Notas de Lazer 2

 

 

Os seus filhos podem agora desenhar uma figura ou um animal no site da Shidonni (shidonni.com). Depois, a empresa fabrica uma figura fofa com base no desenho e expede-a para sua casa.

Mas há mais. A Shidonni é, além disso, um mundo virtual onde as crianças podem brincar com o seu bichinho ou figura de estimação, cumprindo missões que são prémios. Considerando um óptimo instrumento de aprendizagem, o site  Shidonni é já utilizado em algumas escolas para incentivar a imaginação.

 

 

Sandra Kloezen, directora da Sociedade Holandesa do Cancro da Mama, diz: «A investigação demonstrou que os homens tendem a ignorar os sinais do cancro da mama quando se trata deles próprios.

Como o peito dos homens é plano, logicamente o cancro da mama será descoberto mais cedo. O caroço no peito pode ser detectado mais cedo, mas o perigo da metastização dos tecidos adjacentes (pele ou músculo) é maior do que nas mulheres.

A falta de tecido gordo encoraja as células malignas a espalharem-se mais depressa na pele ou nos músculos do peito. É vital consultar o médico o mais rápido possível. O cancro da mama nos homens é raro, mas pode ser fatal se for descoberto demasiado tarde.»

 

 

Um novo estudo que envolveu 60000 mulheres  mostrou que aquelas que tomam quatro ou mais chávenas de café por dia reduzem em cerca de 25% as probabilidades de sofrerem de cancro do endométrio, quando comparadas com aquelas que só bebem uma ou menos. (O risco cai cerca de 46% nas mulheres obesas, mais propensas a desenvolver a doença.)

Os homens também podem beneficiar: outro estudo recente sugere uma redução de cerca de 60% no risco de desenvolver um tipo agressivo de cancro da próstata entre aqueles que bebem seis ou mais chávenas de café por dia, quando comparados com os que não bebem.  

 

 
Não sabe que fazer da vida? Está farto de desportos radicais, como atirar-se de pontes e prédios ou precipitar-se de cascatas ferozes?

Então, a empresa francesa Ultime Realité tem o passatempo ideal para si: ser raptado e mantido em cativeiro durante tempo a contratar. O tipo de sequestro varia conforme a factura: pode ser apenas capturado e detido, ou pode incluir na brincadeira um período maior de detenção e  até uma fuga de helicóptero.

Uma vez assinado o contrato, o cliente não sabe como, onde ou quando os sequestradores atacarão. As desculpas para este novo tipo de entretenimento são as do costume: enfrentar fobias antigas ou testar os seus próprios limites.
 
 
 
Ei-las, em resumo:

10. Trinta dias de publicidade na testa de um homem dos EUA.
09. Uma avó «chata mas queridinha» posta a leilão pela neta de 10 anos.
08. Uma couve-de-bruxelas vendida por 164 dólares, sendo que a receita ia para uma obra de caridade.
07. Uma pastilha elástica mastigada pela Britney Spears arrematada por 15 000 dólares.
06. Um floco de cereal com o formato do estado americano do Illinois vendido por 1450 dólares.
05. Uma sanduíche de queijo com 10 anos parcialmente comida,
e alegadamente mostrando a cara da Virgem Maria, arrematada por 30 000 dólares.
04. Uma rapariga inglesa de 18 anos vendeu a virgindade.
03. Um americano pôs o seu fígado à venda. Retirou-o de leilão quando os lances ultrapassaram os 6 milhões de dólares.
02. Um frasco contendo, alegadamente, um fantasma foi arrematado por 54 000 dólares (mas o comprador não pagou).
01. Um britânico residente na Austrália pôs em leilão toda a sua vida por 317 000 dólares depois de se separar da mulher. O pacote incluía a casa, o carro, o emprego, a moto de água e os amigos.

 

 
Para não ter que esperar por essas ocasiões, a empresa japonesa Bandai decidiu começar a vender as sensações separadamente, e assim surgiram os brinquedos Mugen.

Há primeiro o Mugen Mugen Peri, que simula o som do papel de uma tablete de chocolate a ser rasgado; há depois o Mugen Bubble Wrap, as tais bolhinhas para rebentar; e há, finalmente, um grande momento da culinária, o Mugen Edamame, que simula o gesto de tirar feijões da sua vagem.

Se algumas pessoas vêem nestes brinquedos uma forma de reduzir o stress e acalmar, outras acham-nos demasiado engraçados para se resistir.

Segundo a directora de Marketing da Bandai para os EUA, Danielle Armbrust, «estes brinquedos entretêm miúdos de todas as idades, e também os adultos que gostam de relaxar por instantes com uma brincadeira despretensiosa.»
 
 
 

Eles não toleram maus canalizadores.

A segunda-feira é o nosso dia mais movimentado. Esse é o dia em que as mulheres nos chamam para corrigir o «trabalho» que os maridos fizeram no fim--de-semana.

O rebentamento da mangueira da máquina de lavar roupa está no topo das queixas dos seguros de assistência em casa. Eu substituo as mangueiras de borracha por novas de aço inoxidável.

Não ponha um tijolo ou uma pedra dentro do autoclismo para poupar água. Desintegram-se e danificam os tubos.

Saiba sempre onde está a torneira de segurança. Não imagina a quantidade de chamadas que recebo de pessoas a gritarem que a casa está inundada e não sabem o que fazer.

Se tem uma rapunzel em casa (ou até mesmo um homem careca), compre um filtro para os ralos, ou diga-lhes para usarem um toalhete de papel para limpar o ralo.

As toalhitas de bebé, ou simplesmente humedecidas, são as principais culpadas pelos entupimentos. Eles não se desfazem como o papel higiénico. Não as deite pelo cano.

Pague-me pelo trabalho, não à hora.

Sim, é contra as regras remover inibidores de fluxo dos seus chuveiros, mas faço-lhe isso se me pedir.

Eu não sou uma dama de companhia, um motor ou um mecânico de automóveis. Não pergunte.

O autoclismo não veda bem? Está sempre a deixar sair água? Precisa de substituir a anilha que veda e que custa 2 euros. Mas levo 50 euros só para me deslocar.

Tenha uma chave de fendas e uma chave sextavada em casa. Quando houver um entupimento, pode resolver logo a situação vendo as canalizações, e eu escuso de ir a casa.

Pode ficar descansado que a obra não vai custar mais do que o orçamento que lhe dei.

 

 

Um problema de segurança fizera atrasar os voos mais de seis horas em certo dia deste ano.

«Bastava olhar à volta para ver a indisposição a crescer nas caras de todos os passageiros», recorda Josh Wilson, um jovem de 26 anos que ali ficara à espera de embarcar para Mumbai, na Índia. Cantor e compositor, Wilson decidiu que estava na hora de fazer alguma coisa. Então, tirou a sua guitarra do estojo e começou a dedilhar os primeiros acordes de Hey Jude, a canção dos Beatles composta em 1968. Algumas cabeças viraram-se. Por altura do primeiro refrão, as expressões já estavam mais descontraídas. Uns quantos passageiros começaram a acompanhar, primeiro muito baixinho. «Quando chegou aos na-na-nas», diz Wilson, «já praticamente toda a gente estava a cantar.»

Os aviões nem por isso descolaram mais depressa, mas o enorme coro tornou o ambiente agradável. «Peguei numa canção triste e tornei-a melhor», diz Wilson. «Foi tal e qual como diz a letra.»

 

 
 

Os suecos Stefan e Erika Svanstrom são o casal mais azarado do Mundo. Deixaram Estocolmo no dia 6 de Dezembro do ano passado para uma viagem de quatro meses. A aventura não tardou, e ficaram logo presos em Munique, Alemanha, devido a um dos piores nevões na Europa.

Quando puderam seguir viagem, embarcaram para a Austrália, onde foram encontrar um dos mais fortes ciclones da história do país, que os obrigou a ficar abrigados num centro comercial juntamente com 2500 pessoas. A viajarem com uma filha pequena, os Svanstrom não ganharam para o susto, mas prosseguiram para Brisbane, ainda na Austrália. Mesmo a tempo das históricas inundações de Janeiro passado, que os levaram a procurar refúgio na outra ponta do país, em Perth, onde os esperavam incêndios de enormes proporções.

Daí, o casal e a filha seguiram para Christ-church, na Nova Zelândia, que tinha acabado de sofrer o devastador sismo de 6,3 na escala de Richter a 22 de Fevereiro e mais parecia um teatro de guerra. Deram uma volta pelo país antes de embarcarem para o Japão. Só estiveram em Tóquio alguns dias descansados. Pouco depois, a cidade era sacudida pelo maior sismo de sempre no país.Antes de regressarem à Suécia, estiveram uns dias na China sem incidentes. Mas já em 2004, Stefan, o chefe da família, tinha sido apanhado pelo tsunami que assolou a Tailândia.

 

 

A gaiola

Meta na gaiola objectos variados, tais como raminhos de árvore, frascos e carrinhos de linha, para os Coloque uma roda na gaiola de um hamster, mas não na de um gerbilo. Este poderia magoar a cauda nas ranhuras

Alimentar porquinhos-da-índia

Dê-lhes o mesmo que os coelhos, mas sirva-lhes os cereais em papa — 2 partes de aveia esmagada para 1 parte de farelo ensopados em água. Deite fora os restos, pois azedam rapidamente.

Pegar

Quantas mais vezes pegar no seu porquinho-da-índia, mais manso ele se tornará. Sempre que pegar num porquinho-da-índia, apoie todo o corpo do animal sobre uma mão, ao mesmo tempo que o segura com a outra para que ele não salte dos seus braços para o chão.

