Câncer "Cancerologia"

 

DETECÇÃO PRECOCE EM CÂNCER

O que é detecção precoce ou screening em câncer?

A detecção precoce significa fazer o diagnóstico do câncer no seu estágio pré-sintomático, ou seja, antes que a pessoa manifeste algum sintoma relacionado com a doença ou apresente alguma alteração ao exame físico realizado por um profissional da área da saúde.

O câncer, como outras doenças, tem uma história natural que se caracteriza por um espectro que tem, no seu início algumas células malignas - que por razões ainda não esclarecidas não são destruídas pelo sistema de proteção natural do organismo - e vai até o estágio em que a doença é clinicamente diagnosticável através de seus sinais e sintomas.

Características da detecção precoce

Os exames e testes laboratoriais e de imagem , utilizados na detecção precoce de um determinado tipo de câncer, não fazem o diagnóstico desse câncer, mas sim selecionam as pessoas com suspeita de ter esse tipo de câncer, para que testes mais específicos sejam realizados e seja confirmada ou afastada tal suspeita. Geralmente, o teste confirmatório é uma biópsia ou exame de um determinado tecido do corpo (anátomo-patológico).

Para que um teste seja considerado de "screening", ou seja, para que seja considerado adequado para ser realizado numa pessoa que não apresente sinais e sintomas da doença, ele deve:
 

Ter a capacidade de diagnosticar o câncer, antes que a pessoa desenvolva sintomas
Oferecer pouco risco ou desconforto para a pessoa
Ter um custo acessível

Por outro lado, para desenvolver métodos de detecção precoce em relação a um determinado tipo de câncer, é necessário:
 

Haver evidências científicas suficientes de que, se esse câncer for diagnosticado precocemente haverá um tratamento médico disponível que melhore a evolução da doença
Que esse tratamento não seja pior que a própria doença

Isto quer dizer que não adianta o teste ser bom, pouco desconfortável e barato mas não ter um tratamento disponível para mudar a história natural da doença. Também não adianta ter tratamentos que possam ser instituídos na fase pré-clínica da doença (fase da doença em que ainda não se pode fazer o diagnóstico pelos sinais e sintomas que a doença provoca), se não existem testes que diagnostiquem esse câncer nesta fase pré-clínica.

Além dessas características descritas anteriormente (ter a capacidade de diagnosticar um câncer precocemente e esse câncer ter tratamentos disponíveis para se alterar a sua história natural), a detecção precoce deve ser realizada só naqueles cânceres que, se diagnosticados precocemente e instituído tratamento efetivo precocemente, podem modificar o custo afetivo, pessoal e financeiro relacionado ao diagnóstico e ao tratamento e/ou diminuir a mortalidade relacionada com esse tipo de câncer. Ou seja, não adianta fazer diagnóstico precoce e tratar o câncer na sua fase pré-clínica , se isto não vai alterar a mortalidade e/ou o sofrimento da pessoa. Porque nesse caso, o que está sendo feito é simplesmente tornar uma pessoa saudável e assintomática em uma pessoa doente com todos os custos pessoais e financeiros relacionados ao diagnóstico e ao tratamento de uma doença como essa.

Muitos tipos de cânceres e vários testes diagnósticos têm essas características:
 

Diagnosticar o câncer antes de desenvolver sinais e sintomas
Ter um tratamento efetivo contra este tipo de câncer

Que tipo de testes são feitos para detectar precocemente um câncer?

A forma mais fácil de fazer esse teste é através da observação visual de lesões suspeitas, seguida da palpação. São procedimentos fáceis, de baixo custo e com um mínimo de desconforto.

A inspeção(ou exame visual) de alterações de textura e coloração da pele, mucosa oral, retina e colo uterino é um exemplo de como se pode buscar alterações sugestivas de uma lesão pré-maligna.

A palpação também é particularmente útil, fácil de se fazer e barata para detectar precocemente nódulos de mama, próstata aumentada ou linfonodos alterados.

Outros tipos de testes são feitos para se detectar precocemente. São testes de imagem como raio-X, ecografias ou testes laboratoriais, como testes de sangue e urina.

Que tipos de cânceres podem ser diagnosticados precocemente?

Exemplos de cânceres nos quais é possível ser realizada a detecção precoce e serem tratados efetivamente:
 

câncer de mama
o câncer de colo uterino
câncer de cólon.

Para diminuir as suas chances de desenvolver um câncer, siga estes conselhos:
 

Consulte-se com o seu médico regularmente
Faça os exames de detecção precoce de câncer que ele recomendar, com a freqüência que for mais adequada para o seu caso específico.
Não fume
Não ingira bebidas de álcool em excesso
Coma frutas, legumes e verduras diariamente
Tome bastante água
Pratique exercícios físicos regularmente conforme indicação médica
Evite o sol entre as 10 horas e 16 horas
Mulheres: amamentem seus filhos
Previna-se de doenças sexualmente transmissíveis através de métodos de barreira(camisinha)
Pratique uma fé religiosa ou outra forma de espiritualização
Seja feliz!

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Uma doença descoberta na sua fase pré-clínica pode regredir?

Existe algum teste genético que diga se algum dia eu terei câncer?

Informações específicas sobre cada tipo de câncer e a forma de detectá-los precocemente podem ser encontradas em outros artigos desse site.



 

PREVENÇÃO EM CÂNCER

O que é?

Prevenção em câncer é reduzir a possibilidade do aparecimento de qualquer tipo de câncer.

Exemplos de estratégias de prevenção são:
 

evitar contato com carcinógenos (substâncias que causam câncer), por exemplo, evitar o contato, sem proteção, com alguns solventes utilizados na indústria, para prevenir câncer de pulmão, orofaringe (boca e garganta) e bexiga.
modificar hábitos de dieta ou de vida que alterem uma predisposição genética a um determinado tipo de câncer, por exemplo, evitar o fumo (uso de tabaco) em qualquer uma de suas formas ou a ingestão de grandes quantidades de bebida alcoólica, para prevenir câncer de pulmão, esôfago e orofaringe;
evitar uma exposição ambiental que esteja relacionada a uma maior incidência de um determinado tipo de câncer, por exemplo, evitar a exposição ao sol nos horários em que os raios ultravioleta estão mais fortes, como das 10 às 16 horas, para prevenir câncer de pele.
alterar o efeito de determinada substância sobre um determinado órgão que poderia estar relacionada a um determinado tipo de câncer, por exemplo, o uso de antiestrogênios, para prevenir câncer de mama.
tratar lesões pré-malignas, por exemplo, retirar lesões do colo uterino antes que se tornem malignas, para prevenir câncer de colo uterino.

Todas essas medidas são baseadas em vários estudos científicos, nos quais se observou ou se testou uma determinada atitude que se mostrou efetiva na diminuição do número de novos casos de câncer.

Estes estudos são muito difíceis de ser realizados não só pelo seu custo, mas também por dificuldades metodológicas específicas de se poder afirmar que determinado elemento está relacionado diretamente com a causa de uma específica doença. Porém, eles são muito importantes e extremamente proveitosos se forem comparados com o custo médico e pessoal que está envolvido no fato de uma pessoa receber o diagnóstico de que está com câncer.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Todos os tipos de câncer são previsíveis?



 

DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE BEXIGA

Sinônimo

Exame Preventivo do Câncer de Bexiga

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou "screening" para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, mesmo antes que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar que um grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para estas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência este teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de bexiga?

A bexiga é um órgão na parte baixa do abdômen, um pouco acima e atrás do osso do púbis. Ela armazena a urina que os rins produzem após filtrarem o sangue do corpo, retirando as substâncias desnecessárias para o funcionamento do corpo. A urina vai dos rins até a bexiga através de dois pequenos tubos (um para cada rim) chamados ureteres. A bexiga "guarda" a urina até estar suficientemente cheia para a pessoa sentir vontade de urinar e esvaziá-la, através da uretra. A bexiga é feita de uma camada muscular que estica e encolhe dependendo do volume de urina que ela "guarda".

Todo o tecido que recobre os ureteres, a bexiga e a uretra, pode sofrer uma transformação maligna e transformar-se em câncer. O câncer na bexiga é o tipo mais comum desses três locais.

Cistoscopia é o exame que olha a uretra, a bexiga e o início dos ureteres por dentro.

Como o médico faz este exame?

Durante a cistoscopia, um pequeno instrumento com uma luz na ponta, o cistoscópio, é introduzido pela uretra e procura lesões com aspecto anormal neste tecido. Se algum local tiver uma aparência suspeita de estar acometido de alguma transformação, o cistoscópio pode coletar uma pequena amostra do tecido, que é retirado e examinado num microscópio.

A esse exame chama-se biópsia e exame patológico da bexiga. Esse exame é muito útil para examinar pessoas que já tiveram câncer de bexiga. Ele não serve para ser feito em pessoas que não têm uma história sugestiva de câncer de bexiga ou de pessoas que estejam sem sintomas. Ou seja, esse exame não foi comprovado ser útil como um exame de detecção precoce para a população em geral.

Pesquisa de sangue na urina (hematúria) também não foi comprovado ser útil como exame de detecção precoce desse tipo de câncer.

Vários estudos estão sendo realizados para se desenvolver um exame de detecção precoce de câncer de bexiga em pessoas da população em geral sem sintomas. Informe-se com o seu médico se você tem indicação de fazer algum exame em especial, se você pertence a algum grupo de risco para esse tipo de câncer ou se novos métodos de detecção precoce já foram desenvolvidos.

Quais os fatores de risco mais comuns para câncer de bexiga?
 

Idade:

A maioria das pessoas que desenvolve esse tipo de câncer faz o diagnóstico dessa doença após os 60 anos de idade.

Raça:

O câncer de bexiga é mais comum em pessoas brancas do que em pessoas de outra cor, porém as pessoas negras que desenvolvem câncer de bexiga morrem mais por causa da doença do que os brancos.

Sexo:

O câncer de bexiga é mais comum em homens do que mulheres, porém as mulheres que desenvolvem câncer de bexiga morrem mais por causa da doença do que os homens.

Fumo:

Pessoas que são ou foram fumantes têm mais chance de desenvolver este tipo de câncer do que as pessoas que jamais fumaram. O risco de desenvolver este tipo de câncer diminui progressivamente depois que a pessoa pára de fumar, porém o risco entre os ex-fumantes permanece mais alto do que para os que nunca fumaram, mesmo passados mais de 10 anos que a pessoa deixou de fumar.

Substâncias químicas:

O câncer de bexiga está associado ao contato com inúmeras substâncias químicas e pessoas que trabalham com substâncias como tintas e corantes, borracha e carvão, podem ter este risco aumentado. Logo, trabalhadores da indústria do papel, couro, cordas ou roupas podem ter maior risco para este tipo de câncer.

Pessoas que trabalham com lavagem de roupas a seco também podem ter mais risco de desenvolver um tumor na bexiga. Pessoas que receberam quimioterapia (tratamento para alguns tipos de câncer) com ciclofosfamida podem ter seu risco aumentado para câncer de bexiga assim como quem recebeu radioterapia (tratamento para câncer com radioatividade) diretamente sobre a pelve (baixo-ventre).

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Eu tive doença sexualmente transmissível. Isto é fator de risco para câncer de bexiga?

Eu fumo mais de uma carteira de cigarros por dia. Eu deveria fazer algum exame em especial?



 

CÂNCER DE COLO DO ÚTERO

Sinônimos:

Câncer de Cérvice Uterina, Câncer do colo uterino

O câncer de colo uterino é o câncer mais comum entre as mulheres no Brasil, correspondendo a, aproximadamente, 24% de todos os cânceres.

Definição de câncer de colo uterino

É o câncer que se forma no colo do útero. Nessa parte, há células que podem se modificar produzindo um câncer. Em geral, é um câncer de crescimento lento, e pode não ter sintomas.

O que é o colo do útero?

O colo é a parte inferior do útero que o conecta à vagina. O colo produz muco que durante uma relação sexual ajuda o esperma a mover-se da vagina para o útero. Na menstruação o sangue flui do útero através do colo até a vagina, de onde sai do corpo. No período de gravidez o colo fica completamente fechado. Durante o parto o colo se abre e o bebê passa através dele até a vagina.


O que se sente quando se tem o câncer de colo do útero?

O quadro clínico de pacientes portadoras de câncer de colo do útero pode variar desde ausência de sintomas (tumor detectado no exame ginecológico periódico) até quadros de sangramento vaginal após a relação sexual, sangramento vaginal intermitente (sangra de vez em quando), secreção vaginal de odor fétido e dor abdominal associada com queixas urinárias ou intestinais nos casos mais avançados da doença.

Como o médico faz o diagnóstico do câncer de colo do útero?

O diagnóstico é, predominantemente, clínico. A coleta periódica do exame citopatológico do colo do útero (também chamado de exame pré-câncer ou Papanicolau) possibilita o diagnóstico precoce, tanto das formas pré-invasoras (NIC), como do câncer propriamente dito. No exame ginecológico rotineiro, além da coleta do citopatológico, é realizado o Teste de Schiller (coloca-se no colo do útero uma solução iodada) para detectar áreas não coradas, suspeitas. A colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais) auxilia na avaliação de lesões suspeitas ao exame rotineiro, e permite a realização de biópsia dirigida (coleta de pequena porção de colo do útero), fundamental para o diagnóstico de câncer.

Nas pacientes com diagnóstico firmado de câncer de colo do útero, é necessária a realização de exames complementares que ajudam a avaliar se a doença está restrita ou não ao colo do útero: cistoscopia, retossigmoidoscopia, urografia excretora e, em alguns casos, a ecografia transretal.

Os tipos de câncer de colo do útero podem ser: tipo epidermóide, o mais comum, e também pode ser do tipo adenocarcinoma, o qual é bem menos freqüente. O primeiro pode ser diagnosticado na sua forma pré-invasora: NIC (neoplasia intraepitelial cervical), geralmente assintomático, mas facilmente detectável ao exame ginecológico periódico.

Como se trata o câncer de colo de útero?

O tratamento das pacientes portadoras desse câncer baseia-se na cirurgia, radioterapia e quimioterapia. O tratamento a ser realizado depende das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão. Quando o tumor é inicial, os resultados da cirurgia radical e da radioterapia são equivalentes.

O tratamento cirúrgico consiste na retirada do útero, porção superior da vagina e linfonodos pélvicos. Os ovários podem ser preservados nas pacientes jovens, dependendo do estadiamento do tumor; quanto mais avançado, mais extensa é a cirurgia.

O tratamento radioterápico pode ser efetuado como tratamento exclusivo, pode ser feito associado à cirurgia (precedendo-a),ou quando a cirurgia é contra-indicada.

Detecção precoce para o câncer de colo de útero

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de se procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual o grupo de pessoas que corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer, e dizer com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida. Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de colo do útero?

O exame de Papanicolau ou "preventivo de câncer de colo do útero" é o teste mais comum e mais aceito para ser utilizado para detecção precoce do câncer de colo do útero.

O que é Papanicolau?

