Conselhos Saudáveis 6

 

 

Uma fobia — do termo grego que significa medo — é um medo persistente e irracional, totalmente desproporcionado em relação à respectiva causa. As pessoas com fobias reconhecem que os seus medos são excessivos e desadequados, mas sentem-se impotentes para ultrapassá-los e fazem grandes esforços para evitar o objecto ou situação temidos.

As fobias são normais na infância(medo do escuro, medo do papão, etc.) e frequentes nos adultos, sobretudo as fobias específicas, como as de animais ou situações específicas (andar de elevador ou avião, por exemplo); as fobias mais frequentes limitam-se a contextos específicos inabituais no quotidiano da pessoa, não lhe causando grande transtorno e, portanto, não exigindo tratamento. As fobias são assim um problema psiquiátrico muito comum, mas só as mais graves e raras requerem tratamento.

Os psiquiatras classificam as fobias nas seguintes categorias:

Fobia específica. Medo de um objecto, situação ou acontecimento específicos. Exemplos vulgares incluem medos de insectos, do escuro, de germes, de tempestades, das alturas, da doença e da morte. Entre 5% e 12% da população sofrem de tais fobias pelo menos numa dada fase da sua vida. As fobias específicas são frequentes durante a infância, enquanto outras aparecem apenas na vida adulta. Embora a maior parte desapareça à medida que a criança vai amadurecendo, algumas podem persistir até ao fim da vida. Certas situações temidas são bastante fáceis de evitar, mas outras, como o medo de viajar de avião (aerofobia) ou dos espaços fechados (claustrofobia), podem interferir no estilo de vida e no trabalho.

Fobia social.

Desejo compulsivo de evitar situações onde a pessoa se sente avaliada pelos outros.

As pessoas temem ficar embaraçadas ou ser humilhadas. Por exemplo, algumas pessoas sentem verdadeiro pavor em entabular conversas informais com pessoas que não conheçam bem ou com as quais não tenham intimidade; outras não conseguem frequentar locais públicos, como cafés, supermercados, cinemas, etc., pois sentem-se permanentemente olhadas e criticamente avaliadas pelas outras pessoas. Tipicamente, a fobia social começa na adolescência e dura muitas vezes até ao fim da vida. Cerca de 3% a 5% da população sofrem de algum tipo de fobia social. Homens e mulheres sofrem deste distúrbio em números aproximadamente iguais.

Agorafobia.

Medo intenso de ficar sozinho ou encurralado num local público. (Agorafobia vem do termo grego que designa medo de um mercado ou espaço aberto.)

É a mais grave de todas as fobias, fazendo que algumas pessoas fiquem literalmente prisioneiras das suas casas, o único local onde se sentem seguras. Cerca de dois terços das pessoas com agorafobia têm associados ataques de pânico, crises agudas de ansiedade com múltiplos sintomas somáticos, como dores no peito, palpitações, suores, dificuldade em respirar e outros sintomas que podem confundir-se com os de um ataque cardíaco.

Diagnóstico e exames complementares

O mais importante critério de diagnóstico é a sensação de extrema ansiedade ou mesmo pânico que uma pessoa tem ao deparar-se-lhe o objecto o circunstância fóbicos. O médico ou profissional de saúde mental pode diagnosticar facilmente um fobia específica pedindo simplesmente à pessoa que descreva os seus medos. Em geral, o paciente esforça-se por evitar objecto ou situação temidos mesmo que admita que o seu medo não é racional e procure ajuda profissional para o superar. Algumas pessoas, porém, assumem aquilo a que se chama um comportamento contrafóbico, numa tentativa para combaterem o seus medos. Procuram o objectivo das suas fobias de forma deliberada e muitas vezes irracional. Assim, uma pessoa que tenha medo das alturas pode começar praticar pára-quedismo. É improvável que tais indivíduos procurem auxílio para as suas fobias.