Problemas de saúde

Nos porquinhos-da-índia machos forma-se, por vezes, uma massa de fezes duras junto do ânus. Aplique vaselina para amaciar as fezes e retire-as. Espalhe mais vaselina para evitar que o problema se repita. As unhas dos porquinhos-da-índia encravam-se por vezes ao crescer. Mantenha as unhas aparadas. Se as cortar, evite o sabugo, pois sangrará se for atingido. Neste caso, meta a pata em pó de talco. Peladas encarnadas e que causam comichão podem ser provocadas por ácaros. Leve o porquinho-da-índia ao veterinário.

 

 
 

O século XIX vê aumentar este fenómeno, com a moda das estâncias balneares dos locais de férias sazonais. O desenvolvimento da rede ferroviária e o aparecimento do automóvel e dos navios transatlânticos no princípio do século XX oferecem possibilidades de transportes até aí inéditas, que reduzem substancialmente as distâncias e multiplicam o número daqueles que viajam e que passam a chamar-se «turistas».

As férias, tanto as que se chamam escolares como as que se chamam laborais, estão desde há muito integradas na organização geral das actividades humanas. Actualmente são uma aquisição considerada essencial e indiscutível, mas nem sempre foi assim...

Antigamente havia apenas domingos e feriados, normalmente de cariz religioso; em meados do século XIX ainda ninguém falava em férias de Natal, e a semana inglesa só apareceu no século XX; hoje, as férias pagas já são obrigatórias. O primeiro país a decretá-las oficialmente foi a França, a 8 de Junho de 1936; o Parlamento concedeu a todos os assalariados 15 dias de férias pagas obrigatórias.

Como curiosidade meditemos sobre estes números: em 1860 a semana de trabalho nos Estados Unidos era de 70 horas e em 1960 passou para 37; no fim do século XX, ainda se discutiam em Portugal a s40 horas. Os nossos avós viviam em média 300 mil horas e trabalhavam 120 mil, enquanto nós viveremos 700 mil e trabalharemos 80mil!

Se há 50 anos um português quisesse fazer praia (na época quase uma excentricidade), as opções seriam muito diferentes das actuais. Se vivesse perto de Lisboa, ainda se poderia dar ao luxo de ir para caxias ou para Algés. O Algarve era quase desconhecido, e mais para norte férias a sério podiam fazer-se na Figueira da Foz, na Póvoa do Varzim, na Granja, e eventualmente na Nazaré, para quem gostasse de locais sossegados e de convívio com os pescadores. Ia-se normalmente em família, de armas e bagagens, e como as viagens eram tão longas e cansativas, não se ia só por uns dias, mas no mínimo por um mês. Na verdade, há 50 anos, só muito poucos portugueses podiam passear.

Hoje em dia, tudo é diferente! É impensável passarmos 12 meses do ano sem férias. O único problema é a escolha!

Podemos ir para a praia ou para o campo; tirar férias de Verão ou de Inverno; fazer uma viajem de turismo no estrangeiro ou em Portugal; escolher passar um mês de calma ou viver esses dias como um aventureiro; ou pura e simplesmente ficar em casa a gozar o sossego do lar...

Mas qualquer que seja o tipo de férias é sempre tempo para descontrair e carregar baterias para mais 11 meses de stress!!!

 

 

Cor, alegria, esperança, amor, presentes e música criam o clima festivo deste evento universal e cada país segue uma tradição, respeitando na linha evolutiva do tempo as lendas e os costumes dos antepassados.

Japão

O Natal no Japão é cheio de significados e a troca de presentes é fortemente apreciada pelos japoneses. As crianças adoram conhecer a história do nascimento de Jesus numa manjedoura porque só então travam contacto com a ideia do «berço», já que os bebés japoneses não dormem neles.

Índia

Os cristãos na Índia decoram as casas com pés de manga e bananeiras. Em certas partes da Índia, acendem-se pequenas lâmpadas de argila com óleo, o que dá um bonito efeito decorativo.

China

As casas são enfeitadas com lanternas e as árvores de Natal com correntes de flores de papel. Mas como a grande maioria dos chineses não é cristã, a maior celebração do Inverno é o Ano Novo Chinês, no fim de Janeiro. Nessa data as crianças recebem roupas e brinquedos e são servidos pratos especiais.

Estados Unidos da América

O Natal americano é uma festa de cor e brilho, que começa semanas antes, com a corrida às lojas para encontrar os presentes que mais prazer darão à família e aos amigos.

A decoração das ruas e das montras é, por si só, um espectáculo. As casas, enchem-se de lãmpadas coloridas, bonecos de neve, velas vermelhas e grinaldas feitas de plantas verdes. Na véspera de Natal os vizinhos reúnem-se para cantar “Christmas Carols” (canções de Natal), em espírito de confratenização natalícia. As crianças penduram meias na lareira e na manhã do dia 25 de Dezembro abrem os tão esperados presentes. O prato típico americano é o peru recheado, acompanhado de frutas tropicais.

Suécia

As festas de Natal começam no dia 6 de Dezembro, dia de São Nicolau. Nesse dias, as crianças escrevem as suas cartas com pedidos que São Nicolau troca por um saquinho de guloseimas ou nozes. Os presentes chegam no dia 25. na noite de Natal, a filha mais velha veste-se de branco, com uma faixa vermelha à cintura e uma grinalda de folhas verdes com sete velas acesas na cabeça. Leva cuidadosamente café e bolinhos ao quarto de cada membro da famílias.

Belém

Em Belém, cidade natal de Jesus, o Natal é comemorado por peregrinos e tribos da região, que se ajoelham na cripta da capela dos franciscanos para dorar, segundo a tradição o berço onde Jesus terá nascido. Está guardado nessa igreja e só é montado na noite de 24 para 25 de Dezembro. Depois de terminar a missa, os franciscanos oferecem uma ceia aos peregrinos: pão preto acompanhado de vinho.

 

 

O cultivo de plantas em recipientes vem na linha da tradição dos terrários e dos estufins (todos eles variações da chamada caixa de Ward, o botânico inglês que a inventou)que, no século XIX, eram utilizados para cultivar fetos em casa. Qualquer recipiente fundo de vidro ou plástico transparente e incolor — aquários, garrafões, frascos grandes de compota, bonbonnières — pode ser utilizado para um jardim em garrafa, desde que a abertura seja suficientemente grande e possa fechar-se hermeticamente. O recipiente fechado funciona como uma estufa em miniatura: a humidade constante e a luz concorrem para que existam no interior condições de cultivo próximas das ideais.

O arejamento do solo em meio fechado é muito importante, pelo que a mistura deverá ser mais porosa e granulosa que a utilizada para as plantas em vaso. Uma mistura à base de turfa que inclua um pouco de carvão de madeira esmagado é uma opção muito adequada, pois o carvão de madeira mantém a mistura bem arejada e saudável. Pode também utilizar-se uma mistura composta por O de substrato e N de turfa, a que se junta um pouco de carvão de madeira esmagado. Lave e seque a garrafa. Depois, deite no fundo uma camada de 2,5 cm de espessura de gravilha ou areão de aquário e cubra com a mistura de envasar, que deverá estar bem seca para evitar que se agarre às paredes do recipiente. Com o auxílio de um funil de papel, deite a mistura na garrafa até formar uma camada de 8 –10 cm.

Humedeça bem a terra utilizando um funil a que ligou um tubo estreito de plástico ou borracha e suficientemente comprido para chegar à superfície da terra. Para poder calcar a mistura, terá que fazer um utensílio: enfie uma varinha de madeira no orifício de um carrinho de linhas de madeira e prenda com um arame ou cole-os um ao outro. Antes de plantar, calque bem o substrato com o carrinho de linhas. Use um garfo ou uma colher de sobremesa presos a uma varinha para abrir as covas para as plantas, começando junto ao vidro e acabando no centro.

Segure cada planta com uma pinça comprida de madeira ou um arame dobrado numa das extremidades para formar um gancho. Coloque as plantas nas covas que abriu, começando igualmente junto ao vidro, e calque bem a mistura em volta de cada planta. Depois de todas as plantas estarem no local pretendido, feche a garrafa hermeticamente. Durante vários meses, não terá que ispensar quaisquer cuidados às plantas. Retire a tampa mais ou menos de 4 em 4 meses para renovar o ar. Se necessário, deite um pouco de fertilizante líquido e de água com o auxílio de um funil, a que ligou um tubinho para evitar salpicar as folhas das plantas e a garrafa. Se a garrafa não estiver fechada hermeticamente, regue todos os meses. Coloque a garrafa num local com boa luz, mas sem sol directo, e rode-a um pouco todos os dias para as plantas receberem luz por igual.

Escolha plantas de folhagem com crescimento lento e que gostem de humidade. Certos fetos e as bromeliáceas, embora sejam plantas adequadas, passados uns anos acabarão por ficar apertados.

 

 

No restaurante do Savoy Hotel podiam ser servidas refeições saborosas e delicadamente confeccionadas a cerca de 500 pessoas. Os pratos eram criações do mestre cozinheiro francês Escoffier, que, do seu gabinete envidraçado contíguo à cozinha, dirigia um exército de 80 cozinheiros, pasteleiros e especialistas em vinhos, sopas, carnes, peixes, molhos e legumes, além de lavadores de loiça e aprendizes.

Em 1889, quando Escoffier, que aperfeiçoara a sua arte culinária em restaurantes e hotéis de Nice, Paris e Monte Carlo, chegou, com a idade de 42 anos, ao recém-inaugurado Savoy, a preparação dos pratos e o serviço das mesas seguiam ainda as regras do falecido Antonin Carême, mestre cozinheiro de várias cabeças coroadas da Europa, que gostava de servir as refeições à la française , isto é, colocando ao mesmo tempo na mesa vários pratos e acompanhamentos. Esta solução dava a impressão de que fora servido um banquete e permitia que os convivas provassem um pouco daquilo que lhes apetecesse. Em contrapartida, a profusão embotava o paladar, deixava a comida arrefecer, incitava à gulodice e perturbava a digestão.

