Mas, à medida que os tempos passaram, os povos foram assimilando o milagre cíclico das culturas espontâneas e, conforme as cirunstâncias, tendo necessidade de encontrar, a partir de uma agricultura ainda primitiva,) os alimentos de que necessitavam, e cada vez em maior quantidade.

A princípio, o homem não se preocuparia em instalar-se em zonas férteis, nem teria porventura essa noção. A necessidade mais forte era a de um abrigo, um esconderijo contra) inimigo, o que teria levado as populações a procurar os lugares privilegiados dos altos jos montes de difícil acesso e fácil defesa, protegendo-se com muralhas rudimentares de erra ou pedra solta, que se mostravam, no seral, eficientes para os conhecimentos da época. Outras populações embrenharam-se na ioresta quase impenetrável, onde os caminhos abirínticos defendiam os habitantes de surpreias desagradáveis.

Só bem mais tarde, conseguidos outros meios de protecção, as populações caminharam para os campos férteis das margens dos .ios ou das planícies. Mesmo assim, tratou-se linda de uma ocupação temporária que não Ibdicava da existência de refúgios nos locais nontanhosos. Só posteriormente o homem coneçou a estabelecer povoações fortificadas unto aos campos de cultura.

Como é evidente, os povos começaram a cultivar algumas plantas locais que de início simplesmente colhiam, passando assim a dispor delas primeiro em maior quantidade e mais tarde em melhor qualidade também.

O conjunto de plantas que cada povo conhecia foi-se sucessivamente enriquecendo com a chegada de outras, normalmente trazidas de locais distantes pelos povos invasores ou provindo de povos de outras paragens que eram subjugados. Com o tempo, devido à facilidade de contacto e à abertura de vias de comunicação, as relações entre os povos conhecerem grande incremento.

Naturalmente, nem todos os países atingem, numa dada época, situações idênticas de desenvolvimento. Basta ver-se como, no momento actual, alguns países desenvolvidos se socorrem quotidianamente de processos muito aperfeiçoados e muito práticos para dispôr de alimentos (conservados pelo frio, calor, enlatasos, précozinhados, desidratados, liofilizados) nos quais os constituintes fundamentais estão devidamente equilibrados, ao mesmo tempo que em países num estádio mais sado se continua a praticar um tipo de cultura obsoleto, com base num sistema rante, e os habitantes se alimentam, quantiva e sobretudo qualitativamente, mal, lando carências alimentares graves.

Ainda existem grupos populacionais com uma alimentação quase exclusivamente baseada em amiláceos (banana, batata-doce, milho, inhame, arroz, etc.), manifestando carências proteicas e vitamínicas graves, e outros onde a proteína é obtida a partir da fauna selvagem, cada vez mais escassa, ou de pequenos animais (lagartas vivas ou secas, torradas, cozidas ou moídas, gafanhotos, formigas, caracóis, ratos, etc.). Na realidade, ainda hoje se conhecem grupos humanos que, tendo aprendido por tradição milenária que as substãncias minerais são importantes para o crescimento, o desenvolvimento e a saúde e tendo como base da sua alimentação produtos muito pobres nestes constituintes, juntam aos alimentos, como se de sal se tratasse, pequenos «tijolos» de terra argilosa seca ao sol que se desfaz na água de confecção dos seus alimentos tradicionais ou simplesmente comem terra nos «Iambedouros», como os animais o fazem por instinto.

Romanos e Árabes na Península
No espaço que hoje constitui o nosso país, é natural que o peixe tenha assumido um lugar muito importante como base alimentar na zona litoral e ao longo dos rios, e nada custa a admitir que o acidentado do terreno tenha permitido encontrar no leite e seus derivados e na carne dos rebanhos uma parcela muito importante da alimentação. Entre as plantas naturalmente que o castanheiro, ao norte, e os carvalhos, especialmente ao sul, devem ter fornecido alimentos amiláceos importantes a partir dos seus frutos.

Mas a Península sempre despertou a curiosidade de outros povos, atraídos pela ambição de conquista de novas terras ou de exploração das suas riquezas. Assim, foi sucessivamente invadida por povos diversos, uns provenientes do Norte e do Nordeste, outros que a atingiam através do Mediterrâneo. Todos eles traziam consigo as plantas que já conheciam e que cultivaram, difundiram e introduziram na alimentação dos povos dos territórios que passaram a dominar.

