ou 077-47196. A Quercus fornecer-lhe-á todas as indicações, precauções e normas para uma visita segura e proveitosa.

O visitante poderá deslocar-se de carro ou de bicicleta. No primeiro caso, parta do Rosmaninhal com o seguinte percurso: Soalheiras, Couto dos Correias e Cegonhas Novas. De bicicleta, e também partindo da aldeia do Rosmaninhal, siga para a Cubeira, daí desça até às Soalheiras. Aqui poderá aproximar-se a pé do posto de observação de aves no alto da encosta que corre para o rio.

O regresso ao Rosmaninhal faz-se pelo Couto dos Correias em direcção a Cegonhas Novas. O visitante encontrará aldeias em desertificação. Outra opção de percurso é a visita à Herdide da Poupa, zona de caça turística, onde poderá observar grupos de veados e de javalis no seu habitat natural.

 

 

Comece o passeio na Praça do Município, dominada pela silhueta do antigo pelourinho (que conserva a coroa e as hastes de ferro do século XV), e suba as escadinhas que dão acesso à Rua das Portas de Loulé. Se a subida não o cansou, pode trepar nova escadaria, esta para a Biblioteca Municipal, instalada na torre norte da muralha, até porque a vista não o desiludirá.

De regresso à mesma rua, encontrará ao cimo o Museu de Arqueologia, que se estrutura de forma hábil em torno de um poço-cisterna árabe do século XII. Ao longo de quatro pisos estão documentadas sucessivas épocas, desde o Neolítico à ocupação romana, ao período árabe e à época medieval.

Se subir ao último piso, terá uma panorâmica completa sobre o poço-cisterna e o vizinho troço da muralha, do tempo dos Almóadas (resto da cerca que protegia a medi na árabe). Prossiga a ascensão, agora por ruas mais largas, apanhando a Rua da Sé, bordejada por casas típicas.

A antiga sé (antiga, já que a sede da diocese viria a passar para Faro no século XVI com o acentuar da decadência de Silves), que encontrará à direita, terá sido construída sobre a antiga mesquita após a vitória cristã. Alvo de sucessivas reconstruções (uma quase de raiz no reinado de D. Afonso V e outra após o terramoto de 1755), conserva no essencial a traça gótica, sendo notável a cabeceira, toda ela revestida exteriormente pelo grés vermelho da região. Do outro lado da praça, a Igreja da Misericórdia, do século XVI, marcadamente manuelina. Resta a ascensão final até ao castelo através das calçadas medievais e da Rua do Castelo.

O castelo já não terá a dimensão dos tempos áureos da presença árabe, quando Silves era chamada a «Bagdade do Ocidente». Mas mantém as muralhas de grés e taipa, cujo tom avermelhado contrasta com a brancura do casario. Vale a pena fazer o perímetro da muralha existente, pois terá sucessivas panorâmicas sobre a cidade e o rio Arade.

Curiosidades a descobrir no espaço intramuros: a estátua de D. Sancho I (que liderou uma efémera primeira conquista em 1189), as antigas cisternas mouras e os seus contemporâneos silos. Está completo o passeio e com um motivo suplementar de satisfação: é que para regressar ao ponto de partida é sempre a descer.

 

 

A fonte da Benémola é uma das jóias da paisagem algarvia. A Câmara Municipal de Loulé, o Instituto de Conservação da Natureza, a Associação Almargem e a Junta de Freguesia de Querença juntaram esforços para gerir este sítio, classificado desde 1991. Aqui se conserva um dos melhores exemplos da vegetação original do barrocal, zona de transição entre o Litoral Algarvio e a serra, com os seus solos avermelhados cortados por afloramentos calcários.

As condições muito particulares do vale da ribeira da Benémola favoreceram o desenvolvimento de um matagal de tipo mediterrânico, aparentado com o maquis e o garrigue. À volta do curso sinuoso da ribeira, espreitam salgueiros e freixos. Aqui se desenvolveram diversas espécies de plantas endémicas, e as orquídeas são frequentes.

O subsolo calcário favoreceu a formação de grutas de alguma importância, como as da Salustreira e da Igrejinha dos Mouros, onde vivem colónias de morcegos (não estando normalmente abertas ao público, recomenda-se aos interessados o contacto prévio com a Associação Almargem ou a Câmara). No que respeita à fauna, predominam as aves de rapina e pequenos mamíferos, para além de numerosas aves.

Mas não se trata de uma paisagem inteiramente selvagem, já que ao longo dos séculos a intervenção humana a foi transformando com a rega e o cultivo de hortas e pomares, tirando partido da fertilidade dos solos argilosos ribeirinhos.

Já nas encostas, crescem o sobreiro e a alfarrobeira. Na ribeira, foram sendo construídos diversos açudes, e a oficina de um cesteiro, na margem direita, testemunha técnicas ancestrais de trabalho do vime e das canas que crescem junto à ribeira.

A requalificação do sítio passou ainda pela sinalização dos acessos, marcação de percursos a pé e instalação de pequenos equipamentos, como mesas de piquenique, nas margens da ribeira.

De resto, a forma mais interessante de visitar este local é parar o carro logo à entrada e fazer a pé todo o caminho até ao parque de merendas (muito embora o estradão com cerca de 2 km seja acessível a carros). Verá que não se arrepende de retomar um hábito corrente dos seus avós: caminhar no meio da Natureza, ouvindo o cantar das aves e gozando a sombra.

