Conselhos Saudáveis 7

 

 

CAUSAS

A principal causa da deterioração dos dentes é a acumulação de placa bacteriana. Os locais mais comuns da destruição inicial são as superfícies de trituração dos dentes de trás (que têm sulcos minúsculos), as superfícies de contacto entre dentes adjacentes e junto do rebordo das gengivas.

 

INCIDÊNCIA

Um sinal encorajador nos países industrializados (especialmente América do Norte e Escandinávia) nos últimos 10 a 15 anos tem sido o declínio significativo (de 35 a 50%) da cárie dentária em crianças. As estatísticas sugerem que, dos vários factores provavelmente responsáveis por esta diminuição, o mais importante será a fluoretação da água ou qualquer outro meio de ingestão de flúor, que reforça o esmalte durante a sua formação.

 

SINTOMAS

A cárie inicial, de mais fácil tratamento, não provoca geralmente sintomas. O principal sintoma de uma destruição mais avançada é a dor, que aumenta de intensidade à medida que a deterioração vai progredindo. Numa fase terminal, pode haver um envolvimento mais profundo da polpa dentária e chegar mesmo a originar um abcesso. A cárie pode também causar mau hálito.

 

TRATAMENTO

O tratamento consiste na remoção da zona cariada e no preenchimento da cavidade obtida com uma massa de restauração, geralmente uma amálgama (liga metálica), uma resina composta ou ionómero de vidro, a condizer com a cor do dente. Nos casos de cárie avançada, pode ser necessário remover a polpa infectada e preencher o seu espaço com uma obturação ou mesmo extrair o dente.

 

PREVENÇÃO

A melhor prevenção possível é a que é feita aquando da formação das coroas dos dentes, antes do seu aparecimento na cavidade oral. Para tal, a ingestão de flúor desde o nascimento até por volta dos 10 anos é fundamental para que haja a sua incorporação no esmalte dentário.
É possível diminuir consideravelmente o risco de cárie reduzindo a quantidade (e a frequência) de açúcar ingerido e de outros hidratos de carbono refinados e praticando uma boa higiene oral. Os alimentos doces devem ser comidos apenas às refeições; a sua ingestão entre as refeições deve ser limitada. Os efeitos nocivos dos açúcares devem ser vigiados desde cedo nas crianças. Aos bebés não se deve dar leite, sumo de fruta ou qualquer outro líquido com açúcar para os sossegar ou adormecer. Os dentes precisam de ser escovados diariamente com pasta dentífrica fluoretada. Deve usar-se o fio dental para limpar os espaços entre os dentes. Deve consultar-se o dentista para exames regulares. A aplicação directa de flúor sobre a superfície dentária sob a forma de gel ou de bochecho diário é igualmente importante. Também a aplicação de resinas sobre a superfície mastigatória dos molares pode prevenir o aparecimento de cárie nessa zona.

 

EVOLUÇÃO DA CÁRIE DENTÁRIA

A principal causa da cárie dentária é a acumulação da placa bacteriana. A placa é constituída por resíduos de alimentos, subprodutos de muco e saliva e por bactérias que vivem na boca. As bactérias alimentam-se sobretudo dos hidratos de carbono fermentáveis dos alimentos (açúcares simples e amidos), e, ao decompô-los, criam ácidos que gradualmente destroem o esmalte, formando uma cavidade. Segue-se a destruição da dentina, a cavidade alarga-se e as bactérias podem invadir a polpa do dente.

1) O ácido produzido pela decomposição dos alimentos destrói gradualmente o esmalte, formando uma cavidade.

2) Negligenciada, a cárie alastra até à dentina.

3) A cavidade continua a aumentar, permitindo que as bactérias invadam a polpa exposta no centro do dente.

4) Se não for tratada, a polpa infectada morre e o dente acaba por ficar completamente destruído.

 

 

SINTOMAS

Dores intensas na parte inferior do abdómen quando se urina, piores no final da micção; no intervalo entre as micções, dores fracas, que aumentam com a vontade de urinar. Necessidade frequente de urinar de dia e de noite, por vezes com perdas. Possível presença de sangue na urina, normalmente no final da micção. Urina turva, podendo ter pus.
Importante: não provoca febre.

 

PESSOAS MAIS EM RISCO

Mulheres jovens em período de actividade sexual. As relações sexuais facilitam as recidivas se não se bebe água suficiente ou se tem uma vida sexual promíscua.

 

PORQUE DÓI?

A proliferação de bactérias na bexiga provoca na parede deste órgão inflamações que são responsáveis pelas dores, pela necessidade frequente de urinar e pelo ardor durante a micção.

 

O QUE PODE FAZER?

Em qualquer dos casos, beba muita água.

*Primeiro episódio de cistite aguda: consulte o médico para confirmar o diagnóstico e fazer uma análise de urina. No caso de recidivas, consulte um especialista. Por vezes, é necessária uma cistoscopia.

 

*Episódios recorrentes: pode tratá-los em casa (após a consulta de um especialista) tomando antibióticos com eficácia urinária comprovada, seja em tratamento rápido, seja através de um tratamento clássico de curta duração, isto é, de 3 dias. Se, algumas horas depois de os tomar, não notar as melhoras habituais, vá ao médico para poder fazer uma análise à urina e mudar o antibiótico.

 

QUE TRATAMENTOS?

Medicamentos

A rápida eficácia do tratamento com os antibióticos torna inútil o uso de outros medicamentos. No caso de recidivas frequentes, o médico pode aconselhar a toma diária de antibiótico em dose reduzida ou antes das relações sexuais, se estas desencadeiam o problema.

 

As outras medicinas

Acupunctura

Com ou sem bactérias, a medicina tradicinal chinesa permite obter bons resultados.

Homeopatia

Muito eficaz no caso de cistites agudas ou crónicas, evitando o recurso recorrente a antibióticos. A isoterapia da urina, muito útil também, pode completar o tratamento de fundo.

Mesoterapia

Nas cistites agudas, uma injecção subcutânea abdominal, ao nível da bexiga, de um composto de antibiótico-analgésico local pode oferecer bons resultados, controlados por análises à urina. Nos casos crónicos, utiliza-se mais uma vacina em injecção subcutânea.

 

QUE PREVENÇÃO?