Papanicolau é um teste que examina as células coletadas do colo do útero. O objetivo do exame é detectar células cancerosas ou anormais. O Exame pode também identificar condições não cancerosas como infecção ou inflamação. O nome do teste refere-se ao nome do seu criador, o médico greco-americano George Papanicolaou

Com que freqüência deve ser feito o Papanicolau?

Toda mulher deve fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero (Papanicolau) a partir da primeira relação sexual ou após os 18 anos. Este exame deve ser feito anualmente ou, com menor freqüência, a critério do médico.

Mulheres mais velhas normalmente deixam de fazer esse exame porque deixam de se consultar, ou mesmo por orientação do médico. A partir dos 65 anos, as mulheres que tiveram exames normais nos últimos 10 anos devem conversar com seu médico sobre a possibilidade de parar de realizar o exame regularmente.

Mulheres que realizaram histerectomia (cirurgia para retirada do útero) com a retirada do colo além do útero, não necessitam fazer o exame, a menos que a cirurgia tenha sido feita para o tratamento de câncer ou de lesão pré-maligna.

Como o médico faz o exame de Papanicolau?

Este teste é feito por um médico ou um técnico treinado para isso, num consultório ou ambulatório. Durante um exame vaginal, antes do exame de toque, um aparelho chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo do útero seja facilmente visualizado. Com uma espátula e/ou uma escova especial, o médico coleta algumas células do colo do útero e da vagina e as coloca numa lâmina de vidro. Essa lâmina com as células é examinada em um microscópio para que sejam identificadas anormalidades que sugiram que um câncer possa se desenvolver (lesões precursoras) ou que já esteja presente.

O exame de Papanicolau necessita de alguma preparação prévia?

A mulher deve fazer este exame quando não estiver menstruando. O melhor período é entre o 10º e 20º dia após o primeiro dia do seu último período menstrual. A mulher deve avisar seu médico em que momento do ciclo está.

Por dois dias antes do exame a mulher deve evitar piscina e banheiras, duchas vaginais, tampões, desodorantes ou medicamentos vaginais, espermicidas e cremes vaginais (a menos que seu médico recomende explicitamente). Estes produtos e situações podem retirar ou esconder células anormais.

A mulher deve também evitar relações sexuais por dois dias antes do exame.

Após o exame, a mulher pode voltar a suas atividade normais imediatamente.

Resultados do Exame Preventivo (Papanicolau)

Negativo para câncer (células malignas): se é o primeiro resultado negativo, a mulher deverá fazer novo exame preventivo em um ano. Se tiver um resultado negativo no ano anterior, o exame deverá ser repetido em 3 anos.

Alteração tipo NIC I: repetir o exame em 6 meses;
Alterações tipo NIC II e NIC III: o médico deverá decidir a melhor conduta. Novos exames, como a colposcopia, deverão ser realizadas;
Infecção pelo HPV: o exame deverá ser repetido em 6 meses;

ASCUS e ASGUS (alteração atípica com significado incerto): o médico deve indicar a conduta a seguir conforme cada caso. Pode ser a repetição do exame em 12 meses ou tratamento de infecção ou fazer uma colposcopia (exame em que se visualiza o colo do útero com lente de aumento de 10 vezes ou mais).

Amostra insatisfatória: a quantidade de material não foi suficiente para fazer o exame. O exame deve ser repetido logo que for possível.

Independente desses resultados, você pode ter alguma outra infecção que será tratada. Siga o tratamento corretamente. Muitas vezes, é necessário que o seu parceiro também receba tratamento.

O câncer de colo do útero pode ser prevenido?

Sim, prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

O câncer de colo do útero, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis. Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores aos quais, se a pessoa estiver exposta, a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui.

Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, expondo-se mais a eles.

A prevenção do câncer de colo do útero passa por cuidados e informações sobre o uso de preservativos, a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e a orientação sexual, desestimulando a promiscuidade. Em nível secundário de prevenção, está o exame ginecológico periódico.

Os fatores de risco e proteção mais conhecidos para o câncer de colo do útero e que podem ser modificados são:

Exame de Papanicolau ou preventivo de câncer
Fazer o exame preventivo de câncer de colo do útero é a forma mais eficaz de diminuir a chance de ter esse tipo de câncer.

As mulheres mais velhas, que normalmente deixam de fazer esse exame, muitas vezes por orientação do seu próprio médico, ou porque deixam de se consultar com um ginecologista, têm risco de desenvolver esse tumor, já que não o diagnosticam na sua fase inicial.

Infecção pelo Vírus Papiloma Humano (HPV)

O Vírus Papiloma Humano (HPV) é um vírus extremamente comum, do qual existem mais de 80 sub-tipos. Alguns deles são transmitidos sexualmente (por contato sexual com parceiro portador desse vírus). Desses, alguns estão associados ao câncer de colo do útero. Mais freqüentemente, os sub-tipos 16 e 18 estão associados a esse tipo de tumor.

Não existe tratamento para esse tipo de vírus e ele desaparece sozinho, sem tratamento, na grande maioria das vezes. Porém, a maioria dos cânceres de colo do útero têm a presença desse vírus.

Ou seja, as mulheres portadoras desse vírus devem fazer exames mais freqüentes com o seu ginecologista ou profissional de saúde capacitado para detectar alterações sugestivas de lesões malignas ou pré-malignas tão cedo quanto possível, o que aumenta muito a chance de se fazer um procedimento que a deixem complemente curadas.

Fumo

Fumar aumenta o risco de desenvolver esse tipo de câncer.
Parar de fumar ou evitar fumo passivo (inalar fumaça de fumantes próximos) é uma forma de prevenir esse tipo de tumor.

História da Vida Sexual

Mulheres que tiveram a sua primeira relação sexual muito cedo, antes dos 16 anos, ou que têm ou tiveram muitos parceiros, têm maior risco de ter esse tipo de câncer. Possivelmente, isso é o reflexo de maior exposição a doenças sexualmente transmissíveis , como o HPV, que estão associados a esse tipo de tumor.

Outras doenças sexualmente transmissíveis também estão associadas a esse tumor, como o herpes simples e o HIV.

Por isso, a prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis, com o uso de métodos de barreira (camisinha ou condom) e uso de espermicida, diminui a chance de desenvolver esse tipo de tumor.

Dieta

Vários estudos têm associado uma diminuição no risco de desenvolver câncer de colo do útero em mulheres que ingerem micronutrientes nas suas quantidades adequadas.

Os micronutrientes mais freqüentemente descritos como benéficos, nestes estudos, são os carotenóides, a vitamina C e E.

Provavelmente, estes estudos estão demonstrando de forma indireta que uma dieta variada, balanceada e rica em vegetais é benéfica e diminui as chances da mulher de desenvolver esse tipo de tumor.

Os principais fatores de risco para o câncer de colo do útero são:

baixo nível sócio-econômico
precocidade na primeira relação sexual
promiscuidade (múltiplos parceiros)
parceiro sexual de risco
multiparidade (vários partos)
primeira gestação precoce
tabagismo
radiação prévia
infecção por papilomavírus
herpes vírus

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Tive verruga na vagina; isso aumenta o meu risco de ter câncer de colo do útero?

Meu parceiro teve verruga no pênis. O que devo fazer para me prevenir?




 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DE CÓLON E RETO

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer de Cólon, de Intestino Grosso, de Reto

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de cólon?

O tubo digestivo é composto de várias partes diferentes, começando pela boca, passando pelo esôfago, o estômago, o intestino delgado, o intestino grosso ou cólon, o reto e terminando no ânus. O cólon e o reto têm a função de absorver a água que é ingerida com os alimentos e transformar a massa de substância ingerida e não aproveitada pelo corpo, em fezes para que seja eliminada. Essas duas porções do tubo digestivo são muito semelhantes no que diz respeito à camada que reveste o seu interior e a sua função. Assim, os tumores que acometem essas regiões são chamados, normalmente, de câncer coloretal, e tratados como uma única doença.

Esses tumores podem ser diagnosticados precocemente de várias formas. O exame oculto das fezes e os exames que vêem o intestino por dentro, como a colonoscopia e a retosigmoidoscopia são os exames mais frequentemente utilizados para se fazer um diagnóstico precoce desse tumor.

Como o médico faz este exame?
 

Exame Oculto das Fezes:

Nesse exame, o paciente, após realizar uma dieta específica para realizá-lo, evacua num recipiente fornecido pelo laboratório e lá os técnicos procuram por sangue que tenha se exteriorizado do tubo digestivo junto com as fezes. Os estudos mostram que se as pessoas entre 50 e 80 anos de uma determinada população realizarem esse exame anualmente, ou de dois em dois anos, diminui as mortes decorrentes desse tipo de tumor naquela população.

Retosigmoidoscopia:

Nesse exame, o médico introduz pelo ânus um fino tubo com uma câmara na ponta para dentro do reto à procura de pólipos ou lesões sugestivas de terem sofrido alguma transformação compatível com um tumor. Os estudos mostram que se as pessoas acima de 50 anos de uma determinada população realizarem esse exame regularmente, diminui as mortes decorrentes desse tipo de tumor naquela população. O intervalo ideal que deve ser feito esse exame (de quanto em quanto tempo) ainda não foi determinado e o paciente deve discutir com o seu médico, que avaliará os seus fatores de risco e o resultado do primeiro exame para determinar o intervalo ideal.

Colonoscopia:

Esse exame é um exame endoscópico semelhante à Retosigmoidoscopia, porém com um aparelho mais fino e mais flexível, que consegue visualizar as porções do cólon, além do reto e do sigmóide, como o anterior. Apesar de os tumores coloretais localizarem-se mais freqüentemente nas suas porções mais próximas ao ânus, boa parte dos tumores pode se localizar nas porções iniciais do cólon e, por isso mesmo, serem mais difíceis de se diagnosticar e causarem menos sintomas. Como o exame anterior, estudos demonstraram que esse exame feito em pessoas acima de 50 anos, realizado regularmente, pode diminuir as mortes relacionadas com esse tipo de tumor.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer coloretal?
 

Idade

O risco de desenvolver o câncer de cólon e reto aumenta com a idade após os 50 anos.

História familiar

Algumas famílias têm um tipo de doença que acomete o cólon, a Adenomatose Poliposa Familiar. Essa doença faz com que a pessoa desenvolva vários pólipos no seu intestino. Essas pessoas têm mais risco de desenvolver esse tipo de câncer. Outras doenças que alguns familiares possam ter tido também aumenta a chance dessas pessoas de ter esse tipo de câncer, e uma delas é o próprio câncer coloretal ou mesmo uma história de Adenoma (tumor benigno do intestino, que provavelmente é a forma anterior do tumor maligno) de cólon antes dos 60 anos.

História Patológica Passada ou Atual

Dependendo do tipo de doenças que uma pessoa já teve, a chance de ela desenvolver câncer coloretal é maior. Essas doenças incluem o próprio câncer de cólon prévio, câncer de ovário, endométrio ou de mama, além de história de adenomas (pólipos) do intestino grosso. Outra doença que está associada ao risco de ter esse tipo de câncer é a Doença de Crohn ou a Retocolite Ulcerativa, doenças em que há uma inflamação crônica dos intestinos.

Vários estudos têm demonstrado que todas as pessoas que tem mais de 50 anos devem fazer algum tipo de exame para detectar precocemente lesões que podem evoluir para câncer coloretal ou para retirar lesões malignas iniciais. Com isso, a mortalidade devida a esse tipo de neoplasia diminui para toda a população.

A frequência com que se deve realizar esse exame depende dos seus fatores de risco e de sua história pessoal. Um médico deve ser consultado para definir com o paciente o tipo de exame e o intervalo ideal para realizá-lo, e quando deve parar de fazê-lo de forma periódica.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Quais são os riscos de uma colonoscopia?

Meu pai (ou minha mãe) teve câncer de cólon. Eu devo fazer algum exame em especial por causa disso?

Às vezes, conforme o que eu como, parece ter sangue nas minha fezes. Eu devo me preocupar com isso?



 

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE CÓLON E RETO

Sinônimo:

Prevenção de câncer do intestino grosso e do reto.

O que é prevenção de um tipo de câncer?

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz prevenção no câncer de cólon?

O tubo digestivo é composto de várias partes diferentes, começando pela boca, passando pelo esôfago, o estômago, o intestino delgado, o intestino grosso ou cólon, o reto e terminando no ânus. O cólon e o reto têm a função de absorver a água que é ingerida com os alimentos e transformar a massa de substância ingerida e não aproveitada pelo corpo em fezes para que seja eliminada. Essas duas porções do tubo digestivo são muito semelhantes no que diz respeito à sua camada que reveste o seu interior e a sua função. Assim, os tumores que acometem estas regiões são chamados, normalmente, de câncer colo-retal e tratados como uma única doença.

Os tumores que crescem no cólon e no reto podem ser benignos (pólipos) ou malignos. Os tumores malignos têm um crescimento celular desordenado e têm a capacidade de se espalhar para outras partes do corpo (as metástases).

O câncer de cólon e reto, como a maioria dos tipos de câncer, têm fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para esse tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer Colo-retal" neste site) . Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se podem modificar, se expondo mais a eles.

Os fatores de risco para câncer de cólon e reto mais conhecidos e que podem ser modificados são:
 

Dieta

Pessoas que ingerem alimentos ricos em gordura animal (carne, manteiga, leite integral, queijos, natas, banha, creme de leite, lingüiça, salame, presunto, pele de frango, carne gorda), pobre em cálcio e folatos, pobre em fibras vegetais e que consomem uma porção de bebida alcoólica por dia ou mais, têm mais possibilidade de desenvolver esse tipo de câncer. Comer uma dieta rica em fibras (cinco ou mais porções de frutas, legumes ou verduras por dia, incluindo sucos naturais) e pobre em gorduras é fator de proteção para o câncer de cólon e reto.

Estilo de vida

Pessoas sedentárias têm mais possibilidade de desenvolver esse tipo de câncer. Fazer exercício aeróbico regularmente e ter uma vida ativa do ponto de vista físico diminui as chances da pessoa desenvolver esse tipo de câncer. Converse com o seu médico qual o exercício mais adequado para você e com que freqüência.

Fumo

Fumar aumenta o risco em 2,5 vezes as chances de desenvolver esse tipo de câncer. Após aproximadamente 10 anos de abstinência ao fumo, a pessoa ex-fumante tem um risco semelhante de ter esse tipo de câncer ao de pessoas que nunca fumaram.

Uso de anti-inflamatórios não esteróides

Alguns estudos demonstraram que pessoas que usam anti-inflamatórios comuns regularmente têm menos risco de desenvolver esse tipo de tumor. Corticóides, que também tem efeito anti-inflamatório, não têm essa mesma capacidade de diminuir o risco da pessoa de ter esse tipo de câncer.

Converse com o seu médico sobre as vantagens e desvantagens pessoais que você teria de usar essas medicações para diminuir o seu risco de desenvolver câncer de cólon e reto.

