Homem

Urologia
 

CÁLCULOS RENAIS

Sinônimos e nomes populares:

pedras nos rins, litíase, nefrolitíase.

O que é?

O depósito organizado de sais minerais nos rins ou em qualquer parte do aparelho urinário é o que se chama de cálculo urinário. Cálculos constituídos por cálcio são os mais comuns. Outros minerais encontrados são: oxalato, fósforo, ácido úrico. As "pedras" podem também ser formadas por uma mistura destes elementos. Quando houver um excesso destes minerais no organismo, há uma tendência para que eles se depositem na urina. Como exemplo, pode se tomar uma pessoa que faça uso exagerado de leite e derivados, os quais são ricos em cálcio. Após um período de tempo haverá uma provável formação de cálculo de cálcio nos rins.

O que se sente?

O cálculo renal é o responsável pela famosa cólica renal: dor nas costas ou no abdome lateral ou embaixo das costelas com irradiação para o testículo do mesmo lado ou para o grande lábio vaginal nas mulheres. Geralmente é uma dor forte, intensa. O paciente pode ter sangue na urina. Se há infecção urinária concomitante o aparecimento de febre é comum. Os cálculos podem também ser assintomáticos e crescerem até um tamanho considerável, sem que o paciente os note.

Como se faz o diagnóstico?

A história e o exame físico geralmente trazem a suspeita de cálculo. O exame comum de urina apresenta sangue na maioria dos casos. O diagnóstico é confirmado através de radiografias abdominais,de ecografia abdominal ou , mais precisamente, de tomografia computadorizada abdominal total.

Como se trata?

O primeiro objetivo do tratamento é aliviar a dor do paciente, o que se faz com analgésicos e antiespasmódicos. Muitas pedras pequenas serão eliminadas espontaneamente pelo paciente. Outras necessitarão de um tratamento específico. Cálculos de ácido úrico poderão ser tratados clinicamente com grande ingestão de água, alcalinizantes da urina e substâncias que interferem na sua formação. Já os cálculos de cálcio não dissolvem dessa maneira.

Até alguns anos atrás, a maioria das pedras exigia um procedimento cirúrgico com extenso corte na pele do paciente. Atualmente, há vários métodos modernos no combate a litíase. A litotripsia extracorpórea utiliza ondas de choque que atravessam o corpo do paciente em direção ao cálculo, fragmentando-o em pequenas partes e sendo eliminados pela urina. As pedras também podem ser retiradas através de tubos chamados endoscópios, os quais são finos e possuem iluminação na extremidade. Podem ser colocados da uretra em direção ao rim e com pinças especiais ou em associação com litotripsia os cálculos são removidos. Outra forma de tratamento consiste na nefrolitotomia percutânea. Neste procedimento um tubo rígido é colocado no rim através da pele e por este tubo (nefroscópio) são retiradas as "pedras".

Os métodos modernos não estão livres de complicações e podem não ser efetivos, necessitando a complementação de outra modalidade de tratamento. É freqüente a litotripsia não quebrar o cálculo, sendo necessário retirar os fragmentos restantes através de outro método.

Como se previne?

Todos os pacientes com litíase devem realizar exames em busca de defeitos no metabolismo dos minerais. Dosagens no sangue e/ou na urina de cálcio, fósforo, ácido úrico, cistina, fosfatase alcalina, são exemplos de exames a serem solicitados. Alimentos que contenham esses elementos devem ser evitados ou não consumidos em exagero. Existem tabelas de alimentos com seus principais componentes que são úteis em orientar os pacientes no que deve ser evitado.

Todo o paciente que apresenta litíase deve ingerir uma quantidade de água o suficiente para produzir dois litros de urina por dia. Esse é um dos fatores mais importantes na prevenção de cálculos renais. Medicações específicas para determinados tipos de cálculo existem e são usadas em situações especiais.

Os cálculos renais devem ser prevenidos. Uma vez presentes no aparelho urinário devem ser tratados principalmente enquanto forem pequenos. Cálculos grandes são de difícil tratamento mesmo com as técnicas modernas descritas acima. As "pedras" causam obstrução com dilatação das vias urinárias, infecção, diminuição da função renal e insuficiência renal o que podem ser as conseqüências finais desta doença.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa pedra nos rins?

Pedras nos rins podem causar câncer?

Pedras nos rins podem causar uma infecção?

Quais os cuidados que devo tomar se estiver com essa doença?

 

CÂNCER DE PÊNIS

Sinônimo e nome popular:

Tumor de pênis, ferida no pênis.

O que é?

Câncer de pênis é um tumor maligno relativamente raro que acontece quase sempre em pacientes com fimose.

Como se adquire?

Pacientes com hábitos higiênicos precários, baixa renda e menor nível social, sem condições de exteriorizar adequadamente a glande.

As secreções retidas em torno da glande são o fator cancerígeno mais provável.

Como se faz o diagnóstico?

A suspeita diagnóstica surge em pacientes com história de úlceras penianas com cheiro forte de esmegma, resistente a vários tratamentos tópicos.

A confirmação diagnóstica é feita pelo exame anatomopatológico da lesão.

O carcinoma epidermóide é o tumor mais freqüente incidindo entre 75% a 90% dos casos.

Como se trata?

O paciente deve ser estadiado para se conhecer a extensão da doença. O tratamento é cirúrgico, devendo se extirpar a lesão com margem de segurança de 2 cm. Os gânglios regionais também devem ser extirpados.

Os casos mais avançados são tratados com quimioterapia.

Como se previne?

Esse tumor pode ser evitado com hábitos adequados de higiene.

As crianças portadoras de fimose devem ser operadas para se ter condições de limpeza da glande.

O carcinoma não ocorre em judeus que se submetem a circuncisão nas primeiras semanas de vida.

Essa constatação vem reforçar a hipótese de que o acúmulo de esmegma exerceria uma ação irritativa no local, o que favoreceria o desenvolvimento do tumor.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Qual a causa do tumor de pênis?

Este tumor tem cura?

Posso ter filhos se eu tiver essa doença?

Esta doença é transmissível?

 

CÂNCER DE PRÓSTATA

O que é?

O câncer de próstata (CP) é o tumor mais comum em homens com mais de 50 anos de idade. Com os progressos da Medicina e de outras áreas que interferem com a saúde, espera-se para as próximas décadas uma população cada vez maior de homens atingindo faixas etárias bem superiores àquela. Conclui-se, portanto, que mais casos de CP serão diagnosticados. Atualmente, existem no país diversas campanhas de detecção precoce dessa neoplasia (câncer).

O diagnóstico precoce é deveras importante, visto ser esse um câncer curável nos estágios iniciais.
 

Como se desenvolve?

A próstata é uma glândula localizada próximo à bexiga cercando a uretra na sua porção inicial. As secreções prostáticas são o maior componente do líquido seminal (ou esperma).

A origem do CP é desconhecida, entretanto, presume-se que alguns fatores possam influenciar o seu desenvolvimento.
 

Entre eles, o fator genético, visto a incidência desta neoplasia ser maior em familiares portadores da doença. A presença de CP em parentes do primeiro grau aumenta a probabilidade de diagnóstico desse câncer em 18%.
O fator hormonal é bastante importante, pois essa neoplasia regride de maneira significativa com a supressão dos hormônios masculinos (por exemplo, castração). Pesquisas feitas em ratos tratados cronicamente com testosterona mostraram o desenvolvimento do câncer de próstata nesses animais. A testosterona não é indutora de câncer, entretanto, em homens já com a neoplasia ou com predisposição, a testosterona estimularia o seu crescimento. Por outro lado, o CP não ocorre em eunucos.
Ultimamente, tem se dado muita atenção ao fator dieta. Dietas ricas em gordura predispõem ao câncer e as ricas em fibras e tomate diminuem o seu aparecimento. Baseados em levantamentos epidemiológicos em áreas geográficas de maior incidência de CP notou-se que dietas ricas em gordura aumentam os riscos de seu aparecimento. Talvez por interferência no metabolismo dos hormônios sexuais, várias outras substâncias estão sob investigação como as vitaminas, o cádmio, o zinco.
Doenças venéreas não tem relação com o CP embora o herpesvírus tipo II e o citomegalovírus induzam transformações carcinogenéticas em células embrionárias de hamster (pequeno animal de experimentação).
O fator ambiental é alvo, também, de investigação. Populações de baixa incidência de CP, quando migram para áreas de alta incidência, apresentam um aumento na ocorrência de casos. Fumaça de automóveis, cigarro, fertilizantes e outros produtos químicos estão sob suspeita.

O que se sente?

Nas fases iniciais nada se sente. O tumor somente é detectado em exames clínicos e laboratoriais de rotina que são:
 

o toque retal e
a dosagem do antígeno prostático específico ou PSA.

Nos casos de CP sintomático, o paciente se queixa de dificuldade para urinar, jato urinário fraco, sensação de não esvaziar bem a bexiga, ou seja, sintomas de obstrução urinária. Sangramento na urina pode ser uma queixa, embora mais rara.

O paciente pode manifestar dores ósseas como sinal de uma doença mais avançada (metástases).

Anemia, perda de peso, adenopatias (ínguas) no pescoço e na região inguinal podem também ser a primeira manifestação da doença.

Como se faz o diagnóstico?

Todo o homem a partir dos 45 anos deve realizar o toque retal e dosagem do PSA, principalmente aqueles com história familiar de CP (e de câncer de mama), independentemente de sintomas. Em caso de toque anormal e ou PSA elevado, o paciente deverá ser submetido a uma ecografia transretal com biópsia prostática. Os fragmentos obtidos serão levados ao exame anátomo-patológico. Uma vez confirmado o diagnóstico, o tumor deverá ser estagiado. Isto significa que exames deverão ser solicitados a fim de que se possa saber se o tumor está confinado à próstata ou se já invadiu órgãos adjacentes (bexiga, vesículas seminais, reto) ou se já enviou metástases. A cintilografia óssea é o exame mais útil nessa fase e nos dá informações quanto à metástases no esqueleto.

Outros exames eventualmente pedidos são: fosfatase alcalina, tomografia computadorizada de abdômen, radiografias de tórax, radiografias do esqueleto.

Como se trata?

O CP pode estar confinado à próstata na forma de um pequeno nódulo, como também pode estar restrito a ela, porém envolvendo toda a glândula. O CP, além de localizado, pode estar comprometendo os limites desse órgão e invadir outros órgãos adjacentes, como as vesículas seminais ou a bexiga. Linfonodos obturadores e ilíacos são, geralmente, o primeiro estágio das metástases para depois ocorrerem metástases ósseas.

Para descrever a extensão do tumor (estadiamento) existem várias classificações (classificação de Whitmore, TNM). Além do fato extensão tumoral, é importante saber que o CP apresenta uma diversificação de células, mais ou menos malignas, que também sofrem um processo de classificação (Classificação de Gleason).

Baseado no estadiamento do tumor e de sua classificação de Gleason é que se escolhe o tipo de tratamento.
 

Para os tumores localizados dentro da glândula, a prostatectomia radical e a radioterapia são as primeiras opções e consideradas curativas.
Os tumores que avançam para fora da próstata, mas sem evidência de metástases, são geralmente tratados com radioterapia.
Os tumores metastáticos são paliativamente controlados com hormônios femininos, orquiectomia, drogas anti-androgênicas ou análogos do LHRH.

O tratamento do CP é muito controverso pois são muitas as variáveis:
 

idade do paciente
níveis do PSA
estágio do tumor
tipo histológico

Além disso, deve-se discutir com o paciente as complicações do tratamento.
 

Tanto a prostatectomia radical quanto a radioterapia podem deixar o paciente impotente bem como incontinente urinário.
A hormonioterapia diminui a libido e causa impotência sexual.
Deve-se considerar também a idade do paciente na época do diagnóstico e sua expectativa de vida sem a doença.
Pacientes muito idosos e com baixa expectativa de vida certamente se beneficiarão com tratamentos menos agressivos.
Problemas psicológicos e culturais fazem da orquiectomia (retirada dos testículos) um tratamento indesejado. Outras formas de terapia não têm bons resultados ou estão sob investigação, como é o caso da quimioterapia, terapia genética e fatores do crescimento.