*Beba pelo menos 1,5 l de água por dia e tente urinar com frequência.
*Urine logo que possível após uma relação sexual. Limpe-se sempre da frente para trás depois de defecar; se possível, lave toda a zona, mesmo que só com água.

 

 

Alguns insectos, como as abelhas e as vespas, injectam ao picarem um veneno que contém substâncias que provocam dores locais, vermelhidão e tumefacção durante cerca de 48 horas. Normalmente, só um grande número de picadas (o que, em princípio, só ocorre se a pessoa for atacada por um enxame) deve ser encarado como potencialmente fatal. No entanto, cerca de 1 pessoa em cada 200 é alérgica ao veneno dos insectos. Isto significa que, se o sistema imunitário de uma pessoa for sensibilizado pelo veneno por meio de uma picada, uma picada subsequente (que pode ocorrer meses ou anos depois) pode provocar uma grave reacção alérgica e dar origem ao choque anafiláctico.

Sintomas

Todas as picadas ou mordeduras de insectos provocam uma reacção cutânea que constitui essencialmente uma resposta alérgica às substâncias presentes na saliva ou nas fezes do insecto, as quais são muitas vezes depositadas no ou perto do local da picada e introduzidas depois no organismo da vítima quando esta coça a zona da picada. As reacções variam muito, podendo assumir a forma de bolhas vermelhas, de tumefacções dolorosas (que podem exsudar) ou de exantemas pruriginosos. As pessoas reagem de maneiras diferentes ao mesmo insecto, pelo que, em algumas pessoas, a reacção pode ser extremamente intensa. No caso de picadas de abelhas ou vespas, os sintomas podem incluir, para além dos exantemas pruriginosos (urticária), tonturas, edema do rosto e da garganta, respiração ruidosa, vómitos, dificuldades respiratórias e colapso.

Prevenção

A prevenção das picadas de insectos é particularmente importante para os campistas, para as pessoas que vivam em áreas infestadas por mosquitos e para os habitantes e visitantes dos países tropicais.

As picadas fora de casa podem ser reduzidas por meio do uso de vestuário que proteja adequadamente o corpo e da utilização de repelentes de insectos.

Dentro de casa, devem ser colocadas redes nas janelas e portas; e podem utilizar-se nos quartos, algumas horas antes de a pessoa se deitar, aerossóis que contenham insecticidas piretróides ou bobinas antimosquito de combustão lenta.

Por vezes é recomendada a dessensibilização - uma técnica de redução da sensibilidade ao veneno das abelhas ou das vespas (e a alguns outros tipos de alergias) - para as pessoas que reconhecidamente sofrem de hipersensibilidade.

Tratamento

A zona da picada ou mordedura deve ser bem lavada com água e sabão e deve ser-lhe aplicado um unguento amaciador, como loção de calamina. Deve evitar-se coçar a área. Se ocorrer uma reacção intensa, deve consultar-se um médico.

Pruridos intensos no couro cabeludo ou nos pêlos púbicos sugerem a possibilidade de uma infestação por piolhos, a qual é tratada com loções insecticidas. No caso das picadas de pulgas, pode ser necessário aplicar um insecticida adequado em toda a casa e não apenas no animal de estimação.

As abelhas deixam muitas vezes o seu ferrão no ferimento. Este deve ser cuidadosamente retirado com a lâmina de uma faca ou com uma unha, e não agarrando-o com os dedos ou com uma pinça (o que causaria a injecção de mais veneno). A área picada deve ser lavada com água e sabão, coberta com uma compressa fria e devem ser tomados analgésicos para aliviar a dor. Se se manifestarem os sintomas de choque anafiláctico, procure imediatamente assistência médica para um tratamento de emergência, o qual consiste inicialmente na administração de adrenalina. As pessoas que sabem ser hipersensíveis devem trazer consigo um estojo de emergência para a auto-injecção de epinefrina. Em casos graves, pode ser necessária a reanimação cardiopulmonar.

Uma picada na boca ou na garganta pode também ser grave, dado que a tumefacção pode obstruir a respiração. Procure igualmente auxílio médico de imediato e dê à vítima cubos de gelo para chupar.

Doenças provocadas pelos insectos

Os insectos são animais como as formigas, as abelhas, as baratas, as pulgas, as moscas, os piolhos e os mosquitos, mas não os ácaros, as carraças ou as aranhas, os quais pertencem a um outro grupo animal, os aracnídeos. Os insectos e os aracnídeos pertencem ao grupo dos artrópodes.

Existe cerca de 1 milhão de espécies de insectos conhecidas, sendo a maior parte inofensiva ou benéfica para os humanos. A maioria das espécies nocivas, ao destruir culturas ou alimentos armazenados, contribui para a má nutrição e a fome.

Outros insectos constituem uma causa mais directa de doenças. Alguns são parasitas directos dos seres humanos, vivendo sob a pele ou na superfície do corpo. Outros ferram se provocados, causando desde um desconforto ligeiro até uma reacção grave que pode revelar-se fatal.

Os insectos mais incómodos são as moscas e os insectos que picam. As moscas, que pousam em excrementos e na comida para porem ovos ou se alimentarem, podem dessa forma transmitir organismos causadores de doenças. Esta é provavelmente a forma de disseminação de infecções intestinais, como a febre tifóide e a shigelose.

As picadas de insectos podem ser um meio de disseminação de organismos infecciosos. Muitas doenças graves são propagadas por picadas de insectos, entre as quais a malária e a filaríase (transmitidas por mosquitos), a doença do sono (moscas tsé-tsé), a leishmaníase (moscas da areia), o tifo epidémico (piolhos) e a peste (pulgas da ratazana). Vários insectos e carraças são responsáveis pela disseminação de doenças virais, como a febre-amarela, o dengue e alguns tipos de encefalite viral.

Os organismos captados quando um insecto suga o sangue de um animal ou de uma pessoa infectados conseguem sobreviver ou multiplicar-se no insecto. Mais tarde, esses organismos são injectados num novo hospedeiro humano, através da saliva do insecto, ou depositados na pele perto do local da picada, sendo posteriormente introduzidos no corpo da vítima quando esta se coça.

A maior parte destas doenças (de entre as quais a malária é de longe a mais importante) está limitada às regiões tropicais e subtropicais. Contudo, ocorrem alguns casos de peste e de encefalite transmitidos por artrópodes noutras regiões do Mundo. A leishmaníase pode ser contraída por meio de picadas de moscas da areia na zona mediterrânica.

