Dicas e Truques 1

 

 
Court bouillon
Um líquido de cozedura aromático constituído por uma mistura de aparas de peixe, água, cenouras, cebolas, ramo de cheiros, sal e grãos de pimenta branca.
 
Bouillon de caranguejo
O caldo tradicional picante em que se pode cozinhar caranguejo. Pode conter pimenta-da-Jamaica, grãos de pimenta, malaguetas e outras especiarias e ervas.
 
Bouillon à la nage
Líquido de cozedura fervido até reduzir para metade e usado para humedecer pequenas lagostas, camarões e lagostins.


 
Para alcançar um maior volume e estabilidade, parta as claras para uma taça, rape e deixe ficar durante uma hora. Quer bata à mão ou à máquina, certifique-se de que todos os utensílios estão sem gordura e de que a taça é suficientemente funda para acomodar o volume das claras batidas.
 
À mão
Ponha as claras numa taça de aço inoxidável ou vidro. Bata de baixo para cima num movimento circular. Para dar mais volume, use uma vara grande de arames em balão.
 
À máquina
Use o dispositivo para bater da batedeira e comece a partir as claras, aumentando a velocidade à medida que forem engrossando. Um pouco de sal facilita a tarefa de bater.

Claras em castelo firme
Claras de ovo bem batidas formam picos firmes. Quando a vara de arames ou ferros da batedeira se levantam da taça, os picos não caem.
 
Picos suaves
Os picos suaves devem ficar suficientemente firmes para manter a forma. Quando se levanta a vara de arames os picos devem cair sobre o topo.


 
Evite congelar a beterraba, o pepino, a beringela, o funcho, os legumes de folha para salada, o alho-francês, a batata e os rabanetes.
 
Antes de os congelar, lave e prepare cuidadosamente os legumes.
 
Legumes para branquear Mergulhe-os em água a ferver durante uns minutos e passe-os por água muito fria. Escorra-os bem.
 
Legumes para cozer Depois de cozidos, reduza-os a puré e espere que este arrefeça antes de o congelar.
 
Legumes para congelar crus Corte-os antes de os congelar.
 
 
Legumes para branquear Conservação
Brócolos: 3 minutos, em raminhos 12 meses
Couves-de-bruxelas: de 3 a 5 minutos, em função do tamanho 12 meses
Ervilhas: 2 minutos 12 meses
Espinafres: 2 minutos (folhas inteiras) 6 meses
Feijão-verde: 3 minutos 12 meses
Milho: de 4 a 8 minutos, em função do tamanho das maçarocas; pode branquear os grãos 6 meses
Quiabos: 4 minutos 6 meses
Tomate (inteiro): 2 minutos 12 meses
Legumes para cozer Conservação
Abóbora 6 meses
Batata-doce 6 meses
Cenoura 6 meses
Cenoura-branca (pastinaca) 6 meses
Nabo e rutabaga 6 meses
Legumes para congelar crus Conservação
Cebola 6 meses
Pimento 2 meses
 

 
Frescas, fornecem o seu aroma e preciosos nutrientes. Há algumas ervas que não perdem em sabor depois de secas.

2 colheres de chá (cerca de 10g) de ervas aromáticas frescas picadas contêm
menos de 3 calorias
•  vitamina C (20mg, para a salsa) • betacaroteno (50 a 70mg, para o cerefólio, o cebolinho e a salsa) • folatos (15 a 20mg, para o cerefólio e a salsa) • minerais (potássio, cálcio, magnésio, ferro, manganés).
 
 
No mercado
Época
Sobretudo Primavera, Verão e Outono.
 
Escolher
Escolha molhos ou ramos bem frescos, sem folhas murchas.
 
 
Na cozinha
Conservar
Conserve-as com os pés dentro de água ou na gaveta dos legumes do frigorífico (em sacos de plástico ou película); evite qualquer contacto com a parede do frigorífico para as ervas não gelarem. Para secar pés de louro e de salva, suspenda-os de cabeça para baixo na cozinha.
 
No caso do estragão e do tomilho, espalhe numa só camada sobre uma rede ou uma peneira, cubra com gaze e deixe secar num local seco e arejado. Conserve as ervas secas em frascos de vidro herméticos ao abrigo da luz.
 
Preparar
Lave as ervas frescas e seque-as em papel de cozinha; retire os talos mais duros e pique o resto. Evite as picadoras eléctricas, que esmagam as ervas. O cebolinho deve ser cortado com a tesoura. Guarde os talos mais grossos das ervas para perfumar caldos e molhos.
 
 
Cozinhar
O manjericão, o cerefólio e o endro não suportam o calor, que lhes destrói o aroma.
 
 
Utilizações
Salsa, tomilho e louro são os elementos-base do ramo de cheiros. As ervas-da-provença, tomilho, segurelha, alecrim, orégãos, são ideais para pratos mediterrânicos de confecção prolongada. Cruas, as ervas podem ser usadas em qualquer salada.
 
Espalhe-as sobre os pratos já confeccionados para dar cor e sabor. Devido ao seu sabor intenso, o estragão, a salva, os coentros, o louro e o alecrim devem ser usados com moderação.
 
Casamentos felizes: cebolinho, salsa ou estragão e ovos; azedas e sopas; endro e peixe; alecrim e cabrito; salva e carne de porco; tomilho ou estragão e frango; coentros, hortelã ou manjericão e cozinha asiática e norte-africana.


 
Contudo, o elevado teor de proteínas e a facilidade de conservação são argumentos válidos para a reabilitação da qual têm vindo a ser objecto recentemente.
 
 
100 g de feijão-branco cozido contêm
cerca de 100 calorias • proteínas vegetais (7 g) • hidratos de carbono complexos com baixo índice de glicemia, recomendados para diabéticos •  vitaminas do complexo B em abundância •  isoflavonas, que protegem do cancro e das doenças cardiovasculares • muitas fibras, que estimulam os intestinos.
 
 
100 g de lentilhas cozidas contêm
cerca de 95 calorias • proteínas vegetais (5 g) • hidratos de carbono complexos, vitaminas do complexo B e magnésio, necessários ao sistema nervoso • ferro, para a anemia • fibras abundantes • oligossacarídeos, que favorecem o desenvolvimento da flora intestinal.
 

No mercado
Época
Nenhuma, mas as do ano são as mais saborosas.
 
Escolher
Escolha leguminosas limpas, lisas e do mesmo calibre. Compre-as a granel em locais que tenham muita saída ou em embalagens com a data de validade.
 
 
Na cozinha
Conservar
As leguminosas não se conservam indefinidamente. Mesmo em embalagens herméticas, acabam por se tornar insípidas. Quanto mais velhas, maior será o tempo que necessitam de ser demolhadas e mais prolongada a sua cozedura.
 
Preparar
Lave as leguminosas em água corrente fria Demolhe-as em água fria durante, no mínimo, 8 horas antes de as cozinhar (à excepção das lentilhas), mas não ultrapasse as 12 horas para não fermentarem. Caso se tenha esquecido de as demolhar, deite-as numa caçarola com água a cobrir e ferva-as durante 2 minutos; em seguida, deixe-as repousar 1 hora fora do lume. Deite sempre fora a água onde as demolhou.
 
 
Cozinhar
Depois de demolhadas, todas as leguminosas podem ser cozidas (1 parte de leguminosas para 3 partes de água). Deixe a água da cozedura levantar fervura em lume médio e junte os aromáticos (cebola com cravinhos, cenoura em quadradinhos, tomilho, louro, alho). Ferva durante 10 minutos, reduza o lume, tape e deixe fervilhar até estarem tenras (45 minutos para as lentilhas, 1 horas e 30 minutos a 2 horas para o feijão, as favas e as ervilhas partidas e 3 horas para o grão-de-bico). Ponha o sal na última meia hora de cozedura para que a pele não endureça. A panela de pressão reduz em dois terços o tempo de cozedura (não ultrapasse o nível de água indicado na panela).
 
 
Utilizações
Todas as leguminosas podem ser servidas ao natural ou com azeite e outros temperos. Em puré, são deliciosas. Combinam bem com arroz e legumes frescos. As feijoadas (portuguesa e brasileira), a sopa de grão-de-bico e a minestrone, as favas com entrecosto e enchidos e o cassoulet francês são pratos de valor seguros. As leguminosas combinam bem com cuscuz.


 

Pâtés e pastas
Transforme sobras de carne, aves ou peixe numa saborosa pasta para barrar. Pique a carne ou desfaça o peixe com um garfo, misture com manteiga derretida ou natas, ervas aromáticas frescas picadas, sal, pimenta-preta moída na altura e 1 colher de vinho do Porto, se gostar. Deite em tacinhas e sirva com tostas. Se não servir imediatamente o seu pâté, cubra com uma camada fina de manteiga derretida e clarificada (manteiga que foi aquecida até fazer espuma e depois filtrada) antes de tapar o frasco. Assim guardados, os pâtés duram 3 ou 4 dias no frigorífico.

Gaspacho instantâneo
Passe restos de saladas com molho vinagreta numa misturadora, guarde no frigorífico e sirva frio. Junte tomate, sumo de tomate ou outros ingredientes para salada se necessário. Dilua com caldo de galinha frio se a sopa estiver muito grossa.

Arroz de segunda volta
Aproveite o arroz que sobrou para uma segunda refeição: salteie uma cebola picada num pouco de gordura até murchar, misture o arroz e aqueça bem.Também pode fazer uma salada de arroz: tempere o arroz com molho francês e junte ervas aromáticas frescas picadas e um pimento.

Não desperdice vinho
Se o vinho que sobrou já não presta para beber, junte-o a vinagre de vinho para o acrescentar ou congele-o em recipientes para gelo para juntar a guisados ou molhos.

Tarte de massa
Unte uma tarteira e esmague na base e nos lados restos de esparguete ou outra massa não-recheada. Encha com carne picada ou peixe desfeito em lascas já cozinhados. Junte uma camada de legumes cozidos e cubra com molho.

Bolos de peixe
Desfaça restos de peixe com um garfo e misture muito bem com puré de batata (o dobro da quantidade de peixe), junte 1 colher de manteiga e um pouco de natas ou leite. Tempere com sal e pimenta, molde bolos achatados com cerca de 1 cm de espessura, passe por ovo batido e pão ralado e frite até ficarem dourados de ambos os lados. Para aproveitar sobras de puré de batata, junte atum enlatado, misture bem e proceda como acima indicado.

Reaquecer carne
Restos de carne e de aves devem ser muito bem e totalmente aquecidos. Se a carne tiver molho, ferva-a em lume brando durante vários minutos. Nunca reaqueça carne mais que uma vez.

Sobraram salsichas?
Corte salsichas cozinhadas em rodelas grossas e junte a estufados ou guisados 15 minutos antes de servir. Ou corte em pedaços de 2 cm, envolva em massa folhada, pincele com ovo batido e aloure no forno. Sirva como aperitivo ou acompanhamento. Certifique-se de que as salsichas foram bem aquecidas antes de servir.

Legumes recheados
Escave pimentos, beringelas ou tomates ou coza cebolas e tire-lhes a parte central. Encha com uma mistura de restos, como arroz cozido com picado de carne ou frango, cebola picada, temperos e natas, manteiga derretida ou azeite. Cozinhe em forno médio durante 20–30 minutos.

Dois usos para bolos velhos.
Se o bolo secou, borrife-o com vinho do Porto, coloque por cima pedaços de fruta fresca ou em calda e cubra com creme de pasteleiro e natas. Aproveite bolos de fruta ou simples embebendo porções individuais em sumo de fruta, licor ou vinho do Porto. Aqueça no forno e sirva bem quente.

 


 

É preciso ter cuidado para que não comecem a cozinhar durante o processo de descongelamento, proteja as partes mais finas dos peixes com pedaços de papel de alumínio. Quando completamente descongelados na própria embalagem. Para apressar o descongelamento, separe cuidadosamente os filetes ou frutos do mar uns dos outros logo que começarem a descongelar. Peixes e frutos do mar de tamanho maior devem ser cobertos e deixados em descanso depois de descongelados, para que a temperatura se distribua por igual pelo alimento. Peixes inteiros devem ser completamente descongelados antes de ir ao forno. Se ainda houver cristais de gelo na cavidade do peixe, lave-o bem em água corrente. Como para todos os alimentos congelados, é melhor preparar peixes e frutos do mar assim que descongelarem. Isso evite a proliferação de bactérias e garante que o alimento conserve o seu frescor e sabor.

 

 

Corte a cebola em rodelas finas e refogue num tacho tapado em lume médio. Mexa com frequência até ficarem brandas.

Destape o tacho e deixe apurar, mexendo de vez em quando, até que as cebolas estejam bem louras, mas, mas ainda brandas. Pode juntar uma pitada de açúcar ás cebolas para acelerar a operação.

 

 

As ervas aromáticas estão no seu melhor imediatamente antes de florirem, sendo portanto esta a melhor altura de as colher para as secar. Escolha um dia seco e colha-as de manhã cedo, depois do orvalho secar e antes de o sol aquecer. As sementes de coentros, endro e funcho também podem ser conservadas se forem colhidas assim que aparecem as plantas.
 

Ervas próprias para secar
 

Alecrim, angélica, coentros, endro, estragão, funcho, hortelã, louro, manjericão, manjerona, orégãos, sálvia, segurelha e tomilho.
 