Os que vieram do Norte trouxeram para a Península as plantas cuja cultura era viável nos climas mais frios, e por essa via nos devem ter chegado os cereais praganosos, em especial o trigo. Sobre este convém não esquecer que os Romanos, ao aperceberem-se das suas potencialidades, tudo fizeram para o difundir, chegando atentar transformar a Península Ibérica num dos celeiros do seu vasto império.

Os Romanos, à medida que ocupavam vastas áreas do mundo antigo, chegando a atingir as zonas subtropicais da Ásia e de África, conheceram e trouxeram outras plantas de climas mais suaves, muitas das quais encontraram na bacia do Mediterrâneo excelentes condições de desenvolvimento.

Os Árabes já conheciam, graças ao contacto com o Oriente, algumas plantas do mundo tropical. Foram eles que as trouxeram até às costas meridionais da Europa. A eles se deve um tipo de agricultura de que, passados que são mais de 700 anos do seu afastamento do actual território português, ainda hoje existem reminiscências (a nora, a azenha, o aqueduto, o açude...), o que abona bem da sua importância e da sua perfeita inserção nas características do meio.

 

 
 

A linguagem corporal representa 50 a 100% de uma conversa, consciente ou inconscientemente. Uma vez que no trabalho as pessoas nem sempre dizem o que pensam, Robert Phipps, especialista pensa em linguagem corporal, explica-lhe como interpretar estas pistas não-verbais:

 

Olhos nos olhos O contacto visual é um dos aspectos mais importantes da linguagem corporal. A maioria de nós sente-se à vontade com um contacto de poucos segundos, mas mais que isso pode parecer agressivo ou demasiado intenso. De igual modo, se estiver a falar com um colega que desvia muito o olhar, pode presumir que ele está aborrecido (ou talvez seja apenas tímido).

Copiar os gestos Se alguém está no mesmo comprimento de onda que o seu, muitas vezes adopta as suas poses. Assim, se as pessoas começarem a imitá-lo, isso quer dizer que estão abertas às suas ideias. Mas se os seus pés e corpo se afastam, ainda que continuem a olhar para si, isso significa que preferiam estar a ir no sentido para onde os seus pés apontam.

Cruzar os braços A maioria das pessoas cruza os braços se está na defensiva ou numa atitude negativa. Assim, mesmo que alguém diga que está de acordo consigo, se cruzar os braços, na verdade não está.

Seguir o pensamento Se estiver a ensinar alguém, é bom saber como funciona a sua mente. Se, quando lhe fala, os seus olhos se movem para cima e para a esquerda, é porque processa a informação visualmente; se os olhos apenas se movem para a esquerda, pensa em termos de sons; mas olhos que se movem para a direita e para baixo indicam que aprende através das emoções.

A verdade da mentira Quando alguém mente, tende a ficar menos expressivo com as mãos, mas encolhe os ombros e leva as mãos à cara. As mãos ou os dedos a cobrir a boca indicam que está a enganá-lo: o cérebro diz subconscientemente à mão para suprimir as palavras enganosas.

De cabeça Inclinar a cabeça para o lado indica interesse no que está a ser dito. Quando as pessoas deixam cair a cabeça, estão a revelar uma atitude negativa ou crítica. Apoiar a cabeça nas mãos significa que estão aborrecidas.

 

 

Os arbustos desempenham um papel essencial no processo de transformação de um jardim. Constituem,em conjunto com as árvores,a estrutura permanente à volta da qual se localizam e misturam as outras plantas. Num jardim sem arbustos nem trepadeiras, nota-se a falta de ênfase e variação de altura,bem como da unidade que pode ser criada pelos seus ramos interligados.

No Inverno,quando muitas das plantas anuais morrem,o jardim pode ficar desprovido de relevo e vida.No entanto,graças às suas folhas, flores, frutos e caules,os arbustos podem colori-lo ao longo de todo o ano. Além disso,têm a utilidade conservar a privacidade do jardim. Ao contrário das plantas anuais, arbustos desenvolvem ramos lenhosos e robustos, que se mantêm longo de todo o ano. A diferença entre um arbusto e uma árvore não limita a um mero problema de altura, mas sim de «condução »ou aspecto: um arbusto possui diversos ramos desde o nível do solo,ao passo que uma árvore apresenta um tronco único lenhoso que se ramifica a uma certa distância do solo.