Prevenção

A prevenção das doenças transmitidas por insectos consiste, entre outras medidas, em impedir que as moscas pousem nos alimentos, na protecção contra as picadas por meio do uso de roupas apropriadas e de repelentes de insectos e, em áreas onde a malária seja endémica, no uso de redes nas janelas e portas, pesticidas e medicamentos antimaláricos.

 

 
 

Porque dói?

A perda de alguém que nos é querido é sempre um acontecimento doloroso e devastador: Todos os pontos de referência, todos os projectos, desaparecem subitamente. Como sobreviver antes mesmo de reaprender a viver? O luto a fazer é um trabalho interior longo e difícil. O sofrimento é uma mistura de desespero, revolta, estranheza e saudade e de outros sentimentos muito pessoais, dependendo da relação que se tinha com a pessoa que desapareceu da nossa vida. Esta perda significativa inscreve-se numa cultura e numa história de vida. Na sociedade ocidental dos nossos dias, a morte é negada ou banalizada. Neste contexto, como poderemos esperar que a compreensão e o apoio das outras pessoas, familiares ou amigos, se mantenham ainda para além de um certo tempo que para os outros parece suficiente e para nós demasiado curto para ultrapassar a ausência de alguém sempre presente no nosso dia-a-dia? Este tempo de luto é complexo e, por vezes, não nos reconhecemos nas nossas próprias atitudes: a revolta intensa perante a injustiça que representa essa perda, o sentimento de estar a enlouquecer quando temos a falsa sensação de ver ou ouvir em todo o lado a pessoa que perdemos, a profunda solidão, a sensação de abandono. Este estado emocional pode gerar mal-estar e incompreensão nos que nos rodeiam. Os familiares e os amigos, que têm as suas próprias vidas, insistem para que a pessoa enlutada recupere e esqueça a pessoa que morreu, quando na realidade ela precisa de falar e de partilhar o seu sofrimento. A morte de uma pessoa que se ama representa uma profunda ferida simbólica, que tem de ser tratada dia após dia com muita atenção e ternura até que essa mágoa esteja cicatrizada.

O que pode Fazer?

Fazer o luto pode ser aprender a construir outros laços afectivos não propriamente de substituição: mas antes de alternativa com outras pessoas e outros estilos de vida, e encontrar um novo equilíbrio para continuar a viver. Na vertigem dos nossos dias, quase não há lugar para a morte. É, pois, necessário salvaguardar a ritualização deste acontecimento. Os rituais fúnebres (religiosos ou não) reforçam os laços sociais e mantêm a memória colectiva. São úteis à elaboração de um sentido do enigma da vida, ajudam a separarmo-nos daqueles que amámos e abrem-nos a porta para um novo caminho na vida. É indispensável que cuide de si, que está de luto tanto física como moralmente. Esta caminhada vai ter altos e baixos: seja tolerante consigo próprio. Todos nós possuímos recursos insuspeitados. Para os descobrir, não se isole demasiado, não se feche sobre si mesmo, não se esconda; procure desabafar com um amigo, um sacerdote ou um psicólogo, exprima o seu desgosto e partilhe o seu sofrimento. Por vezes, apesar do apoio dos que o rodeiam, a solidão e o sofrimento parecem intransponíveis. Não hesite então em pedir a ajuda de especialistas.

Atenção: Antidepressivos

A vivência depressiva (tristeza, sentimento de perda), associada à perda de uma pessoa querida, é normal e não necessita de tratamento antidepressivo; quando muito, nos momentos de maior angústia podem ser prescritos calmantes para aliviar a ansiedade e induzir o sono; o luto tem, na maioria das vezes, resolução espontânea e positiva, com retoma lenta mas progressiva das rotinas pessoais, domésticas e profissionais, recuperação do bem-estar emocional e reinvestimento noutras relações significativas; só quando esta boa evolução não se verifica e o sofrimento moral e a incapacidade se mantêm (luto patológico) é que se torna necessária ajuda psiquiátrica e introdução de medicamentos antidepressivos.

 

 
 

Olhos amarelados - A maioria dos olhos ganha um tom amarelo-acastanhado com a idade. Isso não afecta a vista, mas se for acentuado e afectar a pele, pode ser sinal de icterícia. Vá ao médico.

Visão nebulosa - Pode ser sinal de cataratas, que são operáveis. Também pode ser glaucoma, em que a pressão no globo ocular é de tal forma elevada que pode causar cegueira.

Olhos inchados - Normalmente significam que alguma coisa está a irritar o olho, talvez uma alergia ou, por vezes, retenção de líquidos. Ocasionalmente pode ser indicativo de problemas na tiróide; nesse caso, o pescoço também pode inchar.

Ver estrelas - Estas perturbações visuais podem ser sinal de stress. Mas também podem indicar um descolamento da retina, por isso faça um exame ocular para descartar essa possibilidade.

Visão dupla - Além do excesso de álcool, uma causa comum pode ser o estrabismo não tratado na infância. Mas se surgir mais tarde na vida, pode ser sinal de esclerose múltipla, uma embolia, um tumor ou outra doença.

Visão turva - A miopia, a hipermetropia e o astigmatismo podem provocá-la, por isso talvez precise de usar óculos ou de corrigir os seus. Mas a visão turva também pode ser sintoma de tensão arterial elevada ou diabetes não controlada ou o início de degenerescência macular, devido à idade. Esta pode ser retardada tomando um suplemento de luteína.

Terçolho - Uma infecção inofensiva que dá origem a um pequeno abcesso. Normalmente desaparece espontaneamente, mas pode ser tratado com antibiótico.

Moscas volantes - Geralmente, sombras lançadas na retina pelas proteínas naturais do olho. Mas se de repente surgir uma nuvem delas ou forem coloridas, pode ser sinal de hemorragia ou descolamento da retina.

Olhos doridos - Provavelmente provocados por trabalhar muito perto ou em cima de um ecrã. Faça intervalos regulares.

Olho vermelho e doloroso - Pode ser uma infecção ou uma alergia, mas também pode resultar de uma pestana encravada ou de um pedaço de maquilhagem. Vá a um optometrista.

 

 

E os homens, ainda que indirectamente, também sentem os efeitos...

