Criança

Pediatria

 

A Síndrome das Pernas Inquietas (SPI)

Doenca de Ekbom

O que é?

É uma doença crônica, trata-se de desordem sensorial, que se caracteriza por sensaçao de muito desconforto, parestesias (sensações subjetivas, de frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação) nas pernas, principalmente, quando se esta em repouso. Afeta em torno de 15% da população adulta. Seu diagnóstico é importante, pois o tratamento é capaz de proporcionar alivio para aqueles que são afetados por este incômodo mal. Apresenta leve predominio no sexo feminino.

O que se sente?

Manifesta-se por desconforto nos membros. As pessoas descrevem estas sensações como: fisgadas, intensas coceiras, que somente são aliviadas com movimentos de flexão, de extensão ou cruzamento das pernas. Essas manifestações costumam interferir com a qualidade do sono. A síndrome das pernas inquietas pode tornar difícil iniciar o sono e manter-se dormindo. Pessoas com síndrome das pernas inquietas não têm tempo suficiente de sono, podendo sentir-se cansadas e sonolentas durante o dia, o que torna difícil a concentração, interferindo no trabalho, estudo, e mesmo nas atividades cotidianas e, até mesmo, dando mau humor.

Tanto a frequência como a intensidade das manifestações são variáveis. Um determinado paciente pode ficar sem manifestações por longos períodos e outro poderá ser acometido muitas vezes durante um mesmo dia. A doença pode surgir em qualquer idade; entretanto, é mais comum seu aparecimento até os 40 anos. Os sintomas das pernas inquietas podem provocar um grande impacto negativo na vida do seu portador:

Como se adquire?

E provável que a heranca tenha papel muito importante na gênesis da síndrome, embora outras patologias como anemia ferropênica e polineuropatia sejam importantes fatores.

Há dois tipos de síndrome das pernas inquietas:

Síndrome das Pernas Inquietas(SPI) idiopática. É o mais comum. Após se manifestar uma vez, geralmente, torna-se para toda a vida. Com o passar do tempo, os sintomas tendem a piorar e a ocorrer com maior frequência.
Síndrome das Pernas Inquietas Secudária.
Esse tipo é causado por outra doença ou condição médica, e algumas vezes por certos medicamentos. Os sintomas podem desaparecer quando a doenca básica é curada ou se para de tomar o medicamento desencadeante.

Causas da Sindrome das Pernas Inquietas Idiopáticas

Nos casos de síndrome das pernas inquietas idiopática, a causa não é encontrada.

Causas da Síndrome das Pernas Inquietas Secundária

A síndrome das pernas inquietas secundária é causada por certos medicamentos ou por outra doença . Algumas doenças e condições médicas que podem causar a síndrome das pernas inquietas secundária são:
 

Deficiência de ferro, com ou sem anemia.
Insuficiência renal.
Diabetes.
Mal de Parkinson.
Danos ao nervos das mãos ou pés.
Artrite reumatóide.
Gravidez (surge no último trimestre e costuma desaparecer semanas após o parto).

Critérios Internacionais Mínimos de SPI
 

desejo de movimentar os membros, geralmente associado à parestesia (sensações cutâneas subjetivas - frio, calor, formigamento, pressão cutanea - vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulo, ou à disestesia ( distúrbio neurológico caracterizado pelo enfraquecimento ou alteração na sensibilidade dos sentidos) sensações que ocorrem espontaneamente durante o despertar.
inquietude motora: os pacientes durante a vigília se mexem para aliviar os sintomas de parestesia ou disestesia ou de desconforto nas pernas.
sintomas pioram ou estão presentes só no repouso.
sintomas pioram no fim do dia ou à noite.

Outras Características Clínicas

Distúrbios do sono e suas consequências.
Movimentos periódicos dos membros durante o sono e movimentos involuntários em vigília e em repouso.
Exame neurológico e eletroneuromiografia normais nas formas idiopáticas. As formas secundárias apresentam as evidências clínicas e laboratoriais de acordo com a etiologia.
História familiar algumas vezes presente e sugerindo a herança autossômica dominante.

Teste Diagnóstico

O paciente é mantido imóvel no leito, com as pernas em hiperextensão. Esse método desencadeia sensações parestésicas e movimentos periódicos de membros em 81% dos pacientes com SPI, sendo feito registro eletroneuromiográfico do músculo tibial anterior. Outros

Alguns procedimentos diagnósticos são relevantes para os casos relacionados a distúrbios hematológicos (ferro, ferritina, transferiria, vitamina B12, folato), renais crônicos, e nos casos de suspeitas específicas, exames como a eletroneuromiografia, provas reumatológicas, exames vasculares, etc deverão ser apropriadamente solicitados.

Tratamento.

O tratamento da síndrome das pernas inquietas visa aliviar os sintomas, melhorar a qualidade do sono e tratar ou corrigir a condição que pode estar causando a síndrome. Várias drogas drogas podem ser empregadas para o controle dos sintomas.O tratamento deve ser iniciado quando os sintomas são graves durante o dia ou interferem no sono. O controle dos sintomas pode trazer real melhora na qualidade de vida.

Os aspectos relativos ao tratamento são controversos. Não existe medicamento específico para o tratamento da SPI.

A American Academy of Sleep Medicine reconhece que os agentes dopaminérgicos são as drogas que melhor resultado oferecem no tratamento da SPI.

Os tipos de tratamento incluem mudanças de hábitos e/ou medicamentos. As mudanças de hábitos que podem aliviar os sintomas da síndrome das pernas inquietas são:

Evitar álcool, cafeína, fumo e alguns medicamentos (certos antidepressivos, remédios contra náusea, anti-psicóticos e anti-histaminas).
Adotar bons hábitos de sono: manter o quarto quieto, escuro e confortável; usar o quarto para dormir e não para ver tv, usar computador e outras atividades; ir dormir e acordar nos mesmos horários.
Seguir um programa de exercícios físicos moderados.

SPI em criancas e adolescentes

Em adolescentes, a SPI secundária à baixa reserva de ferro está associada muitas vezes com insônia inicial grave e movimentos periódicos de membros. Em crianças, os sintomas de SPI e movimentos periódicos de membros não são específicos assim como dores de crescimento, sono não repousante, insônia e sonolência diurna, frequentemente não são percebidos pelos pais. Sugere-se também a correlação entre SPI e hiperatividade com déficit de atenção, bem como a íntima relação entre anemia (baixos níveis de ferro e ferritina séricos) e SPI e a melhora clínica com a ferro-terapia.


 

ALEITAMENTO MATERNO

 

Os pais de uma criança que está sendo amamentada ao seio recebem constantemente uma quantidade enorme de informações. Infelizmente, mesmo quando bem intencionadas, nem todas estas informações servem para ajudar aos pais e sua criança.

É muito comum ouvirmos opiniões do tipo:
 

a mulher que fez plástica nos seios não consegue amamentar.
amamentar ao seio faz a mãe aumentar de peso.
algumas mães têm o leite fraco.
algumas mães têm pouco leite.

Todos estes comentários, e muitos outros que se ouve diariamente, não são verdadeiros.

O tamanho dos seios não influencia a amamentação pois o tamanho e a forma dos seios são dados pelo tecido gorduroso e o leite é produzido pelo tecido glandular.

A quantidade de tecido glandular é aproximadamente a mesma em todas as mulheres. Também na cirurgia plástica dos seios este tecido glandular é preservado, não interferindo com a amamentação.

Não existe relação clara entre a amamentação e o ganho de peso das mães. As mudanças de peso da mãe que amamenta são devidas a uma grande variedade de fatores. Algumas mulheres ganham peso enquanto outras perdem, sendo que isso ocorre também com as mães que usam alimentação artificial (mamadeiras).

Um benefício grande da amamentação é que ela estimula a liberação da substância que atua na contração do útero. Isto pode auxiliar na recuperação mais rápida da sua "antiga forma". Outro benefício é que a amamentação ao seio exige um gasto calórico muito grande da mãe, auxiliando na recuperação do seu peso normal.

Não existe leite fraco! Algumas vezes, contudo, você pode achar que o seu bebê está querendo mais leite do que você está produzindo. Existem algumas maneiras fáceis de você aumentar sua produção de leite:
 

Aumente a freqüência das mamadas. Se você está oferecendo o seio a cada 3 horas durante o dia experimente, por uma semana, oferecer o seio a cada 2 horas. Isto, muitas vezes, é estímulo suficiente para que a produção de leite aumente. Lembre-se de que quanto mais vazios os seios ficarem durante o dia, maior será o estimulo para o aumento da produção.
Permita que bebê mame durante mais tempo. As crianças têm ritmos diferentes de mamar, assim como os adultos comem em velocidades diferentes. Aumentar a duração das mamadas pode permitir que uma criança mais tranqüila para mamar consiga retirar todo o leite do seio, coisa que uma criança mais ávida faz num tempo bem menor.

Muitas vezes estas simples medidas são suficientes para que uma mãe que acredita ter "leite fraco" passe a amamentar o seu filho com satisfação para ambos.

Benefícios do Aleitamento

A amamentação ao seio traz uma grande quantidade de benefícios para a mãe e para sua criança.

O aleitamento materno tem várias vantagens para a mãe, tais como:
 

Reduz a incidência de câncer de mama.
Protege a mulher contra a osteoporose.
Torna mãe e filho mais íntimos.

Entre as vantagens para o bebê estão:
 

redução da incidência de doenças alérgicas, como alergias alimentares e asma.
redução da ocorrência de diarréia.
Reduz a incidência de diabetes.
redução no número de internações hospitalares.
redução na ocorrência de otite média.
redução na ocorrência de infecções respiratórias.

Além das vantagens do aleitamento, somente em raríssimas ocasiões - como na mãe portadora do vírus HIV - ele está contra-indicado.

Na imensa maioria das vezes, todas as dificuldades referentes à amamentação ao seio são de fácil solução, desde que consultada a pessoa adequada. Mesmo a mãe que trabalha fora pode continuar oferecendo o seu leite como alimento à sua criança, basta que o esgote e armazene.

Também é verdade que existem outras formas de alimentarmos nossas crianças e a escolha do alimento mais adequado deve levar em consideração toda a estrutura de vida e crenças da família.

Podemos também oferecer alimentação mista (leite materno e fórmula) à criança.

É muito importante, contudo, que a mãe tenha consciência de que a amamentação ao seio é uma das experiências mais gratificantes para a imensa maioria das mulheres e que devemos fazer todas as tentativas para que ela seja mantida durante o máximo de tempo possível.


 

ASSENTO INFANTIL PARA AUTOMÓVEIS

 

Os acidentes de automóveis são a principal causa de mortes associadas a lesões não intencionais em crianças de 5 a 15 anos de idade nos Estados Unidos.

Em alguns trabalhos, até 90% dos assentos de automóveis para crianças são posicionados inadequadamente.

Assentos infantis adequadamente utilizados podem reduzir o risco de morte em acidentes em até 71% para crianças.

Assentos infantis e o cinto de segurança podem ajudar a reduzir o risco de morte ou lesão em até 60%. As crianças podem sofrer lesões se estiverem com o cinto de segurança inadequadamente colocado, ou se estiverem muito próximas do painel do carro, especialmente quando o carro dispõe de air bags. O mais seguro é que qualquer criança com menos de 12 anos de idade seja sempre colocada no banco traseiro.

Escolhendo o assento adequado

O assentos tipo "bebê-conforto", de maneira geral, protegem crianças com peso abaixo de 9 quilos e com menos de 1 ano de idade. Este tipo de assento é fixado no carro através do cinto de segurança do veículo, no banco traseiro, e é posicionado de frente para o pára-brisas traseiro, isto é, a criança fica olhando para o porta-malas do automóvel. Este tipo de assento, quando adequadamente utilizado, ajuda a proteger a cabeça, pescoço e costas da criança.

Os assentos para crianças tipo "cadeirinha" também são fixados no carro pelo cinto de segurança do veículo no banco traseiro, mas são posicionados voltados para frente do carro. Estes assentos são destinados a crianças que já conseguem sentar sozinhas, têm pelo menos 1 ano de idade e devem ser utilizados até que a criança atinja os 4 anos de idade e pese no mínimo 18 quilos.

Assentos conversíveis podem ser utilizados reclinados, voltados para o pára-brisa traseiro com as alças do cinto de segurança do assento colocadas nas aberturas inferiores e, mais tarde, ser fixados na posição sentada, voltados para frente e com as alças do cinto de segurança colocadas nas aberturas mais altas. Este tipo de assento pode ser utilizado do nascimento até os 4 anos ou até que a criança atinja os 18 quilos.

Assentos de transição (booster seats) são destinados a crianças dos 4 aos 8 anos de idade, com mais de 18 quilos, e que já não cabem mais nas suas cadeiras. A criança já está muito grande para sua cadeira quando seus ombros estão mais altos do que a abertura mais alta para o cinto de segurança ou quando suas orelhas já ficam acima do encosto do assento.

Seis passos que podem salvar a vida do seu filho

1.Instale o assento com firmeza, de acordo com as instruções do assento e do manual do carro.

Instale o assento com firmeza

O assento deve ficar firmemente preso ao banco traseiro do carro e não deve mover mais do que 2 cm para frente ou para cada lado.

Nem todos os assentos adaptam-se bem a todos os veículos. Experimente antes de comprar, com seu filho sentado nele.

Leia com atenção o manual do carro e do assento sobre limitações de uso do assento ou dos cintos de segurança.

2.Coloque seu filho posicionado na direção correta para a sua idade.

Coloque seu filho posicionado na direção correta

A criança deve sentar virada para a traseira do veículo até que tenha no mínimo 1 ano de idade e pese pelo menos 9 quilos. Se ela alcançar o peso muito antes de alcançar a idade, utilize um assento de conversível, voltado para trás, até que ela complete 1 ano.

3.Use o cinto de segurança do assento da maneira correta.

Use o cinto de segurança do assento da maneira correta

Como regra geral, use a abertura mais baixa que o ombro para ajustar o cinto de segurança do assento quando este for utilizado voltado para a traseira do veículo, e a abertura mais alta do que o ombro quando o assento for utilizado voltado para frente. (Nunca deixe de ler as instruções do fabricante do assento com toda a atenção).

A fivela peitoral deve ser posicionada na altura das axilas da criança para impedir que as alças do cinto de segurança escapem dos ombros.

O cinto deve ficar bem ajustado contra o corpo da criança. A folga entre o tórax e o cinto de segurança deve permitir a passagem de não mais do que um dedo.

4.Use o assento de transição corretamente.

Use o assento de transição corretamente

Assento de transição

Use assento de transição até que o seu filho possa sentar, preso pelo cinto de segurança, com suas costas contra o encosto do banco e com seus joelhos na borda do banco. É recomendado usar o assento de transição até a idade de 8 anos.

Assentos que utilizam somente o cinto abdominal não são seguros para crianças com menos de 18 quilos.

5.Coloque seu filho sempre no banco traseiro do carro.

Coloque seu filho sempre no banco traseiro do carro

Nunca coloque um assento voltado para trás no banco da frente de automóvel equipado com "air bag" no lado do passageiro. A força do "air bag" ao abrir já lesionou e matou várias crianças.

Se por alguma razão não contornável, uma criança mais velha precisa trafegar no banco da frente de um carro com "air bag" no lado do passageiro, mova o banco do carro o mais para trás possível e coloque o cinto de segurança na criança adequadamente.

A faixa abdominal do cinto de segurança deve ser usada baixa e cruzando os quadris, apoiando-se na parte superior das coxas. Isto também se aplica às gestantes. A faixa torácica do cinto deve sempre ser utilizada sobre o tórax, nunca atrás das costas ou no braço.

6.Leia e substitua.

Leia e guarde as instruções do assento do seu filho. As instruções deverão ser lidas novamente, pois mudam conforme a faixa etária.

Substitua o assento sempre que houver um acidente, havendo ou não dano aparente ao assento.

Substitua os assentos com mais de 10 anos.

Não confie somente no cartão de registro do assento para ser informado sobre problemas de fabricação, pois eles raramente são respeitados fora dos Estados Unidos.


 

AUDIÇÃO DO RECÉM NASCIDO

 

Aproximadamente 1 em cada 1000 bebês nascidos nos Estados Unidos tem perda severa de audição em ambos os ouvidos. Outros 5 em cada 1000 nascem com perda moderada de audição.

Na maior parte das vezes, essas crianças não são diagnosticadas como tendo essa perda de audição até que tenham 3 anos de idade em média.

Até mesmo uma perda de audição leve precoce pode afetar a fala, o desenvolvimento da linguagem e também o desenvolvimento social.

Por causa desses fatos, há muitos que acreditam que todas as crianças deveriam passar por uma triagem ao nascimento para afastar uma possível perda de audição.

Em 1993, o Instituto Nacional de Saúde Americano lançou uma recomendação de que todos os bebês tenham uma triagem auditiva realizada antes da idade de 3 meses.

Em 1994, um comitê conjunto das principais associações médicas americanas endossaram a triagem universal de recém-nascidos para perda de audição.

Essencialmente todos concordam que a triagem universal das crianças é uma boa idéia.

Como deve ser o teste?

O teste para essa triagem deve ser preciso, fácil de realizar, barato, não invasivo, e amplamente disponível.

Existem testes para audição de recém nascidos?

Existem dois testes geralmente utilizados para triagem: as Emissões de Oto-Acústicas Evocadas (EOAE) e a Resposta Cerebral Auditiva Automatizada (ABR Automatizado).

Porém, esses testes são geralmente utilizados para triagem e não para estabelecer um diagnóstico definitivo.

O diagnóstico definitivo geralmente é feito com outros exames que devem ser discutidos com o seu médico.

Dificuldades para implementação do teste.

O teste mais fácil para fazer triagem em um grande número de recém-nascidos tem uma taxa de falso positivo muito alta. Foi estimado que até 20% das crianças poderiam ter um teste falsamente sugestivo de perda auditiva.

Para interpretar qualquer teste com precisão, há necessidade de saber quais valores são normais e anormais. Atualmente, os valores normais são em grande parte baseados em adultos. Bebês podem ter valores diferentes de normalidade

Que indicações existem hoje?

O que é recomendado hoje é a identificação de bebês em situação de risco para a perda auditiva e, então, a avaliação delas.

São bebês com risco de perda auditiva aqueles:

Com uma história familiar de perda de audição na infância por causa hereditária.
Os que têm malformações da cabeça.
Nascidos com certas infecções intra-uterinas.
Os que tiveram meningite.
Com peso de nascimento abaixo de 1.500 gramas.
Aqueles que necessitaram ventilação mecânica ao nascimento por cinco dias ou mais.
Aqueles que tenham tido icterícia severa o bastante para requerer transfusão.
Os que tenham recebido medicamentos que sabidamente têm a perda de audição como um possível efeito colateral.
Aqueles cujos pais ou responsáveis tenham preocupações sobre perda de audição, ou qualquer tipo de atraso de desenvolvimento, inclusive de fala ou linguagem.

Geralmente os pais são as primeiras pessoas a identificarem a possibilidade de uma perda auditiva na criança, mesmo com a realização de freqüentes consultas de rotina ao pediatra.


 

AUTISMO

 

O que é?

Autismo é uma desordem na qual uma criança jovem não pode desenvolver relações sociais normais, se comporta de modo compulsivo e ritualista, e geralmente não desenvolve inteligência normal.

O autismo é uma patologia diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas doenças.

Sinais de autismo normalmente aparecem no primeiro ano de vida e sempre antes dos três anos de idade. A desordem é duas a quatro vezes mais comum em meninos do que em meninas.