Uma revolução russa

Escoffier pôs esta concepção de parte e introduziu o Service à la Russe, em que cada prato, com o respectivo acompanhamento, era servido isolado, devidamente aquecido, nas quantidades certas e perfeitamente equilibrado. Durante uma refeição, digamos, de Linguado com Molho de Vinho Branco, Faisão com Pasta de Fígado e Soufflé de Santola, servia-se, a seguir ao prato de carne, fortemente condimentado, um sorvete de champanhe ou de frutos para refrescar o palato. Cada prato era acompanhado de um vinho cuidadosamente escolhido. Ademais, Escoffier abandonou os molhos pesados à base de farinha, em favor dos extractos de carne, mais leves e digeríveis.

Como primeiro director da cozinha do Savoy, Escoffier definiu novas regras para se obterem os melhores géneros possíveis. Era ele quem comprava o pregado, o linguado, a truta e o salmão da Escócia no Mercado de Billingsgate, em Londres. A maior parte da carne, com excepção da vaca escocesa, vinha de França, juntamente com a fruta e os primeiros legumes de Les Halles, o grande mercado parisiense. Havia ainda as trufas do Périgord, no Sudoeste da França, o pato de Rouen, a manteiga da Bretanha e da Normandia, as beringelas da Riviera italiana, os tomates das ilhas do canal da Mancha, os pêssegos do vale do Ródano, as pernas de rã do Sena e tartarugas vivas, importadas das Índias Ocidentais, para fazer sopa, um prato favorito dos gastrónomos vitorianos.

Nas cozinhas, Escoffier introduziu métodos de trabalho inéditos nos hotéis britânicos. Organizou o pessoal para trabalhar em turnos, do alvorecer até altas horas da noite, à maneira militar. Os seus trabalhadores, sob a orientação geral de um Chef de Cuisine, dividiam-se em vários grupos, cada um deles responsável por um dado género, e cada um dirigido por um Chef de Partie.

À medida que se aproximavam, duas vezes por dia, as horas de ponta do almoço e do jantar, e os criados circulavam, açodados, com as travessas de comida a escaldar, os nervos ficavam muitas vezes em franja. Para obviar situações conflituosas, Escoffier aplicou outras medidas inovadoras.

Um prato com o nome de uma diva

A cozinha de Escoffier no Savoy Hotel atraiu algumas das mais talentosas e fascinantes personalidades do Mundo, nomeadamente actores, músicos e cantores. Entre as maiores figuras do teatro lírico sobressaía uma diva australiana, a soprano Nellie Melba. Escoffier ficou encantado quando, na Primavera de 1893, ela lhe mandou dois bilhetes para a ouvir cantar numa récita da ópera de Wagner Lohengrin, no Covent Garden. Na noite seguinte, Melba ofereceu uma ceia no hotel em honra do duque de Orleães. Escoffier, que ficara subjugado pela interprertação de Nellie Melba, decidiu retribuir, exibindo os seus melhores dotes culinários. Num assomo criativo, Escoffier inventou uma nova sobremesa a que chamou Pêche Melba, ou “pêssego Melba”. Consistia em pêssegos descascados embebidos num xarope com sabor a baunilha, servidos numa taça de prata sobre uma camada de gelado de baunilha. Colocou a taça entre as asas de um cisne — inspirado na ave que puxa o barco de Lohengrin na ópera de Wagner — que pessoalmente esculpira em gelo da Noruega e revestira de uma cobertura de açúcar. Melba adorou a sobremesa, que afirmou ter “o sabor do Paraíso”. No entanto, Escoffier achava que faltava “um pequeno complemento” à sua sobremesa. Matutou na solução durante seis anos — nessa altura já se transferira para o Carlton Hotel, em Haymarket, inaugurado pouco tempo antes — até que lhe veio a inspiração. Juntou então ao pêssego Melba o seu toque final: uma cobertura de puré de framboesa. “Só nessa altura”, afirmou, “senti que tinha feito justiça à Melba.” Ao provar a versão final da sobremesa, Melba disse que se sentia “como Eva ao provar a primeira maçã”.

 

 

As variedades com pé alto ou mole devem ser tutoradas com ramos ou canas, por exemplo. A fim de conservar as plantas vigorosas e compactas, corte sistematicamente todos os escapes florais depois de a última flor ter murchado.

Muitos destes craveiros antigos começaram a degenerar há cerca de 40 anos, tendo sido substituído em larga medida por novas variedades. É possível multiplicá-los por estacaria, como já se referiu, ou por mergulhia. É preciso esperar quatro ou cinco anos para que seja possível renová-los; neste caso, convém plantá-los a uma distância aproximada de 30 cm. Se bem que a estacaria clássica seja o melhor método de propagação, dois outros tipos de estacas — as estacas de ponta e as estacas de talão — produzem igualmente bons resultados com estes craveiros.

Uma estaca de ponta é obtida da parte superior do caule, que se partem com os dedos. Todavia, o seu enraizamento é retardado pelo facto de a fractura se produzir, na maior parte dos casos, numa parte mole do caule e acima de um nó. As estacas de talão são rebentos laterais que são retirados inteiros do caule principal, puxando por eles para baixo. Neste caso, os inconvenientes são que o caule principal fi- ca danificado, a base da estaca é dura e, por conseguinte, o enraizamento torna-se lento. Além disso, os nós estão tão próximos que as bases das folhas podem ficar enterradas, o que pode provocar o seu apodrecimento.

É preciso propagar vegetativamente (estacaria, mergulhia, etc.)todas as variedades que se pretendem multiplicar com todas as suas características. Contudo, existe ainda outro método, que consiste em colher as sementes de modo a obter fácil e economicamente um elevado número de craveiros, que poderão dar formas interessantes. Subsequentemente, os mais belos craveiros poderão ser re- produzidos por estacaria ou mergulhia

Rega, tutoramento e desbaste

Algumas plantas suportam as condições de seca, mas os craveiros necessitam de rega, em particular nas épocas mais quentes. É então que as raízes devem ser bem regadas — até 101 por metro quadrado. Regá-las em demasia pode fazer mais mal do que bem. Durante o seu primeiro ano, um craveiro desenvolve um escape floral de cerca de 60 cm de altura; no segundo ano, surgem já vários. A fim de apoiar as flores pesadas, espete no solo uma cana de 1 m de altura por cada escape floral prenda-o à cana com cordel, ráfia ou anilhas de arame. Os ramos laterais podem ser sustentados por meio de anéis mais frouxos.

Na Primavera, forma-se no topo do caule um botão terminal que, regra geral, dá origem à maior e mais bela flor. De cada caule principal nascem rebentos laterais, cada um com um ou mais botões. Alguns desses rebentos devem ser arrancados para se garantir a formação de botões maiores. Quando os botões já tiverem o tamanho aproximado de uma ervilha, arranque com os dedos todos os rebentos laterais e botões situados abaixo do botão superior numa distância de 7 cm. Nos rebentos laterais que subsistam, deixe apenas os botões terminais; arranque cuidadosamente com os dedos todos os outros.

Plantar cravinas em jardins rochosos

A preparação do solo para plantar cravinas nos jardins rochosos, ou rock gardens, é a mesma utilizada para os craveiros de jardim. No entanto, aquelas são mais tolerantes crescem muitas vezes em solo pobre e pouco profundo, onde os outros craveiros cresceriam pouco. Plante-as no início da

Primavera. Certifique-se de que não se acumulam folhas à volta da base das plantas, o que poderia originar o apodrecimento dos caules. Como as cravinas florescem um pouco antes dos outros craveiros, devem ser plantadas mais cedo. Por isso, se comprar plantas novas, plante-as no fim do Inverno ou no início da Primavera. Regue-as bem nos períodos de tempo seco.

As variedades mais pequenas que cobrem o solo e que aí ficam durante dois anos devem ser plantadas a intervalos de cerca de 20 cm; as espécies variedades maiores e que se conservam no solo durante dois anos devem ser plantadas a 30 cm de distância, as variedades mais robustas e que se mantêm durante três anos, a intervalos de 30 –40 cm. Não enterre demasiado o caule nem deixe que as folhas inferiores toquem no solo, mas certifique-se de que as raízes estão bem enterra- das. Regue moderadamente.

Desponta dos craveiros obtidos a partir de estacas

Se tiver obtido plantas a partir de estacas, elas precisarão de uma primeira desponta. A altura de o fazer é quando os craveiros já têm entre 20 - 25 cm de altura.(A desponta já deverá ter sido feita nas plantas compradas em viveiro.)

Quando já se tenham formado nove pares de folhas completamente desenvolvidas, desponte o topo do caule acima do sexto, sétimo ou oitavo nó acima da base. Para isso, segure o nó entre os dedos indicador e polegar e, com a outra mão, dobre o caule com um movimento brusco para a esquerda e para a direita acima do nó. Deverá quebrar-se facilmente.

Caso contrário, corte-o com uma faca aguçada e limpa logo acima do nó. Após esta primeira desponta, aparecerão entre cinco e sete rebentos laterais. Alguns deles precisarão de ser despontados quando medirem cerca de 15 cm de comprimento — trata-se da chamada segunda desponta. Efectua-se do mesmo modo, deixando também cerca de seis pares de folhas completamente formadas. Os rebentos laterais que não tenham sofrido a segunda desponta florescerão normalmente. Os rebentos despontados produzirão rebentos laterais que florescem mais tarde.

Craveiros de cultura em estufa.

Os craveiros-de-florista, ou remontantes, são plantas de estufa. De facto, desenvolve-se actualmente um enorme trabalho de hibridação para obter flores grandes, de pedúnculo direito forte, colorações muito atraentes e resistentes a certas doenças. Embora sobrevivam a baixas temperaturas, dão-se melhor sob abrigo. O método de cultura mais fácil é em vasos numa estufa que, se a temperatura for baixa, pode precisar de ser aquecida, de modo que as flores possam ser produzidas ao longo de todo o ano. Os produtores utilizam canteiros em vez de vasos, apesar de este sistema ser mais propenso à propagação de doenças transmitidas pelo solo.