Sintomas

Conjunto de alterações físicas e psicológicas que surgem antes da menstruação e desaparecem normalmente com o seu aparecimento. Estas alterações têm uma duração variável de 2-15 dias. - Humor variável, irritabilidade, agressividade, crises de choro, estado depressivo; - Manifestações congestivas e edematosas: dores e aumento do volume dos seios, flatulência abdominal, que provoca desde o simples incómodo a dores fortes, perturbações urinárias, aumento de peso, sensação de inchaço geral, extremidades inchadas, perturbações venosas. Há ainda um vasto conjunto de sinais que podem afectar todos os aparelhos, sistemas e órgãos.

Pessoas mais em risco

Na maioria das mulheres, manifestam-se alterações antes da menstruação, mas 40% apresentam sintomas que requerem tratamento. Estes sintomas surgem de forma progressiva ou são desencadeados por certos acontecimentos: parto, aborto, infecção genital, choque psicológico afectivo. Esta síndroma pode estar presente desde as primeiras menstruações, desaparece aquando da menopausa, mas pode manifestar-se com a terapia de substituição hormonal.

Porque dói?

Os diferentes sintomas são causados por um desequilíbrio hormonal: o nível de progesterona é muito baixo, e o dos estrogénios, muito elevado. Isto leva à formação de edema nos tecidos orgânicos (inchaço provocado pela retenção de água) ao nível dos seios, do cérebro e da pequena bacia. São inúmeros os factores que podem estar na origem dos níveis elevados de estrogénios: stress, carência de vitamina B6, xeno-estrogénios (substâncias provenientes do meio ambiente e que aumentam os estrogénios), perturbações relacionadas com a pílula estrogeno-progestativa (de síntese), etc.

 

Que tratamentos?

Medicamentos
As hormonas progestativas, frequentemente prescritas, nem sempre são eficazes. O recurso à pílula estrogeno-progestativa ou a antagonistas da LH-RH (hormona do hipotálamo) nos casos muito graves é um meio de aliviar o problema, mas não o resolve.

As outras medicinas
 

- Acupunctura e medicina chinesa:
O tratamento tendo em conta a pessoa no seu todo é frequentemente eficaz nas síndromas pré-menstruais e intermenstruais. Auriculoterapia:
Não havendo causas orgânicas, a auriculoterapia permite aliviar eficazmente as dores pré-menstruais. Fitoterapia:
Utiliza plantas com acção semelhante à progesterona, bem como óleos de onagra e de borragem, ricos em ácidos gamalinolénicos. Associam-se ainda plantas ansiolíticas e antioxidantes, diuréticas e tonificantes do sistema vascular. Homeopatia:
Remédios como Folliculinum, Progesterinum, Luteinum.

Que prevenção?

- Tente moderar o stress. - Altere a sua alimentação: aumente a ingestão de fibras (legumes, legumes secos, cereais integrais e frutos), diminua os açúcares refinados e aumente os açúcares lentos; diminua as quantidades de lípidos e privilegie os lípidos polinsaturados; consuma menos proteínas animais e mais proteínas vegetais de origens diversas; diminua os produtos lácteos, o sal e estimulantes como o café, o chá e os cigarros. - Tome vitaminas do complexo B, em especial B6. C (no caso de stress) e E, ambas antioxidantes, magnésio e zinco.

Para saber mais

A síndroma intermenstrual
No momento da ovulação, podem sentir-se dores ligeiras ou muito intensas ao longo de várias horas, acompanhadas de perdas de sangue pouco importantes. Este fenómeno é natural, mas se se tornar muito incomodativo e não se encontrar nenhuma causa (fibroma, quisto do ovário, endometriose, esterilidade), o médico pode prescrever um progestativo ligeiro que não bloqueie a ovulação durante o período em que sente dores (do 10º ao 20º dia, por exemplo). O médico pode ainda aconselhar uma pílula estrogeno-progestativa inibidora da ovulação As plantas que imitam a acção da progesterona (inhame-selvagem, pé-de-leão, salsaparrilha), associadas à homeopatia (Folliculinum) e ao magnésio, podem evitar a medicação com hormonas.

 

 

Sintomas: Placa amarelada, mais ou menos extensa, na planta do pé, móvel sob a pele, provoca uma sensação de incómodo, de ardor, por vezes dores agudas.

Pessoas mais em risco:
- Pessoas que tenham pés magros e com saliências ósseas.
- Pessoas com excesso de peso.
- Pessoas que usam normalmente sapatos estreitos e de saltos altos.

Porque dói?
A calosidade desloca-se com a pele, o que provoca incómodo. Se está localizada na planta do pé a poucos centímetros dos dedos, pode aderir ao tecido subjacente e irritar as terminações nervosas: torna-se então muito dolorosa.

O que pode fazer?
Não se apoie na zona dolorosa. Em casa, use pantufas.

Que tratamentos?
Pedicure: A pedicura remove a calosidade por abrasão e depois aplica um creme hidratante.
Podologia: O podólogo pode prescrever e preparar palmilhas ortopédicas para reduzir a carga na zona dolorosa.

Que prevenção?
Evite andar descalço, com sandálias ou socas.
Mude de sapatos: evite saltos altos, escolha sapatos largos de pele macia ou tecido.
Consulte um dietista para perder peso.

 

 

Sintomas

Indolor durante muito tempo; depois, dor extremamente forte que surge após uma fractura (com ou sem traumatismo): fractura de um membro ou, com mais frequência ainda, fractura vertebral compressiva (colapso ou esmagamento) das vértebras. Neste caso, dores muito fortes nas costas.

Atenção! O esmagamento das vértebras pode ser sinal de doença grave. No caso de dores muito fortes nas costas, que podem ser sinal de esmagamento vertebral, consulte o médico com urgência. O esmagamento vertebral pode normalmente esperar, mas algumas doenças graves não: não perca tempo e vá ao médico.

Pessoas mais em risco

Mulheres, cerca de 10 anos após a menopausa (um terço das mulheres é afectado). Homens e mulheres que sofrem de algumas doenças endócrinas (da tiróide, das glândulas supra-renais ou da hipófise). Outros factores de risco: menopausa precoce sem tratamento hormonal, falta de hormonas sexuais, alguns tratamentos (sobretudo de cortisona), imobilização, algumas doenças genéticas.

 

Porque dói?