Qual é o prognóstico?

O prognóstico depende do estádio (extensão) e grau histológico (Gleason), principalmente. Se o CP é localizado e se o paciente realizar uma prostatectomia radical, a sobrevida em 10 anos pode atingir 90%, sendo equivalente à da população normal. O índice de recorrência local após 5 anos é de 10% contra 40% da radioterapia. A radioterapia utilizada no CP localizado ou localmente avançado (fora da próstata mas sem metástases) apresenta biópsias positivas de 60 a 30% dos casos quando realizadas seis meses e dois anos respectivamente após o tratamento.

Nos casos metastáticos, o tratamento é paliativo e o prognóstico bem mais reservado.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Existe maneira de fazer o diagnóstico precoce do câncer de próstata?

Existe cura para o câncer de próstata?

Como se trata este câncer?

Devo operar ou não?

 

CÂNCER DE RIM

Sinônimos e nomes populares:

Carcinoma de células renais, Adenocarcinoma de rim, Tumor de rim, Neoplasia maligna de rim, Hipernefroma, Tumor de células claras.

O que é?

É o tumor maligno mais comum de rim do adulto. É mais freqüente entre 50 e 70 anos. Os homens são afetados duas vezes mais do que as mulheres.

Como se adquire?

Pouco se conhece sobre sua etiologia. Fatores circunstanciais como fumo, obesidade, asbesto, cádmio e produtos petroquímicos são apontados como possíveis causas de seu início.

Como se faz o diagnóstico?

Com o advento do ultra-som, tumores de rim em seu estágio inicial sem manifestações clínicas passaram a ser diagnosticados.

O paciente que urina sangue precisa ser investigado na possibilidade de ter tumor de rim.

Dor na região lombar, emagrecimento, febre, podem ser sintomas referidos pelo paciente.

O diagnóstico é feito por Ultra-som, raio-X, Urografia Escretora, (CT) Tomografia Computadorizada e Ressonância Magnética (RM). Há necessidade de se fazer diagnóstico diferencial entre tumor benigno e tumor maligno, este último muito mais freqüente.

Os tumores malignos podem ser do tecido renal (parênquima) ou da via excretora.

Como se trata?

O único tratamento eficaz para tumor maligno de rim é a cirurgia.

Como se previne?

Não existe prevenção efetiva para evitar tumor de rim.

Os check-up periódicos, a cada ano são a única possibilidade de fazer diagnóstico precoce e obter cura completa.

Nos tumores avançados, além da cirurgia, Interferon e Interleucina-2 poderão ser indicados por seu urologista.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa o câncer de rim?

Como se faz o diagnóstico?

O câncer de rim tem cura?

Este câncer é transmissível?

 

CISTITE

O que é e como se adquire?

Cistite é o nome que se dá para doenças inflamatórias e/ou infecciosas da bexiga. As cistites mais freqüentes são causadas por germes oriundos do nosso trato intestinal. Uma delas é a bactéria conhecida por Escherichia coli.

A mesma encontra-se nas fezes. Em situações especiais, essa bactéria migra contaminando a região perineal (área onde se localizam os órgãos genitais). Após um período de multiplicação, essa bactéria pode invadir a uretra e se localizar na bexiga, causando uma cistite infecciosa. Essa situação é mais fácil de acontecer nas mulheres, devido principalmente, a causas anatômicas.

Outros tipos de agentes infecciosos podem também causar cistite como, por exemplo, o bacilo de Koch. Nesse caso, temos uma cistite tuberculosa.

Em pacientes imunodeprimidos (pacientes aidéticos-soropositivos ou portadores do vírus HIV) ou sob quimioterapia, é comum as cistites por fungos. Existem cistites não infecciosas, de causa inflamatória.

Pacientes que se submetem à radioterapia de órgãos pélvicos (útero, próstata) podem adquirir uma inflamação vesical que é chamada de cistite rádica. Outro tipo de cistite não rara é a cistite intersticial de causa desconhecida. É uma inflamação crônica , insidiosa, com a tendência de diminuir a capacidade da bexiga, trazendo dor e desconforto para a paciente.

As cistites infecciosas são causadas por fatores anatômicos predisponentes, por fatores constitucionais e genéticos, por instrumentação do aparelho urinário (uso de sondas uretrais), por cirurgias sobre o aparelho urinário, por doenças do aparelho urinário ("pedras"), pela atividade sexual, pela presença de corrimento vaginal.

O que se sente e como se manifesta?

Os pacientes com cistite queixam-se de aumento da freqüência das micções (polaciúria), de urgência miccional (micção imperiosa), dor na bexiga (cistalgia), de ardência e dificuldade para urinar (disúria).

A urina pode apresentar odor característico como também sangue. Desconforto geral, dores lombares baixas, irritação, podem acompanhar o quadro. Febre geralmente não acompanha as cistites no adulto.

A hipertermia (febre) leve ou moderada pode estar presente nas crianças. Há situações em que o paciente tem germes na urina sem sintoma algum. É o que se chama de bacteriúria (bactérias na urina) assintomática.

Nos outros tipos de cistite, não infecciosas, a sintomatologia é a mesma com a única diferença: a inexistência de germes nos exames de urina. Não há uma sintomatologia que diferencie uma cistite infecciosa de uma não infecciosa.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente é importante na localização do órgão envolvido. O exame qualitativo de urina nos dá idéia da quantidade de leucócitos, hemácias e densidade. Entretanto, o exame mais importante é a urocultura com antibiograma.

Esse exame é o único que fará o diagnóstico entre uma cistite infecciosa e uma não infecciosa. Ele identifica a bactéria e através do antibiograma orienta na escolha do antibiótico mais apropriado ao tratamento. Se a urocultura apontar ausência de germes, o diagnóstico de cistite não infecciosa é o mais provável.

Existem situações que mimetizam uma cistite como é o caso do carcinoma "in situ" da bexiga e o diagnóstico é feito através de biópsias da mucosa vesical.

Cálculos de extremidades de ureter podem dar sintomas semelhantes à cistite. Doenças neurológicas que afetam a bexiga são outro exemplo.

Uma vez diagnosticado uma cistite infecciosa, deve-se procurar a sua causa. Exames de imagem (radiografias do aparelho urinário, ecografias) e cistoscopia devem ser solicitados conforme o caso. A abordagem diagnóstica varia conforme a idade e o sexo do paciente. O mesmo vale para as cistites não infecciosas.

Como se trata?

As cistites infecciosas são tratadas com antibióticos de acordo com o resultado da urocultura. Se uma causa for encontrada, essa deverá ser eliminada (por exemplo, um cálculo renal).

As cistites não infecciosas são mais complexas no que tange ao seu tratamento. Analgésicos, anti-inflamatórios, miorelaxantes, anti-espasmódicos, anestésicos locais são recursos muito utilizados.

Medidas gerais também funcionam como calor local, alcalinizantes da urina, chás. Em situações extremas, como na cistite intersticial avançada, a bexiga é removida do paciente.

Qual é o prognóstico?

Felizmente, as cistites infecciosas apresentam bom prognóstico. O problema é a sua repetição principalmente em mulheres, onde na maioria das vezes não se encontra uma causa evidente.

Em muitos casos, o médico necessita fazer uso prolongado de antibióticos em doses pequenas e diárias para evitar a repetição.

A cistite intersticial é um desafio para o urologista, pois sua causa é desconhecida, logo o tratamento fica prejudicado. Cada ano surgem novas drogas sem, entretanto, haver um benefício significativo para os pacientes.

As cistites rádicas são menos freqüentes do que anos atrás, visto a modernidade dos aparelhos de radioterapia.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa cistite?

Esta doença é transmissível?

Cistites podem causar câncer?

 

CLAMÍDIA NO HOMEM

Sinônimos e nomes populares:

Gota matinal: provavelmente pelo acúmulo de secreção na uretra durante a madrugada com drenagem pela manhã.

Doença que mancha a cueca: devido ao efeito da secreção na roupa após várias horas sem urinar.

O que é e como se adquire?

É uma infecção sexualmente transmitida acometendo geralmente a uretra e causada pela Chlamydia trachomatis.

É classificada como uma uretrite não gonocócica. O homem, ao ter relações com uma parceira infectada, tem 50% de chance de se infectar.

O que se sente?

Após um período de incubação de três a cinco semanas, no qual o paciente está assintomático, surge prurido e discreta dor uretral, com aparecimento de secreção fluída e transparente, não muito abundante.

É importante saber que durante o período de incubação há grande chance de transmissão da doença.

A infecção por Clamydia pode envolver estruturas próximas à uretra como epidídimos, testículos e próstata, causando epididimite aguda, orquite ou prostatite.

Estreitamento (estenose) uretral é uma complicação rara quando o tratamento não é feito.

A infertilidade masculina ou a transmissão fetal são outras complicações mais temidas. O reto pode também ser contaminado ocasionando dor retal com evacuação sanguinolenta e tenesmo.

Na mulher a infecção por Clamydia pode levar à doença inflamatória pélvica, gravidez ectópica e desconforto abdominal crônico.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente, juntamente com os sintomas e sinais descritos acima, fazem suspeitar de clamídia.

O exame da secreção deve ser feito a fim de se detectar a clamídia e também para se fazer o diagnóstico diferencial de gonorréia.Outros testes laboratoriais incluem a imunofluorescência para Chlamydia (realizada a partir de raspado de células da mucosa do meato uretral até a fossa navicular), ELISA, PCR e LCR. São todos testes caros.

Se o exame do esfregaço uretral de um paciente com sintomas de uretrite tiver 4 a 5 leucócitos por campo, ausência de diplococos Gram negativos intracelulares ou se houver mais de 20 leucócitos no sedimento do primeiro jato miccional está justificado o tratamento para Chlamidia.

Como se trata?

O tratamento é feito através de antibióticos como azitromicina, doxiciclina, eritromicina e tianfenicol, devendo envolver o paciente e sua parceira. Durante esse período, abstinência sexual ou sexo com preservativo é encorajado.Em geral, o tratamento é bem sucedido

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Como foi que eu "peguei" isso?

Clamídia pode causar câncer?

Essa doença é transmissível?

Qual é o tratamento?

 

CÓLICA RENAL

Sinônimos:

cólica uretral ou cólica nefrítica

O que é?

É uma dor aguda, intensa, oscilante (vai e vem) proveniente do aparelho urinário superior (rim). É uma das dores mais atrozes da medicina e geralmente causada por pedras (cálculos) no rim ou no ureter. A pedra causa obstrução da urina que vem do rim, dilatando-o. Essa dilatação renal é a fonte da dor. Existem outras causas de cólica renal, como coágulos, ligadura cirúrgica do ureter ou mesmo compressões extrínsecas do ureter por tumores.

É uma das urgências urológicas mais frequentes, atingindo homens e mulheres na proporção três para um respectivamente.

O que se sente?

A dor lombar é o sintoma principal, forte, em cólica com irradiação anterior para o abdômen e para baixo em direção ao testículo no homem ou para os grandes lábios na mulher. Se a obstrução for mais baixa em direção à bexiga pode haver dor abdominal e sintomas urinários (micções freqüentes, ardência para urinar).

Não há posição do corpo relacionada com a dor nem posição que a alivie. Geralmente o paciente está agitado. Náuseas e vômitos freqüentemente acompanham o quadro.

Como se faz o diagnóstico?

As queixas e sinais acima descritos junto com a percussão dolorosa do rim fazem suspeitar fortemente de cólica renal. A percussão renal é feita batendo-se com o punho fechado sobre as costas do paciente onde se localiza o rim.

Um exame físico completo é necessário a fim de se descartar outras patologias.

O exame qualitativo de urina (comum de urina) geralmente apresenta sangramento microscópico (hematúria microscópica), principalmente se houver pedra.

Exames de imagem são freqüentemente solicitados. Dentre eles, os mais comuns são as radiografias simples de abdômen , a urografia venosa (radiografia dos rins com a utilização de contrastes venosos) e a ecografia abdominal total. Em casos de mais difícil diagnóstico, a tomografia computadorizada (85% de sensibilidade), a ressonância nuclear magnética devem ser solicitadas.A ureteroscopia é um método cada vez mais frequente principalmente por permitir tratamento concomitante.