As pessoas com fobias sociais desenvolvem com frequência grandes esforços para ocultar o seus receios, mas as dificuldade de relacionamento e insegurança permanentes provocam isolamento e habitualmente síndroma depressivas secundárias, o que leva muitas vezes esses doentes a procurarem ajuda terapêutica. Os amigos e membros da família devem suspeitar de fobia social quando algum dos seus invoca sistematicamente desculpas para evitar certas actividades sociais.

Por exemplo, alguém que tenha medo de comer em público pode desenvolver invariavelmente dor de estômago ou referir que perdeu o apetite quando é convidado para comer fora. Na realidade, a pessoa tem medo de se descontrolar, não conseguir comer, ficar demasiado nervosa ou revelar as suas dificuldades. A ansiedade pode dar origem a um infindável ciclo vicioso. Assim, por exemplo, nos casos de fobia do orador (falar em público), a pessoa evita sempre que pode essa situação, pelo que, quando esta não é de todo evitável, a sua falta de treino é tal que prejudica necessariamente o desempenho, reforçando a fraca auto estima da pessoa e a sua convicção de que nunca conseguirá falar descontraidamente em público. Quando o médico ou um membro da família suspeita de agorafobia, o exame do comportamento recente revela um padrão típico de actividades cada vez mais restritas, o chamado objecto securizante. A seu tempo, o comportamento deste tipo assume uma vida própria.

Em certos casos graves, os agorafóbicos só conseguem aventurar-se fora de casa na companhia de um amigo ou membro da família. Mesmo assim, é provável que a pessoa procure constantemente um caminho de fuga e possa sair subitamente, sobretudo se pressentir que vai ter um ataque de pânico. As pessoas com agorafobia mais grave nunca chegam a sair de uma única divisão da casa.

 

 
 

Na maioria dos casos, trata-se de um fenómeno benigno, um simples incómodo quotidiano. Contudo, a síndroma de Raynaud pode ser uma doença mais grave que surge na sequência de outras doenças.

Pessoas mais em risco

As mulheres, em particular à roda dos 40 anos. As crises surgem muitas vezes durante a menstruação, uma gravidez ou a menopausa. A sensibilidade emocional parece ter um papel importante. Todavia as circunstâncias que a desencadeiam são preponderantes: arrefecimento pelo frio exterior ou a água fria, emoções violentas.

Porque dói?

O estado de palidez e o «dedo morto», com insensibilidade, adormecimento pela interrupção da circulação causada pelo espasmo das pequenas artérias terminais dos dedos. Quando a circulação se restabelece, as toxinas produzidas durante a interrupção circulatória provocam dores. Neste estádio, a dilatação muito intensa das pequenas artérias e dos capilares provoca uma congestão violenta com dor latejante.

O que pode fazer?

Para abreviar a crise, aqueça os dedos ou friccione-os.

Que tratamentos?

Medicamentos: Os tratamentos médicos são frequentemente decepcionantes. Podem conseguir-se algumas melhoras com vasodilatadores, em particular os inibidores dos canais de cálcio.

Homeopatia:O tratamento inclui remédios vasculares e remédios de terreno, que deverão ser escolhidos por um médico homeopata experiente. São essencialmente Pulsatilla, Sepia, Secale cornutum e Arsenicum album.

Que prevencão?

Evite o arrefecimento das extremidades: não saia sem luvas quando o tempo arrefece, não meta as mãos em água fria, não use pulseiras nem anéis apertados que favoreçam a paragem da circulação.

 

 

Na realidade, a aparência branca deve-se a alterações nas delicadas fibras de proteína do cristalino, à semelhança do que ocorre nos ovos quando são cozidos.
 

As cataratas nunca causam cegueira completa. Contudo, com a crescente opacidade do cristalino, a nitidez e os pormenores da imagem, perdem-se progressivamente. Mesmo numa fase relativamente avançada, as cataratas podem não ser evidentes para um observador, e só quando a parte anterior do cristalino se torna densamente opaca é que a brancura é visível na pupila.
 

As cataratas ocorrem geralmente em ambos os olhos, mas na maior parte dos casos um olho é mais gravemente afectado que o outro.
 