A osteoporose é o desaparecimento da estrutura do tecido ósseo sobre a qual se fixa o cálcio. Uma vez que este deixa de se fixar, o osso torna-se frágil, mas continua a não existir dor. Esta aparece apenas em caso de fissura ou fractura. Os ossos mais em risco de fractura são as vértebras dorsais e as lombares. Seguem-se os ossos do punho e da anca (colo do fémur).

Quando após uma fractura o osso consolida, as dores desaparecem. Contudo, podem persistir dores residuais ao nível da coluna vertebral, pois uma fractura das vértebras manifesta-se sob a forma de um esmagamento que modifica toda a zona envolvente da coluna.

É também frequente que o colapso das vértebras não cause dor. Neste caso, revela-se apenas aquando de uma cifose (Curvatura excessiva da coluna, mais frequentemente na parte superior do dorso, dando-lhe o aspecto de uma corcunda, ou bossa) e de uma redução da altura da pessoa. Várias compressões sucessivas podem reduzir a altura em 10-15 cm.

O que pode Fazer? No caso de queda e de dor forte num dos membros ou nas costas, não se mexa nem se apoie no membro traumatizado (corre o risco de deslocar a fractura). Chame o 112 para que o transportem ao hospital, onde lhe farão radiografias.

Que tratamentos? Medicamentos

Em todos-os casos, em função da idade, tratamento da descalcificação.

- Fractura de um membro

O mesmo tratamento, independentemente do tipo de fractura.

- Esmagamento vertebral doloroso

Repouso na cama, antálgicos, por vezes morfina, calcitonina. Em seguida, prescreve-se o uso de um colete ortopédico e uma reabilitação das costas (possivelmente na piscina).

As outras medicinas

Fitoterapia

Cálcio, magnésio, mas também silício e vitamina D3 são muito importantes. Cavalinha (silício), alfalfa (minerais e estrogénios), algumas algas ricas em cálcio e óleo de fígado de bacalhau são benéficos.

Naturopatia

Além do tratamento habitual, existem vários tratamentos, nomeadamente cálcio com fixadores. Apanhar sol todos os dias, mesmo no Inverno, e andar a pé são regras vitais.

Mesoterapia

Injecções subcutâneas na zona afectada.

Que prevenção? - Adopte um regime alimentar rico em cálcio (leite, queijo, legumes de folha verde) e vitamina D. Evite a cafeína, a nicotina e o álcool em excesso. - Consulte o médico, que poderá receitar-lhe uma terapia de substituição hormonal e medicamentos contendo bifosfonatos, cálcio e flúor. - Uma vez instalada a osteoporose, poderá retardá-la se seguir as medidas atrás descritas.

 

 
 

A hipotermia provoca sonolência, diminui os ritmos respiratório e cardíaco e pode causar perda de consciência ou morte.

O termo «hipotermia» é igualmente utilizado para descrever a diminuição deliberada da temperatura do corpo durante algumas formas de cirurgia.

Causas

A hipotermia pode ser provocada pela exposição prolongada a condições de tempo extremamente frio, pela prática de natação no mar ou pelo uso de roupas húmidas em condições de tempo frio. Contudo, grande parte dos casos ocorre em idosos, que, por vezes, nem se apercebem de que a temperatura do seu corpo desceu.

É que, à medida que envelhece, o corpo vai perdendo gradualmente a sua sensibilidade ao frio, além de se tornar cada vez menos capaz de compensar as descidas de temperatura. Esta capacidade reduzida encontra-se também presente nos mais novos; para além dos idosos, os bebés são as vítimas mais comuns da hipotermia.

O risco de hipotermia aumenta se uma pessoa idosa sofrer igualmente de um distúrbio que reduza a produção de calor pelo corpo (como o hipotiroidismo), afecte a função mental (como a demência senil) ou reduza a mobilidade (como a artrite).

Certos fármacos podem também contribuir para o surgimento da hipotermia. Por exemplo, os tranquilizantes (como a cloropromazina) podem fazer baixar o nível de consciência e reduzir a capacidade de tremer (o tremor tem uma função protectora contra o frio).

Sinais

Uma pessoa sofrendo de hipotermia está geralmente pálida, tem a cara inchada e está indiferente ao que a rodeia. O ritmo cardíaco é lento e a vítima sofre muitas vezes de sonolência e confusão. Certas zonas do corpo normalmente quentes, como as axilas e as virilhas, encontram-se frias.

Na hipotermia grave, a respiração torna-se lenta e pouco profunda, os músculos ficam muitas vezes rígidos, a vítima pode perder os sentidos e o coração pode bater apenas de modo ténue e irregular ou - especialmente se a temperatura do corpo for inferior a 32,2°C - deixar de bater.

Diagnóstico

A situação é geralmente óbvia a partir dos sinais já apontados e das características da vítima. Para determinar o grau de hipotermia do corpo, o médico verifica a temperatura rectal com um termómetro especial para temperaturas baixas. Alternativamente, pode ser medida a temperatura da urina.

Tratamento

A hipotermia é uma emergência médica, e qualquer pessoa nesta situação necessita de cuidados médicos imediatos. Em casos ligeiros, a vítima sente, em geral, melhoras ingerindo bebidas quentes e cobrindo a cabeça (a partir da qual ocorre até 20% da perda de calor pelo corpo).

Nos casos mais graves, o tratamento varia consoante a idade da vítima. Uma pessoa jovem pode ser aquecida por meio de um banho quente. Este processo pode, porém, ser fatal para uma pessoa de idade, pois provoca um afluxo de sangue à superfície do corpo, reduzindo o abastecimento ao coração e ao cérebro.

Por este motivo, o aquecimento dos idosos é feito de modo gradual (cerca de O,5°C por hora), colocando a pessoa numa sala com uma temperatura ambiente de 25°C e cobrindo-a com camadas de material reflector de calor conhecidas por cobertores espaciais. A temperatura rectal é verificada de meia em meia hora, até que a temperatura e os sinais vitais evidenciem melhoras.

Quando a hipotermia é grave, a ponto de pôr em risco a vida do doente, este é admitido numa unidade de cuidados intensivos e rapidamente aquecido por meios seguros; parte do sangue em circulação éretirada do corpo, aquecida e reintroduzida na circulação. Como alternativa, pode introduzir-se líquido morno na cavidade abdominal.