A olaia,por exemplo,ode ser um arbusto se for deixada com vários ramos desde solo ou uma árvore se for «conduzida »desde o início,no viveiro,modo a possuir apenas um tronco. Muitas plantas trepadeiras são tam- bém arbustos pelo facto de formarem ramos lenhosos permanentes. São um valor inestimável para criar uma ligação visual entre uma casa e o seu jardim, formando um todo.

Como os arbustos vivem durante muito tempo, devem ser cuidadosamente escolhidos antes de se lhes dar um lugar no jardim.O primeiro ponto ter em conta é se se pretende que sejam de folha persistente ou caduca.Os arbustos de folha persistente não deixam cair as folhas no Outono e apre- sentam-se sempre revestidos de folhagem.

Em contrapartida,os de folha caduca perdem as folhas no Outono, ficam despidos, entrando em período de dormência no Inverno,e rebentam de novo na Primavera seguinte. Muitas vezes compensam a sua singeleza de Inverno com uma profusão de flores mais espectacular do que a produzida pelos de folha persistente. Os arbustos plantados muito perto uns dos outros devem ser podados todos os anos, ficando assim com uma forma semelhante e anónima.

Os arbustos aos quais se permite que cresçam naturalmente adquirem muito maior individualidade, beleza e saúde. São quatro as principais formas dos arbustos:arredondada,aprumada,horizontal e pendular. Se se precisa deuma planta alta para enfeitar o canto de um jardim pequeno,não faz sentido escolher uma forma arredondada; terá ultrapassado a largura possível muito antes de atingir a altura deseja da. Será por isso necessário um arbusto aprumado. Para tapar uma pilha de composto,seria muito mais adequado um arbusto arredondado de folha persistente do que um arbusto estreito, aprumado, de folha caduca.

O interesse dos arbustos de folha persistente.

Estes arbustos,que no início do nosso século eram considerados um pouco monótonos,são reconhecidos actualmente como tendo aplicações muito interessantes. A aucuba,o evónimo,o azevinho e o ligustro são exemplos de alguns dos mais populares arbustos de folha per- sistente. Dão cor no Inverno, muitos crescem bem em locais sombrios e o tamanho e a textura das suas folhas podem formar um contraste interessante com os arbustos mais exuberan- tes de folha caduca.

Enquanto no século XIX os jardineiros plantavam os seus arbustos próximos uns dos outros, hoje em dia dá-se às plantas espaço suficiente para crescerem até atingirem a sua forma e tamanho naturais.

A escolha das cores

Os arbustos constituem uma parte importante da paleta de cores de qualquer jardim. Assim,os de folha persistente fornecem manchas de verde ao longo de todo o ano, enquanto um arbusto de folha caduca muda de aspecto quase de mês para mês. No Inverno, estes últimos apresentam-se despidos e sem folhas; depois,na Primavera, cobrem-se de folhas jovens. Em seguida, vêm as flores,que são seguidas por um período de folhagem verde,que vai escurecendo à medida que as folhas envelhecem.

Podem então aparecer os frutos,seguindo-se,no Outono,a mu- dança da cor das folhas para amarelo, alaranjado, vermelho e toda uma gama de castanhos, até que acabam por cair. No Inverno, a cor dos troncos e ramos pode ainda constituir outra variação de cor. São infinitas as combinações de cores de todos os arbustos de um jardim, pelo que,ao mesmo tempo que faz a sua escolha, o jardineiro realiza-se como artista. Um uso inteligente da cor não só consegue belos efeitos visuais,como também pode alterar a perspectiva de um jardim.

Por exemplo, as cores suaves usadas ao fundo de um jardim disfarçam-lhe os limites, criando uma ilusão de maior profundidade. Esse efeito é realçado se forem usados arbustos de cores mais vivas junto da casa e a meia distância. Ao contrário,um arbusto destinado a disfarçar uma arrecadação ou uma pilha de composto,que são pouco atraentes, deve ser de cor neutra.

De facto, cores demasiado vivas só serviriam para chamar a atenção para aquilo que se pretende esconder. Antes da plantação,deve decidir a localização dos arbustos, atendendo à sua época de floração e ao período em que se encontram sem folhas,no Inverno.Deve ainda avaliar quais as cores que combinarão de forma agradável.