Causas

A causa do autismo não é conhecida. Estudos de gêmeos idênticos indicam que a desordem pode ser, em parte, genética, porque tende a acontecer em ambos os gêmeos se acontecer em um. Embora a maioria dos casos não tenha nenhuma causa óbvia, alguns podem estar relacionados a uma infecção viral (por exemplo, rubéola congênita ou doença de inclusão citomegálica), fenilcetonúria (uma deficiência herdada de enzima), ou a síndrome do X frágil (uma dosagem cromossômica).

Sintomas e diagnóstico

Uma criança autista prefere estar só, não forma relações pessoais íntimas, não abraça, evita contato de olho, resiste às mudanças, é excessivamente presa a objetos familiares e repete continuamente certos atos e rituais. A criança pode começar a falar depois de outras crianças da mesma idade, pode usar o idioma de um modo estranho, ou pode não conseguir - por não poder ou não querer - falar nada. Quando falamos com a criança, ela freqüentemente tem dificuldade em entender o que foi dito. Ela pode repetir as palavras que são ditas a ela (ecolalia) e inverter o uso normal de pronomes, principalmente usando o tu em vez de eu ou mim ao se referir a si própria.

Sintomas de autismo em uma criança levam o médico ao diagnóstico, que é feito através da observação. Embora nenhum teste específico para autismo esteja disponível, o médico pode executar certos testes para procurar outras causas de desordem cerebral.

A maioria das crianças autistas tem desempenho intelectual desigual, assim, testar a inteligência não é uma tarefa simples. Pode ser necessário repetir os testes várias vezes. Crianças autistas normalmente se saem melhor nos itens de desempenho (habilidades motoras e espaciais) do que nos itens verbais durante testes padrão de Q.I. Acredita-se que aproximadamente 70 por cento das crianças com autismo têm algum grau de retardamento mental (Q.I. menor do que 70).

Entre 20 e 40 por cento das crianças autistas, especialmente aquelas com um Q.I. abaixo de 50, começam a ter convulsões antes da adolescência.

Algumas crianças autistas apresentam aumento dos ventrículos cerebrais que podem ser vistos na tomografia cerebral computadorizada. Em adultos com autismo, as imagens da ressonância magnética podem mostrar anormalidades cerebrais adicionais.

Uma variante do autismo, às vezes chamada de desordem desenvolvimental pervasiva de início na infância ou autismo atípico, pode ter início mais tardio, até os 12 anos de idade. Assim como a criança com autismo de início precoce, a criança com autismo atípico não desenvolve relacionamentos sociais normais e freqüentemente apresenta maneirismos bizarros e padrões anormais de fala. Essas crianças também podem ter síndrome de Tourette, doença obsessivo-compulsiva ou hiperatividade.

Assim, pode ser muito difícil para o médico diferenciar entre essas condições.

Prognóstico e tratamento

Os sintomas de autismo geralmente persistem ao longo de toda a vida.

Muitos especialistas acreditam que o prognóstico é fortemente relacionado a quanto idioma utilizável a criança adquiriu até os sete anos de idade. Crianças autistas com inteligência subnormal - por exemplo, aquelas com Q.I. abaixo de 50 em testes padrão - provavelmente irão precisar de cuidado institucional em tempo integral quando adultos.

Crianças autistas na faixa de Q.I. próximo ao normal ou mais alto, freqüentemente se beneficiam de psicoterapia e educação especial.

Fonoterapia é iniciada precocemente bem como a terapia ocupacional e a fisioterapia.

A linguagem dos sinais às vezes é utilizada para a comunicação com crianças mudas, embora seus benefícios sejam desconhecidos. Terapia comportamental pode ajudar crianças severamente autistas a se controlarem em casa e na escola. Essa terapia é útil quando uma criança autista testar a paciência de até mesmo os pais mais amorosos e os professores mais dedicados.

Lista de Checagem do Autismo

A lista serve como orientação para o diagnóstico. Como regra os indivíduos com autismo apresentam pelo menos 50% das características relacionadas. Os sintomas podem variar de intensidade ou com a idade.
 

Dificuldade em juntar-se com outras pessoas,
Insistência com gestos idênticos, resistência a mudar de rotina,
Risos e sorrisos inapropriados,
Não temer os perigos,
Pouco contato visual,
Pequena resposta aos métodos normais de ensino,
Brinquedos muitas vezes interrompidos,
Aparente insensibilidade à dor,
Ecolalia (repetição de palavras ou frases),
Preferência por estar só; conduta reservada,
Pode não querer abraços de carinho ou pode aconchegar-se carinhosamente,
Faz girar os objetos,
Hiper ou hipo atividade física,
Aparenta angústia sem razão aparente,
Não responde às ordens verbais; atua como se fosse surdo,
Apego inapropriado a objetos,
Habilidades motoras e atividades motoras finas desiguais, e
Dificuldade em expressar suas necessidades; emprega gestos ou sinais para os objetos em vez de usar palavras.

 

 

 

BRINQUEDOS E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

 

Alguns fatos sobre brinquedos (dados dos Estados Unidos)

A cada ano, aproximadamente 111.000 crianças com menos de 14 anos de idade são atendidas em emergências hospitalares por lesões relacionadas a brinquedos.

Em 2009, mais de 450.000 crianças com menos de 14 anos de idade procuraram atendimento de emergência por lesões devidas ao uso de bicicletas, skates ou patins. Ao comprar brinquedos desse tipo, não esqueça de comprar também capacetes, roupas refletivas, buzina, joelheiras, cotoveleiras e protetores de pulso.

Algumas dicas para comprar brinquedos Gastrite - Ilustração Gerson Berr

Ao comprar brinquedos para crianças, pense GRANDE. Todas as partes do brinquedo devem ser maiores do que o pulso da criança para prevenir o sufocamento. Se um brinquedo passar por dentro do tubo de papelão de um rolo de papel higiênico, ele é muito pequeno para crianças pequenas.

Leia com atenção as instruções, indicação de idade e cuidados do fabricante antes de comprar. As recomendações de faixa etária levam em consideração as habilidades cognitivas da criança, bem como os aspectos de segurança do brinquedo, que se for indicado para uma idade muito superior ou muito inferior a da criança, pode ser usado inadequadamente, causando lesões.

Oriente a criança quanto ao uso adequado do brinquedo.

Evite dardos, brinquedos autopropelidos ou que emitem som de alto volume, pois podem causar danos aos olhos ou ouvidos.

Procure brinquedos de construção robusta. Peças pequenas (como os olhos) em animais de pelúcia devem ser firmemente costuradas e não somente coladas ou fixadas com grampos.

Evite brinquedos com cordas, alças ou fitas maiores do que 15 cm, pois podem resultar em estrangulamento.

Escolha uma caixa de brinquedos cuja tampa permaneça aberta em várias posições para evitar lesões pela queda da tampa sobre a criança.

Brinquedos apropriados para cada idade

Recém-nascido a 1 ano de idade
  Escolha brinquedos vistosos, que atraiam o olhar, a audição e o toque do seu bebê. Brinquedos adequados incluem: tapetes de atividade, animais de pelúcia sem olhos ou nariz de botão, brinquedos para o banho, bonecos macios, móbiles, livros de pano, blocos de madeira ou plástico de tamanho grande, chocalhos.
1 a 3 anos de idade
  Crianças desta idade são curiosas e sem noção de perigo. Gostam de escalar, pular, atirar coisas e jogos de empurrar. Brinquedos adequados incluem: livros, blocos, jogos de encaixar, bolas, jogos de puxar e empurrar, brinquedos que imitam painel de automóveis, telefones de brinquedo, brinquedos de formas, brinquedos de bater, bonecos mais robustos.
3 a 5 anos de idade
  Estas crianças gostam de testar sua força física, gostam de jogos de experimentação ou aqueles que imitam atividades de crianças mais velhas ou dos pais. Brinquedos adequados incluem: material de artes não tóxico (tintas, massa de modelar...), vídeos, instrumentos musicais, quadro negro e giz, martelo e bancada, brinquedos de casa (vassoura, fogão...), brinquedos de transporte (triciclos, carros, caminhões), toca-fitas ou fitas, fantasias, utensílios para chá, brinquedos de pátio (tabela de basquete, balanço, goleira, caixa de areia...).
5 a 9 anos de idade
  Estas crianças são mais criativas e fisicamente ativas do que as mais novas. Sabem escrever, fazer artesanato e artes e usar brinquedos mecânicos simples como trens e carros. Brinquedos adequados são: material de artesanato, corda de pular, marionetes, livros, trens elétricos (após os 8 anos), bicicletas, patins, jogos de mesa, equipamento esportivo. Verifique toca-fitas e brinquedos a pilha periodicamente quanto a presença de fios soltos.
9 a 14 anos de idade
  Estas crianças já gostam de desenvolver hobbies e de atividades científicas. Presentes apropriados incluem: computador, microscópio, jogos de mesa e de tabuleiro, equipamento para esportes coletivos.

Jogos eletrônicos são adequados para todas as idades, as preocupações com estes brinquedos se restringem à adequação do tema à capacidade crítica da criança e ao tempo despendido sem atividade física pela criança.


 

BROTOEJA

Sudâmina, Miliária.

O que é?

A brotoeja é uma erupção cutânea relacionada ao calor que afeta principalmente crianças pequenas. O aumento da temperatura da pele determina uma maior produção de suor com a finalidade de diminuir a temperatura do corpo. Resulta da obstrução dos ductos das glândulas sudoríparas écrinas (que não tem relação anatômica com as glândulas sebáceas) com conseqüente retenção do suor. É mais freqüente em clima quente e úmido mas pode ser conseqüência de febre alta. Crianças pequenas com excesso de roupas podem desenvolver a brotoeja mesmo no inverno.

O que se sente?

Existem dois tipos de manifestação: miliária cristalina e miliária rubra (sudâmina).

A miliária cristalina.

Manifesta-se como vesículas diminutas,de conteúdo claro (de onde o nome cristalina), tem início súbito, atingindo grandes áreas do corpo. Não apresenta sintomas sistêmicos, sem reação inflamatória local, abrangendo preferentemente as pregas de flexão, cabeça e pescoço. Os recém - nascidos são atingidos com maior freqüência pela tendência de abriga-los mais e pela relativa imaturidade e perviedade mais tardia de suas glândulas sudoríferas.

Miliária rubra (sudâmina)

É uma erupção mais profunda caracterizada pápulas (lesão sólida, elevada com diâmetro menor de 1 cm) e vesículas muito pequenas eritematosas (rubra) que podem produzir prurido. Atinge as áreas flexurais, como pescoço, axilas, virilhas tendo a fricção um papel importante na patogenia. A pele adjacente pode se tornar erodida e com maceração. A obstrução dos ductos sudoríparos desempenha papel importante no desenvolvimento das lesões. A repetição dos episódios pode levar à miliária profunda.

Como se previne?

Evite usar muita roupa em crianças, principalmente em dias quentes e em crianças mais gordas. Se houver propensão à brotoeja evite atividades que façam suar., experimente manter o ambiente o mais fresco e arejado possível, principalmente no verão. Sempre que possível, faça com que as roupas sejam de fibra natural. Medidas gerais Controlar a ingestão excessiva de doces e alimentos gordurosos. O uso de vitamina C suplementar, pode ajudar na recuperação da sudorese normal. O uso de vitamina C localmente pode ter ação preventiva e curativa. É crença geral que gel com fitoterápicos como: Aloé vera e Calêndula (refrescante e antiflogístico tópico), banhos tépidos de aveia e o refrescar freqüente com solução de amido em água podem ajudar. Seque a pele com tapinhas suaves e não com esfregões vigorosos. Não aplique qualquer loção ou pomada perfumada na pele.



 

CALENDÁRIO DE VACINAÇÃO

 

Doença ou Germe

IDADE / MESES / ANOS

VACINA

DOSE(D)

REFORÇO ®

Tuberculose

RECÉM NASCIDO

BCG-id

ÚNICA

Hepatite B

12 horas

Anti-Hepatite B

1ª D

  • Hepatite B

2m

Anti-Hepatite B

2ª D

  • Paralisia Infantil

2m

Anti-Poliomielite oral

ou injetável

 

1ª D

  • Difteria-Tétano Coqueluche

2m

Tríplice Bacteriana

DPT OU DPaT

1ª D

  • Hemófilo B

2m

HiB

1ª D

PPPP Pneumococo

2m

PCV7, heptavalente

1ª D

Rotavirus

2m

Antirotavirus

1ª D

Mm Meningococo

3m

Antimeningocócica tipo C

1ª D

  • Paralisia Infantil

4m

Anti-Poliomielite

Oral ou Injetável

2ª D

  • Difteria-Tétano Coqueluche

4m

Tríplice Bacteriana DPT

  • OU DPaT

2ª D

  • Hemófilo B

4m

Hib

2ª D

Pneumococo

4m

PCV7, heptavalente

2ª D

Rotavirus

4m

Antirotavirus

2ª D

Mm Meningococo

5m

Antimeningocócica tipo C

2ª D

  • Paralisia Infantil

6m

Anti-Poliomielite Oral ou Injetável

3ª D

  • Difteria-Tétano-Coqueluche

6m

Tríplice Bacteriana

DPT OU DPaT

3ª D

  • Hemófilo B

6m

Hib

3ª D

  • Hepatite B

6m

Anti-Hepatite B

3ª D

Pneumococo

6m

PCV7, heptavalente

3ª D

Influenza

6m

Anti-Gripe

1ª D

Influenza

7m

Anti-Gripe

2ª D

Varicela-Catapora

12m

Anti-Varicela

1ª D

Hepatite A

12m

Anti-Hepatite A

1ª D

Sarampo,Rubéola,Caxumba

12m

Tríplice Viral, MMR

ÚNICA

Pneumococo

15m

PCV7, heptavalente

R

Difteria-Tétano Coqueluche

18m

Tríplice Bacteriana DPT

*DPaT

1º R

Paralisia Infantil

18m

Anti-Poliomielite Oral

*Injetável (Salk)

1ª R

Hepatite A

18m

Anti-Hepatite A

2ª D

Todas as crianças devem participar das campanhas de Vacinação Nacional

Paralisia Infantil

4-6 anos

Anti-Poliomielite oral

*Injetável (Salk)

2º R

Difteria-Tétano-Coqueluche

4-6 anos

Tríplice Bacteriana DPT

* DPaT

2º R

Sarampo,Rubéola,Caxumba

4-6 anos

Tríplice Viral, MMR

1ª R

Sarampo,Rubéola,Caxumba

12 anos

Tríplice Viral, MMR

2ª R

Papilomavirus

12 anos

HPV

1ª D

Papilomavirus

12 anos +2 meses

HPV

2ª D

Papilomavirus

12 anos +6 meses

HPV

3ª D

Tétano

Manter a vacinação com reforço 10/10 anos (dT,tipo adulto)

Gripe

Idosos e casos especiais Vacinação Anual

Pneumococo – 23 sorotipos

Idosos e casos especiais Vacinação Qüinqüenal

(.)A vacina combinada HEXA - Hepatite B, Tríplice Bacteriana acelular, Poliomielite (Salk), Hemófilos B – tem preferência de emprego por ser eficaz, apresentar menos reação adversa e aplicada em injeção única.

(*)As vacinas DpaT e antipólio vírus inativado têm preferência de emprego por serem eficazes e com menos reações adversas.


 

Parotidite infecciosa.

 

O que é

È uma doença infecciosa sistêmica, causada por um vírus da família Paramyxoviridae do gênero Rubulavirus que se caracteriza pela infecção de uma ou mais glândula salivares mais comumente a parótida.

Como se adquire

É doença altamente contagiante, de transmissão preferentemente respiratória,. Os vírus se propagam por contato direto, gotículas aéreas (espirro ou tosse), objetos contaminados por saliva e provavelmente urina. O homem é o único hospedeiro natural. O vírus atravessa a placenta, não há relatos de malformação pelo vírus, mas é causa de abortamento espontâneo no primeiro trimestre da gravidez. O período de incubação (do contato até os primeiros sintomas) varia de 2 a 3 semanas.

O que se sente e evolução

O quadro clínico mais característico é o aumento não supurativo de uma ou ambas as glândulas parótidas, mas outras glândulas salivares e outros órgãos também podem ser acometidos. O vírus entra pela boca e alcança a parótida onde inicia sua multiplicação, invade a circulação sanguínea (viremia) tendo, então, a possibilidade de atingir outros órgãos como classicamente descritos: testículos (orqui-epididimite), ovários (ooforite), pâncreas (pancreatite), cérebro (encefalite).

Parotidite

Os sintomas que acompanham a localização nas parótidas são: edema das parótidas (ambos lados da face junto à mandíbula), dor local, febre, cefaléia, dor de garganta.

Gônadas.

Orquite.

Em cerca de 20% dos casos pode ocorrer comprometimento testicular com dor e edema, a fantasiosamente muito temida orqui-epididimite.O comprometimento testicular é inusual na pré-adolescência e costuma ser unilateral. Embora um terço dos testículos atingidos se tornem atróficos, a esterilidade por caxumba é rara, só ocorrendo durante ou após a puberdade, nunca em crianças.

Ooforite.

Quando atingidos, os ovários se manifestam por dor abdominal de intensidade média. Sistema nervoso central. Meningoencefaomielite

Antes do uso generalizado da vacinação anticaxumba, a caxumba foi a causa mais freqüente de meningite asséptica, não se distinguindo de outras viroses do sistema nervoso central. São descritas duas patogenias diferentes.

Infecção primária dos neurônios.

Ocorre concomitantemente com a parotidite. Apresenta-se com discreta rigidez de nuca e com outros achados neurológicos praticamente normais. Encefalite pos-infecção com dismielização. Surge cerca de 10 dias após a parotidite ou a parotidite pode nem se manifestar. Pancreatite.

Dor abdominal passageira pode ser a única manifestação. Como o envolvimento das glândulas salivares eleva os níveis de amilase sérica outros parâmetros são usados para comprovar o comprometimento pancreático. Outros.

Tireoidite, mastite (especialmente em meninas adolescentes), artrite e disfagia por edema pré-esternal podem ocorrer. A imunidade após resolução é para toda a vida. Um terço das infecções pelos vírus da caxumba são assintomáticos. A mortalidade é baixa e principalmente em adultos.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico depende do quadro clínico e da complementação laboratorial dirigida à comprovação etiológica ou às eventuais complicações. Os níveis de amilase costumam elevar-se com a tumefação da parótida. O diagnóstico microbiológico se faz por sorologia e cultura viral, o imunoensaio enzimático para anticorpos IgM e IgG anticaxumba são os mais usados. A cultura do vírus da caxumba pode ser feito. O teste cutâneo não é confiável nem para diagnóstico nem para determinar suscetibilidade. Não existe tratamento curativo.

Prevenção

A vacina é eficaz e sem efeitos colaterais apreciáveis. É feita com a MMR (tríplice viral) entre 12 e15 meses (1ª), 4 e 6 anos (2ª) e 11 e 12 anos (3ªdose). Confere imunidade de 97 % contra a infecção natural. Os anticorpos maternos são protetores durante o primeiro semestre de vida. Os nascidos antes de 1957 são considerados imunes à caxumba.


 

COQUELUCHE

 

Sinônimo:

Pertussis, tosse comprida, tosse com guincho, tosse espasmódica.

O que é?

É uma doença infecciosa altamente contagiosa que atinge o trato respiratório causando intensa bronquite. Tem como agentes etiológicos bactérias chamadas Bordetella pertussis e Bordetella parapertussis

Que se sente?

A coqueluche se manifesta classicamente em três estágios.

Estágio catarral

As queixas iniciais são de sintomas semelhantes aos do resfriado comum: febre moderada, coriza, espirros e tosse irritativa

Estágio paroxístico

Cerca de duas semanas após a tosse se torna paroxística, com espasmos (paroxismos) de tosse. A tosse caracteriza-se por acessos repetidos, vinte a trinta tossidas sem inalação seguidas de um ruído inspiratório característico(guincho). A face se torna pletórica a cada acesso de tosse ou repentinamente fica azulada (cianótica). A criança pode perder momentaneamente a consciência ao final de uma crise de tosse. Durante essa fase, existe uma intensa produção de muco e as crises de tosse podem induzir ao vômito. Estes acessos geralmente são acompanhados de sudorese e vômitos. Estágio de convalescença. Os sintomas começam a regredir progressivamente. A duração total da doença pode alcançar seis a dez semanas.