Secar folhas
 

Forre uma prateleira de um armário arejado com musselina. Ponha as ervas aromáticas sobre a musselina, afastando-as bem, cubra-as com outra musselina e deixe-as durante 1-4 dias ao ar, até secarem e ficarem quebradiças.
 

Não as deixe secar demais para não perderem o sabor. Esfarele as folhas ou retire-as dos caules e guarde-as em frascos de vidro num armário fresco e escuro.
 

Para secar folhas grandes como as do manjericão, coloque-as afastadas umas das outras sobre um tecido fino estendido por cima de uma rede para que o ar possa circular.

Secar sementes
 

Ponha os raminhos com as sementes em tabuleiros forrados com papel de cozinha e cubra com outra folha de papel para os resguardar do pó. Deixe secar em local morno, seco e arejado durante 10-14 dias, até as sementes ficarem secas. Sacuda as flores para as sementes caírem e guarde-as em frascos bem secos.
 

Como alternativa, ate os raminhos em molhos, ponha-os de «cabeça» para baixo dentro de sacos de papel e pendure-os até secarem. Sacuda para as sementes caírem para dentro do saco e seguidamente guarde-as em frascos.

 

 

Possuem hidratos de carbono de combustão lenta, o que significa que são energéticos sem, no entanto, produzirem as oscilações de humor ou a vontade irresistível de comer associadas aos hidratos de carbono simples como o pão completo ou a massa.

Inhame

Embora a batata-doce seja sob vários aspectos mais nutritiva do que o inhame, este tem um efeito particularmente benéfico sobre as hormonas femininas: estabiliza os níveis de estrogénio, regulando as oscilações de humor e os diversos sintomas associados à sindroma pré-menstrual e à menopausa.

Batata-doce

A batata-doce é muito rica em antioxidantes — betacaroteno (vitamina A), vitaminas C e E e zinco; quanto mais escura for a pele, mais antioxidantes contém. Daí a sua importância para a eliminação de toxinas do organismo e estimulação do sistema imunitário.

É não só depurativa, mas também calmante do aparelho digestivo, pelo que é o alimento ideal após qualquer tipo de alteração que lhe esteja associada.

O elevado teor de antioxidantes da batata-doce tornam-na num importante factor de protecção contra o cancro, doenças cardíacas e enfarte. Para além de favorecer a circulação sanguínea, é ainda benéfica em caso de úlcera.

A batata-doce é a melhor das fontes de vitamina E com baixo teor de gordura, o que é fundamental não só para a saúde cardiovascular, mas também para a pele (favorece o seu aspecto e atenua estados inflamatórios como o eczema ou a psoríase). Parece também existir uma relação entre a vitamina E e a fertilidade masculina.

A batata-doce contém proteínas e uma série de minerais de grande valor — cálcio, magnésio, potássio e fósforo —, que de inúmeras formas contribuem para a saúde dos ossos, dentes, sangue, sistema nervoso, coração, rins e músculos, para além de controlarem a hipertensão arterial. O seu elevado teor em ferro é benéfico na prevenção e tratamento da anemia ferripriva. A batata-doce contém ainda ácido fólico, importante na prevenção da espinha bífida e no fortalecimento do sistema nervoso do bebé em gestação e da mãe.

Escolher, guardar e usar

Prefira batatas-doces e inhames firmes e de agricultura biológica. Opte pelas batatas-doces vermelhas. Conserve no frigorífico e consuma no prazo de alguns dias. Esfregue bem as batatas-doce: e cozinhe-as com a casca. A do inhame é muito dura, semelhante à casca de árvore, pelo que terá que utilizar uma faca bem afiada. Pode optar por cozinhá-lo primeiro e descascá-lo depois. Uma vez cozida, a batata-doce está pronta a comer, mas o inhame fica melhor em puré.

 

 

Embora se desconheçam as origens exactas deste alimento, a História atesta a sua antiguidade. Com efeito, admite-se que tenha sido inventado antes da manteiga. Os Assírios, os Caldeus e os Egípcios, e, posteriormente, os Gregos e os Romanos, apreciavam o queijo, do qual fabricavam inúmeras variedades e cujas virtudes conheciam, pois utilizavam-no frequentemente na alimentação dos soldados e atletas.
 

Foram enumeradas cerca de 400 espécies de queijo em todo o Mundo e através dos séculos: cada variedade adquiriu, a pouco e pouco, reputação própria. Em Portugal, produz-se uma grande variedade de queijos genuínos, fabricados artesanalmente com leite de ovelha, vaca e cabra ou de mistura. Determinadas características, como a consistência da pasta, o paladar e o grau de gordura, variam de região para região.
 

Embora Portugal não seja um país de clima propício ao fabrico de uma grande variedade de queijos, em certas regiões mais frias fabricam-se ainda «artesanalmente» alguns queijos de grande categoria. Conforme a altura do ano, podem comer-se os queijos frescos, amanteigados, de meia cura ou curados. À excepção dos queijos das ilhas de S. Jorge e do Pico, preparados com leite de vaca, os restantes, entre os quais se contam os três mais famosos queijos Portugueses — Azeitão, Serpa e Serra —, são confeccionados com leite de ovelha e alguns com mistura de ovelha e cabra.
 

Fabricam-se diversos queijos no Alentejo, nomeadamente o de Évora, o de Beja e o de Serpa (considerado entre os três melhores queijos portugueses), todos eles preparados com leite de ovelha. São melhores quando cremosos; são também agradáveis quando de meia cura. O de Évora e o de Beja pouco diferem no sabor, mas o último é de formato maior que o primeiro. Tanto estes como o de Serpa são fabricados de Janeiro a Maio, por vezes de Fevereiro a Junho. No Inverno, consomem-se frescos ou cremosos (Serpa), e no Verão, de meia cura.
 

O queijo de Serpa é curado com uma mistura feita com azeite e colorau, o que lhe confere exteriormente uma cor alaranjada e interiormente de palha. Com o decorrer dos meses, a sua casca torna-se mais acastanhada e o seu interior mais esbranquiçado e quebradiço. Ao cortar o queijo curado, a massa divide-se em lascas, e essas lascas sobre um pão da região ligeiramente barrado com manteiga são uma óptima merenda.
 

Existem no Alentejo outros queijos aos quais se dá o nome de merendeiras, conservados todo o ano mergulhados em azeite.
 

Outro dos três consagrados queijos Portugueses é o de Azeitão. Confeccionado com leite de ovelha, tem a casca mais fina que qualquer dos outros e a massa cremosa é amanteigada. Não deve ser cortado à faca, mas servido à colher, depois de se lhe retirar uma rodela do centro da casca da face superior. É delicioso quando bem feito, mas infelizmente já existem algumas imitações fabricadas com misturas de leites de ovelha e vaca.
 

Os queijos mais apreciados da Beira são os de Castelo Branco, feitos com leite do ovelha e cabra e que, após secarem, adquirem um travo picante. São muito saborosos e «pedem vinho», como se diz na região.
 

Queijo beirão que ocupa o primeiro lugar entre todos os queijos portugueses, o queijo da Serra é sobretudo confeccionado em regime artesanal: actualmente verifica-se um aumento de produção industrial deste queijo. As regiões mais notáveis no fabrico do queijo da Serra são Gouveia, Seia e Celorico. O Serra é fabricado com leite de ovelha, desde Outubro a Abril, altura em que o calor não prejudica a sua preparação. A melhor altura de o consumir é em pleno Inverno, quando o queijo se apresenta cremoso — o chamado queijo de entorna.
 

É muito difícil apreciar a sua qualidade sem prova gustativa. Ao bater na casca, que deve ser amarelada, deve ouvir-se um som cavo, sinal de que a massa não se fixa por ser escorregadia. Passada a época própria, é possível consumir este queijo de meia cura ou curado.
 

O chamado queijinho fresco, ou queijo saloio, só deve ser consumido durante o Inverno. Fabrica-se nos arredores de Lisboa — especialmente Sintra e Mafra. Após ter sido guardado uns tempos, a sua contextura endurece e o seu sabor acentua-se. É preparado quer com leite de cabra, quer com uma mistura de leites de ovelha e cabra.
 

O queijo cabreiro, queijo fresco de leite de cabra, fabrica-se em tamanho grande e é consumido fresco, ligeiramente salgado.
 

O requeijão é um queijo preparado com o soro do leite fervido ou aquecido, moldado em cestos de verga e servido sobre folhas de couve ou de figueira.
 

O queijo de Tomar, de leite de ovelha, salgado, fabricado em pequeno formato, é consumido de preferência seco.
 

O rabaçal, queijo do Centro do País, é preparado com leite de ovelha e de cabra, este em menor proporção. Coagula ao sol. Geralmente, consome-se fresco, caso em que é muitas vezes confundido com o cabreiro, tanto pelo aspecto da massa como pelo tamanho. Conforme vai curando, o sabor característico dos queijos de leites misturados vai-se acentuando.
 

O queijo do Pico, fabricado no arquipélago dos Açores, na ilha que lhe deu o nome, é feito com leite de vaca, por vezes misturado com uma pequena porção de leite de cabra. Massa muito fina, escorregadia, lembrando o queijo francês Brie.
 

Fabricado na ilha de S. Jorge, Açores, o queijo da Ilha é preparado com leite de vaca. De casca e massa brilhante e amarelada, é um queijo de mesa quando fresco, mas torna-se um óptimo condimento quando seco e ralado. De grandes dimensões, faz lembrar o queijo inglês Cheddar; depois de ralado, pode substituir o Parmesão italiano.
 

Além dos queijos citados, fabricam-se actualmente outros menos tradicionais, tais como o Castelões e o Bola, tipo Flamengo, mas que nada tem de comum com os bons queijos nacionais.

 

R

No mercado. A melhor época das ostras é no Outono e Inverno. Já encontra à venda miolo de mexilhão congelado em embalagens herméticas.

Escolher. As ostras são em geral vendidas vivas na concha. Verifique se as conchas estão completamente fechadas.

Arranjar. Para limpar mexilhões, retire as «barbinhas» e esfregue-os sob água corrente. Para retirar as ostras da concha, use uma faca própria. Proteja as mãos com um pano. Introduza a faca junto da articulação e torça-a para abrir as conchas; corte o músculo e separe a carne da concha.

Propriedades. Mexilhões e ostras são notáveis fontes de vitamina B12 e ricos em minerais, como o maganés, um componente de enzimas antioxidantes.

 

 

Aqui estão algumas sugestões para conseguir natais mais felizes e com menos preocupações.

A minha mãe costumava dizer há uns bons 40 anos atrás: «O Natal está feito.» Era um alívio no fim de um processo trabalhoso. Todos os recantos e vãos da casa tinham que estar reluzentes, mesmo os armários da loiça para onde ninguém olhava. A limpeza da casa era profunda, e as pratas eram polidas no último minuto da véspera de Natal. Tudo era feito em casa: os cartões de Natal, a comida, os doces, as decorações e mesmo alguns presentes, todos acabados mesmo à última hora. O frenesim das limpezas da minha avó e da minha mãe quase nos estragava o espírito natalício, porque o nervosismo delas era contagioso. Alguém devia ter-lhes dito: «Só limpem os armários se tencionarem passar o Natal dentro deles!»
O Natal está próximo quando de repente toda a gente começa a ter pressa e a rabujar com os outros. A pressa constante torna-nos irritáveis, e tudo aquilo que é o espírito de Natal – paz e concórdia – voa pela janela. As mulheres, em particular, ainda estão agarradas à ideia de que um Natal perfeito só acontece se foram elas a fazer tudo com as suas próprias mãos. Por isso, quando a confusão acaba, muitas delas nem conseguem levantar-se da cama. A casa pode estar tão brilhante como os enfeites de Natal, mas está-se demasiado cansada para jogar com o filho aquele jogo de tabuleiro novo que ele recebeu no Natal.
A tradição dos preparativos herdámo-la das nossas mães, que a herdaram das suas mães, que as herdaram das suas mães e sogras. Mas elas não tinham frigoríficos, nem comida pré-preparada, nem aspiradores, nem compras pela Internet.

 

CRIATURAS DE HÁBITOS
O sentimento mais comum associado com a quadra é a ansiedade. A maior parte das mulheres diz que «vive o Natal», mas sentem-se stressadas pela quantidade de trabalho que estas festividades requerem. Na Finlândia, a Association for Finnish Work, uma organização que promove o trabalho e os produtos daquele país, levou a cabo um inquérito que revelou que, apesar do stress, 95% dos inquiridos consideravam-se pessoas que vivem o Natal.
O estudo revelou também que os homens são ainda mais tradicionais do que as mulheres: mais de 50% dos homens não desistiam, sequer de uma única tradição, nem mesmo de visitar os sogros. Apenas 8% dos homens abdicariam das visitas à família, e somente 17% estariam dispostos a não dar nem receber presentes.
A maior causa de stress, segundo os inquiridos, é a compra dos presentes, o envio de cartões de boas-festas, o número de visitas e cozinhados, as despesas excessivas e a limpeza da casa.
No ano passado, entre o dia 1 e o dia 25 de Dezembro, os Portugueses levantaram nas caixas Multibanco, segundo o Portugal Diário, um total de 1700 milhões de euros, e as compras com o cartão totalizaram, só no dia 23, 13 milhões de euros. Mesmo retirando o que são despesas normais, é muito dinheiro.
E os CTT transportam em cada mês de Dezembro mais de 7 milhões de cartas e encomendas, com dias em que são ultrapassados os 10 milhões (mais de um objecto por cada português). Mesmo descontando a correspondência normal, são muitos cartões e presentes. Ou seja, muito trabalho e dinheiro.