Se quiser saber mais sobre este local, pode contactar a Câmara de Loulé ou consultar o folheto editado pelo Instituto de Conservação da Natureza e disponível nos serviços centrais, em Lisboa, ou na sede do Parque Natural da Ria Formosa.

 

 

Vasculhámos o Mundo em busca das últimas e melhores ideias e invenções, e descobrimos isto: 33 novas formas imaginativas de tornar a nossa vida mais fácil, mais segura e melhor. Leia e conheça coisas como o robô-bombeiro, meias de neve para o seu carro, cimento que dissolve o nevoeiro, tacões que recolhem, até electricidade sem fios. Os amanhãs que cantam já estão aqui.

A SUA CASA

Relvado de sonho
Diga depressa qual é a tarefa doméstica que menos gosta de fazer. Se escolheu jardinagem, então a Scotts Miracle-Gro parece que ouviu. Esta empresa está a desenvolver um tipo de relva de baixa manutenção que cresce mais lentamente que a relva habitual, permitindo-lhe o espaço de duas e até mesmo três semanas entre cortes. Embora estes relvados de fantasia estejam a anos de distância, existe uma solução mais imediata, vinda de Itália: o cortador de relva robótico da Ambrogio, uma lâmina sobre rodas, auto-dirigida e alimentada por bateria, que tratará do seu relvado enquanto relaxa na sua rede.
EUA e Itália

Sal que não cola
Os cristais de sal são em forma de cubo. Quando ficam ligeiramente húmidos, as suas faces dissolvem-se e os grãos de sal colam-se uns aos outros. Investigadores na Índia descobriram que juntando uma pequena quantidade de aminoácido acético com cloreto de sódio, conseguem criar cristais de 12 lados, quase esféricos, que rolam uns contra os outros como berlindes, mesmo em condições húmidas. Aí está um progresso que fica bem à mesa.
Índia

Plástico biodegradável
Um novo material denominado Plantic constitui uma alternativa amiga do ambiente ao plástico petroquímico utilizado nas embalagens de produtos alimentares. O Plantic assemelha-se visualmente e ao tacto com o seu primo sintético, só que é feito de amido, de modo que pode deitá-lo no lixo orgânico ou enterrá-lo no jardim. Quer ver-se livre dele ainda mais rapidamente? Deite-lhe água e veja-o dissolver-se.
Austrália

Cortar o cordão
Esqueceu-se de carregar o seu telemóvel? Um dia destes ele carregar-se-á sozinho. Cientistas do MIT descobriram uma forma de passar electricidade através de uma sala e activar equipamentos electrónicos sem recurso a fios. Para produzir electricidade sem fios, ou WiTricity, um transmissor cria um campo electromagnético, fornecendo energia a um televisor ou a uma lâmpada num raio de 2 metros. Ideia luminosa, de facto!
EUA

Super sanitas
Ir à casa de banho é assunto sério no Japão, onde foram lançadas no mercado três sanitas de alta tecnologia. A sanita inteligente, vendida por 3000 euros ou mais, determina os níveis de açúcar na sua urina e envia os resultados para o seu computador pessoal através de uma rede doméstica. A sanita portátil Wrappon, ao preço de venda de cerca de 1000 euros, e que inclui comando à distância, sela os detritos em sacos de tipo fraldas descartáveis num contentor sob o assento. E a Alauno, à venda por 2300 euros, é fabricada em vidro resistente a manchas, inclui a sua própria espuma de lavagem que mantém o sifão em forma de espiral limpo, ao mesmo tempo que poupa água.
Japão

Toalhetes de detecção de germes
Os toalhetes desinfectantes são muito bons, mas que tal se ainda por cima nos dissessem que organismos vivem na bancada da cozinha? Investigadores da Universidade de Cornell criaram um tecido especial que, quando imerso numa solução gordurosa, muda de cor na presença da bactéria E.coli. No futuro esta tecnologia poderá ser utilizada para detectar outro tipo de perigos biológicos.
EUA

Por boa medida
O Twist & Spout é brilhante de simples. Basta colocá-lo no bocal de qualquer garrafa de 2 litros e, pronto, temos um regador! Uma versão mais pequena para casa e cozinha, projectada por Nicolas Le Moigne, da Suíça, facilita o serviço de bebidas.
Suíça

Um novo tipo de barco-casa
Há uma nova tendência na arquitectura holandesa: casas flutuantes. A necessidade de construir em todo o terreno livre, margens de lagos e rios, áreas abaixo do nível do mar, para alojar a população crescente do país, levou muitos construtores a abraçar o conceito. A casa anfíbia típica tem uma fundação oca em cimento que actua como o casco de um navio, subindo e descendo com as marés. A estrutura está ligada a postes de atracagem para a impedir de flutuar para longe.
Holanda

A SUA VIDA

ECG instantâneo
Animem-se os pacientes de alto risco cardíaco. Investigadores desenvolveram um monitor pessoal que pode ajudar numa emergência. O protótipo de Telemedicina Cardíaca Portátil mantém o ritmo do seu coração sob vigilância efectuando electrocardiogramas contínuos. Utiliza tecnologia Bluetooth, uma ligação sem fios de curto alcance, para transmitir os dados para um telemóvel programado para analisar a informação. Se os dados indicam qualquer problema, o telemóvel emite uma mensagem de texto para um hospital da área para que possa ser tratado rapidamente.
Índia