Como se adquire?

A infecção é disseminada pelo ar por meio de gotículas respiratórias (fomites) de uma pessoa infectada. O homem é o único hospedeiro da Bordetella pertussis ou da Bordetella parapertussis.

Incubação

O período de incubação é de seis a vinte e um dias.

Complicações

As complicações mais frequentes incluem: convulsões, pneumonias, encefalopatias e morte. A taxa de mortalidade é mais elevada até o segundo mês de vida diminuindo gradativamente até um ano de idade.

Diagnóstico

Na maioria dos casos o diagnóstico é baseado em evidências clínicas. O hemograma com leucocitose, linfocitose e sedimentação normal ou baixa aliado ao quadro clínico é de valia. O Rx com espessamento brônquico não é suficiente para confirmação diagnóstica. Os exames culturais são tecnicamente difíceis. Os testes de amplificação do DNA são válidos, mas nem sempre estão disponíveis, PCR (reação em cadeia de polimerase).

Prevenção

A imunização de rotina contra a coqueluche impede ou atenua de forma considerável o surgimento da doença, sendo considerada ótima a aplicação de cinco doses de vacina entre os quarto ou sexto anos de idade. O uso sistemático de vacina acelular (DTaP) ao invés da vacina total (DTP) proporciona a mesma cobertura imunológica com diminuição da incidência de reações adversas. O uso de Paracetamol antes da vacinação e seis a oito horas após reduz o número de reações febris sem diminuir a eficácia da imunização. O emprego da quimioprofilaxia deve ser orientado por profissional de saúde.


 

CRESCIMENTO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA.

 

O peso do nascimento do RN (recém nascido) representa, em última análise, o resultado da gestação. O peso médio do nascimento um bebê ao nascer é 3 quilos e 300 gramas, com variações segundo o sexo de 150-200g os meninos pesando mais. São chamados RN de baixo peso todos RN que têm menos de 2500g ao nascer. Independente do peso do nascimento, os RN perdem aproximadamente 10% do peso do nascimento, trata-se de um fenômeno fisiológico de readaptação a um excesso de água, facilitador das necessidades de moldeamento para o nascimento.

Quando falarmos em o que se pode esperar de aumento de peso ou estatura, estaremos falando em médias e não em um determinado indivíduo. Vale lembrar, neste momento, que as variações individuais dependem de constituição familiar; do meio-ambiente e de inúmeros outros fatores pessoais. O aumento de peso, mensal nos primeiros três meses (criança alimentada ao seio) será aproximadamente de 700 a 800g por mês, alcançando, portanto, um peso de 2500g além do peso do nascimento. No trimestre seguinte, o aumento esperado será de 600 a 800g por mês, portanto, o bebê terá duplicado o peso do nascimento ao alcançar 6 meses de idade. Desde então, o aumento de peso se tornará mais lento, perfazendo a média de 400 a 600g por mês até completar o primeiro ano de vida quando alcançará 10 a 12 kg, ou seja, triplicará o peso do nascimento.

O aumento da estatura

Da mesma maneira que o aumento de peso, aumento da estatura é desenvolvido de forma muito individual, existem bebês que crescem centímetro a centímetro com enorme regularidade, no entanto alguns parecem que crescem aos pulos. No nascimento a média da estatura varia de 49 a 50 cm e ao completar o primeiro ano de vida a criança terá crescido em torno de 25 cm, assim sendo terá um comprimento de aproximadamente 74-75 cm. Como se faz o cálculo da altura que a criança terá quando adulta. É simplesmente uma estimativa. Para os meninos: a média de altura dos pais + 13 levando em consideração a variação (individual) de + ou – 8 cm. Para filha mulher: a média de altura dos pais -13 com variação (individual) de + ou – 8 cm. Exemplo de calculo: Pai 178 mãe 165.

Cálculo para filho homem (178+165+13/2) = 178 altura 172 a 184 (variação individual).

Cálculo para filha mulher (mesmo casal) (178+165-13/2) = 165 altura 161 a 169 (variação individual).

Qual Será a sua Altura Quando Crescer?

É uma curiosidade muito natural de todos os pais, em saber quão alto será o seu filho quando crescer. Existe uma fórmula muito simples e que pode chegar bem próxima da altura futura de seu filho. Ela se baseia na estatura dos pais, e na diferença entre a altura adulta média de homens e mulheres, que é de mais ou menos 13 centímetros. Como fazer:

1) Para os meninos: Some a altura do pai e da mãe, adicione 13 centímetros, e divida por dois. Ao resultado obtido, some e subtraia 8 cm, assim você tem a faixa de altura máxima e mínima na qual estará seu filho. Por exemplo: se o papai mede 180 cm e a mamãe mede 165 cm, o cálculo será o seguinte:

180 + 165 = 345 + 13 = 358 : 2 = 179 (+8 e -8) = 171 cm a 187 cm

2) Para as meninas: Some a altura do pai e da mãe, subtraia 13 centímetros, e divida por dois. Ao resultado obtido, some e subtraia 8 cm, assim você tem a faixa de altura máxima e mínima na qual estará sua filha. Por exemplo: se o papai mede 180 cm e a mamãe mede 165 cm, o cálculo será o seguinte:

180 + 165 = 345 - 13 = 332 : 2 = 166 (+8 e -8) = 158 cm a 174 cm

Como se Controla o Crescimento

Cada criança crescerá em peso e altura seguindo uma determinada curva de desenvolvimento, que constam de tabelas fornecidas normalmente pelo pediatra de seu bebê. Estas tabelas acompanham, mês a mês, a altura, o peso e a circunferência do crânio, especificadas para meninos e meninas. Isso nos permite acompanhar o ritmo de crescimento e se o desenvolvimento de seu filho é constante.


 

DESNUTRIÇÃO

 

A desnutrição pode ser o resultado de pouca alimentação ou alimentação excessiva.

Ambas as condições são causadas por um desequilíbrio entre a necessidade do corpo e a ingestão de nutrientes essenciais.

Subnutrição

É uma deficiência de nutrientes essenciais e pode ser o resultado de uma ingestão insuficiente devido a uma dieta pobre; de uma absorção deficiente do intestino dos alimentos ingeridos (má absorção); do consumo anormalmente alto de nutrientes pelo corpo; ou da perda excessiva de nutrientes por processos como a diarréia, sangramento (hemorragia), insuficiência renal.

Hipernutrição

É um excesso de nutrientes essenciais e pode ser o resultado de comer demais (ingestão excessiva); ou do uso excessivo de vitaminas ou outros suplementos.

A desnutrição se desenvolve em fases: primeiro ocorrem alterações na concentração de nutrientes no sangue e nos tecidos, a seguir acontecem alterações nos níveis de enzimas, depois passa a ocorrer mal funcionamento de órgãos e tecidos do corpo e então surgem sintomas de doença e pode ocorrer a morte.

O corpo necessita de mais nutrientes durante certas fases da vida, especialmente na infância e adolescência; durante a gravidez; e enquanto a mãe está amamentando. Na velhice as necessidades alimentares são menores, mas a capacidade de absorver os nutrientes também está freqüentemente reduzida. Assim, o risco de subnutrição é maior nestas etapas da vida, e ainda mais entre pessoas economicamente desprovidas.

Avaliação nutricional

Para avaliar o estado nutricional de uma pessoa, o médico precisa conhecer a dieta e problemas médicos que possam existir, realizar um exame físico, e algumas vezes solicitar exames de laboratório - os níveis sangüíneos de nutrientes e substâncias que dependem dos níveis destes nutrientes (como hemoglobina, hormônios da tiróide e a transferrina) podem ser medidos.

Para determinar a história dietética de uma pessoa, o médico pergunta que alimentos foram comidos nas 24 horas prévias e que tipos de alimentos normalmente são consumidos. É muito comum pedir à pessoa que mantenha um diário de comida no qual ele anote tudo o que comer durante alguns dias. Durante o exame físico, o médico observa o aspecto geral e o comportamento da pessoa bem como a distribuição da gordura do corpo e avalia o funcionamento dos órgãos e sistemas.

Deficiências nutricionais podem causar várias doenças. Por exemplo:
 

Hemorragia gastro-intestinal pode causar anemia por deficiência de ferro.
Uma pessoa sendo tratada com altas doses de vitamina A para acne pode desenvolver dores de cabeça e visão dupla como resultado da concentração da vitamina A.

Qualquer sistema do corpo pode ser afetado por uma desordem nutricional. Por exemplo:
 

o sistema nervoso é afetado pela deficiência de niacina (pelagra), deficiência de tiamina - vitamina B1 (beribéri), deficiência ou excesso de vitamina B6 (piridoxina), e deficiência de vitamina B12.
O paladar e o olfato são afetados pela deficiência de zinco
O sistema cardiovascular é afetado pelo beribéri, pela obesidade, por uma dieta com muita gordura que leva à hipercolesterolemia e à doença coronariana, ou por uma dieta com excesso de sal que conduz à hipertensão.
O trato gastro-intestinal é afetado pela pelagra, deficiência de ácido fólico e alcoolismo.
A boca (lábios, língua, gengivas e membranas mucosas) é afetada pela deficiência de vitaminas do complexo B e pelo escorbuto (deficiência de vitamina C).
A deficiência de iodo pode resultar no aumento da glândula tireóide.
Uma tendência aumentada para sangramentos e sintomas cutâneos como erupções, secura e inchação por retenção de líquidos (edema) podem acontecer no escorbuto, deficiência de vitamina K, deficiência de vitamina A e no beribéri.
Os ossos e articulações são afetados pelo raquitismo (deficiência de vitamina D), osteoporose e escorbuto.

Fatores de risco

As crianças formam uma faixa da população particularmente susceptível à subnutrição, pois elas precisam de uma maior quantidade de calorias e nutrientes para o seu crescimento e desenvolvimento.

Elas também podem desenvolver deficiências de ferro, ácido fólico, vitamina C e cobre se receberem dietas inadequadas.

A ingestão insuficiente de proteínas, calorias e outros nutrientes pode conduzir à desnutrição protéico-calórica, uma forma particularmente severa de subnutrição, que retarda o crescimento e o desenvolvimento.

Na medida em que as crianças chegam à adolescência, suas exigências nutricionais crescem devido ao aumento das suas taxas de crescimento.

As gestantes ou mães que amamentam têm uma necessidade aumentada de todos os nutrientes para prevenir a subnutrição nelas e no seu bebê.

O bebê de uma mãe alcoolista pode ser física e mentalmente prejudicado pela síndrome alcoólica fetal, pois o abuso de álcool e a subnutrição resultante afetam o desenvolvimento fetal.

Uma criança que é amamentada exclusivamente ao seio pode desenvolver deficiência de vitamina B12 se a mãe for uma vegetariana que não come nenhum produto de origem animal.

Quem tem risco de subnutrição?
 

As crianças com pouco apetite.
Adolescentes que passam por surtos de crescimento rápido
Velhos
Pessoas que têm doença crônica do trato gastrointestinal, fígado, ou rins
Pessoas em dietas rigorosas por muito tempo
Vegetarianos
Pessoas com dependência de álcool ou outra droga que não se alimentam adequadamente
As pessoas que tomam remédios que interferem com o apetite ou com a absorção ou exceção de nutrientes
Pessoas com anorexia nervosa
Pessoas que têm febre prolongada, hipertireoidismo, queimaduras, ou câncer

Pessoas idosas podem ficar subnutridas por causa da solidão, incapacidades físicas e mentais, imobilidade ou doença crônica. Além disso, sua capacidade de absorver os nutrientes está reduzida, contribuindo para problemas como anemia por deficiência de ferro, osteoporose e osteomalácia.

O envelhecimento é acompanhado de uma perda progressiva da massa muscular, independentemente de doenças ou deficiência dietética. Essa perda responde pela redução que acontece no metabolismo, pela diminuição do peso corporal e pelo aumento da taxa de gordura do corpo de aproximadamente 20 a 30 por cento nos homens e 27 a 40 por cento em mulheres. Por causa dessas mudanças e uma redução na atividade física, as pessoas mais velhas necessitam menos calorias e menos proteínas do que as pessoas mais jovens.

Pessoas com alguma doença crônica que cause má absorção tendem a ter dificuldade em absorver vitaminas lipossolúveis (A, D, E, e K), vitamina B12, cálcio, e ferro. As doenças do fígado prejudicam o armazenamento das vitaminas A e B12 e interferem com o metabolismo de proteínas e glicose.

Pessoas que têm doença renal, incluindo aquelas em diálise, são propensas a deficiência de proteínas, ferro, e vitamina D.

A maioria dos vegetarianos não come carne, mas come ovos e laticínios. A deficiência de ferro é o único risco desse tipo de dieta.

Vegetarianos tendem a viver mais e a desenvolver menos condições incapacitantes crônicas do que as pessoas que comem carne. Porém, a saúde melhor dessas pessoas também pode ser resultado da abstenção de álcool e tabaco e da tendência delas se exercitarem regularmente.

Vegetarianos que não consomem nenhum produto animal estão em risco de desenvolverem deficiência de vitamina B12, além de ferro.

Muitas dietas da moda afirmam aumentar o bem-estar ao reduzir o peso; porém, dietas altamente restritivas são nutricionalmente insalubres: essas dietas podem resultar em deficiências de vitaminas, minerais e proteínas; em doenças que afetam o coração, rins e o metabolismo e até mesmo em algumas mortes. Pessoas em dietas muito hipocalóricas (menos de 400 calorias por dia) não conseguem manter a saúde por muito tempo.

Entre o extremo da inanição e a nutrição adequada, há vários graus de nutrição inadequada, como a desnutrição protéico-calórica, uma das principais causas de morte em crianças nos países em desenvolvimento.

Desnutrição protéico-calórica

A desnutrição protéico-calórica é causada por uma ingestão inadequada de calorias, resultando em uma deficiência de proteínas e micronutrientes (nutrientes necessários em quantidades pequenas, como vitaminas e alguns minerais). O crescimento rápido, uma infecção ou uma doença crônica pode aumentar a necessidade por nutrientes, particularmente nas crianças que já são subnutridas.

Sintomas

Há três tipos de desnutrição protéico-calórica: seca (a pessoa está magra e desidratada), molhada (a pessoa está inchada por causa de retenção de líquidos) e um tipo intermediário.

O tipo seco, chamado marasmo, é resultante da fome quase total. A criança que tem marasmo ingere muito pouca comida, freqüentemente porque a mãe não pode amamentar e é extremamente magra devido a perda de músculo e gordura corporal. Quase invariavelmente desenvolve alguma infecção.

O tipo molhado é chamado kwashiorkor, uma palavra africana que significa "primeira criança-segunda criança". Vem da observação de que a primeira criança desenvolve kwashiorkor quando a segunda criança nasce e substitui a primeira criança no peito da mãe. A primeira criança, desmamada, passa a ser alimentada com uma sopa de aveia que tem baixa qualidade nutricional comparada com o leite de mãe, assim a criança não se desenvolve. A deficiência de proteína no kwashiorkor é normalmente mais significativa que a deficiência calórica, resultando em retenção fluida (edema), doença de pele, e descoloração do cabelo. Como as crianças desenvolvem kwashiorkor depois que são desmamadas, elas são geralmente mais velhas do que as que tem marasmo.

O tipo intermediário de desnutrição protéico-calórica é chamado kwashiorkor - marasmático. Crianças com esse tipo retêm algum fluído e tem mais gordura corporal do que as que tem marasmo.

O kwashiorkor é menos comum do que o marasmo e normalmente acontece como kwashiorkor - marasmático. Tende a ser limitado a algumas partes do mundo (África rural, Caribe, Ilhas do Pacífico, e Sudeste da Ásia) onde as comidas utilizadas para desmamar os bebês - como inhame, mandioca, arroz, batata-doce e bananas verdes - são deficientes em proteína.

A deficiência de proteína prejudica o crescimento do corpo, a imunidade, a cicatrização e a produção de enzimas e hormônios. Tanto no marasmo quanto no kwashiorkor a diarréia é comum.

O desenvolvimento comportamental pode ser extremamente atrasado na criança severamente subnutrida e pode acontecer retardamento mental. Normalmente, uma criança que tem marasmo é mais severamente afetada do que uma criança mais velha que tem kwashiorkor.

Prognóstico

Até 40% das crianças que têm desnutrição protéico-calórica morrem. A morte durante os primeiros dias de tratamento normalmente é causada por um desequilíbrio eletrolítico, uma infecção, hipotermia ou parada cardíaca.

A recuperação é mais rápida no kwashiorkor do que no marasmo.

Os efeitos a longo prazo da desnutrição na infância são desconhecidos. Quando as crianças são tratadas adequadamente, o fígado e o sistema imunológico se recuperam completamente. Porém, em algumas crianças, a absorção intestinal de nutrientes permanece comprometida. O grau de prejuízo mental está relacionado a quanto tempo uma criança ficou subnutrida, quão severa foi a desnutrição e com que idade começou


 

Dislexia 657

 

O que é?

É uma dificuldade primária do aprendizado abrangendo: leitura, escrita, e soletração ou uma combinação de duas ou três destas dificuldades. Caracteriza-se por alterações quantitativas e qualitativas, total ou parcialmente irreversíveis . É o distúrbio (ou transtorno) do aprendizado mais freqüentemente identificado na sala de aula. Está relacionado, diretamente, à reprovação escolar, sendo causa de 15 % das reprovações. Em nosso meio, entre alunos das séries iniciais (escolas regulares) têm sido identificados problemas em cerca de 8 %. Estima-se que a dislexia atinja 10 a 15 % da população mundial

Quem pode ser afetado?

A dislexia não é o resultado de má alfabetização, desatenção, desmotivação, condição sócio-econômica ou baixa inteligência. Ela pode atingir igualmente pessoas das raças branca, negra ou amarela, ricas e pobres, famosas ou anônimas, pessoas inteligentes ou aquelas mais limitadas.

Qual a causa?

A dislexia tem sido relacionada a fatores genéticos, acometendo pacientes que tenham familiares com problemas fonológicos, mesmo que não apresentem dislexia. As alterações ocorreriam em um gene do cromossomo 6 . A dislexia, em nível cognitivo- lingüístico, reflete um déficit no componente específico da linguagem , o módulo fonológico, implicado no processamento dos sons da fala. Uma criança que tenha um genitor disléxico apresenta um risco importante de apresentar dislexia, sendo que 23 a 65 % delas apresenta o distúrbio.

Um gene recentemente relacionado com a dislexia é chamado de DCDC2. Segundo o Dr. Jeffrey R. Gruen, geneticista da Universidade de Yale, Estados Unidos, ele é ativo nos centros da leitura do cérebro humano.

Outro gene, chamado Robo1, descoberto por Juha Kere, professor de genética molecular do Instituto Karolinska de Estocolmo, é um gene de desenvolvimento que guia conexões, chamadas axônios, entre os dois hemisférios do cérebro.

Pesquisadores dizem que um teste genético para a dislexia pode estar disponível dentro de um ano. Crianças de famílias que têm história da dislexia poderão ser testadas. Se as crianças tiverem o risco genético, elas podem ser colocadas em programas precoces de intervenção.

O que se sente?