ATENÇÃO, PERFECCIONISTAS
É óbvio que não se pode cancelar o Natal, mas podemos prepará-lo com menos stress e melhor planeamento.
O mais importante é decidir quais as expectativas que quer cumprir e com quem. Paula, mãe de dois filhos, ficou aliviada quando percebeu que nem tudo tem que ser perfeito. Há uns dois anos atrás, congelou os bolos que sobraram do Natal. No ano seguinte, quando sentiu os primeiros sinais de pânico com o Natal a aproximar-se, lembrou-se do congelador, e conta-nos: «Descongelei os bolos do ano anterior, dei-os a comer à minha família e ninguém se queixou. Desde então, decidi que só faço bolos para o Natal, de dois em dois anos.»
Também deixou de preocupar-se com a limpeza exaustiva da casa, e a família quase eliminou a dor de cabeça dos presentes. Conta ela: «Hoje em dia, só limpo os sítios que as pessoas possam ver, e nada mais. Damos presentes uns aos outros durante todo o ano, por isso ficamos muito felizes com um presente ou dois no Natal.»
A família de Paula deu-se conta do valor de estarem todos juntos e fazerem coisas juntos. Agora, sempre que os seus filhos, já crescidos, vêm a casa pelo Natal, ajudam a cozinhar e a fazer bolos (caso seja o ano de fazer bolos). Paula conclui: «Assim, conseguimos ter um Natal verdadeiramente feliz.»
Quanto mais tradição quiser para o seu Natal, tanto mais importante será planear cuidadosamente e começar as preparações com bastante antecedência. Aqui estão algumas sugestões para evitar o stress natalício e assegurar-se de que os dias vão ser felizes e luminosos. Algumas das ideias não virão a tempo para o Natal deste ano, mas guardem este artigo para o próximo Natal!

Envolva toda a gente. Antes de mais nada, esqueça a ilusão de um Natal perfeito como os que vê nos anúncios e nas revistas. As ilusões não existem realmente. Envolva toda a família na preparação do Natal. Nunca conseguirá chegar ao Natal ideal de toda a gente, mesmo que trabalhe imenso nesse sentido.
Quais são as coisas mais importantes e as menos importantes para o seu Natal? As tradições podem ser actualizadas, algumas podem ser dispensadas e podem introduzir-se outras. É importante que se oiça cada membro da família, mas também é importante que todos aprendam a estar de acordo.
Um bom ponto de partida é conseguir que todos os membros da família escolham um desejo com que todos concordem, quer seja um prato de cozinha especial, uma visita à campa de um familiar ou uma limpeza profunda da casa. Também é importante pensar a quem se quer agradar no Natal. É perfeitamente aceitável que as coisas sejam feitas de uma maneira diferente daquela que a sua mãe, a sua sogra ou a sua avó faziam. Pode ser uma boa ideia fazer uma lista das mais importantes tradições, como, por exemplo, dar presentes, decorar a árvore de Natal, pôr o sapatinho na chaminé, preparar a refeição de Natal ou visitar a família. Depois, é preciso pensar bem se é necessário que a sua família cumpra todos esses desejos.

Recorra a empresas de serviços. Paula permitiu-se alguns cortes e liberdade nas preparações de Natal, e assim ficou mais livre para criar paz e harmonia para toda a família. Ninguém tem que fazer tudo sozinho. Qualquer dos membros da família pode ajudar na limpeza da casa. Se os adultos não têm tempo ou vontade de fazer limpezas, talvez os filhos adolescentes o façam mediante uma pequena remuneração. Ou simplesmente contrate alguém de fora para ajudar com a limpeza. O dinheiro que gasta compensa o tempo e os nervos. Além disso, o facto de usar um serviço pago cria emprego.
Os pratos tradicionais de Natal requerem muitas vezes horas a fio na cozinha. Não se sinta culpada por comprar comida ou ingredientes já prontos. Ou porque não convidar amigos da família para uma pré-preparação dos pratos de Natal, para participarem na confecção de alguns pratos ou de alguns presentes? Fazer estas coisas em conjunto aligeira a carga de trabalho para todos e envolve-os no Natal.

Cartões de boas-festas sem drama. Mantenha o seu livro ou o seu e-mail de contactos organizado durante todo o ano; isto facilitar-lhe-á a tarefa no Natal. Faça uma lista de pessoas a quem quer enviar votos de Natal e certifique-se de que tem todos os endereços. Procurar moradas numa altura em que tem um milhão de outras coisas para fazer é frustrante. Sugestão: logo que esta quadra acabe compre os cartões de boas-festas (os que não têm escrito o ano, claro) para o ano que vem. Economiza tempo e dinheiro, e é provável que não sejam muito diferentes dos cartões do próximo ano!
Muitas pessoas, para colaborarem com o espírito natalício, optam por enviar cartões da UNICEF, WWF, Cruz Vermelha, associações de oncologia, hospitais ou instituições de crianças.
Tanto a família como os amigos apreciarão também uma fotografia da sua família. Para fugir à grande procura do Natal faça a fotografia que pretende enviar ou marque uma hora no fotógrafo, e mande fazer as cópias no princípio de Novembro.

Vá à Internet. De acordo com um inquérito recente, o maior factor de stress na época do Natal resulta da compra dos presentes. Dois terços das pessoas que responderam ao inquérito dizem que a coisa mais importante a ter em conta é saber se o seu presente é, de facto, apropriado para aquele que o vai receber.
Os homens acham que o mais difícil é a compra de um presente para a mulher ou namorada. Só uma em cada dez mulheres deseja receber artigos electrónicos no Natal, mas mais de um terço dos homens acaba por comprar artigos electrónicos para a família. No entanto, as mulheres jovens adoram receber um iPod, uma máquina fotográfica ou um telemóvel. Se está bloqueado sem saber o que oferecer à sua sogra procure na Internet. Também pode comprar no conforto da sua casa: as compras on-line podem ser feitas gradualmente a partir do Outono. Acresce que não ficará limitado ao seu país e evita filas de espera em lojas e armazéns.
Se tem dúvidas sobre a segurança das compras on-line, informe-se sobre os seus direitos junto das associações de consumidores. Comece sempre em Novembro a comprar ou a fazer os presentes, mas também poderá fazê-lo em qualquer altura do ano, aproveitando, por exemplo, os saldos de Verão.

A comida é uma questão de gosto. O Natal dura apenas três dias, portanto não é necessária uma quantidade enorme de comida. Nem todas as pessoas da família gostarão de determinado bolo, ou de bacalhau, ou de peru. Será que teremos que apresentar todos os pratos tradicionais de Natal? Haverá algum no seu menu que fique sempre intacto? Se há miúdos que adoram piza, onde é que está escrito que não se pode comer piza no Natal? Um jantar de Natal delicioso pode ser mais fácil encomendando-o numa casa de pronto-a-comer. Muitos dos pratos podem ser feitos com antecedência e congelados.

Alegria partilhada é alegria dobrada. O Natal é paz, tolerância e amor. Estes aspectos do Natal também podem ser preparados com antecedência, por exemplo através de meditação ou de outras tradições que funcionem como calmantes. Vá à igreja durante o Advento ou assista a um espectáculo de canções de Natal. Lembre-se dos mais necessitados. Escolher uma obra de caridade é uma garantia de que entrará no verdadeiro espírito de Natal. Ajudar os outros faz parte de um Natal feliz e em paz, por isso faça uma doação de parte do dinheiro que gastaria em presentes.

 

 

Mais vale prevenir do que remediar
Faça listas de coisas relacionadas com o Natal a fim de organizar as suas ideias, para que depois não se sinta sobrecarregado. Lembre-se dos amigos que vivem no estrangeiro e dos carenciados. Assegure-se com antecedência de que as luzes da árvore de Natal funcionam. Mantenha uma lista actualizada dos números de vestuário dos seus netos. Tenha sempre uns pequenos presentes extras para alguém que apareça de surpresa. Faça um stock de velas. Esqueça-se da contagem de calorias, mas assegure-se de que ir às compras não é o seu único exercício físico durante o mês de Dezembro.

Economize dinheiro no Natal
• Compre cartões de boas-festas para o ano seguinte imediatamente após esta quadra. Conseguirá economizar 50% ou mais. Se fizer os seus próprios cartões, comece a fazê-los em Setembro.
• Compre os presentes ao longo do ano e aproveite os saldos. Os de Inverno são bons para comprar esquis, snowboards e outros artigos de desportos de Inverno. Aproveite os saldos de livros. As roupas dos saldos de Verão são óptimas para quem, no Inverno, vai de férias para o Brasil.
• Faça uso dos cartões de desconto e de outras ofertas.
• Faça tricô, croché ou costure – poupa dinheiro, e uma coisa feita à mão é sempre apreciada. Se tem jeito para as artes – pintura, escultura ou caligrafia –, use os seus talentos para fazer os presentes. Emoldure uma fotografia de que goste e faça um embrulho.
• O melhor presente é aquele que só lhe custa tempo e imaginação: limpezas, uma massagem, oferecer o seu ombro amigo a alguém necessitado, ler um livro em voz alta para um familiar acamado. Fazer um «vale-presente» em que se compromete a fazer algo de útil por um amigo.
• Recolha materiais naturais para as decorações de Natal: pequenos ramos de árvore, líquenes, musgo ou outras plantas com que poderá fazer lindas coroas e muitas outras decorações.
• Faça as suas próprias velas. Faça um curso para aprender.
• Cozinhe os seus pratos de Natal com os seus amigos: comprar quantidades grandes e partilhá-las sai mais barato. Além disso, cozinhar com amigos é mais divertido. Muitas famílias juntam uma quantidade enorme de comida para as férias de Natal, embora a quadra de Natal só dure três dias. Reduza para metade a quantidade de bebidas alcoólicas que vai comprar.
• Reúna os seus vizinhos e compre as árvores de Natal por grosso. Muito provavelmente, poderá negociar um preço melhor e ainda consegue que as árvores sejam entregues em casa por uma ninharia.
• Os livros em segunda mão são um tesouro quando se destinam a amantes de livros. Se se trata de um amigo íntimo, pode, inclusivamente, dar-lhe algo que era seu e que sabe que lhe dará prazer.
• Se gosta de deambular por antiquários e lojas de velharias ao longo do ano, porque não comprar aí os seus presentes? Muitas pessoas coleccionam pratos, canetas, jarras, um sem-fim de objectos. Presentes únicos apenas a uma fracção do preço de uma peça nova.
• Se nenhuma destas sugestões parece ajudá-lo, é sempre boa ideia fazer um orçamento para o Natal e segui-lo à risca. Pode fazer economias durante todo o ano pondo regularmente de parte uma pequena quantia numa conta separada ou na lata das bolachas.

 

 

Para deliciar a sua família cada vez que preparar um bolo no microondas, siga estes conselhos: eleve as formas sobre suportes (grelhas especiais ou forminhas voltadas ao contrário) e gire-as a meio do tempo de cozedura.

O bolo deve ser retirado do forno quando a sua superfície não ficar marcada ao ser pressionada com o dedo. Durante o tempo de descanso, os pontos ainda húmidos na superfície deverão secar, enquanto os lados começam a soltar das paredes da forma; o bolo estará no ponto quando um palito inserido no centro sair limpo e seco.

Para arrefecê-lo após o tempo de descanso, desenforme-o sobre uma grade e retire o papel-vegetal da base. Para conservar a textura macia, embrulhe o bolo já frio em película aderente ou papel de alumínio.

Além de bolos simples ou recheados, vários tipos de barrinhas e biscoitos podem ser preparados com sucesso no microondas. Assim que retirados do forno, os biscoitos ainda estarão moles: deixe descansar como recomendado, coloque sobre uma grade para arrefecer e ficarão firmes e estaladiços.

Doces para festas infantis e outras ocasiões especiais também podem ser feitos no microondas com facilidade e rapidez. Quando ferver calda de açúcar no microondas, é importante observar exactamente o tempo e a potência indicados nas receitas. Se tiver um termómetro especial para doces, utilize-o para testar a temperatura da calda. Senão, experimente fazer o teste de água fria indicado em baixo.

Teste da Água Fria

Este teste da Água Fria é uma maneira simples de medir a temperatura de uma calda de açúcar. Encha um jarro graduado com água gelada. Usando uma colher limpa coloque ½ colher (chá) de calda quente na água. Espere um minuto, depois teste o ponto da calda com os dedos.

Ponto de Rebuçado – uma pequena quantidade de calda colocada em água fria forma uma bolinha macia que se achata quando retirada da água.

Ponto Assoprado – uma pequena quantidade de calda colocada em água fria separa-se em fios duros e quebradiços.

 

 

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Quase sempre disponíveis, fáceis de armazenar e cozinhar e de preço acessível, as leguminosas são boas alternativas para vegetarianos ou para quem deseje reduzir a ingestão de gorduras animais, já que são importantes fontes de proteínas. São também hidratos de carbono que libertam açúcar lentamente, evitando o aumento súbito do nível de açúcar no sangue e a oscilação dos níveis de energia e do humor. Pelo contrario, são uma fonte de energia constante, mantendo estáveis os níveis de açúcar no sangue.