O craveiro remontante tende a ramificar e produz uma flor na extremidade de cada ramo. A planta deve ser despontada para estimular o crescimento de novos rebentos, fazendo-se geralmente uma segunda desponta. A propagação faz-se a partir de estacas cortadas das plantas floridas. Estes craveiros devem ser renovados de 3 em 3 ou de 4 em 4 anos. As estacas só devem ser retiradas das plantas mais bonitas e mais produtivas; caso contrário, a descendência tende a degenerar.

Propagar craveiros remontantes por estacaria

Os craveiros remontantes são, na maior parte dos casos, propagados por estacaria, efectuada em plantas floridas entre Outubro e Março. É conveniente regar as plantas algumas horas antes da separação das estacas; em seguida, escolha na parte inferior do caule principal um rebento lateral vigoroso de 8 –10 cm de comprimento e arranque-o com um movimento de cima para baixo. Retire as folhas inferiores da estaca de forma a deixar apenas quatro ou cinco pares de folhas bem desenvolvidas. Com uma faca aguçada, corte a estaca imediatamente abaixo do nó mais elevado de que se arrancaram as folhas. Antes de retirar outras estacas, desinfecte a lâmina da faca passando-a por uma chama para evitar a transmissão de doenças por vírus. Em seguida, encha um tabuleiro de cerca de 7 cm de profundidade com areia grossa ou uma mistura em partes iguais de turfa e areia grossa. Com um transplantador ou um lápis, abra buracos um pouco mais largos do que as estacas, distanciados cerca de 5 cm entre si. Em seguida, enfie as estacas nos buracos, tendo o cuidado de evitar que as folhas inferiores fiquem em contacto com o substrato. Por fim, regue para que a mistura envolva bem as raízes. Coloque o tabuleiro numa estufa ou estufim de propagação a uma temperatura não inferior a 10°C; as condições ideais são uma atmosfera húmida e uma temperatura do solo de cerca de 20°C. Evite a exposição directa dos jovens rebentos ao sol para obviar o perigo de ficarem queimados.

Ao fim de 15 dias, comece a abrir ligeiramente o estufim para que o ar circule. Os botões deverão enraizar em duas a três semanas e aparecer pequenos rebentos verdes nas suas extremidades. A partir desse momento, poderá abrir cada vez mais o estufim até acabar por retirá-lo, a fim de robustecer as plantas. Quatro ou cinco semanas depois, instale as jovens plantas ligeiramente à sombra nas prateleiras da estufa, onde devem permanecer cerca de 10 dias. De seguida, mude-as para vasos de 8 cm com mistura de envasar ou uma mistura adequada.

Retire-as cuidadosamente uma por uma com uma espátula para não danificar as raízes. Ao cabo de duas ou três semanas, quando o torrão estiver colonizado pelas raízes, retire-o para verificar se estas são visíveis e mude as plantas para vasos de 10 cm com terra vulgar. Regue abundantemente antes de mudar de vaso. Faça uma primeira desponta às jovens plantas quando da primeira o da segunda mudança de vaso, altura em que terão sensivelmente nove pares de folhas bem desenvolvidas atingido já 20 –25 cm de altura. É preferível efectuar a propagação entre Janeiro e Março, pois as condições de luz solar são então favoráveis e permitem que as plantas tenham um crescimento rápido e vigoroso.

 

 
 

Se o vidro de uma janela se partir, poderá ter que ser substituído pelo lado de fora da casa. As janelas do rés-do-chão são habitualmente de acesso fácil, mas quando se trata de uma janela do andar de cima, chame um vidraceiro.

Vidro laminado para portas. Se quiser substituir uma vidraça grande de uma porta ou do fundo de uma escada, utilize vidro laminado, que tem uma camada central de plástico. Este tipo de vidro não se estilhaça, sendo seguro no caso de alguém cair contra ele e contra tentativas de assalto. Também pode utilizar vidro reforçado (ou temperado).

Janelas com caixilhos de madeira. Meça a altura e a largura da área a cobrir com vidro e peça a um vidraceiro que corte a vidraça. Compre massa de vidraceiro.

1. Cubra o chão com jornais, a fim de aparar qualquer estilhaço que caia. Depois, cole fita isolante cruzada sobre a vidraça e até ao caixilho. Reduzirá o perigo de saltarem.

2. Calce luvas de cabedal e sapatos de couro grosso e ponha óculos de protecção. Parta o vidro, começando pelo topo da vidraça.

3. Com um formão velho, retire os restos de massa de vidraceiro e os estilhaços de vidro. Os pregos sem cabeça inseridos na massa podem ser retirados com uma turquês.

4. Retire o pó do caixilho com um pincel e pinte o rebaixo com primário. Deixe secar. Se tiver que esperar uma noite, cubra a janela com um plástico ou contraplacado.

5. Amasse a massa de vidraceiro com as mãos. Se agarrar às mãos, molhe-as ou retire parte do óleo rolando a massa sobre papel de jornal.

6. Segure a massa e comprima-a entre o indicador e o polegar contra o rebaixo do caixilho, formando uma camada de 3 mm de espessura a toda a volta.

7. Aplique o vidro fazendo pressão contra a massa. Comprima-o apenas nas extremidades, tendo o cuidado de não comprimir o centro do vidro que pode partir-se.

8. Fixe o vidro com pregos sem cabeça inseridos na janela, a intervalos de 25 cm aproximadamente, com a parte lateral de um formão e de modo que sobressaiam 5 mm.

9. Aplique mais massa, agora sobre o vidro, para preencher o rebaixo. Alise-a com uma espátula de modo que cubra os pregos de fixação e fique também alinhada com a massa aplicada no outro lado. Utilize a extremidade plana da espátula para retirar o excesso de massa. Nos cantos, tente que o acabamento fique o mais perfeito.

10. Deixe a massa endurecer durante 2 semanas antes de a pintar. Quando o fizer, deixe que a tinta ultrapasse a massa numa faixa de 3 mm a toda a volta da vidraça para evitar a entrada de chuva.

Janelas com caixilhos de metal. A vidraça de uma janela com caixilhos de metal pode ser substituída segundo o processo usado para as janelas com caixilhos.

Em vez de pregos sem cabeça, usam-se molas de vidraceiro para manter o vidro na posição. Retire-as com um alicate. Por vezes, podem ser usadas de novo, mas quando enferrujam devem ser substituídas.

Desfazer-se de vidros partidos. Deite-os num vidrão ou envolva-os em camadas de papel de jornal e coloque-os num contentor de lixo com um rótulo: "Vidros partidos."

Substituição da massa. A massa de vidraceiro tem tendência para abrir fendas e soltar-se em segmentos. É preferível substituir toda a massa do que colocar as partes que faltam. Retire a massa velha com um formão. Se os pregos sem cabeça estiverem corroídos, arranque-os e substitua-os. Escove, dê uma demão de primário sobre o rebaixo e depois aplique a nova massa de vidraceiro.

 

 
 

Plantação de um jardim rochoso

As plantas para os jardins rochosos são, em geral, plantas que foram cultivadas em vasos; por este motivo, e dado que as raízes não são perturbadas, podem ser transplantadas em qualquer altura do ano; contudo, o melhor período é entre Outubro e Março. Para soltar a planta, bata com o vaso na mesa de trabalho, vire-o ao contrário e, segurando o caule entre dois dedos, puxe o vaso para cima. Se o vaso for de plástico, dê um golpe seco com a borda numa superfície dura, a fim de soltar o torrão. Abra uma cova de profundidade equivalente à altura do torrão e introduza nela a planta. Preencha a cova com terra e fixe a planta com os dedos ou com o cabo do transplantador. Cubra a superfície com cascalho, gravilha ou areão e regue moderadamente. As plantinhas criadas em casa e prontas para envasar podem ser colocadas directamente no jardim rochoso. Plante-as da mesma forma, certificando-se de que a cova é suficientemente grande para nela caber o sistema radicular da jovem planta. Os arbustos ou coníferas aprumados ficam mais bem plantados na base de uma pedra grande. Em contrapartida, os arbustos ou as coníferas de porte pendente ficam melhor se forem plantados por cima de uma rocha, de modo que os seus rebentos possam cair em cascata.

As plantas que formam rosetas precisam de ser protegidas do excesso de água e, por isso, devem ser plantadas numa fenda vertical para que a chuva não se acumule nas rosetas, apodrecendo-as. Depois de ter retirado a planta do vaso, verifique se ela cabe na fenda.

Se assim não for, molde o torrão dando-lhe a forma adequada. Entale o torrão na fenda e fixe a planta colocando-lhe terra por baixo. Finalmente, encha a fenda acima da planta com uma mistura de terra e gravilha. O ideal será colocar as plantas destinadas a preencher fendas ao mesmo tempo que se põem as pedras, mas isso nem sempre é praticável, e a plantação pode ter de ser feita mais tarde. A vantagem de utilizar plantas já bem desenvolvidas é que o jardim rochoso terá desde logo um aspecto menos despido. Um bom posicionamento para esses espécimes grandes é no ângulo situado entre pedras. Para as plantas de crescimento rápido, deve escolher-se uma zona do jardim rochoso em que o seu desenvolvimento seja facilmente travado pelos limites naturais e onde prejudiquem o menos possível as plantas vizinhas. Antes de plantar, consulte os quadros que e encontram nas páginas seguintes para se informar sobre as dimensões de cada tipo de planta e as suas necessidades de cultivo.

 

Pragas doenças

Os principais inimigos das plantas dos jardins rochosos são as lesmas e os caracóis. No entanto, os estragos serão menores se o jardim for mondado regularmente. No caso de notar que as plantas estão a ser atacadas por outras pragas ou doenças.