Sinais indicadores de dislexia:

A dificuldade de ler, escrever e soletrar mostra-se por dificuldades diferentes em cada faixa etária e acadêmica

Pré-Escola, pré-alfabetização
 

Aquisição tardia da fala
Pronunciação constantemente errada de algumas sílabas
Crescimento lento do vocabulário
Problemas em seguir rotinas
Dificuldade em aprender cores, números e copiar seu próprio nome
Falta de habilidade para tarefas motoras finas (abotoar, amarrar sapato, ...)
Não conseguir narrar uma história conhecida em seqüência correta
Não memorizar nomes ou símbolos
Dificuldade em pegar uma bola

Início do ensino fundamental - Alfabetização

Dificuldades mais identificadas :
 

fala.
aprender o alfabeto
planejamento e execução motora de letras e números
preensão do lápis
motricidade fina e do esquema corporal.
separar e seqüenciar sons (ex: p – a – t – o )
habilidades auditivas - rimas
discriminar fonemas de sons semelhantes: t /d; - g / j; - p / b.,
diferenciação de letras com orientação espacial: d /b ;- d / p; - n /u; - m / u pequenas diferenças gráficas: e / a;- j / i;- n / m;- u /v
orientação temporal (ontem – hoje – amanhã, dias da semana, meses do ano)
orientação espacial (lateralidade difusa, confunde a direita e esquerda, embaixo, em cima) execução da letra cursiva

Ensino Fundamental

Dificuldades mais identificadas:
 

atraso na aquisição das competências da leitura e escrita. Leitura silábica, decifratória. Nível de leitura abaixo do esperado para sua série e idade.
soletração de palavras
ler em voz alta diante da turma
supressão de letras: cavalo /caalo;-. biblioteca/bioteca; - bolacha / boacha
Repetição de sílabas: pássaro / passassaro; camada / camamada
seqüência de letras em palavras Inversões parciais ou totais de sílabas ou palavras (ai-ia; per-pré; fla-fal; me-em).
Fragmentação incorreta: o menino joga bola - omeninojo gabola
planejar, organizar e conseguir terminar as tarefas dentro do tempo
enunciados de problemas matemáticos e figuras geométricas
elaboração de textos escritos expressão através da escrita
compreensão de piadas, provérbios e gírias
seqüências como: meses do ano, dias da semana, alfabeto, tabuada. mapas
copiar do quadro

Ensino Médio

Dificuldades mais identificadas:
 

Podem ter dificuldade em aprender outros idiomas.
Leitura vagarosa e com muitos erros
Permanência da dificuldade em soletrar palavras mais complexas
Dificuldade em planejar e fazer redações
Dificuldade para reproduzir histórias
Dificuldade nas habilidades de memória
Dificuldade de entender conceitos abstratos
Dificuldade de prestar atenção em detalhes ou, ao contrário, atenção demasiada a pequenos detalhes
Vocabulário empobrecido
Criação de subterfúgios para esconder sua dificuldade

Ensino Superior / Universitário

Dificuldades mais identificadas:
 

Letra cursiva.
Planejamento e organização.
Horários (adiantam-se, chegam tarde ou esquecem).
Falta do hábito de leitura.
Normalmente tem talentos espaciais (engenheiros, arquitetos, artistas).

Diagnóstico

Os sintomas que podem indicar a dislexia, antes de um diagnóstico multidisciplinar, só indicam um distúrbio de aprendizagem, não confirmam a dislexia. Os sintomas podem ser percebidos em casa mesmo antes da criança chegar na escola. Uma vez identificado o problema de rendimento escolar, deve-se procurar ajuda especializada.

AVALIAÇÃO MULTIDISCIPLINAR

A equipe multidisciplinar, incluindo Psicólogo, Fonoaudiólogo e Psicopedagogo Clínico inicia investigação detalhada e verifica a necessidade do parecer de outros profissionais, como Neurologista, Oftalmologista e outros, conforme o caso. É muito importante o parecer da escola, dos pais, o levantamento do histórico familiar e a evolução do paciente.

Outros fatores deverão ser descartados, como déficit intelectual, disfunções ou deficiências auditivas e visuais, lesões cerebrais (congênitas e adquiridas), desordens afetivas anteriores ao processo de fracasso escolar (com constantes fracassos escolares o disléxico irá apresentar prejuízos emocionais, mas estes são conseqüências, não causa da dislexia).

A equipe multidisciplinar deve verificar todas as possibilidades antes de confirmar ou descartar o diagnóstico de dislexia.

Essa avaliação é importante tanto na identificação das causas das dificuldades apresentadas, quanto permite orientar o encaminhamento adequado para o caso individualizado.

Não existe teste único, patognomônico (sinais/sintomas constantes, caraterísticos da doença) de dislexia.

O diagnóstico deve ser realizado por profissional (ais) treinado (s), empregando-se uma série de testes e observações, em geral, trabalhando em equipe multidisciplinar, que analisará o conjunto de manifestações de dificuldades

Testes auditivos e de visão podem ser os primeiros a serem solicitados.

Entre as avaliações mais solicitadas encontram-se testes:
 

Cognitivos
Inteligência
Memória auditiva e visual
Discriminação auditiva e visual
Orientação
Fluência verbal
Testes com novas tecnologias

Tratamento após o diagnóstico de Dislexia.

Uma vez diagnosticada a dislexia, segundo as particularidades de cada caso, o encaminhamento orientado permite abordagem mais eficaz e mais proveitosa, pois o profissional que assumir o caso não precisará de um tempo para identificação do problema, bem como terá ainda acesso a pareceres importantes.

Tendo conhecimento das causas das dificuldades, do potencial e a individualidade do paciente, o profissional pode utilizar a linha terapêutica que achar mais conveniente para o caso particular. Os resultados devem surgir de forma progressiva.

Em oposição à opinião de muitos se pode afirmar que o disléxico sempre contorna suas dificuldades e acha seu caminho. O disléxico também tem sua própria lógica e responde bem a situações que estejam associadas a vivências concretas.

A harmonia entre o profissional coordenador e o paciente e sua família podem ser decisivos nos resultados. O mecanismo de programação por etapas, somente passando para a seguinte quando a anterior foi devidamente absorvida, retornando às etapas anteriores sempre que necessário, deve ser bem entendido pelo paciente e familiares

Sistema Cumulativo

Os serviços de educação especial podem incluir auxílio de especialistas, tutorias individuais, aulas especiais diárias. Cada indivíduo tem necessidades diferentes, por isso o plano de tratamento deve ser individualizado. Da mesma forma, é importante o apoio psicológico positivo, já que muitos estudantes com dificuldade de aprendizado têm auto-estima baixa.

Prevenção

Os transtornos de aprendizagem tendem a incidir em famílias e a dislexia é um deles. As famílias afetadas devem fazer o máximo esforço para reconhecer precocemente a existência do problema.

Quando incide em famílias sem antecedentes, o diagnóstico pode ser feito na pré-escola, se os professores detectarem os primeiros sinais. A terapia precoce proporciona os melhores resultados

Mitos que não podem crescer

1- A dislexia é contagiosa?
Não. Ela é usualmente hereditária.

2- Uma pessoa pode ser medianamente disléxica?
Sim. Ninguém apresenta um quadro com todos os sinais de dislexia.

3- A dislexia é uma doença?
Não.

4- A dislexia pode passar sem que se tome alguma providência?
Não. Quanto antes ela é identificada e são tomadas as medidas de tratamento, maiores podem ser os benefícios do tratamento.





Enurese na Criança e no Adulto

 

O que é enurese?

É a falta de controle da micção em idade que em que isto já deveria ter ocorrido. Considera-se que a menina controla seu esfíncter vesical aos 5 anos e o menino aos 6 anos. A partir destas idades a perda involuntária de urina é anormal, ocorrendo mais de duas ou três vezes em um mês. Como a perda em geral é à noite, chama-se enurese noturna. Pode ocorrer enurese diurna. A enurese é chamada de primária quando jamais foi obtido o controle urinário, e secundária quando já houve por, no mínimo, meio ano e foi perdido posteriormente.

Será freqüente este problema?

Calcula-se que episódios de enurese noturna ocorram uma ou mais vezes por semana nas seguintes freqüências: aos 5 anos, em 15% das crianças; aos 10 anos, em 3% das crianças, e em 1% dos adultos (20 anos ou mais). A incidência é maior entre os homens na proporção de 2:1.

Qual a Evolução do Problema?

A diminuição é gradual. De 5 a 10% dos casdos permanecem enuréticos quando adultos 5 a 10 % dos casos.

Quais as explicações para o Problema

Há uma incidência familiar. Se um dos pais foi enurético a chance do filho apresentar enurese é de cerca de 40%.Tendo sido ambos os pais enuréticos, a chance sobe para 75-80%. Invoca-se como causas fisiopatológicas: o atraso da maturidade vesical, a produção inadequada de hormônio antidiurético durante a noite, o sono muito profundo etc. Problemas orgânicos e emocionais são menos influentes na enurese noturna primária, mas se tornam relevantes na secundária e na diuturna.

A Enurese Deve ser investigada e tratada?

Certamente. Não só por que doenças importantes podem ser diagnosticadas nestas investigações, como a orientação adequada pode ser decisiva na solução do problema e na conservação de uma auto-estima que poderá se tornar enfraquecida por estes fatos, aumentando a complexidade do caso. Nos adultos, principalmente, a identificação da causa é indispensável para o bom tratamento.

Tratamento
 

A identificação de causas:
  Orgânicas, ou emocionais tratáveis, podem resolver o problema definitivamente

Para a área pediátrica

 

Tratamento comportamental
  Baseia-se no reforço positivo pelas manhãs secas e tratamento não punitivo pelas molhadas
Uso de alarmes:
  sonoros ou vibratórios que ajudam a condicionar a criança no reconhecimento do início da perda urinária; há necessidade de compreensão do mecanismo de ação e de motivação para acordar, sair para urinar e refazer a cama. Seus resultados são bons, mas algo demorados
Medicamentoso:
  Em princípio existem poucos medicamentos utilizáveis; a)Anti-colinérgicos, que procuram diminuir as contrações do músculo responsável pelo esvaziamento da bexiga antes de dormir, funcionam melhor nas causas orgânicas. b)Análogos ao hormônio antidiurético apresentam excelente resposta terapêutica, são de fácil aplicação, mas de custo elevado. c)Imipramina tem efeito de ação discutível, ação terapêutica razoável e, em doses excessivas, podem ser letal

Importante para o sucesso do tratamento:

Não castigar a criança. Recompensar o esforço que ela está fazendo mais do que o próprio resultado. Encorajar o esvaziamento da bexiga antes de dormir. Quando indicado, usar um método terapêutico orientado por seu pediatra.

Enurese do Adulto

Adultos que já tiveram controle urinário e o perderam, com freqüência são portadores de doenças que afetam o controle da micção, algumas delas tratáveis, o que pode reverter o distúrbio. Lamentavelmente, muitas situações não apresentam soluções tão favoráveis, necessitando esquemas mais mecânicos e medidas especiais de proteção e higiene.


 

ERITEMA INFECCIOSO

 

Sinônimos e nomes populares:

megaleritema, quinta doença.

O que é?

Doença infectocontagiosa, exantemática (que causa erupção na pele), eritematosa (manchas avermelhadas) e que atinge crianças de 2 a 14 anos.

Como se desenvolve?

Na sua forma clássica, o eritema tem o aspecto inicial de manchas avermelhadas, levemente elevadas (lembrando a asa de um morcego) e que tomam conta da bochecha (como se fosse uma face esbofeteada).

Acomete, posteriormente, o tronco e os braços. As alterações cutâneas persistem por até três semanas, podendo voltar por estímulos variados como: sol, estresse e variação da temperatura ambiental.

Geralmente não se acompanha de manifestações sistêmicas, sendo que alguns pacientes podem se queixar de dores musculares e nas articulações.

O eritema infeccioso é causado por um vírus chamado parvovírus B-19. A transmissão se faz por via respiratória e na fase inicial da moléstia. O período de incubação dura de quatro a 14 dias e se estende desde o contato até o aparecimento dos sintomas.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente baseado nos achados da história e no exame clínico do paciente.

Tratamento e prevenção

A doença é autolimitada e cura-se espontaneamente. Por isso raramente é necessário o uso de medicações. Estas se restringem a analgésicos para os casos de dor muscular ou articular.

Não existem medidas específicas para prevenir a doença, nem são necessárias, exceto em casos de gestantes e doentes com anemia crônica.


 

EXANTEMA SÚBITO

 

Sinônimos e nomes populares:

roséola infantum, sexta moléstia, febre dos três dias.

O que é?

É uma doença infectocontagiosa que causa febre, de evolução benigna e que afeta crianças de seis a 36 meses.

Como se desenvolve e se adquire?

O exantema súbito é causado por alguns vírus da espécie herpes vírus humano sendo mais freqüente os do tipo 6 e 7.

A transmissão se faz através das secreções orais, em geral de adultos sadios.

Uma vez adquirido o vírus permanece no organismo por toda a vida, embora não cause mais doença, (portador assintomático). O período entre a aquisição do vírus e o surgimento da doença (incubação) varia de 7 a 10 dias.

Como se faz o diagnóstico?

O diagnóstico é essencialmente clínico, sendo baseado na história da doença e no exame clínico do paciente.

O que se sente?

Nos primeiros dias o exame pode ser normal ou levemente alterado, com pequenos gânglios (ínguas) no pescoço e ou na nuca, a garganta pode estar avermelhada e com discreto edema. Com ou sem medicação por volta do terceiro dia surge o exantema eritematoso (pele com lesões avermelhadas levemente elevadas) iniciando no tronco e atingindo posteriormente a face, o pescoço e a raiz das coxas.

A febre cede bruscamente, não retornando. A pele permanece avermelhada por mais dois ou três dias, quando então o eritema desaparece sem deixar marcas.

Como se trata?

A doença é autolimitada e cura-se espontaneamente sem deixar seqüelas. Cerca de 10 a 15% dos pacientes podem apresentar crise convulsiva durante a febre. Por isso raramente é necessário o uso de medicações. Estas se restringem a antitérmicos para a febre.

Como se previne?

Ainda não existe vacina nem medidas preventivas eficazes.


 

FIBROSE CÍSTICA

 

Sinônimos:

Mucoviscidose.

O que é?

É uma doença herdada geneticamente. Na maioria das vezes, é diagnosticada na infância, embora também possa ser diagnosticada na adolescência ou na vida adulta.

As pessoas com fibrose cística tem um funcionamento anormal das glândulas que produzem o muco, suor, saliva, lágrima e suco digestivo.

O pâncreas - um órgão localizado no abdome que tem como função auxiliar na digestão dos alimentos e produzir hormônios - está afetado em quase todos casos de fibrose cística. As enzimas digestivas do pâncreas estão alteradas e podem dificultar a digestão dos alimentos. Até 10-20% dos recém-nascidos com fibrose cística podem ter uma obstrução no intestino por causa da insuficiência no funcionamento das enzimas do pâncreas. Este problema é chamado de íleo meconial, e a criança não consegue evacuar. A cirurgia é quase sempre necessária nesta situação.

O que se sente?

Na fibrose cística, as enzimas do pâncreas, que deveriam ajudar a digerir alimentos gordurosos, não são liberadas para dentro do intestino. Com isso, os alimentos (principalmente os gordurosos) são mal digeridos e as fezes podem ficar volumosas, espessas, fétidas e gordurosas. Além do problema pancreático, há o problema respiratório devido à obstrução das passagens de ar do pulmão pelo acúmulo de muco espesso e pegajoso.

Então, as pessoas com esta doença podem ter esses sintomas respiratórios:
 

Tosse
Expectoração excessiva de muco (catarro)
Respiração difícil
Chiado no peito (sibilância)

Como o médico faz o diagnóstico?

A fibrose cística é diagnosticada pelo médico quando a pessoa apresenta doença respiratória persistente ou evidência de insuficiência do pâncreas ou ambas, ou história familiar de fibrose cística em irmão ou primo de primeiro grau, além da concentração de cloro no sangue acima do normal. O médico, ao suspeitar de fibrose cística, solicita o teste do cloreto no suor. Em alguns casos, a análise genética poderá ser feita para o diagnóstico. O teste do “pezinho” faz a triagem desta doença.

Como se trata?

O tratamento é voltado para a solução dos sintomas e das deficiências causadas pela doença.

O uso de enzimas pancreáticas e modificações na dieta auxiliam na digestão.

Em relação à parte respiratória, são usados antibióticos quando ocorrem as infecções respiratórias ou de forma preventiva. As infecções respiratórias são freqüentes e caracterizam a doença. [U2]Os pacientes apresentam, no início, infecções causadas pela bactéria Haemophilus influenzae. Depois, podem começar a ter infecções respiratórias por Staphylococcus aureus e, mais adiante, por Pseudomonas aeruginosa ou por Burkholderia. Outros microorganismos também podem causar infecção e deterioração da situação do paciente.

Os broncodilatadores também podem diminuir a falta de ar em algumas pessoas com fibrose cística.

Medicações que deixam as secreções mais finas e outros mucolíticos, que ajudam na retirada do muco excessivo para fora dos pulmões, também podem auxiliar nesta doença.

A fisioterapia respiratória, exercícios aeróbicos e a drenagem postural também são importantes, pois facilitam a saída do excesso de muco das vias respiratórias. Esta higiene das vias respiratórias melhora os sintomas da doença e faz com que as infecções respiratórias não sejam tão freqüentes. Em alguns casos, o oxigênio domiciliar pode ser necessário para a melhora da falta de ar. [U3]

Em alguns casos, pode ser usado o DNA recombinante humano (rhdnase) administrada por um nebulizador específico para tal[U4]. Nos casos em que há um declínio significativo da função pulmonar e do peso do paciente, mesmo com o tratamento e suporte nutricionais adequados, pode ser indicado o transplante pulmonar.

Como se previne?

Testes genéticos podem ajudar na prevenção, já que até 80% das pessoas com gene anormal poderão ser identificadas. Isto poderá auxiliar nas decisões em relação ao planejamento familiar. Estes testes genéticos também podem ser realizados em fetos.

Como se faz o diagnóstico?

Em todos recém nascidos é realizado o teste do tripsinogênio imunorreativo (TIR), um exame padrão para detecção da fibrose cística em recém nascidos. Um elevado nível TIR indica grande possibilidade de fibrose cística e requer exames adicionais.

Os indivíduos doentes deverão ser vacinados contra a gripe anualmente e contra o pneumococo (bactéria freqüente em infecções respiratórias) cada 5 anos, conforme orientação de seu médico para tentar reduzir a freqüência das complicações respiratórias da doença.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

A detecção precoce da doença pode alterar o seu prognóstico?

O que é intussuscepção intestinal?

Qual é o tratamento para intussuscepção intestinal?

Como é feito o teste do suor para o diagnóstico da doença?

O teste do suor pode determinar a gravidade da doença?

O que é a bronquiectasia e qual sua relação com a mucoviscidose?

A fibrose cística pode causar infertilidade masculina?

A gravidez deve ser evitada nas mulheres com fibrose cística?


 

ICTERÍCIA DO RECÉM NASCIDO - AMARELÃO

O que é?

Icterícia é uma condição comum em recém-nascidos. Refere-se à cor amarela da pele e do branco dos olhos que é causada pelo excesso de bilirrubina no sangue. A bilirrubina é um pigmento normal, amarelo, gerado pelo metabolismo das células vermelhas do sangue.

A criança fica ictérica quando a formação de bilirrubina é maior do que a capacidade do seu fígado de metabolizá-la.

Quais são os sintomas da icterícia?

A icterícia normalmente aparece ao redor do segundo ou terceiro dia de vida. Começa pela cabeça e progride para baixo. A pele de um bebê ictérico ficará amarela primeiro na face, depois no tórax, no abdômen e, finalmente, nas pernas. O branco dos olhos de uma criança também poderá ficar amarelo.

Como se reconhece que uma criança está com icterícia?