A questão dos estrogénios

As leguminosas contêm fitoestrogénios - substâncias químicas de origem vegetal que se assemelham às hormonas estrogénicas (femininas). Estes fitoestrogénios têm um efeito estabilizador no ciclo menstrual e pensa-se que ajudam a regular as menstruações e a aliviar a síndroma pré-menstrual e os sintomas da menopausa, como afrontamentos ou suores nocturnos.

Utilizam-se cada vez mais como alternativa à terapia de substituição hormonal. Têm vindo a aumentar o número de provas de que as leguminosas reduzem o risco de cancro da mama e protegem contra os fibromiomas (tumores benignos do útero, com maior incidência em mulheres com mais de 35 anos, na pré-menopausa e sem filhos).

Riqueza mineral

Na sua maioria, as leguminosas são ricas em minerais, entre os quais ferro, potássio, selénio, cálcio, manganés, magnésio e ácido fólico. Contribuem para aumentar as bactérias benéficas no intestino que auxiliam a digestão, são importantes nas dietas de desintoxicação, purificam o sangue e diminuem os níveis de colesterol no sangue. As lentilhas contêm uma série de vitaminas do complexo B que ajudam a estabilizar a tensão arterial e, sendo anti-inflamatórias, são benéficas na artrite reumatóide. O grão-de-bico é indicado para quem sofre de cálculos renais.

Escolher e guardar

As leguminosas devem ser compradas em lojas que escoam facilmente os produtos: quanto mais velhas, mais tempo levam a cozinhar. Guarde-as em embalagens herméticas, em local fresco e de preferência escuro, já que a exposição à luz lhes retira nutrientes. Consuma-as no prazo de seis meses. Antes de as cozinhar, escolha-as e lave-as bem, pois podem trazer pedras misturadas.

O tempo que as leguminosas levam a demolhar e a cozinhar varia, mas pode reduzir o tempo de demolhar. Leve-as a ferver alguns minutos e deixe repousar durante uma hora antes de as cozinhar (pode utilizar a panela de pressão). Coza-as em água sem sal (pode usar a água da cozedura em sopas ou caldos).

Leia sempre as instruções da embalagem; o feijão-encarnado deve cozer um mínimo de 15 minutos para neutralizar as toxinas. O feijão enlatado contém menos nutrientes do que o seco, para além da adicção de açúcar. Leia o rótulo com atenção. As leguminosas podem provocar flatulência. Para evitar este efeito indesejável, misture-as com salsa, funcho, gengibre ou pimenta-de-caiena.

Benefícios:
+ Melhoram a função intestinal
+ Reduzem os sintomas da menopausa e da síndroma pré-menstrual e o risco de fibromiomas
+ Reduzem o risco de cancro da mama
+ Reduzem o colesterol
+ Aliviam os sintomas de cálculos renais
+ Aliviam a artrite reumatóide


 

É uma forma eficaz de cozinhar ingredientes sem os alourar - e é rápida. Quando se coze alimentos desta maneira, toda a superfície fica em contacto com a água (ou outro líquido) e as moléculas de água dão rapidamente energia à comida. Também é fácil de atingir e manter o ponto de ebulição da água, ao contrário do óleo, onde tem de controlar continuamente a temperatura com um termómetro. Cozer com água suaviza a carne decompondo a proteína colagénio que forma o seu tecido conjuntivo. Esta técnica também e usada para cozinhar massas, mariscos e ovos e para reduzir molhos.

Tipos de fervura

Quando a água chega aos 100° C atingiu o seu ponto de ebulição e todo o líquido ficará em movimento, com bolhas a emergir e rebentar a superfície. Na fervura moderada, a superfície da água fica agitada mas sem se mover, enquanto na fervura forte (cachão) há muita ebulição. Há ainda um tipo de fervura logo abaixo do ponto de ebulição em que se vê um fio de pequenas bolhas a superfície.

Cozer legumes

A maioria dos legumes deve ser cozinhada o mais brevemente possível para reter a cor, textura e sabor. A não ser que a receita diga o contrário, coza em quantidade mínima de água com pouco sal para não perder os nutrientes. Quanto mais frescos e pequenos forem os legumes, mais rapidamente cozerão. Legumes cortados num tamanho semelhante cozem de modo mais uniforme. Se os vai servir frios ou voltar a aquecer mais tarde, coloque-os de imediato em água fria para parar a cozedura.

Cozer marisco

Lagostas, sapateira, camarões e lagostins devem ser cozinhados num tacho grande fundo com um mínimo de 7 chávenas de água ou outro líquido. Para cada 0,5 kg de marisco, use 4 chávenas de água e 1 colher de sopa de sal. Junte o marisco vivo quando a água estiver a ferver. Deixe cozinhar em lume brando durante o tempo necessário, escorra e deixe arrefecer. O marisco deve ser sempre cozido com casca.

Cozer ovos

Use uma panela pequena para que os ovos não se mexam muito e encha-a com água suficiente para os cobrir completamente. Deixe a água quase ferver antes de juntar os ovos. Comece a contar o tempo quando a água voltar a ferver. Coza em lume brando, reduzindo-o, se necessário, durante o tempo desejado. Se usar o ovo como guarnição e quiser a gema centrada, faça-o rodopiar na panela enquanto coze. Se o ovo se rachar durante a cozedura, junte um pouco de sal ou vinagre a água para coagular a clara e impedir que escorra para fora.

 

Reduzir molhos

Ferver um molho ou caldo para que evapore parte do líquido e reduza de volume, espessa-o e concentra-o. Torna o molho mais saboroso, cremoso e consistente. O tempo de fervura depende da quantidade de líquido e da concentração que desejar para o molho. Reduzir um líquido de forma a revestir a parte de trás de uma colher é o que demora mais tempo.

Tempo de cozedura

Como a temperatura da água ficará mais baixa com a adição de legumes, marisco ou ovos, o tempo de cozedura é normalmente medido a partir do ponto em que a água volta a ferver depois de acrescentado o alimento.

Receitas clássicas

Court bouillon
Um líquido de cozedura aromático constituído por uma mistura de aparas de peixe, água, cenouras, cebolas, ramo de cheiros, sal e grãos de pimenta branca.

Bouillon de caranguejo
O caldo tradicional picante em que se pode cozinhar caranguejo. Pode conter pimenta-da-jamaica, graos de pi menta, malaguetas e outras especiarias e ervas.

Bouillon à la nage
Líquido de cozedura fervido até reduzir para metade e usado para humedecer pequenas lagostas, camarões e lagostins.

 


 

Ao comprar lombo já cortado em bifes, ele estará bem aparado, mas se comprar a peça inteira (para rechear ou fazer filet de boeuf en croute), a membrana branca de nervo pode não ter sido retirada. Para a remover, insira cuidadosamente a ponta da faca debaixo da membrana na extremidade superior do lombo. Depois, mantendo a faca o mais próximo possível da membrana, comece a soltá-la. Depois de separar um pedaço suficientemente grande para o poder agarrar segure bem na membrana, afastando-a da carne à medida que vai cortando.

 

 

Também pode ser cortado em medalhões para fritar, em cubos para espetadas ou ser grelhado, asado ou estufado inteiro com ou sem recheio. A gordura, a membrana e os tendões têm sempre de ser removidos antes de preparar e cozinhar um lombinho de porco.

Preparar um lombinho
Retire cuidadosamente a gordura e membrana do lombinho e descarte. Insira a ponta da faca logo abaixo do fim do tendão branco e rijo, e do nervo e solte um pedaço suficientemente grande para o poder agarrar.

Segurando no tendão com uma mão, remova-o com cuidado do lombinho, enquanto mantêm a lâmina da faca o mais próxima possível do tendão.

Cortar noisettes
Corte o lombinho na diagonal em fatias de 1-2cm de espessura. Revista-as ligeiramente de farinha temperada e sacuda o excesso antes de as fritar em manteiga e óleo.

 

 

Além das couves-flor grandes e brancas cremosas, procure Romanescoes, que podem ser verde-claras ou brancas, com floretes em forma de pagode, parecendo um pouco  um cruzamento entre brócolos e couve- flor, e couves-flor bebés, que são porções para «uma só pessoa».

As  couves-flor verdes estão disponíveis nas  lojas. A sua cor verde-clara torna-as urna  novidade, mas têm um sabor semelhante à couve-flor normal.

As couves-flor devem ter sempre uma cor branca-cremosa, com as folhas interiores verdes enroladas à volta da flor. Evite as que tenham manchas castanhas ou descoloradas.

Os brócolos devem ter um ar fresco. Evite comprar brócolos se a cabeça das flores estiver  a ficar amarela.

 

 

Se possível, compre carne de porco certificada no rótulo como «orgânica» já que esses porcos não são criados em série e podem andar ao ar livre em condições naturais. São também regularmente mudados para novas pastagens - para estarem menos susceptíveis a infecções - e têm uma alimentação à base de alimentos cultivados organicamente de origem vegetal.

Como são criados ao ar livre, os porcos criados organicamente são de uma raça diferente dos criados em condições confinadas.

E como estão ao ar livre e têm de se adaptar a condições atmosféricas diferentes, acumulam mais gordura. Mas, embora seja mais provável que a carne de porco organicamente criada tenha uma maior proporção de gordura, o seu sabor será melhor. Em geral, o porco tem apenas uma pequena percentagem de gordura para carne. A gordura é mais suave do que a carne de vaca e borrego. Deve ter um aspecto opaco e lima cor branca.

A pele deve ser imberbe, macia e flexível. A carne eleve ser firme, macia e húmida, mas não molhada - e ter lima cor rosa-pálida. Os ossos devem ser tingidos de vermelho e estar bem cortados, sem lascas. Se a carne tiver uma textura grosseira e os ossos forem brancos e rijos, é sinal de que a carne provém de um animal mais velho. Todas as peças devem ser bem aparadas.

As peças enroladas e atadas devem ter uma espessura aproximadamente igual para cozinharem de modo uniforme.

 

 
É pobre em gordura, particularmente saturada. Hoje temos uma escolha mais vasta de frangos do que antes, ainda que em termos de qualidade e sabor tradicionais seja preferível o frango mais caro criado biologicamente.

Podemos escolher aves inteiras e porções frescas ou congeladas mas também frangos de aviário, criados livremente e biologicamente. O modo como o frango é criado e alimentado determina o seu sabor. Por isso, antes de comprar, considere as opções.

Os frangos de aviário são criados em aviários, com chão coberto de lascas de madeira ou palha, onde são livres de se movimentar e têm sempre alimento e água. Os frangos criados livremente dividem-se em categorias diferentes: livremente de forma tradicional e livremente com liberdade total. As principais diferenças entre elas são a quantidade de espaço atribuído às aves dentro de casa e ao ar livre. As aves com liberdade total têm acesso ao espaço exterior sem estarem limitadas a um espaço vedado.

Os frangos criados organicamente são alimentados com produtos de cultivo orgânico de origem vegetal e a maioria terá tido liberdade total.
 
Escolher
Seleccione aves roliças e em boa forma, com peitos carnudos. A pele deve ser limpa e ter um aspecto húmido, mas não molhado; é um sinal de que a ave pode ter sido congelada.

A pele também não deve ter feridas nem manchas. Quando é desembrulhado, um frango fresco pode ter um odor bastante forte, que deverá desaparecer rapidamente depois de entrar em contacto com o ar. Se não desaparecer, devolva a ave à loja onde  comprou. Certifique-se de que todas as embalagens de aves frescas ou congeladas estão completamente intactas.


 
O coelho selvagem (vendido inteiro - fresco ou embalado em vácuo) necessita de ser cortado em partes.

O coelho de criação, embora em sela e pernas, necessita de ser cortado em pedaços mais pequenos antes de cozinhar.
 
Disponha o coelho, de costas, numa tábua de cortar e corte as pernas com uma faca grande de cozinheiro. (Para cortar o osso, talvez seja necessário colocar sobre a faca um maço, protegendo a parte de trás da faca com um pano.)
 
Corte o centro das pernas para as separar. Depois divida cada perna em dois, cortando pela articulação do joelho. Corte o corpo em 3 ou 4 pedaços, fazendo o último corte logo abaixo da caixa torácica.
 
Cortando longitudinalmente através do centro do esterno, divida a secção das costelas ao meio. Se desejar retirar os ossos pequenos da carne em volta do esterno, use uma pinça ou puxe-os com os dedos.


 
Nos dias quentes, junte uma colher de leite frio a cada 2/3 de chávenas de natas para evitar que fiquem em manteiga. Use uma raça grande pois duplicarão de volume.
 
Picos suaves
Usando uma batedeira eléctrica, comece lentamente, aumentando gradualmente a velocidade. Pare quando as natas se dobrarem suavemente.
 
Em castelo
Quando as natas ficarem firmes, pare. Natas batidas em castelo firme são usadas para cobrir tartes e bolos ou como recheio.


 
Welsh rarebit
Um dos lanches de queijo mais saborosos. Use um bom queijo para derreter como Cheddar, Lancashire ou o tradicional, Caerphilly galês.
 
Croque monsieur
É a resposta francesa à tosta mista. Na sua forma mais simples, é feito com queijo e fiambre. Pode usar-se Cheddar ou qualquer queijo inglês, mas os Franceses usariam sempre Gruyere ou Emmenthal.
 
Salada tricolor
Mozarella, tomate, abacate e manjericão com um simples tempero de vinagreta de limão vertida por cima e polvilhada com salsa picada, é uma das saladas mais famosas de Itália.
 