Geralmente o diagnóstico é obtido sem maiores dificuldades. Entretanto, algumas situações podem confundir o dignóstico principalmente quando há náuseas e vômitos: apendicite, constipação, colecistite, diverticulite, gastrites agudas, pancreatite, aneurisma e dissecção da aorta, tumores, etc.

Como se trata?

De imediato, a dor deve ser tratada com analgésicos, anti-espasmódicos e anti-inflamatórios dados por via oral, intramuscular ou endovenosa conforme a gravidade do caso. O paciente pode ser tratado em casa. Caso o seu quadro seja mais grave ou a dor não ceda com medicação rotineira, uma internação hospitalar está indicada para aplicação de medicações mais potentes como os analgésicos opióides. Náuseas e vômitos deverão ser tratados concomitantemente.

Após o controle da dor, deve-se combater a causa da obstrução, por exemplo, fazendo a retirada da pedra. A desobstrução pode ser feita temporariamente através de tubos especiais chamados de cateteres. Um desses freqüentemente usado é o cateter duplo-J com extremidades torcidas de maneira que, quando colocados dentro do aparelho urinário, não se desloquem. Em muitos casos de pedra, estas são eliminadas espontaneamente com alívio imediato da dor.

Uma vez resolvido o problema (cálculo eliminado ou removido), deve-se solicitar ao pacientes exames a fim de se diagnosticar a causa do cálculo (estudo metabólico). Dosagens na urina e sangue das seguintes substânciais: cálcio, fosforo, acido úrico, creatinina, citrato, magnésio, sódio, fosfatase alcalina.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

De onde vêm os cálculos?

Cálculos podem causar câncer?

A alimentação tem importância como causa dos cálculos renais?

 

DOENÇA DE PEYRONIE (DP)

Sinônimos e nomes populares:

induratio pênis; "calo" no pênis.

O que é ?

Essa doença se manifesta como uma zona endurecida no corpo cavernoso do pênis correspondendo a uma área fibrótica e por essa razão descrita pelos pacientes como se fosse um "calo" no pênis.0,4% à 3,5% dos homens adultos são afetados.Estudos de autópsia mostra um número maior de indivíduos afetados.

Como se desenvolve ou se adquire?

Sua causa é desconhecida. Várias etiologias são descritas. Pequenos traumatismos durante o ato sexual são uma possível explicação para o problema. Esses traumatismos seriam seguidos por uma cicatrização errônea. Isso tudo ocorreria em indivíduos geneticamente predispostos. Fatores imunológicos talvez estejam envolvidos, pois em alguns casos, há associação com fibrose retroperitoneal, fibrose palmar ou plantar (doença de Depuytren).Outras situações podem acompanhar a doença de Peyronie,como a diabete melito, gota, uso de betabloqueadores,esclerose do tímpano, doença de Paget,etc.

O que se sente?

O paciente geralmente detecta a placa peniana, a qual pode estar acompanhada de dor ou curvatura peniana. Uma ououtra prejudica o desempenho sexual do paciente. Muitasvezes essa é a razão da consulta. Início abrupto dos sintomas ocorre em menos de 20% dos casos. A doença éprogressiva, regredindo espontaneamente em menos de 10% dos pacientes. A placa pode estar localizada em um pequeno segmento do corpo cavernoso como, também, comprometer várias partes ou todo o corpo cavernoso. A dor queacompanha a Doença de Peyronie ocorre geralmente durante a ereção prejudicando o ato sexual. Em casos mais avançados, a placa pode originar curvatura peniana impedindo a penetração vaginal. Quando o comprometimento dos corpos cavernosos é extenso, a ereção fica impossível.

Como o médico faz o diagnóstico?

Geralmente o diagnóstico é simples, feito através das queixas do paciente e da palpação da placa. Poucas doenças podem ocasionar achados semelhantes aos da Doença de Peyronie. Por exemplo: estenose de uretra, trombose de corpos cavernosos, tumores penianos e fibrose pós-traumática.

Como se trata?

Como é uma doença de etiologia desconhecida, o tratamento eficaz também é ignorado. Naqueles casos assintomáticos e sem curvatura peniana, o tratamento conservador (somente observar o paciente) está indicado.

Quando existem sinais de progressão da placa, dor ou curvatura mínima pode-se optar por drogas administradas via oral (vitamina E, potaba, colchicina) ou injetáveis na placa (esteróides, verapamil, colagenases).

Se houver curvatura peniana significativa com impossibilidade de penetração vaginal, o tratamento é cirúrgico . A cirurgia realizada é a de Nesbit e consiste na plicatura do corpo cavernoso oposto à placa, retificando o pênis. Algumas técnicas fazem a retirada da placa fibrótica e sua substituição por outro tecido normal. Nos casos de curvatura severa ou ausência de ereção, a única solução é a utilização de próteses penianas.

Como se previne?

Não há prevenção conhecida.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa a doença de Peyronie?

Como eu "peguei" isso?

Esta é uma doença malígna?

Tem cura?

É transmissível?

 

EJACULAÇÃO RETRÓGRADA

O que é?

Durante uma relação sexual, o esperma (sêmen) é lançado pela uretra e daí para fora do corpo. Quando ocorre o inverso, isto é, em vez de sair pela uretra, toma a direção da bexiga, se chama de ejaculação retrógrada.

Normalmente durante a ejaculação, a bexiga fecha sua "saída" (colo vesical), impedindo que o esperma entre no seu interior e fazendo com que este saia pela uretra e extremidade do pênis.

Como se desenvolve?

As causas podem ser neurológicas, traumáticas ou medicamentosas.

Neurológicas: Entre as causas neurológicas temos a esclerose múltipla, os traumatismos de coluna.

A neuropatia periférica secundária a diabetes freqüentemente causa a ejaculação retrógrada.

Traumáticas: Como causas traumáticas temos as cirurgias abdominais ou pélvicas, que podem interferir na inervação da bexiga e assim causar o problema.

Outros procedimentos cirúrgicos, como a ressecção endoscópica da próstata também interferem no colo vesical originando a ejaculação retrógrada.

Medicamentosas: Como causas medicamentosas, aparecem algumas drogas que, utilizadas para tratamento de doenças cardíacas ou do aumento da pressão arterial, podem levar à ejaculação retrógrada.

O que se sente?

O paciente nota uma nítida redução no volume do esperma ou mesmo ausência deste no momento do orgasmo.

Como se faz o diagnóstico?

Um exame qualitativo de urina é colhido logo após o orgasmo e examinado ao microscópio; se houver a presença de espermatozóides, o diagnóstico de ejaculação retrógrada está feito.

Quais as conseqüências?

A principal conseqüência da ejaculação retrógrada é a infertilidade masculina. Desconforto físico e psicológico durante as relações sexuais são outras queixas observadas.

Como se trata?

O tratamento mais utilizado é o uso de drogas que fecham o colo vesical como a amitriptilina, a imipramina, a efedrina, entre outras.A estimulação vibratória peniana e a eletroejaculação são técnicas especiais utilizadas principalmente em pacientes neurológicos.

Na infertilidade, pode-se recuperar os espermatozóides, recolhendo-os da urina após o orgasmo e de imediato fazer inseminação artificial. Para facilitar as relações na falta de ejaculação, o paciente poderá usar lubrificantes especiais.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa a ejaculação retrógrada?

É possível ter filhos quando se tem ejaculação retrógrada?

Medicações podem provocar essa doença?

Essa doença é transmissível?

Tem cura?

Tem tratamento

 

FIMOSE

O que é?

O pênis é composto por corpo e glande.

O corpo do pênis é a parte pendente do órgão, tendo na sua extremidade a glande, popularmente chamada de “cabeça” . O corpo do pênis contém os dois corpos cavernosos e o corpo esponjoso que envolve a uretra. Os corpos cavernoso e esponjoso são tecidos eréteis.

Na extremidade do pênis, o corpo esponjoso se dilata formando a glande na qual se encontra a extremidade final da uretra e o meato uretral (orifício uretral).

A pele envolve o pênis, sendo que, ao chegar perto da glande, ela se destaca e avança por sobre a glande, constituindo o prepúcio. O prepúcio é retrátil, ou seja, quando tracionado, expõe a glande. A incapacidade de expor a glande ao se tracionar o prepúcio é chamada de fimose.

A fimose é fisiológica (normal) em recém-nascidos, devido a aderências naturais entre o prepúcio e glande. Com o crescimento do pênis, ocorre uma separação natural entre o prepúcio e a glande.

Esse processo é ajudado por ereções que ocorrem ocasionalmente nas crianças maiores. Aos 3 anos de idade, 90% dos prepúcios podem ser retraídos e menos que 1% dos homens tem fimose aos 17 anos.

Como se trata?

A separação entre a glande e o prepúcio deve ocorrer ao natural.

Tentativas de forçar o prepúcio nesta separação podem levar a pequenos traumatismos locais com formação de tecido cicatricial. Este tira a elasticidade do prepúcio levando à piora da fimose ou à formação de uma fimose secundária.

Em crianças maiores (4-5 anos), nas quais a fimose possa estar causando problemas de higiene, com conseqüente balano-postite (inflamação da glande e prepúcio), pode-se aplicar cremes com corticóides a fim de facilitar a tração do prepúcio.

Nos casos resistentes aos cremes, o tratamento cirúrgico está indicado.

Em muitos casos, o prepúcio é demasiadamente fechado sobre a glande interferindo no jato de urina. Uma espécie de “balão” se forma na ponta do pênis originado pelo prepúcio dilatado pela urina. A obstrução formada pode levar à infecção local como também à infecção urinária. A cirurgia – circuncisão – deve ser considerada nestes casos.

Circuncisão

A circuncisão, também chamada de postectomia, é a retirada do prepúcio que envolve a glande, deixando-a exposta. É realizada de rotina por algumas religiões (judeus e muçulmanos).

A indicação de circuncisão em recém-nascidos, visando prevenir câncer, doenças sexualmente transmissíveis, infecção urinária e balano-postite, é tema de controvérsia.

No caso de câncer peniano, verificou-se que somente 2% dos homens com carcinoma peniano haviam sido circuncizados por ocasião do nascimento.

Entretanto, sabe-se atualmente que não é a presença de prepúcio a origem da neoplasia, mas sim dos hábitos de higiene genital dos indivíduos.

Em 1989, a Academia Americana de Pediatria concluiu que:

“... A circuncisão em recém-nascidos tem potenciais benefícios médicos com vantagens, mas também com desvantagens e riscos”.

Estas conclusões foram reafirmadas recentemente. Além disso, cada caso deve ser individualizado e uma discussão com os pais deve ser efetuada.

A circuncisão apresenta uma média de 1,5 a 5% de complicações tais como:

sangramento,
infecção,
estreitamento de meato uretral,
retirada excessiva ou insuficiente do prepúcio,
assimetria prepucial.

Lesões graves de pênis pelo eletrocautério também foram relatadas.

 

FRATURA DE PÊNIS

O que é?

A fratura de pênis é o rompimento dos corpos cavernosos conseqüente a um trauma durante a ereção. É um acidente raro.

Quando e como ocorre?

A fratura peniana ocorre quando uma força externa é aplicada sobre os corpos cavernosos durante a ereção. Nesse período, as camadas (túnica albugínea) que envolvem os corpos cavernosos perdem sua elasticidade e ficam mais finas. A grande pressão interna dos corpos cavernosos, quando encontra uma força externa, faz com que haja uma ruptura da túnica albugínea geralmente transversal.

Vários mecanismos causando a fratura peniana são citados na literatura.
 

O mais comum é no coito vaginal, quando o pênis escapa do interior da vagina, chocando-se contra o períneo ou contra a sínfise púbica (osso). Os corpos cavernosos tendem a se curvar de uma maneira extrema com conseqüente fratura.
Outro mecanismo descrito como causa de ocorrência de fratura, também durante relações sexuais, é quando a mulher fica na posição “por cima”.
A tentativa de desfazer a ereção com a mão, curvando o pênis para baixo, já foi descrito como possível causa de fratura do pênis.
A interrupção rápida e inesperada do ato sexual (por exemplo, por presença inoportuna de criança no quarto), também já foi relatada como causa de fratura peniana.