Um teste simples para icterícia é apertar suavemente com a ponta do dedo a ponta do nariz ou a testa da criança. Se a pele permanece branca (este teste funciona para todas as raças) não há icterícia; se a cor for amarelada, você deve levar sua criança ao pediatra para ver se a icterícia é significativa e requer algum tipo de tratamento. Na presença de pele muito amarelada, há necessidade de exames de sangue para avaliar a intensidade, fazer um diagnóstico mais preciso do tipo de icterícia e indicar o tratamento mais adequado.

Porque existe preocupação com uma criança com icterícia?

O acúmulo deste pigmento acima de certos limites é extremamente tóxico para o sistema nervoso, podendo causar lesões graves e irreversíveis.Tipos de icterícia

Há vários tipos de icterícia no recém-nascido. Os mais comuns são os seguintes:
 

Icterícia fisiológica (normal):

Ocorre em mais de 50% dos recém-nascidos. Esta icterícia é devida à característica própria do bebê que leva a um metabolismo lento da bilirrubina. Geralmente surge entre o 2o e o 4o dias de vida e desaparece entre a 1a e a 2a semana de idade.

Icterícia da prematuridade:

Ocorre com muita freqüência em bebês prematuros uma vez que eles levam muito mais tempo para conseguir excretar a bilirrubina eficazmente.

Icterícia do leite materno:

Em 1% a 2% de bebês alimentados ao peito, pode ocorrer icterícia causada por substâncias que reduzem a excreção intestinal da bilirrubina. Começa geralmente ao redor dos 4 a 7 dias de vida e pode durar de 3 a 10 semanas.

Por incompatibilidade de grupo sanguíneo (Rh ou ABO): a icterícia por incompatibilidade muitas vezes começa já durante o primeiro dia de vida. Incompatibilidade de Rh causa a forma mais severa de icterícia, sendo prevenida com uma injeção de imunoglobulina anti-Rh (RhoGAM) à mãe dentro das primeiras 72 horas após o parto. Isto impede a formação de anticorpos que poderiam colocar em risco os próximos bebês.

Prevenção de complicações da icterícia

O pediatra da sua criança deverá ser procurado imediatamente se:
 

A icterícia for identificável durante as primeiras 24 horas de vida.
A icterícia alcançar os braços ou pernas.
Seu bebê apresentar febre.
Sua criança começa a parecer doente.
Por incompatibilidade do grupo

Procure seu médico se:
 

A cor ficar mais forte depois do 7o dia.
A icterícia não tiver desaparecido após o 15o dia.
Seu bebê não estiver ganhando peso suficiente.
Você estiver preocupada pela intensidade da icterícia.
Você tiver qualquer dúvida - de qualquer tipo - quanto à saúde do seu bebê.

Como se trata?

Se a icterícia for de níveis leves a moderados, por volta de 5 a 7 dias de vida o bebê terá resolvido a icterícia sozinho.

Se a icterícia atingir níveis mais altos, fototerapia (banhos de luz) pode ser necessária.

Também podem ser recomendadas alimentações mais freqüentes para ajudar a criança a eliminar a bilirrubina pelas fezes.

Em alguns casos, seu médico pode lhe pedir para interromper a amamentação ao seio temporariamente. Durante esse tempo, você pode esgotar os seios com uma bomba, assim você pode manter a produção de leite do peito e você poderá começar a amamentar novamente assim que a icterícia tenha diminuído. Em alguns casos, uma troca de sangue pode ser necessária para eliminar o excesso de bilirrubina do sangue do bebê.

Raros casos não têm tratamento satisfatório sendo que alguns necessitam intervenção cirúrgica.

Prognóstico

Quando atendida em tempo, a situação pode ser totalmente controlada sem deixar seqüelas.


 

INCÊNDIO E QUEIMADURAS - PREVENÇÃO DE ACIDENTES

 

Segurança em casa
 

Instale detectores de fumaça em cada andar da sua casa e em todos os quartos de dormir. Teste os detectores a cada mês. Troque as pilhas uma vez ao ano e os detectores a cada dez anos.
Planeje e treine duas rotas de escape para cada peça da casa. Combine um ponto de encontro no lado de fora.
Ensine as crianças a engatinharem no caso de haver fumaça. Dois terços de todas as mortes de crianças relacionadas a incêndios são devidas à inalação de fumaça e gases tóxicos.
Ensine as crianças a "parar, deitar e rolar" ao saírem da casa em chamas se as suas roupas estiverem com fogo.
Mantenha fósforos, isqueiros, velas e outras fontes de calor fora do alcance de crianças.
Em casas com crianças pequenas, use tampas nas tomadas e mantenha os fios elétricos fora de vista.
Se o óleo de cozinha pegar fogo, não jogue água e nem tente remover a panela do fogão, isto vai espalhar o fogo. Tape a panela com uma tampa ou utilize um extintor de incêndios adequado.
NUNCA utilize ou deixe suas crianças utilizarem ou se aproximarem de fogos de artifício de qualquer espécie e por qualquer razão.

Prevenindo queimaduras

Crianças menores de 5 anos de idade estão em grande risco de queimaduras devido à sua pele fina, demora de reação, pouca agilidade e grande curiosidade.

Alguns cuidados ajudam a diminuir o risco de queimaduras no seu filho.

Nascimento a 1 ano de idade

Nunca segure a criança no colo quando estiver bebendo líquido quente ou cozinhando. Sempre vire a alça das panelas para dentro do fogão.

Evite aquecer a mamadeira ou a comida no microondas, pois ele não aquece os alimentos de maneira uniforme. Se usá-lo, sempre agite bem os líquidos, mexa a comida e teste a temperatura antes de oferecer à criança.

Teste a água do banho com o seu antebraço ou com um termômetro para água, antes de colocar a criança.

Mantenha objetos aquecidos como cigarros e ferro de passar fora de alcance (assim como os fios).

Alguns materiais domésticos podem causar queimaduras químicas. Mantenha desentupidores, limpadores de forno, alvejantes, compostos com amônia e pilhas fora do alcance da criança.

1 a 3 anos de idade

Coloque tela na frente da lareira e sempre supervisione as crianças quando a lareira estiver acesa.

Não utilize equipamentos com fios danificados ou partidos.

Nunca deixe a criança sozinha na banheira. Elas podem ligar a água quente, cair ou se afogar em poucos segundos.

Ensine a criança a não puxar coisas como toalhas de mesa e fios que podem derrubar coisas quentes sobre elas.

3 a 5 anos de idade

As crianças podem começar a treinar para a prevenção de incêndios e queimaduras e já têm idade suficiente para reconhecer o som de um detector de fumaça.

Compre somente isqueiros com dispositivos contra acendimento acidental. Comece a ensinar às crianças a diferença entre brinquedos e fósforos.

Treine "parar, deitar e rolar", e comece a combinar e ensaiar as saídas e os planos em caso de incêndio.

5 a 12 anos de idade

Planeje e pratique as saídas de incêndio. Faça uma regra: "Quando sair, fique do lado de fora e vá para um determinado lugar".

Discuta segurança na cozinha e no uso da lareira.

Discipline o uso do forno, do microondas e dos aquecedores.

Mantenha fósforos e isqueiros fora de alcance.

Mantenha os líquidos inflamáveis fora de vista e em local de acesso restrito. Coisas como gasolina e fixadores de cabelo são altamente inflamáveis e perigosos perto de fagulhas ou chamas.

Tratamento de queimaduras

Faça parar de queimar. Remova a fonte de calor, como roupas ou jóias.

Esfrie pequenas queimaduras com água corrente fresca. Nunca aplique gelo, óleo, pasta de dentes ou manteiga. A água fresca interrompe a queimadura, diminuindo a dor e o edema.

Se houver roupa grudada na queimadura, não remova. Cuidadosamente corte o tecido ao redor da queimadura para remover a roupa.

Não fure as bolhas.

Para queimaduras severas, ou se não tiver certeza, vá imediatamente ao hospital. Retardar o tratamento piora a lesão. Queimaduras na face, genitália, mãos e pés devem ser sempre consideradas sérias, recebendo atenção médica imediata.

Mantenha os números de emergência sempre próximos de cada telefone e ensine as crianças como chamá-los.

Em queimaduras químicas, remova as roupas, escove qualquer pó seco presente e, depois, lave abundantemente com água por 20 minutos. Em queimaduras com líquidos, remova as roupas e comece a lavar com água imediatamente.

Em queimaduras elétricas, retire o fio da tomada ou desligue a energia geral, mas nunca toque na vítima enquanto ela estiver em contato com a eletricidade. Depois, verifique se ela está respirando e cubra a queimadura com uma gaze estéril ou pano limpo. Todas as queimaduras elétricas devem receber atenção médica.

Lembre que a inalação de fumaça causa severas queimaduras nos pulmões e deve sempre receber atenção médica, mesmo que não haja queimadura externa visível.


 

ÍNDICE DE APGAR

 

O que significa?

A Dra. Virginia Apgar, uma médica notável e que reconheceu a necessidade de existir uma maneira fácil e eficaz de avaliar o recém-nascido, discutindo o assunto com um aluno em 1949, chegou a cinco pontos-chave para a avaliação da vitalidade do recém-nascido.

No ano de 1952, após os refinamentos necessários, ela apresentou e posteriormente publicou o seu sistema de avaliação do recém-nascido. Esse sistema é o mesmo até os dias de hoje.

Quando o bebê nasce, iniciamos a contagem do tempo e avaliamos o índice de Apgar no primeiro e no quinto minutos de vida da criança.

Tabela para cálculo do índice
 

Pontos 0 1 2
Freqüência cardíaca Ausente <100/minuto >100/minuto
Respiração Ausente Fraca, irregular Forte/Choro
Tônus muscular Flácido Flexão de pernas e braços Movimento ativo/Boa flexão
Cor Cianótico/Pálido Cianose de extremidades Rosado
Irritabilidade Reflexa Ausente Algum movimento Espirros/Choro

Durante muito tempo este índice foi utilizado como parâmetro para determinar as condutas do pediatra em sala de parto no atendimento ao recém-nascido.

Um índice de Apgar de 6 ou menos no primeiro minuto de vida era considerado como relacionado à asfixia neonatal (isto é, a criança teria passado alguma dificuldade durante o parto que teria diminuído a quantidade de oxigênio no sangue) e indicava a necessidade de manobras de reanimação cardio-respiratória para a recuperação do bebê.

Durante muito tempo, também foram feitas tentativas de associar o índice de Apgar do quinto minuto - e mesmo do décimo minuto - com possíveis futuros problemas neurológicos da criança.

Muito mito e expectativa surgem em torno do Apgar (a nota) que a criança recebeu. Os pais ficam nervosos, preocupados que uma nota baixa possa representar problemas futuros para sua criança.

Isto não é verdadeiro tanto quanto não é verdadeiro que uma criança com índice de Apgar alto não possa apresentar algum problema. Não foi possível, em todos estes anos, estabelecer uma relação segura entre determinado índice de Apgar e a existência ou ausência de seqüelas neurológicas tais como convulsões, paralisia cerebral ou dificuldades de aprendizagem.

Também para as decisões quanto às condutas de reanimação em sala de parto o índice de Apgar não é o mais indicado. As rotinas preconizadas pela Sociedade Brasileira de Pediatria e pela Academia Americana de Pediatria são taxativas em declarar que não devemos utilizar o índice para decidir condutas. A reanimação em sala de parto hoje é toda decidida antes de ter se passado o primeiro minuto de vida e baseada em parâmetros do recém-nascido que são avaliados imediatamente ao nascimento.

Portanto, o índice de Apgar desempenhou um papel fundamental no desenvolvimento das técnicas de atendimento ao recém-nascido em sala de parto, mas como a maior parte das técnicas médicas, não tem mais hoje a relevância que tinha em 1952 quando foi desenvolvido pela Dra. Virgínia.

A nota que a criança recebeu ao nascer não deve ser fator de angústia para os pais em momento já de tanta ansiedade.


 

MONONUCLEOSE INFECCIOSA

 

Nome popular

Febre do Beijo

O que é?

Doença infecciosa, bastante contagiosa causada por um vírus chamado Epstein-Barr

Manifestações da doença

As manifestações mais típicas são: amigdalite, aumento de tamanho dos gânglios do pescoço e submandibulares. Crescimento do fígado, do baço e alterações do hemograma, com surgimento de glóbulos brancos modificados que são chamados linfócitos atípicos. Os níveis de gravidade da doença são muito variáveis, predominando os leve e moderados. Em crianças e adultos jovens a doença pode até passar desapercebida. Erupção cutânea eritematosa pode ocorrer e é mais freqüente em quem recebeu recente tratamento com penicilina. Podem ser encontrados sinais de comprometimento do fígado. Complicações graves ocorrem em raríssimas ocasiões e em condições muito especiais.

Transmissão

O homem é a única fonte do vírus (EBV). O contato pessoal íntimo é a principal rota de disseminação. O período de incubação é estimado em 30 a 50 dias.

Diagnóstico laboratorial

O diagnóstico clínico é confirmado por testes sangüíneos tipo Monoteste mas que só se faz positivo a partir dos 4 anos de idade e após a 2a semana de doença, pelo surgimento de linfócitos atípicos no hemograma.

Tratamento

Medidas gerais de suporte, repouso e medicação visando os sintomas são empregados na fase inicial. O uso de corticosteróides pode ser benéfico em caso especiais. A prática esportiva, principalmente de contato, deve ser proibida até o desaparecimento dos aumentos do fígado e ou do baço. O emprego de antivíricos é de aplicação muito restrita. Pacientes com história recente da infecção não devem doar sangue.

Prognóstico

Doença benigna, normalmente cura sem medicação.

Prevenção

Não existem vacinas ou medidas específicas para a prevenção dessa doença. Os princípios de higiene e os cuidados no trato com os doentes ainda são o que dispomos, no momento.


 

MORTE SÚBITA DO LACTENTE

Termos alternativos:

Síndrome da Morte Súbita do Recém-nascido (SMSL); Morte Súbita Infantil; Morte no Berço

O que é?

A morte súbita do lactente é definida como a morte inesperada de uma criança com menos de um ano de idade, que permanece inexplicável, mesmo após investigação exaustiva que inclua autopsia e exame do cenário da morte.

Qual a idade de maior perigo?

O número de mortes alcança seu ápice entre as idades de dois a quatro meses de vida, sendo que as idades de maior incidência variam de poucas semanas de vida até seis meses de idade.

Horário de maior incidência.

Os acontecimentos funestos ocorrem durante o sono do cuidador e da criança, ou seja, acontece entre meia-noite e oito horas da manhã.

Chama atenção a coincidência de dois fatos: idade da criança e ocorrência durante o sono.

Fatores de risco.

Baixo peso de nascimento
Idade materna – 13 a 19 anos
Mãe usuária de drogas
Mãe tabagista
História prévia de morte súbita infantil na família.
Posição de dormir
Alimentação com mamadeira
Aquecimento excessivo da criança
Baixa escolaridade materna

Fatores de risco que se podem modificar.

Posição de dormir
Alimentação com mamadeira
Mãe tabagista
Mãe usuária de drogas
Aquecimento excessivo da criança
Baixa escolaridade materna.

Fatores de risco mais importantes

Exposição ao tabaco.

Ação sobre o sistema nervoso autônomo do feto, sobre o desenvolvimento e funcionamento pulmonar e combinação deles com infecções virais. b) Hábitos de dormir.

Dentre os hábitos de sono, a posição ventral (de barriga para baixo), posição prona, é considerada o principal fator de risco para a SMSL. A posição de dormir de barriga para baixo contribui para a morte súbita (uma das teorias) com o tornar a respirar o ar exalado. A avaliação da influência da posição de dormir em relação ao mecanismo do despertar demonstra que a posição de dormir de barriga para baixo reduz o reflexo de despertar dos lactentes sadios, tanto nascidos a termo como prematuros, a redução se faz notar com mais intensidade entre o segundo e terceiro meses de vida, época de maior incidência da síndrome de morte súbita do lactente (SMSL).

O coleito, ou seja, o hábito de um adulto, geralmente a mãe, dormir com a criança na cama constitui outro fator de risco para a criança, ainda mais, quando associado ao tabagismo dos pais ou ao uso de drogas. A má prática materna de cobrir a cabeça da criança durante o sono e, eventualmente agravada, pela posição prona de dormir, acresce mais um fator de risco. A cama compartilhada agrava o risco de superaquecimento da criança devido ao calor proveniente do corpo dos pais sob as cobertas, podendo também favorecer a ocorrência de asfixia. De outro lado, o hábito de compartilhar o quarto dos pais, tem se mostrado um fator aparentemente protetor.

A temperatura corporal desempenha importante papel no desencadeamento da SMSL. Os mecanismos do sono e dos próprios comandos respiratórios e de despertar dos lactentes são influenciados pelas temperaturas mais altas. É reconhecida a dificuldade da criança pequena acordar em ambientes com temperatura acima de 28º C, até mesmo as apneias dos prematuros se acentuam com as temperaturas mais elevadas. Assim sendo, o uso de roupas que facilitam o superaquecimento tornam-se fatores de risco para a SMSL. Medidas que visam impedir o deslizar da criança para baixo das cobertas acabam se tornando medidas protetoras. A American Academy of Pediatrics (AAP) recomenda que os lençóis e cobertores sejam presos sob o colchão abaixo do tórax da criança. Entre outros, também são citados como fatores de proteção o aleitamento materno e o uso de chupeta.


 

O Que Devemos Saber Sobre Alergia Alimentar

 

Termos alternativos: hipersensibilidade alimentar, intolerância alimentar, freqüência de alergia alimentar,

Alergia alimentar

O que é?

A alergia alimentar é uma reação indesejável que ocorre após a ingestão de determinados alimentos ou aditivos alimentares.

O termo hipersensibilidade alimentar (geralmente usado como sinônimo de alergia alimentar) pode ser definido como uma reação clínica adversa, reproduzível após a ingestão de alergenos (substâncias que desencadeiam a alergia) presentes nos alimentos, causados pela exposição a um estímulo em uma dose tolerada por pessoas normais.

A alergia alimentar sempre envolve um mecanismo imunológico, expressando-se através de sintomas muito diversos. A alergia alimentar é, simplificando ao máximo, uma resposta exagerada do organismo à determinada substância presente nos alimentos.

Como podem ser as reações alimentares indesejáveis.

Reações tóxicas

 

causadas por ação de toxinas ou por agentes infectantes. Secundárias à ingestão de alimentos contaminados, costumam se apresentar agudamente com febre, vômitos e diarréia.

Não tóxicas por

 

Intolerância alimentar (exemplo: intolerância à lactose (falta da enzima lactase que desdobra o açúcar lactose). Ela não é imunomediada).

 

Hipersensibilidade (alergia) é uma reação desencadeada por mecanismos imunológicos específicos, com resposta anormal ou exagerada a determinadas proteínas alimentares que podem ser mediadas por IgE (imunoglobulina E, proteína ligada a fatores de defesa) ou não.

 

Aversões psicológicas

 

Outras

Qual a freqüência da alergia alimentar?

As reações alimentares de causas alérgicas verdadeiras acometem 6-8% das crianças com menos de três anos de idade e 2-3% dos adultos. No entanto os pais acreditam que a incidência de alergia alimentar em seus filhos alcance 28 %.

Os indivíduos com outras doenças alérgicas apresentam maior incidência de alergia alimentar?

Sim. Pacientes com outras doenças alérgicas apresentam uma maior incidência de alergia alimentar, por exemplo, 38 % das crianças com Dermatite Atópica têm de alergia alimentar e 5% das com asma.

Quais são os fatores mais envolvidos na alergia alimentar?
 

Predisposição genética, (50 % dos pacientes com alergia alimentar possuem história familiar de alergia).
A capacidade de certos alimentos de produzir alergia.
permeabilidade do sistema digestivo.
falha dos mecanismos de defesa, ao nível do trato gastrintestinal

Que alimentos são mais envolvidos nos casos de alergia alimentar?