Salada César
Queijo Parmesão é uma parte essencial desta salada deliciosa. Para saborear o queijo ao máximo, use um descascador de legumes para fazer lascas finas. O tempero é feito com azeite, ovo, alho, filetes de anchova, mostarda e vinagre balsâmico.
 
Fondue
Na Suíça o fondue é feito com queijo Gruyere e Emmenthal. Os Franceses usam a sua versão de Gruyere e Becufort. De qualquer maneira, o efeito é o mesmo - um prato magnífico composto por queijo derretido e vinho, servido com pão estaladiço quente para molhar.
 
Quiche e empadas
O queijo é uma parte essencial da quiche e ralado ou por vezes às rodelas combina como todos os tipos de tartes quentes e frias. Cheddar ou Emmenthal são escolhas usuais para quiche, mas também obterá resultados excelentes usando Fontina, queijo azul ou queijo fresco.


 
Outros, como o molho de manteiga branco, usam natas.
 
O molho holandês pode ser feito à mão, mas usar uma liquidificadora é mais simples e reduz o risco de coalhar. Ponha as gemas de ovos e  a água na taça aquecida e seca da liquidificadora e passe durante alguns segundos. Com a máquina ligada, verta a manteiga clarificada tépida num fluxo fino. Por fim, junte sumo de limão e temperos.

Béarnaise O molho béarnaise tem um sabor mais forte do que o holandês. Ferva grãos de pimenta esmagados, chalota finamente cortada e estragão com vinagre até reduzir. Quando arrefecer, junte gemas de ovo batidas e água em lume muito brando até o ovo espessar. Adicione manteiga clarificada, batendo após cada adição.
 
Manteiga branca Vinho, vinagre, ervas e chalotas são reduzidas a um glaceado espesso, acrescentando-se depois manteiga amolecida.
Ferva os ingredientes como para o molho béarnaise, junte creme fraîche ou natas espessas, retire do lume e junte pequenos pedaços de manteiga, um de cada vez, vendo se cada um se dissolve antes de adicionar o seguinte.


 
100g de acelga cozida contêm
menos de 20 calorias • fibras (cerca de 2g), eficazes contra a preguiça intestinal • quantidades generosas de potássio, de cálcio e de magnésio • na parte verde, muita vitamina C (18 mg) e betacaroteno (4100mcg), com propriedades antioxidantes e protectoras.
 

No mercado
Época
A acelga encontra-se à venda durante quase todo o ano. A acelga de Primavera (desde fim de Abril) é muito tenra e as suas fibras não são lenhosas. No entanto, a sua melhor época é no Verão; em seguida, ficam mais duras.
 
Escolher
Em função da variedade, os talos podem ser amarelos, avermelhados ou, na maioria dos casos, brancos. Nesta última variedade, escolha plantas com os talos muito brancos, firmes e sem manchas acastanhadas ou cortes As folhas devem ser brilhantes e de cor intensa e uniforme.
 
 
Na cozinha
Conservar
Até 4 dias na gaveta do frigorífico, depois de ter separado as folhas dos talos. Consuma rapidamente as folhas: o seu teor de vitamina C diminui muito depressa (a perda pode atingir os 50% em apenas 2 dias). Se pretender congelá-las, escalde as folhas durante 5 minutos em água a ferver com sumo de limão, passe-as em água corrente fria e escorra-as muito bem.
 
Retire a parte exterior dos talos, faça-lhes uma pré-cozedura e conserve-os com 1 colher de sopa de sumo de limão.
 
Preparar
Separe as folhas dos talos e retire as nervuras mais grossas. Lave-as e escorra-as antes de as cortar em tiras; empilhe as folhas em mantinhas, enrole-as e corte-as numa tábua de cozinha. É necessário retirar a película transparente que cobre os dois lados dos talos com uma faca ou partindo-os ao meio (excepto em acelgas mais tenras); por fim, corte-os em 3 pedaços.

Cozinhar
Coza as acelgas em água a ferver na panela de pressão com um fio de vinagre ou de sumo de limão para que os talos se mantenham brancos (10 minutos para os talos, 5 minutos para as folhas). Os talos podem ser salteados em cru na frigideira.

 
Utilizações
A acelga não se consome crua.  Faça um esparregado substituindo o espinafre por folhas de acelga. Na sopa, misture as folhas com outros legumes, por exemplo courgettes, e ligue-as com natas. Os talos podem ser gratinados com molho branco com queijo ou com molho holandês. Pode também combiná-la com queijo de cabra ou Parmesão, tomate, courgette, alho e azeite.


 
Logo após a colheita, os legumes começam a modificar-se e, em apenas alguns dias, o seu gosto e textura podem mudar muito.
 
Os brócolos, os espargos e o feijão têm tendência para endurecer, as cenouras e os nabos ganham um sabor acre  e os legumes de folha (espinafres e acelga) desidratam e amolecem. Algumas vitaminas, nomeadamente a vitamina C, são rapidamente destruídas em contacto com o oxigénio. Na falta de legumes frescos, opte pelos de conserva ou congelados, uma vez que a sua qualidade é satisfatória.
 
 
Legumes de conserva
No interior de recipientes estanques de metal ou de vidro, são esterilizados a uma temperatura próxima dos 110°C durante alguns minutos para eliminar todos os microrganismos. Em seguida, conservam-se durante vários meses, ou até anos,  à temperatura ambiente. Depois de abertos, devem ser consumidos no mesmo prazo que os frescos.
 
Valor nutritivo É semelhante ao dos legumes cozidos em casa. A perda de minerais por difusão na água da cozedura é comparável à provocada pelo calor nos legumes de conserva, assim como as transformações dos hidratos de carbono, das proteínas e dos lípidos. Porém, constata-se uma destruição de perto de 50% da vitamina C e de 25 a 45% da vitamina B1 (um pouco mais do que na cozedura convencional).
 
Sabia que?
- Como os legumes são esterilizados imediatamente após a colheita, o seu teor vitamínico é, à partida, muito elevado.
- O calor aumenta as perdas vitamínicas. Reduza ao mínimo o tempo de aquecimento dos legumes.
- A legislação obriga à inscrição de uma data-limite ou de durabilidade mínima («consumir de preferência antes de»).
 
 
Legumes congelados
São estabilizados em temperaturas muito baixas para impedir o desenvolvimento de microrganismos. Os legumes são previamente branqueados para manter a cor original e rapidamente levados a -30°C. Desta forma, os cristais de gelo que se formam são muito finos e não danificam as células vegetais; por outro lado, os legumes largam menos líquido quando são descongelados.

Os legumes congelados podem ser guardados durante alguns meses a uma temperatura de, no mínimo, -18°C. Consuma-os imediatamente após a descongelação.
 
Valor nutritivo As perdas vitamínicas e de minerais são modestas - 20 a 40% em relação aos legumes frescos - e resultam sobretudo do branqueamento. Como a congelação é feita logo após a colheita, o teor vitamínico dos congelados é comparável ao dos produtos frescos à venda nos mercados.
 
Sabia que?
- É preferível escolher os legumes ao natural (inteiros, em pedaços ou em puré).
- Deve observar com muita atenção a embalagem. Derrames ou gelo no interior indicam que o produto já descongelou.
- Para preservar as vitaminas, deverá cozer os legumes, sem os descongelar, no vapor e durante o mais curto espaço de tempo possível.


 
Batatas Grelhe-as inteiras, cortadas ao meio, em rodelas grossas ou em quartos. Coloque-as directamente nas brasas se quiser grelhá-las com a casca. Para diminuir o tempo de confecção no grelhador, escalde-as durante 5-10 minutos em água a ferver.
 
Beringelas Corte-as em rodelas grossas.
 
Cebolas A cebola-roxa e a cebola-branca podem ser cortadas em rodelas grossas e dispostas num espeto para evitar que os anéis se separem e caiam através da grelha.
 
Cenouras As cenouras novas pequenas podem ser grelhadas inteiras. Caso sejam grandes, corte-as em palitos grossos no sentido do comprimento.
 
Cogumelos Os maiores podem ser grelhados directamente na grelha. Os cogumelos mais pequenos devem ser dispostos em espetos.
 
Courgettes Corte-as em rodelas grossas ou em palitos no sentido do comprimento. Grelhe as courgettes miniatura em espetos.
 
Espargos Retire-lhes a parte dura de fora e escalde-os durante 1-2 minutos em água a ferver antes de os grelhar.
 
Pimentos Grelhe-os inteiros e vire-os de vez em quando, até a pele ficar chamuscada e enrugada. Embrulhe-os em papel de alumínio, deixe-os arrefecer 15 minutos e retire-lhes as membranas brancas e as sementes.
 
Tomates Grelhe-os inteiros ou cortados ao meio; o tomate-cereja deve ser grelhado em espetos.


 
Rico em sais minerais, em vitaminas e em fibras, é laxativo e depurativo.
 
 
100g de alho-francês cozido contêm:
cerca de 21 calorias • na parte verde: vitamina C, betacaroteno, folatos (cerca de 20% da DDR), importantes para o crescimento • na parte branca: fibras solúveis, que ajudam a reduzir os níveis de colesterol • compostos protectores (sulfureto de dialilo, substância sulfurosa que previne o cancro do estômago, quempferol, flavonóide que pode inibir os carcinogénios, e quercetina, outro flavonóide com propriedades antioxidantes benéficas).
 
 
No mercado
Época
Os alhos-franceses existem desde Setembro a Abril, embora possam ser encontrados ao longo de todo o ano. O alho-francês de Verão é mais fino que o de Inverno.
 
Escolher
O alho-francês deve estar intacto e firme As folhas verde-escuras devem estar bem frescas e a cabeça muito branca e com uma casca suculenta. A cabeça deve ter ainda as pequenas raízes. Um alho-francês grande pode ser tão tenro, ou até mais, do que um fino.
 
 
Na cozinha
Conservar
Inteiro, por lavar e numa embalagem solta, dura até 1 semana no frigorífico.
 
Preparar
Comece por retirar as folhas exteriores mais duras e as raízes Abra-o ao meio no sentido do comprimento e passe-o por água corrente fria, retirando as folhas uma a uma. Corte-o em pedaços ou rodelas ou deixe-o inteiro.
 
 
Cozinhar Inteiro
Costuma ser cozido em pouco caldo ou vinho branco (30 minutos); cortado, coze mais depressa (15 a 20 minutos).
 
 
Utilizações
A parte verde do alho-francês é ideal para um ramo de cheiros Ate todas as folhas para ser mais fácil de retirar no final da cozedura.
A vichysoisse é um grande clássico à base de alho-francês. Alho-francês salteado e enriquecido com natas é um bom acompanhamento para peixe magro ou vieiras; o salmão cozido em papillote sobre uma cama de alhos-franceses previamente cozidos também é delicioso. Gratinado ou em tarte. o alho-francês é sempre bem-vindo à mesa.


 
Será melhor tentarmos defini-las em função da forma e das utilizações.
Tomate redondo: é o mais vulgar e pode apresentar-se em vários tons, do vermelho ao amarelo. Excelente em todos os tipos de utilizações, sendo que os maiores são ideais para rechear. 
 
Tomate em cacho: muito em moda, deve a popularidade ao seu perfume. Existem diversas variedades de tomate em cacho que têm em comum um modo de cultivo que permite que diversos frutos amadureçam ao mesmo tempo num único ramo.
 
Tomate verde: é colhido antes de amadurecer. Embrulhado em papel e deixado à temperatura ambiente, amadurecerá lentamente e ficará vermelho, mas nunca será doce. Firme e ácido, o tomate verde costuma ser preparado em compota e com vinagre.
 
Tomate-cereja: pequeno tomate redondo, vermelho ou amarelo, mais adocicado e menos ácido que o tomate comum. É ideal para servir em aperitivos e espetadinhas.
 
Tomatillo: pequeno tomate redondo e verde embrulhado numa vagem semelhante a papel, apresenta-se aqui a título de curiosidade, pois não será normal encontrar-se à venda. É muito acidulado e costuma cozer-se. É típico do México e do Sudoeste dos EUA.


 
Além de lhes avivarem o gosto, enriquecem os pratos em vitaminas e outros fitoquímicos benéficos.

100g de rabanete-vermelho cru contêm
cerca de 15 calorias vitamina C (20% da DDR) • compostos de enxofre e selénio, que ajudam a combater o cancro • pigmentos flavonoides antioxidantes (parte vermelha do rabanete) • potássio, cálcio e numerosos minerais.
 
 
No mercado
Época
Primavera para o rabanete-vermelho. Todo o Inverno para o rabanete-branco, cultivado no campo.
 
Variedades
O mais vulgar é o rabanete-vermelho. Porém, o rabanete-branco e o japonês (o daikon, semelhante a uma cenoura branca e de sabor forte) começam a vulgarizar-se. Os rabanetes-pretos, populares na cozinha polaca e russa, têm a forma de nabos, mas a sua casca é castanha ou preta, a polpa, branca, e o sabor, forte e apimentado. O rábano é um primo de forma alongada e casca acastanhada com sabor ainda mais pronunciado e picante.
 
Escolher
O rabanete-vermelho deve ser firme e de cor viva e a rama muito fresca. O rabanete-branco, o japonês e o rábano devem ser firmes, lisos e sem manchas. O rabanete-preto deve ser pesado para o tamanho e sem gretas.
 