 

Plantas para jardins rochosos

Este tipo de jardim surgiu nas regiões alpinas e mais tarde foi adaptado às regiões de clima temperado utilizando plantas diferentes. No Norte da Europa, as plantas têm de resistir a invernos bastante frios, com neve e temperaturas abaixo de zero, enquanto no nosso clima terão que suportar invernos medianamente frios e húmidos e verões e primaveras bastante quentes.

A seguir apresentam-se dois grupos de plantas — um abrangendo plantas a utilizar em jardins rochosos em zonas de clima temperado (praticamente todo o nosso país); outro que inclui plantas para zonas de clima mais frio, onde poderá nevar no Inverno. Neste último caso, os jardins rochosos podem também ser designados por jardins alpinos.

 

 

Saindo de Campo maior em direcção a Portalegre, passa-se pelo Museu do café. O café, graças a algumas fábricas pequenas, mas sobretudo à NovaDelta, de Rui Nabeiro, é uma referência desta vila alentejana.

O museu apresenta uma interessante colecção de objectos ligados à produção, torrefacção e cponsumo do café. Podemos ver uma velha bola de torra industrial a lenha, máquinas de café industriais, a gás e eléctricas, e moinhos de café manuais, de uso doméstico. Há também uma estufa onde se podem ver cafeeiros com as cerejas do café, e podemos acompanhar a história que vai da planta até à bebida escura e odorosa que os Portugueses tanto apreciam. Quem quiser saber mais, pode consultar os livros especializados da biblioteca.

Museu do Café

Campo Maior Tel: 268 680 000
Horário: dias úteis das 9 ás 13 horas e das 14:30 às 18:30

 

 

Cores
As paredes em tons luminosos e suaves (bege, azul, pastéis) transmitem tranquilidade e devem combinar com os tecidos.

Iluminação
Não coloque um candeeiro no tecto, é frio. Opte antes por apliques de parede. Para poder ler e criar ambiente, coloque os candeeiros nas mesinhas ou na consola. Se tem guarda-fatos no quarto, aplique um espelho numa das portas e coloque luzes no interior.

Mobiliário
Utilize esta divisão só para descansar: evite a televisão. Como móveis: cama, guarda-fatos, mesinhas... Se o quarto for pequeno, não escolha mesinha e consola iguais. Objectos, só os necessários.

Tecidos
Sempre fibras naturais e a condizer (algodões, linhos). Pode optar por diferentes tecidos e estampados. Para o chão, diversos tapetes.

 

 

Qual a sua função? Comece por decidir como pretende usar o espaço. Se é para jantar ao ar livre, construa-o em redor de uma mesa, onde poderá gozar o sol do final da tarde.

Precisa mesmo de relva? Um relvado central com canteiros à volta tem um ar vazio. Opte por caminhos estreitos e canteiros de tamanho generoso. É difícil manter a relva em espaços pequenos e sombrios. Pavimentá-lo com pedra ou tijolo é mais resistente.

O grande pode ser bonito. Um espaço pequeno não precisa de ser sinónimo de plantas pequenas. Que tal uma árvore?

Privacidade. Na selva urbana, a privacidade é vital. Use muros, sebes ou vedações para fechar o seu jardim.

Crie zonas diversas. Aumente a sensação de espaço dividindo o jardim em «salas» ou criando diferentes níveis com uns canteiros mais elevados que outros.

 

 

Auscultámos a opinião de empregados, cabeleireiras, agentes de viagens e outros e chegámos a estes cinco conselhos:

A educação é uma virtude. Vale a pena fazer o esforço de tratar os empregados e funcionários dos hotéis pelos seus nomes. Usar «por favor» e «obrigado» também lhe conquistará muitos amigos a longo prazo. «Se um cliente mostrar respeito pelo profissionalismo dos meus empregados, eles respondem na mesma moeda», diz o gerente do Restaurante Trufiles, no Yorkshire.

Seja claro Pedidos vagos conduzem a resultados vagos. Um agente de viagens será mais eficiente se souber exactamente o tipo de férias que procura; «um sítio onde faça calor» não ajuda muito. «O maior problema que temos é as pessoas reclamarem que as suas férias não eram o que estavam à espera», diz Sean Tipton, porta-voz da Associação Britânica dos Agentes de Viagens. <

A lealdade também é recompensada. As pequenas empresas, sobretudo, precisam do apoio de clientes regulares e fiáveis. «Aos nossos clientes mais regulares podemos oferecer melhores serviços», diz Victor Keshishian, da sapataria T. Galloway, no Hertfordshire. «Conhecemos os seus gostos, por isso sabemos que sapatos lhes agradarão mais.»

Tenha expectativas razoáveis Bons serviços têm muitas vezes a ver com timing. «Reservarhotel em época baixa dá-nos mais hipóteses de oferecer um quarto melhor», diz Jennifer Ploszaj, da Intercontinental Hotels & Resorts. Mas não cancele reservas à última hora; é pouco correcto e não vai deixá-lo nas boas graças dos funcionários.

Controle-se Gritar não o leva a lado nenhum. Seja claro e contido se tiver que queixar-se, já que isso possibilita à outra parte dar-lhe uma resposta profissional. «A maioria das pessoas não sabe apresentar uma queixa correctamente», diz Victoria Saunders, gerente do cabeleireiro Harringtons, em Londres. «Mas se alguém apresentar o seu problema com clareza, podemos corrigir a situação facilmente.»

 

 

Revisão da matéria dada Antes de partir, leve o carro à revisão. Substituir o filtro do ar, manter os pneus com a pressão adequada, mudar o óleo na altura aconselhada (e usar o tipo de óleo mais indicado) podem fazer-lhe poupar até 19% no consumo de combustível.

 

Evite o pára-arranca Num arranque o carro consome até 5 vezes mais que em velocidade de cruzeiro. Não se cole ao veículo da frente, nem acelere de um semáforo para outro. Esteja atento às informações sobre o trânsito e fuja das estradas mais congestionadas.

 

Faça as compras de caminho Aproveite as compras num supermercado com bombas de gasolina para atestar. Poupa normalmente entre 3 e 6 cêntimos por litro.

 

Não leve a casa às costas Cada 50 kg a mais na bagageira aumentam entre 1 e 2% o consumo de combustível. Transportar objectos no tejadilho é ainda mais penalizador: até 5%.

 

Ar puro O ar condicionado é um sorvedouro de combustível: até +30% de consumo, consoante os modelos (de AC e de carro). Para evitar discussões, sugiro-lhe o acordo que fiz com a minha mulher: até aos 29°C, janela aberta; dos 30°C para cima, liga-se o AC.

 

Ri de quê? Como no anúncio de há anos atrás, pagar com cartão pode deixar-lhe um sorriso nos lábios. Por exemplo, os sócios do ACP têm acesso a um cartão que lhes poupa 3% por litro na Repsol; os clientes do Totta e do BES, sob certas condições, podem poupar até €10 por mês 10% de €100).

 

 

Descubra a entrada no castelo pela Porta da Vila e prossiga até à Porta de Montalvão, que se mantém como no século XIII, descubra a matriz, reedificada no século XVIII, a Fonte do Frade (século XVIII) e a frontaria renascentista da Igreja da Misericórdia (séculos XVI-XVIII).
Fora do recinto muralhado, são motivos de interesse as Capelas de São Sebastião, de Nossa Senhora dos Prazeres e de Santo António, bem como as Fontes Nova, da Pipa e da Cruz. Nos arredores, rudes e agrestes, onde a paisagem é marcada pelos afloramentos de granito, é um desafio estimulante procurar a anta de São Gens ou a ponte romana perto da Senhora da Graça.
As Termas da Fadagosa, um lenitivo para a pele e o reumatismo, são uma valência importante para o concelho, mas aquilo que é distintivo em Nisa, relativamente a todo o Alentejo, é a variedade e qualidade do artesanato que ainda existe. Verdadeiro santuário de habilidade manual e criatividade, sobretudo feminina, no concelho encontramos: a olaria pedrada - verdadeira renda de pedrinhas aplicadas sobre o barro; os bordados (alinhavados, barafundas e aplicações em feltro) e as rendas (de bilros, frioleiras, rendas de nó e xailes de pêlo de cabra). Na Casa do Povo há um núcleo museológico de etnografia, e, a pedido, a Misericórdia permite o acesso ao seu núcleo arqueológico.
Artesanato são também os queijos da Região Demarcada de Nisa, os doces - tigeladas e barquinhos -, a arte de bem receber e o calor humano da gente que empresta graça e beleza às coisas que faz nesta vila cheia de dinamismo e tradição.

 

 

Em Tomar

Inicie o percurso com uma visita ao Parque do Mouchão, em pleno coração da cidade. Logo à entrada, repare na enorme roda de rega que ali labora há séculos! Este é um espaço de lazer muito agradável, com muitas árvores e recantos lindíssimos à beira-rio, acompanhados por diversos açudes e pontes. Também é possível fazer um passeio pelo rio, já que existem pequenos barcos para alugar.

Perto do estádio, encontra-se um bom parque de merendas, que brinda os visitantes com uma excelente panorâmica do rio. A propósito, repare nos milhares de barbos que aí permanecem quietos, quase indolentes... Junto ao parque de merendas, há também um bom parque infantil, pelo que poderá usufruir calmamente desse espaço enquanto mantém as crianças "debaixo de olho".

Depois, atravesse a Ponte Velha e aprecie os Moinhos de Água d'EI Rei, engenhos curiosos que, no segundo quartel do século XVI, aproveitavam a força motriz da água para uso industrial. Do outro lado, na Rua Everard, observe a oficina de fundição e serralharia, que produz verdadeiras obras de arte em ferro fundido e forjado.