Bombas no lixo
O fabricante de contentores de lixo Brüco, de Zurique, dá a sua contribuição contra a ameaça de terrorismo global. Caso alguém decida deitar uma bomba no seu bem denominado Littershark Protectus (Tubarão de Lixo Protegido), a forma esguia e a construção em aço reforçado dirigiriam a força da explosão para cima, limitando os danos colaterais a um raio de 2 m, segundo testes conduzidos por peritos de Defesa suíços. O contentor, largamente utilizado no seu país natal, está a ser comercializado em todo o Mundo como receptáculo mais seguro para uso em espaços públicos muito concorridos, como os Campos Elísios, em Paris.
Suíça

Dar a mão
A maioria das pessoas pensa que sabe fazer RCP (Ressuscitação Cardio-Pulmonar). Mas este procedimento é complicado, e fazê-lo correctamente pode significar a diferença entre a vida e a morte. A Luva de RCP reduz a margem de erro. O dispositivo, inventado por dois estudantes de engenharia de Ontário, e que brevemente irá ser clinicamente testado, tem circuitos e sensores que guiam quanto à intensidade e cadência das compressões, e pode indicar quando deverá proceder-se à respiração boca a boca.
Canadá

Dinheiro ou telemóvel?
Os finlandeses têm tudo: a Lapónia, Marimekko e telemóveis que funcionam como cartões de débito. Uma nova tecnologia desenvolvida pela Nokia e seus parceiros, permite fazer download de dinheiro virtual para o telemóvel. Assim, pode comprar bilhetes de comboio ou pagar estacionamento passando o celular por um leitor. Na cidade de Oulu, pode-se até encomendar refeições entregues no domicílio tocando com os telemóveis na ementa.
Finlândia

Moda anti-gripe
O vestido dourado da estilista Olívia Ong não é só uma proclamação de moda: também combate a gripe. Na sua linha Glitterati, Ong inclui algodão coberto de prata, um agente anti-bacteriano natural, de modo que bloqueia os germes que o podem adoecer. Já tínhamos ouvido falar do alto preço da moda, mas os investigadores de Cornell, que desenvolveram o tecido nanotecnológico, dizem que o custo de fabrico é de 7000 euros por m2. Ao menos poupa-se na limpeza a seco, porque o acabamento metálico evita que o vestido se suje.
EUA

FORA DE HORAS

Ecrã de água
Dantes teria de pendurar um lençol branco no quintal para proporcionar uma noite de cinema aos amigos. Agora há o FogScreen (Ecrã de Nevoeiro), uma máquina de 70.000 euros que cria um ecrã a partir do nada. Semelhante a um humidificador, o dispositivo, que se liga à torneira, usa ondas ultra sónicas para projectar a água, formando uma cortina de neblina sobre a qual poderá projectar diapositivos ou filmes. Se instalar a máquina a 2 m do chão, esta criará um ecrã de 36 m. Com um ecrã desses já pode convidar toda a vizinhança e cobrar bilhetes.
Finlândia

Aqui tem o meu cartão
AdmitAnAttraction.com permite-lhe dizer a alguém que está interessado nela sem arriscar grande coisa (como por exemplo a rejeição em plena cara). O sítio da web vende cartões que pode entregar pessoalmente a potenciais parceiros românticos, que encontre no Mundo real. O destinatário pode utilizar o código de acesso para ver através da Internet o seu perfil e iniciar, ou não, o contacto. Não é necessário fornecer nomes, nem números de telemóvel.
Canadá

Livros-expresso
A máquina Espresso da empresa livreira On Demand Books, co-fundada pelo ex-director editorial da Random House, Jason Epstein, pode imprimir e encadernar um livro em 4 minutos. Até à data, a biblioteca tem cerca de 200 000 títulos que caíram no domínio público – como Moby Dick, de Melville, ou A História do Coelho Casimiro, de Potter. Versões anteriores da máquina foram testadas nas bibliotecas de Nova Iorque e Alexandria, no Egipto. Uma versão mais pequena, manejável e fácil de comercializar sairá no próximo ano. Os custos de produção são de 1 cêntimo por página.
EUA

O poder aos adeptos
Não é necessário ser rico para ser dono duma equipa inglesa de futebol profissional... desde que não se importe de partilhar a propriedade com outras 50 000 pessoas. MyFootballClub.com, ainda em fase de aceitação de novos sócios, já angariou quase 3 milhões em jóias. O próximo passo será utilizar esse dinheiro para adquirir uma equipa e geri-la como uma democracia (as decisões-chave sobre o clube serão sujeitas a voto). Torne-se sócio e ainda vai a tempo de dar o seu contributo sobre qual clube adquirir. A escolha mais votada da última vez que fomos ver: o clube de futebol Leeds United.
Reino Unido

O camaleão
Concebidos pela equipa formada pelos irmãos David e Lauren Handel, os tacões de sapatos CAMiLEON Heels, podem diminuir cerca de 6 cm em segundos: basta puxar, empurrar e encaixar a parte inferior do tacão, que tem uma haste de aço, dentro de uma cavidade sob o arco, e os saltos altos de 10 cm que usou no emprego descem a uma altura mais prática para a caminhada até casa. A CAMiLEONHeels.com produz 9 modelos diferentes.
EUA