Incidência
 

Quase todas as pessoas com mais de 65 anos têm certo grau de catarata, mas a opacificação é geralmente ligeira e muitas vezes confinada à periferia do cristalino, onde não interfere na visão. A opacificação tende a progredir com a idade, pelo que a maior parte das pessoas com mais de 75 anos sofre de deterioração visual ligeira em consequência de cataratas.
 

Causas
 

As cataratas podem ser congénitas, hereditárias ou adquiridas. As cataratas adquiridas podem estar relacionadas com a idade (as cataratas senis), com traumatismos oculares, toxinas, doenças sistémicas (por exemplo, diabetes melliuts), traumatismos oculares e inflamação intra-ocular.
 

De entre estas situações, o envelhecimento é, sem dúvida, a causa mais frequente de catarata adquirida.
 

As cataratas podem ser causadas por lesão directa do olho, quer penetrante, quer contusa (causada por pancada forte no globo ocular), e são quase inevitáveis se um corpo estranho, como, por exemplo, uma partícula de ferro ou de cobre, entrar no cristalino.
 

Podem também estar associadas a toxinas, em resultado do uso prolongado de corticosteróides, quer sistémicos (por ingestão), quer locais (por aplicação de gotas oftalmológicas), ou ser causadas por intoxicação por certas substâncias como naftaleno (existente nas bolas de naftalina) ou pelos alcalóides de cravagem do centeio (que se formam nos cereais armazenados contaminados por um fungo).
 

A diabetes mellitus mal controlada, isto é, com níveis elevados de açúcar no sangue, pode estar associada ao aparecimento de cataratas em pessoas jovens. Finalmente, quase todas as formas de radiação (com excepção da luz), incluindo a radiação infravermelha, as microondas e os raios X, podem provocar cataratas.
 

A catarata congénita pode dever-se a uma infecção da mãe no princípio da gravidez — sobretudo com o vírus da rubéola — ou aos efeitos tóxicos de medicamentos tomados pela mãe. Pode também dever-se à síndroma de Down ou a um de vários distúrbios genéticos raros, como a galactosemia.
 

Todos estes tipos de cataratas são raros em comparação com o elevado número de casos de cataratas senis que aparecem nas pessoas idosas.
 

Sintomas
 

As cataratas são totalmente indolores e apenas provocam sintomas visuais. O início destes sintomas é praticamente imperceptível e a evolução quase sempre muito lenta.
 

O aumento da densidade do cristalino produz frequentemente um aumento no seu poder de refracção da luz e a pessoa em causa torna-se míope, o que pode temporariamente permitir que uma pessoa anteriormente hipermétrope (que vê ao longe, mas tem dificuldade em ver ao pé) possa ler sem óculos.
 

O valor das cores é muitas vezes perturbado com o esbatimento dos azuis e a acentuação dos vermelhos, dos amarelos e dos alaranjados. A percepção total das cores é notavelmente recuperada depois da cirurgia.
 

O principal sintoma, porém, é a perda progressiva da acuidade visual, com o crescente enevoamento da visão. A opacidade do cristalino provoca muitas vezes a dispersão dos raios luminosos e, mesmo numa fase inicial, isto pode afectar seriamente a condução nocturna.

Tratamento

Uma vez afectado o cristalino pela catarata, não existe maneira de inverter a alteração e de recuperar a transparência e a visão por meio de medicamentos. Se se pretende receber imagens normais e nítidas, o cristalino tem de ser extraído e o poder de refracção do olho restaurado quer por meio de um cristalino substituto (lente intra-ocular), quer com um tipo especial de lente de contacto.

A extracção de cataratas constitui uma das operações menos complexas e mais bem-sucedidas de toda a cirurgia e, desde que o olho seja de outro modo saudável, a esperança de um excelente resultado situa-se bem acima dos 90%.