A escolha da cor é, obviamente, uma questão de gosto pessoal. A combinação de cinzento e branco perto da água produz um belo efeito,e os arbustos de folhagem cinzenta são também úteis quando colocados entre exemplares de cores vivas,que de outro modo chocariam entre si.Uma combinação de arbustos azuis e brancos plantados junto de um muro antigo produz um agradável contraste. Poderão ser utilizados com esse objectivo um Cotoneaster pannosa e uma Pyracantha coccinea,ambos com flores brancas,com um Ceanothus azureus,de flores azuis,entre ambos.

Mais do que agrupar arbustos com contrastes de cores muito fortes,é muitas vezes preferível escolher uma sequência gradual de cores,como tonalidades de prata, cinza e rosa ou azul, malva, púrpura e branco. Mas os efeitos mais vistosos não devem ser completamente postos de parte.

A combinação de gazânia, com as suas flores amarelas, cultivada como cobertura do solo por baixo de um hibis- co com flores vermelhas confere um toque de cor espectacular no Verão. Finalmente,ao fazer a sua escolha, tenha em consideração o local onde pretende cultivar o arbusto. Alguns arbustos, como a buganvília e o jasmim (Jasminum officinale), preferem regiões quentes do litoral ou locais abrigados do interior. Nas regiões frias,há arbustos mais resistentes, como o pil- riteiro, o teixo e o alecrim, que se desenvolvem muito bem.

As zonas sombrias de um jardim não devem ser consideradas problemáticas, pois algumas plantas preferem uma sombra ligeira, como as madressilvas e as hortênsias, por exemplo. Muitas outras crescem perfeitamente em locais sombrios,como o buxo,o evónimo, a azálea, o ligustro e o azevinho. O solo, que varia de jardim para jardim através do País,contém em proporções variadas areia, calcário, argila e húmus; além disso, pode ser naturalmente húmido ou seco,ácido ou alcalino.

Esses factores influenciam muito a escolha dos arbustos. A difícil tarefa de escolher o arbusto certo para um dado solo ou determinada localização é simplificada pelo quadro iniciado na p.360, que fornece as características e requisitos de árvores, arbustos e trepadeiras. A jardinagem em zonas perto do mar traz consigo o problema especial dos ventos e salpicos de água salga- da. Muitos arbustos morrem devido aos depósitos de sal sobre as folhas; outros, como as espécies Hippophae rhamnoides,Tamarix gallica,Atriplex halimus e os loendros,resistem bem ao sal. Antes de decidir quais os arbustos a plantar num jardim à beira-mar, visite um centro de jardinagem da zona,que terá variedades próprias para o efeito.

Plantas para disfarçar recantos feios.

Os arbustos e trepadeiras são de uma utilidade extrema para disfarçar partes feias de um jardim ou de uma casa. Um Cotoneaster horizontalis espalha-se ao crescer e esconde a tampa de uma fossa, permitindo que esta seja aberta sempre que ne- cessário. No entanto, tenha cuidado com os arbustos e árvores que planta perto de uma fossa ou canalização, pois as suas raízes podem invadi-las, quebrando-as em busca de humidade. Será preferível plantá-los um pouco afastados e conduzi-los na direcção pretendida.Uma madressilva (Lonicera spp.)ou uma buganvília conduzidas sobre uma rede poderão esconder os caixotes do lixo ou a pilha de composto, e uma rede de arame desaparecerá atrás de uma Clematis montana ou um jasmim.

Por baixo das janelas ou à sua vol- ta é o lugar indicado para plantar arbustos e trepadeiras perfumados. Alecrim, alfazema, choisia, pitosporo e madressilva podem encher uma casa com a sua fragrância. Deve adquirir os arbustos num viveiro ou centro de jardinagem. São geralmente cultivados em vasos ou sacos de plástico,o que permite plantá-los em qualquer altura do ano,mesmo no Verão,sem rejudicar o crescimento das raízes.Seja como for,mantenha-os bem regados até ao Outono.

A melhor época para plantar arbustos e trepadeiras é, no entanto, durante a época de dormência,entre Outubro e Março. Escolha plantas de cor verde-escura e aspecto saudável e rejeite todas as que apresentem folhas murchas e acastanhadas,o que pode significar que estejam a sofrer de falta de nutrientes,luz ou água. Verifique se não sofrem de nenhuma praga ou doença e se se encontram bem fixas no torrão.