A energia da dança
A dança de salão ganha vantagens energéticas. A pista de dança do clube nocturno MyTown, concebido pelas empresas holandesas Enviu e Döll como primeiro «clube de dança sustentável» do Mundo, será equipado de forma a captar a energia gerada pelos pés em movimentos de dança. A voltagem obtida desta forma alimentará as luzes intermitentes coloridas da pista, enquanto empresta tons de consciência ecológica à subcultura moderna. O clube, com inauguração marcada para 2008, também obterá energia através de painéis de vento e painéis solares; os autoclismos descarregarão água pluvial, e as garrafas orgânicas de cerveja vazias serão recicladas como decoração das paredes.
Holanda

Canções de amor exclusivas
Quer declarar-se com uma canção? A empresa TailoredMusic.com pode ajudá-lo na serenata ao seu amor. A empresa vende canções personalizadas gravadas por profissionais de acordo com as suas especificações, por 70 euros ou mais. A escolha pode ir de baladas ao piano a música folk, de valsas a R&B. Basta seleccionar uma canção, e acrescentar nomes e outros detalhes pessoais à letra. As gravações ficam prontas em 1 ou 2 semanas, e podem ser descarregadas como ficheiros de MP3 ou gravadas em CD.
Canadá

EM MOVIMENTO

Funcionar a ar
O carro híbrido já era. Células de combustível? Qual quê! Que tal um veículo de emissões zero que funciona a ar comprimido? A empresa MDI, de França, anunciou que o seu Carro a Ar, desenvolvido pelo presidente e fundador, Guy Nègre, será lançado na Índia e em França no final de 2008. A seu tempo, vários modelos com motores de 2, 4 e 6 cilindros serão apresentados, a preços que vão dos 4000 aos 12000 euros. O modelo OneCAT, primeiro a sair da fábrica, poderá transportar 5 passageiros e andar cerca de 900 km em autoestrada só com um abastecimento, atingindo velocidades de cerca de 140 km/h. Basta ligar o carro à tomada em casa, e o compressor incluído encherá o depósito em 4 horas. Para mais informação visite o site aircar.com.
França

Motel móvel
Não há melhor que este camião mutante. Montado sobre um atrelado, o Hotelmóvil converte-se num edifício de 410 m2 com capacidade para alojar 44 pessoas. Uma vez estacionado, separe a cabina e pressione um botão do controlo remoto; 30 minutos mais tarde, terá 8 quartos de dormir e 3 suites, em 2 pisos, com um andar superior, casas de banho, televisores de ecrã gigante e outras amenidades. Disponíveis no próximo ano, poderá alugar estas camaratas móveis por um fim-de-semana por cerca de 6000 euros, e reunir toda a família. Se tiver inclinações empresariais, compre um e instale-o onde quer que decorra um grande evento e os hotéis não tenham vagas. Bastam 370 000 euros e tem o seu negócio montado.
Espanha

Quente, mais quente…
Qual a temperatura do seu galão? Tal como as colheres para bebés, que mudam de cor quando colocadas dentro de um puré de ervilhas aquecido no micro-ondas, a tampa inteligente (SmartLid) muda de cor de café para vermelho quando colocada num galão quente. Para evitar entornar, o anel inferior da tampa também fica vermelho quando a tampa não fica bem colocada. Estas tampas deverão aparecer nos cafés e pastelarias dos Estados Unidos no final deste ano.
Austrália

Ciclistas pelo lucro
Já não deve ser a primeira vez que ouve isto: vá de bicicleta para o trabalho e ajude a salvar o planeta. Ir para o escritório utilizando a nossa própria energia reduz as emissões de carbono e promove a saúde, o que dá mais produtividade no trabalho e, portanto, mais lucros. Por isso, o Grupo Burke, uma empresa de engenharia civil de Rosemont no Illinois, paga 48,5 cêntimos por milha (a taxa de reembolso do IRS) e oferece outros incentivos (como entrada gratuita no ginásio mais próximo para tomar um duche), aos empregados que pedalem e deixem o carro em casa.
EUA

Livres de correntes
Atolou o carro na neve? Embrulhe os pneus em AutoSocks (meias para o automóvel) e poderá seguir viagem. As fibras de alta tecnologia deste tecido estão organizadas para aumentar a fricção e melhorar a aderência nas superfícies mais escorregadias. E não necessita de içar as rodas do carro para colocar estas cobertas, basta rolar as rodas e está pronto para seguir viagem. Desenvolvidas por um grupo de noruegueses – é de notar que a avó do inventor principal, Bård Løtveit, costumava usar meias sobre os sapatos para andar no gelo - que buscavam uma alternativa às correntes de neve, o produto da empresa AutoSocks está disponível em 14 países e custa cerca de 1 euro o par.
Noruega

UM MUNDO MELHOR

Limpador de poluição
Uma nova camada de cimento desenvolvida pela empresa Italcementi retira a poluição do ar. O material, denominado TX Active, contém dióxido de titânio, substância que neutraliza o óxido nitroso e o dióxido de enxofre, quando exposto á luz. O «comedor» de poluição, que se pode pintar em edifícios, pontes e ruas, também mantém as superfícies brancas e limpas.
Itália

Em busca do bem
Agora já pode angariar dinheiro para a sua obra de caridade favorita simplesmente navegando na Net. Cada vez que navega e chega ao site GoodSearch.com, um cêntimo é enviado à organização de fins não lucrativos da sua escolha. O site utiliza o motor de busca da Yahoo, o segundo mais popular motor de busca a seguir ao Google, assim obtendo resultados confiáveis. O Yahoo! e a GoodSearch partilham os lucros da publicidade deste site, gerados quando os utilizadores clicam em links de patrocinadores; a GoodSearch oferece metade da sua parte, ou cerca de 1 cêntimo por busca. Até à data, a GoodSearch já contribuiu com 3635 dólares para a Save Darfur Coalition.
EUA