A seguir, atravesse a parte velha da cidade, subindo a Rua Serpa Pinto até à espaçosa Praça da República. Aí, poderá visitar a Igreja de São João Baptista, na qual se destaca o magnífico portal. A fachada gótica, que lhe dá um toque grandioso, deve-se a D. Manuel I, que, nessa altura, era também Mestre da Ordem de Cristo. No interior do templo, aprecie o púlpito, em pedra trabalhada, e as tábuas quinhentistas do mestre Gregório Lopes.

Local: Praça da República
Contacto: 249 31 26 11
Horário: todos os dias, das 10h00 às 18h00
Preço: gratuito

Mata Nacional dos Sete Montes

Perto da referida igreja, na Praça Infante D. Henrique, encontrará um enorme portão, que dá acesso a outro excelente espaço verde da cidade: a Mata Nacional dos Sete Montes. São 39 hectares profusamente arborizados e harmoniosamente ocupados por jardins, patamares, lagos e monumentos diversos. As crianças têm aqui espaço de sobra para andar de bicicleta ou trotineta ou, pura e simplesmente, para brincar. Existe um excelente parque infantil, muito bem equipado e com curiosos "jogos do galo", em tamanho gigante, à espera de serem usados. Os arruamentos sugerem óptimos trajectos para um passeio agradável ou uma corrida matinal estimulante. Também dispõe de um bom parque de merendas, num local cheio de sombra regularmente visitado por diversas aves, que não hesitam em reclamar algumas migalhas, mesmo junto aos pés dos visitantes.

Local: Praça Infante D. Henrique
Horário: todos os dias, das 10h00 às 18h00
Preço: gratuito

 

Museu dos Fósforos

Um pouco adiante, ao lado da Igreja de São Francisco, não deixe de visitar este curioso museu. Ficará certamente maravilhado com a maior colecção filumenística da Europa, com cerca de 40 000 caixas, carteiras e etiquetas de fósforos e recordará, seguramente, algumas imagens da sua infância. Esta enorme colecção foi iniciada por Aquiles Mota Lima, que a doou à Câmara Municipal para que fosse exibida ao público, continuando depois a crescer, graças às constantes doações de particulares.

Local: Câmara Municipal de Tomar, Praça da República
Contacto: 249 32 98 23 (Posto de Turismo)
Horário: todos os dias, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00
Preço: gratuito

Oficina de Azulejaria e Olaria

No mesmo pátio, mas no lado oposto ao museu, fica a Oficina de Azulejaria e Olaria, onde poderá observar todo o processo de pintura de azulejos ornamentais e trabalhos de olaria. Uma visita interessante e elucidativa, em especial para as crianças.

Horário: das 09h00 às 12h30 e das 14h30 às 18h00
Preço: gratuito

Castelo dos Templários e Convento de Cristo

Pegue no carro e siga as indicações de Castelo e Convento de Cristo. Entretanto, aproveite e faça um pequeno desvio para visitar, já na subida, a Capela de Nossa Senhora da Conceição, à direita. Aí, além da pequena basílica de traça renascentista, encontrará também um bom miradouro, que lhe permitirá desfrutar de uma óptima panorâmica da cidade. A capela é da autoria de Francisco de Holanda, um dos arquitectos preferidos da corte de D. João III.

O Castelo dos Templários e o Convento de Cristo são monumentos de referência em Tomar. O convento foi construído, e depois sucessivamente ampliado, a partir do Castelo dos Templários. É costume dizer-se que todo o edifício, classificado pela UNESCO como Património da Humanidade, é um autêntico manual de história da arquitectura, devido às muitas alterações de que foi alvo, desde a sua construção no século XII. Pormenores góticos e manuelinos, elementos renascentistas e influências bizantinas são, neste monumento, harmoniosamente conjugados. De entre os vários elementos que o compõem, destacam-se o portal da igreja, a Charola e a Janela do Capítulo, autêntica obra-prima do estilo manuelino. A visita dura cerca de 2 horas.

Local: Convento de Cristo
Contacto: 249 31 3481
Horário: Inverno, das 09h00 às 17h00; Verão, das 09h00 às 18h00. Encerra a 1 de Janeiro, Sexta-feira Santa, Domingo de Páscoa, 1 de Maio e 25 de Dezembro.
Preço: adultos, +/-3 euros;reformados +/- 1,5 euros; crianças até aos 13 anos, gratuito.

Ilha do Lombo

Saia agora da cidade, em direcção à Barragem de Castelo de Bode, seguindo as indicações Serra e Ilha do Lombo. O enorme reservatório da barragem, com cerca de 60 quilómetros de extensão, é ideal para a prática de diversos desportos aquáticos. Mas as suas margens, sombreadas por densos pinhais, presenteiam os visitantes com recantos tranquilos, onde se podem passar momentos muito agradáveis, se não mesmo inesquecíveis. A Ilha do Lombo, em particular, é um daqueles locais que associam a beleza natural a uma oferta de lazer mais requintada, para os que preferem o conforto de um bom restaurante aos piqueniques no meio dos pinhais. Se é o seu caso, saiba que aí existe uma excelente pousada, com o referido restaurante, mas também esplanadas e piscina. Na margem, pode comunicar-se com o estabelecimento hoteleiro, através de um telefone directo, de marcação automática, instalado num café local. Existe uma pequena embarcação que faz a travessia, porventura com demasiada rapidez para quem gosta de passear de barco. A viagem custa cerca de 2,5 euros.

É claro que, para o efeito, também é possível utilizar um barco próprio e aproveitar para dar um agradável passeio pela barragem, descobrindo novos recantos paradisíacos mais ou menos escondidos. Se gosta de pescar, não se esqueça também de trazer o "equipamento": estão garantidas largas horas de diversão, a tentar pescar um achigã!

Bairro

Regresse depois a Tomar e, no centro, em frente ao portão da Mata dos Sete Montes, vire à esquerda, em direcção a Torres Novas. A cerca de 15 quilómetros de Torres Novas, em Terras Pretas, vire à direita para Fátima e Ourém. Pouco depois, vire à esquerda para a EN 357, em direcção a Fátima. Aí começarão a surgir indicações de Pegadas da Serra de Aire. Siga sempre essas indicações, até entrar em Bairro, onde encontrará, à esquerda, o parque de estacionamento e o edifício de recepção do Complexo das Pegadas de Dinossáurios da Serra de Aire.

Na Pedreira do Galinha, existem mais de vinte pistas de pegadas de dinossáurios saurópodes, que, em alguns casos, excedem os 100 metros de extensão. Esta espécie herbívora, de grandes dimensões, terá caminhado por estas paragens durante o Período Jurássico, ou seja, há cerca de 175 milhões de anos, deixando para a posteridade as marcas dos seus passeios. Ao que parece, a quantidade e qualidade da vegetação existente terão contribuído, decisivamente, para a expansão destes dinossáurios. Note-se ainda que este recinto possui o mais antigo e extenso registo de pegadas de saurópodes do mundo, o que revela bem a sua importância.

Num primeiro momento, o circuito interpretativo sugerido pelos responsáveis por este Monumento Natural (na prática, um pequeno passeio pedestre, com cerca de 2 quilómetros de extensão) surpreende pela enorme superfície de pedra branca, relativamente plana, exposta pela anterior exploração da pedreira. Mas, chegando ao fundo, depois de se habituar a visão às ténues depressões deixadas no lodo jurássico pelos enormes sáurios, é impossível não ficar impressionado pelo privilégio de poder observar tão evidente registo das deambulações destes animais pelo mesmo chão que agora pisa. E, se puder visitar o local quando a luz incide sobre ele num ângulo rasante, ou seja, de manhã cedo ou ao entardecer, as pegadas tornar-se-ão ainda mais visíveis, já que é nessas alturas que as sombras do relevo ficam mais acentuadas.

Para ajudar a compreender bem o significado deste achado, existem diversos painéis, espalhados por todo o percurso, que fornecem as informações mais pertinentes sobre o assunto.

Local: Pedreira do Galinha
Contacto: 249 53 01 60
Horário: todos os dias, das 10h00 às 12h30 e das 14h00 às 18h00
Preço: adultos, +/- 1,25 euros; crianças dos 6 aos 10 anos, +/- 0,5 euros; crianças até 6 anos, gratuito. Os reformados beneficiam de um desconto de 50%.

 

Mira de Aire

De regresso à EN 357, siga sempre em direcção a Fátima, até chegar ao cruzamento com a EN 360. Aí, vire à esquerda, em direcção a Mira de Aire e Grutas. Em Covão do Coelho, passará por um bom parque de merendas, sinalizado do lado esquerdo da estrada, perto de um cruzamento.

Grutas de Mira de Aire

Chegando a Mira de Aire, siga a indicação Grutas de Mira de Aire. Estas ficam a cerca de um quilómetro do centro da vila. A bilheteira está num local pouco visível, no meio de umas esplanadas, à esquerda do parque de estacionamento.

A descida às grutas processa-se através de uma extensa escadaria, mas, ao contrário do que acontece nas outras grutas da região, a saída faz-se de elevador. A visita dura, aproximadamente, 45 a 50 minutos e levá-lo-á através de diversas salas com nomes sugestivos, como Sala Vermelha, Cúpula Majestosa, Boca do Inferno e Rio Negro. A iluminação, muito bem estudada, faz realçar diversos pormenores e cores que, de outro modo passariam despercebidos.

Local: Grutas de Mira de Aire
Contacto: 244 44 03 22
Horário: de Outubro a Março, das 09h30 às 17h30; de Abril a Maio, das 09h30 às 18h00; em Junho e Setembro, das 09h30 às 19h00; em Julho e Agosto, das 09h30 às 20h30. A bilheteira encerra sempre 30 minutos antes do fecho das grutas.
Preço: adultos e maiores de 12 anos, +/- 3,5 euros; dos 5 aos 11 anos, +/- 2 euros; Cartão Jovem, +/- 2,5 euros; gratuito para menores de 5 anos.