Pólipos intestinais

Fazer colonoscopias regularmente após os 50 anos e remover pólipos da mucosa intestinais ou lesões suspeitas diminui as possibilidades de ter esse tipo de tumor, já que se sabe que muitos desses tumores se iniciam nessas lesões.

O seu médico pode determinar a partir de que idade e com que freqüência você deve fazer esse exame. Para maiores informações sobre esse exame leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer Colo-retal" nesse site.

Além disto, esses tumores podem ser diagnosticados precocemente de várias formas.

O exame oculto das fezes e os exames que vêem o intestino por dentro, como a colonoscopia, a retosigmoidoscopia e o enema opaco são os exames mais freqüentemente utilizados para se fazer um diagnóstico precoce desse tumor.

Quanto mais cedo o tumor é diagnosticado maiores são as chances de que ele não volte (recidiva) ou que se espalhe (metástases).

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Jamais gostei de comer legumes e frutas. O que posso fazer para prevenir câncer de cólon?

Minha mãe morreu de câncer no intestino. O que posso fazer para não ter esse câncer também?



 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DE ENDOMÉTRIO

Sinônimos:

Exame Preventivo de Câncer de Endométrio, Câncer do Útero.

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas correm mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de endométrio?

O útero fica na região inferior do abdômen, na pequena pelve, junto da bexiga, e se abre na vagina pelo colo uterino. Apesar de o útero ser formado de outras partes, como o músculo e a camada externa que recobre o útero por fora, o endométrio é a porção que mais comumente pode sofrer transformações que, por sua vez, podem tornar-se um câncer.

Existem vários exames que o médico pode fazer para examinar o endométrio e o útero por dentro, tais como, a ecografia transvaginal, a coleta de material para biópsia por aspiração do endométrio, o Papanicolau e a curetagem. Nenhum destes exames é utilizado para se fazer detecção precoce de câncer de endométrio, porque os estudos realizados não comprovaram que fazer esses exames regularmente em mulheres sem nenhum tipo de sintoma, diminua a mortalidade dessas mulheres por esse tipo de tumor.

Porém, toda a mulher que já entrou na menopausa, ou seja, parou de menstruar regularmente em definitivo, e apresentar um sangramento, deve fazer um desses exames para esclarecer a causa deste sangramento anormal.

O médico dessa paciente definirá qual o melhor exame a fazer, e quando.

Nunca deixe de procurar o médico numa situação dessas.

Como o médico faz este exame?

O exame de Papanicolau é feito por um médico ou um técnico treinado para isto, num consultório ou ambulatório. Durante um exame vaginal, antes do exame de toque, um aparelho chamado espéculo vaginal é introduzido na vagina para que o colo uterino seja facilmente visualizado. Com uma espátula e/ou uma escova especial, o médico coleta algumas células do colo uterino e da vagina e as coloca numa lâmina de vidro. Essa lâmina com as células é examinada em um microscópio para que sejam identificadas anormalidades que sugiram que um câncer possa se desenvolver ou que já esteja presente.

Apesar de não ser específico para detecção de câncer de endométrio, algumas células de dentro do útero podem ser visualizadas nesse exame e devem ser avaliadas quanto à presença de alguma alteração sugestiva de neoplasia.

Sempre que células do endométrio são encontradas num exame de Papanicolau, de uma mulher na menopausa que não esteja tomando hormônios, mais exames devem ser realizadas para comprovar que não há nada de anormal.

A ultrasonografia ou ecografia transvaginal é um exame em que um transdutor (aparelho que emite uma onda sonora e o seu eco é captado pelo mesmo aparelho para gerar uma imagem na tela de um monitor) é introduzido na vagina da paciente, assim como um espéculo, e o útero, as trompas e os ovários são visualizados para se detectar alterações. Esse exame pode ser usado para diagnosticar a causa de um sangramento vaginal anormal. Porém, não é utilizado para screening.

A biópsia e a curetagem do endométrio são exames em que material de dentro do útero é coletado para ser examinado por um patologista.

Informações mais detalhadas sobre esses exames estão em artigos da área de ginecologia.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer de endométrio?
 

Idade:

O risco de ter câncer de endométrio, como a maioria dos cânceres, por serem uma doença crônico-degenerativa e, portanto, necessitarem de um longo tempo para se desenvolverem, aumenta com a idade.

História Ginecológica:

Menstruar muito cedo, entrar na menopausa muito tarde ou não ter tido filho, são fatores de aumento de risco desse tipo de câncer. A idade que define este "cedo" ou "tarde" varia um pouco em cada população.

Dieta e estilo de vida:

Mulheres que estão acima do seu peso ideal ou que consomem muita gordura na sua dieta tem um risco aumentado para o câncer de endométrio.

Predisposição genética:

Mulheres que tem o gen de uma doença conhecida como câncer coloretal não-polipóide hereditário têm mais chance de ter câncer de endométrio. Para saber se a pessoa tem esse tipo de gen, é necessário fazer exames especiais e o médico indicará estes exames se a história de câncer na sua família for sugestiva para esta doença.

Uso de Hormônios:

Algumas mulheres utilizam hormônios, como o estrogênio, indicado pelo seu médico. Mulheres que fazem uso de terapia de reposição hormonal com estrogênio sem progesterona têm risco aumentado para esse tipo de tumor. O uso de Tamoxifen, uma medicação para tratar ou prevenir câncer de mama, também aumenta este risco.

Raça:

Apesar de mulheres negras terem menos câncer de endométrio, esse tumor geralmente tem uma evolução mais grave nessas mulheres. Por isso, as mulheres negras têm mais chance de morrer do que as brancas, quando diagnosticadas com este tipo de tumor.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Minha mãe teve câncer de útero. Eu devo fazer algum exame especial por causa disso?

Eu faço terapia de reposição hormonal. Eu devo fazer algum exame especial por causa disso?

Qual a diferença entre ecografia transvaginal e ecografia normal?



 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DO ESÔFAGO

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer de Esôfago

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, mesmo antes que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de esôfago?

O esôfago é a porção do sistema digestivo que liga a boca ao estômago. A sua função principal é conduzir o alimento para ser digerido pelos outros órgãos digestivos; por isto, ele tem o formato de um tubo que se estende do pescoço, atrás da traquéia, pelo tronco atrás do osso do peito, até a "boca do estômago". É composto basicamente de músculo recoberto, por dentro, por células de vários tipos.

O esôfago se divide em três partes:
 

a porção superior (mais perto da boca)
a porção média
a porção inferior (mais perto do estômago)

A maioria dos cânceres de esôfago se origina nas células de tipo epitelial, os chamados carcinomas, ou nas células das glândulas, os chamados adenocarcinomas. Esses tipos de tumor variam de freqüência dependendo da região no mundo. No Brasil, o tipo mais comum é o tipo epitelial, sendo que, aproximadamente, 50% se localiza no terço médio, 30%, no terço inferior e 20%, no terço superior. Usualmente, esse tipo de tumor só causa sintoma depois que cresceu bastante, por isto, na maioria das vezes, só é diagnosticado nos seu estágio mais avançado, quando as chances de cura são menores. O sintoma mais comum é a disfagia, ou seja, dificuldade para engolir, com ou sem dor. Se o tumor não é tratado, ele pode obstruir totalmente a passagem do alimento para o estômago.

O exame que diagnostica o câncer de esôfago e que poderia diagnosticá-lo precocemente é a endoscopia digestiva alta.

Como o médico faz este exame?

Através da introdução de um aparelho flexível pela boca, que tem uma câmara de vídeo na sua extremidade, um médico especialista pode ver todo o tubo digestivo superior, ou seja, a boca, o esôfago, o estômago e a porção inicial do intestino, o duodeno. Nesse exame, o médico pode ver as porções alteradas do interior do esôfago e retirar um pequeno pedaço desse local para ser examinado por um patologista, que tem condições de dizer se as alterações vistas estão relacionadas a uma alteração maligna das células. Algumas substâncias, quando em contato com a mucosa (revestimento interno) do esôfago, podem mostrar qual as áreas mais prováveis de estarem alteradas. Essas substâncias podem ser espalhadas por um spray por todo o esôfago durante a endoscopia.

Atualmente recomenda-se que pessoas que tenham fatores de risco para esse tipo de tumor devem fazer este exame com uma freqüência determinada pelo seu médico, que irá considerar o risco individual da pessoa e dos achados de exames anteriores.

Apesar de muitos estudos estarem em andamento para determinar o valor da utilização da endoscopia digestiva alta na detecção precoce do câncer de esôfago, nenhum conseguiu comprovar ainda que fazer esse exame de forma regular diminuirá a chance de morrer por causa deste tipo de câncer.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer de esôfago?
 

Alcoolismo:

O maior fator de risco para câncer de esôfago é o alcoolismo, principalmente quando associado ao fumo. Pessoas que ingerem 80 gramas ou mais por dia de álcool na forma de bebidas, têm um risco muito aumentado para esse tipo de tumor, sendo que 80 gramas de álcool = 4 a 5 doses de uísque ou cachaça ou 4 a 5 latinhas de cerveja ou 3 a 4 cálices de 200 ml de vinho.

Fumo:

Fumar cigarro é fator de risco para câncer de esôfago (principalmente quando a pessoa fuma mais de 40 maços de cigarro por ano).

Doenças anteriores ou associadas:

Pessoas que têm história de Doença de Chagas que comprometeu o esôfago (megaesôfago), carcinomas de outros locais, principalmente da cabeça e do pescoço, doença celíaca ou esofagite de refluxo com alterações da porção inferior da mucosa do esôfago (Esôfago de Barret) têm um risco aumentado para esse tipo de câncer.

Infecções:

Pessoas que tem a bactéria Helicobacter pylori detectada através de uma endoscopia, têm menor chance de desenvolver esse tipo de câncer. Esse tipo de infecção causa, na maioria das vezes, sintomas semelhantes a uma gastrite e aumenta o risco de outro tipo de câncer, o câncer de estômago. Estudos têm associado o câncer de esôfago ao Papilomavírus humano (HPV), que também está relacionado ao câncer de colo uterino.

Dieta:

Comer muitos alimentos salgados, defumados ou que foram preservados de forma inadequada, contaminados por aspergillus ou ricos em nitritos e nitrosaminas pode aumentar o risco de um indivíduo para esse tipo de câncer.

Desnutrição, principalmente associada ao alcoolismo e deficiência vitamínica (vitaminas A, B e C), estão associados a uma maior chance de ter esse tipo de câncer.

Líquidos quentes, como chimarrão, estão associados a um maior risco para desenvolver esse tumor.

Raça:

Pessoas da raça negra têm mais risco de desenvolver esse tumor.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Eu sempre tomei muito chimarrão? Devo fazer algum exame especial por causa disso?

Às vezes eu tenho dor para engolir alimentos sólidos. Eu devo fazer algum exame para saber o porquê?




 

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE ESÔFAGO

Sinônimos

Prevenção de Câncer de Esôfago.

O que é prevenção de um tipo de câncer?

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm estes fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz prevenção no câncer de esôfago?

O câncer de esôfago, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para esse tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer de Esôfago" nesse site) .

Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que se a pessoa está exposta a sua possibilidade de desenvolver esse tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, se expondo mais a eles.

Os fatores de risco e proteção para câncer de esôfago mais conhecidos e que podem ser modificados são:
 

Fumo e álcool

Fumar e beber bebida de álcool são os maiores fatores de risco para esse tipo de tumor. Mais da metade das pessoas que possuem esse tipo de tumor tem porque fumavam. Esses fatores aumentam muito o risco de desenvolver esse tipo de câncer, principalmente quando estão associados.

Parar de beber e de fumar é uma forma efetiva de diminuir as chances de desenvolver câncer de esôfago.

Dieta

Comer uma dieta rica em fibras, ou seja, comer cinco ou mais porções de frutas, legumes ou verduras por dia, incluindo sucos naturais, é fator de proteção para o câncer de esôfago. Estudos têm demonstrado que ingesta de vitamina C e carotenóides é particularmente importante para diminuir as possibilidades de desenvolver esse tipo de tumor.

Bebidas quentes

A ingesta de bebidas muito quentes como mate ou chimarrão é fator de risco para esse tipo de tumor.

Inclusive estudos demonstram que existe o que se chama de curva dose-resposta, ou seja, quanto mais se toma chimarrão mais risco se tem de desenvolver câncer de esôfago.

Diminuir a ingesta de bebidas muito quentes protege o indivíduo de desenvolver esse tipo de tumor.

Refluxo gastro-esofágico

Pessoas que têm refluxo gastro-esofágico com conseqüente esôfago de Barret (quando as células da porção do esôfago junto ao estômago se transformam de tanto sofrer a agressão do ácido proveniente do estômago, devido ao refluxo), têm mais chance de desenvolver um tipo específico de câncer de esôfago, o adenocarcinoma de esôfago.

Pessoas que possuem esse tipo de problema devem fazer controles mais freqüentes dessa porção do esôfago através de endoscopias para diagnosticar lesões malignas ou pré-malignas precocemente.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Eu bebia e fumava muito, mas agora parei. O que posso fazer para não ter risco aumentado para câncer de esôfago?

Sempre tive azia. Isso pode se transformar em câncer de esôfago?




 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER GÁSTRICO

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer de Estômago, Câncer Gástrico

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer gástrico?

O estômago é o órgão que fica na porção superior do abdômen, logo abaixo do pulmão, localizado entre o esôfago e o intestino. Com o seu formato de bolsa, ele tem a função de expor os alimentos ingeridos a substâncias que os tornam digeríveis, como o ácido clorídrico, para serem aproveitados pelo resto do corpo como fonte de energia e de outros fatores constitutivos, como as fibras e vitaminas. Por ser exposto a uma série de agressores através desta ingesta, a mucosa que recobre o estômago é alvo de vários agentes químicos ou infecciosos. Quando repetida por vários anos, esta agressão pode gerar uma transformação nas células do estômago, que pode inclusive progredir para uma transformação maligna.

O estômago é composto de vários tipos de células, porém o tipo mais comum de câncer gástrico é o adenocarcinoma, que envolve as células glandulares do estômago.

Esse tipo de tumor é muito comum no mundo todo e é responsável por grande parte das mortes relacionadas a neoplasias. Os casos de câncer de estômago estão diminuindo no mundo todo e acredita-se que esse declínio se deve às formas mais modernas de conservação de alimentos, ao aumento da ingestão de frutas e legumes e à diminuição da ingesta de comidas muito salgadas, principalmente as carnes conservadas com sal, como o charque.

O exame que diagnostica as alterações da mucosa é a endoscopia digestiva alta.

Como o médico faz este exame?

Através da introdução de um aparelho flexível pela boca, que tem uma câmara de vídeo na sua extremidade, um médico especialista pode ver todo o tubo digestivo superior, ou seja, a boca, o esôfago, o estômago e a porção inicial do intestino, o duodeno. Através desse exame, o médico pode ver as porções alteradas da mucosa gástrica e retirar um pequeno pedaço dessa mucosa para ser examinada por um patologista, que tem condições de avaliar se as alterações vistas estão relacionadas a uma alteração maligna das células.