A lata!
Será que um contentor de aspecto cómico aumenta as probabilidades de reciclagem das latas de refrigerantes? O modelo de Patrício Forrester, «Alimente a Vaca», incitou muitos habitantes de Buenos Aires a serem mais responsáveis na forma como se desfazem de garrafas de plástico, papel e vidro – 62% mais responsável em apenas 3 meses. Agora, os Contentores-Vaca migraram para o Reino Unido.
Argentina

Espelho meu
Nos campos andaluzes, nas imediações de Sevilha, há uma área de 600 espelhos, cada um com cerca de 210m2. Servem para reflectir e direccionar os raios solares para o topo de uma torre de cimento, onde o calor transforma a água em vapor, utilizado para mover turbinas que geram 11 megawatts de electricidade, ou seja, o suficiente para abastecer 6000 lares. A operadora desta central geradora solar térmica, a Solúcar, está a trabalhar para gerar 10 vezes mais energia, para que a central possa futuramente fornecer energia a toda a cidade de Sevilha.
Espanha

Este robô é uma brasa
Qualquer quartel de bombeiros ficaria feliz por possuir o RoboGat. Este robô foi desenvolvido para apagar chamas em túneis e outros locais de difícil acesso. O seu inventor, Domenico Piatti, um bombeiro de Nápoles, começou a trabalhar no projecto após a morte de 39 pessoas no fogo do Túnel do Monte Branco, em 1999. Em Junho passado, Piatti fez uma bem sucedida demonstração do seu protótipo, que utiliza câmaras e sensores para localizar o fogo, anda sobre carris e emite jactos de água por canos que suportam temperaturas de cerca de 1000ºC.
Itália

Germes de biocombustível
Investigadores do Biodesign Institute da Universidade Estatal do Arizona descobriram uma nova fonte de energia reutilizável: microorganismos (bactérias fotossintéticas, para se ser mais específico). Tal como as plantas, estes micróbios utilizam a energia solar para crescer, e os cientistas descobriram que os subprodutos gordos se podem utilizar para produzir biodiesel. É uma alternativa interessante quando comparada com biocombustíveis produzidos a partir do milho, soja ou ervas, uma vez que estes retiram terrenos à produção alimentar, e são por vezes processados em fábricas alimentadas a carvão.
EUA

Moeda de queijo
Dando uma nova esperança a empresários em dificuldades em todas as partes do Mundo, os produtores de lacticínios orgânicos Manuel and Sandrine Rogeri, estão a pagar as suas dívidas em queijo. O casal contraiu empréstimos particulares junto de 70 indivíduos, somando um total aproximado de 35 000 euros. Em troca, os emprestadores receberão, durante 6 anos, uma parte da produção, uma gama de queijos tipo Roquefort e Gruyère, de leite de vaca e cabra. Se o produtor local de vinho se juntar ao grupo, temos festa.
França

Luz verde
Díodos emissores de luz, de energia eficiente, estão a aparecer em espaços públicos pelo Mundo fora, desde os parques da cidade de Toronto às ruas de Guangzhou, na China. Embora os LED possam custar cerca do triplo da iluminação convencional, eles consomem entre 30% a 90% menos energia, e podem durar 20 a 30 anos sem substituição ou mesmo limpeza. Há, portanto, poupança a longo prazo.
Global

 

 

Aldeia dos cata-ventos

Faz parte da freguesia de Conceição, concelho de Ourique. Por isso, e porque Alcarias há muitas, nomeiam-se sempre os dois lugares em conjunto: Alcarias e Conceição. Entre ambos corre uma estreita fita de alcatrão e ergue-se o moinho de vento de Francisco Colaço, que, associando este engenho ao moinho de água que tem em Ourique-Estação, mói a farinha com que faz o pão da sua padaria. Assim, a matéria-prima nunca falha: quando a água não corre, há-de soprar o vento, e vice-versa.

Não importa como se chega a Alcarias: sabe bem descobri-la a par de Messejana, depois de um passeio pela Barragem do Monte da Rocha ou, saindo de Castro Verde, fazendo paragens em Almeirim, Casével e Ourique-Estação. Mas o essencial é ir lá.

Trata-se de uma aldeia de excepção que vale todos os desvios: pela brancura mourisca do seu casario, pela forma como o povo achou por bem identificar os locais de interesse à atenção dos forasteiros, pelos versos espalhados pela terra em painéis de azulejos e, sobretudo, pela profusão dos cata-ventos, que são um verdadeiro ex-líbris da região em cada chaminé, o ferro forjado desenha um cavalo, um cavaleiro e uma espada, homenagem a D. Afonso Henriques ou aos cavaleiros da Ordem de Sant'Iago da Espada, que o ajudaram a conquistar o Campo de Ourique. A não perder.

 

 

Mesmo para quem não gosta de museus

A dois passos do ex-líbris da vila do Crato - a famosa Varanda do Prior -, começa por chamar a atenção a bonita fachada barroca do Palácio do Arco, onde o museu foi instalado em Fevereiro do ano 2000.