 

 
 

“Mr. Watson, preciso de falar consigo!” Era o dia 10 de Março de 1876, e quem falava era Alexander Graham Bell, jovem inventor canadiano nascido na Escócia. Na outra extremidade da linha, noutra sala, estava o seu assistente, Thomas Watson, que ouviu as primeiras palavras inteligíveis transmitidas por telefone. Desde 1872, Bell, professor de Fisiologia Vocal na Universidade de Boston, tentava desenvolver um telégrafo de mensagens múltiplas, usando um único fio e pares de palhetas metálicas vibratórias sintonizadas, isto é, com a mesma frequência própria de vibração.

Quando Bell ligava o circuito, a palheta junto de si entrava em vibração, e o sinal eléctrico enviado ao longo do cabo fazia vibrar a palheta no receptor. Bell queria que vários pares de palhetas, cada um dos quais afinado num tom diferente, fossem capazes de transmitir mensagens simultâneas através de um fio, mas a experiência não resultou.

Durante um teste, em Junho de 1875, Watson reparou que uma “palheta receptora” não ressoava. Quando puxou pela palheta para a soltar, Bell ouviu, noutra sala, a sua correspondente “palheta emissora” a emitir um sinal idêntico, apesar de não haver ligação eléctrica.

Ligados por fios à era das telecomunicações

A primeira central telefónica do Mundo, com uma lista impressa numa única folha de papel, surgiu em New Haven, no Connecticut, no início de 1878. Tinha apenas 50 assinantes. A primeira central telefónica da Grã-Bretanha, em Londres, tinha apenas 8 assinantes quando abriu, em Agosto do ano seguinte.

As primeiras centrais telefónicas eram servidas por operadores que faziam a ligação entre os utentes. Os primeiros operadores, jovens adolescentes, foram substituídos por mulheres, consideradas mais dignas de confiança e com melhores modos; em pouco tempo, as mulheres dominavam a profissão.

Estabelecer ligações

Na década de 1880, para fazer uma chamada, o assinante rodava a manivela do telefone, fazendo tocar uma campainha junto da operadora da central. Esta introduzia uma pequena ficha e perguntava: “Qual é o número, por favor?” Podia então ligar a linha de quem tinha telefonado à linha do número desejado, a menos que este estivesse ocupado.

Em regra, para verificar se uma chamada tinha terminado, a operadora estabelecia de novo a ligação e ficava à escuta. De início, as redes telefónicas limitavam-se a uma zona restrita, pois não havia fios suficientemente eficientes para transportar as fracas correntes da fala para lá de um raio de 50 km. As mensagens a longa distância eram enviadas por telégrafo. Contudo, quando a American Bell Company adquiriu a Western Electric e se introduziram melhoramentos a nível da amplificação e instalação de fios do sistema, o equipamento telefónico passou a ser normalizado.

A primeira linha comercial de longa distância, que ligou Boston a Providence, Rhode Island, tornou-se possível graças à utilização de 467 km de fio de cobre especialmente temperado, em 1884. A primeira linha transcontinental, que ligava o litoral leste dos Estados Unidos à costa oeste, abriu em 1915.

 

 
 

As árvores conferem um ar de maturidade e de permanência a um jardim. Além disso, acrescentam altura e profundidade mesmo nos jardins de desenho mais simples e de menores dimensões, proporcionando abrigo e privacidade.

As árvores de folha caduca dão sombra no Verão, ao passo que no Inverno os seus ramos despidos, recortados contra o céu, adquirem uma beleza austera. As árvores de folha persistente, que se mantêm atraentes ao longo de todo o ano, são especialmente apreciadas nos meses mais tristes, em que, além delas, há pouca cor no jardim.

As árvores são seleccionadas pela sua folhagem, flores e formas, ou com um objectivo específico, como, por exemplo, para servir de quebra-ventos. Como em geral as árvores demoram bastante tempo a crescer e duram muitos anos, é essencial escolher desde o princípio a árvore certa para o objectivo em vista ou o local a que ela se destina.

O imponente castanheiro, igualmente atraente pela sua forma como pelas suas folhas, flores e cores outonais, fica tão desproporcionado num pequeno jardim suburbano como uma macieira silvestre isolada no meio de um parque. Contudo, é bastante possível que uma árvore grande se desenvolva bem numa zona suburbana, e uma boa opção seria, por exemplo, uma magnólia ou uma das cerejeiras ornamentais existentes à venda.