 

 

A síndroma dos membros inquietos é um distúrbio comum. Os sintomas são picadas, sensações de ardor, dor e movimentos espasmódicos das pernas, que se manifestam pouco depois de o doente se ter sentado ou deitado. Além do incómodo óbvio da situação, o problema pode interferir com o sono.
A causa mais provável, sobretudo nas mulheres, é uma deficiência de ferro. Por isso, o doente deve comer alimentos ricos em ferro, como fígado (excepto durante a gravidez), rins e alperces secos. A vitamina B12, presente na carne, também pode ajudar. O doente deve comer diariamente germe de trigo, frutos secos, leguminosas, salsa e legumes de folha verde, boas fontes de ácido fólico, que o organismo utiliza para produzir glóbulos vermelhos.
A síndroma pode dever-se a um distúrbio circulatório, pelo que a dieta deve incluir manteiga de amendoim sem sal e abacates, fontes de vitamina E, útil ao sistema circulatório periférico. As bananas são boa fonte de potássio, que ajuda a controlar a pressão arterial e é necessário para os músculos. Reduza a ingestão de sal para manter a tensão arterial baixa.
A cafeína e a nicotina contraem os vasos sanguíneos, prejudicando a circulação. Para evitar esse problema, beba no máximo 2 ou 3 chávenas de café ou chá por dia e deixe de fumar. Raramente estes espasmos são uma consequência de epilepsia, lesão da medula espinal ou doença neurológica. Consulte o médico se os sintomas forem acentuados.

 

 

* Conjuntivite bacteriana: corrimento muito abundante, amarelado, ao fim de algumas horas. Devido a este corrimento, o doente pode acordar de manhã com as pálpebras coladas.
* Conjuntivite viral: corrimento mais ligeiro e presença de um gânglio junto do ouvido.
* Conjuntivite alérgica: prurido muito intenso, mas não há corrimento nem gânglios.

 

PESSOAS MAIS EM RISCO

Qualquer pessoa.

 

PORQUE DÓI?

A dor resulta da inflamação da conjuntiva, a membrana transparente que cobre a esclerótica e reveste a parte interna das pálpebras (no desenho). A inflamação é devida a uma infecção (vírus ou bactéria) ou a uma alergia.

 

O QUE PODE FAZER?

* Limpe bem as pestanas para remover as secreções.
* Lave os olhos com soro fisiológico ou com uma solução anti-séptica, à venda nas farmácias. Não utilize colírios, pois poderia alterar o resultado dos exames.
* Em homeopatia, enquanto espera consulta, pode lavar os olhos com calenduleno.

 

QUE TRATAMENTOS?

Medicamentos

São administrados sob a forma de colírios ou pomadas oftálmicas. O ideal é colher uma amostra do corrimento (esfregaço) para definir o medicamento mais adaptado, mas na prática reserva-se a colheita para situações de gravidade imediata ou no caso de recém-nascidos.

* Conjuntivites infecciosas: colírios antibióticos, de largo espectro, antivirais (de eficácia relativa) ou anti-inflamatórios. Nos casos graves, prescreve-se um tratamento antibiótico geral.

* Conjuntivite alérgica: exceptuando as conjuntivites sazonais, a detecção da causa e a dessensibilização são do foro de um alergologista.

* Conjuntivites do recém-nascido: infecções transmitidas durante o parto quando o bebé passa pelo foco de infecção no canal do parto.
- Conjuntivite gonocócica: começa antes do 5º dia e torna-se rapidamente muito inflamatória e purulenta. Em tempos causa de cegueira, hoje é rara, pois as pálpebras do bebé são limpas no momento da nascença e aplica-se um colírio de nitrato de prata a 1 % ou uma pomada ou um colírio antibióticos.
- Conjuntivite por clamídias: é o tipo mais frequente de conjuntivite neonatal nos países industrializados. Começa entre o 5º e o 10º dia e adquire um aspecto muito inflamatório e purulento. Com tratamento, desaparece dentro de 8 a 10 dias. Qualquer que seja o caso, os pais devem fazer exames genitais e clínicos, análises de sangue e, se necessário, serem submetidos a tratamento.

 

As outras medicinas

* Acupunctura
oferece bons resultados nos casos agudos e crónicos.

 

 

Causas

Existem dois sistemas de veias principais nas pernas - as veias profundas, que se encontram entre os músculos e transportam cerca de 90 % do sangue, e as veias superficiais, que são muitas vezes visíveis precisamente sob a pele e que recebem menos suporte dos tecidos envolventes.