Dá vontade de entrar e vale a pena: sozinho, com os amigos, com a família inteira. E interessante para todas as idades, e a forma como o espaço foi tratado estimula a visita, mesmo a quem está convencido de que não gosta de museus: a História flui, leve, deixa-se compreender e ensina, como se cada peça quisesse partilhar a memória do que a fez nascer.

Pelos núcleos dedicados ao megalitismo e ao período romano perpassam quotidianos, técnicas de construção, hábitos alimentares, cultos e expressões artísticas, ficando-nos gravada para sempre a beleza da placa votiva de grés encontrada na anta dos Penedos de São Miguel.

As cerâmicas medievais vão-nos conduzindo até ás escadas de acesso ao segundo piso, onde se destaca o núcleo do Mosteiro de Santa Maria da Flor da Rosa. Depois de aqui nos ser tão bem contada e ilustrada a história da Ordem Soberana e Militar de Malta, o desejo e sair de imediato para ver ao vivo, agora com outros olhos, o símbolo do seu poder. Mas há que ser paciente.

A capela do palácio foi respeitada nesta adaptação a museu, e ali está integrada no percurso, acolhendo algumas peças da Casa-Museu Padre Belo, propriedade da Santa Casa da Misericórdia do Crato.

Logo a seguir - e o efeito do contraste é notável -, somos transportados a um universo mais próximo dos nossos dias: o Crato industrial, com as suas casas agrícolas, a metalurgia, a fundição, as moagens.

Depois da surpresa de um tesouro inviolável durante um milénio - os Testemunhos para 2999 -, a História completa-se na chamada Reserva Visitável, onde se expõe a maior parte das peças do antigo museu.

 

 

Segundo um inquérito promovido por um grupo de investigadores dos factores de criatividade, o melhor sítio para as pessoas terem ideias brilhantes é a banheira ou o chuveiro. «Os sítios melhores coincidem todos com uma ocasião de descontracção onde a actividade principal que sobra é pensar sobre os problemas», diz Ken Wall, da Thinking Network. Curiosamente, nenhum dos inquiridos deste estudo nomeou o seu local de trabalho; com as constantes interrupções e os inúmeros prazos-limite, o escritório não favorece o pensamento criativo. Viva a criatividade e a higiene, portanto.

As 5  melhores ocasiões para pensar

57% Chuveiro ou banho

51% Cama

42% Ao volante

28% A passear

25% A fazer exercício, a correr, a nadar

 

 

Um novo estudo de psicólogos alemães revelou que, na falta de pistas de confiança para nos guia como o Solou algum acidente topográfico, a maior parte das pessoas não consegue andar em linha recta.


Encomendado originalmente por um popular programa televisivo alemão chamado Kopfball, o estudo do Prof. Jan Souman e da sua equipa analisou as trajectórias adoptadas por pessoas que caminharam durante várias horas numa zona florestal da Alemanha e na parte tunisina do deserto do Sara, a que se seguiram testes sobre a capacidade de cada um andar a direito quando vendado.

Souman descobriu que, quando as pessoas não dispõem de um ponto de referência,andam em círculos. Moral da história? «Se se perder, não confie nos sentidos, por mais certezas que julgue ter», diz Souman.

 

 

Desde sempre, existiram indícios empíricos de uma ligação entre o gosto musical e a personalidade. Agora chega a prova científica. Um estudo com mais de  36 000 pessoas em todo o Mundo, conduzido pelo Prof. Adrian North, da Universidade Heriot-Watt, da Escócia, determinou qual de entre seis traços de carácter se aplica aos amantes de cada género musical.
 

Blues

Auto-estima elevada, criativo, extrovertido, descontraído.

Rock/Heavy Metal

Auto-estima baixa, criativo, pouco trabalhador e extrovertido,
gentil, descontraído.

Rap

Auto-estima elevada, extrovertido.

Ópera


Auto-estima elevada, criativo, gentil.

Country

Trabalhador, extrovertido.

Soul


Auto-estima elevada, criativo, extrovertido, gentil, descontraído.

Reggae

Auto-estima elevada, criativo, pouco trabalhador, extrovertido, gentil, descontraído.

Dance

Criativo, extrovertido, não gentil.

Indie

Auto-estima baixa, criativo, não-trabalhador, não-gentil.

Bollywood

Criativo, extrovertido.

Jazz

 Auto-estima elevada, criativo, extrovertido.

Clássica

 Auto-estima elevada, criativo, introvertido, descontraído.

Pop

Auto-estima elevada, não-criativo, trabalhador, não-descontraído.

 

 

A empresa americana Eternal Image passou a comercializar caixões e urnas decorados com marcas de produtos ou clubes desportivos. Fanáticos de clubes ou marcas podem agora levá-Ias consigo no repouso final.

Outros e mais arejados assuntos: férias numa praia deserta ... Mas não, nem aí está fora do alcance. Não são só os aviõezinhos com reboque; agora nos EUA, a Beach'n Billboard (Praia & Anúncio, grosso modo) estampa na areia mensagens publicitárias, com um rodapé politicamente correcto a dizer para não fazer lixo.

E nem fechado no quarto se safa. A cadeia de lavandarias Hanger Network pendura as roupas dos clientes em cabides de papel reciclado, cujo espaço vende para mensagens publicitárias.