Prevenção

Recomenda-se que os aposentos de uma pessoa idosa sejam aquecidos a uma temperatura de pelo menos 18°C. Os parentes ou vizinhos de uma pessoa idosa que viva sozinha devem certificar-se regularmente durante o Inverno de que essa pessoa possui meios para se manter aquecida, incluindo roupas apropriadas, cobertores quentes e alimentos nutritivos.

As pessoas idosas devem também ser alertadas para a necessidade de ingerirem comida quente e beberem líquidos mornos várias vezes ao dia.

 

 

Sintomas
Dores durante o funcionamento da articulação. Rapidamente acalmada pelo repouso, reaparece com o esforço.

Pessoas mais em risco
Mais de 50% da população adulta, mas a frequência aumenta com a idade. Até aos 50 anos, é mais frequente nos homens e depois nas mulheres.

Porque dói?
A cartilagem protege as extremidades dos ossos e permite que deslizem sem atrito. Com a artrose, que corresponde ao envelhecimento da cartilagem, esta fragiliza-se, fende-se, adelgaça-se e acaba por desaparecer. O osso reage tornando-se mais espesso e fabricando osteófitos (produções de osso bastante anárquicas em redor da articulação).

O que pode fazer?
Evite os movimentos que causam dor e tome antálgicos (paracetamol, aspirina). Em caso de dor persistente ou de anomalias na articulação após uma infiltração, contacte imediatamente o médico ou um serviço de urgência para se certificar de que não se trata de uma infecção (é invulgar, mas grave).

Que tratamentos?
Medicamentos

Durante as crises, prescrevem-se anti-int1amatórios e infiltrações.

Cinesiterapia
Numa crise, recomenda-se primeiro o repouso e depois a reabilitação (fisioterapia) de longa duração e a reaprendizagem dos gestos sem dor.

Cirurgia
Pode corrigir uma deformação que agrava a artrose ou permitir colocar uma prótese na articulação.

As infiltrações
São injecções dadas numa articulação ou em seu redor, sobretudo com derivados de cortisona em pequena quantidade e anestésicos locais. Só devem ser praticadas por um médico experiente, pois a injecção requer uma precisão muito grande. Em geral, são pouco dolorosas no momento. Por vezes, surge dor nas horas seguintes, que é aliviada com os antálgicos habituais. Para garantir um máximo de eficácia, o doente deve repousar nas 2 horas seguintes.

As outras medicinas

Fitoterapia
A unha-do-diabo (Harpagophytum) dá resultados espectaculares, associada ou não aos oligoelementos (silício, selénio, cobre). A sua utilização é rigorosa e as doses devem ser adaptadas. Os oligómeros procianidólicos auxiliares garantem a protecção contra a degradação da cartilagem. Cavalinha em pó ou em decocção é um excelente remineralizante; pode ser combinada com Galeopsis ou Alfalfa.

Homeopatia
O tratamento é eficaz se for seguido regularmente. Combina Rhus toxicodendron, Bryonia ou Amica com Calcarea phosphorica, C. fluorica ou C. carbónica e remédios específicos: Viola odorata para o punho, Caulophyllum ou Actaea spicata para as falanges, etc. Podem associar-se a oligoterapia e a organoterapia diluída dinamizada.

Mesoterapia
A aplicação de medicamentos adequados sobre o local da dor pode ter bons resultados.

 

 

Sintomas
Tumefacção e dores nas articulações. Em caso de inflamação da articulação (artrite), verifica-se também rigidez articular, especialmente de manhã, ao acordar. A dor pode então ser permanente e impedir de dormir.

Pessoas mais em risco
- Adultos (em casos raros, crianças), nos reumatismos inflamatórios principais, que são a artrite reumatóide, a espondilartrite anquilosante, o reumatismo psoriásico, a pseudo­poliartrite rizomélica e a doença de Horton, o lúpus, a esclerodermia, a polimiosite, a doença de Sjoegren, a doença de Behcet e a doença de Still.
- Adultos de mais de 40 anos no caso dos reumatismos microcristalinos (depósito de cristais sobretudo em redor e nas articulações), como a gota e reumatismos calcários (a condrocalcinose e o reumatismo de hidroxiapatite).

Porque dói?
A articulação fica inflamada, a membrana sinovial toma-se espessa e produz líquido sinovial em excesso. A função articular diminui, causando rigidez. As reacções inflamatórias provocam a dor.

O que pode fazer?
Até falar com o médico, tome os antálgicos usuais ou os anti-inflamatórios anteriormente prescritos. Massaje a articulação ou faça uma aplicação de frio. Faça cataplasmas de argila verde em camadas espessas (com água fria), se possível a manter toda a noite.

Que tratamentos?
Medicamentos

Não existe um tratamento-padrão, já que as causas são diversas. Em geral, os anti-inflamatórios e, por vezes, a cortisona são eficazes. Podem ser prescritos tratamentos sistémicos. Por vezes, fazem-se infiltrações para eliminar dores numa articulação.

Cirurgia
Pode ser necessária se houve destruição da articulação.

As outras medicinas
Homeopatia

A homeopatia pode prescrever um tratamento de fundo.

Que prevenção?
- Reumatismos inflamatórios crónicos: consulte o seu médico e o seu reumatologista sempre que necessário. Informe-os sempre sobre os tratamentos que tenha feito para outras doenças.
- Reumatismos microcristalinos: a gota é muito bem controlada pelos medicamentos actuais.
- Os reumatismos calcários, dolorosos, são menos bem controlados pelos tratamentos, mas não são muito perigosos.

 

 

Sintomas
Dores abdominais mais ou menos intensas, do tipo cólica, acompanhadas frequentemente de diarreias, por vezes com muco e/ou sangue.

Pessoas mais em risco
Sobretudo jovens adultos.

Porque dói?

Existem duas doenças crónicas em causa.

+ Doença de Crohn: pode afectar todo o tubo digestivo. Uma estenose bloqueia a passagem dos alimentos e causa dores pouco depois das refeições, dores que são de intensidade crescente e aliviadas pela emissão de gases e fezes. No caso de bloqueio completo, o doente tem vómitos.

+ Rectocolite hemorrágica: afecta apenas o colón. As dores estão relacionadas com a inflamação e as ulcerações do tubo digestivo. A inflamação pode causar uma considerável dilatação do colón, o que cria um inchaço abdominal doloroso.