Fátima

Saia em direcção a Fátima, seguindo as muitas indicações existentes. Atravessará uma paisagem serrana graciosa, dominada por rochas brancas, mato (por vezes muito denso) e muitos olivais. Logo à entrada da vila, encontrará a indicação Museu de Cera de Fátima. Mesmo assim, nem sempre é fácil descobri-lo, no meio de tantas lojas de recordações.

Não é indispensável ser crente para apreciar devidamente os materiais expostos neste museu. Além das figuras de cera, também não deixa de ser interessante ver as reproduções de trajes, mobiliário e outros aspectos do quotidiano, na época em que terão ocorrido as aparições (início do séc. XX).

Local: Rua Jacinta Marto
Contacto: 249 53 93 00
Horário: segunda a sexta, das 9h30 às 19h00; sábado, das 9h30 às 19h30; domingo, das 9h00 às 18h30
Preço: adultos, +/- 4 euros; crianças dos 7 aos 12 anos, +/- 2,5 euros; menores de 6 anos, gratuito.

Ourém

Depois, saia de Fátima (após uma eventual visita à Basílica do Santuário, de estilo neo-barroco) e tome a direcção de Ourém e Tomar.

Ao passar por Ourém, é quase impossível ignorar o seu castelo. O caminho para o monumento está bem indicado e permite atravessar as apertadas ruelas do centro histórico, por entre casinhas de traça típica. O Castelo de Ourém, de perímetro triangular, foi construído no século XII e possui três torres, além de uma enorme cisterna ogival situada no terreiro central. Nos arcos que cercam as torres, repare na original conjugação da pedra com a tijoleira. Depois, subindo às mesmas, terá diante de si uma fantástica vista dos arredores, uma vez que o castelo se encontra num monte bastante proeminente. No entanto, é preciso ter muito cuidado com as crianças: as torres e respectivos acessos não dispõem de qualquer protecção e a altura é considerável.

Tomar

Antes de sair de Ourém, vale a pena explorar as ruas típicas do centro histórico. Depois, regresse a Tomar. E, se ainda tiver energia para tanto, experimente dar um último passeio pela zona mais antiga da cidade, em especial junto ao Rio Nabão, onde, nalguns locais, parece haver mais peixes do que água.

 

 

O bonsai é uma arte milenar oriental de fazer as árvores e arbustos viverem em vasos, mas adquirindo as formas das árvores na Natureza. Podem ser de interior e adoptarem as duas localizações. Para as regar, deve deixar secar a camada superficial do solo e, quando o fizer, colocar água em abundância. Quanto à adubação, ela deve ocorrer no chamado período de vitaminação, entre Fevereiro e Outubro. Deve usar adubos orgânicos completos, que podem ser líquidos ou sólidos.

A poda deve ser feita respeitando a forma da folha da planta: se é folhosa, de pinheiro ou escamiforme, pode ser feita ao longo de todo o ano. Existe igualmente uma oda de transformação que visa modificar a forma da planta cortando os ramos e pernadas mais grossos. Esta deve ser feita na Primavera ou no Outono. Para saber mais, consulte os sites www.artedobonsai.website.online.pt ou www.luso-bonsai.com.

 

 

Um grupo de populares pára por alguns momentos na nascente de água para se refrescar antes de continuar caminho até Lisboa. As conversas giram em torno dos afazeres diários, das trouxas de roupa das senhoras que têm de ser lavadas, das bilhas de água que têm de ser enchidas. A pacatez é interrompida pela chegada de uma mulher vistosa de porte altivo: a rainha D. Carlota Joaquina, mulher de D. JoãoVI, em pessoa, acompanhada do seu cocheiro-mor.

«Reparai, meu bom amigo, não estamos sozinhos.» E dirigindo-se aos presentes questiona: «Vieram também refrescar-se? Nada dizeis? Que bom que é respirar este ar puro e ver outras caras que não as do Ramalhão do meu exílio. Tendes boas caras, mas dizei-me, sois por D. Miguel e contra a Carta Constitucional? Ele é que deverá ser rei, viva D. Miguel. Não sois contra D. Miguel, pois não?»

Um plebeu mais afoito dispara: «Viva D. Pedro e D. Miguel, filhos da mesma pele. Filhos da Casa de Bragança, não me entendo com esta dança.» A rainha agradece, mas, fitando os presentes um a um, aconselha: «Então, não devereis dizer a ninguém que me vísteis aqui. Mantenham segredo. Que Deus vos abençoe, e viva D. Miguel!»

E, dizendo isto, D. Carlota Joaquina retira-se da Mãe-d’Água de Belas, em passo apressado, na companhia do seu cocheiro. Tinha acabado mais um dos seus passeios para se refrescar nas nascentes de água da zona saloia.

A cena passa-se nos dias de hoje, mas retrata os passeios frequentes que a rainha dava por Belas, onde aproveitava para se refrescar nas nascentes de água, algures nas décadas de 30 e 40 do século XIX.

Esta recriação insere-se num dos passeios organizados pelo Museu da Água da EPAL – Empresa Portuguesa de Águas Livres, que dão a conhecer o Aqueduto das Águas Livres e o percurso do fornecimento de água a Lisboa desde as nascentes, em Belas. Este percurso, intitulado «A Rainha Refresca-se», recria também o espírito barroco e proporciona a visita extraordinária a locais de uma beleza ímpar ao longo das nascentes, de Caneças ao vale de Alcântara, refazendo o percurso que a família real e o povo usavam nas deslocações a Mafra e a Queluz.

«O objectivo deste passeio, bem como de outros que fazemos, é dar a conhecer a magnífica obra de engenharia hidráulica que é o Aqueduto, a sua história, que é lindíssima, a sua dimensão e a importância que ele teve e tem na cidade de Lisboa, e que a maioria das pessoas não conhece», explica Margarida Ruas, directora do Museu da Água.

A intenção da construção do Aqueduto começa a materializar-se com a ideia de levar a água das nascentes das Águas Livres, em Belas, para a cidade de Lisboa, ainda nos reinados de D. Manuel, D. João III e D. Sebastião. Existe mesmo uma referência ao projecto do Aqueduto no tratado Da Fábrica que Falece à Cidade de Lisboa, de Francisco de Holanda.

Só com D. João V foi tomada a decisão final de iniciar as obras. Obras que foram integralmente pagas pelo povo de Lisboa: «Eu costumo dizer que o Aqueduto representa o que de melhor e pior existe em nós enquanto povo, enquanto comunidade. As pessoas de Lisboa colectaram-se durante anos para pagar estas obras. Entregavam uma quantia todos os anos, um imposto, que era destinada exclusivamente às obras, mesmo sabendo que só na geração dos filhos ou dos netos é que ela estaria pronta. Foi de uma generosidade e entrega notáveis. Ao mesmo tempo, representa o pior devido às confusões que se geraram, à forma como muitas pessoas foram afastadas do projecto para dar lugar a outras, às invejas», realça Margarida Ruas.

Uma colecta que foi paga duas vezes devido à falta de escrúpulos da corte durante a ocupação espanhola e dinastia filipina: o dinheiro que havia sido conseguido para o Aqueduto foi totalmente gasto na festa de coroação de Filipe II. «E, mais uma vez, o povo de Lisboa voltou a pagar esse imposto, num gesto grandioso de cidadania e generosidade», diz Margarida Ruas.

Impressionado com a atitude dos Lisboetas, Filipe II manda vir de Espanha o arquitecto italiano Torreano, que tinha assinado várias obras importantes em Madrid, bem como dinheiro para começar as obras. Mas elas não saíram do papel.

O tempo passa e as obras só começam já em pleno século XVIII. O projecto e a construção do Aqueduto das Águas Livres devem-se essencialmente ao brigadeiro Manuel da Maia, ao sargento-mor Custódio Vieira, ao capitão de engenharia Carlos Mardel e ao procurador da cidade, Cláudio Gorgel do Amaral, pela sua obstinação em resolverem o problema do abastecimento da capital. O rei D. João V, saturnino por devoção, assinou em 12 de Maio de 1731, um sábado, o decreto régio para a construção do Real Aqueduto das Agoas Livres.

À grandiosidade natural da obra não será alheia também uma vontade real de criar uma «obra do regime»: «Estávamos no Século das Luzes e os monarcas, influenciados pela riqueza do ouro e diamantes do Brasil, mandavam construir obras públicas grandiosas, como se quisessem criar impressão a todo o custo. Há uma ideia que a grandiosidade das obras públicas são o melhor símbolo de prestígio para o poder vigente. É por isso que as galerias do Aqueduto assemelham-se mais às alas de um convento do que a simples condutas de água», defende a directora do Museu da Água.

E de facto assim é. Tal como os plebeus da época, fazemo-nos ao caminho e rumamos a Belas. O sol quente de uma manhã de sábado prometia ajudar neste regresso ao passado.

«Vendeste a Mimosa sem me dizer nada? Agora como é que vamos ter leite para os queijos, santo Deus? Como é que vamos viver?», interroga-se a pobre lavadeira, enquanto tenta acertar no marido com um pano da trouxa de roupa que traz à roda. O marido, aguadeiro, bem tenta explicar porque vendeu a vaca no mercado, mas não consegue. A refrega conjugal só abranda quando o casal entra na Mãe-d’Água Velha, em Belas, e se apercebe da presença de forasteiros. «Bom dia, vossemecês quereis comprar um queijinho ou chouriça, não? É do melhor, provem e vão ver o que é bom!», atira a lavadeira em tom atrevido, enquanto mostra uma cesta de verga cheia de queijo saboroso e apetitoso.

Noutra, mostra uma bela chouriça caseira que perfuma todo o ar. Ao mesmo tempo, o marido vai passando copos de barro cheios de uma bela limonada feita com água da própria nascente. E enquanto os forasteiros se vão deliciando, a discussão familiar volta a subir de tom.