Depois de oxigenar os tecidos das pernas, o sangue em circulação é recolhido pelas veias e bombeado para cima devido a contracções dos músculos das pernas. O sangue passa então para veias no abdómen, as quais o devolvem ao coração.

As válvulas existentes nas veias impedem o refluxo do sangue, neste caso para o pé, por acção da força da gravidade. Contudo, estas válvulas têm de suportar uma grande coluna de sangue, e, em muitas pessoas, aquelas deterioram-se, causando a acumulação de sangue nas veias superficiais, as quais se tornam inchadas e nodosas. Os factores que podem contribuir para o desenvolvimento de varizes incluem a obesidade, alterações hormonais e pressão nas veias pélvicas durante a gravidez, alterações hormonais na menopausa e a permanência de pé durante grandes períodos de tempo.

A tromboflebite (inflamação e coagulação sanguínea nas veias mais profundas) pode por vezes estar associada a varizes.

Incidência

As varizes são extremamente comuns, afectando cerca de 14% dos adultos. As mulheres são mais afectadas do que os homens. Este distúrbio tende a ser hereditário.

Sintomas e Sinais

As localizações mais comuns das varizes são a parte posterior da barriga da perna e a parte interna das pernas. As veias são azuis, visivelmente dilatadas, proeminentes e nodosas.

Algumas pessoas não sentem quaisquer sintomas, mas outras experimentam uma dor intensa na área afectada (que piora quando se permanece muito tempo de pé), edema dos pés e dos tornozelos e prurido cutâneo persistente. Estes sintomas agravam-se progressivamente durante o dia e só podem ser aliviados se a pessoa se sentar com as pernas elevadas. Nas mulheres, os sintomas são muitas vezes mais incómodos precisamente antes da menstruação.

Em casos graves, os tecidos das pernas não recebem oxigénio nem nutrientes suficientes. Por este motivo a pele torna-se fina, dura, seca, escamosa e descorada e pode dar origem à formação de úlceras. A lesão de uma grande variz pode causar uma hemorragia grave. A hemorragia pode ser estancada mantendo a perna afectada numa posição elevada e aplicando uma pressão moderada. Neste caso, deve consultar-se o médico.

Diagnóstico e Tratamento

As varizes das pernas são diagnosticadas a partir de um exame físico efectuado com o doente de pé.

Para muitas pessoas, o único tratamento necessário consiste em usar meias «descanso» elásticas, andar regularmente, permanecer de pé o menos possível e sentar-se com os pés elevados.

Em casos mais graves, pode efectuar-se uma escleroterapia. A veia afectada é primeiro esvaziada de sangue e depois injectada com uma solução irritante. Depois da injecção, é aplicada uma pressão firme para que as paredes da veia sejam comprimidas uma contra a outra. A compressão é mantida por meio de uma ligadura apertada. A cicatrização e a oclusão da veia injectada fazem com que o sangue venoso seja desviado para outras veias saudáveis.

Se forem muito dolorosas, se se encontrarem ulceradas ou tiverem tendência para sangrar, as varizes podem requerer remoção por meio de uma operação conhecida por excisão. A operação leva geralmente cerca de meia hora. O doente tem de manter a perna ligada durante várias semanas.

Tanto a escleroterapia como a cirurgia são geralmente bem-sucedidas, mas mais tarde podem surgir varizes noutros locais.

 

 

SINTOMAS

Peixe-aranha e rascasso: dor forte com edema duro, por vezes seguida de necrose dos tecidos. Os sintomas gerais são variados: taquicardia, suor, hipotensão, cãibra muscular.
Ouriço-do-mar: pseudopanarício ou tumefacções ósseas por reacção do periósteo (membrana que envolve o osso).
Alforrecas e corais: lesões urticárias, frequentemente muito dolorosas, por vezes acompanhadas de diarreia, náuseas, vómitos, hipotensão, taquicardia, dificuldades respiratórias.

PESSOAS MAIS EM RISCO
Nadadores e pessoas que andam pela praia descalças.