Uma das razões para plantar árvores consiste em criar uma barreira de protecção contra o vento. As árvores de folha persistente, principalmente as coníferas, são as que melhor satisfazem esse objectivo. Se pretende obter sombra, não plante árvores erectas nem colunares, como o cipreste. Em vez disso, utilize árvores de copa larga ou do tipo chorão, como o jacarandá, a tipuana e o salgueiro-chorão. Se desejar plantar uma árvore na parte da frente do jardim, as formas abertas do Schinus molle ou de um Cedrus atlantica fornecem uma moldura para o resto do jardim. Para delimitar o jardim, escolha as formas mais sólidas de um lódão ou de uma amoreira, ou a forma escura de um cipreste, que darão uma sensação de privacidade, encobrindo as casas situadas para lá do jardim.

As árvores de folha persistente estão a tornar-se mais populares não só pelo seu valor como filtro da luz e protectoras do jardim, mas também pela beleza das suas formas. Muitas árvores de folha persistente, sobretudo as coníferas, são ao mesmo tempo resistentes ao vento e à seca, depois de bem estabelecidas. São ideais como espécimes a plantar em relvados, e até o mais pequeno dos jardins é capaz de acomodar uma conífera anã. Mas é durante o Inverno que as árvores de folha persistente se destacam verdadeiramente. As suas folhas verdes conferem um toque de cor agradável num cenário mais triste, e o efeito ainda pode ser mais brilhante utilizando árvores de folha persistente que tenham folhas douradas, prateadas ou de um azul esverdeado. A plantação conjunta de exemplares verdes e de outras tonalidades é muito agradável à vista. É igualmente possível jogar com os diferentes desenhos e tamanhos das folhas para obter um dado efeito.

Assim, as folhas finas da gleditsia, que lembram fetos, formam belos desenhos, enquanto as folhas mais pequenas, como as do ulmeiro, apresentam uma textura notável. Seja como for, uma vez plantadas, as árvores e os arbustos requerem poucos cuidados. Por outro lado, formam um quadro ideal para as plantas bolbosas, vivazes e anuais e proporcionam em muitos casos uma sombra ligeira que serve de abrigo a numerosas espécies.

No caso de pretender uma única árvore no relvado, deverá ponderar cuidadosamente as vantagens e inconvenientes de uma dada espécie. Se escolher uma árvore pela sua forma, folhagem, certa característica especial (como ramos pendentes, por exemplo) ou então pela persistência notável de frutos, apenas deverá levar em conta as condições de solo e exposição e, eventualmente, a rapidez de crescimento da árvore.

Em contrapartida, se optar por uma árvore que floresce ou apresenta uma bela coloração no Outono, será vantajoso conhecer o aspecto que apresenta nas outras estações do ano. Com efeito, a uma abundante floração primaveril poderá seguir-se um aspecto banalíssimo no resto do ano. Além disso, importa ter presente que as belas cores outonais da folhagem só aparecem durante cerca de um mês por ano.

Escolher os locais de plantação. Regra geral, não é aconselhável plantar árvores perto da casa. Não só as raízes poderão, eventualmente, danificar os alicerces e esgotos, mas também as árvores de crescimento rápido podem acabar por privar a casa de luz e de ar.

Evite plantar árvores em jardins pequenos, a não ser as anãs de folha persistente ou as de folha caduca de crescimento lento e limitado, como a olaia. As árvores devem conjugar-se de forma harmoniosa com a casa, sem a obscurecer.

Quando o espaço o permite, plantar um grupo de três árvores produz mais efeito do que plantar um único exemplar. Os melhores efeitos obtêm-se deixando que determinada forma domine o grupo — uma árvore alta e delgada, uma de forma triangular e uma de forma arredondada darão ao jardim um aspecto desordenado. Não se podem estabelecer padrões exactos, mas as árvores devem ser do mesmo género e ter aproximadamente as mesmas dimensões e formas.

O espaçamento entre as árvores de um grupo depende das variedades. Como regra básica, o espaçamento entre duas árvores deve ser igual a metade da soma das amplitudes de ambas as árvores quando adultas.

As sebes de delimitação de jardins, nas suas fases iniciais, são muitas vezes formadas por árvores de folha caduca de crescimento rápido e de folha persistente de crescimento mais lento. À medida que as árvores de folha persistente vão crescendo, as de folha caduca são retiradas, ficando apenas as de folha persistente.