O rompimento dos corpos cavernosos pode ser mínimo, bem como pode envolver estruturas vizinhas, tais como o corpo esponjoso e a uretra.

Como se manifesta?

Quando ocorre a fratura, os pacientes relatam ouvir um “estalo” acompanhado de dor e perda da ereção. Há formação de hematoma com aumento e deformidade do pênis. Se a uretra foi atingida, dificuldade para urinar ou sangue na urina acompanham o quadro clínico.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente e os achados de exame físico fazem facilmente o diagnóstico.

Em alguns casos mais complexos, há necessidade de outras informações, tais como:
 

a extensão da ruptura,
presença de envolvimento dos dois corpos cavernosos,
se a uretra foi atingida.

Nesses casos, exames radiológicos – cavernosografia, uretrocistografia – podem ser solicitados.

Como se trata?

O tratamento da fratura peniana foi controverso durante muito tempo. Alguns autores propunham tratamento conservador e não cirúrgico através de analgesia, antiinflamatórios, antibióticos, supressão da ereção e curativos compressivos.

Entretanto, era alta a ocorrência de complicações, tais como fibrose deformante do pênis, formação de abscessos, placas de corpos cavernosos.

Atualmente, o tratamento cirúrgico é o mais utilizado, realizando-se
 

drenagem do hematoma,
controle da hemorragia,
sutura da ruptura dos corpos cavernosos e da uretra - quando esta ocorrer.

O tratamento conservador está indicado em fraturas pequenas com hematomas pequenos e rupturas mínimas de corpos cavernosos.

Qual é o prognóstico?

Quando tratada precocemente, a fratura peniana tem bom prognóstico. O tratamento conservador e o cirúrgico, quando indicados corretamente, fazem com que o pênis volte ao seu estado natural. Há casos em que o paciente fica constrangido com a situação, não procurando o médico. Nessas situações, pode haver aumento da hemorragia com conseqüente formação de um hematoma ainda maior, deformidades importantes do pênis, formação de abscesso, coleção anormal de urina extravasada da uretra, piorando o prognóstico.

A fratura pode causar impotência sexual (disfunção erétil). Se o tratamento for mal conduzido, pode ocorrer fibrose de corpos cavernosos com formação de placas no seu interior.

O tecido erétil, portanto, é substituído por tecido não erétil, levando a uma incapacidade de se conseguir ereção.

 

GONORRÉIA NO HOMEM

Sinônimos e nomes populares:

blenorragia, corrimento, escorrimento ou pingadeira.

O que é?

É uma uretrite causada por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhea a qual, ao microscópio, assemelha-se a um pequeno rim.

Como se desenvolve ou se adquire?

A gonorréia se transmite através de relações sexuais com parceiras contaminadas. O risco de se contaminar, na primeira vez, é de 15-20%. Esse aumenta à medida que aumentam o número de relações com parceiras contaminadas. Sexo oral ou anal também transmitem gonorréia.

O que se sente?

Após o contágio, há um período chamado de tempo de incubação no qual o paciente está assintomático. Esse período varia de dois à dez dias. Logo após surge secreção com dor para urinar.

A secreção aumenta em quantidade com "inchume" da uretra e pele do pênis. A gonorréia pode ocorrer sem secreção alguma.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente junto com o exame físico fornecem elementos fundamentais para o diagnóstico. O exame bacterioscópico de secreção, com o auxílio de corantes especiais (Gram), pode ser realizado no própio consultório, pelo médico, se houver condições. Se não, o exame bacterioscópico e bacteriológico feitos em laboratório são solicitados.Em casos duvidosos e arrastados pode-se solicitar a cultura de Thayer-Martin que é mais específica.

Quais as conseqüências da doença?

Não tratada, o gonorréia pode causar estreitamento uretral no homem, como também afetar órgãos adjacentes: testículos , epidídimos e próstata. Com os tratamentos modernos, essas complicações são raras.

Como se trata?

Dá-se preferência a doses únicas de antibióticos, tais como ceftriaxonia, ciprofloxacino,ofloxacino e azitromicina. Outros antibióticos também podem ser utilizados como a doxiclina e cefixime.

Abstinência sexual ou relações com preservativo durante o tratamento são encorajados.

Como se previne?

A seleção criteriosa da parceira e o uso de preservativos são importantes na prevenção.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Como foi que eu "peguei" isso?

Gonorréia pode causar câncer?

Essa doença é transmissível?

Qual é o tratamento?

 

HEMOSPERMIA

Sinônimo:

hematospermia

O que é?

A presença de sangue no esperma dando-lhe um aspecto achocolatado ou mesmo avermelhado.

Como se desenvolve?

O sangue no esperma pode se originar na próstata e/ou nas vesículas seminais, secundário a processos infecciosos, tuberculose ou câncer. Os ductos ejaculatórios também podem ser a sede do sangramento devido a processos inflamatórios ou cálculos. Entretanto, na maioria das vezes, a hemospermia não tem uma explicação objetiva e nem significado clínico importante.

O que se sente?

Geralmente o que traz o paciente ao consultório é a alteração na cor do esperma. Com o uso mais difundido dos preservativos, há maior possibilidade do paciente checar o aspecto do seu esperma.

Os pacientes com hemospermia podem apresentar sintomas concomitantes visto que a mesma é assintomática. Ardência uretral, dificuldade de urinar e freqüência aumentada de micções levam a pensar que uma patologia prostática, vesical ou nas vesículas seminais possa estar por trás do problema. Outro grupo de pacientes é completamente assintomático tendo como única queixa a alteração na cor do esperma.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente é típica. Raramente chega-se ao ponto de fazer um exame do conteúdo do esperma. Na avaliação do paciente devemos descartar o uso de ácido acetil-salicílico o qual altera a coagulação. Todo o paciente deve ser examinado do ponto de vista urológico principalmente os que apresentam sintomas paralelos. Exames de urina, urocultura com antibiograma fazem parte da rotina diagnóstica. O exame mais importante na avaliação da hemospermia é a ecografia transretal a qual nos dará uma visão da anatomia das vesículas seminais, próstata e uretra prostática. Cálculos prostáticos ou de ductos ejaculadores, obstrução dos ductos deferentes e vesículas seminais, cistos prostáticos ou de condutos deferentes poderão aparecer como causa da hemospermia.

Como se trata?

O tratamento pode ser conservador com interrupção da atividade sexual por um breve período, evitar traumatismos sobre a próstata (períneo) como andar de bicicleta, moto ou fazer hipismo.

Drogas anti-inflamatórias podem ser usadas com um efeito questionável. Inibidores do crescimento prostático têm sido usados ultimamente com relativo sucesso como a finasteride. Quando uma causa objetiva for encontrada deve ser tratada. Por exemplo, uma prostatite bacteriana pode ser causa de hemospermia. Nessa situação, antibióticos devem ser instituídos.

Como se previne?

Na maioria dos pacientes, a causa é desconhecida logo a prevenção fica comprometida

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa a hemospermia?

Isso pode causar uma infecção? Um câncer?

É grave?

Essa doença é transmissível?

 

HIDROCELE

O que é?

Hidrocele é a presença de líquido em quantidades anormais dentro do escroto e envolvendo o testículo. Pode ser unilateral ou bilateral. As hidroceles podem ser congênitas ou adquiridas.

Como se desenvolve?

No feto, os testículos se situam no abdômen numa região chamada de retroperitônio.

À medida que o feto cresce, os testículos migram para baixo em direção ao saco escrotal.

Ao entrar no escroto, carregam camadas do peritônio (camada que reveste o abdômen), como se fosse um dedo de luva. Essa camada contém líquido (1 a 3 ml) que serve para lubrificar o testículo deixando-o móvel dentro do escroto.

O trajeto percorrido pelo testículo desde o retroperitônio até o escroto fecha-se com o tempo. Caso isso não ocorra forma-se um acúmulo maior de líquido em torno do testículo proveniente da cavidade abdominal. Assim são formadas as hidroceles nos pacientes pediátricos, variando de volume conforme o esforço ou posição do paciente.

Por esse canal de comunicação persistente entre abdômen e escroto podem também passar vísceras (intestino), formando-se, nesse caso, uma hérnia.

Já no adulto, as hidroceles são produto do desequilíbrio existente entre a formação e a absorção do líquido naturalmente existente ao redor do testículo. Isso pode ocorrer secundário a processos inflamatórios (epididimite, orquite, tumores) ou traumatismos. Cerca de 5 a 10% dos tumores de testículo apresentam-se acompanhados de hidrocele.

Como se faz o diagnóstico?

Nota-se um aumento não doloroso (mas muitas vezes desconfortável) do escroto uni ou bilateralmente. O aumento varia de dimensões (hidrocele comunicante).

Ao exame físico, percebe-se o aumento do volume do escroto impedindo a individualização do testículo. Com o auxílio de uma lanterna e em ambiente escuro, nota-se que o conteúdo do escroto transilumina, logo se trata de um conteúdo líquido e não sólido.

Caso haja dúvidas diagnósticas, uma ecografia escrotal pode ser solicitada.

Com isso teremos detalhes do testículo e visão dos demais componentes do saco escrotal.

Como se trata?

Nos recém-nascidos, pode-se adotar a conduta expectante. Muitas hidroceles nessa idade resolvem espontaneamente em 12 meses (fechamento espontâneo da comunicação).

Caso não resolva, ou se há progressão do volume ou presença de hérnia associada, o tratamento é cirúrgico. Geralmente a abordagem cirúrgica é na região inguinal.

No adulto a abordagem cirúrgica é pelo saco escrotal e várias técnicas existem para sua correção. Outra alternativa é a escleroterapia, na qual o conteúdo líquido da hidrocele é retirado e no seu lugar é colocado um líquido esclerosante visando causar o fechamento do espaço em torno do testículo por fibrose.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa essa doença?

Isso pode causar câncer?

Pode causar infecção?

Precisa tratamento?

Essa doença é transmissível?

 

HIPERPLASIA BENIGNA DA PRÓSTATA (HBP)

O que é?

É o aumento benigno do volume da próstata. A próstata é uma glândula situada na parte inferior da bexiga e anterior ao reto. No seu interior passa a uretra (o canal pelo qual a urina é eliminada do corpo). A função da próstata é, entre outras, fabricar uma porção do esperma (líquido expelido durante a ejaculação). Como a próstata envolve a uretra, um aumento do volume prostático pode impedir a passagem da urina.

Qual o tamanho da próstata?

Durante a infância, a próstata é muito pequena. Quando começa a adolescência, há uma maior produção de hormônios masculinos e, consequentente, a próstata inicia seu aumento. Nesta fase, os caracteres sexuais também surgem: engrossamento de voz, surgimento de pelos pubianos, barba, etc. A próstata tem neste período o tamanho de uma castanha (15-20 gramas). Este crescimento continua durante a vida do indivíduo, em uma velocidade que varia de uma pessoa para outra. Em alguns indivíduos, por motivos não bem conhecidos, a próstata cresce mais rápidamente e, em outros, o aumento é mais lento. Geralmente, após os 50-60 anos, o crescimento prostático apresenta uma aceleração maior. Existem próstatas que atingem volumes importantes, como 200 gramas ou mais.

HBP e câncer são a mesma coisa?

A hiperplasia é um tumor benigno. Entretanto, pode abrigar no seu interior células malignas que podem ser descobertas com o auxílio de exames especiais.

Quais as conseqüências da HBP?

Como já foi dito, a uretra percorre o interior da próstata como um túnel que atravessa uma montanha. Quando a próstata começa a crescer, ela pode comprimir a uretra, impedindo que a urina saia da bexiga. Várias conseqüências surgem desta situação, como o surgimento de urina residual na bexiga, o aumento da espessura seguido de afinamento da parede vesical, a dilatação dos ureteres (canais que unem os rins à bexiga), e dilatação renal com diminuição da sua função.