Entre os alimentos mais envolvidos encontramos: ovo, peixe, farinha de trigo, leite de vaca, soja e crustáceos. As reações graves (anafiláticas) estão, na maior parte das vezes, relacionadas à ingestão de crustáceos, leite de vaca, amendoim, e nozes.

Os corantes, conservantes e aditivos alimentares?

As reações adversas aos conservantes, corantes e aditivos alimentares são raras, mas não devem ser menosprezadas.

Como se manifestam as alergias alimentares?

A maior parte dos sintomas surge minutos a duas horas após a ingestão. Tanto a natureza da reação como seu tempo de início e duração são importantes para estabelecer o diagnóstico de alergia alimentar. As reações cutâneas (que envolvem a pele) mais comuns são: urticária, inchaço, coceira e eczema; do sistema digestivo: diarréia, dor abdominal, vômitos, do aparelho respiratório: tosse, rouquidão e chiado no peito. Em crianças pequenas, a perda de sangue nas fezes, pode ocasionar anemia e retardo do crescimento.

Reação anafilática o que é?

É uma reação grave, potencialmente fatal, de início súbito, que demanda socorro imediato. A anafilaxia (reação anafilática) é desencadeada pela liberação maciça de substâncias químicas que despertam um quadro grave de resposta generalizada. Remédios, picadas de insetos, alimentos, etc., podem ser os desencadeantes. Em situações excepcionais o alimento induz o aparecimento, de coceira generalizada, edema (inchaços), tosse, edema de glote, rouquidão, diarréia, dor na barriga, vômitos, aperto no peito com queda da pressão arterial, arritmias cardíacas e colapso vascular (“choque anafilático”).

O que é síndrome de alergia oral?

É uma manifestação de alergia alimentar que ocorre após o contato da mucosa oral com determinados alimentos. As manifestações são instantâneas: coceira e inchaço nos lábios, palato e faringe.. Os alimentos freqüentemente envolvidos são: frutas como:melão, melancia, banana, pêssego, ameixa, e aipo.

Como o médico pode fazer o diagnóstico de alergia alimentar?

O diagnóstico depende da interpretação conjunta da história clínica minuciosa, dos dados do exame físico acompanhados dos exames laboratoriais.

Na história clínica, são importantes as informações sobre os alimentos ingeridos. Em algumas situações é possível correlacionar o surgimento dos sintomas com a ingestão de determinado alimento, em outras o quadro não é tão evidente. O chocolate raramente causa alergia,quando isto acontece, torna-se necessário pesquisar alergia ao leite de vaca ou à soja, usados em sua fabricação.

Uma história precisa é importante para determinar o “timing” da ingestão e o aparecimento dos sintomas, o tipo de sintomas, os alergenos alimentares que possam estar causando o problema, e o risco de atopia (ter vários tipos de alergia). A eliminação de um antígeno fortemente suspeito durante algumas semanas é geralmente usada na prática clínica para auxiliar no diagnóstico de alergia alimentar. Há a necessidade de testes diagnósticos confiáveis para a alergia alimentar.

Os testes alérgicos?
 

O (skin prick test) teste cutâneo, e a detecção de anticorpos IgE específicos na corrente sanguínea são mais valiosos quando negativos, já que sua alta sensibilidade os torna aproximadamente 95% precisos para excluir reações mediadas por IgE.
O RAST (radioallergosorbent test) e outros semiquantitativos semelhantes, estão sendo substituídos por métodos mais quantitativos de mensuração de anticorpos IgE específicos.
O “Imunoenzimático Fluorescente (CAP-system)” foi mais indicativo de alergia alimentar. O uso destes quantitativos de anticorpos IgE específicos para alimentos elimina a necessidade de se fazer testes de provocação alimentar em aproximadamente 50% dos casos.
O teste de contato (patch test) não é atualmente indicado para uso rotineiro.

Quando a história e os testes laboratoriais indicam uma resposta imunológica não mediada por IgE (mediada por células), podem ser necessários testes complementares para confirmar o diagnóstico de intolerância alimentar.

Embora os testes duplo-cegos controlados por placebo ainda constituam o “padrão-ouro” para o diagnóstico definitivo de alergia alimentar, os avanços tecnológicos aumentam o valor dos testes laboratoriais.

A determinação de marcadores inflamatórios no sangue e nas fezes ou de reações imunológicas aos alimentos como teste de hidrogênio expirado para intolerância à lactose ou biópsia gastrintestinal para determinar infiltração eosinofílica ou atrofia de vilosidades têm mostrado resultados duvidosos.

Nas alergias alimentares IgE-negativas, testes de provocação duplo-cegos e controlados por placebo continuam sendo o padrão-ouro para o diagnóstico

A relação entre dermatite atópica e alergia alimentar merece especial atenção. Mais ou menos 1/3 dos casos de dermatite atópica apresenta alergia ao leite de vaca e quase 1/2 dos lactentes alérgicos ao leite têm dermatite atópica. A implicação é de que os testes cutâneos são menos confiáveis em pacientes com dermatite atópica, com até 24% de falsos positivos.. O uso de provas para determinação de IgE sérica alergeno-específica é útil em tais circunstâncias.

Tratamento da alergia alimentar?

Não existe, ainda um remédio para tratar especificamente a alergia alimentar. Os medicamentos são utilizados para o tratamento dos sintomas (crise).

Três modalidades são geralmente empregadas no manejo de alergias alimentares:

1 - Eliminar e evitar alergenos específicos. A exclusão completa do alimento causador da reação é a única forma comprovada de manejo atualmente disponível.

É de extrema importância fornecer ao paciente e seus familiares orientações para evitar novos contatos com o alimento desencadeante. O paciente deve estar sempre atento verificando o rótulo dos alimentos industrializados buscando identificar nomes relacionados ao alimento que lhe desencadeia a alergia. Por exemplo, a presença de manteiga, soro, lactoalbumina ou caseinato aponta para a presença de leite de vaca. 2 - Tratamento medicamentoso.

Os estabilizadores dos mastócitos e os anti-histamínicos não têm papel de destaque no armamentário contra as manifestações digestivas da alergia alimentar. Em casos excepcionais, o uso de corticosteróides pode se fazer necessário. Recentemente medicamentos tópicos (fluticasona e montelukast) têm sido empregados. Para pacientes com anafilaxia, ou com sintomas respiratórios ou cardiovasculares, a adrenalina é a substância de escolha para o manejo das reações graves causadas por alergias alimentares do tipo imediato e da anafilaxia. 3 - medidas preventivas.

A crescente incidência de doenças alérgicas em países industrializados tem sido atribuída à falta de exposição a infecções microbianas no período inicial da vida, ou à chamada "hipótese da higiene"

Do mesmo modo que em outras enfermidades, os fatores genéticos e ambientais influenciam a manifestação da alergia alimentar

Influências genéticas

As crianças do sexo masculino parecem apresentar maior risco de doença atópica. O risco de alergia em um irmão de uma pessoa afetada é aproximadamente 10 vezes mais alto que na população geral.

Os lactentes chamados de "livres de risco" (sem histórico familiar) apresentam um risco alérgico residual de 15%.

Os lactentes com "risco intermediário", (com pai/mãe ou irmão atópico), apresentam um risco de desenvolvimento de alergias de 20- 40%

Os lactentes de “alto risco” (com atopia em ambos os pais ou histórico de alergia), apresentam um risco de desenvolvimento de alergias de 50- 80%.

Cálculos baseados nestes dados mostram números absolutos idênticos de lactentes com e sem risco de alergia (11/100) que poderão desenvolver alergias.

Levantando dúvidas: Os programas de prevenção de alergias devem ser direcionados à população de recém-nascidos em geral ou devem ser direcionados somente aos lactentes em risco?

Influências ambientais

O risco de alergia alimentar sofre a mesma influência dos fatores ambientais que atuam na doença atópica em crianças examinadas para doença respiratória. Fatores que incluem o efeito protetor do aleitamento materno e o efeito nocivo da exposição à fumaça de cigarro.

Entre os fatores ambientais se incluem a qualidade da alimentação materna durante a gravidez; idade em que os alimentos sólidos e alimentos alergênicos foram introduzidos; exposição a poluentes; parto cesáreo; idade materna; etc.

Os agentes microbianos também podem exercer um efeito importante na sensibilização atópica e na indução de tolerância. O uso de probióticos (bactérias adicionadas aos alimentos “lactobacilos”) demonstrou-se redutor de doença alérgica, a longo prazo

A prevenção primária

Bloqueia a sensibilização imunológica aos alimentos, principalmente devido aos anticorpos IgE. Aparentemente existe um período crítico antes e logo depois do nascimento durante o qual uma criança geneticamente programada e suscetível à atopia encontra-se em alto risco de sensibilização. O desafio é identificar prontamente os lactentes em risco e estabelecer medidas preventivas que sejam realistas e aceitáveis.

A prevenção secundária

Destina-se aos os indivíduos já sensibilizados, a fim de suprimir a expressão da doença após a sensibilização.

A prevenção terciária

Propõe-se a limitar os sintomas e problemas adicionais em indivíduos que já sofrem de alergia crônica. A prevenção terciária é o estágio de tratamento em que se tenta evitar a recorrência dos sintomas e susceptibilidade a outras possíveis proteínas antigênicas.

Tratamento sintomático e de substituição.

A substituição de alimentos por seus equivalentes é de fundamental importância mormente nos pacientes em crescimento. O envolvimento multidisciplinar se torna relevante nas situações pediátricas. Aproveitando o tratamento das “crises” de forma a minimizar o sofrimento, abreviar a recuperação e entender melhor as causas do ressurgimento dos sintomas

O que fazer caso venha ocorrer a ingestão acidental do alimento (alergeno)?

Os indivíduos com alergia alimentar grave (reação anafilática) devem ter identificação desta condição, para que cuidados médicos sejam imediatamente tomados, é medida adicional ter à mão adrenalina com instruções de uso. As reações leves desaparecem espontaneamente ou respondem aos anti-histamínicos (antialérgicos).

O paciente que apresenta reação a determinado alimento poderá um dia voltar a ingeri-lo?

Sim. Aproximadamente 85% das crianças perdem a sensibilidade à maioria dos alimentos (ovos, leite de vaca, trigo e soja) entre os 3-5 anos de idade.

Existe algum meio de prevenir a alergia alimentar?

É providência indispensável na criança de risco: estímulo ao aleitamento materno no primeiro ano de vida, introdução tardia dos alimentos sólidos potencialmente provocadores de alergia, após o 6º mês, o leite de vaca após 1 ano de idade, ovos aos 2 anos e amendoim, nozes e peixe somente após o 3º ano de vida.


 

PEDICULOSE

 

Sinônimos e Nomes Populares:

Pediculose capitis, piolho da cabeça, piolheira.

O que é piolho?

O piolho da cabeça (Pediculis capitis) é um inseto pequeno, cerca de 2,5 mm de comprimento, marrom-acinzentado e que vive do sangue que suga do couro cabeludo do homem parasitado.

Com o acasalamento, a fêmea põe ovos férteis (lêndeas) fortemente aderidos aos cabelos. Após uma semana, os ovos começam a descascar, ficando apenas a casca do ovo, isto é, uma lêndea branca lustrosa e vazia.

É importante lembrar do ciclo de eclosão dos ovos na ocasião do tratamento.

Como se pega piolho?

O piolho passa diretamente de cabeça a cabeça em contato direto.

Acredita-se que o piolho é incapaz de se transferir de um travesseiro ou um chapéu ou uma toalha para uma cabeça.

Quais são os sintomas?

As queixas preponderantes são coceira intensa e irritação da pele da cabeça, podendo surgir também erupção ao nível da nuca acompanhada de aumento dos gânglios linfáticos (ínguas).

Esses sinais surgem cerca de dois meses após a "invasão" dos piolhos.

Como se faz o diagnóstico?

Identificando os piolhos ou as lêndeas. Entre as formas de "caçar" o piolho está a de pentear o cabelo com "pente fino", tendo antes molhado o cabelo com água direto da torneira ou água morna com um pouco de vinagre ou limão em uma essência oleosa. Penteia-se o cabelo da pele para as pontas tentando fazer cair a lêndea ou o piolho sobre um pano ou papel colorido para visualização mais fácil.

Outra forma clássica é catar o cabelo tentando encontrar os insetos ou seus ovos sendo que lêndeas afastadas mais de 2 cm da pele indicam mais de 2 meses de postura (o cabelo cresce cerca de 1 cm por mês).

Tratamento

Existem vários inseticidas que podem ser usados e mais recentemente medicamentos via oral de boa eficiência.

É bom lembrar que uma resposta insuficiente ao tratamento pode ser devida à má técnica empregada ou à falta de repetição do medicamento em tempo hábil. Existem, entretanto, evidências de surgimento de resistência dos piolhos aos inseticidas.

Profilaxia

Embora a infestação por piolho seja associada à falta de higiene, não existe qualquer evidência de que isto seja verdade. O piolho ataca tanto cabeças limpas como pouco limpas e existem indícios que algumas pessoas têm tendência maior à infestação. Nestes casos o uso freqüente de escovação e pente fino pode ser de valia.


 

RETARDO MENTAL

 

De maneira geral, um indivíduo pode ser definido como tendo retardo mental baseado nos seguintes três critérios:
 

nível de funcionamento intelectual (QI) abaixo de 70 - 75,
presença de limitações significativas em duas ou mais áreas de habilidades adaptativas,
a condição está presente antes dos 18 anos de idade.

Definição de retardo mental

Retardo mental diz respeito a limitações significativas no funcionamento intelectual.

É caracterizado por:
 

retardo mental que se manifesta antes dos 18 anos de idade,
funcionamento intelectual significativamente abaixo da média, concomitante a
limitações em duas ou mais das seguintes áreas de habilidades adaptativas:

 

      Comunicação e Cuidado pessoal
      Vida em casa e Habilidades sociais
      Funcionamento na comunidade e Autodeterminação
      Saúde e segurança e Habilidades acadêmicas funcionais
      Lazer e Trabalho

Pressupostos essenciais à aplicação da definição

Os seguintes pressupostos devem ser considerados ao aplicar a definição.
 

Uma avaliação válida considera as diversidades culturais e lingüísticas como também as diferenças na comunicação e fatores de comportamento.
A existência de limitações em habilidades adaptativas acontece dentro do contexto do ambiente de comunidade típico da idade do indivíduo e em relação a pessoas de sua idade, sendo indexado às necessidades individualizadas de auxílio da pessoa.
Limitações adaptativas específicas freqüentemente coexistem com capacidades em outras habilidades adaptativas ou outras capacidades pessoais.
Com suporte apropriado por um período contínuo, geralmente ocorrerá melhora na vida funcional da pessoa com retardo mental.

Incidência

Alguns estudos têm estimado que o retardo mental afeta 2,5 a 3% da população.

Alguns autores, como Batshaw(1997), calculam que o retardo mental é 10 vezes mais freqüente do que a paralisia cerebral, 28 vezes mais prevalente do que os defeitos do tubo neural, tais como a espinha bífida, e 25 vezes mais comum do que a cegueira.

O retardo mental não parece ter preferência por raça; contudo, aproximadamente 60% dos afetados são homens.

Quadro clínico

Os efeitos do retardo mental variam consideravelmente de pessoa para pessoa, assim como as habilidades individuais variam entre as pessoas que não tem retardo mental.

Das pessoas com retardo mental, aproximadamente 87% serão afetadas de maneira bastante leve, e serão somente um pouco mais lentas na aquisição de novas habilidades e informações. Quando crianças, seu retardo mental não é facilmente identificável, podendo não ser evidente até que elas entrem para a escola. Muitas delas, quando adultas, conseguirão levar uma vida independente na comunidade e não serão mais vistas como tendo retardo mental.

Os restantes 13% da população afetada, aqueles com QI abaixo de 50, terão sérias limitações de funcionamento. Contudo, com intervenções precoces, educação funcional e com suporte adequado, quando adultos, todos poderão levar vidas satisfatórias na sua comunidade.

Diagnóstico

O sistema da AAMR (Associação Americana de Retardo Mental), para o diagnóstico e classificação de uma pessoa como portadora de retardo mental, segue três passos e descreve o sistema de apoio que a pessoa necessita para superar seus limites nas habilidades adaptativas.

O primeiro passo para o diagnóstico é a aplicação por pessoa capacitada de um ou mais testes padronizados de inteligência e testes padronizados de habilidades adaptativas, individualmente.

O segundo passo é descrever os pontos fortes e fracos da pessoa em quatro dimensões, que são:
 

Habilidades intelectuais e comportamentais adaptativas
Considerações emocionais/psicológicas
Considerações físicas/ de saúde/ etiológicas
Considerações ambientais

Os pontos fortes e fracos podem ser determinados por testagem formal, observação, entrevistas com pessoas importantes na vida do paciente, entrevistas com a pessoa sendo avaliada, interagindo com a pessoa e sua família na vida cotidiana, ou por uma combinação desses métodos.

O terceiro passo exige uma equipe multidisciplinar para determinar o apoio necessário nas quatro dimensões mencionadas. Cada apoio identificado é classificado em um de quatro níveis de intensidade - intermitente, limitado, extensivo, intensivo.
 

Apoio intermitente refere-se a um suporte oferecido quando necessário. Um exemplo seria o apoio necessário para que a pessoa procure um novo emprego na eventualidade de ficar desempregada. O apoio intermitente pode ser necessário ocasionalmente por um indivíduo durante sua vida, mas nunca de maneira contínua.
Apoio limitado é aquele necessário durante um período determinado de tempo. Um exemplo seria na transição da escola para o trabalho ou durante o treinamento para uma função específica.
Apoio extensivo é aquela assistência que a pessoa necessita diariamente e sem limite de tempo. Pode incluir apoio em casa e/ou no trabalho.

 

Os apoios intermitente, limitado e extensivo podem não ser necessários em todas as áreas para um indivíduo.

 

Apoio intensivo refere-se ao apoio constante, em todas as áreas, com base diária, podendo incluir medidas para o suporte de vida.

Causas do retardo mental

O retardo mental pode ser causado por qualquer condição que prejudique o desenvolvimento cerebral antes do nascimento, durante o nascimento ou nos anos de infância. Várias centenas de causas têm sido descobertas, mas a causa permanece indefinida em aproximadamente um terço dos casos.

As três principais causas identificadas de retardo mental são:
 

a Síndrome de Down,
a Síndrome alcoólico-fetal e
a Síndrome do X frágil.

As causas podem ser divididas em categorias.

Condições genéticas

Resultam de anormalidades nos genes herdadas dos pais, devidas a erros de combinação genética ou de outros distúrbios dos genes ocorridos durante a gestação. Centenas de distúrbios genéticos associam-se ao retardo mental. Alguns exemplos são a fenilcetonúria, a Síndrome de Down e a Síndrome do X frágil.

Problemas durante a gestação

O uso de álcool ou outras drogas durante a gestação pode levar ao retardo mental. Alguns trabalhos têm relacionado o fumo na gestação com um risco maior de retardo mental na criança. Outros problemas incluem a desnutrição, toxoplasmose, infecção por citomegalovírus, rubéola e sífilis. Gestantes infectadas pelo vírus HIV (AIDS) podem passar o vírus para a criança levando a dano neurológico futuro.

Problemas ao nascimento

Qualquer condição de estresse aumentado durante o parto pode levar a lesão cerebral do bebê; contudo, a prematuridade e o baixo peso ao nascer são fatores de risco independentes mais freqüentes que qualquer outra condição.

Problemas após o nascimento

Doenças da infância como catapora, sarampo, coqueluche e a infecção pelo Haemophilus tipo B, que podem levar a meningite e encefalite, também podem causar danos ao cérebro. Acidentes, intoxicações por chumbo, mercúrio e outros agentes tóxicos também podem causar danos irreparáveis ao cérebro e sistema nervoso.