As árvores, mais do que qualquer outro elemento do jardim, são capazes de criar uma atmosfera particular. Por exemplo, espécies como o pinheiro, araucária, o cedro e o teixo ajudam criar um jardim de ambiente mediterrânico. Se pretender uma evocação de carácter bucólico, escolha uma bétula, um castanheiro ou um salgueiro-chorão; as magnólias, áceres e faias são mais românticos; para completar uma paisagem urbana, escolher-se-á a cerejeira ornamental, a tília, a gleditsia ou ainda o pinheiro.

As árvores mais vulgares são relativamente económicas, mas as espécies mais raras e os exemplares enxertados são mais caros. Nestes casos, é ainda mais recomendável observar no local a árvore escolhida e, se possível, na época do ano em que ela está mais bela, quer seja coberta de flores, quer de frutos, ou com as suas tonalidades de Outono.

Se se tratar a árvore com os devidos cuidados, poder-se-á plantá-la em quase todos os tamanhos, mas, quando ultrapassam os 4 ou 5 m, os problemas aumentam, ao passo que as hipóteses de a árvore pegar diminuem. Mais vale comprar uma árvore pequena: ela dar-lhe-á o prazer suplementar de assistir à fase de crescimento mais rápido quando a folhagem se encontra à altura dos seus olhos.

Poda e desbaste. Um jardineiro prudente verificará uma vez por ano o desenvolvimento das suas árvores bem estabelecidas e, se necessário, chamará um especialista. Os cuidados a prestar a uma árvore fendida, o desbaste ou a poda das árvores muito altas, o arranque ou a luta contra as doenças são do foro do especialista, que possui tanto os conhecimentos como o equipamento necessários para efectuar essas intervenções, por vezes perigosas.

As árvores em Portugal. No nosso país, dada a sua localização, desenvolvem-se bem inúmeras árvores, umas da nossa própria flora e outras vindas de outros climas. A prática tem demonstrado que as árvores da nossa flora, do mesmo modo que os nossos arbustos e herbáceas, se desenvolvem melhor, dando origem a exemplares mais bonitos e imponentes. Deste modo, sempre que possível, será preferível utilizar essas espécies, tais como, por exemplo, o teixo, a olaia, o bordo, o pinheiro-bravo e manso, o zimbro, a alfarrobeira, o medronheiro, o azevinho, o loureiro, o freixo, os salgueiros, o cedro-do-buçaco e até a palmeira-das-vassouras, para citar apenas alguns.

Não é indiferente a utilização destas espécies no nosso país, que, embora pequeno, engloba em si zonas de climas tão diferentes como o Minho, o Alentejo, o Algarve, os Açores e a Madeira. Assim, no Nor- te, podemos utilizar o bordo, o medronheiro, o teixo e o azevinho; nas zonas frescas, junto dos cursos de água, o freixo e os salgueiros; na zona centro, a olaia e o cedro-do-buçaco; na zona sul, a alfarrobeira, o medronheiro, o pinheiro-manso e o loureiro. O proprietário e a lei. Devem respeitar-se certas disposições legais relacionadas com o cultivo de árvores e arbustos num jardim particular. Se o seu jardim estiver numa área de paisagem protegida, deve consultar o Instituto da Conservação da Natureza para obter informações sobre as espécies a plantar. Fora dessa área, pode obter quaisquer informações sobre as espécies protegidas, como a azinheira, o sobreiro e o azevinho, junto do Instituto Florestal. Por último, existem árvores classificadas como de interesse público, cuja conservação é um verdadeiro imperativo nacional. De um modo geral, é permitido plantar árvores e arbustos até ao limite do terreno de cada um; porém, o proprietário do terreno vizinho pode arrancar e cortar as raízes que se introduzam no seu terreno e o tronco ou ramos que sobre ele pendam, desde que, tendo pedido ao dono da árvore ou arbustos que procedesse a esse corte e igualmente marcado para tanto um prazo de três dias, aquele não o tenha injustificadamente feito.

Do mesmo modo, o proprietário de árvore ou arbusto contíguos ao terreno de outra pessoa ou com ele confinantes pode exigir que o dono do terreno lhe permita fazer a apanha dos frutos que não seja possível do seu lado; mas deve fazê-lo causando o menor dano, pois é sempre responsável pelos prejuízos que vier a causar.

 

 
 

Preparámos um questionário especial que lhe permitirá avaliar os seus conhecimentos e os da sua família acerca de Harry e do mundo de Hogwarts.

1 – Que tipo de carro, pertencente originalmente à melhor amiga da autora J. K. Rowling na adolescência de ambas, utilizam Harry e o seu amigo Ron Weasley quando perdem o comboio para Hogwarts em Harry Potter e a Câmara do Segredos?