 
Na cozinha
Conservar
Corte a rama e use-a numa sopa rica em sais minerais (3 minutos de cozedura numa base feita com 1 batata farinhenta; triture tudo e sirva com 1 colher de natas). O rabanete-vermelho, o japonês e o rábano podem ser guardados até 1 semana embalados num saco de plástico perfurado no frigorífico. O preto aguenta-se até 1 mês.
 
Preparar
Rale o rabanete-vermelho, corte-lhe a rama e lave-o. As outras variedades devem ser descascadas. Se o rabanete estiver um pouco murcho, mergulhe-o 1 ou 2 horas em água gelada antes de servir.
 
 
Cozinhar
O rabanete-vermelho costuma ser consumido cru, mas pode ser cozido no vapor ou salteado. Inteiros, coza no vapor o rabanete-vermelho e o branco durante 10 minutos, ou salteie em rodelas durante 2 a 4 minutos; tempere com sal e um pouco de manteiga. Raspe o daikon e algumas cenouras e coza no vapor durante 5 minutos; tempere com molho vinagreta.

O rabanete-preto costuma ser cortado em rodelas ou palitos e comido cru, mas pode também cozê-lo ou branqueá-lo em rodelas e servi-lo frio em saladas. O rábano ralado pode misturar-se com iogurte ou natas para acompanhar carne.


 
Originária da Índia, só se expandiu na Europa no século XV, via Espanha. Durante muito tempo ligada à cozinha mediterrânica, a beringela simboliza o lado soalheiro da vida.
 
 
100g de beringela assada no forno contêm
menos de 20 calorias • potássio, em abundância • fibras (2g), que podem ajudar a reduzir o colesterol • polifenóis, amargos com propriedades antioxidantes eficazes.
 
 
No mercado
Época
Embora a beringela seja um «fruto-legume» por excelência, está disponível todo o ano graças à importação.
 
Escolher
Independentemente da variedade, escolha beringelas firmes, brilhantes e sem toques, com um pedalo fresco e não muito escuro. A beringela jovem e pequena tende a ser menos amarga.
 
 
Na cozinha
Conservar
Na gaveta do frigorífico, até 3 dias.
 
Preparar
Não é necessário descascar a beringela, salvo se a casca for muito grossa. Nesse caso, use um descascador de legumes. Corte o pedalo, tendo o cuidado de não se picar.
 
 
Cozinhar
A beringela casa bem com o azeite, mas é necessário retirar-lhe os sucos ácidos com sal. O sal desidrata a polpa, fazendo que esta absorva menos gordura quando é frita ou salteada, embora este processo conduza à perda de muitos minerais. Para preparar uma guarnição simples, corte a beringela em rodelas de 1 cm de espessura, pincele ambos os lados com azeite, disponha-as num tabuleiro formando uma só camada e leve durante 15 minutos ao forno a 225°C, virando-as a meio da confecção. Tempere-as com sal, pincele-as com puré de alho ou salpique-as com Parmesão ralado e sirva.


 
Existem diversas variedades de feijão-verde:
 
Feijão-verde redondo ou feijão-verde francês: apresenta vagens compridas e redondas, lisas e muito verdes.
 
Achatado: existem dois tipos de feijão achatado, o curvo e o direito.


 

Mantenha a cozinha quente
A maioria dos bolos resulta melhor se os preparar a uma temperatura de 20ºC ou mais. Se os utensílios e ingredientes tiverem sido guardados num sítio fresco, retire-os cerca de 2 horas antes de começar o trabalho para terem tempo de aquecer.

Manteiga
A manteiga sem sal dará ao seu bolo um melhor sabor. Mantenha a tigela firme. Coloque-a sobre um pano húmido. Bolos de “deitar tudo ao mesmo tempo”. As receitas de bolos deste tipo são muito rápidas de fazer, mas só resultam bem com margarina ou manteiga amolecidas. Não bata muito a massa, senão fica pesada.

Acabou-se o chocolate?
Três colheres de sopa de cacau em pó misturadas com 1 colher de sopa de manteiga darão o mesmo resultado.

Poupe tempo
Da próxima vez que precisar de um círculo de papel vegetal para forrar uma forma de bolos que utiliza com frequência, corte vários do mesmo tamanho para os ter à mão quando precisar deles.

Falta-lhe farinha?
Se a meio de uma receita verificar que a farinha selfraising está no fim, perfaça a diferença com farinha normal sem fermento. Basta acrescentar 2 1/2 colheres de chá de fermento em pó por cada 225 g de farinha normal e obterá o mesmo resultado.

A casca de laranja cristalizada está seca e dura?
Mergulhe 1 – 2 minutos Prepare o seu fermento. Peneire ao mesmo tempo 25 g de bicarbonato de sódio, 25 g de farinha de arroz e 50 g de cremor tártaro. Misture bem e guarde num frasco com tampa de rosca, bem fechada. Utilize como o fermento em pó comercializado.

Capacidade das formas de bolos
Se não tiver a forma indicada pela receita, utilize outra com a mesma capacidade.

Verificar se um bolo está pronto
Utilize um ou mais dos seguintes testes: pressione levemente a parte superior do bolo com as pontas dos dedos. Quando o bolo está cozido, a superfície deve apresentar-se firme ao toque e retomar a sua forma logo que cesse a pressão. Examine os lados do bolo. Se começarem a descolar da forma, bolo está pronto. “Escute” o bolo. Se ouvir um borbulhar ou um crepitar, deixe o bolo mais algum tempo no forno. Fure o centro do bolo com um palito, um espeto ou um pedaço cru de esparguete. Retire-o lentamente. Se sair limpo, pode retirar o bolo; caso contrário, deverá esperar um pouco mais.

 

 

Ervas frescas ou secas?
As ervas aromáticas frescas sabem melhor que as secas, mas se não as encontrar, utilize estas últimas. Nesse caso, use só 1/3 da quantidade, pois as ervas secas são mais concentradas. Se pretender usar ervas secas num prato não-cozinhado, como uma salada, cubra-as com um pouco de água a ferver, deixe ficar durante 1 minuto, escorra e use. Terão melhor sabor e mais cor.

Pratos picantes
Quando cozinhar caril e outros pratos condimentados, frite primeiro as especiarias em gordura ou óleo. A fritura suaviza-lhes o sabor e torna-as mais fáceis de digerir. Frite as especiarias rapidamente em lume médio e com cuidado, pois queimam-se facilmente.

Noz-moscada
É preferível comprar a noz-moscada inteira do que já moída. O sabor conserva-se melhor e pode ralar-se exactamente o que se necessita para pratos doces ou salgados, como espinafres, puré de batata, leite-creme e pudins de arroz.

Paprika para tostar.
Polvilhe paprika doce sobre os alimentos — em especial pratos cobertos de queijo — para ajudar a tostar.

 

 

Carne e peixe
Os restos de carne, caça e aves podem transformar-se em apetitosos croquetes ou recheios; com os restos de peixe pode também preparar recheios para rissóis ou fazer pudins ou bolinhos de peixe. Para dar mais sabor a um pudim de peixe, cubra-o com ovos mexidos, ketchup ou um molho de tomate feito com tomate de lata que se leva ao lume juntamente com cebolinho e salsa picados e se deixa ferver até engrossar. Para um prato mais formal, acompanhe os croquetes com cogumelos salteados e tomates pequeninos ou com tomates grelhados. Os restos de carne, caça ou aves cortados às tirinhas podem ser salteados e misturados em saladas de legumes, arroz, massas italianas ou folhas de alface e agrião para fazer um prato principal. Também pode fazer um delicioso pâté batendo no copo de batidos restos de carne, 1 colher de sopa de maionese, 2 pickles ou pepinos de conserva e temperando bem com sal e pimenta-preta. Utilize o pâté para sanduíches ou para servir como entrada sobre folhas de alface e agrião.

Massas italianas
Pode fazer uma sopa rústica, utilizando massinhas milídas inteiras ou esparguete cortado aos bocadinhos de 5 cm de comprimento. Salteie uma cebola pequena às rodelas e um dente de alho, junte as massas, uma lata de favas, de feijão, de grão ou de tromate, e caldo, água ou vinho suficiente para cobrir, Deixe cozer sobre lume brando e, se tiver, sirva com queijo Parmesão.

Batatas
Os restos de batatas podem tornar as saladas mais substanciais, dar textura a sopas e, misturadas com outros ingredientes, podem ser moldadas e reaquecidas para servir de acompanhamento a muitas refeiçôes. O puré de batata pode ser moldado em croquetes ou bolas, que são depois passados por farinha e fritos. Se juntar um ovo batido, será mais fácil de ligar. Se tiver restos de legumes, reduza-os a puré juntamente com as batatas para dar cor, ou então junte salmão de lata para fazer croquetes de peixe. Quando sobrarem batatinhas novas, pode utilizá-las para fazer uma deliciosa salada: regue-as com um pouco de azeite enquanto estiverem mornas para absorver o sabor, deixe arrefecer e guarde no frigorífico. Para terminar a salada, envolva-as em maionese temperada com ervas aromáticas. Pode também transformar as bata tinhas novas cozidas num acompanhamento delicioso de carne quente ou fria salteando-as em azeite ou manteiga, polvilhadas com um pouco de queijo Parmesão ralado para derreter e ficar estaladiço enquanto as batatas fritam. As sobras de batatas cozidas podem também ser salteadas para servir com ovos e fiambre se quiser uma refeição rápida

Arroz
Um resto de arroz cozido também tem sempre aproveitamento. Pode, por exemplo, servir como recheio para pimentos ou tomates, ou pode ser misturado com legumes cozidos e temperado com molho de salada para fazer uma salada de arroz. Um resto de arroz branco pode ser misturado com ovos e queijo para fazer deliciosas almÔndegas de arroz (v. receita na p. seguinte), que podem ser servidas apenas com molho de tomate como entrada ou com uma boa salada de legumes para um almoço ou ceia simples. Também são excelentes para acompanhar salsichas grelhadas e fiambre ou peixe fumado, grelhado ou frito. O arroz cozido pode igualmente ser utilizado para saltear com qualquer tipo de legumes que tiver à mão, tais como maçarocas pequeninas, cenouras, tomates pequeninos, courgettes, cogumelos, pimentos ou cebolos cortados às rodelas finas ou ralados

Legumes
Os legumes com molho, como couve-flor com queijo, ligam muito bem com massas italianas. Deite os restos num tabuleiro untado que possa ir ao fomo e à mesa, junte qualquer tipo de massa cozida, cubra com pão e queijo ralados e leve ao fomo. Praticamente, todos os restos de legumes podem transformar-se em deliciosas saladas frias se juntar cebola ou cebolo picados, alcaparras, azeitonas ou quadradinhos de pão fritos e um pouco de maionese ou molho de vinagreta. Para transformar um resto de legumes num prato principal, misture com alguns ingredientes mais substanciais, como feijão de lata escorrido, atum e fundos de alcachofras; se preferir, pode fritar algumas fatias de bacon até ficarem estaladiças, deixar escorrer sobre papel de cozinha e esfarelá-las. Junte aos legumes e tempere com um molho para saladas.

 

 

Escumadeira: Esta colher com orifícios é indespensável para escorrer caldos e molhos e para retirar alimentos sólidos de líquidos a ferver.

Concha: Uma concha serve para servir sopas e guisados e para calcular a quantidade da massa para fazer panquequas.

Espremedor de alhos: Mais fácil de usar para esmagar alhos do que uma faca, o espremedor de alhos deve ter uma grelha removível para limpeza.

Tábua para picar: Uma tábua de madeira é melhor para as facas do que qualquer outra superfície. Nunca deve ser olhada nem submersa em água

Faca Grande: Uma faca grande é indespensável para cortar e picar. Deve ser bem equilibrada, com uma lâmina larga e curva.

Faca de descascar: Usada para aparar, descascar e raspar, uma faca de descascar deve ser leve, com um cabo fácil de agarrar.

Forminhas: estas formas pequenas e de lados fundos são usadas para enformar bolinhos, sobremesas, arroz e massas.

Forma para tarte: estas formas são ideais para fazer tartes individuais ou quiches. As melhores são as antiaderentes.

Forma para souflés: as doses individuais podem ser levadas do forno para a mesa nestes pequenos recipientes de cerâmica.

Espetos: Os espetos em metal ou em bambu podem ser usados para enfiar legumes a grelhar no churrasco e para espetar bolos e tartes a fim de ver se já estão cozidos.

Tabuleiro para bolos: Deve ser resistente e não deve dobrar nas suas mãos. Uma superfície antiaderente é útil mas não essencial.

Tabuleiro raso: Um tabuleiro raso antiaderente de boa qualidade possui inúmeras utilizações desde assar legumes a moldar a polenta.

Forma para bolos com aro amovível: Esta forma de fundo solto é útil para bolos delicados e também pode ser usada para tartes altas.

Caçarola: Vale a pena investir em bons tachos e panelas. Um tacho em aço inoxidável é durável e fácil de limpar, mas procure um com cobre ou alumínio imprensado na base, para ajudar a conduzir o calor de maneira uniforme.

Frigideira: Uma frigideira de fundo pesado, grande e antiaderente com lados inclinados é a melhor escolha. Use-a para saltear legumes e fazer omeletas e panquequas.

Passador: Um passador tem uma infinidade de utilizações desde peneirar farinha, escorrer caldos e sopas, e reduzir fruta a puré. Os melhores passadores são feitos de aço inoxidável, que não se desgasta.

Misturadora: Os ingredientes para sopas, molhos, caldos e bebidas podem ser reduzidos a puré numa misturadora.