Porque dói?

Peixe-aranha e rascasso: as suas glândulas cutâneas venenosas ejectam o seu conteúdo por intermédio dos ferrões das barbatanas dorsais.
Ouriços-do-mar: os seus espinhos provocam uma inflamação da articulação se ficarem enterrados na pele.
Alforrecas: os seus tentáculos urticantes provocam ardor.

O que pode Fazer?

Peixe-aranha, rascasso e ouriço-do-mar: se possível, retire o espinho e lave a ferida. Aplique-lhe areia quente (o calor impede a difusão do veneno). Para retirar os espinhos de ouriço mais facilmente, unte a ferida com vaselina e tape com um penso durante várias horas.
Alforrecas e corais: lave com água do mar (água doce aumenta a dor); humedeça as lesões com vinagre durante meia hora e faça uma cataplasma polvilhando com farinha. Retire-a com uma faca e enxagúe com vinagre.

No caso de reacções significativas (dores intensas, inchaço), consulte o médico rapidamente, sobretudo se for uma pessoa com tendências alérgicas.

Em homeopatia, prescreve-se uma dose de Arnica montana 15CH.

 

Que tratamentos?

Por vezes, recorre-se à extracção cirúrgica e a injecções intravenosas de gluconato de cálcio ou de um anti-histamínico.

As outras medicinas
Acupunctura

O 14º ponto do meridiano do vaso governador refresca, e o 8º ponto do meridiano do mestre do coração dispersa o calor do sangue.
Homeopatia
Se a reacção alérgica não for muito violenta, tomar Histaminum 5CH, 3 grânulos de hora a hora, alternadamente com Apis mellifica 5CH (se o frio aliviar localmente) ou Urtica urens em 5CH (no caso contrário).

 

 

Por outro lado, os micróbios são frequentemente detidos pela barreira constituída por pêlos, que ajuda a evitar que a sujidade e os microrganismos atinjam a pele. Os que conseguem ultrapassar essa barreira «aterram» numa película de suor, gordura, substâncias químicas ácidas e bactérias benéficas que unem esforços para manter afastados os organismos hostis. Algumas células imunitárias (como as de Langerhans) encontram-se de prevenção na epiderme, à espera de uma oportunidade para ingerirem micróbios indesejáveis e alertarem outros membros da equipa imunitária para a chegada de mais atacantes.

Uma capa de protecção. As áreas vulneráveis, como os olhos, estão protegidas por membranas mucosas, superfícies cobertas por secreções que combatem os micróbios. Estas membranas situam-se, em geral, nos orifícios naturais do corpo, incluindo olhos, nariz, boca e órgãos genitais, zonas não protegidas pela pele. A película espessa e viscosa produzida pelas mucosas capta germes, vírus, bactérias, partículas de sujidade, grãos de pólen, esporos de fungos e tudo o que tenta entrar através desses orifícios. A mistura de muco e resíduos que se acumula nas cavidades bucal e nasal é engolida, e a maioria dos germes, destruída pelos ácidos do estômago e enzimas do pâncreas, ou expulsa para o exterior através da tosse ou dos espirros.
As mucosas que revestem o aparelho respiratório recebem ainda ajuda dos cílios, projecções minúsculas semelhantes a pêlos que agarram as partículas e as empurram para a saída mais próxima - as narinas ou a boca. Na maioria dos casos, estas camadas exteriores são suficientes para proteger o organismo.