É importante que se diga que nem toda HBP leva ao quadro acima. Outros fatores e condições são necessários.

Quais são os sintomas da HBP?

Os principais sintomas da HBP são: jato urinário fraco, jato interrompido, aumento da freqüência das micções com eliminação de pequenos volumes de urina, aumento da freqüência de micções à noite, urgência para urinar com perda, ocasionalmente, de urina na roupa. Estes sintomas podem ocorrer isoladamente ou em conjunto. Podem ser leves, moderados ou severos. Há situações agudas, como a retenção urinária, levando o paciente ao hospital, a fim de que uma sonda seja introduzida na sua uretra, esvaziando assim a bexiga.

Nem todos os homens passarão por este quadro.

Como se faz o diagnóstico?

Geralmente os sintomas levam o paciente ao médico. Este, através de uma história clínica, vai classificar o paciente em pouco, leve ou muito sintomático. Existem questionários específicos para se avaliar sintomas urinários (por exemplo o da Organização Mundial da Saúde-OMS). Um exame físico detalhado, incluindo um toque retal (exame digital através do ânus), é realizado. Exames laboratoriais são geralmente solicitados, incluindo exame qualitativo de urina, urocultura, creatinina e uréia. A dosagem do antígeno prostático específico (PSA) é de vital importância como parte desta avaliação, pois permite a detecção precoce do câncer da próstata.

O PSA também está aumentado em outras patologias prostáticas, como prostatite, abscesso prostático, traumatismos da próstata.

Exames de imagem, se necessários, serão solicitados como, por exemplo, a ecografia abdominal total (ecografia do aparelho urinário).

É importante que se diga que os sintomas acima descritos não são específicos da HBP. Eles podem estar presentes na estenose (estreitamento) de uretra, bexiga neurogênica, etc. Logo, uma avaliação criteriosa é importante.

Como se trata a HBP?

A maioria dos pacientes com HBP não requer tratamento. Aqueles pacientes sintomáticos que procuram o urologista serão tratados conforme a severidade dos sintomas. Os pacientes levemente sintomáticos serão acompanhados clinicamente, ficando sob observação. Os moderadamente sintomáticos serão tratados com medicamentos - que impeçam o crescimento prostático (finasteride), ou que relaxem a próstata (drogas alfa-bloqueadoras). Nos pacientes severamente sintomáticos ou naqueles que, por qualquer razão, não possam tomar os medicamentos, está indicada a cirurgia.

A cirurgia pode ser a prostatectomia aberta, na qual é necessária uma incisão no abdômen. É retirada somente a parte central da próstata a qual, justamente, comprime a uretra. As partes periféricas da próstata permanecem. Outro tipo de cirurgia pode ser empregada, como a ressecção transuretral da próstata, na qual todo o procedimento é realizado pela uretra. Como no caso anterior, trata-se de uma cirurgia desobstrutiva.

Vários outros métodos cirúrgicos existem (cirurgia a laser, termoterapia, eletrovaporização, etc), que não são comparáveis em resultados com as cirurgias clássicas. É importante saber que o paciente após a cirurgia para HBP permanece com zonas periféricas da próstata: logo, deve continuar a realizar exames periódicos de prevenção do câncer de próstata.

Pacientes com câncer de próstata que são submetidos à cirurgia fazem um procedimento completamente diferente, chamado de prostatectomia radical. Nesta, toda a próstata é retirada bem como as vesículas seminais e os linfonodos pélvicos.

Como se faz o seguimento do paciente com HBP?

O paciente com HBP assintomática e sem tratamento deverá realizar PSA e toque retal anualmente. O mesmo procedimento também serve para aqueles pacientes sintomáticos e tratados. A HBP não se transforma em câncer de próstata. Entretanto, um paciente pode ter, concomitantemente, HBP e câncer de próstata.

Conforme referido anteriormente, a cirurgia da HBP não retira toda a próstata do paciente, mas somente sua parte central, obstrutiva. Logo, partes periféricas da glândula permanecem no paciente. Devido a isso, visitas periódicas com toque retal e dosagem do PSA devem ser realizadas.

Todo homem, com ou sem HBP, deve fazer exame periódico da próstata (toque retal) e dosagem de PSA, a partir dos 45 anos, principalmente aqueles que tem história familiar (parentes) com câncer de próstata ou de mama.

 

INFECÇÃO URINÁRIA

O que é?

É a infecção bacteriana mais comum no ser humano sendo só ultrapassada pela gripe de origem viral. Trata-se da presença de bactérias na urina. Essas bactérias multiplicam-se com o passar do tempo, enquanto um tratamento adequado não é instituído. As bactérias podem atacar qualquer nível do aparelho urinário, desde a bexiga, causando cistite, até o rim, causando pielonefrite. As infecções urinárias são mais freqüentes na mulher e no homem na terceira idade.

Causas

A urina que é secretada (produzida) nos rins é estéril.

Ela pode se infectar quando bactérias se multiplicam em redor da uretra (colonização) para, logo após, ascenderem (subirem) através desta, penetrando na bexiga (via ascendente). Elas podem se manter na bexiga ou continuar na subida até o rim. Outras vias de entrada de bactérias no aparelho urinário são: sangue e vasos linfáticos.

A colonização de bactérias no trato urinário pode ser facilitada por diversos fatores como, por exemplo:
 

Obstrução urinária: próstata aumentada, estenose de uretra.
Doenças neurológicas: mielomeningocele, traumatismo de coluna.
Corpo estranho: sonda vesical, cálculo urinário (pedra nos rins).

Doenças bastante conhecidas estão freqüentemente associadas com infecção urinária como o diabetes. Pacientes imunológicamente deprimidos (AIDS, câncer) estão mais propensos a se infectarem.

A bactéria mais comum causadora da infecção urinária, encontrada no intestino grosso, é a Escherichia coli. Já os pacientes hospitalizados (infecção hospitalar) apresentam germes diferentes, como a Pseudomonas aeruginosa, geralmente mais resistentes aos antibióticos.

O que se sente?

Geralmente os sintomas estão relacionados ao órgão (bexiga, rim) afetado. Quando a bexiga (cistite) ou a próstata (prostatite) estão envolvidas é comum:
 

Aumento da freqüência urinária (polaciúria).
Dor para urinar (disúria).
Micção imperiosa (urgência).
Febre (na prostatite)
Sangue na urina (hematúria)

Quando o rim está envolvido, além dos sintomas acima, poderão ocorrer:
 

Dor lombar.
Febre.
Calafrios.
Náuseas, vômitos, mau estado geral.

Na infecção urinária, a urina poderá se tornar fétida, opaca ou escura.

Como é feito o diagnóstico?

Através das queixas do paciente e do exame físico pode se suspeitar de infecção urinária. Entretanto, o diagnóstico definitivo é feito com a coleta da urina (jato médio) a fim de se realizar exame de urina (urocultura - cultura de bactérias na urina). Contagem de germes superiores a 100 mil bactérias por mililitro é considerada infecção urinária. Nesse mesmo exame vários antibióticos são testados com a finalidade de orientar o médico na escolha do melhor tratamento.

Faz parte da avaliação do paciente, principalmente em situações mais graves (infecçaõ urinária complicada), o estudo do aparelho urinário como um todo.

Nestes casos, solicita-se ecografia abdominal total, urografia venosa,cintilografias renais, tomografia computadorizada abdominal total,etc.

Como se trata?

O tratamento consiste em medidas gerais (alta ingestão de líquidos, cuidados de higiene) e na escolha precisa de antibióticos, geralmente baseada na urocultura.

Trimetroprim, nitrofurantoína, norfloxacin e cefalosporinas são exemplos de drogas freqüentemente usadas na infecção urinária. A gravidade dos sintomas também influi na escolha da medicação, sendo que em alguns casos há necessidade de internação hospitalar para melhor controle do paciente e para administração venosa de antibióticos.

Como se previne?

Na prevenção é importante uma ingesta significativa de líquidos (2 a 3 litros por dia), urinar antes de dormir e após relações sexuais, evitar banhos de imersão ou duchas verticais. Cuidados de higiene são essenciais.

Entretanto, mesmo com os cuidados acima, muitas vezes a infecção se instala mostrando que fatores ainda não muito bem entendidos estão presentes.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa essa doença?

Como foi que eu "peguei" essa doença?

Infecção urinária pode causar câncer?

Essa doença é transmissível? É contagiosa?

 

NÓDULOS NOS TESTÍCULOS

Sinônimos/nomes populares:

Os nódulos de testículo também são chamados de massas testiculares ou tumores testiculares.

Tumor é um nome genérico para aumentos de volume localizados, tanto de origem benigna ou maligna. Popularmente são chamados de várias maneiras como caroço, bola.

O que é?

São crescimentos localizados ou não que ocorrem no testículo. Geralmente são encontrados pelo paciente ou sua parceira.

O volume do nódulo pode variar desde poucos milímetros (tamanho de um grão de arroz) até vários centímetros (envolvendo todo o testículo). As massas testiculares podem ser um sinal de câncer, principalmente em jovens entre 20 e 35 anos.

Se o nódulo ou o aumento testicular for doloroso deve-se pensar nas seguintes causas:
 

Traumatismo local (bolada, chute)
Orquiepididimite
Orquite pós-caxumba
Torção de testículo

Se pelo contrário, for indolor:
 

Câncer
Hidrocele ("água nos testículos")
Hérnia
Varicocele
Cistos de epidídimo

Existem outras causas de massas testiculares ou escrotais.

O diagnóstico mais importante é o do câncer de testículo.

Como se faz o diagnóstico?

O paciente ou sua parceira notam massa testicular ou escrotal, às vezes por acaso, ao manusear o órgão, principalmente se essa massa for indolor.

Noutras situações, a dor traz o paciente ao médico (como nas orquiepididimites e torção de testículo).

Aumento de volume interferindo com a estética do escroto é outra causa de procura médica (é o caso das hidroceles).

História de traumatismo escrotal durante luta ou esporte é freqüentemente relatada pelos pacientes.

A história, presença ou não de dor, presença de nódulo localizado, idade do paciente, localização do nódulo no testículo são dados importantes no diagnóstico diferencial.

Exames de urina, urocultura, marcadores tumorais, hemograma, ecografia abdominal e escrotal complementam o diagnóstico.

Como se trata?

As orquiepididimites são tratadas com repouso, analgésicos e anti-inflamatórios, suspensório escrotal e antibióticos.

Se for o caso de torção de testículo, o tratamento é cirúrgico e de emergência.

As hidroceles e as varicoceles também podem ter tratamento cirúrgico, embora cada caso deva ser bem individualizado.

Se houver suspeita de tumor maligno de testículo, o paciente deve ser levado à cirurgia.

Exames pré-operatórios incluem marcadores tumorais séricos (substâncias que indicam a presença de tumores).

A cirurgia consiste no exame do testículo através de uma biópsia com abordagem (incisão)pela região inguinal (virilha)

No caso de confirmação de tumor maligno, todo o testículo é retirado (orquiectomia).

O tratamento posterior a ser instituído dependerá do tipo de tumor e da presença ou não de metástases.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa nódulos nos testículos?

Isso pode causar câncer?

É perigoso?

É malígno?

Tem cura?

Se não dói precisa tratar?

Nódulos crescem ligeiro?

Quanto tempo levam para aumentar?

 

ORQUITES E ORQUIEPIDIDIMITES

O que é?

Orquite é um processo inflamatório ou infeccioso envolvendo o testículo.

Epididimite é a inflamação ou infecção do epidídimo (órgão tubular localizado sobre cada testículo).

Geralmente, os dois órgãos são envolvidos, daí o nome de orquiepididimite (OE). Como se adquire?

As OE podem ser causadas por numerosas bactérias ou vírus.
 

A causa mais comum de orquite viral é a caxumba (parotidite). Dos homens que desenvolvem caxumba após a puberdade, 15 a 25% poderão ter orquite durante a evolução da doença.
As OE poderão ser decorrentes de infecções prostáticas transmitidas sexualmente, como a gonorréia e a clamídia.
Agentes bacterianos causadores de infecção urinária como Escherichia coli também são comumente encontrados nas OE.
Tuberculose envolvendo esses órgãos pode ser uma das causas.