O que pode fazer?

Na crise aguda, adopte um regime pobre em resíduos - à base de caldos (abóbora, alface), grelhados, peixe, queijo e lacticínios, massas e arroz branco.

No caso de grande inchaço abdominal e dores, a situação é grave e pode provocar uma perfuração do colón: é necessária uma hospitalização de urgência.

 

Que tratamentos?

A doença de Crohn é difícil de diagnosticar, pois pode fazer pensar em apendicite (por vezes, só o exame do apêndice ao microscópio permite o diagnóstico). Os sintomas confundem-se também por vezes com os da tuberculose intestinal. No caso de recidiva ou de evolução lenta, pode fazer pensar numa fissura do ânus.

Medicamentos

O tratamento da doença de Crohn e da rectocolite hemorrágica é feito com anti-inflamatórios; em caso de oclusão ou de complicação grave, recorre-se à cirurgia.

As outras medicinas

Acupunctura e homeopatia
Por vezes, proporcionam melhoras surpreendentes. Se, apesar de tratamento prolongado, a doença inflamatória evoluir, a acupunctura e a homeopatia aliviam e permitem uma melhoria na qualidade de vida.

Relaxamento e sofrologia
Estas técnicas podem ser um grande contributo nos casos de rectocolite hemorrágica.

Refira todos os sintomas ao médico
Estas doenças evoluem por crises e remissões, necessitando de vigilância médica regular e de tratamentos por vezes longos. Apresentam numerosas manifestações extradigestivas: dores nas articulações, lesões cutâneas, oculares, etc. Comunique sempre ao seu médico qualquer sintoma novo.

 

 

Sintomas
Dependendo do volume do derrame e de eventuais lesões pulmonares associadas:
- Dor violenta, como uma pontada de lado ao nível da base do tórax;
- Falta de ar durante o esforço;
- Tosse seca nas mudanças de posição.

Pessoas mais em risco
Pessoas com doenças relacionadas com o pulmão, coração, rins, fígado, pâncreas ou a própria pleura.

Porque dói?
A pleurisia é um derrame de líquido entre os dois folhetos da pleura, uma membrana fina que envolve o pulmão. O processo pode ser de origem mecânica, inflamatória, tumoral ou ambiental.

O que pode fazer?
Consulte um médico. Se o derrame for intenso, chame o INEM (tel. 112). Atenção: sobretudo não mexa no doente. Qualquer mobilização pode ser perigosa se o derrame for muito grande (risco de morte súbita).

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Medicamentos
Existem numerosas causas de pleurisia: antes de mais, embolia pulmonar, insuficiência cardíaca, tuberculose, cancro, mas também exposição ao amianto ou certos medicamentos; o tratamento depende da dimensão do derrame e sobretudo da causa.

Punção de drenagem (evacuadora)
Quando o derrame é grande, uma punção de drenagem - com o doente sob anestesia local, aspira-se o líquido com uma agulha - é benéfica.

Cinesiterapia pleural
Pode ser útil a título sintomático em certos casos de derrame crónico.

As outras medicinas
Homeopatia
Enquanto espera uma eventual punção e um diagnóstico, o tratamento homeopático não apresenta qualquer risco.

 

 

Sintomas:
Dores em várias articulações, com tumefacções e deformações. Qualquer articulação pode ser afectada, em particular as dos dedos, dos joelhos, dos ombros e das ancas.

Pessoas mais em risco
Adultos com mais de 50 anos. Existem factores genéticos com formas familiares.

Porque dói?
A cartilagem perde espessura e envelhece de forma prematura, e os ossos adjacentes reagem produzindo tecido ósseo excessivo (osteófitos, os vulgares bicos-de-papagaio). As dores surgem quando há movimento da articulação afectada ou durante uma crise inflamatória na artrite. A osteoartrose está mais frequentemente associada a outras doenças, como a condrocalcinose (depósito de cristais de calcário nas articulações) ou a displasia epifisária (deformação das extremidades das articulações).

O que pode fazer?
Em caso de dor, descanse a articulação. Tome os antálgicos habituais, que, em regra, são eficazes.

Que tratamentos?

Medicamentos
Em caso de crise de dor ou inflamatória, o médico prescreve anti-inflamatórios, assim como infiltrações de derivados da cortisona na articulação. Estão a ser estudados antiartrósicos que poderão reduzir a evolução da artrose nestas formas.

As outras medicinas

Acupunctura
Ajuda a aliviar a dor.

Homeopatia
Os remédios são os mesmos que para a artrose.

Que prevenção?
A evolução é crónica, isto é, a doença evolui durante vários anos. Poupe as articulações, pois os acessos de dor são por vezes desencadeados por um esforço excessivo da articulação.

 

 

O Verão já lá vai e temos pela frente o tempo frio. Tempo de constipações que convém evitar, principalmente num dos grupos mais vulneráveis, as crianças. Apesar de não existir uma definição precisa para a constipação comum, esta é caracterizada por espirros, obstrução nasal e o «pingo» no nariz.

Do ponto de vista prático, o melhor é prevenir, e podemos começar por evitar grandes concentrações de pessoas em ambientes fechados, como sejam os centros comerciais, actualmente locais de eleição para passeios familiares aos fins-de-semana. Aproveite os dias melhores e passeie ao ar livre sempre que possível.

Para além dos sintomas respiratórios, a constipação pode provocar dor de garganta, tosse e manifestações gerais, como febre, diminuição do apetite e mal-estar geral. Habitualmente, o quadro febril dura desde algumas horas a três a quatro dias. O reaparecimento da febre pode resultar de uma sobreinfecção bacteriana, pelo que a criança deve ser reavaliada.

A complicação mais vulgar, especialmente nos bebés mais pequenos, e a otite média aguda, sendo no entanto também frequente o envolvimento do aparelho respiratório inferior, por exemplo, com aparecimento de bronquiolite ou pneumonia.

O tratamento é sintomático, ou seja, dirigido às manifestações que surgem, daí que a desobstrução nasal seja muito importante, pois interfere com as refeições e com o sono da criança, devendo ser conseguida com soro fisiológico, seguida da aspiração de secreções com um cotonete ou um aspirador nasal.

 

 

Sintomas:
Febre elevada, arrepios e dor intermitente, como uma pontada, súbita e violenta, na base do tórax.