O Japão é o país que tem maior incidência desse tipo de tumor e desde a década de 60 vem fazendo estudos de métodos de diagnóstico precoce e screening populacional. Segundo a experiência deles, fazer endoscopia ou algum exame que detecte as células que sofreram transformação maligna no estômago, tão cedo elas apareçam, é útil para tratar precocemente esse câncer e diminuir a mortalidade de pessoas com esse tipo de tumor.

Alguns outros países, como os Estados Unidos, tentaram reproduzir esse estudo, porém, como esse tumor é muito raro naqueles países, não conseguiram reduzir a mortalidade relacionada a ele com métodos de detecção precoce. Entretanto, pessoas com risco aumentado devem fazer exames periódicos para detectar alterações precursoras da mucosa gástrica ou mesmo lesões pequenas o suficiente para que o tratamento cirúrgico seja curador.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer gástrico?

Os fatores de risco para esse carcinoma já estão bem definidos.
 

Doenças anteriores ou associadas:

Pessoas que têm gastrite crônica, metaplasia intestinal do estômago (transformação da célula da mucosa do estômago em célula de intestino), anemia perniciosa ou pólipos gástricos têm mais chance de desenvolver um câncer gástrico.

Infecções:

Pessoas que têm a bactéria Helicobacter pylori detectada através de uma endoscopia, têm mais chance de desenvolver esse tipo de câncer. Esse tipo de infecção causa na maioria das vezes sintomas semelhantes a uma gastrite.

História familiar

Ter tido um familiar próximo, como mãe, pai, irmão ou filho com esse tipo de câncer, aumenta a chance de uma pessoa desenvolver câncer gástrico.

Fumo:

Fumar cigarro é fator de risco para câncer de estômago.

Dieta:

Comer muitos alimentos salgados , defumados ou que foram preservados de forma inadequada ou comer poucos alimentos de origem vegetal, como frutas e legumes, pode ser fator de risco para esse tipo de câncer

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Minha família é de origem oriental. Existem vários casos de câncer de estômago na família. Eu devo fazer alguma coisa em especial por causa disso?

 

 


PREVENÇÃO DO CÂNCER DE ESTÔMAGO

Sinônimo:

Prevenção de câncer gástrico.

O que é prevenção de um tipo de câncer?

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença, através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm esses fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz prevenção do câncer gástrico?

O tubo digestivo é composto de várias partes diferentes, começando pela boca, passando pelo esôfago, o estômago, o intestino delgado, o intestino grosso ou cólon, o reto e terminando no ânus.

O estômago é o órgão que fica na porção superior do abdômen, logo abaixo do pulmão, localizado entre o esôfago e o intestino. Com o seu formato de bolsa, ele tem a função de expor os alimentos ingeridos a substâncias que tornem esses alimentos digeríveis, como o ácido clorídrico, para serem aproveitados pelo resto do corpo como fonte de energia e de outros fatores constitutivos, como as fibras e as vitaminas. Por ser exposta a uma série de agressores através dessa ingestão, a mucosa que recobre o estômago é alvo de vários agentes químicos ou infecciosos. Quando essa agressão é repetida por vários anos pode gerar uma transformação nas células do estômago, que pode inclusive progredir para uma transformação maligna.

O estômago é composto de vários tipos de células, porém o tipo mais comum de câncer gástrico é o adenocarcinoma, que envolve as células glandulares do estômago.

Esse tipo de tumor é muito comum no mundo todo e é responsável por grande parte das mortes relacionadas à neoplasias.

Entretanto observou-se que os casos de câncer de estômago estão diminuindo no mundo e acredita-se que este declínio se deve:
 

às formas mais modernas de conservação de alimentos.
ao aumento da ingestão de frutas e legumes.
à diminuição da ingestão de comidas muito salgadas, principalmente, alguns tipos de carnes conservadas com sal, como o charque e a carne-de-sol.

Esse tipo de câncer também está associado a outros tipos de doenças como infecção por Helicobacter pylori e refluxo gastro-esofágico.

O câncer de estômago, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para esse tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer Gástrico" nesse site).

Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se podem modificar, se expondo mais a eles.

Os fatores de risco para câncer gástrico mais conhecidos e que podem ser modificados são:
 

Dieta

Ingerir grandes quantidades de sal ou comidas conservadas através da adição de sal está associado a um maior risco para câncer de estômago.

Além disso, pessoas que ingerem uma dieta pobre em alimentos de origem vegetal têm mais possibilidade de desenvolver esse tipo de câncer.

Logo, comer uma dieta rica em fibras e com sal em quantidades moderadas é fator de proteção para o câncer de estômago.

Essa proteção para o câncer de estômago através da dieta parece ser particularmente relacionada com a ingestão de vitamina C e beta-caroteno. Vários estudos estão sendo feitos para se confirmar o efeito benéfico de outros nutrientes, como a vitamina E e o selênio.

Independente da confirmação desses estudos, uma dieta saudável com frutas, grãos integrais, legumes e verduras é benéfica para combater diversas doenças. Por isso, inclua sempre na sua alimentação pelo menos cinco ou mais porções de frutas, legumes ou verduras por dia, incluindo sucos naturais.

Doenças associadas

Doenças como infecção por Helicobacter pylori e refluxo gastro-esofágico estão associadas a um maior risco para câncer gástrico.

Porém, ainda não está completamente estabelecido se tratar essas doenças reduz as taxas de aparecimento desse câncer e interrompe o desenvolvimento de lesões pré-malignas.

No caso de você ter uma dessas doenças, converse com o seu médico para determinar com que freqüência você deve fazer exames para pesquisar leões precursoras do câncer ou para detectá-lo precocemente.

Quanto mais cedo uma neoplasia é diagnosticada, maiores são as chances de cura.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Sempre tive gastrite. Isso pode se transformar em câncer?

Fazer endoscopia com um aparelho que foi usado em uma pessoa com câncer pode ser perigoso para mim?



 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CARCINOMA HEPATOCELULAR

Sinônimos

exame preventivo de câncer primário de fígado

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o carcinoma hepatocelular ou câncer primário do fígado?

O fígado é o órgão que ocupa a parte superior do abdômen, à direita, protegido parcialmente pelas últimas costelas. Esse órgão desenvolve várias funções, sendo uma delas a transformação dos alimentos ingeridos em energia. Além disso, tem uma função importante na filtragem do sangue, retirando substâncias prejudiciais ao corpo humano e expelindo-as pelo trato digestivo e fezes.

O carcinoma hepatocelular é um câncer que se origina nas células do fígado. Não se trata dos tumores que têm origem em outras partes do corpo e formam metástases no fígado (enviam células cancerosas do seu local inicial, como a mama por exemplo, pela corrente sanguínea até o fígado).

Esse tipo de tumor primário do fígado tem uma grande variação de freqüência de um país para o outro, porém é o quarto tipo de tumor mais comum no mundo todo.

Existem dois tipos de exames que têm sido estudados para servir como exames para detectar precocemente esse tipo de câncer:
 

a alfa-fetoproteína: Uma substância que circula no sangue e que está aumentada em várias situações clínicas, mas também no sangue das pessoas que têm carcinoma hepatocelular
a ecografia hepática.  

Como o médico faz esse exame?

A alfa-fetoproteína é um exame de sangue que pode ser realizado num laboratório de análises clínicas. Dependendo dos valores encontrados, o médico do paciente avaliará quais as situações clínicas que poderiam ser responsáveis pelos níveis alterados.

A alfa-fetoproteína não se altera só nas pessoas que têm carcinoma hepatocelular. Outras situações comuns em que isso pode acontecer são: gravidez ou outras doenças do fígado. Quando alterado em pessoas que têm fatores de risco para esse tipo de câncer, pode indicar a necessidade de mais investigações para confirmar ou descartar esse diagnóstico.

Porém, esse exame não se mostrou adequado para ser usado para screening nos estudos até hoje realizados, por não conseguir diagnosticar a maioria dos tumores de fígado ou, por outro lado, muitas vezes, não se alterar mesmo na presença do carcinoma hepatocelular.

A ecografia ou ultra-sonografia hepática é um exame feito por um médico ou técnico treinado para detectar alterações no fígado, tais como, a presença de nódulos ou massas sugestivas de um crescimento desordenado das células do fígado.

É um exame sem risco e que confere mínimo desconforto ao paciente. Porém, apesar de ser específico nos seus diagnósticos, nem sempre detecta as alterações com a precocidade necessária, perdendo a sua capacidade de ser um exame de screening.

Muitos estudos estão sendo feitos para se encontrar o melhor exame para se fazer este screening ou combinação de exames, assim como a freqüência dos mesmos, principalmente em grupos de pessoas com alto risco de desenvolver esse tumor.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao carcinoma hepatocelular?

Os fatores de risco para o carcinoma hepatocelular já estão bem definidos.
 

Hepatite:

Pessoas portadoras de hepatite crônica B ou C têm risco elevado para desenvolver esse tipo de câncer. Esse risco aumenta quando a pessoa é portadora das duas hepatites juntas (co-infecção de hepatite B e C).

Cirrose:

É a doença em que as células do fígado sofrem um processo de "fibrose" e morte em resposta a uma agressão continuada. A causa mais comum de cirrose é o alcoolismo. Porém, há outras causas, e cirrose é fator de risco para esse tipo de tumor independente do que a tenha causado.

Cirrose biliar é uma causa muito rara de carcinoma hepatocelular. Uma a seis pessoas em cem pacientes com cirrose vão desenvolver esse tipo de câncer a cada ano que passa depois de ter o diagnóstico.

Aflotoxinas:

É uma substância que se desenvolve em grãos e nozes, como o amendoim, ao ser estocado inadequadamente por algum período. Pessoas que consomem com muita freqüência esses alimentos têm risco aumentado para esse tipo de câncer.

Sexo:

Na maioria dos países, homens têm mais risco que mulheres de ter carcinoma hepatocelular.

Doenças associadas:

Algumas doenças estão associadas mais freqüentemente com esse tumor, por exemplo: hemocromatose, deficiência de alfa-1-antitripsina, porfiría cutânea tardia. Todas essas doenças são muito raras.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Tive hepatite quando era criança. Devo fazer algum exame especial por causa disso?

Meu pai morreu de cirrose. Meu risco é maior de ter um câncer no fígado?



 

CÂNCER DE MAMA

Como são as mamas
Os tipos de câncer de mama
Fatores de risco para o câncer de mama
Sintomas do câncer de mama
Como se faz o diagnóstico de câncer de mama
Tratamento para o câncer de mama
Detecção precoce do câncer de mama
 

Como são as mamas:

As mamas (ou seios) são glândulas e sua função principal é a produção de leite. Elas são compostas de lobos que se dividem em porções menores, os lóbulos, e ductos, que conduzem o leite produzido para fora pelo mamilo. Como todos os outros órgãos do corpo humano, também se encontram nas mamas vasos sanguíneos, que irrigam a mama de sangue, e os vasos linfáticos, por onde circula a linfa. A linfa é um líquido claro que tem uma função semelhante ao sangue de carregar nutrientes para as diversas partes do corpo e recolher as substâncias indesejáveis. Os vasos linfáticos se agrupam no que chamamos de gânglios linfáticos, ou ínguas. Os vasos linfáticos das mamas drenam para gânglios nas axilas (em baixo dos braços) na região do pescoço e no tórax.

Os tipos de câncer de mama:

O câncer de mama ocorre quando as células deste órgão passam a se dividir e se reproduzir muito rápido e de forma desordenada. A maioria dos cânceres de mama acomete as células dos ductos das mamas. Por isso, o câncer de mama mais comum se chama Carcinoma Ductal. Ele pode ser in situ, quando não passa das primeiras camadas de célula destes ductos, ou invasor, quando invade os tecidos em volta. Os cânceres que começam nos lóbulos da mama são chamados de Carcinoma Lobular e são menos comuns que o primeiro. Este tipo de câncer muito freqüentemente acomete as duas mamas. O Carcinoma Inflamatório de mama é um câncer mais raro e normalmente se apresenta de forma agressiva, comprometendo toda a mama, deixando-a vermelha, inchada e quente.

Fatores de risco para o câncer de mama:

O câncer de mama, como muitos dos cânceres, tem fatores de risco conhecidos. Alguns destes fatores são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que uma pessoa tem a este determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver este câncer.

Existem também os fatores de proteção. Estes são fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver este câncer é menor.

Os fatores conhecidos de risco e proteção do câncer de mama são os seguintes:

Idade:
 

O câncer de mama é mais comum em mulheres acima de 50 anos. Quanto maior a idade maior a chance de ter este câncer. Mulheres com menos de 20 anos raramente têm este tipo de câncer.

Exposição excessiva a hormônios:
 

Terapia de reposição hormonal (hormônios usados para combater os sintomas da menopausa) que contenham os hormônios femininos estrogênio e progesterona aumentam o risco de câncer de mama. Não tomar ou parar de tomar estes hormônios é uma decisão que a mulher deve tomar com o seu médico, pesando os riscos e benefícios desta medicação.
Anticoncepcional oral (pílula) tomado por muitos anos também pode aumentar este risco.
Retirar os ovários cirurgicamente diminui o risco de desenvolver o câncer de mama porque diminui a produção de estrogênio (menopausa cirúrgica).
Algumas medicações "bloqueiam" a ação do estrogênio e são usadas em algumas mulheres que tem um risco muito aumentado de desenvolver este tipo de câncer. Usar estas medicações (como o Tamoxifen) é uma decisão tomada junto com o médico avaliando os risco e benefícios destas medicações.

Radiação:
 

Faz parte do tratamento de algumas doenças irradiar a região do tórax. Antigamente muitas doenças benignas se tratavam com irradiação. Hoje, este procedimento é praticamente restrito ao tratamento de tumores. Pessoas que necessitaram irradiar a região do tórax ou das mamas têm um maior risco de desenvolver câncer de mama.

Dieta:
 

Ingerir bebida alcoólica em excesso está associado a um discreto aumento de desenvolver câncer de mama. A associação com a bebida de álcool é proporcional ao que se ingere, ou seja, quanto mais se bebe maior o risco de ter este câncer. Tomar menos de uma dose de bebida alcoólica por dia ajuda a prevenir este tipo de câncer (um cálice de vinho, uma garrafa pequena de cerveja ou uma dose de uísque são exemplos de uma dose de bebida alcoólica).Se beber, portanto, tomar menos que uma dose por dia.
Mulheres obesas têm mais chance de desenvolver câncer de mama, principalmente quando este aumento de peso se dá após a menopausa ou após os 60 anos. Manter-se dentro do peso ideal (veja o cálculo de IMC neste site), principalmente após a menopausa diminui o risco deste tipo de câncer.
Seguir uma dieta saudável, rica em alimentos de origem vegetal com frutas, verduras e legumes e pobre em gordura animal pode diminuir o risco de ter este tipo de câncer. Apesar dos estudos não serem completamente conclusivos sobre este fator de proteção, aderir a um estilo de vida saudável, que inclui este tipo de alimentação, diminui o risco de muitos cânceres, inclusive o câncer de mama (veja Dieta do Mediterrâneo neste site).