Esta é mais uma recriação feita para estes passeios, mostrando o dia-a-dia das populações da zona de Belas, Caneças, Carenque, que viviam do pequeno comércio ou de profissões ligadas às nascentes de água e ao Aqueduto. As lavadeiras lavavam as roupas dos senhores nas nascentes, secavam-nas ao sol e depois transportavam-nas em trouxas para Lisboa. Os aguadeiros levavam bilhas de água para Lisboa, que depois iam vender porta a porta.

A Mãe-d’Água Nova é um local tranquilo, de uma beleza despojada de qualquer artifício: O corredor estreito e baixo leva-nos a uma sala redonda com a nascente encanada no meio, como se fosse um pequeno lago. A água, tranquila à superfície, vai correndo célere para um dos ramais existentes na entrada. E esse é o único barulho que se ouve, o da água a correr pelas levadas dentro das galerias silenciosas.

Sem luz artificial, a claridade é obtida através de pequenas janelas colocadas no tecto abobadado e que ao longo do dia vai permitindo ver o local com diferentes tonalidades de cor. O mesmo acontece na galeria da entrada. Olhando para o fundo, a luz que entra pelos respiradouros vai permitindo observar tudo com diferentes cores. Ao fundo, parece azul, mas mais ao perto a galeria é inundada por um laranja-pálido. Estes respiradouros oferecem um autêntico espectáculo natural, minimalista, de luz, ar, sombra, respiração e silêncio. Aliado à beleza da pedra.

O passeio continua e somos levados até às pontes de D.Maria, uma parte do Aqueduto que se assemelha a uma fortificação militar e de onde partem vários pequenos ramais. Voltamos a embrenhar-nos nas galerias, partindo de mais uma nascente que revela a forma como fazia o seu percurso: «Para que a água chegasse aonde era necessária, foi feito um encanamento que umas vezes subia, outras descia, de forma que ela fosse andando com a própria gravidade, sem qualquer ajuda mecânica», explica Margarida Ruas.

Seguimos essa água que desce escada abaixo até à galeria que a levará para longe. Apesar de munidos de lanternas, optamos por fazer o percurso às escuras, usando como iluminação a escassa luz que vai entrando pelas janelas exíguas ou pelos respiradouros. O deslumbramento é total: à medida que vamos caminhando para o seu interior, somos brindados por uma miríade de cores, que vão do branco, azul, roxo ao laranja e ao verde, e por belos exemplares de bicas de água que escondem pequenas fontes inesgotáveis.

E eis-nos chegados a um dos ex-líbris desta teia monumental de galerias: a Torre das Catorze Janelas. De fora, é apenas uma construção de pedra ao nível do chão. Mas por dentro, e depois de termos descido umas escadas íngremes, depara-se-nos uma sala rectangular aonde vêm dar três nascentes de água. Para os mais esotéricos, esta torre é mítica: «Se repararmos, esta torre muito alta é encimada por catorze janelas exactamente iguais. Dizem que esta torre esconde a energia necessária para reerguer Portugal, para o transformar para o futuro. Outros dizem que está aqui a energia para a concretização do Quinto Império», esclarece a directora do Museu da Água.

Regressamos à superfície e ao sol para fazer o ponto alto do nosso passeio: a travessia do vale de Alcântara pelo Aqueduto das Águas Livres. O comprimento do Aqueduto Geral é de 14104 m, sendo 7920 m em trincheiras, 4198 m em túnel e 1986 m em arcadas. Os ramais adutores mais importantes têm a extensão de 44031 m. Na sua totalidade, o Aqueduto das Águas Livres mede 58135 m. As arcadas sobre o vale de Alcântara medem 941 m e têm 35 arcos.

Os primeiros 18 arcos e os 3 últimos são de volta inteira, os restantes 14 arcos são ogivais. O arco maior mede 65 m de altura por 32 m de largura. E com todos estes números o Aqueduto tem alguns recordes mundiais: «É a maior ponte de pedra do Mundo, é a maior obra de engenharia hidráulica do Mundo e tem o maior arco em ogiva do Mundo.

Por ter sobrevivido ao terramoto de 1755, e dado que os pilares não estão assentes em nenhuma falha geológica, somos levados a pensar que na época já havia conhecimentos sobre sismos. Mas como todos os registos foram queimados no grande incêndio do Paço, na sequência do terramoto, não temos esses dados», lamenta Margarida Ruas.

Certo é que milhares de pessoas morreram na construção desta obra imponente que muito marcou a cidade de Lisboa: «D.João V defendia que o Aqueduto iria ajudar ao desenvolvimento da cidade de Lisboa e tinha razão. É a partir do Aqueduto que começa a industrialização da cidade, com a construção da fábrica dos pentes, da fábrica da seda, e nascem oficinas de artífices», exemplifica Margarida Ruas.

Isto para não falar da melhoria da qualidade de vida, uma vez que a água era distribuída através de 11 chafarizes públicos espalhados pela cidade. A galeria do Aqueduto tem de cada lado um passeio que permite a qualquer pessoa obter uma vista deslumbrante do vale de Alcântara. Mas nem sempre foi assim.

Os passeios foram interditados em 1844 devido aos crimes ali cometidos por Diogo Alves, espanhol nascido em Santa Gertrudes, bispado de Lugo, veio viver para Lisboa ainda novo. Foi apanhado pelas autoridades em 1840, na sequência do assassinato da família de um médico cuja casa assaltara, e, por isso, sentenciado à forca.

Segundo se sabe, o decreto real de abolição da pena de morte foi adiado alguns dias para que Diogo Alves fosse enforcado. Só depois a pena de morte foi abolida.

O frio assassino acobertava-se no Aqueduto e esperava que alguém passasse. Na sua maioria, eram lavadeiras ou trabalhadores de regresso a casa. Despojava-os de tudo quanto levavam e a seguir atirava-os do Aqueduto. Algumas vezes, atirou também os filhos pequenos, bebés, de lavadeiras que lançava do Aqueduto.

O passeio termina na Mãe-d’Água das Amoreiras com um fantástico almoço onde são recriadas as receitas da Serafina: «Na altura da construção do Aqueduto, existia no vale de Alcântara uma tasca onde os mestres da obra iam comer e cuja dona era a Serafina. Segundo os registos, ela cozinhava muito bem. Nós fizemos um levantamento das receitas que ela confeccionava e publicámos um livro com elas. No final da visita, as pessoas podem provar essas iguarias. E garanto, são uma delícia!»

Actualmente, o Aqueduto das Águas Livres faz parte do Museu da Água, criado em 1987, instalado na Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, integrando igualmente o Reservatório da Mãe-d’Água das Amoreiras e o Reservatório da Patriarcal.

Ah, já agora. O Aqueduto custou à população de Lisboa a módica quantia de 13 milhões de cruzados, cerca de 370 000 contos. Ou seja, 1 845 552,22 euros.

Para saber mais sobre o Aqueduto, consulte museudaagua.epal.pt.

 

 

Se funciona mal sem a sua bica ou cappuccino, saiba que está muito bem acompanhado. Estatísticas recentes mostram que todos os anos são consumidos no Mundo 400000milhões de chávenas de café. E o café pode tornar-se numa forma de arte. Nos EUA e na Austrália, surgiram cursos para o que chamam «baristas», pessoas que aproveitam a espuma dos cafés de máquina para com ela conceberem desenhos e baixos-relevos.

Houve até já um concurso mundial de baristas, realizado este ano na Alemanha, em que o treinador e artista-barista Scottie Callaghan (à esquerda) participou como membro do júri. E qual é, segundo ele, o segredo do café perfeito? «O café de que o cliente goste», diz com um sorriso aberto. «A sério. Com a prática, qualquer pessoa é capaz de fazer um café decente. E se o quer decorado, chame um barista.»

 

Café-gato
Em Tóquio, os apartamentos são geralmente exíguos, e as horas de trabalho, largas. Então, para satisfazer quem gosta de gatos, mas não os pode ter por questões de espaço e horários, uma nova tendência está a levar ao aparecimento de estabelecimentos com animais domésticos residentes e educados com que os clientes podem relacionar-se. No Calico, por exemplo, há 14 gatos de várias raças para que os clientes descontraiam e tenham um escape para a sua afeição por felinos.

Segredos do ronronar
Quem tem um gato sabe que eles sabem muito bem conseguir o que querem. Mas como? Investigadores britânicos descobriram que no ronronar do gato há um som de alta frequência que parece apelar aos instintos humanos de guarda e cuidado. A directora do estudo, a Dr.ª Karen McComb, da Universidade do Essex, interessou-se pelo assunto porque o seu gato tinha o hábito de a acordar de manhã com um ronronar insistente. «Interrogava-me por que razão aquele ronronar era tão incomodativo e tão difícil de ignorar.» Ou seja: às vezes, mais vale tratar os bichos de estimação como crianças.

 

 

Se ainda acredita em contos de fadas e gosta de acordar no meio da floresta ao som do chilrear dos pássaros, esta cama-árvore é para si. Com quatro troncos (todos de metal) e um ninho pousado onde os ramos se entrelaçam, esta é uma criação do metalúrgico Shawn Lovell, da Califórnia. Cada cama é uma peça única e custa cerca de 10 000 euros.

 

Cobertura política
Este edredão e estas fronhas de almofadas, concebidos pelo grupo de design holandês Le Clochard, podem parecer uma caixa de cartão, mas são na verdade fabricados em algodão puro. As peças de cama foram criadas no âmbito de uma iniciativa de apoio aos sem-abrigo jovens da Holanda promovida pela SZN. Compras online em www.le-clochard.com



As insónias estão fritas
Contemplai a mais deliciosa cama alguma vez criada: é de tamanho gigante e inclui edredão com aplicações tipo sementes de sésamo, colchão tipo hambúrguer, base-fatia-de-queijo, almofadas de tomate e pickles. Infelizmente, é peça única. Pertence a um maníaco de fastfood de Austin, no Texas, que não a vende por preço nenhum.