«Que mais nos irá acontecer?» Registe que já em 2005 um senhor chamado Andrew Fisher ganhou 40 000 euros por usar durante 30 dias uma

 

 

Sinuosa papelada
Em geral, perante uma folha em branco, ocorre-nos tomar umas notas ou desenhar uns rabiscos. Mas os artistas do papel são capazes de conceber esculturas tridimensionais incrivelmente complexas, recortando, cortando, dobrando e colando. Aparentada com a arte japonesa dos origami, esta forma artística tem mais a ver com kirigami, ou seja, o papel é recortado, e não apenas dobrado. Por incrível que pareça, quase todas as obras do dinamarquês Peter Calleson são feitas com apenas uma folha A4.

Aguçar o engenho
Se tem umas caixas de lápis de cores a mais, talvez queira experimentar compor com eles uma destas figuras da artista sul-africana Jennifer Maestre. Jennifer corta dezenas de lápis em vários tamanhos, faz depois um orifício na base de cada um e ata-os para formarem diversas figuras.

 


 

Estima-se que há em todo o Mundo cerca de 600 milhões de cães, mas apenas 125 milhões têm um lar a que possam chamar seu. Então, Oscar, um cão que há 5 anos foi resgatado de um canil público da África do Sul um dia antes da sua execução programada, lançou-se numa ambiciosa digressão para ajudar a salvar os seus irmãos de uma vida sem-abrigo. Percorrendo 5 continentes e 29 países em 220 dias, e acompanhado da dona, Joanne Lefson, que vendeu a sua casa para financiar este projecto, visitou 15 000 cães em mais de 60 canis. «O que eu queria mostrar é que há cães encantadores, como o Oscar, à beira da morte em canis espalhados por todo o Mundo, caso não consigam uma segunda oportunidade.»

 

 

O homem conhecido exclusivamente pelo seu nome online de SAL9000, apaixonou-se por uma personagem do jogo da Nintendo Love Plus e decidiu oficializar a relação. A premissa do jogo é que os jogadores escolham uma namorada e saiam com ela, lhe comprem presentes e lhe dêem beijos virtuais. A cerimónia incluiu um pastor, discursos das partes e diapositivos da história dos dois noivos. Passou ao vivo num site japonês e teve mais de 7000 comentários (nem sempre muito solidários). Num e-mail dirigido ao editor do site BoingBoing.net, o noivo disse: «Agora que a cerimónia terminou, sinto que realizei um dos grandes propósitos da minha vida. Algumas pessoas puseram reservas às minhas acções, mas o assunto tem a ver com o noivo e a noiva, e mais ninguém.»

 

 

... vão das longas esperas à comida má, às longas filas e, pior, aos outros passageiros. O site TripAdvisor compilou uma lista dos tipos mais maçadores:

1. Os pais ausentes
As crianças pontapeiam as costas do seu assento desde a descolagem até à aterragem, mas os pais portam-se como se fossem noutro avião.

2. O invasor espacial
Aquele odre cujos braços, joelhos e pernas invadem o seu espaço.

3. O bioincidente
Espirros, tosses, suores … só falta um aviso de que este tipo é infeccioso.

4. Gralhas
Desde o divórcio à consulta do médico decidiram contar-lhe tudo e não param de falar.

5. Ténis aromáticos
Queijo é óptimo, alho também. Mas sob a forma de sapatos a meio metro do seu nariz …

6. Porta-tralha
É aquele passageiro que encheu o compartimento superior, mais o espaço em frente do seu banco com toda a tralha que leva.

7. O arrivista
Trata as assistentes de bordo como criadas e está sempre com o dedo no botão de chamada.

8. Os troca-bancos
Vagueiam pela cabina a tentar convencê-lo a trocar de lugar para, dizem com cara de  mimo, viajarem juntos.

9. A pilha de nervos
Geme a cada ruído, sobressalta-se a cada movimento e agarra-se ao assento todo o caminho.

10. O animador
Dança ao ritmo dos auscultadores, salta com os jogos de vídeo ou, pior, «anima» o grupo em que viaja.

 

 

Ao longo de milhões de anos, estas nuvens colapsam lentamente em núcleos individuais (proto-estrelas), a partir das quais se formam estrelas.

O espaço interestelar é rico em nuvens de gás e poeira - misturas dos elementos primordiais, hidrogénio e hélío, e de outros mais pesados formados nas primeiras gerações de estrelas. Quando estas estrelas antigas chegavam ao fim da vida, espalhavam os seus restos pelo espaço.

Normalmente, estas nuvens escuras e frias são invisíveis, excepto quando estão em silhueta num fundo mais claro. Por vezes, contudo, são perturbadas e, por serem relativamente densas começam a contrair-se sob a força da sua própria gravidade. Os ciclos de formação de estrelas em nuvens interestrelares podem ser causados por ondas de choque de uma explosão próxima de supernova,  pela passagem de uma estrela errante ou pelas ondas de compressão que regularmente circulam dentro das galáxias espirais.

Há dois tipos de nuvens proto-estelares escuras - grandes e irregulares - Objectos de Barnard, com dezenas de anos-luz de diâmetro, ou mais pequenos e esféricos-  Glóbulos de Bok.  Quando qualquer destes tipos de nuvens começa a colapsar, fragmentam-se em aglomerados mais pequenos. Estes aglomerados, várias vezes maiores que o Sistema Solar, são as sementes de estrelas individuais. A massa do material contido nestas proto-estrelas varia bastante, podendo dar origem desde uma simples anã até a uma maciça gigante.