Traumatismo escrotal (por exemplo "uma bolada nos testículos") também pode gerar uma OE inflamatória.

Existe uma afecção chamada de orquialgia crônica caracterizada por dor no testículo ou em ambos os testículos com duração maior do que tres meses, interferindo nas atividades do indivíduo.Geralmente não se encontra uma causa definida sendo uma situação pouco compreendida. Devem ser afastadas as causas mais comuns de dor testicular: infecção, varicocele, hérnia inguinal, hidrocele,espermatocele, dor referida,trauma, torção do testículo e tumor.

O que se sente?

Existe uma OE com forma de apresentação aguda e outra de forma crônica.
 

Na aguda, há dor forte de começo insidioso, gradativa, unilateral e acompanhada de aumento de volume do saco escrotal. O paciente relata uma sensação de peso no testículo. A dor se irradia para a região inguinal (virilha) do mesmo lado. Febre e mau estado geral acompanham o quadro clínico.
Na forma crônica, os sintomas podem estar ausentes. O paciente pode manifestar desconforto local ao manusear o testículo ou o epidídimo.

Como o médico faz o diagnóstico?

As queixas acima e os achados de exame físico - aumento do volume do escroto com hiperemia local (vermelhidão da pele do saco), dor à mobilização do testículo, inclusive perturbando a deambulação do paciente - possibilitam o diagnóstico. Além disso:
 

Exame comum de urina,
urocultura,
testes para gonorréia e clamídia,
leucograma,
ecografia escrotal com doppler colorido (ecografia com som e cor),

Esses exame complementares ajudam a fazer diagnóstico diferencial entre as patologias citadas acima. OE.

Observar que, na forma crônica, o testículo ou o epidídimo podem estar atrofiados devido à fibrose pós-inflamatória com comprometimento da fertilidade do paciente.

Como se trata?

O tratamento inclui sempre repouso geral, repouso sexual, suspensório escrotal e alívio da dor com analgésicos e antinflamatórios.

Quando a origem for bacteriana o uso de antibióticos está indicado.

Se a OE for decorrente de uma doença sexualmente transmitida, a parceira deverá ser tratada concomitantemente.

Nas OE virais, não há indicação de antibióticos. São utilizadas as medidas gerais já descritas. O interferon alfa-2 pode ser considerado.

Complicações

A infertilidade e a atrofia (diminuição do volume) dos testículos são freqüentes.A OE pode evoluir com a formação de abscesso. Neste caso a drenagem cirúrgica está indicada. Em casos extremos,a orquiectomia (retirada do testículo)é necessária.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Quanto tempo vai levar para desaparecer a dor?

Posso ter filhos depois disso?

Fazer repouso é importante?

Essa doença é transmissível?

 

PIELONEFRITE

Sinônimo e nomes populares

Pielite, infecção do rim, infecção urinária.

O que é?

É a infecção que por penetração de germes atinge um ou dois rins. Geralmente o paciente refere dor na região lombar (abaixo da última costela nas costas), febre alta, calafrios, ardência para urinar, sensação de urina quente e urina mais escura. Náuseas e vômitos acompanham o quadro.

Como se adquire?

O germe pode atingir o rim pelo sangue ou subindo da uretra para a bexiga e pelo ureter até o rim.

Quando existe alguma malformação do aparelho urinário ou urina que volta da bexiga para o rim (refluxo vésico-uretral) ou pedra nos rins ou outro tipo de obstrução, a pielonefrite tem condições favoráveis para se instalar. Os germes mais freqüentes são os gram-negativos.

Como se faz o diagnóstico?

Pelos sintomas de dor, febre, tremor de frio, urina escura , ardência para urinar e aumento de freqüência das micções. Ao exame físico do paciente, nota-se palpação e percussão dolorosa da região lombar

O exame comum de urina mostra no sedimento muitos leucócitos e alguns eritrócitos (glóbulos brancos e vermelhos). A urocultura com teste de antibiótico nos revela o germe causador e a medicação mais adequada. Exames de imagem como ultra-som, RX, Urografia Excretória, Tomografia computadorizada podem confirmar o diagnóstico.

Como se trata?

O tratamento é feito com antibióticos baseado no teste de sensibilidade bacteriana, mostrado pela urocultura com teste. A correção cirúrgica das> malformações ou fatores predisponentes (por exemplo, um cálculo urinário) pode ser necessária para completar o tratamento..

Como se evita?

Levando uma vida saudável, ingerindo muito líquido, tratando adequadamente as intercorrências como cálculos urinários ou malformação do aparelho urinário. Em caso de dúvida procure seu médico.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa pielonefrite?

Pedras nos rins podem causar pielonefrite? Causar câncer?

Essa doença pode afetar o funcionamento do meu rim?

Essa doença é transmissível?

 

PRIAPISMO

O que é?

É uma ereção persistente (mais de 4 horas), freqüentemente dolorosa, desencadeada ou não pela atividade sexual. O nome priapismo vem da mitologia grega na qual Príapo, filho de Afrodite, era conhecido pelo seu falo longo e ereto. É uma emergência urológica!

A sua ocorrencia é baixa: 1,5 casos por 100000 habitantes por ano. Em homens acima dos 40 anos, a incidência aumenta para 2,9 por 100000 habitantes por ano.

Como se desenvolve?

O priapismo pode ocorrer em qualquer idade. Na adolescência está muitas vezes associado à doenças do sangue, como a leucemia e anemia falciforme. Nas demais idades, geralmente é idiopática (sem causa específica). Nos idosos pode estar associada a neoplasias. Vários fatores estão relacionados como possíveis causadores de priapismo: abuso de álcool ou drogas, traumas genitais, doenças inflamatórias. A causa idiopática (desconhecida) é a mais freqüente. A utilização de drogas injetadas diretamente no pênis (no corpo cavernoso) a fim de provocar ereções tem aumentado a freqüência de priapismos. Dentre essas drogas, a que causa mais priapismo é a papaverina.

O que se sente?

O paciente queixa-se de uma ereção que não regride e é acompanhada geralmente de dor.

Como o médico faz o diagnóstico?

O diagnóstico é simples baseado na história do paciente. Ao exame físico, nota-se uma ereção do pênis sem a participação da glande ("cabeça" do pênis) e dos corpos esponjosos (tecido que envolve a uretra). Logo, se trata de uma ereção dos corpos cavernosos exclusivamente.

Como se trata?

Existem dois tipos de priapismo. O priapismo de baixo fluxo (venoclusivo), mais frequente. Está associado à diminuição do retorno venoso. É doloroso devido à má oxigenação do pênis. O outro tipo é o de alto fluxo (arterial), menos frequente. É indolor e geralmente causado por trauma peniano.

Através da análise do sangue coletado do pênis diretamente (gasometria dos corpos cavernosos) tem-se uma diretriz para o tratamento, que pode se constituir em:
 

aspiração do corpo cavernoso (drenagem)
aspiração do corpo cavernoso com injeção de drogas vasoativas (vasoconstritores)
aspiração e lavagem do corpo cavernoso
tratamento cirúrgico (a fim de criar comunicações entre o corpo cavernoso e corpo esponjoso)

Nos casos em que não há resolução do priapismo ou que este permaneceu várias horas sem tratamento, ocorre a fibrose dos corpos cavernosos com comprometimento futuro das ereções. A única solução é a prótese peniana.

Como se previne?

Como na maioria das situações o priapismo é idiopático, fica difícil a prevenção. Os pacientes que usam drogas intracavernosas para promover a ereção devem ser alertados para o risco de priapismo. Se a ereção perdurar por mais de 2-3 horas após a aplicação da droga, um serviço de emergência ou um urologista deve ser procurado. Nos casos em que o priapismo é ocasionado por drogas via oral, estas deverão ser evitadas. Para pacientes com doenças sanguíneas, a hidratação, oxigenação, alcalinização, transfusões e outras alternativas mais específicas são necessárias.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa essa doença?

É transmissível?

Pode causar câncer?

Pode causar impotência? Posso ter relações sexuais?

 

PROSTATITE

O que é?

É a inflamação aguda ou crônica, geralmente por bactérias.

Existem outros tipos de prostatite não vinculadas com bactérias, como as prostatites não bacterianas (virais, fúngicas, granulomatosas).

A prostatodinia seria uma situação na qual os sintomas se assemelham à prostatite, entretanto nenhum agente infeccioso é encontrado, ficando entre suas causas desde espasmos da musculatura perineal até estresse emocional.Atualmente , a tendencia atual é de se chamar estes casos de sindrome dolorosa pélvica, de origem inflamatória ou não.Outro tipo de prostatite é a encontrada em material de biópsia, sendo assintomáticas

A prostatite cronica é uma afecção que acomete de 10% a 14% dos homens de todas as idades e raças. É possível que 50% dos homens desenvolverão sintomas de prostatite em algum momento de suas vidas. Como se desenvolve ou se adquire?

A prostatite ocorre devido a vários fatores: migração de bactérias através da uretra em direção à próstata, deficiências da atividade antibacteriana da secreção prostática (a falta de zinco na secreção é freqüentemente apontada), falta de anticorpos locais e sistêmicos. Cada paciente pode apresentar preponderância de um ou de mais fatores.

A bactéria mais comum encontrada em prostatites infecciosas é a Escherichia coli (80%) a qual também é a mais encontrada em infecções do aparelho urinário.

Outros organismos são os bastonetes gram negativos e enterococos (germes encontrados no trato intestinal).

Microorganismos causadores de doenças sexualmente transmissíveis também são responsáveis por prostatites, principalmente, prostatite aguda.O gonococo foi no passado importante agente etiológico de prostatites. Os antibióticosmudaram este cenário.

O que se sente?

Ardência ou dor para urinar, freqüência urinária aumentada , dor na musculatura entre as pernas (períneo) e às vezes secreção uretral são os sintomas mais encontrados.

Nas prostatites agudas, o quadro clínico é mais grave, com presença de mal estar geral, febre, mialgias e dor abdominal. Na prostatite crônica, os sintomas são mais sutis com desconforto no períneo, testículos e região lombar.

Aumento da freqüência miccional diurna e noturna (polaciúria e noctúria), diminuição da libido, ejaculação dolorosa são sintomas também relatados pelos pacientes.

Como se faz o diagnóstico?

Um exame físico completo é necessário a fim de se descartar outras patologias que possam estar provocando os mesmos sintomas. Um toque retal mostrará uma próstata dolorosa, embora na prostatite crônica possa estar normal.

O médico não deverá massagear a próstata na fase aguda da prostatite a fim de não intensificar os sintomas. Exames de urina mostrarão a presença de bactérias, de leucócitos (pus) e de sangramento microscópico (hematúria). A urocultura com antibiograma identificará o germe, bem como orientará na escolha do antibiótico. A prostatite aguda geralmente é mais fácil de diagnosticar. O mesmo não acontece com a prostatite crônica que, além de muitas vezes não se achar o agente infeccioso, deve ser diferenciada de outras síndromes que ocasionam sintomatologia similar.

História de prostatite aguda prévia, infecção urinária no passado ou urocultura atual positiva reforçam o diagnóstico de prostatite crônica. Culturas fracionadas de urina (primeiro jato urinário, jato médio, urina pós-massagem prostática) são úteis no diagnóstico.

A ecografia transretal da próstata não acrescenta muito mais.

Como se trata?

O tratamento das prostatites bacterianas é com antibióticos como o trimetoprim e ciprofloxacina. A urocultura com antibiograma orienta na escolha do antibiótico somada à experiência do médico.

A prostatite aguda, sendo uma situação mais grave, exige um tratamento mais agressivo com antibióticos intramuscular ou endovenosos, hidratação do paciente, combate à dor e à febre; internação hospitalar é muitas vezes necessária.