A. Riley Elf
B. Rolls-Royce Phantom
C. Ford Anglia

2 – Qual é a tradução do lema latino da escola de Hogwarts, Draco Dormiens Nunquam Titillandus?

A. Não deixes que os muggles te pulverizem
B. Nunca faças cócegas a um dragão adormecido
C. Viva os feiticeiros

3 – Segundo os livros do Harry Potter, quantas espécies de dragões selvagens existem na Grã-Bretanha?

A. 2
B. 13
C. 58

4 – Onde vive o fantasma da Murta Queixosa?

A. Na curva em U da casa de banho de raparigas do primeiro andar
B. Numa fossa séptica na cave
C. Debaixo de uma pedra no lago da escola

5 – Como aluno do terceiro ano, em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, Harry tem autorização para visitar a vila mais próxima. Como se chama a povoação?

A. Little Whinging
B. Hogsmeade
C. Much Binding in the Marsh

6 – Em Harry Potter e o Cálice de Fogo, a sisuda Hermione, amiga de Harry, forma um grupo de pressão com o objectivo de melhorar as condições de trabalho dos elfos domésticos. Como se chama?

A. FLED
B. UPE
C. ForçaElfos

7 – Em O Cálice de Fogo, Harry, tal como a sua criadora, encontra-se sob uma indesejada atenção dos meios de comunicação. Essa atenção vem na forma de:

A. Rita Skeeter do Profeta Diário
B. Helda Skelter do Times dos Feiticeiros
C. Glender Blender do Bruxaria e Bruxedos

8 – J. K.Rowling, Harry Potter e Daniel Radcliffe, o actor que o interpreta, todos fazem anos no mesmo dia. Que dia é?

A. 1 de Abril
B. 31 de Julho
C. 25 de Dezembro

9 – Muito antes de ter vendido os direitos cinematográficos dos livros de Harry Potter, J. K. Rowling imaginou um determinado actor para o papel. Tratava-se de:

A. Richard Harris como Professor Dumbledore
B. Robbie Coltrane como Hagrid
C. Alan Rickman como Professor Snape

10 – Em Harry Potter e a Câmara dos Segredos, nota-se uma alteração em Daniel Radcliffe, desde que interpretou o protagonista no primeiro filme. Qual é?

A. Já não tem a cicatriz em forma de relâmpago, porque a maquilhagem lhe provoca alergia
B. Tem a voz mais grave
C. Fala com sotaque do Oeste

 

Respostas ao Questionário

1.C);

2.B);

3.A) O Verde Comum de Gales e o Negro das Hébridas;

4.A);

5.B) No filme Harry Potter e a Pedra Filosofal, as cenas na Estação de Hogsmeade foram filmadas em Goathland, no Norte do Yorkshire.

6.A) FLED é a sigla de Frente de Libertação dos Elfos Domésticos;

7.A);

8.B);

9.B) O filho mais novo de Robbie Coltrane também fez um pequeno papel numa cena da escola;

10.B) As vozes, quer de Daniel Radcliffe, quer de Rupert Grint, que faz o papel de Ron Weasley, mudaram desde o primeiro filme.

 

 
 

Motor não responde
Pode haver mau contacto das ligações da bateria ou a bateria estar descarregada. Para limpar as ligações daquela, comece por desligar a ignição e remover as tampas de plástico dos terminais. Desaperte as porcas dos terminais e comece pelo pólo ligado ao chassis e motor do carro, normalmente o negativo (-). 0 cabo é preto. Limpe os bornes com lixa até que brilhem; depois, cubra-os com massa consistente (vaselina também serve); limpe os terminais com a lixa e volte a apertá-los nos bornes respectivos. Aperte bem as porcas, cubra os terminais com vaselina e recoloque as tampas de plástico. Se a bateria estiver descarregada, substitua-a.
 

Motor roda normalmente, mas não arranca
Pode ser falta de combustível, cabos de ignição mal apertados ou o sistema de ignição húmido. Se for este o caso, aplique um spray anti-humidade na bobina de ignição, no distribuidor, nos cabos e nas velas de ignição. Espere alguns minutos e volte a tentar pegar.
 

Motor afogado
Carregue no pedal do acelerador até ao fundo e mantenha-o assim. Ligue a ignição e deixe o motor rodar durante 10 segundos.