À medida que a  proto-estrela se contrai lentamente, a sua temperatura e pressão internas aumentam. Ao tornar-se mais quente e mais denso, o seu interior liberta grandes quantidades de energia, mas por ser tão vasto mantém-se relativamente frio e emite somente luz vermelha e infravermelha. Na realidade. as proto-estrelas raramente são vistas à luz normal pois estão escondidas pela sua escura nebulosa. Somente as radiações infravermelhas (e de rádio) conseguem levantar este véu e revelar as estrelas que se encontram lá dentro.

A velocidade de contracção da proto-estrela depende da sua gravidade e massa, e o colapso só para quando a temperatura no núcleo da estrela é suficiente para desencadear reacções nucleares. As poucas proto-estrelas de massa 100 vezes superior à do Sol, atingem essas temperaturas e pressões tão rapidamente que explodem sem nunca entrar na sequência principal. As estrelas gigantes normais levam uns 20 000 anos para começarem a brilhar, enquanto outras, tais como o Sol, demoram milhões de anos a atingir o mesmo estado.

 

 

À primeira vista parece-se com a Lua, mas tem características próprias - tal como todos os planetas do Sistema Solar. Tem uma história e personalidade distintas.

A característica mais interessante de Mercúrio é a bacia Caloris - uma cratera de 1300 km de diâmetro, que se encheu de lava depois da formação da cratera. É a segunda maior cratera no Sistema Solar. a seguir à bacia Aitken, no lado de lá da Lua, e a sua formação provocou ondas de choque por todo o planeta. As crateras de Mercúrio diferem das da Lua porque estão sujeitas a maior gravidade. Assim, os detritos ejectados no impacto caem mais próximo da borda da cratera em vez de formarem um extenso sistema de estrias. A exagerada gravidade é o grande mistério do planeta - tem três quartos do tamanho de Marte e no entanto possui o mesmo valor de gravidade à superfície.

Isto seria explicável se o planeta contivesse uma quantidade desproporcionada de materiais pesados - um núcleo de ferro e níquel sobredimensionado. por exemplo. Actualmente, os astrónomos suspeitam que o jovem Mercúrio sofreu uma enorme colisão que lhe destruiu a maior parte do manto e crosta.

As crateras e planícies de Mercúrio são frequentemente cortadas por penhascos elevados ou vales íngremes que se prolongam por vários quilómetros. Estas características únicas sugerem que. cedo na sua história. o planeta aqueceu e dilatou-se. Ao arrefecer, contraiu-se e partes da superfície foram empurradas para cima. sobre áreas adjacentes.

O dia de Mercúrio tem a duração de dois terços do seu ano. mas estes combinam-se de maneira a que, na maior parte do planeta, só há um nascer do Sol de dois em dois anos. Noutras áreas, o nascer elo Sol coincide com a maior aproximação ele Mercúrio ao Sol e com a sua maior velocidade orbital. Nestas alturas. o movimento de translação de Mercúrio pode ultrapassar o de rotação. e o Sol nasce e põe-se e nasce outra vez numa questão de dias.

Mercúrio orbita o Sol na vertical, e assim nos pólos só se vê o Sol perto do horizonte. Isto significa que crateras profundas que existam aí estão sempre na sombra, podendo talvez abrigar grandes quantidades de gelo. depositado por cometas que colidiram com o planeta.

 

 

Os homens mais velhos têm hoje a desculpa perfeita para fazer figuras tristes nas pistas de dança. O Dr. Peter Lovatt, psicólogo inglês (e dançarino), comparou o estilo de dança e a autoconfiança de 14 000 pessoas. E determinou que a forma como dançamos muda em função da nossa idade e género. A autoconfiança masculina aumenta consistentemente desde os finais dos 20 anos, para estacionar a partir dos 30 anos; mas depois dos 60 os níveis de autoconfiança voltam a disparar repentinamente. Acresce que os homens de meia-idade recorrem a movimentos mais largos e menos coordenados do que os seus iguais mais jovens.

Porquê?

O Dr. Lovatt sugere que isso se deve a terem ultrapassado a idade normal de reprodução e que os movimentos desajeitados mantêm afastadas as fêmeas férteis mais jovens. «É que, de um ponto de vista evolucionista, não é bom para a reprodução da espécie que essas fêmeas jovens os considerem atraentes.»

Entretanto, o «Dr. Dança» empreendeu uma investigação secundária para determinar por que razão certas pessoas são tão confiantes na pista de dança, enquanto outras mal têm coragem para mexer um tornozelo. Conselho do  médico para
os tímidos: «A dança é uma expressão natural do que somos. Não tente copiar os movimentos de outros. Descontraia, movimente-se livremente e, sobretudo, divirta-se.» Quem quiser participar no estudo pode consultar dancedrdance.com

 

 

Num estudo recente da Universidade de Tufts, EUA, verificou-se que os atletas que não ingeriram líquidos durante a prática desportiva sentiam-se mais confusos, irritados, tensos e deprimidos quando comparados com colegas que tinham bebido muita água.

«O nível de desidratação foi tão leve que poderia facilmente ser comparado com os atarefados funcionários de escritório que se esquecem de beber bastante água durante o dia», diz Kristen E. D’Anci, médica e investigadora.

Quanto precisa de beber? Depende do estado do tempo, do seu peso e do nível de actividade. Mesmo assim, D’Anci diz que «oito copos de água por dia não faz mal a ninguém».