Trituradora: Este aparelho faz o trabalho de uma misturadora e muito mais. Lâminas diferentes podem picar, misturar, ralar e desfiar.

Varinha mágica: Esta misturadora manual á útil reduzir os alimentos a puré dentro de um tacho. É compacta e poupa espaço na arrumação e na lavagem – o que é sempre bem-vindo.

Máquina para moldar massas: Estas máquinas úteis estendem a massa funamente, amassando-a enquanto o fazem.

 

 

Rebuçados: efeites delicados e saborosos

Pérolas: bolinhas de açúcar com cobertura brilhante

Açúcar cristalizado: cristais de açúcar com corantes vegetais

Granulado de chocolate: enfeite tradicional do brigadeiro

Raspas de chocolate: Elegante para decorações

Chocolate raspado ou em pedaços: meio amargo o de leite

Flores e folhas de chocolate: faça em casa usando forminhas especiais para bombons

Tronco de chocolate: em pedaços ou esfarelado, para bolos e sorvetes

Cerejas cristalizadas: cobertas com glacé de açúcar

Massapão: pasta de amêndoa colorida em formatos variados

Rebuçados de Laranja e limão: fatias de frutos feitas de gelatina e açúcar

Velas: velinhas decorativas de vários tipos para bolo de aniversário.

 


 

Um aumento acentuado da contaminação de ovos por salmonelas nos últimos anos constitui um perigo especialmente para as crianças, as pessoas idosas e doentes.

Compre ovos que tenham estado guardados em frigorífico e que não apresentem rachas.

Um ovo fresco (sem rachas e cru) vai ao fundo quando mergulhado em água fria.

Os ovos que ficam a boiar podem, em geral, ser comidos sem perigo se forem bem cozinhados; no entanto, alguns especialistas são de opinião que os ovos nessas condições devem ser eliminados.

Lave as mãos e todas as superfícies e utensílios de trabalho com água Quente e sabão antes e depois de estarem em contacto com ovos crus.

Deite fora alimentos que contenham ovos e que tenham sido deixados à temperatura ambiente durante mais de duas horas. Preste atenção ao tempo de cozedura dos pratos à base de ovos.

Regra geral, conte com:

2–5 minutos para fazer uma omelete.

2,5–3 minutos para ovos quentes.

3,5–4,5 minutos para ovos escalfados.

4–5 minutos para ovos estrelados.

5–7 minutos para ovos encocotte.

7–8 minutos para ovos mal cozidos.

10–12 minutos para ovos bem cozidos.

Conserve os ovos no frigorífico dentro das embalagens de cartão, a fim de os manusear o menos possível. Coloque-os dentro do frigorífico, e não na porta.

Evite alimentos preparados com ovos crus ou mal cozidos.

Merengues, gemadas, maionese, molhos holandês e bearnês feitos em casa, mousses, cremes e omeletes mal passadas cozinhados em más condições de higiene podem provocar intoxicações graves.

 

 

Depois de assar carne ou aves, deite um pouco de líquido (caldo, vinho) no tabuleiro e mexa para misturar com os restos agarrados ao fundo.

Colque o líquido que obteve num coador de molho (ou deite-o numa tigela funda e leve-o ao congelador 15 minutos; depois, com uma colher retire a gordura que ficou à superfície.

O coador de molho permite aproveitar apenas os sucos, uma vez que a gordura não sai. Para preparar um molho, coloque estes sucos num tacho.

Junte uma mistura de farinha e água aos sucos e leve a lume médio, mexendo sempre, até o molho engrossar.

 

 

Gambas
Pegue firmemente no corpo da gamba, torça a cabeça e retire-as. Em seguida, vire a gamba com a s patas para cima e, como os polegares, separe a casca do corpo e deite-o fora.

Camarões
Segue a cabeça do camarão com uma das mãos e o rabo com a outra e estenda-o. Empurre a cabeça e o rabo em direcção um do outro para partir a casca e retire-a.

Mexilhões
Encha uma tigela grande com água fria, junte os mexilhões e escolha-os: deite fora os que tiverem abertos e não fecharem quando lhes tocar ao de leve.

Escove bem as conchas ou raspe-as com uma faca pequena; depois, com uma tesoura, corte as «barbinhas» (os filamentos que servem para os mexilhões se agarrarem às rochas). Escove novamente as conchas, agora com água fria corrente, até ficarem limpas e passe os mexilhões por várias águas.

Ostras
Segure firmemente na ostra com a concha mais achatada para cima. Para isso utilize um pano para evitar que a ostra escorregue e para proteger as mãos.

Introduza uma faca de ostrs entre as duas conchas junto da articulação e faça-a deslizar a toda a volta.

Seguidamente, torça a faca para separar as duas conchas, deite fora a concha de cima.

Passe cuidadosamente a faca por baixo da ostra para soltar, mantendo a concha na posição horizontal para não perder o líquido.

 

Vieiras
Segure na vieira com a concha achatada para cima. Introduza a faca entre as conchas, no lado oposto à articulação. Faça deslizar a faca junto à concha mais achatada para cortar o músculo. Retire a concha achatada.

Lave a vieira em água fria corrente para retirar qualquer bocadinho de concha ou sujidade; seguidamente, passe a faca por baixo da membrana que liga a carne à concha côncava e solte a carne.

Retire as membranas, o saco preto e a veia intestinal, deixando apenas a parte branca e o coral, ou as ovas.

 

Santola
Coloque a santola com a casca para baixo sobre uma tábua e retire as pernas e as pinças, torcendo-as cuidadosamente; reserve.

Com as duas mãos, segure muito bem na casca com a «cauda» virada para si; depois, com os polegares empurre o corpo para a frente e para fora, simultaneamente, de modo a soltar o corpo da casca.

Retire e deite fora a parte cinzenta, as guelras, e tudo o que está agarrado, certificando-se de que a retira toda, mesmo algum bocadinho que possa ter caído na concha; reserve a carne branca.

Com uma colher, retire a carne escura, raspando bem a casca por dentro, e reserve.

Com a ajuda de um espeto, retire a carne branca dos encaixes das pinças e pernas, depois de as partir com um martelo de madeira.

Se servir a santola na casca, retire a membrana que a reveste e o saco do estômago. Lave-a muito bem por dentro e corte a borda da parte inferior pela linha escura para alargar a abertura.

 

Lagosta
Retire, torcendo, as pernas e pinças e reserve. Se a lagosta tiver ovas, abra a cauda, raspe as ovas e reserver.

Ponha a lagosta sobre uma tábua e, com uma faca bem afiada, corte a cauda ao meio, começando pelo lado que está junto à cabeça. Se for necessário, bata no cabo da faca para a lâmina penetrar na couraça.

Corte a cabeça ao meio da mesma maneira, começando pelo lado que está junto da cauda. Separe as duas metades.

Retire e deite fora o estômago transparente e as guelras que se encontram na cabeça. Deverá haver saco do estômago e guelras nas duas metades da lagosta.

Com a ponta da faca, retire a tripa bege ou cinzenta que segue ao longo da cauda, que também pode estar nas duas metades.

Retire a carne das pinças e das pernas como se explica para a santola. Corte a carne das pinças e das pernas em bocadinhos e disponha-os sobre a carne da lagosta.

 

 

Escolha cuidadosamente e seleccione uma refeição saudável sem ingredientes que poderão ser perjudiciais.
 

A comida pronta a levar para casa (takeaway) é muito prática para quando não há tempo para cozinhar. Desde que tenha algum cuidado com o que encomenda, este tipo de comida não é forçosamente prejudicial para a saúde. Dê preferência a pratos pobres em gorduras e com pouco sal ou açúcar, mais ricos em nutrientes.
 

Comida indiana. Arroz cozido, chapattis e pão naan fornecem os saudáveis hidratos de carbono (evite os paparis, por serem fritos). Um prato de peixe ou carne, como a tikka ou o tandoori, rico em proteínas, ferro e zinco. A carne de borrego tem mais gorduras saturadas que a de frango ou vaca. Os vegetarianos podem optar por um prato de arroz e lentilhas, como o dahl.
 

Para equilibrar a refeicão, acompanhe com pratos de legumes, como o aloo gobi (couve-flor e batata) ou o saag (espinafres). Evite os alimentos gordos, como os molhos korma, masala e pasanda, o arroz pilaf, os fritos, como bhajis de cebola, chamuças, pakora e wada.

Comida chinesa ou tailandesa. Escolha uma refeição à base de arroz branco ou massa chinesa cozida. O chop suey e os pratos com molho dc feijão-preto ou amarelo têm poucas gorduras, mas evite o arroz frito, os crepes Primavera, o pato à Pequim, o molho agridoce e todos os alimentos fritos com polme. O molho satay tem também muitas gorduras, mas é rico em magnésio e zinco. Para sobremesa, opte por fruta (lichias) ou sorvete.

Pizas. A piza pode constituir uma refeicão equilibrada. A cobertura de queijo fornece cálcio e proteínas, mas é rica em gorduras; evite pedir queijo extra. Escolha uma piza pequena de massa grossa e prefira coberturas de legumes.

Acompanhe com uma salada. Evite as carnes gordas, como o salame, e o pão de alho. As pizas cuja borda da massa é recheada com queijo devem também ser evitadas.

Hambúrgueres. Escolha um hambúrguer simples pequeno, sem queijo nem maionese. Use um pouco de ketchup (é rico em licopeno, mas tem muito sal e açúcar) e peça uma dose pequena de batatas. Acompanhe com uma salada, rica em vitaminas e antioxidantes. Em vez dos refrigerantes, prefira um sumo de fruta ou um copo de leite em vez do batido.

Frango assado. Retire-lhe a pele para diminuir o teor de gordura. Acompanhe com salada e pão.

Batata assada. Os recheios de salmão ou de atum contêm ácidos gordos essenciais que protegem o coração e a pele. O marisco é rico em minerais, enquanto o feijão tem muitas fibras. Para evitar a gordura em excesso, peça um creme de barrar magro ou uma pequena porção de manteiga e evite a maionese. Acompanhe com salada, de preferência sem molho, e termine com uma peça de fruta.

Espetadas à turca. As sish e as shashlife e as espetadas de frango são feitas de carne magra, mas as doner e kofte são de carne de borrego picada, cujo teor de gordura é superior.

Sanduíches. Para obter o máximo de hidratos de carbono e de vitaminas do complexo B, prefira as sanduíches de pão integral ou de mistura em fatias grossas. Os recheios mais saudáveis são os de carne magra de frango, vaca ou porco, marisco e queijo magro.

 

 

A churrasqueira deve ser colocada longe de qualquer material inflamável. Para acender o lume, faça um pequeno monte de carvão sobre pedaços de papel amarrotado e pinhas ou aparas de madeira secas. Também pode usar acendalhas não-tóxicas. Nunca use gasolina, pois é demasiado perigoso, deita cheiro e estraga os alimentos.
 

Ao fim de uns 20 minutos, quando o carvão estiver a arder bem, espalhe o monte numa camada uniforme e cubra com mais carvão; deixe arder mais uns 20 minutos. As brasas deverão ter cor cinzenta, se for de dia, ou vermelho-brilhante, se estiver escuro. Tenha à mão uma tenaz para remexer as brasas e água ou cinzas para borrifar o carvão se as chamas se reacenderem (com a gordura das sardinhas, por exemplo).
 

Para que o carvão arda é preciso ar. O chamado «tubo de Venturini» é um método para fazer canais que atravessam o monte de carvão por onde o ar circula. Antes de por o carvão na churrasqueira, pegue numa garrafa de cerveja e envolva-a em papel de jornal. Ponha-a no meio da churrasqueira com o carvão em volta. Retire a garrafa, deixando apenas o tubo de jornal, e acenda o fogo.

 

 

Tanto a manteiga como a margarina devem ser consumidas com moderação. A discussão sobre qual a mais saudável, se a manteiga se a margarina, dura há anos. A maioria dos nutricionistas afirma agora que a manteiga é melhor, desde que consumida com moderação. A manteiga é certamente um produto mais natural que a margarina, que necessita de corantes e outros aditivos para se transformar de uma pasta cinzenta e de mau aspecto no produto acabado que conhecemos.
 

Em geral, o teor total de gorduras e a energia fornecida (normalmente, 81% de gorduras e 740 Cal./100 g) são idênticos na manteiga e na margarina, embora alguns fabricantes de margarina tenham reduzido o teor de gorduras do seu produto para 70 % (635 Cal./100 g).
 

A margarina, inventada por um químico francês por volta de 1860 como substituto barato da manteiga, era produzida a partir de sebo de vaca e leite desnatado. A margarina hoje é muito complexa e sofre vários tratamentos durante o processo de preparação. Usam-se óleos vegetais, sozinhos ou combinados com gorduras animais ou óleos de peixe e ainda água, soro, emulsionantes para ligar os óleos e os líquidos, sal, corantes e temperos.
 

Por lei, a margarina tem de ser enriquecida com as vitaminas A e D, que ocorrem naturalmente na manteiga. A vitamina A é essencial para a visão e para a pele, além de ser um antioxidante importante, enquanto a vitamina D ajuda a absorver o cálcio, necessário à saúde dos doentes e dos ossos.
 

Ácidos gordos-trans
 

Para se obter margarina, os óleos líquidos são convertidos numa pasta sólida por um processo químico denominado hidrogenação. Além de endurecer os óleos, o processo altera-lhes a estrutura química, transformando alguns dos ácidos gordos insaturados em ácidos gordos-trans – formas menos saudáveis de polinsaturados que produzem no organismo um efeito muito idêntico ao das gorduras saturadas. Assim, elevam os níveis de colesterol e têm sido associados às doenças cardiovasculares.
 