Existem situações nas quais nenhuma bactéria é encontrada e os sintomas são semelhantes à prostatite crônica. O paciente fica ansioso com o problema e muitas vezes troca de urologista pois esse não resolveu seu problema. Esses pacientes talvez sofram de dor pélvica crônica a qual é de difícil tratamento. Banho de assento morno, atividade sexual regular, evitar ciclismo, anti-inflamatórios, benzodiazepínicos, antidepressivos, antibióticos (às cegas) e eletroestimulação perineal já foram utilizados nessa síndrome, mostrando a ineficiência de uma única terapia.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa essa doença?

Pode causar câncer?

Pode causar infecção?

Essa doença é transmissível?

É difícil de curar?

 

TAMANHO DO PÊNIS TAMANHO DO PÊNIS

A preocupação com o tamanho do pênis é comum entre os homens. Essa ansiedade pode ocorrer na infância, na adolescência ou na fase adulta. Meninos freqüentemente comparam o tamanho de seus pênis com os dos outros. Piadas e brincadeiras surgem dessas comparações. Entretanto a situação muda quando há início da atividade sexual.

Muitos homens, embora com pênis de tamanho normal, o acham pequeno por várias razões:
 

O pênis dos outros é maior.
  Essa situação é muito comum e na maioria das vezes sem fundamento médico. Esses pacientes reclamam do comprimento do órgão mesmo com ereção e penetração vaginal normais.
Pacientes obesos reclamam ter pênis curto.
  Essa situação é devida ao embutimento do pênis em meio à gordura sobre o púbis o que dá a impressão de um órgão pequeno.
Estatura alta e pênis não proporcional.
  Embora haja certa relação da estatura do paciente com o tamanho do seu pênis, existe uma ampla variação de comprimento encontrada. Homens de baixa estatura podem ter pênis maiores que homens de alta estatura e vice-versa.
Flacidez peniana e ereção.
  Os pacientes geralmente se preocupam com o tamanho do pênis em flacidez que é geralmente o momento de comparação com o de outros homens. Muitos não sabem o comprimento em ereção ou qual foi o crescimento adicional. O que muitos se esquecem é que o tamanho deve ser acompanhado de uma ereção efetiva que garanta uma penetração vaginal.

O que é um pênis normal?

Deixando de lado os aspectos anatômicos de normalidade, um pênis flácido mede de 5 cm a 10 cm de comprimento. O tamanho durante a flacidez não determina o tamanho durante a ereção. A medida é feita desde o ponto em que ele se encontra com o corpo (não com a pele) até a extremidade da glande. Se aplicarmos tração manual, o pênis ganhará de 2 a 5 cm. Masters e Johnson (1966) verificaram que o pênis em ereção mede de 12,5 cm a 17,5 cm. Um recém-nascido apresenta um comprimento médio de 3,75 cm.

O que é um pênis anormal?

Não há uma definição universalmente aceita. Um pênis flácido menor que 4cm ou um ereto com menos de 7,5 cm devem ser considerados pequenos. Entretanto, encontramos pacientes que se aproximam desses valores mas com boa ereção e sem queixas no seu relacionamento sexual.

Quais as causas de pênis pequeno?

Causas hormonais por desordem de funcionamento dos testículos ou da hipófise podem interferir no desenvolvimento do pênis bem como de toda a genitália masculina. Dentro destes casos encontra-se desde o micro-pênis até a genitália ambígua. O pênis pode ficar pequeno em conseqüência de traumatismos, queimaduras ou doenças adquiridas (doença de Peyronie). Geralmente essas causas são raras. O mais freqüente é que o paciente não esteja satisfeito com o tamanho do seu pênis mesmo que o médico nada encontre de anormal.

Tratamento

O paciente deve ser examinado detalhadamente, incluindo volume e presença dos testículos, presença e localização de pêlos pubianos e outros caracteres sexuais secundários. Se o pênis for considerado de tamanho normal pelo médico, o paciente necessitará de uma avaliação por um sexólogo, psicólogo ou psiquiatra a fim de pesquisar a verdadeira razão de sua queixa. Se o pênis for considerado pequeno e forem detectadas alterações hormonais, uma reposição com testosterona está indicada.

Tratamentos não cirúrgicos como aparelhos à vácuo, aparelhos de tração mecânica, aparelhos de estimulação eletromagnética, pesos, não dão resposta satisfatória permanente. O tratamento cirúrgico envolve secção dos ligamentos suspensores do pênis, injeção de gordura no corpo do pênis (aumento do diâmetro) ou uso de retalhos cutâneos das coxas ou nádegas. Esses tratamentos não são isentos de complicações e algumas delas podem ser graves, tais como necrose dos retalhos, reabsorção de gordura, insatisfação do paciente. Além disso, os resultados desses tratamentos são pouco conhecidos na literatura médica.

Conclusão

Infelizmente, muitos profissionais pouco éticos se aproveitam da ansiedade e dúvidas dos pacientes, indicando, sem nenhum critério, tratamentos que mais visam onerar o paciente do que realmente uma orientação científica. Os pacientes com dúvidas sobre o tamanho do seu pênis devem procurar profissional qualificado, o qual avaliará a situação, podendo ser necessária uma opinião multidisciplinar com sexólogo ou psiquiatra.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Como posso saber se meu pênis é normal?

Existem maneiras seguras de aumentar o meu pênis se eu não estiver satisfeito com o tamanho?

 

TORÇÃO DE TESTÍCULO

O que é?

É uma dor súbita no escroto (saco, saco escrotal) acompanhada de aumento de volume do mesmo. Pode estar acompanhada de sinais locais, tais como "inchume", aumento da temperatura e " vermelhidão". Sintomas gerais como náuseas, vômitos e dor abdominal podem acompanhar o quadro. Geralmente crianças e adolescentes são mais afetados. É uma emergência cirúrgica.

Como se desenvolve?

O testículo está dentro do saco escrotal envolvido por diversas camadas e suspenso pelo canal deferente e pelas suas artérias e veias. Ele é praticamente um órgão "dependurado" dentro do escroto.

Além disso, devido a líquidos internos que servem como lubrificantes, ele tem uma certa mobilidade em torno de seus eixos. A torção ocorre quando o testículo excede o movimento em torno do seu eixo longitudinal. As suas estruturas de sustentação são comprometidas e o fluxo sangüíneo testicular fica diminuído. Uma seqüência de acontecimentos ocorre resultando no aumento doloroso do testículo devido à diminuição do fluxo arterial e congestão do sangue venoso.

O que se sente?

Os sintomas variam conforme a idade do paciente . Nos recém nascidos há aumento brusco do volume do saco escrotal do lado comprometido, endurecimento do testículo e pouca dor. Nos adolescentes, o quadro clínico começa com dores abdominais ou inguinais para, logo após, se localizarem no testículo. No adulto jovem, a dor testicular dá início aos sintomas.

Como o médico faz o diagnóstico?

Geralmente o início abrupto da dor juntamente com o aumento de volume no testículo num paciente de pouca idade faz pensar na torção de testículo. Outras causas devem ser levantadas, como a torção de apêndice testicular, epididimite, edema escrotal agudo, orquite, hérnia encarcerada, tumor de testículo. A presença de sintomas urinários, como micção freqüente, ardência miccional, associados à dor testicular faz pensar em processos inflamatórios ou infecciosos do trato urinário com conseqüente orquiepididimite. Alguns pacientes referem atividade física ou sexual precedendo o início do quadro. Outros pacientes relatam que tudo começou durante o sono, talvez devido à posição das pernas em relação ao testículo. Certos indivíduos relatam já ter tido os mesmos sintomas que, entretanto, se resolveram espontaneamente.

Ao exame do paciente, nota-se aumento doloroso da metade envolvida do escroto. O mesmo apresenta-se avermelhado e inchado. Exames de urina e urocultura devem ser solicitados para diagnóstico diferencial com outras patologias. O ultra-som do testículo com eco-doppler do cordão espermático é o procedimento de eleição para exame do testículo e sua irrigação sangüínea . A cintilografia testicular é outra possibilidade, embora mais demorada.

Como se trata?

Uma vez feito o diagnóstico o tratamento é cirúrgico e de emergência. O lado comprometido deve ser explorado através de uma incisão no escroto e ser executada a distorção do testículo e fixação do outro testículo não comprometido, através de pontos (sutura) na parede do escroto. Em alguns casos, quando o paciente não procura recurso médico imediatamente ou quando o diagnóstico não é feito com rapidez, o testículo sofre alterações irreversíveis, obrigando a sua extirpação. Com os meios diagnósticos modernos, essa é uma situação pouco freqüente.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa torção no testículo?

É urgente?

Posso tratar somente com remédios?

Isso pode causar uma infecção?

 

TUMOR DE BEXIGA

O que é?

O tumor de bexiga é uma neoplasia que, em 90% dos casos, surge a partir da mucosa, ou seja, do urotélio vesical. Também chamado de carcinoma transicional de bexiga, constitui 6,2% de todos os tumores os tumores malignos.

Depois da próstata, é a segunda neoplasia urogenital a acometer o homem. Na mulher, é o oitavo câncer mais prevalente (EUA), correspondendo a 2,5% dos cânceres. Em ambos os sexos, a incidencia vem aumentando.

Como se desenvolve?

Várias substâncias estão vinculadas ao tumor vesical, dentre elas as mais importantes são o fumo e as aminas aromáticas (encontradas na indústria de tintas, couro, borracha). Vários estudos epidemiológicos suportam a relação entre essas substâncias e o câncer de bexiga. Outras substâncias não conseguiram exibir uma relação mais estreita, mas continuam sob suspeita: cafeína, adoçantes artificiais e os metabólitos do triptofano.

O que se sente?

O tumor pode ser completamente assintomático. A manifestação mais importante é a presença de hematúria (sangue na urina) assintomática (85% dos casos). Noutras situações o tumor pode se apresentar na forma de sintomas urinários como: ardência miccional, aumento na freqüência urinária, dor vesical (25% dos casos).

Como se faz o diagnóstico?

O exame físico do paciente geralmente nada mostra a não ser grandes tumores que podem ser palpados por via abdominal ou retal (ou combinadas). Uma vez levantada a suspeita de tumor deve-se solicitar uma urografia excretória ou ecografia abdominal total, com a finalidade de avaliar o aparelho urinário superior e inferior, descartando dilatação renal e a presença de outros tumores transicionais e verificando o grau de comprometimento da parede vesical pelo tumor. A uretrocistoscopia com biópsia faz o diagnóstico de tumor, pois através dela o urologista vê diretamente o tumor, suas características, localização e número.

Como se trata?

Após a cistoscopia diagnóstica, está indicada a ressecção endoscópica do tumor cuja finalidade é a retirada total do tumor. A retirada deve compreender o tumor e toda a sua base (raiz) de maneira que se tenha as suas características celulares bem como sua profundidade em relação às paredes da bexiga. A bexiga possui várias camadas: mucosa, submucosa (tecido conjuntivo subepitelial), camada muscular superficial e profunda e tecido adiposo perivesical (em redor da bexiga). Conforme a penetração nessas camadas, os tumores vesicais são classificados em vários tipo. De uma maneira simplificada, eles podem ser:
 

superficiais
profundos
metastáticos

Outro dado importante são as características celulares do tumor classificadas em graus de I a III.

A pesquisa da extensão tumoral (estadiamento) envolve vários exames e compreendem:
 

biópsias aleatórias de bexiga
biópsia da uretra prostática
palpação bimanual da bexiga
tomografia computadorizada abdominal total

O tratamento dos tumores vesicais é um dos mais complexos, pois as variáveis são muitas. De uma forma resumida, os tumores superficiais e de baixo grau são tratados com ressecção endoscópica e acompanhados com cistoscopias periódicas. Em algumas situações, esse tratamento pode ser complementado com instilações vesicais (tiotepa, mitomicina, doxorrubicina, BCG).

Tumores profundos ou de alto grau são levados à cistectomia radical com derivação urinária. Neste tipo de tratamento, a bexiga é retirada e a urina desviada para a pele através do intestino. Outra opção é retirar a bexiga e reconstruir outra a partir de alças intestinais, permanecendo o paciente com micção pela uretra. Para os pacientes que não têm condições cirúrgicas ou que se negam a realizar a cirurgia, a radioterapia é uma alternativa. Em presença de metástases, o tratamento é a quimioterapia.