Estado socioeconômico

A desnutrição também pode levar ao retardo mental.

Alguns estudos também sugerem que a pouca estimulação, que ocorre em áreas muito desprovidas das experiências culturais e ambientais normalmente oferecidas às crianças, pode surgir como causa de retardo mental.

Prevenção

Nos últimos 30 anos, vários avanços científicos têm ajudado a prevenir muitos casos de retardo mental. Estima-se que nos Estados Unidos são prevenidos a cada ano:
 

250 casos de retardo mental por fenilcetonúria, graças ao teste do pezinho e ao conseqüente tratamento dietético adequado.
1.000 casos de retardo mental por hipotireoidismo, graças ao teste do pezinho e ao conseqüente tratamento hormonal adequado.
1.000 casos de retardo mental pelo uso de imunoglobulina anti-Rh, que previne a doença por incompatibilidade Rh entre mãe e feto, reduzindo a icterícia severa no recém-nascido.
5.000 casos de retardo mental causados por infecção pelo Haemophilus influenzae tipo B, graças ao uso rotineiro de vacina contra Haemophilus nas crianças.
4.000 casos de retardo mental devidos à encefalite pelo sarampo, graças à vacinação das crianças.
Um número desconhecido de casos de retardo mental devidos à rubéola congênita, graças à vacinação das crianças.

Outras medidas têm contribuído para a redução do número de casos de retardo mental.

A eliminação do chumbo do meio ambiente, medidas preventivas do trauma como o uso adequado de assentos nos carros e de capacetes para bicicleta, programas de intervenção precoce para crianças de risco, programas de atenção pré-natal reduzindo os riscos da transmissão do vírus da AIDS ou de defeitos do tubo neural.

Todas estas medidas são exemplos de ações que ajudam a diminuir o número de pessoas com retardo mental na comunidade.


 

Epistaxe na Criança

 

Sinônimos

Hemorragia nasal, sangramento nasal

O que é?

O sangramento nasal é uma situação freqüente, principalmente em crianças. Quem de nós, em alguma época da vida, não teve um sangramento do nariz?

Como se adquire?

Para cumprir as suas funções de umidificar e aquecer o ar captado da atmosfera, o nariz possui uma extensa vascularização sob a sua mucosa. No septo nasal em sua porção anterior há uma região altamente vascularizada e sujeita à microtraumas (Plexo de Kiesselbach) onde acontece a maioria das perdas sanguíneas nasais, usualmente devido ao modo de assoar o nariz, de coçar ou mesmo de colocar o dedo no nariz ,ou cosequência de trauma, que pode ocorrer em choque acidental, queda, brincadeira mais forte, bolada, etc ou ser acontecimento totalmente espontâneo. Pacientes em uso de "spray nasal"com sangramento repetido devem ser alertados para a possibilidade de má técnica na aplicação da medicação.

O que se sente?

Em princípio não há outra queixa além do próprio sangramento. A quantidade de sangue que sai do nariz, mesmo de uma criança pequena, é difícil de ser avaliada. A medida do volume de sangue perdido é altamente prejudicada pelo simples fato do sangue, mesmo em pequenas quantidades, ser capaz de produzir grandes manchas em panos, gazes, etc. O que dá uma impressão de gravidade, aumentando, assim, a angústia e preocupação dos pais e pessoas próximas à criança. Felizmente, esta situação raramente é uma ameaça à saúde e, portanto, pode ser conduzida com tranqüilidade.

Quando procurar o médico?
 

Se o sangramento ocorrer após uma batida na cabeça;
sangramento por mais de 15 minutos;
quando se torna muito freqüente;
se o sangramento causar dificuldade para respirar;
ocorrendo sangramento simultaneamente em outros lugares: pele, articulações, gengivas;
história de doença hemorrágica (sangramento) na família;
sangramento pelas duas narinas;
se houve introdução de corpo estranho, e
suspeita de fratura.

O que fazer?
 

Manter-se calmo e tranqüilizar a criança em posição sentada;
pressionar a narina sangrante contra o septo nasal por 10 a 15 minutos;
pode ser introduzido na narina um chumaço de algodão, mantendo a pressão;
não permitir que a criança deite de costas, para evitar que o sangue se aspirado, podendo provocar tosse e ou vômitos;
manter a criança em repouso por várias horas após cessar a hemorragia;
controlar a umidade do ambiente; o ar seco aumenta a possibilidade de voltar a hemorragia;
evitar o manuseio ou a higiene do nariz por um bom tempo para permitir a cicatrização,
a cicatrização total dos vasos pode levar de 7 a 10 dias.

Como se previne ?

Evitando que ocorram as situações que provocam o sangramento.


 

SARAMPO

 

O que é?

Doença infecciosa, altamente contagiosa, faz parte do grupo das doenças que se manifestam por alterações marcantes da pele, exantema eritematoso (pele avermelhada, com placas tendendo a se unirem) e com comprometimento de vários órgãos.

O sarampo é causado por um vírus chamado morbili vírus.

Como se transmite?

Os homens e os macacos são os únicos animais que abrigam naturalmente esse vírus.

Gotículas da respiração e mesmo o ar com o vírus ainda vivo são responsáveis pela disseminação da doença.

O período de contaminação se inicia 3 a 4 dias antes e vai até 4 a 5 dias após o surgimento das lesões da pele (rash cutâneo). O tempo que leva entre a contaminação e o aparecimento dos sintomas (período de incubação) é em média 2 semanas.

O que se sente?

Febre muito alta, tosse intensa, coriza, conjuntivite e exantema máculo-papular (pele com placas ásperas avermelhadas).

O exame interno da bochecha permite identificar pequenos pontos branco-amarelados (enantema de Koplick) que confirma o diagnóstico.

Como se faz o diagnóstico?

A história do paciente e o exame clínico permitem o diagnóstico na quase totalidade dos casos.

Em situações mais difíceis, a presença de anticorpos (reação do organismo para se defender desse vírus) no sangue é confirmatória da moléstia.

Como se trata?

Na imensa maioria das vezes o tratamento é voltado para diminuir os sintomas como febre e tosse, ou para combater alguma complicação quando antibióticos sao usados.

Casos muito especiais podem necessitar medicação do tipo gama globulina anti-sarampo, visando o próprio vírus ou o reforço da capacidade de defesa geral.

Prognóstico

O sarampo é certamente a mais grave das chamadas doenças comuns da infância: complicações graves e morte ocorrem em até 3/1000 casos.

Como se previne?

A vacina anti-sarampo, altamente eficaz, é aplicada:

12 meses - dose única
4-6 anos - 1º reforço
12 anos - 2º reforço

Pessoas não-vacinadas expostas podem se beneficiar da vacinação.

Mulheres grávidas ou que possam engravidar dentro de 90 dias não devem ser vacinadas.

Pacientes com leucemia, linfomas, HIV/SIDA e outros problemas sérios de imunidade devem ser avaliados individualmente.


 

SEU FILHO ESTÁ ASSISTINDO TELEVISÃO DEMAIS?

 

Foi-se o tempo em que uma hora ou duas horas da TV ligada na sala de casa servia para compartilhar um entretenimento ingênuo entre familiares, amigos e vizinhos.

Desde a sua popularização nos anos 50 e 60 até nossos dias, a presença da televisão em nossas casas e o seu efeito sobre nossas vidas tomou proporções que clamam por reflexão e debate de vários setores da sociedade.

Os principais impactos negativos da TV atingem, principalmente, crianças e adolescentes, e estão relacionados tanto com os conteúdos das programações, quanto com a intensidade com que são assistidas (esta intensidade é avaliada pela quantidade de horas despendidas por dia em frente ao aparelho).

Revisão recente dos principais estudos científicos dos últimos cinquenta anos, que analisam os efeitos do excesso de mídia sobre crianças e adolescentes e suas repercussões na vida adulta, descortina um cenário preocupante. Vários aspectos da saúde, desenvolvimento e amadurecimento de crianças e adolescentes são afetados.

Vejamos um resumo deste quadro:

Os estudos demonstram uma relação direta entre exposição à violência na mídia (e aqui conta TV, DVD, Internet e vídeo games) e comportamento violento. A violência na mídia contribui para comportamento agressivo de adolescentes e futuros adultos, para a banalização da violência, pesadelos em crianças e medo de ser agredido. Os estudos de mais longa duração mostram que crianças e adolescentes que cresceram assistindo mais TV por dia são mais prováveis de cometer atos de violência, mesmo quando adultos, do que aqueles que cresceram assistindo menos TV.

A enxurrada de violência na mídia está quantificada: uma criança americana média terá assistido a 200.000 (é duzentos mil mesmo) atos violentos e 16.000 assassinatos na TV até os 18 anos. Cabe lembrar que a média de tempo das crianças brasileiras defronte a TV não é muito diferente das americanas.

Dois terços de toda a programação contém algum tipo de violência. A maioria dos atos violentos não são punidos e, frequentemente, são acompanhados por humor. As consequências de sofrimento humano e perdas são raramente abordadas.

Não raro, infelizmente, o que ocorre é a glamorização da violência. É importante salientar que crianças até oito anos têm dificuldade de distinguir fantasia de realidade, tornando-as mais vulneráveis ao aprendizado da violência e de adotar como realidade a violência que elas vêem na TV.

Adolescentes que assistiam, quando crianças, programas com temas de adultos na TV, tornaram-se sexualmente ativos mais cedo que adolescentes da mesma idade que não assistiam estes programas. A incidência de gravidez na adolescência também foi maior. No último congresso da Associação Americana de Pediatria, em maio de 2009, foram apresentados resultados de um estudo demonstrando que, para cada hora por dia de média de programação para adultos, assistidos por crianças de 6 a 8 anos, a chance deste grupo ter relação sexual no início da adolescência (de 12 a 14 anos) aumentou 33%.

Quanto mais jovem, mais imaturo, maior é a influência da mídia. A mídia passa a ser “a” referência muito cedo. Este aprendizado fica arraigado, difícil de ser desfeito mais tarde. E, além disso, obscurece o aprendizado que vem mais tarde com os colegas e amigos, com a família e com normas sociais, diminuindo o impacto destes últimos.

Com respeito ao uso de álcool e cigarro, os estudos também são conclusivos. A visualização de cenas de fumo e de consumo de álcool em filmes são as principais causas de fumo e uso de álcool entre adolescentes.

Crianças que assistem mais TV começam a fumar mais cedo e a TV tem um efeito maior do que pais e colegas que fumam. Um estudo europeu com 3.000 adolescentes mostrou que a intensidade de exposição à mídia esta associada ao uso de álcool na adolescência.

Infelizmente os problemas não param por aqui.

Vários estudos internacionais, conduzidos por períodos de 25 a 30 anos, mostram que quanto mais a criança assiste TV, maior a possibilidade de tornar-se obesa. Existe uma associação significativa entre o número de horas despendidas defronte a TV, no período da infância de 6 a 11 anos, e obesidade 6 anos mais tarde.

Uma prova adicional do impacto da TV no desenvolvimento da obesidade é dada por alguns estudos nos quais a redução do tempo de TV causou diminuição de peso dos indivíduos com sobrepeso ou obesos. Ainda na área do comportamento alimentar, deve ser mencionada a contribuição da mídia para a formação da autoimagem do corpo dos adolescentes, que geralmente é difundida com padrões fora da média da população.

No que tange à performance escolar e ao desenvolvimento da linguagem, os resultados indicam que a exposição precoce à mídia (e precoce aqui significa que bebes são expostos à TV e DVD) apresentam atraso na linguagem. O excesso de mídia contribui para o baixo desempenho escolar e déficit de atenção.

Além disso, adolescentes que assistem a 3 horas ou mais de TV por dia têm mais risco de desenvolver problemas de sono quando adultos.

Todas estas evidências indicam que o excesso de mídia produz danos à saúde.

E então, o que fazer?

Todos estes dados se referem a excesso e inadequação de conteúdo. Os especialistas recomendam que a exposição à mídia não supere 2 horas por dia (e aqui estão contadas todas as mídias como TV, Internet, vídeo games).
 

Não permitir que crianças e adolescentes assistam programas inapropriados para suas idades.
A Academia Americana de Pediatria recomenda fortemente que crianças abaixo de 2 anos não sejam expostos à TV ou DVD.
Um dado que não foi mencionado é o de que crianças que assistem muita TV são de famílias cujos pais também assistem muito TV. O primeiro passo é se auto-disciplinar. Tendo sempre presente que o hábito dos pais tem muita influência sobre as crianças.

Apesar de todas as mazelas da TV aqui descritas, deve-se salientar que a TV possui um enorme potencial positivo que pode ser transferido para a saúde da população desta geração e das gerações futuras. Menos violência, maior responsabilidade sexual, menos uso de droga, cigarro e álcool nas programações certamente produzirão este impacto positivo.



 

SÍNDROME DE DOWN (Trissomia do Cromossomo 21)

 

O que é?

A síndrome de Down é a forma mais freqüente de retardo mental causada por uma aberração cromossômica microscopicamente demonstrável. É caracterizada por história natural e aspectos fenotípicos bem definidos. É causada pela ocorrência de três (trissomia) cromossomos 21, na sua totalidade ou de uma porção fundamental dele.

Características Clínicas

A síndrome de Down, uma combinação específica de características fenotípicas que inclui retardo mental e uma face típica, é causada pela existência de três cromossomos 21 (um a mais do que o normal, trissomia do 21), uma das anormalidades cromossômicas mais comuns em nascidos vivos.

É sabido, há muito tempo, que o risco de ter uma criança com trissomia do 21 aumenta com a idade materna. Por exemplo, o risco de ter um recém-nascido com síndrome de Down, se a mãe tem 30 anos é de 1 em 1.000, se a mãe tiver 40 anos, o risco é de 9 em 1.000. Na população em geral, a freqüência da síndrome de Down é de 1 para cada 650 a 1.000 recém-nascidos vivos e cerca de 85% dos casos ocorre em mães com menos de 35 anos de idade.

As pessoas com síndrome de Down costumam ser menores e ter um desenvolvimento físico e mental mais lento que as pessoas sem a síndrome. A maior parte dessas pessoas tem retardo mental de leve a moderado; algumas não apresentam retardo e se situam entre as faixas limítrofes e médias baixa, outras ainda podem ter retardo mental severo.

Existe uma grande variação na capacidade mental e no progresso desenvolvimental das crianças com síndrome de Down. O desenvolvimento motor destas crianças também é mais lento. Enquanto as crianças sem síndrome costumam caminhar com 12 a 14 meses de idade, as crianças afetadas geralmente aprendem a andar com 15 a 36 meses. O desenvolvimento da linguagem também é bastante atrasado.

É importante frisar que um ambiente amoroso e estimulante, intervenção precoce e esforços integrados de educação irão sempre influenciar positivamente o desenvolvimento desta criança.

Embora as pessoas com síndrome de Down tenham características físicas específicas, geralmente elas têm mais semelhanças do que diferenças com a população em geral. As características físicas são importantes para o médico fazer o diagnóstico clínico; porém, a sua presença não tem nenhum outro significado. Nem sempre a criança com síndrome de Down apresenta todas as características; algumas podem ter somente umas poucas, enquanto outras podem mostrar a maioria dos sinais da síndrome.

Algumas das características físicas das crianças com síndrome de Down são:
 

achatamento da parte de trás da cabeça,
inclinação das fendas palpebrais,
pequenas dobras de pele no canto interno dos olhos,
língua proeminente,
ponte nasal achatada,
orelhas ligeiramente menores,
boca pequena,
tônus muscular diminuído,
ligamentos soltos,
mãos e pés pequenos,
pele na nuca em excesso.

Aproximadamente cinqüenta por cento de todas as crianças com a síndrome têm uma linha que cruza a palma das mãos (linha simiesca), e há, freqüentemente, um espaço aumentado entre o primeiro e segundo dedos do pé. Freqüentemente estas crianças apresentam mal-formações congênitas maiores.

As principais são as do coração (30-40% em alguns estudos), especialmente canal atrioventricular, e as mal-formações do trato gastrointestinal, como estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal, e doença de Hirschsprung.

Alguns tipos de leucemia e a reação leucemóide têm incidência aumentada na síndrome de Down. Estimativas do risco relativo de leucemia têm variado de 10 a 20 vezes maior do que na população normal; em especial a leucemia megacariocítica aguda ocorre 200 a 400 vezes mais nas pessoas com síndrome de Down do que na população cromossomicamente normal. Reações leucemóides transitórias têm sido relatadas repetidamente no período neonatal.

Entre oitenta e noventa por cento das pessoas com síndrome de Down têm algum tipo de perda auditiva, geralmente do tipo de condução. Pacientes com síndrome de Down desenvolvem as características neuropatológicas da doença de Alzheimer em uma idade muito mais precoce do que indivíduos com Alzheimer e sem a trissomia do 21.

Citogenética

A maior parte dos indivíduos (95%) com trissomia do 21 tem três cópias livres do cromossomo 21; em aproximadamente 5% dos pacientes, uma cópia é translocada para outro cromossomo acrocêntrico, geralmente o 14, o 21 ou o 22. Em 2 a 4% dos casos com trissomia do 21 livre, há mosaicismo, isto é, uma linhagem de células com trissomia e uma linhagem de células normal na mesma pessoa.

Aconselhamento genético

Pais que têm uma criança com síndrome de Down têm um risco aumentado de ter outra criança com a síndrome em gravidezes futuras. É calculado que o risco de ter outra criança afetada é aproximadamente 1 em 100 na trissomia do 21 e no mosaicismo. Porém, se a criança tem síndrome de Down por translocação e se um dos pais é portador de translocação (o que ocorre em um terço dos casos), então o risco de recorrência aumenta sensivelmente. O risco real depende do tipo de translocação e se o portador da translocação é o pai ou a mãe.

Cuidados especiais

As crianças com síndrome de Down necessitam do mesmo tipo de cuidado clínico que qualquer outra criança. Contudo, há situações que exigem alguma atenção especial.
 

Oitenta a noventa por cento das crianças com síndrome de Down têm deficiências de audição. Avaliações audiológicas precoces e exames de seguimento são indicados.
Trinta a quarenta por cento destas crianças têm alguma doença congênita do coração. Muitas destas crianças terão que se submeter a uma cirurgia cardíaca e, freqüentemente precisarão dos cuidados de um cardiologista pediátrico por longo prazo.
Anormalidades intestinais também acontecem com uma freqüência maior em crianças com síndrome de Down. Por exemplo, estenose ou atresia do duodeno, imperfuração anal e doença de Hirschsprung. Estas crianças também podem necessitar de correção cirúrgica imediata destes problemas.
Crianças com síndrome de Down freqüentemente têm mais problemas oculares que outras crianças. Por exemplo, três por cento destas crianças têm catarata. Elas precisam ser tratadas cirurgicamente. Problemas oculares como estrabismo, miopia, e outras condições são freqüentemente observadas em crianças com síndrome de Down.
Outra preocupação relaciona-se aos aspectos nutricionais. Algumas crianças, especialmente as com doença cardíaca severa, têm dificuldade constante em ganhar peso. Por outro lado, obesidade é freqüentemente vista durante a adolescência. Estas condições podem ser prevenidas pelo aconselhamento nutricional apropriado e orientação dietética preventiva.
Deficiências de hormônios tireoideanos são mais comuns em crianças com síndrome de Down do que em crianças normais. Entre 15 e 20 por cento das crianças com a síndrome têm hipotireoidismo. É importante identificar as crianças com síndrome de Down que têm problemas de tireóide, uma vez que o hipotireoidismo pode comprometer o funcionamento normal do sistema nervoso central.
Problemas ortopédicos também são vistos com uma freqüência mais alta em crianças com síndrome de Down. Entre eles incluem-se a subluxação da rótula (deslocamento incompleto ou parcial), luxação de quadril e instabilidade de atlanto-axial. Esta última condição acontece quando os dois primeiros ossos do pescoço não são bem alinhados devido à presença de frouxidão dos ligamentos. Aproximadamente 15% das pessoas com síndrome de Down têm instabilidade atlanto-axial. Porém, a maioria destes indivíduos não tem nenhum sintoma, e só 1 a 2 por cento de indivíduos com esta síndrome têm um problema de pescoço sério o suficiente para requerer intervenção cirúrgica.
Outros aspectos médicos importantes na síndrome de Down incluem problemas imunológicos, leucemia, doença de Alzheimer, convulsões, apnéia do sono e problemas de pele. Todos estes podem requerer a atenção de especialistas.