Alguns fabricantes de margarinas reformularam os seus produtos, a fim de reduzir o respectivo teor em substâncias gordas-trans. As margarinas macias, que indicam no rótulo «rica em polinsaturados», têm bastante menos gorduras saturadas e ácidos gordos-trans do que outros tipos de margarinas e manteigas e são boas fontes de vitamina E. Pesquisas recentes, contudo, parecem sugerir que a ingestão elevada de óleos polinsaturados pode predispor certas pessoas à asma.
 

As pastas para barrar magras são produzidas à base de água e manteiga batida ou óleos vegetais, mas as percentagens de gorduras saturadas variam. Estas pastas têm cerca de 40% de gordura e 390 Cal./100 g; as pastas extra-magras têm cerca de 25% de gordura e 270 Cal./100 g. Algumas pastas têm apenas 5% de gordura. São feitas com substitutos de gorduras, como proteínas de soro de leite, que imitam a textura das gorduras. O seu elevado teor em água torna-as inadequadas para cozinhar e, por frequentemente conterem gelatina, também não servem para os vegetarianos.
 

Muitas pessoas preferem o sabor da manteiga ao das pastas para barrar, mas não a usam pelo seu alto teor em gorduras saturadas e colesterol. No entanto, muitos nutricionistas pensam que, consumida com moderação, a manteiga é preferível à margarina por se tratar de um produto natural.
 

De um modo geral, todas as pastas para barrar amarelas devem ser utilizadas parcimoniosamente.

 

 

A canja de galinha que se cuide: o gaspacho é a verdadeira sopa milagrosa. Um estudo recente da Universidade de Tufts descobriu que as pessoas que comiam sopas com tomate cru, pepino e pimentos verdes durante duas semanas tinham níveis significativamente mais elevados de vitamina C no sangue.
«A vitamina C tem um papel vital na protecção do corpo contra os danos provocados pelos oxidantes», diz o nutricionista Antonio Martin, co-autor do estudo. Ela ajuda a combater as doenças cardíacas e a tensão alta, diminuindo o «mau» colesterol (LDL) e aumentando o «bom» colesterol (HDL).
A cozedura reduz os benefícios para a saúde do coração, pelo que convém aproveitar o bom tempo para se atirar a esta sopa fria.

 

 

Antes de comprar, veja as datas de validade que constam da embalagem e certifique-se de que os produtos estão dentro do prazo.

Quando comprar comida congelada ou refrigerada, deverá guardá-la no seu frigorífico ou congelador num curto espaço de tempo.

Separe a comida crua da cozinhada e nunca use os mesmos utensílios de cozinha (tábuas, facas, etc.) para preparar comida crua e cozinhada, a menos que os tenha previamente lavado. No frigorífico, arrume a comida crua em baixo e a cozinhada nas prateleiras superiores.

Verifique regularmente a temperatura do frigorífico, que deve rondar os 1-5 graus. Nunca guarde comida quente no frigorífico, pois a subida da temperatura pode levar à multiplicação das bactérias.

Lave as mãos com água morna e sabão antes de mexer nos alimentos e entre mexer em alimentos crus e nos já cozinhados. Se tiver algum corte nas mãos, proteja-o com um adesivo à prova de água.

Certifique-se de que os alimentos estão bem passados e tenha especial cuidado com o frango. Enfie um espeto ou um palito na parte mais espessa da carne e verifique se os sucos saem transparentes, sem qualquer sinal de sangue. Aqueça bem os restos.

Evite ovos crus ou mal cozidos ou os pratos que os incluam. Coza sempre muito bem os ovos, até a gema ficar completamente sólida.

Mude com frequência os panos da loiça. Após uma semana de uso, um pano da loiça pode conter mais de 100 000 milhões de bactérias.




 

Goze os sabores

A menos que estejamos a seguir uma dieta planeada, temos tendência para fugir dos alimentos saudáveis porque os achamos sem graça; porém, nada pode estar mais longe da verdade. Pergunte a qualquer chefe de cozinha: fruta, legumes, leguminosas, cereais integrais e outros alimentos ricos em fitoquímicos estão entre os alimentos mais saborosos. Inspire-se nas seguintes ideias e prepare refeições saudáveis, mas também coloridas, apetitosas e saborosas.

Sabor em vez de gordura. Para não sentir a falta da gordura, use temperos que satisfaçam o paladar. Faça um molho para a salada com iogurte magro temperado com tabasco, vinagre, mel, alho e cebola e não sentirá a falta da maionese.

Faça grelhados. Grelhar é a melhor forma de cozinhar os legumes. Em vez de hambúrgueres, salsichas ou bifes, grelhe peixe e legumes, como abóbora, beringela e cebola, previamente salpicados com uma pequena porção de óleo para não se agarrarem à grelha.

Dê um sainete às saladas. Pique cenouras, cebolos, aipo e pimentos frescos, junte um pouco de azeite e vinagre, limão, lima, cominhos ou alho. Sirva este molho sobre a vulgar salada de alface e tomate e veja a diferença.

Frescura verde. Para lhes dar uma nova vida, adicione hortelã ou coentros aos alimentos.

Os opostos atraem-se.Combinações menos vulgares, como cubinhos de fruta e bagas com saladas verdes, vieiras com alecrim ou pêssegos com pimentos, são estimulantes para as papilas gustativas.

Seja criativo. Transforme o prato numa tela. Seleccione os alimentos pela cor e disponha-os com arte: use guarnições visualmente atraentes e encha o prato com doses generosas de alimentos saudáveis.

Cuide bem dos frescos

Para reterem o máximo de nutrientes, a fruta e os legumes devem ser manuseados com muito cuidado. É preferível comprar produtos frescos locais, que, por serem rapidamente comercializados, conservam mais fitoquímicos que os vindos de longe. Se puder, opte por produtos biológicos, em geral cultivados em melhores solos e com mais elevado teor de minerais. Lave a fruta e os legumes só antes de os utilizar para que os óleos protectores e outras substâncias que mantêm a frescura permaneçam intactos. É essencial guardá-los correctamente, pois são numerosos os nutrientes que se encontram na casca ou logo abaixo desta e que podem ser destruídos pela luz e calor. Sempre que possível, coma-os com a casca. Seguem-se algumas sugestões para comprar e armazenar frescos.

No carrinho dos frescos

Abacate, limão, manga, laranja, melão, nectarina, papaia, pêssego e ameixas.Guarde-os na prateleira mais fresca do carrinho; refrigere só quando estiverem completamente maduros.

Tomate. No Inverno, ou se o tomate não estiver muito maduro, não guarde no frigorífico; as temperaturas baixas destroem o sabor e a textura da polpa. Guarde-os com o lado do pé para baixo e sem estarem expostos à luz solar directa.

No frigorífico

As gavetas de baixo têm a atmosfera húmida ideal para os seguintes alimentos:

Maçãs. Compre maçãs de casca firme e guarde num saco de plástico ou de papel aberto para não ficarem maduras e apodrecerem. Conservam-se até 3 semanas.

Espargos. Escolha talos pequenos e do mesmo tamanho para cozerem de modo uniforme. Utilize-os até 4 dias após a compra, pois perdem rapidamente a vitamina C, sobretudo à temperatura ambiente.

Cenouras. Guarde-as num saco de plástico ou de papel mal fechado até uma semana.

Aipo. Escolha aipos cujos talos exteriores não estejam rachados e só compre metade de um aipo se tiver sido acabado de cortar. Conserva-se bem num saco de plástico ou caixa com tampa próprios para legumes até uma semana.

Pepino. Guarde na gaveta mais fresca do frigorífico ou num saco de plástico. Se o guardar juntamente com fruta, amarelece e envelhece mais rapidamente.

Funcho. Guarde bem envolvido em película aderente até 4 ou 5 dias.

Feijão-verde. Se não estiver tocado, pode guardá-lo num saco de plástico com fecho até 4 dias.

Alface. Mantenha-a afastada da fruta. A maçã, por exemplo, liberta gás etileno, que pode provocar manchas castanhas na alface.

Nas prateleiras abertas deve guardar os produtos que precisam de ar frio em circulação para reterem o máximo de nutrientes:

Bagas. Cubra com película aderente ou guarde a caixa num saco de papel. Consuma logo que possível.

Milho. Embrulhe as espigas inteiras num pano húmido e utilize no prazo de 1 ou 2 dias.

Pimentos. Guarde num saco de plástico ou de papel mal fechado até 4 dias.

Ervas aromáticas. Envolva em papel de cozinha húmido e guarde num saco de plástico. Conservam-se até 5 dias.

Cogumelos. Se comprou embalados, retire a película plástica e envolva a embalagem em papel de cozinha. Se comprou avulso, guarde num saco de papel. Lave os cogumelos com um pano húmido ou passe-os por água corrente imediatamente antes de os arranjar para consumir.

Deve guardar num local fresco e escuro:

Alho. Guarde numa área seca e ventilada até 10 semanas. Quando grela, o alho perde sabor, mas continua a ser comestível.

Cebolas e batatas. Guarde em cestos abertos (a circulação do ar ajuda a conservar) e, de preferência, longe da luz.

 

 

. Para fazer hambúrgueres caseiros, misture carne picada magra, miolo de pão integral esfarelado, ervas aromáticas e cebola picada e ligue com 1 ovo batido. Grelhe ou leve ao forno.

. As nuguetes de frango podem ser passadas por clara de ovo, pão integral ralado e cozinhadas no forno.

. Corte as batatas aos palitos bem grossos (quanto mais finos, mais gordura absorvem), frite-os em azeite e seque-os em papel de cozinha.

. Compre salsichas com pouca gordura para grelhar.

Sirva mais legumes.

Existem várias formas ardilosas de incluir os legumes na alimentação dos seus filhos:

. Corte legumes como pimentos, courgettes ou cogumelos aos pedacinhos, incorpore-os em qualquer molho pronto que tiver e leve ao lume a fervilhar até estarem brandos. Se necessário, triture o molho.

. Crocantes e coloridos, os legumes salteados são mais apreciados que os cozidos. Aromatize-os com molho de soja.

. Sirva legumes crus aos palitos com molhos como o guacamole ou o hummus.

. Faça espetadas diferentes - por exemplo, frango com pimentos, cogumelos, maçarocas de milho miniatura e tomate-cereja.

. Sirva sopas de legumes: são saudáveis e fáceis de fazer.

Aumente os hidratos de carbono

Sirva boas doses de alimentos com amido aos jovens:

. Massa, arroz ou batatas deveriam constituir um terço da refeição ¬ ou mais se possível.

. Faça as sanduíches e as torradas com fatias grossas de pão.

. Sirva pãezinhos, scones, panquecas e queques em vez de bolachas e bolos.

Disfarce os ingredientes.

O fígado é uma óptima fonte de nutrientes, mas algumas crianças recusam-se a comê-lo. Veja alguns truques:

. Barre as torradas com pasta de fígado.

. Proceda da mesma forma com o peixe gordo. Triture o peixe (salmão, por exemplo) e sirva-o sob a forma de pasta.

Abuse da fruta.

A fruta deve fazer parte de todas as refeições. Prefira a fruta da época e opte pelos produtos locais para tirar partido do melhor sabor e qualidade. A criança costuma gostar de fruta fresca por ser fácil de comer. Se o seu filho não gosta de tomar o pequeno-almoço, experimente dar-lhe fruta fresca ou seca.

 

 

Época:

Entre nós, encontra-se batata-doce à venda durante praticamente todo o ano.

Escolher:

Escolha batatas-doces lisas e firmes, com a casca intacta e pesadas para o tamanho.

Arranjar:

Esfregue cuidadosamente as batatas-doces para não ferir a casca.

Cozinhar:

A batata-doce vulgar tem uma cor alaranjada, mas existe uma variedade de polpa amarela com mais amido e que requer menos tempo de cozedura.

Assar batata-doce:
Pique as batatas com um garfo em diversos sítios e depois asse-as 45 a 60 minutos.

Cozer:
Batatas inteiras com a casca, durante 20 a 40 minutos; cortadas, 10 a 20 minutos.

No microondas:
Pique as batatas-doces inteiras e leve ao microondas durante 15 a 20 minutos na potência máxima (para 4 batatas). Retire as batatas do microondas, tape ou embrulhe e deixe descansar mais 3 minutos.

 


 

- Leve um cesto. Assim que ele começar a pesar, terá vontade de dirigir-se à caixa de saída. Evite os carrinhos: eles encorajam-no a comprar mais do que o necessário.

-. Faça uma lista e não se desvie dela. As lojas expõem deliberadamente produtos essenciais como o pão e o leite muito afastados para que os clientes sejam obrigados a percorrer um longo caminho, comprando coisas de que não precisam.

- Evite os «dois em um». Se já tem amaciador em casa, para quê comprar outro junto com o champô?

- Leve dinheiro vivo. Os cartões convidam a compras por impulso que lhe dão cabo do orçamento.

- Deite os talões de desconto para o lixo. Eles são um convite a comprar coisas que normalmente não compraria.

- Olhe para as prateleiras de cima e de baixo. As marcas mais lucrativas são expostas ao nível dos nossos olhos. Os produtos mais baratos estão nas prateleiras menos acessíveis.