Exercício físico:
 

Exercício físico normalmente diminui a quantidade de hormônio feminino circulante. Como este tipo de tumor está associado a esse hormônio, fazer exercício regularmente diminui o risco de ter câncer de mama, principalmente em mulheres que fazem ou fizeram exercício regular quando jovens.

História ginecológica:
 

Não ter filhos ou engravidar pela primeira vez tarde (após os 35 anos) é fator de risco para o câncer de mama.
Menstruar muito cedo (com 11 anos, ou antes) ou parar de menstruar muito tarde expõe a mulher mais tempo aos hormônios femininos e por isso aumenta o risco deste câncer.
Amamentar, principalmente por um tempo longo, um ano ou mais somado todos os períodos de amamentação, pode diminuir o risco do câncer de mama

História familiar:
 

Mulheres que tem parentes de primeiro grau, mães, irmãs ou filhas, com câncer de mama, principalmente se elas tiverem este câncer antes da menopausa, são grupo de risco para desenvolver este câncer.
Apesar de raro, homens também podem ter câncer de mama e ter um parente de primeiro grau, como o pai, com este diagnóstico também eleva o risco familiar para o câncer de mama.
Pessoas deste grupo de risco devem se aconselhar com o seu médico para definir a necessidade de fazer exames para identificar genes que possam estar presentes nestas famílias. Se detectado um maior risco genético, o médico pode propor algumas medidas para diminuir estes riscos. Algumas medidas podem ser bem radicais ou ter efeitos colaterais importantes. Retirar as mamas e tomar Tamoxifen são exemplos destas medidas. A indicação destes procedimentos e a discussão dos prós e contras é individual e deve ser tomada junto com um médico muito experiente nestes casos.

Alterações nas mamas:
 

Ter tido um câncer de mama prévio é um dos maiores fatores de risco para este tipo de câncer. Manter-se dentro do peso ideal, fazer exercício físico, seguir corretamente as recomendações do seu médico e fazer os exames de revisão anuais são medidas importantes para diminuir a volta do tumor ou ter um segundo tumor de mama.
Ter feito biópsias mesmo que para condições benignas está associado a um maior risco de ter câncer de mama.
Mamas densas na mamografia está associado a um maior risco para este tumor. É muito importante que a mamografia seja feita em um serviço qualificado e que o exame seja comparado com exames anteriores.

Sintomas do câncer de mama:

O câncer de mama normalmente não dói. A mulher pode sentir um nódulo (ou caroço) que anteriormente ela não sentia. Isso deve fazer ela procurar o seu médico. O médico vai palpar as mamas, as axilas e a região do pescoço e clavículas e se sentir um nódulo na mama pedirá uma mamografia.

A mulher também pode notar uma deformidade na suas mamas, ou as mamas podem estar assimétricas. Ou ainda pode notar uma retração na pele ou um líquido sanguinolento saindo pelo mamilo. Nos casos mais adiantados pode aparecer uma "ferida" (ulceração) na pele com odor muito desagradável.

No caso de carcinoma inflamatório a mama pode aumentar rapidamente de volume, ficando quente e vermelha.

Na maioria dos casos, a mulher é a responsável pela primeira suspeita de um câncer. É fundamental que ela conheça as suas mamas e saiba quando alguma coisa anormal está acontecendo. As mamas se modificam ao longo do ciclo menstrual e ao longo da vida. Porém, alterações agudas e sintomas como os relacionados acima devem fazer a mulher procurar o seu médico rapidamente. Só ele pode dizer se estas alterações podem ou não ser um câncer.

Como se faz o diagnóstico de câncer de mama:

A mamografia é um Rx das mamas. Este exame também é feito para detecção precoce do câncer quando a mulher faz o exame mesmo sem ter nenhum sintoma. Caso a mama seja muito densa, o médico também vai pedir uma ecografia das mamas.

Se a mamografia mostra uma lesão suspeita, o médico indicará uma biópsia que pode ser feita por agulha fina ou por agulha grossa. Geralmente, esta biópsia é feita com a ajuda de uma ecografia para localizar bem o nódulo que será coletado o material, se o nódulo não for facilmente palpável. Após a coleta, o material é examinado por um patologista (exame anátomo-patológico) que definirá se esta lesão pode ser um câncer ou não.

Tratamento para o câncer de mama:

Existem vários tipos de tratamento para o câncer de mama. São vários os fatores que definem o que é mais adequado em cada caso. Antes da decisão de que tipo de tratamento é mais adequado o médico analisa o resultado do exame anátomo-patológico da biópsia ou da cirurgia se esta já tiver sido feita. Além disso, o médico pede exames de laboratório e de imagem para definir qual a extensão do tumor e se ele saiu da mama e se alojou em outras partes do corpo.

Se o tumor for pequeno, o primeiro procedimento é uma cirurgia onde se tira o tumor. Dependendo do tamanho da mama, da localização do tumor e do possível resultado estético da cirurgia, o cirurgião retira só o nódulo, uma parte da mama (geralmente um quarto da mama ou setorectomia) ou retira a mama inteira (mastectomia) e os gânglios axilares.

As características do tumor retirado e a extensão da cirurgia definem se a mulher necessitará de mais algum tratamento complementar ou não. Geralmente, se a mama não foi toda retirada, ela é encaminhada para radioterapia.

Dependendo do estadiamento, ou seja, quão avançada está a doença (tamanho, número de nódulos axilares comprometidos e envolvimento de outras áreas do corpo), também será indicada quimioterapia ou hormonioterapia. Radioterapia é o tratamento que se faz aplicando raios para eliminar qualquer célula que tenha sobrado no local da cirurgia que por ser tão pequena não foi localizada pelo cirurgião nem pelo patologista. Este tratamento é feito numa máquina e a duração e intensidade dependem das características do tumor e da paciente.

Quimioterapia é o uso de medicamentos, geralmente intravenosos, que matam células malignas circulantes. O tipo de quimioterápico utilizado depende se a mulher já está na menopausa e a extensão da sua doença. Hormonioterapia é o uso de medicações que bloqueiam a ação dos hormônios que aumentam o risco de desenvolver este tipo de câncer. Este tratamento é dado para aquelas pacientes em que o tumor mostrou ter estes receptores positivos (receptor de estrogênio e receptor de progesterona).

Detecção precoce do câncer de mama:

O exame de palpação realizado pelo médico e a mamografia são os exames realizados para uma detecção precoce desse tipo de câncer.

Como o médico faz esse exame?

O exame mais fácil de se realizar para se detectar uma alteração da mama é o exame de palpação. Neste exame o médico palpa toda a mama, a região da axila e a parte superior do tronco em busca de algum nódulo ou alteração da pele, como retração ou endurecimento, e de alguma alteração no mamilo.

A mamografia é um Raio X das mamas e das porções das axilas mais próximas das mamas. Nesse exame, o radiologista procura imagens sugestivas de alterações do tecido mamário e dos gânglios da axila. A ecografia das mamas pode auxiliar o radiologista a definir que tipo de alterações são essas.

Esses exames, quando realizados anualmente ou mais freqüentemente, dependendo da história individual da paciente (presença de fatores de risco ou história de tumores e biópsias prévias), pode diminuir a mortalidade por esse tipo de tumor, quando realizados entre os 50 e os 69 anos.

Porém, este tipo de tumor tem características diferentes para populações diferentes. Isto altera o quanto a mamografia é eficaz em diminuir a mortalidade por este tipo de tumor.

Realizar esses exames entre os 40 e os 49 anos pode diminuir a mortalidade por este tipo de tumor, mas o efeito dessa diminuição só se dará quando essas mulheres tiverem mais de 50 anos.



 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DE PELE

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer de Pele; Melanoma

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de pele?

O câncer de pele é o mais comum de todos os tipos de câncer. Existem basicamente dois tipos de câncer de pele: o não-melanoma, que é o mais comum e raramente pode causar a morte do paciente, e o melanoma, que é o mais raro, mas é responsável por três em cada quatro mortes por câncer de pele.

Os tumores de pele, usualmente, têm um longo tempo entre o seu aparecimento e a sua disseminação, propiciando a aplicação de um exame que o detecte ainda numa fase curável.

Como os tumores de pele são facilmente localizados a olho nu (sem o uso de aparelhos especializados) o exame que pode diagnosticar o câncer de pele precocemente é o exame de inspeção (olhar a pele) durante um exame físico.

Como o médico faz esse exame?

Um médico ou outro profissional da saúde procura cuidadosamente por lesões suspeitas em toda a área de pele do corpo do paciente. Nesse exame o médico inclui procura detalhada de lesões em áreas mais comumente expostas ao sol, já que esse tipo de câncer está associado à exposição excessiva ao sol, mas também procura em regiões difíceis de serem vistas pelo paciente, como as costas, o couro cabeludo, entre os dedos e as plantas dos pés.

Alguns trabalhos científicos têm demonstrado que criar programas de exames de rotina para procurar lesões suspeitas e treinar a população para procurar lesões suspeitas e procurar o médico para fazer um diagnóstico de certeza, diminui a mortalidade e as doenças associadas a esse tipo de câncer.

Entretanto, mais investigação é necessária para afirmar qual é a melhor estratégia de detecção precoce e de quanto em quanto tempo esses exames devem ser feitos.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer de pele?
 

Raça:

Câncer de pele é mais comum em pessoas de pele clara, cabelo e olhos claros, que ficam facilmente vermelhas quando se expõem ao sol e que muitas vezes descascam facilmente a pele após se queimarem no sol.

Idade:

O melanoma aumenta rapidamente após os 20 anos entre pessoas brancas.

História pessoal:

Pessoas com certo tipo de sinais (nevos) ou que têm Síndrome do Nevo Displásico têm mais chance de desenvolver melanoma.

História de doenças anteriores:

Pessoas que já tiveram câncer de pele do tipo não-melanoma têm mais chance do que outras de desenvolver esse tipo de câncer.

Exposição:

Pessoas que se expõem por um longo período ao sol ou Raio X e luz ultravioleta têm mais chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Sempre tomei muito sol e sempre "descasco" no verão. Devo fazer algum tipo especial de exame por causa disso?

Já tive um câncer de pele na perna e tenho muitos sinais. Será que terei outro câncer?



 

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PELE

O que é prevenção de um tipo de câncer?

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm esses fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz prevenção do câncer de pele?

O câncer de pele é o mais comum de todos os tipos de câncer. Existem basicamente dois tipos de câncer de pele:
 

não-melanoma, que é o mais comum e raramente pode causar a morte do paciente.
melanoma, que é o mais raro mas é responsável por 3 em cada 4 mortes por câncer de pele.

O câncer de pele, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para esse tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer de Pele" neste site).

Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que, se a pessoa está exposta, a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se podem modificar, se expondo mais a eles.

O fator de risco para câncer de pele mais conhecido e que pode ser modificado é a exposição ao sol e à radiação ultravioleta.

Queimaduras de sol, principalmente na infância e adolescência, é a causa mais comumente associada ao melanoma.

E vitar essas queimaduras não se expondo ao sol das 10 às 16 horas, utilizando roupas de algodão de mangas e pernas compridas e chapéu ao se expor ao sol e usar protetor solar com fator de proteção adequado para o seu tipo de pele, é a forma mais eficaz de se prevenir do câncer de pele tipo melanoma.

Porém, atenção, usar protetor solar e não evitar a exposição ao sol não é uma proteção totalmente eficaz!

Expor-se ao sol ou a fontes artificiais de radiação ultravioleta do tipo lâmpadas de bronzeamento de modo excessivo é a causa mais comumente associada ao câncer de pele não-melanoma.

Evitar a exposição excessiva ao sol da mesma forma que se evita queimaduras solares é a forma mais eficaz de prevenir esse tipo de câncer.

Pessoas de pele clara, que ficam vermelhas facilmente ao se exporem ao sol e que não bronzeiam com facilidade, têm maior risco de desenvolver qualquer um dos tipos de câncer de pele.

Essas pessoas devem procurar atendimento médico regularmente para que a sua pele seja examinada. Nesse exame, procuram-se sinais que tenham alguma característica que indiquem que estas lesões possam se tornar malignas.

Nesse caso, está indicada a retirada de tais lesões além da indicação mais intensa de evitar a exposição solar.

Solicite ao seu médico orientações de como fazer um auto-exame da sua pele, a quais lesões você deve ficar mais atento para possíveis alterações e com que freqüência você deve ser examinado por um profissional da saúde.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Sou bem branca. Agora que falam que o sol dá câncer, será que eu nunca mais vou poder tomar sol?

Sou alérgico a protetor solar. O que devo fazer para me proteger do sol e me prevenir de câncer de pele?



 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DE PRÓSTATA

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer de Próstata

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de próstata?

A próstata é uma glândula masculina que se localiza entre a bexiga e o reto. Essa glândula participa da produção do sêmen, líquido que carrega os espermatozóides produzidos no testículo. Ela envolve a uretra e seu tamanho normal é de uma azeitona. Essa glândula é composta por vários tipos de células, mas o câncer mais conhecido como câncer de próstata é aquele do tipo adenocarcinoma.

Não se sabe qual o mecanismo que leva as células glandulares da próstata a sofrerem uma malignização e, apesar de se ter lesões precoces reconhecíveis, como a neoplasia intracelular de próstata, lesões benignas precursoras não são comumente identificáveis.

Os exames realizados para se detectar, precocemente ou não, esse tipo de câncer, são:
 

o toque retal
o exame de ultra-sonografia transretal
o exame de PSA (antígeno prostático-específico).

Como o médico faz esse exame?

O exame de toque retal é aquele em que um médico especialista ou profissional treinado introduz o dedo indicador recoberto por uma luva no ânus do paciente afim de palpar a porção anterior do reto, região em que se localiza a próstata. Se há uma aumento da glândula ou a presença de endurecimento ou nódulos, o examinador pode definir aonde se localiza essa alteração e recomendar outros exames diagnósticos mais detalhados para se descartar ou não a possibilidade de uma alteração neoplásica.

O exame de ultra-sonografia ou ecografia transretal é um exame em que um transdutor (aparelho que emite uma onda sonora e o seu eco é captado pelo mesmo aparelho para gerar uma imagem na tela de um monitor) é introduzido no reto do paciente através do ânus, e assim, de modo semelhante ao exame do toque retal, a próstata e as outras estruturas do assoalho pélvico são visualizados para se detectar alterações de tamanho ou forma.

O PSA, ou Antígeno Prostático-Específico, é um exame de sangue que mede níveis de uma substância relacionada a alterações presentes na próstata. Na maioria das vezes, quando muito aumentado, significa que houve uma alteração maligna das células dessa glândula. Porém, quando os níveis estão levemente aumentados, pode ser devido a qualquer outra alteração da próstata, inclusive um toque retal recente. Por outro lado, alguns pacientes com câncer de próstata não tem esse exame alterado.