Outras defesas
Um espirro, a tosse ou uma lágrima são reflexos que raramente atingem o nível consciente. E quando atingem, são um incómodo. No entanto, cada um destes actos inconscientes fornece, à sua maneira, uma importante protecção contra micróbios ou toxinas antes que possam causar doenças.
- Coçamo-nos como reacção natural ao prurido, ou comichão, causado por minúsculos receptores, os nociceptores, situados nas terminações nervosas da pele. A sua função é avisar-nos de que algo - eventualmente um mosquito - está a fazer pressão sobre a pele e enviar a ordem: «Livrem-se dele.»
- Tossimos para limpar a boca, a garganta e os tecidos dos pulmões de invasores externos, como bolores, pólen, ácaros do pó, bem como de muco carregado de micróbios. Tossir é um mecanismo de defesa tão importante que, mesmo sem darmos por isso, tossimos em geral uma ou duas vezes por hora. Ironicamente, numerosas infecções respiratórias são propagadas através das gotículas infectadas que lançamos para o ar quando tossimos.
- Espirramos pela mesma razão que tossimos. Se inalarmos pó pelo nariz, as células nervosas no interior deste transmitem um sinal ao cérebro para o expelir.
Também espirramos para expulsar os micróbios que se multiplicam nas fossas nasais devido a constipações ou gripes.
- Vomitamos quando receptores nas paredes do aparelho digestivo identificam substâncias nocivas no estômago ou no duodeno. O cérebro ordena ao tracto digestivo que inverta o processo, empurrando o conteúdo do estômago para cima e para o exterior através da boca.
- Produzimos lágrimas para manter a superfície dos olhos húmida e esterilizada graças à lisozima, enzima que elimina as bactérias, dissolvendo uma ligação química na membrana da célula, o que provoca a sua destruição. As lágrimas também protegem os olhos quando as poeiras os irritam: a produção de lágrimas vai aumentando até o fluido transbordar das pálpebras, expulsando o agente irritante. Chorar, uma resposta natural ao stress, limpa o organismo de certas substâncias químicas nocivas produzidas pela ansiedade.
Apesar desta impressionante série de barreiras, alguns invasores perigosos conseguem, por vezes, penetrar no organismo. Felizmente, há uma segunda linha de defesa pronta para o ataque.

 

 

Sintomas

Aos 3-4 meses, o bebé baba-se, leva os objectos à boca, morde-os e torna-se rabugento. O primeiro dente aparece. Podem ocorrer modificações do comportamento (agitação, irritabilidade, gritos, choros), diarreia mais ou menos intensa, problemas de pele (faces vermelhas, eritema das fraldas).
Problemas respiratórios (rinite, rinofaringite, bronquite), do apetite (por volta dos 12-15 meses) e do sono.

Pessoas mais em risco

Bebés e crianças até aos 6 anos.

Porque dói?

A dor vem da hipersensibilidade sensorial da criança.
Dores nas gengivas: é a inflamação que causa a dor; as gengivas inflamadas podem ter afias, que são também causa de dor.
Dores de barriga: devido à diarreia, à febre
ou a espasmos do cólon.
Eritema das fraldas: a pele está inflamada devido à diarreia.

O que pode fazer?

Proporcione ao seu filho as melhores condições para enfrentar o problema: evite qualquer excitação (ruído, viagem, etc.).
Dê-lhe qualquer coisa para ele morder (argola para morder) e massaje-lhe as gengivas com o dedo. O frio parece aliviar: dê-lhe uma argola de dentição que possa ser arrefecida. Limite as proteínas (menos medidas de leite) e os sumos de frutos, mas controle a sua hidratação, dando água no biberão.
Conselho: Chame o médico em caso de mal-estar,febre alta ou grande agitação.

Que tratamentos?

Alivia-se a dor com paracetamol; para a diarreia, suprime-se o leite, faz-se uma dieta adequada e antiespasmódicos. Contra a tosse e os distúrbios do sono,prescrevem-se xaropes,e contra os problemas de pele, cuidados locais. Não se faz tratamento local oral, pois a salivação abundante elimina o princípio activo dos produtos. Nunca devem utilizar-se geles contendo anestésicos, pois são perigosos.