Pessoas mais em risco
Qualquer pessoa, mas especialmente pessoas idosas, pessoas com anemia das células falciformes e pessoas com imunidade diminuída.

Porque dói?
A pneumonia é uma infecção de uma área mais ou menos extensa do pulmão (muitas vezes um lobo) por uma bactéria (sobretudo pneumococos). A dor resulta da inflamação da pleura.

O que pode fazer?
Chame o médico, que fará o diagnóstico e decidirá como actuar e da necessidade de hospitalização.

Que tratamentos?

Medicamentos
O tratamento é sempre com antibióticos. A reavaliação é feita sistematicamente após 48 horas.

As outras medicinas

Acupunctura
Benéfica, depois do tratamento clássico.

Naturopatia
Intervém depois do tratamento clássico.

Que prevenção?
Nas pessoas mais vulneráveis (casos de anemia de células falciformes ou esplenectomia), a vacinação ou um tratamento antibiótico prolongado podem evitar a pneumonia por pneumococos.

 

 

Sintomas:

- Corte: golpe feito com um objecto cortante (da simples folha de papel à faca de talhante); os seus bordos são nítidos. Se o golpe for profunda, pode afectar os vasos sanguíneos, e o sangue pode correr.
- Ferida: os bordos são com frequência irregulares, mais ou menos em estrela. Provocada pela acção de um objecto mais ou menos cortante, pode resultar do esmagamento do tecido cutâneo numa superfície dura. A sua profundidade pode ir desde a simples erosão a uma verdadeira ruptura dos tecidos.
- Equimose: hematoma superficial (também chamado nódoa negra).

Pessoas mais em risco:

Equimoses e feridas: pessoas que praticam desportos violentos (de combate, râguebi, andebol, etc.).

Porque dói?

A dor está relacionada com as terminações nervosas. O seu corte ou esmagamento estimula os receptores da dor, que é sentida de formas diferentes, consoante o número de fibras nervosas afectadas (em alguns casos, quando as fibras são cortadas, a parte mais exterior do corte pode ficar insensível).

O que pode fazer?

A dor pode ser limitada pela aplicação de gelo durante alguns minutos e pela administração de um antálgico (aspirina, paracetamol).

- Ferida: limpe e desinfecte com um sabão ácido ou um desinfectante. Utilize uma compressa esterilizada e nunca algodão, pois este deixa fios. Cubra a ferida com um penso. Depois de desinfectar, pode aplicar 2 gotas de óleo essencial de Lavandula officinalis (nunca outra Lavandula).
- Corte: desinfecte do mesmo modo. Para uma boa cicatrização, aproxime as duas extremidades da pele e una-as com um adesivo; cubra e aguarde 8 dias.
- Equimose: coloque gelo e comprima, a fim de limitar a sua extensão. Em seguida, ponha uma pomada antálgica e/ou destinada a facilitar a reabsorção sanguínea (pomada de arnica). Pode também tomar grânulos homeopáticos de Arnica ou de Bellis, consoante os sintomas (peça conselho ao seu farmacêutico).

Em caso de feridas e cortes profundos, dirija-se ao serviço de urgências.

Que tratamentos?

Medicamentos
Cuidado com o tétano, doença mortal que se apanha através de uma ferida contaminada (pico, prego). A única forma de prevenir e tomando a vacina (reforço de 10 em 10 anos, no caso dos adultos). Se não estiver vacinado, peça um soro antitetânico.

Cirurgia
As feridas mais profundas devem ser limpas e cosidas.

As outras medicinas
Acupunctura
O 14.º ponto do meridiano do vasa governador age sobre o yang psíquico e o yang geral; em dispersão, e também um ponto refrescante. O 8.º ponto do meridiano do mestre do coração dispersa o calor do sangue.

 

 
 

Síntomas:
Dores que podem ser incapacitantes e manifestar-se de várias formas: dores menstruais, dores profundas durante as relações sexuais e dores pélvicas crónicas.

Pessoas mais em risco:
Mulheres em idade fértil.

Porque dói?
Esta doença, pouco conhecida, difícil de diagnosticar e de tratar, está relacionada com uma localização anormal de fragmentos do endométrio (tecido que reveste o interior do útero e que origina a menstruação). Estes fragmentos comportam-se como se estivessem no útero, sangrando todos os meses, seja na parede muscular do útero (adenomiose), seja fora do útero (endometriose externa: ovários, trompas, colo do útero, etc.). O sangue não pode ser expelido e provoca a formação de quistos e aderências que crescem e se tornam dolorosos.

O que pode fazer?
Consulte um ginecologista.

Que tratamentos?
O médico pedirá uma ecografia e, eventualmente, uma histerografia ou mesmo uma celioscopia.

Medicamentos
Prescrevem-se antálgicos (paracetamol), anti-espasmódicos e antiprostaglandinas 1 a 3 vezes por dia durante 1 a 5 dias.

Cirurgia
É uma opção em casos de esterilidade resultante de endometriose, endometriose difusa incapacitante e quando o tratamento médico não é eficaz. Removem-se aderências e quistos e tratam-se as lesões evolutivas.

As outras medicinas
Acupunctura
Pode ajudar em muitas situações ginecológicas dolorosas, como complemento do tratamento médico.

Aromaterapia
Existem alguns tratamentos que facilitam a circulação.

Auriculoterapia
Associada ao tratamento médico, combate as dores crónicas.

Fitoterapia
Plantas de acção progestativa (Dioscorea villosa, pé-de-leão, salsaparrilha), plantas sedativas, antiespasmódicas e antálgicas (avoadinha), venotónicas (ginkgo biloba, cipreste, hamamélia, groselha-negra), antiprostaglandinas (ulmária, casca de salgueiro, OPCs).

Homeopatia
Propõe tratamentos de fundo conforme os sintomas. O Folliculinum é um remédio de base.

Osteopatia ou técnica de Mézières
Permitem o restabelecimento da estrutura através da manipulação de órgãos pélvicos.

Que prevenção?
A prevenção passa pelo repouso (bloqueio da ovulação) com a ajuda de hormonas progestativas, de pílulas estroprogestativas ou análogos da LH-RH, ou seja, a indução de uma situação hormonal de menopausa. Mas nem sempre se consegue evitar as recaídas.