Durante muitos anos, o único exame realizado para detectar alterações na próstata foi o toque retal. Desta época, sabe-se que é um exame relativamente fácil de ser feito, sem grandes complicações ou efeitos colaterais associados. Sabe-se também que esse exame é capaz de diagnosticar esse tipo de câncer na sua fase bem inicial, quando feito regularmente. Porém, nenhum estudo demonstrou que fazer esse exame anualmente ou duas vezes por ano diminui a chance de morrer por esse tipo de câncer.

Ou seja, o fato de se aumentar o número de pacientes que se diagnostica o câncer na sua fase inicial não significa necessariamente que o conjunto de homens que terão esse tipo de câncer vão ter uma evolução melhor do que teriam, morrendo menos por causa desse tipo de tumor.

No final da década de 80, o uso de ultra-sonografia transretal e exame de PSA começou a crescer. E o número de diagnóstico desse tipo de câncer também cresceu. Após algum tempo, notou-se que uma série desses tumores eram tumores na sua fase inicial os quais, fossem tratados ou não, não necessariamente significava que teriam uma melhor evolução. Concluiu-se daí que estes exames diagnosticavam muitos tumores que, se não tivessem sido diagnosticados por este métodos de screening, talvez nunca se transformassem na doença propriamente dita. Poderiam na verdade estar transformando uma pessoa saudável em uma "pessoa saudável com diagnóstico de câncer", com todo o peso que isto pode trazer. Inclusive, estudos post-mortem (necrópsias) mostram que até 45% dos homens acima de 45 anos podem ter esse resultado sem nunca ter sido diagnosticado em vida.

A utilização de dois ou mais exames de detecção precoce associados parece aumentar a capacidade desses exames identificarem aqueles casos de câncer que podem evoluir desfavoravelmente. Grandes estudos estão sendo realizados na Europa e nos Estados Unidos para se desenvolver exames mais específicos para esse tipo de câncer e também uma estratégia de detecção precoce que realmente diminua a mortalidade pelo tumor de próstata. Atualmente, recomenda-se que homens com fatores de risco definidos para esta neoplasia ou que apresentem sintomas devam fazer exames de toque retal regularmente e exame de PSA e ultra-sonografia transretal conforme indicação de seu médico assistente, pelo menos dos 50 aos 75 anos.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer de próstata?
 

Idade:

Câncer de próstata é muito raro em homens de menos de 50 anos, porém após essa época, a chance de desenvolvê-lo aumenta com a idade indefinidamente de forma linear.

Raça:

Esse tipo de câncer parece ser mais comum em homens negros, mesmo quando a possibilidade de fazer o diagnóstico é comparável. Homens negros americanos, aonde essa relação entre raça e câncer de próstata foi mais estudada, também morrem mais por esse tipo de câncer do que homens brancos.

História familiar:

Ter tido um familiar próximo, como pai, irmão ou filho com esse tipo de câncer, aumenta a chance de uma pessoa desenvolver câncer de próstata.

Dieta:

Consumo excessivo de álcool, dieta com pouca fibra e poucas fontes de vitaminas também são fatores de risco para esse tipo de câncer.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Faço xixi várias vezes de noite. Será que tenho que fazer um exame para saber se tenho câncer na próstata?

Meu marido teve câncer de próstata, mas continuamos a ter relações sexuais. Eu posso "pegar" o câncer dele?



 

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PRÓSTATA

Sinônimos:

Exame Preventivo de Câncer de Próstata.

O que é prevenção de um tipo de câncer?

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença . Normalmente, isso se faz através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais da doença, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm esses fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz prevenção no câncer de próstata?

A próstata é uma glândula masculina que se localiza entre a bexiga e o reto. Essa glândula participa da produção do sêmen, líquido que carrega os espermatozóides produzidos no testículo. Ela envolve a uretra e seu tamanho normal é de uma azeitona. A próstata, como todo o aparelho sexual masculino, tem o seu funcionamento regulado pelos níveis de testosterona circulantes, o hormônio masculino.

O câncer de próstata, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para este tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer de Próstata" neste site).

Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que se a pessoa está exposta a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, se expondo mais a eles.

Os fatores de risco e proteção para o câncer de próstata mais conhecidos e que podem ser modificados são:
 

Idade

O câncer de próstata é incomum em homens de 50 anos ou menos. Porém depois dessa idade torna-se mais comum a cada década que passa. Por isso, fazer exames de detecção precoce após essa idade é importante.

Quanto mais precocemente se diagnostica um tumor, maior são as chances de cura.

Os exames mais comumente realizados para se detectar esse tipo de câncer, precocemente ou não, são o toque retal, o exame de ultra-sonografia transretal e o exame de PSA (antígeno prostático-específico).

Dieta

Uma dieta pobre em gordura, principalmente de origem animal, e rica em frutas, legumes e verduras parece estar associada a uma diminuição no risco para esse tipo de câncer. Algumas substâncias têm sido apontadas como responsáveis por esse fator de proteção. Os estudos com Vitamina E, Vitamina D, Selenium e Lycopene (esse último presente nos tomates) na sua forma natural ou como suplementação dietética são os mais consistentes em demonstrar essa associação. Entretanto ainda há controvérsias sobre a real capacidade dessas substâncias em diminuir a mortalidade associada a esse tipo de câncer, além de não ter se esclarecido a forma e a quantidade em que estas substâncias se tornam especificamente benéficas.

História familiar

Quinze por cento (15%) dos homens que tem câncer de próstata tem um familiar de primeiro grau com esta doença. Por isso, ter pai, irmão ou filho com esse tipo de tumor é indicação para fazer um seguimento mais cuidadoso com o objetivo de detectar precocemente esse tumor, assim como com o passar da idade.

Raça

Nos EUA, homens negros têm mais câncer de próstata que homens brancos, e mais que homens de origem oriental. Aparentemente, essa diferença racial se dá pelo níveis de testosterona circulante em cada raça. Porém, outros fatores que podem estar distribuídos de forma diferente nas raças podem ser responsáveis por essa diferença na distribuição desse tipo de câncer. De qualquer forma, homens da raça negra devem dar uma atenção especial para esse risco elevado e fazer os exames de detecção precoce rotineiramente.

Prevenção com o uso de hormônios.

Vários estudos estão sendo feitos para se definir o valor do uso de hormônios que se opõem à ação da testosterona com o objetivo de diminuir as chances de se desenvolver esse tipo de câncer. Esse tratamento seria utilizado naquele grupo de homens com risco muito aumentado. Nenhuma conclusão se obteve até o momento.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Meu pai teve câncer de próstata. Isso eleva o meu risco para esse tipo de câncer?

Já fiz o exame de PSA várias vezes. Até quando terei que fazer esse tipo de exame?



 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER DE PULMÃO

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer de Pulmão

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de pulmão?

O pulmão faz parte do sistema respiratório junto com as vias aéreas superiores (nariz, boca e orofaringe) e a traquéia. Ele ocupa a maior parte do tórax e é divido em duas partes (direito e esquerdo) e subdivide-se como se fosse galhos de uma árvore ("a árvore brônquica") em várias partes cada vez menores, até chegar aos alvéolos, que são pequenos saquinhos que, assim como todo o sistema respiratório, são recobertos por vários tipos diferentes de células. Nesses saquinhos acontece a troca de oxigênio (que está no ar) do pulmão para a corrente sangüínea, pelo gás carbônico produzido pelas células do corpo humano. Junto com o oxigênio, muitas outras substâncias são inaladas junto com o ar que é respirado e que podem prejudicar todas as células a elas expostas.

Substâncias tóxicas que entrem repetidas vezes em contato com as células que recobrem o pulmão por dentro podem danificar essas células progressivamente até que sofram alterações que podem se transformar num câncer.

Existe um determinado período de exposição da substância tóxica às células do sistema respiratório, antes que haja essa transformação e existem várias fases de alterações do conjunto de células antes que o câncer apareça. Por isso, exames que revelem essas alterações, ajudam na detecção precoce do câncer de pulmão.

Os exames que podem fazer isso são os de imagem do pulmão, como o raios X de tórax e a Tomografia Computadorizada do Pulmão. Outro exame que pode detectar células alteradas na árvore brônquica é o exame das células que vem junto com o escarro.

Como o médico faz esse exame?

No raio-X de tórax a pessoa vai a um serviço de radiologia e duas ou mais incidências (chapas) são tiradas para ver o pulmão e as outras partes do sistema respiratório por dentro. Um médico especialista compara com exames anteriores ou com exames normais e descreve se há alguma alteração sugestiva de câncer. Para que um tumor seja visto num Raio X, ele deve ter aproximadamente 1 cm³ (como se fosse um quadradinho de 1cm de largura por 1cm de altura por 1cm de profundidade), o que para um tumor pode já ser muito grande.

Um outro exame que pode ver o pulmão por dentro em mais detalhes, inclusive lesões menores das que o Raio X consegue detectar, é a tomografia computadorizada. Esse exame é uma forma de Raio X, mas faz imagens de todo o tórax como se fossem finas fatias transversais ao comprimento do corpo. Assim o médico radiologista consegue ver em mais detalhe as partes do pulmão

O exame de escarro é o exame em que o paciente escarra num pote e um patologista examina num microscópio todas as células presentes no escarro para detectar alguma alteração sugestiva de malignização.

Apesar de parecer bastante possível de que esses exames, juntos ou separado, fossem capazes de detectar precocemente um tumor de pulmão que, se tratado efetivamente diminuísse a mortalidade por esse tipo de tumor, nenhum estudo até hoje conseguiu provar que isso é verdade. Muitos estudos continuam sendo feitos para se encontrar um ou mais exames para diminuir a mortalidade desse tipo de tumor através da detecção precoce. Principalmente porque esse é um tipo comum de tumor e a causa principal desse tipo de câncer, o fumo, também é muito comum.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer de pulmão?
 

Fumo:

O fator de risco mais importante para câncer de pulmão é o fumo, bem como para vários outros tipos de câncer. A maioria das pessoas (9 entre cada 10 homens, por exemplo) que tem câncer de pulmão, fumam ou foram fumantes de cigarro ou assemelhados. Isso inclui a pessoa que é exposta à fumaça do cigarro dos outros, o dito fumante passivo.

Outras substâncias:

Exposição ocupacional ao asbesto (amianto) ou a alguns tipos de radiação, como as do produto da degradação da substância Rádio.

No caso de câncer de pulmão, tendo uma causa tão importante e definida como o uso do cigarro, a melhor atitude é prevenir, não fumando.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Meu marido sempre fumou em casa, inclusive no nosso quarto. Eu devo fazer algum exame especial por causa disso?

Eu tive tuberculose quando era jovem. Agora dizem que eu tenho uma "mancha" no pulmão.



 

PREVENÇÃO DO CÂNCER DE PULMÃO

Sinônimos:

Prevenção do câncer brônquico.

O que é prevenção de um tipo de câncer?

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm esses fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz prevenção do câncer de pulmão?

O câncer de pulmão, como a maioria dos tipos de câncer, tem fatores de risco identificáveis (para maiores informações sobre fatores de risco para esse tipo de câncer leia o artigo "Detecção Precoce do Câncer de Pulmão" nesse site).

Alguns desses fatores de risco são modificáveis, ou seja, pode-se alterar a exposição que cada pessoa tem a esse determinado fator, diminuindo a sua chance de desenvolver esse tipo de câncer.

Há também os fatores de proteção. Ou seja, fatores que se a pessoa está exposta, a sua possibilidade de desenvolver esse tipo de câncer diminui. Entre esses fatores de proteção também há os que se pode modificar, se expondo mais a eles.

Os fatores de risco e proteção para câncer de pulmão mais conhecidos e que podem ser modificados são:
 


 

Fumo

Consumir tabaco em qualquer forma é o maior fator de risco para esse tipo de tumor. Noventa por cento (90%) das pessoas que desenvolvem esse tipo de câncer fumam, fumaram ou se expuseram através da fumaça ambiental (fumo passivo) de cigarros ou assemelhados (palheiros, charutos, cachimbo).

Nunca iniciar a prática de fumar ou, para quem fuma, parar de fumar é uma forma efetiva de diminuir as chances de desenvolver câncer de pulmão.

Após 10 anos de abstinência, o risco de desenvolver câncer de pulmão cai em até 50%. Parar de fumar diminui as chances de desenvolver este tipo de câncer inclusive em quem já teve um tumor no pulmão. É a prevenção do chamado "segundo tumor primário".


 

Fumo passivo

Inalar a fumaça que vêm de cigarros ou assemelhados também é um fator de risco para câncer de pulmão. Evitar inalar estas substâncias, principalmente em ambientes fechados, é uma forma de prevenir o desenvolvimento deste tipo de tumor.

Beta-caroteno

Esta substância é comum em vários alimentos na sua forma natural. Porém, ela também é utilizada como suplemento vitamínico por algumas pessoas, na forma de medicação. Estudos demonstraram que fumantes que utilizam beta-caroteno na forma de suplementação vitamínica têm maior risco de desenvolver câncer de pulmão. Logo, os fumantes, principalmente quem fumam mais de 20 cigarros por dia, devem evitar o uso de medicações que tenham em seus componenetes o beta-caroteno como os multivitamínicos.

Vários estudos têm sido feitos para identificar substâncias que, se ingeridas regularmente, diminuem as chances de uma pessoa desenvolver esse tipo de tumor.

Porém, até o momento nenhum estudo demonstrou real eficácia no uso de substâncias que impeçam o desenvolvimento desse câncer ou de suas lesões precursoras.

Conclusões

Evitar que as pessoas iniciem a prática de fumar e ajudar os fumantes a parar de fumar é a mais importante ação preventiva a ser desenvolvida.

Ela é importante não só para prevenir o câncer de pulmão - que é o câncer responsável por um número significativo de doentes no nosso meio e por grande parte das mortes relacionadas a neoplasias - mas também para prevenir inúmeros outros tipos de cânceres e outros tipos de doenças, como as cardiovasculares, associadas ao consumo de tabaco.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Sempre fumei muito, mas agora parei. Até quando terei risco aumentado para câncer de pulmão?

Tenho asma desde a infância. Isso aumenta o meu risco para ter câncer de pulmão?



 

DETECÇÃO PRECOCE DO CÂNCER DE TESTÍCULO

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer de Testículo

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas corre mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, beber bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer de testículo?

Os testículos são as glândulas sexuais masculinas que correspondem aos ovários das mulheres e que estão envolvidos na "fabricação" do espermatozóide e na produção do hormônio masculino, a testosterona. Eles estão localizados atrás do pênis dentro de uma bolsa de pele, a bolsa escrotal.

A maioria dos cânceres de testículo são diagnosticados pelo próprio paciente, que acidentalmente ou por um auto-exame intencional, palpa um nódulo ou um aumento em um dos testículos. Às vezes essas alterações são detectadas em um exame físico feito pelo seu médico.

Esse tipo de tumor é raro e é curável, em grande parte das vezes, mesmo naqueles que têm doença mais avançada.

Como se faz esse exame?