SUFOCAMENTO E ENGASGOS - PREVENÇÃO DE ACIDENTES

 

As crianças, especialmente aquelas com menos de três anos de idade, são particularmente suscetíveis à obstrução e à morte devido ao pequeno calibre das suas vias aéreas, sua relativa pouca experiência com a mastigação e à tendência natural de colocar quaisquer objetos na boca. Elas também têm risco maior pela sua pouca capacidade de levantar a cabeça ou de se livrarem de espaços apertados.

Alguns fatos sobre sufocamento (dados dos Estados Unidos):

Em 1997, 659 crianças com menos de 14 anos morreram por obstrução das vias aéreas (sufocação, engasgo, estrangulamento).

Dessas crianças, aproximadamente 80%, tinham menos de quatro anos de idade.

A maior parte dos casos acima aconteceu dentro de casa.

No ambiente de dormir ocorrem 60% dos sufocamentos. A criança pode sufocar quando sua face vira contra o colchão, travesseiro, acolchoado macio ou quando alguém na mesma cama rola sobre ela.

A cada ano, o berço está envolvido em mais de 70% dos casos ocorridos em que algum produto para criança esteve implicado. Os berços são responsáveis por cerca de 40 estrangulamentos e sufocamentos a cada ano.

Cerca de 900 crianças, cuja morte é atribuída à Síndrome da Morte Súbita do Lactente, a cada ano são encontradas em ambientes potencialmente sufocantes, freqüentemente de barriga para baixo, com o nariz e boca cobertos por acolchoados macios.

Todas as crianças devem ser colocadas para dormir de barriga para cima para reduzir o risco da Síndrome da Morte Súbita do Lactente.

Balões são o brinquedo mais freqüentemente relacionado ao sufocamento de crianças com menos de três anos de idade.

O estrangulamento das crianças ocorre quando algum produto fica enrolado em seus pescoços. Itens comuns em estrangulamentos são os cordões da gola das roupas, fitas ou outras decorações, colares, fitas para prender o bico à roupa e puxadores de cortinas.

As crianças podem sofrer estrangulamento em aberturas que prendam suas cabeças como as aberturas em beliches, berços, brinquedos de playground, carrinhos de bebê e cadeiras de bebê (cadeirinha alta).

Dicas para prevenção

Coloque sempre seu filho para dormir de costas, em um colchão firme e liso. Remova travesseiros, brinquedos e outros produtos "macios" do berço.

Sempre supervisione as crianças pequenas quando elas estão brincando ou comendo.

Não permita que crianças abaixo de seis anos comam alimentos redondos e duros como amendoins ou outras sementes, cenouras cruas, pipocas e doces duros.

Elas também não devem comer salsichas e uvas, a não ser que a pele ou a casca seja removida, o alimento seja partido em pedaços pequenos e não redondos.

Mantenha itens pequenos como moedas, alfinetes de segurança, jóias e botões fora do alcance do seu filho.

Não permita que seu filho brinque com brinquedos que possam passar pelo buraco do tubo de papelão que vêm no centro do rolo de papel higiênico. Certifique-se de que todos os brinquedos do seu filho sejam apropriados para a idade conforme a certificação do fabricante. Inspecione todos os brinquedos regularmente para verificar danos e conserte ou ponha fora os brinquedos danificados.

Remova o capuz e os cordões da gola das roupas de seu filho. Para impedir estrangulamentos, nunca permita que a criança brinque em playgrounds com colar, bolsa, cachecol ou roupas com cordões na gola. Prenda os puxadores de cortinas longe do alcance das crianças. Nunca coloque nada no ou sobre o berço com corda ou fita maior do que 15 cm.

Não permita que crianças abaixo de seis anos durmam na cama de cima de um beliche. Certifique-se de que nenhum espaço entre as grades, cabeceira, pés ou entre as grades e a caixa da cama tenha mais do que 9 cm.


 

TESTÍCULO ECTÓPICO E CRIPTORQUIDIA

 

O que significam criptorquidia e testículo ectópico?

Durante a gestação, os testículos do feto masculino se formam dentro do abdômen. Logo antes do nascimento, os testículos do menino descem por um canal, chamado canal inguinal, do abdômen para o escroto.

Quando um testículo não faz esse movimento, o termo médico para essa condição é criptorquidismo. Isso significa, grosso modo, testículo escondido.

Outra forma médica de fazermos referência a essa condição é dizendo que esse menino tem testículos ectópicos, ou seja, fora do lugar correto. Um entre cada 125 meninos tem alguma forma de criptorquidismo. Em 10 a 15% dos casos, ambos os testículos são ectópicos. Muitas vezes um testículo ectópico descerá espontaneamente durante o primeiro ano de vida. Após o primeiro ano, contudo, é muito pouco provável que isso venha a ocorrer.

Como se faz o diagnóstico?

Vários exames clínicos podem ser necessários para termos certeza de que o menino tem criptorquidismo e não um testículo retrátil. O testículo retrátil ocupa o escroto, mas ocasionalmente (e temporariamente) retorna ao canal inguinal. Essa condição não requer nenhum tratamento pois normalmente corrige, de modo espontâneo, antes de adolescência.

Quem tem risco de ter criptorquidismo?

Meninos prematuros e aqueles de baixo peso ao nascer (menos de 2500 g) têm um risco aumentado de nascerem com testículos ectópicos. Esse risco é tanto maior quanto menor for a criança.

Como é corrigido?

Na imensa maioria das vezes não é necessário nenhum tipo de tratamento, pois os testículos irão migrar espontaneamente para o escroto. Em algumas situações a criança precisará de injeções de hormônio ou cirurgia. A cirurgia, chamada de orquidopexia, leva o testículo até o escroto e faz a sua fixação lá. Como o tipo de tratamento e a época em que deve ser indicado são decisões que devem ser individualizadas a cada caso, é indispensável o acompanhamento do seu pediatra que, achando necessário, poderá sugerir o acompanhamento simultâneo com um cirurgião pediátrico.

Por que tem que ser corrigido?

O tratamento é necessário por várias razões:
 

a temperatura mais alta do corpo pode inibir a produção normal de esperma no testículo ectópico.
o testículo ectópico é mais suscetível à formação de tumores.
o testículo ectópico é mais vulnerável a lesões.
um escroto assimétrico ou vazio pode causar preocupação e embaraço.

Os pais deveriam se preocupar?

O testículo ectópico freqüentemente está associado a hérnias, assim, os pais de meninos nascidos com essa condição devem estar alertas para o surgimento de alguma inchação ou "caroço" na área de virilha do bebê. Uma hérnia que se forme na mesma área onde o testículo descerá poderia danificar o testículo ou então obstruir o intestino. Essa condição vai requerer avaliação médica imediata.

Meninos nascidos com um testículo ectópico têm um risco maior de infertilidade do que os nascidos sem essa condição e, embora tumores de testículo sejam muito raros, meninos nascidos com um testículo ectópico têm uma chance maior de desenvolverem câncer testicular. Quando a criança ficar maior e mais independente, é importante que ela saiba da cirurgia e que deve examinar os testículos periodicamente. O pediatra ou cirurgião pode lhe ensinar como fazer isso. Se o menino notar qualquer irregularidade ou inchaço, ele precisa ser examinado.


 

TREINAMENTO DE BANHEIRO

 

O primeiro aniversário da criança é cercado por inúmeras aquisições: as primeiras palavras, talvez os primeiros passos e uma grande bagunça com o bolo de aniversário.

O segundo aniversário, contudo, representa a chegada de uma época que muitos pais aguardam com ansiedade e, alguns, com medo - o controle dos esfíncteres, isto é, o treinamento para a criança ir ao banheiro.

Embora possa haver muita pressão dos familiares, amigos e mesmo de alguns técnicos de saúde ou educação para que o treinamento seja iniciado o mais rapidamente possível, devemos ter em mente que a pessoa mais importante e apta a decidir qual a melhor época para que este treinamento inicie é a própria criança.

A criança que tem sucesso no treinamento é aquela que quer ser treinada.

Crianças forçadas no treinamento do controle de esfíncteres quando elas ainda não estão preparadas para isto tendem a desenvolver uma atitude negativa e desafiadora que só faz retardar a aquisição deste controle.

A maior parte das crianças começa a imitar os pais, assim como a adquirir um senso de autonomia, em algum momento após o segundo aniversário.

É importante lembrar que a idade média de aquisição do controle de esfíncteres é aos três anos (isto não inclui o controle noturno). A média aos três anos significa que algumas crianças irão adquirir este controle mais perto dos dois anos de idade, enquanto algumas outras somente irão atingir este estágio mais próximas dos quatros anos.

O truque do sucesso é identificar quando a criança está pronta para esta etapa e, então, auxiliá-la sem cobrança de resultados, isto é, sem estresse.

Alguns indicadores que podem auxiliar a identificar o momento de iniciar o treinamento: Sua criança sabe dizer quando quer fazer xixi ou cocô?

Se ela sabe, ou se ela simplesmente sabe que foi há pouco, esta consciência ajudará a começar. Suas evacuações são previsíveis?

Se forem, a regularidade pode ajudar os pais a identificar horários em que o treinamento tenha mais probabilidade de ser bem sucedido. Ela quer usar roupa de baixo de "criança grande"?

Este é um sinal de querer ser independente. A roupa íntima também pode servir como uma recompensa para o interesse da criança em treinar os esfíncteres. Ela pode baixar e levantar as calças sozinha?

Esta habilidade permite o acesso fácil quando ela sentir vontade de utilizar o penico. Ela sabe dizer quando quer ir ao penico?

Isto pode parecer óbvio, porém, muitas vezes o sinal certo para começar o treinamento é simplesmente esperar que ela verbalize o interesse.

Acima de tudo, a chave para o sucesso é a paciência.

É típico da criança desta idade mostrar um enorme interesse, só para perder toda a motivação quando a atividade deixar de ser novidade.

Relaxe, o interesse vai voltar.

Lembre de elogiar o sucesso mas nunca castigar os insucessos.

O destaque para os acidentes somente criará tensão e reduzirá a rapidez de atingir o controle.

O próximo passo é auxiliar a criança a identificar os sinais que o corpo está enviando.

Algumas dicas úteis:
 

Use o penico portátil.
  Embora o objetivo final seja o uso do banheiro, um penico facilmente disponível permitirá à criança experimentar alguma independência.
Deixe-a correr pela casa sem roupas quando possível.
  Sem a segurança de uma fralda a tendência é ficar mais alerta para quando ela quer fazer xixi ou cocô. Tenha o penico à mão para que ela possa agir nesses impulsos.
Use roupa íntima de treinamento.
  Usar roupa íntima de algodão ou descartável é extremamente útil. Como os acidentes irão acontecer, a roupa íntima para este período de treinamento deve ser descartável ou resistente à lavagem, além de confortável e fácil da criança tirar com mínimo ou nenhum auxílio.
Seja paciente.
  Freqüentemente são necessários meses para que a criança domine os esfíncteres e possa usar o penico ou o banheiro com segurança. São comuns também vários "passos para trás" durante o período de treinamento.
Separe o dia da noite.
  O controle dos esfíncteres durante a noite é um passo mais tardio que o controle diurno. Não espere que os dois aconteçam ao mesmo tempo.

Se você esperar sua criança mostrar interesse no treinamento de banheiro, você vai achar a experiência muito mais fácil do que tinha antecipado. Acima de qualquer outra coisa, poder controlar os reflexos para evacuar ou urinar deve ser uma experiência positiva para sua criança.


 

VACINAÇÃO E IMUNIZAÇÃO

 

Vacinação ou imunização ativa acontece quando uma pessoa é estimulada, por ação de uma vacina, a desenvolver uma defesa contra uma doença infecciosa.

Vacinas liberadas nos Estados Unidos no ano 2007: Antraz, Tuberculose (BCG), Caxumba, Cólera, Coqueluche (Pertussis), Difteria, Doença de Lyme, Encefalite Japonesa, Febre Amarela, Gripe, Hepatite A, Hepatite B, Hemófilos B, Meningococo, Peste, Pneumococo, Poliomielite, Raiva, Rubéola, Sarampo, Tífo, Tétano, Varicela, Papilomavirus humano (HPV), Rotavirus.

Administração de múltiplas vacinas

A maior parte das vacinas pode ser empregada de forma simultânea e eventualmente em preparação única. Algumas necessitam aplicação em locais e por vias diferentes, braço e coxa, injeção intramuscular e subcutânea. Algumas vacinas não devem ser aplicadas simultaneamente (vacinas orais contra poliomielite e contra febre amarela ou contra cólera).

Doses perdidas de vacina

Caso tenha sido ultrapassado o prazo de aplicação de uma vacina não há necessidade de recomeçar a série inteira da imunização, a dose esquecida deverá ser feita na primeira oportunidade.

Estado vacinal desconhecido ou incerto

As pessoas com incerteza de seu estado de imunização devem ser consideradas como suscetíveis à doença em pauta e imunização apropriada deverá ser administrada.

Dúvidas na contra-indicação

Não está contra-indicada a vacinação nas seguintes situações:
 

doença aguda com febre moderada até 38 O C
diarréia sem manifestação sistêmica
fase de convalescença
tratamento com antibiótico
reação prévia à vacina com vermelhidão, dor, edema local e febre moderada
prematuridade
gravidez materna
exposição à doença infecciosa
amamentação
desnutrição.

Imunização passiva

A imunização passiva implica na administração de anticorpos pré-formados a um indivíduo.

Três situações genéricas orientam a imunização passiva:
 

deficiência na elaboração de anticorpos (uso de corticóides)
exposição à determinada doença em pacientes de risco importante (criança leucêmica exposta ao sarampo)
terapêutica (quando uma pessoa já doente pode se beneficiar suprimindo efeitos tóxicos, como, por exemplo, no botulismo ou diminuindo uma reação inflamatória, como na doença de Kavasaki). Os produtos usados nestas situações são geralmente gama-globulina ou similares.



VARICELA

 

O que é?

A varicela (catapora) é uma doença infecciosa, altamente contagiosa, causada por um vírus chamado Varicela-Zoster. Esse vírus pode causar vários tipos de infecções: primária (quadro clínico de catapora bem estabelecido), latente (sem manifestação clínica) e reativação.

Esse vírus permanece em nosso corpo a vida toda, estando como que adormecido; sua reativação determina doença localizada na área correspondente a um ou mais nervos sensitivos e chama-se então Herpes-Zoster, conhecida também como cobreiro.

Como se adquire?

Na era pré-vacina 90% das pessoas suscetíveis desenvolviam a doença primária varicela ou catapora. No contato intradomiciliar a contaminação da doença ocorre em mais de 80% dos propensos; em contato menos íntimo (colégio), baixa para 30% das crianças.

A passagem da doença de pessoa a pessoa em uma mesma casa costuma tornar mais grave o quadro. O período de transmissão inicia 24 a 48 horas antes do surgimento das lesões da pele e se estende até que todas as vesículas tenham desenvolvido crostas (casca), usualmente 7 a 9 dias. O tempo que medeia entre o contato e surgimento da doença (incubação) é de 14 a 16 dias, variando entre 10 e 21 dias. A transmissão se dá através do contato aéreo, de via respiratória para via respiratória ou por contato direto com as lesões vesiculares cujo líquido está cheio de vírus.

O que se sente?

Uma vez alojados no organismo, os vírus começam a se reproduzir, invadem o sangue e produzem os sinais de infecção: febre 38 a 38,5°C, mal estar, perda do apetite, dor de cabeça. Os sintomas são mais ou menos intensos na dependência da quantidade de vírus contaminantes e da capacidade de defesa daquele indivíduo.

Lesões da pele e das mucosas:

Os vírus que estão na árvore respiratória são carregados para a pele e mucosas pela corrente sangüínea. Inicia-se uma reação inflamatória local; aparecem pequenas pápulas avermelhadas com prurido intenso que evoluem rapidamente para pequenas vesículas com líquido cristalino, que acaba se turvando. As vesículas retraem-se no centro e inicia-se a formação de crosta escura (casca). Tudo ocorre em mais ou menos 2 a 3 dias. As lesões surgem em "ondas" independentes o que faz com que haja, no mesmo indivíduo, lesões de variados estágios evolutivos, sendo este achado um dos mais importantes para a confirmação do diagnóstico. O número das lesões é extremamente variável (10 a 1500 em pessoas normais); na média podemos falar em cerca de 300.

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é fundamentalmente clínico. O tratamento é dirigido ao abrandamento dos sintomas. É uma doença benigna e a cura se faz por reação do próprio organismo. Atualmente, as complicações mais importantes acontecem por contaminação com bactérias. Gestantes, recém-nascidos e indivíduos com defesas baixas são casos que necessitam atenção especial.

Herpes-Zoster x Varicela - Curiosidade

Não se desenvolve Zoster por contato com varicela, mas se pode desenvolver varicela em contato com Zoster. Como?

Sendo o Zoster a reativação do vírus que já estava no organismo, quem tem Zoster já curou sua varicela (com sintomas ou sem sintomas) e quem ainda não teve varicela pode pegá-la pelo vírus que se encontra na lesão do Zoster.

Prevenção

A vacina contra varicela é recomendada após o primeiro ano de idade em dose única.

Os adolescentes suscetíveis necessitam 2 doses.


 

VISÃO DO RECÉM-NASCIDO

 

Quando um recém-nascido consegue ver?

Até pouco tempo atrás, nós pensávamos que os recém-nascidos pudessem ver muito pouco durante os primeiros meses de vida. Porém, testes melhores e mais sofisticados provaram que esta presunção era incorreta.

Em realidade, recém-nascidos podem ver e distinguir objetos já nas primeiras semanas de vida.

Foco

Os olhos deles não têm grande capacidade de foco, assim a distância ideal para ver um objeto fica entre 20 e 35 centímetros.

Isso é, aproximadamente, a distância em que o rosto da criança fica do rosto da mãe, quando está mamando ao seio.

Cores

A distinção entre cores provavelmente não é muito boa até pelo menos três meses de idade. Essa é a razão pela qual os recém-nascidos tendem a ter maior atração pelo contraste entre o claro e o escuro em vez de por objetos de cores fortes.

Preferências

Outro aspecto interessante da visão de um recém-nascido é que eles têm preferência pela face humana. Na realidade, parece haver uma zona do cérebro dedicada a permitir este reconhecimento facial.

É interessante que os bebês recém-nascidos são atraídos até mesmo por esboços grosseiros de faces humanas. Esse mecanismo de reconhecimento específico facilita o apego entre a mãe e a criança, particularmente durante a amamentação.

Coordenação

Uma desvantagem para a visão do recém-nascido é que os músculos do olho do bebê são ligeiramente fracos e bastante sem coordenação. Assim, embora a visão possa ser desenvolvida o bastante para permitir o reconhecimento de formas e contrastes, os músculos do olho tornam difícil o foco e o seguir estes objetos.

A maioria dos pais está familiarizada com o olhar estrábico que os bebês recém-nascidos parecem ter. Porém, esta coordenação pobre dos olhos, que os impede de se mover como uma unidade, é menos intensa a cada mês que passa.