Prognóstico

Depende do grau histológico e do estadiamento do tumor.
 

PARÂMETRO SOBREVIDA
  05 ANOS 10 ANOS
GRAU I 81% 60%
II 66% 46%
III 24% 17%
ESTADIO

SUPERFICIAIS

O 79% 62%
A 64% 43%

PROFUNDOS

B 28% 22%
C 20% 13%

METASTÁTICO

D

18% 0%
(Dellatt e cols,1982)

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa um tumor da bexiga?

Essa doença é muito grave?

Tem cura?

Eu sou fumante, devo parar de fumar?

Essa doença é transmissível?


 

TUMORES DE TESTÍCULO

O que são?

Os tumores de testículos são tumores raros e ocorrem em 2-3 indivíduos para cada 100 mil homens. Sua maior incidência se encontra nos adultos jovens dos 15 aos 35 anos, que é a fase da maior atividade sexual e inícion da profissional.

Como se desenvolve?

Fatores genéticos estão relacionados no desenvolvimento dos tumores de testículo, visto que podem ocorrer casos familiares (entre irmãos, por exemplo).

Traumatismos são freqüentemente citados como possíveis geradores de tumores de testículo. O que se acredita é que o trauma chama a atenção para o testículo tumoral.

O uso de estrógenos pela mãe durante a gravidez pode ocasionar nos filhos uma maior incidência de tumores de testículo, atrofia testicular (testículos pequenos) ou criptorquidia (testículos fora de sua posição habitual).

Diga-se de passagem que pacientes com criptorquidia tem um risco 50 vezes maior de desenvolverem tumor de testículo do que pacientes normais.

O que se sente e como se faz o diagnóstico?

Os tumores de testículo podem se apresentar como nódulos indolores ou por aumento do volume do órgão. Alguns pacientes notam o problema pelo aumento de peso do testículo. Essas alterações podem progredir sem a percepção do paciente. Noutras situações - cerca de 10% dos casos- o tumor pode ter uma hemorragia interna, gerando um quadro agudo que pode ser confundido com outras inflamações benignas do testículo (por exemplo, orquite). Em 15% dos casos, já existem metástases e os sintomas surgirão conforme a área envolvida como:
 

tosse ou dispnéia (pulmão)
dores nas costas (retroperitôneo)
edema de membros inferiores (envolvimento da veia cava) e outros

Aumento das mamas (ginecomastia) pode também ocorrer em alguns tumores de testículo. Ela ocorre devido ao aumento de produção de estrógenos ou por deficiencia da formação de andrógenos.

No exame físico do paciente, geralmente, palpa-se o nódulo ou o testículo endurecido, indolor.

Outras estruturas do saco escrotal (epidídimo, canal deferente), não estão envolvidas, a não ser em casos mais avançados.

Qualquer quadro agudo envolvendo testículo em pessoas jovens e que não resolver em 7-10 dias de tratamento convencional deve levantar suspeitas quando à presença de tumor. Em 10% dos casos, o paciente apresenta-se com manifestações de doença metastática como dor lombar,dispnéia, vômitos,ginecomastia ou perda de peso

Após realizado o exame físico, são solicitados exames complementares a fim de confirmar o diagnóstico, tais como:
 

alfa fetoproteina e beta-HCG que são marcadores tumorais, isto é, substâncias produzidas pelos tumores e que estão aumentadas na sua presença. 8%dos seminomas produzem beta-HCG enquanto que 0% produzem alfa feto-proteina Os tumores não seminomatosos produzem ambos os marcadores em torno de 60% dos casos.
ecografia testicular, a qual nos dá idéia do volume e localização do tumor, bem como nos oferece a imagem do outro testículo.
tomografia abdominal total, a qual pesquisa o retroperitôneo (região localizada atrás da cavidade abdominal) na busca de metástases ganglionares.
RX de tórax ou tomografia de tórax.

Uma vez confirmada a suspeita clínica, o passo seguinte é a exploração inguinal. Realiza-se uma incisão na região inguinal do paciente e por ela o testículo é tracionado. Um fragmento da lesão (biópsia) é retirado e mandado para o patologista. Se for confirmada a presença de tumor maligno, o testículo é extirpado (orquiectomia).

O testículo é um órgão composto por diferentes tipos de células, as quais podem gerar diferentes tipos de tumores, cada um com um comportamento peculiar, com maior ou menor malignidade.

Os tumores também podem ser compostos por diferentes células. São os tumores mistos.

Não é a finalidade deste artigo dar conhecimento detalhado dos grupos celulares do testículo. Entretanto, esses podem ser divididos em dois grandes grupos:
 

tumores seminomatosos e
não seminomatosos.

Tratamento

O conhecimento do componente celular do tumor e a presença ou não de metástases é que orientarão o tratamentofuturo.

Existem várias formas de tratamento:
 

Orquiectomia radical(OR)
OR+linfadenectomia retroperitoneal (retirada de gânglios do retroperitôneo)
OR+quimioterapia
OR+linfadenectomia+quimioterapia
OR+radioterapia (a radioterapia está indicada nos seminomas)

A escolha do tratamento ideal dependerá da extensão da doença ( estadiamento) e tipo histológico. Existem ainda as preferências de cada urologista que também devem ser consideradas.

Qual é o prognóstico?

O prognóstico varia com o tipo celular e com a extensão do tumor.

Nos últimos 25 anos, devido aos marcadores tumorais, aos métodos diagnósticos e à quimioterapia, houve uma melhora significativa na sobrevida dos pacientes, mesmo nos estágios mais avançados da doença.
 

Tipo histológico Freqüência Sobrevida em 10 anos
Seminoma 45-50% 92%
Teratocarcinoma 20-25% 74%
Teratoma 8-10% 72%
Carcinoma embrionário 15-20% 64%
Coriocarcinoma 0-1% 44%

Após o término do tratamento, o paciente deverá fazer exames periódicos por vários anos a fim de detectar recidivas.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa tumor de testículo?

É grave?

Tem cura?

Pode dar no outro testículo?

Posso ter filhos apesar de estar com esse tumor?

 

URETRITES

Sinônimos/nomes populares:

A gonorréia é conhecida por blenorragia e popularmente por corrimento, escorrimento ou pingadeira. Gota matinal, gota militar e estrela da manhã são termos freqüentemente usados para uretrites.

O que é?

Uretrite é a inflamação da uretra com conseqüente surgimento de secreção e sintomas.

A inflamação pode ser:
 

de causa bacteriana (gonococo, clamídia, E. Coli)
de causa química (por exemplo, espermaticida usado durante as relações)
de causa traumática (cirurgias, corpo estranho)

As uretrites mais comuns são as infecciosas sexualmente transmitidas. Essas são classificadas em uretrites gonocócicas e não gonocócicas. As gonocócicas são causadas pela Neisseria gonorrheae e as não gonocócicas são causadas por diferentes tipos de germes, entre os quais a Chlamydia trachomatis.Outros germes podem causar uretrites embora não frequentemente como a Trichomonas vaginalis, Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Staphylococcus sp e Candida albicans. Existem casos mais raros como as uretrites traumáticas (sondas,corpo estranho), as uretrites por virus, uretrites associadas à neoplasia ou ao condiloma intra-uretral e uretrite psicogênica.

Como se adquire?

A maioria das uretrites são sexualmente transmitidas.

Nos últimos anos houve aumento na freqüência das uretrites sexualmente transmitidas devido:
 

à promiscuidade sexual
ao acesso fácil a anticoncepcionais
à divulgação de material erótico e pornográfico
à prática de automedicação com tratamentos inadequados
à migração de população de baixo nível socioeconômico-cultural para cidades grandes
ao grande número de portadores sãos
à não utilização de preservativos.

O que se sente?

As uretrites causam sintomas como dor para urinar, aumento da freqüência urinária, secreção (corrimento) pela uretra, dor durante ejaculação ou relações. Menos freqüentemente dores testiculares com "inchume" do mesmo, febre e mal estar.

Como se faz o diagnóstico?

As queixas geralmente são típicas, como vimos acima, principalmente quando acompanhadas de secreção uretral. As características da secreção (cor, volume, tempo de surgimento) são importantes na diferenciação entre uma uretrite gonocócica e uma não-gonocócica. O diagnóstico se baseia no exame bacterioscópico e bacteriológico da secreção uretral. Bacterioscopia e bacteriologia da secreção e/ou imunofluorescência para Chlamidia deverão ser obtidas. Em casos mais complexos, outros exames deverão ser solicitados como:
 

exame qualitativo de urina
urocultura com teste
urocultura pós-massagem prostática
imunologia para Chlamydia
técnica do PCR

Conforme o caso, testes para pesquisa do HIV deverão ser pedidos.

Quais as conseqüências das uretrites?

As uretrites podem levar infecção a outros órgãos do aparelho genital e urinário como testículos (orquite), epidídimos (epididimite), próstata (prostatite). A própria uretra pode apresentar complicações, como, por exemplo, estreitamento.

A infertilidade tanto masculina quanto feminina é outra conseqüência temida das uretrites, bem como a transmissão para o feto.

Como se trata?

Os antibióticos são prescritos, uma vez feito o diagnóstico de uretrite infecciosa. Muitas vezes as uretrites têm dois agentes etiológicos (gonococo + clamídia). Um antibiótico que ataque os dois micro-organismos está indicado. Abstinência sexual e uso de preservativo durante o tratamento é recomendado.

O prognóstico é bom quando o tratamento é bem indicado.

Como se previne?

O esteio da prevenção é o uso de preservativo juntamente com outras medidas, como seleção adequada do parceiro e evitar promiscuidade sexual.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa essa doença? Frio (...e baixa temperatura... e caminhar de pé descalço... e urinar contra o vento...) influi na doença?

Pode causar câncer?

Pode causar uma infecção?

Essa doença é transmissível?

Posso tomar álcool?

 

VARICOCELE

Varizes do testículo ou do escroto.

O que é?

Veias dilatadas ao longo do cordão espermático (estrutura que suspende o testículo) constituem a varicocele. Causas anatômicas (veia espermática desembocando na veia renal esquerda) e incompetência de válvulas venosas são as principais causas da doença.A varicocele está presente em 15% da população geral (adultos e adolescentes) e em 35% dos homens com infertilidade.

O que se sente?

O paciente nota a presença de veias dilatadas e tortuosas no seu saco escrotal ou mesmo apresenta desconforto ou dor no lado afetado. As veias aumentam de calibre com o esforço físico. A varicocele pode também ser indolor ou ser achada acidentalmente. O lado mais atingido, por uma razão anatômica, é o lado esquerdo. Aparecimento súbito de varicocele principalmente em pessoas idosas pode ser causado por tumores renais devido à compressão da veia renal. A varicocele é uma causa comum de infertilidade, alterando o esperma e inclusive diminuindo , em alguns casos, o volume testicular.

Como se faz o diagnóstico?

Veias calibrosas numa das metades do saco escrotal, não dolorosas à palpação e que aumentam de volume enquanto o paciente é submetido à uma manobra de esforço, constitui o diagnóstico de varicocele. Em casos duvidosos, pode-se recorrer a ecografia testicular, cintilografia dos testículos e termografia.

Como se trata e qual é o prognóstico?

O tratamento é cirúrgico com ligadura da veia espermática. Existem várias técnicas, todas de ambulatório. O tratamento geralmente é bem sucedido e se a varicocele for a única causa da infertilidade, essa estará resolvida. Alguns casos assintomáticos de varicocele podem ser tratados conservadoramente com um suspensório escrotal durante exercícios.Além da infertilidade, a dor no testículo afetado ou a estética ( varicoceles muito volumosas ) constituem outras indicações cirúrgicas. Em crianças a indicação é controversa, sendo indicada a cirurgia quando houver indícios de atrofia ( diminuição do volume) testicular Perguntas que você pode fazer ao seu médico

O que causa varicocele?

Criança precisa tratar varicocele?

É necessário tratamento para varicocele?

Posso fazer exercícios?

Varicocele causa infertilidade?