O médico ou a pessoa mesmo, quando orientada, examina os testículos através da:

Inspeção: Ou seja, olhando a bolsa escrotal para ver se tem algum abaulamento na pele ou retração
Palpação: Palpando a pele, os próprios testículos e o epidídimo (canal que liga o testículo ao pênis), procura-se uma diferença anormal de tamanho dos testículos (normalmente, um testículo é maior que o outro), algum edema ("inchume") ou nódulo (endurecimento anormal de alguma porção do testículo).

Não há estudos comprovando que fazer esses exames rotineiramente diminui a mortalidade por esse tipo de tumor, principalmente, porque esses tumores são na sua maioria diagnosticados na sua fase inicial. Porém, como o tratamento é mais longo, quanto mais avançada está a doença (ou seja, é mais difícil de eliminá-la) e maior é a mortalidade dos pacientes diagnosticados com estágios mais avançados desse tipo de tumor, é razoável se imaginar que uma investigação precoce e rotineira diminuiria as doenças associadas ao tratamento e as mortes decorrentes dessas doenças e do próprio câncer diminuiriam.

Quais são os fatores de risco mais comuns para o câncer de testículo?

Idade: Diferente da maioria dos tumores, o câncer de testículo é mais comum em jovens do que em velhos, sendo os tumores mais comuns os que acometem homens entre 20 e 40 anos
História familiar: Homens com história familiar de câncer de testículo podem ter o seu risco aumentado para esse tipo de doença
Condições hereditárias (alterações genéticas): Homens que nasceram com disgenesia gonadal (condição em que há um defeito no desenvolvimento do testículo ainda na vida intra-uterina) ou Síndrome de Klinefelter (alteração na determinação genética do sexo) podem ter risco aumentado para o câncer de testículo
História pessoal: Homens em que o testículo não desceu para a bolsa escrotal ou que já tiveram câncer em um dos testículos, também têm risco aumentado.
Raça: Esse tumor é mais comum em homens da raça branca.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Eu tenho um testículo maior que o outro. Isso pode ser câncer?

Meu pai teve câncer de testículo antes de eu nascer. Isso pode ter passado para mim?




 

DETECÇÃO PRECOCE PARA O CÂNCER ORAL

Sinônimos

Exame Preventivo de Câncer Oral ou Câncer da Boca

O que é detecção precoce ou screening de um tipo de câncer?

Detecção precoce ou screening para um tipo de câncer é o processo de procurar um determinado tipo de câncer na sua fase inicial, antes mesmo que ele cause algum tipo de sintoma. Em alguns tipos de câncer, o médico pode avaliar qual grupo de pessoas correm mais risco de desenvolver um tipo específico de câncer por causa de sua história familiar, por causa das doenças que já teve ou por causa dos hábitos que tem, como fumar, consumir bebidas de álcool ou comer dieta rica em gorduras.

A isso se chama fatores de risco e as pessoas que têm esses fatores pertencem a um grupo de risco. Para essas pessoas, o médico pode indicar um determinado teste ou exame para detecção precoce daquele câncer e com que freqüência esse teste ou exame deve ser feito. Para a maioria dos cânceres, quanto mais cedo (quanto mais precoce) se diagnostica o câncer, mais chance essa doença tem de ser combatida.

Qual é o teste que diagnostica precocemente o câncer da boca?

O câncer oral é aquele que acomete a porção da garganta para frente, ou seja toda a parte visível da boca até os lábios. O seu local mais comum é o assoalho da boca, embaixo da língua, a porção lateral da língua e o palato mole. Por isso mesmo é facilmente visível a olho nu tanto pelo próprio paciente quanto por dentista ou médico.

Esse tipo de câncer acontece principalmente em pessoas que fumam cigarro, bebem bebida de álcool ou que mascam tabaco.

O tipo histológico mais comum deste tipo de tumor é o tipo epidermóide como a pele e o colo uterino. E, como eles, por sua fácil visualização e por apresentar lesões precursoras facilmente diagnosticáveis, a inspeção é o melhor exame.

Como o médico faz esse exame?

Um médico ou outro profissional da saúde examina detalhadamente a porção interna da boca procurando por lesões esbranquiçadas (leucoplasias) ou avermelhadas (eritroplásticas). Como no colo uterino, células podem ser retiradas por raspagem dessas regiões alteradas e examinadas num microscópio em busca de sinais de malignização.

Lesões pré-malignas já estão bem descritas e o diagnóstico precoce desse tipo de tumor é bem possível de ser realizado.

Porém, como o maior grupo de risco é aquele dos fumantes pesados e alcoolistas, os estudos que tentaram demonstrar que esse exame é efetivo na diminuição dos danos causados por esse tipo de tumor e na diminuição da mortalidade nunca conseguiram chegar a uma conclusão definitiva, porque os paciente pertencentes a esses grupos de risco não mantinham o acompanhamento necessário para se medir o impacto dessas medidas na sua saúde.

Quais os fatores de risco mais comuns associados ao câncer da boca?
 

Idade:

O câncer oral é mais comum em pacientes acima dos 45 anos e aumenta rapidamente até os 65 anos quando então se estabiliza.

História pessoal:

Ingestão de álcool e uso de fumo em qualquer forma são os fatores de risco mais importante para o desenvolvimento desse tipo de tumor.

Sexo:

Esse tipo de tumor é mais comum em homens do que em mulheres.

A semelhança desse tipo de tumor com outros tumores facilmente visíveis e a presença de lesões pré-malignas faz crer que um exame de inspeção e raspagem de lesões suspeitas é útil como exame de screening para esse tipo de tumor.

Porém, os estudos até hoje realizados enfrentaram problemas operacionais para quantificar o impacto dessas medidas na mortalidade relacionada com essa neoplasia.

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Tenho aftas com freqüência; será que isso pode se transformar num câncer?

Minha esposa teve câncer na língua. Será que isso "pega"?



 

PREVENÇÃO DO CÂNCER ORAL

Sinônimos:

Exame Preventivo do Câncer Oral; Câncer da Boca.

O que é prevenção de um tipo de câncer?

Prevenir o aparecimento de um tipo de câncer é diminuir as chances de que uma pessoa desenvolva essa doença através de ações que a afastem de fatores que propiciem o desarranjo celular que acontece nos estágios bem iniciais, quando apenas algumas poucas células estão sofrendo as agressões que podem transformá-las em malignas. São os chamados fatores de risco.

Além disso, outra forma de prevenir o aparecimento de câncer é promover ações sabidamente benéficas à saúde como um todo e que, por motivos muitas vezes desconhecidos, estão menos associadas ao aparecimento desses tumores.

Nem todos os cânceres têm esses fatores de risco e de proteção identificados e, entre os já reconhecidamente envolvidos, nem todos podem ser facilmente modificáveis, como a herança genética (história familiar), por exemplo.

Como se faz a prevenção do câncer oral?

O câncer oral é aquele que acomete a porção da garganta para frente, ou seja toda a parte visível da boca até os lábios. O seu local mais comum é o assoalho da boca, embaixo da língua, a porção lateral da língua e o palato mole. Por isso mesmo é facilmente visível a olho nu tanto pelo próprio paciente quanto por dentista ou médico. Esse tipo de câncer acontece principalmente em pessoas que fumam cigarro, bebem bebida de álcool ou que mascam tabaco.

Os fatores de risco e proteção para o câncer oral mais conhecidos e que podem ser modificados são:
 

Fumo.

O uso de tabaco em qualquer forma (fumando cigarro, charuto, cachimbo ou mascando) é responsável pela grande maioria desse tipo de câncer.

Quanto mais a pessoa fuma maior é o seu risco.

Não fumar é a forma mais eficaz de evitar esse tipo de câncer.

Os fumantes que param de fumar têm o seu risco reduzido grandemente já no primeiro ano de abstinência ao fumo. E esse risco se reduz progressivamente até praticamente se igualar aos que nunca fumaram em 10 anos, se a pessoa permanecer sem fumar.

O uso de maconha também está associado ao câncer oral.


 

Álcool.

O uso de bebida de álcool, principalmente quando associado ao fumo, também é um fator de risco importante para o câncer oral.

Quanto mais porções a pessoa ingere, maior é o seu risco.

Usar bebida de álcool com moderação ou evitar completamente a ingestão de álcool diminui o risco de desenvolver esse tipo de câncer, principalmente entre os fumantes.

Cerveja e destilados são os tipos de bebida de álcool mais comumente associados a esse tipo de câncer.


 

Dieta.

Uma dieta rica em fibras, com grande quantidade de frutas, legumes e verduras diminui o risco para o câncer oral, principalmente de pessoas que fumam.


 

Idade.

O câncer oral é raro antes dos 45 anos. Depois dessa idade a sua freqüência aumenta, principalmente entre as pessoas de maior risco, como os fumantes.

Fazer visitas regulares ao dentista ou outros profissionais da área da saúde para fazer um exame da cavidade oral com o objetivo de detectar lesões precursoras desse tipo de câncer é particularmente importante após essa idade.


 

Exposição ao sol.

Proteger os lábios dos raios de sol mais fortes, entre as 10 e 16 horas, com protetor solar ou chapéu, pode diminuir o desenvolvimento de câncer do lábio inferior.

Infecção pelo Vírus do Papiloma Humano (HPV).

Estudos sugerem que a infecção pelo HPV pode estar associada a um aumento do risco desse tipo de câncer, assim como do colo uterino.

Detectar a presença dessa infecção, tratá-la quando necessário e fazer exames regulares para diagnosticar alterações relacionadas com essa infecção ou com lesões pré-malignas podem diminuir o risco de desenvolver câncer oral.

Tratar lesões pré-malignas diminui as chances de elas se desenvolverem e detectar precocemente esse tumor aumenta a sua chance de cura.

Visite sempre o seu dentista ou profissional de saúde para fazer um exame da cavidade oral, principalmente se você fuma ou bebe bebida de álcool

Perguntas que você pode fazer ao seu médico

Como muita bala e chiclé. Isso aumenta o meu risco de ter câncer na boca?

Uso prótese dentária. Será que isso aumenta o meu risco de ter câncer na boca?



 

LEUCEMIA

Sinônimos:

Câncer no sangue

O que é?

Leucemia é o câncer das células brancas do sangue, os leucócitos. Esta doença começa na medula óssea (parte interna dos grande ossos, a “fábrica do sangue”) e se espalha para outras partes do corpo. Há vários sub-tipos de leucócitos e, por isso, há diferentes tipos de leucemia. Normalmente, se divide nos dois principais grupos de células brancas: as leucemias linfocíticas ou leucemias mielóides. Além disso, pode se apresentar de duas formas, a forma aguda ou a forma crônica, dependendo da velocidade com que aparecem os sintomas e como ela evolui. Na forma aguda, as células são imaturas e não funcionam como deveriam, além de se reproduzirem muito rápido. Na forma crônica, as células são mais maduras e podem manter algumas das suas funções normais. O número de células malignas, neste último caso, aumenta vagarosamente. Este tipo de câncer é o câncer mais comum nas crianças, mas pode acometer adultos e velhos, também. Nos jovens, a forma mais comum é a leucemia linfocítica aguda, e nos adultos, a leucemia mielóide aguda seguida da leucemia linfocítica crônica.

O que se pode sentir?

Os sintomas da leucemia estão relacionados à piora do estado geral, porque o câncer é uma doença que compromete o corpo como um todo. Além disso, pode-se desenvolver sintomas relacionados à diminuição da atividade das células da medula óssea

Sintomas gerais:
 

Perda de apetite
Perda de peso não planejada ou sem fazer dieta
Aumento dos gânglios (ínguas), fígado e baço
Sensação de gripe que dura muitos dias
Dor nas articulações (juntas) e ossos

Sintomas relacionados à diminuição da atividade das células brancas (leucócitos), responsáveis pelo combate à infecções:
 

Febre e calafrio
Infecções de repetição, principalmente “infecções oportunistas”, como candidíase oral e do esôfago (“sapinho”) ou pneumonia atípica

Sintomas relacionados à diminuição da atividade das plaquetas, responsáveis pelo controle da coagulação:
 

Sangramento e hematomas frequentes sem um trauma claro ou proporcional
Sangramento das gengivas
Petéquias, pequenas manchas vermelhas em baixo da pele

Sintomas relacionados à diminuição da atividade das células vermelhas (hemáceas):
 

Anemia
Fraqueza

Como esta doença é diagnosticada?

A pessoas que suspeitam que podem ter alguma alteração do sangue, principalmente, se suspeitam que podem estar com algum tipo de leucemia, devem procurar um médico. Este fará uma história e um exame físico completo para procurar algum sintoma ou alteração que confirme a suspeita de leucemia. Além disso, um exame de sangue e alguns exames de imagem, como raio X e tomografia computadorizada, devem ser realizados para completar a avaliação da doença, o diagnóstico diferencial e a extensão do problema. Porém, somente uma biópsia da medula óssea e/ou uma biópsia de um gânglio é que dará o diagnóstico definitivo. Para alguns casos, poderá ser necessário, também, uma punção do líquor - líquido presente na medula espinhal (diferente da medula óssea).

Qual é o tratamento para leucemia?

A maioria das leucemias, independente do tipo e evolução, necessita de quimioterapia (medicamentos que destroem as células malignas). Estes medicamentos podem ser dados na veia e, neste caso, é necessário que o paciente seja atendido num centro médico especializado em câncer e/ou leucemia, ou por via oral, quando o paciente recebe o medicamento, mas o toma em casa.

A quimioterapia pode ser dada sozinha ou, ainda, em combinação com outros tipos de tratamento, como: transplante de medula óssea, radioterapia, imunoterapia com interferon ou cirurgia. A decisão de qual é o tratamento mais adequado é baseada no tipo de leucemia, na idade e nas condições clínicas do paciente, além das características genéticas da lihagem de célula do sangue que está alterada.

Como se previne esta doença?

Muito pouco se sabe sobre como reduzir o risco de desenvolver leucemia, principalmente em crianças. Porém, vários fatores podem aumentar este risco, devendo ser evitados. No caso de não se poder evitá-los, como no caso de uma doença prévia, deve-se ficar atento a possíveis sintomas relacionados à leucemia, e procurar um médico experiente sempre que se tenha alguma dúvida.

Fatores de risco associados às Leucemias:
 

Cigarro e outras formas de consumo de tabaco
Produtos químicos como benzeno
Radioterapia e quimioterapia prévias para outros tumores
Terapias de imunossupressão como as utilizadas após um transplante
História familiar de leucemia (principalmente para as crianças)
Síndrome de Down.

Perguntas ao seu médico:

Leucemia pode se transmitir pelo contato físico ou pelo sangue?

Quais as chances de cura de leucemia em crianças e em adulto?

A quimioterapia fará eu perder o cabelo?

E se a doença voltar, existem outros tratamentos para fazer depois?



 

LINFOMAS - HODGKIN / NÃO-HODGKIN

Os linfomas são um grupo de doenças que se originam nas células do sistema linfático Este sistema é constituído de órgãos e tecidos que produzem,armazenam e distribuem os glóbulos brancos do sangue que combatem a infecção e outras doenças. Fazem parte deste sistema a medula óssea, os linfonodos (gânglios ou ínguas) e os vasos linfáticos (vasos que carregam a linfa, como as veias carregam o sangue).

O Linfoma é o câncer que surge quando uma célula do sistema linfático normal se transforma em uma célula maligna, crescendo descontroladamente e disseminando-se pelo organismo. Esta doença se caracteriza, em geral, pelo aparecimento de ínguas que crescem mesmo quando não há infecção.

Há dois grandes grupos de linfomas:

Linfomas de Hodgkin
Linfomas Não-Hodgkin

São classificados conforme o grupo de células que sofre a malignização e passa a se reproduzir rápida e desorganizadamente.

Linfoma de Hodgkin

Os Linfomas de Hodgkin (também chamados de Doença de Hodgkin) originam-se de um tipo específico de célula linfóide, a célula de Reed-Sternberge. Estes linfomas podem se dividir em Linfoma de Hodgkin nodular linfócito predominante e Linfoma de Hodgkin clássico.

Apesar de não se saber a causa dos Linfomas, uma série de fatores de risco estão associados a estas doenças.

Fatores de risco para Linfoma de Hodgkin:

Idade esta doença pode ocorrer em qualquer faixa etária; mas são mais comuns entre 15 e 40 anos, atingindo particularmente indivíduos entre 25 e 30 anos.
Pacientes portadores dos vírus Epstein-Barr, o vírus que causa a doença mononucleose
Pessoas que têm um ou mais familiares que desenvolveram esta doença (principalmente, quando criança) apresentam maior risco em desenvolvê-la.

Linfomas Não-Hodgkin

Linfomas Não-Hodgkin são mais comuns que os Linfomas de Hodgkin. Podem ocorrer em qualquer idade e dependendo das células que se tornaram malignas são classificados em sub-tipos histológicos que apresentam características específicas. Podem ter comportamento indolente (crescimento lento) ou agressivo (crescimento rápido).

O tipo indolente tem uma evolução geralmente favorável com uma média de sobrevida de 10 anos apesar de ser incurável quando a doença acomete várias partes do corpo (doença avançada). O linfoma que se apresenta com comportamento agressivo tem uma evolução mais rápida, mas muitos destes pacientes se curam por serem mais sensíveis à quimioterapia.

Ao examinar o tumor, o médico patologista divide os Linfomas

Não-Hodgkin em subtipos que podem estar relacionados aos linfócitos (tipo de de glóbulo branco do sangue) do tipo B ou T.

Os linfomas em que os linfócitos do tipo B se tornaram malignas dividem-se em:

Linfoma de Burkitt,
Linfoma linfocítico de pequenas células (que é a mesma doença que a leucemia linfocítica crônica)
Linfoma difuso de grandes células
Linfoma folicular
Linfoma imunoblástico de grandes células
Linfoma linfoblástico células B precursoras
Linfoma de Células do Manto

Os linfomas de células T dividem-se em:

Micose fungóide (uma doença que acomete preferencialmente a pele)
Linfoma anaplásico de grandes células
Linfoma linfoblástico de células T precursoras
Linfoma de Malt

Outros sub-tipos menos comuns também podem ocorrer

Comportamento Indolente Comportamento Agressivo
* Linfoma folicular * Linfoma difuso de grandes células B
* Linfoma linfocítico de pequenas células   * Linfoma de células do manto
* Linfoma MALT * Linfoma linfoblástico
  * Linfoma de Burkitt

Fatores de risco para Linfoma não-Hodgkin
 

Idade, esta doença é mais comum em pessoas mais velhas.
Doenças como: Imunodepressão secundária a doenças hereditárias (como, hypogamaglobulinemia) ou doenças autoimunes (como artrite reumatóide, psoríase ou Síndrome de Sjögren ) ou ainda doenças adquiridas que comprometem o sistema (como, HIV /AIDS ou uso de medicamentos imunossupressores após transplante de algum órgão)
Infecções pelo vírus HTLVdo tipo I ou Vírus Epstein-Barr
História de infecção pela bactéria Helicobacter pylori
Dieta rica em carne e gordura
Tratamento para Linfoma de Hodgkin no passado

SINTOMAS

Os sintomas que podem ocorrer na presença dos linfomas e devem ser investigados para se diagnosticar qualquer um dos tipos de Linfoma de Hodgkin ou não-Hodgkin:
 

Aumento dos gânglios (linfonodos) do pescoço, axilas e/ou virilha (com ou sem presença de dor);
Sudorese (suor) noturna excessiva;
Febre (38ºC ou mais medida na axila com o auxílio de um termômetro comum);
Prurido (coceira na pele);
Perda de peso inexplicada (perda de mais de 10% do peso corporal nos últimos 6 meses de forma não proposital e sem explicação)
Cansaço frequente.

Podem também aparecer sintomas respiratórios como tosse, falta de ar ou dor torácica e abdominal como dor ou distensão abdominal.

Diagnóstico

A biópsia (remoção de pequeno fragmento de tecido) é o exame que define o diagnóstico. Pode ser necessário realizar uma biópsia de um gânglio (quando o médico, através de uma incisão na pele, remove um gânglio inteiro ou uma pequena parte) ou biópsia da medula óssea (quando se retira um pequeno fragmento da medula óssea através de agulha.)

Além disso, outros exames podem ser necessários:

Punção lombar - retira-se pequena porção do líquido cérebro-espinhal (líquido que percorre a medula espinhal). Esse procedimento determina se o sistema nervoso central foi atingido pela doença;

Exames de Imagem como radiografias, tomografias, ressonância magnética e cintilografia para determinar a localização e a extensão do locais acometidos pela doença.

Com estas informações o médico define o estadiamento do tipo, ou seja, qual o grau de comprometimento do paciente pelo câncer. Os linfomas são geralmente divididos nos seguintes estágios:

Estágio I – quando um único grupo de linfonodos está comprometido (axila, por exemplo)

Estágio II – indica o envolvimento de dois ou três grupos vizinhos de linfonodos, do mesmo lado do diafragma (para cima ou para baixo do músculo que divide o tórax do abdome), axila e região do pescoço, por exemplo.

Estágio III – representa o envolvimento de vários grupos de linfonodos acima e abaixo do diafragma (gânglios da região supraclavicular e da região inguinal, por exemplo).

Estágio IV – significa que há o envolvimento disseminado para outros órgãos, como pulmões, fígado e ossos.

Além disso, se acrescenta a letra A quando o paciente não apresenta sintomas ou a letra B quando apresenta sintomas clássicos do Linfoma, como febre, sudorese noturna, perda de peso e cansaço. Com a informação do estágio e o tipo histológico, o médico pode definir qual o tratamento deve ser iniciado.

Tratamento

O tratamento consiste em quimioterapia associada ou não à radioterapia. Para alguns pacientes, cujo tratamento inicial não determinou uma cura ou remissão prolongada, pode ser necessário o transplante de medula óssea.

Quando a doença tem risco de comprometimento do sistema nervoso (cérebro e medula espinhal), utiliza-se a injeção de drogas quimioterápicas diretamente no líquido cérebro-espinhal, e/ou radioterapia que envolva cérebro e medula espinhal.




 

SAÚDE: O MOMENTO É DE PREVENÇÃO

No início dos tempos da espécie humana, as principais causas de morte eram os ataques das feras, as conseqüências do clima, como o frio extremo e tempestades, e os ferimentos decorrentes de lutas. Essas são as chamadas “causas externas visíveis”. Naquela época, a expectativa de vida era muito baixa. Com o domínio do fogo, a utilização de ferramentas e o decorrente desenvolvimento, muitas dessas adversidades foram dominadas pelo homem.

Com esse progresso, as causas de morte também se modificaram. Seres também externos ao homem, porém agora “invisíveis”, passaram a ser a grande ameaça aos seres humanos. Os fungos, as bactérias e os vírus passaram a ser os grandes causadores de doença e morte. O desenvolvimento tecnológico, mais uma vez, permitiu a identificação desses microorganismos através de instrumentos, como os microscópios, e o controle com medicações, como os antibióticos.

A expectativa e a qualidade de vida aumentaram. Seguiu-se o progresso. Melhores condições de higiene e saneamento, mais recursos para a produção e a conservação de alimentos, além do desenvolvimento de novas ferramentas, fizeram a espécie humana dominar o mundo a sua volta, mesmo aquelas “ameaças invisíveis”.

Porém, progressivamente, as principais causas de doença e morte passaram a ser algo também produzido pelo próprio homem. O estilo de vida do mundo moderno expôs o homem a uma vida sedentária, a uma dieta inadequada, ao excesso de bebidas alcoólicas e ao consumo do tabaco em níveis nunca antes vistos. Sendo este último, isoladamente, o maior agente causador de doença, atualmente. Hoje, essas são as principais causas de doença e morte. São as chamadas “causas auto-infligidas”- aqueles agentes aos quais o próprio homem, pelo seu livre-arbítrio, escolhe se expor e consumir.

A inteligência do homem e a sua capacidade de desenvolver tecnologia dominaram as causas de doença e morte no passado. Agora, é essa mesma capacidade que deve ser usada para compreender que é o estilo de vida pelo qual optou viver que o prejudica. Desenvolver ações educativas e preventivas, visando a alterar esse estilo de vida é fundamental nesse momento de desenvolvimento da humanidade.

Evitar o fumo;
Evitar o consumo de álcool em excesso;
Manter-se dentro do peso ideal para sua idade e sexo
Consumir uma dieta rica em alimentos de origem vegetal integrais e pouco industrializados
Diminuir o consumo de alimentos altamente refinados e as gorduras de origem animal;
Manter-se ativo fisicamente nas suas atividades diárias: no trabalho, no lazer, nos deslocamentos.

Todas essas são medidas que previnem doenças e diminuem mortes pelas principais doenças crônico-degenerativas, como as doenças do coração, o diabete e os cânceres. Um exemplo disso é o que a Santa Casa de Porto Alegre, recentemente, definiu como uma de suas diretrizes institucionais. Incorporou em seu planejamento estratégico 2005-2010 um novo olhar sobre a saúde.

O foco deixa de ser a doença, e passa a ser a saúde através da educação e prevenção em saúde

Não é apenas uma questão de atitude mas, principalmente, de conscientização integral.




 

PREVENÇÃO NA ÁREA DA ONCOLOGIA

O foco da prevenção da saúde, e não mais na doença, é um conceito que tem conquistado espaço nas instituições médico-hospitalares pelo mundo, e que está sendo aplicado em vários setores da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

O que vemos aqui são pessoas saudáveis, não pacientes. São pessoas que nos procuram com o intuito de saber o seu risco de ter câncer e o que fazer para reduzi-lo. O trabalho é todo sistematizado. Primeiramente, é identificado se o indivíduo tem risco aumentado para o câncer, seja por histórico familiar ou por outros fatores, como fumo, álcool, obesidade, dieta inadequada, sedentarismo e exposição ao sol. Em alguns casos, a pessoa não tem história familiar de câncer, mas é obesa, o que é um fator de risco modificável.

Fazemos também um levantamento sobre as práticas preventivas, se a pessoa faz os exames necessários para cada sexo e faixa etária. Se necessário, encaminhamos para especialistas, como geneticistas, cardiologistas, ginecologistas , enfim temos uma equipe multidisciplinar que faz o atendimento focado na prevenção.

Depois disso, o paciente retorna para o médico inicial, e é feito um planejamento: se precisa perder peso, é encaminhado para o endocrinologista; se for necessária a adequação da dieta, passa por uma avaliação nutricional; se precisa retirar algum sinal, vai para o dermatologista, e assim por diante. Se não precisar de nada no momento, retornará daqui a um ano para revermos as práticas preventivas.

O motivo mais frequente que leva as pessoas a buscarem orientação é o histórico familiar de câncer. Contudo, somente 10% dos cânceres são genéticos. Os outros são esporádicos, influenciados por diversos fatores de risco que podem ser modificados.




 

PREVENÇÃO PARA UMA VIDA LONGA E DE QUALIDADE

As doenças crônico-degenerativas são aquelas em que um conjunto de fatores leva à deterioração progressiva da saúde do ser humano e que não basta um agente transmissível identificável para que elas ocorram. A sua etiologia é multifatorial. Além disso, sabe-se que existe uma interação entre comportamento, meio ambiente e perfil genético.

Estas doenças têm por característica um longo período de exposição a fatores de risco comuns, geralmente décadas. Os principais fatores modificáveis são fumo, obesidade, dieta inadequada – que inclui o consumo excessivo de bebidas alcoólicas – e inatividade física. A maioria destes fatores está associada a um estilo de vida pouco saudável promovido pelo desenvolvimento tecnológico e pela urbanização. As doenças crônico-degenerativas são atualmente responsáveis pela maior parte da morbi-mortalidade em todo o mundo, desenvolvido ou em desenvolvimento, e são representadas, principalmente, pelas doenças cardiovasculares, os cânceres, as doenças pulmonares obstrutivas crônicas e o diabetes.

Os fatores de risco das doenças crônico-degenerativas têm a peculiaridade de se potencializarem quando concomitantes, de terem uma sinergia quanto a sua iniciação e manutenção (álcool e fumo, sedentarismo e obesidade), e de estarem associados a várias condições ao mesmo tempo (obesidade é fator de risco para diabetes, câncer e doença cardíaca; fumo é fator de risco para doença cardíaca, câncer e doença pulmonar, por exemplo).

Por isso, uma pequena diminuição da prevalência de um ou mais destes fatores de risco pode levar a uma grande redução do impacto destas doenças como um todo em uma população.

Em vários países, a aplicação de conhecimento disponível sobre a possibilidade de prevenção de doenças crônico-degenerativas aumentou a expectativa de vida e a qualidade de vida dos adultos. Este controle foi decorrência da implementação de ações amplas e integradas direcionadas para a população como um todo, para as comunidades, para os grupos de alto risco, assim como para o indivíduo. Estas ações se deram, basicamente, através do controle dos principais fatores de risco para as doenças a mais prevalentes.

Para que o impacto destas ações preventivas seja significativo, elas devem se dar em vários níveis - nacional, regional, comunitário e individual; devem ser amplas e integradas, alcançando os indivíduos em todos os seus ambientes: casa, escola, trabalho, locais de lazer, e atingir a população nas suas várias fases de desenvolvimento: da gestante (exposição intra-útero) ao idoso. Os prestadores de serviços de saúde devem ser consistentes e integrados nas suas mensagens em todos os momentos de contato com a população (diretrizes), e deve-se fazer uso de vários métodos de intervenção preventiva (comportamental, medicamentosa, rastreamento). Deve-se promover abordagens transdisciplinares, culturalmente adequadas. Além disso, devem ser planejadas para serem de longo prazo e/ou permanentes.

Estas são etapas de um programa progressivo e permanente que os sistemas de saúde devem incorporar, retirando o foco da doença e voltando integralmente suas atenções à saúde, compreendida em todas as suas dimensões.