 

As outras medicinas

Homeopatia A Chamomilla é adequada para todos os distúrbios.
Prescrevem-se potências de 4 a 15 (4-15CH).
Distúrbios do comportamento: Cina 9-15CH (criança impossível de acalmar, que quer ser embalada), Borax 9CH (dor que se agrava quando toca no bebé ou o embala, medo contínuo de cair), Rheum 9CH (criança que não se mostra aliviada quando lhe pega ao colo).
Distúrbios das gengivas: Mercurius solubilis 5-7CH (sede, hipersalivação, língua amarelada), Borax 5-7CH (aftas, gengivites), Kreosotum 5CH (gengivas e nádegas
vermelhas, diarreia irritante), Phytolacca 7CH (hematoma sobre o dente) ou Podophyllum 7CH. .Distúrbios digestivos (diarreia): Magnesia carbonica 5CH (fezes ácidas, vómitos, gases), Rheum 5CH (fezes castanhas, pastosas, cólicas e gases), Chamomilla 7CH (fezes de cheiro nauseabundo, nocturnas), Podophyllum 7CH (diarreia matinal), Calcareaphosphorica5CH (fezes
líquidas), Mercurius corrosivus5-7CH (diarreia com
sangue), Ferrum phosphoricum ou Arsenicum alhum
(diarreia associada a otite).
Distúrbios do sono: Borax, Coffea, Chamomilla,
Cypripedium ou Arsenicum album 7, 9 ou 15CH. .Febre: Belladonna, 5, 7 e 9CR.

Osteopatia craniana Benéfica para as crianças nervosas, tensas, hipersensíveis.

 

 
 

Sintomas

Dor muito forte, que frequentemente impede de dormir e aumenta quando se toca. Muitas vezes, corrimento de pus e consequente diminuição da audição quando a inflamação provoca obstrução do canal auditivo (impedindo a passagem dos sons). O pavilhão auricular pode ficar vermelho e inchado (a dor torna-se insuportável).

Pessoas mais em risco - Adultos (muito frequente) e bebés (mas raro nas crianças). Vulgar sobretudo no Verão, depois de banhos em piscina.

Porque dói?

É a infecção e a inflamação resultante que são responsáveis pela dor. A otite externa é uma infecção do canal auditivo externo e do pavilhão auricular que não deve confundir-se com a infecção do tímpano ou a otite média. Nos diabéticos, esta infecção pode ser muito grave e exigir hospitalização se alastrar.

O que pode fazer?

Consulte um otorrinolaringologista. A administração precoce de gotas antálgicas e dos antálgicos usuais (aspirina, paracetamol) ajuda a aliviar as dores.

Que tratamentos?

Medicamentos

- Coloca-se no ouvido (depois de limpo ou aspirado) um penso embebido regularmente com gotas antibióticas e anti-inflamatórias.
- Antibióticos em comprimidos, se a infecção for importante ou atingir o pavilhão auricular.
- Antálgicos fortes (associação de paracetamol e de codeína) durante alguns dias.

Atenção! Perfuração do tímpano
Muitas gotas para os ouvidos à base de antibióticos estão rigorosamente proibidas em caso de perfuração do tímpano. O médico verifica sempre se o tímpano está intacto antes de prescrever as gotas.

 

 
 

Muita gente preocupa-se por não ter actividade intestinal com frequência suficiente, mas, na verdade, a regularidade e o conforto do trânsito intestinal são mais importantes que a frequência. Contudo, qualquer alteração persistente do padrão de actividade dos intestinos deve ser investigada pelo médico.

Causas

A causa mais comum da obstipação nos países desenvolvidos é a insuficiência de fibras na alimentação. As fibras, presentes em alimentos como o pão integral, a fruta fresca e as saladas, fornecem o volume de que os músculos do cólon (intestino grosso) necessitam para estimular a propulsão das fezes.

Outra causa de obstipação é a falta de hábitos regulares de funcionamento intestinal. Isso pode resultar da má educação nesse sentido durante a infância ou de repetidamente se ignorar a vontade de defecar. Nos idosos, esta atitude deve-se por vezes à imobilidade. Outra causa de obstipação em certas pessoas idosas é o enfraquecimento dos músculos do abdómen e do pavimento pélvico, o que impede a pressão adequada para defecar.

Nas pessoas que sofrem de hemorróidas ou de fissura do ânus (laceração da pele do ânus), a dor experimentada com a passagem das fezes pode ser suficientemente intensa para inibir os movimentos intestinais.

No cólon irritável, ou cólon espástico, a obstipação pode ser intermitente, alternando por vezes com diarreia. No hipotiroidismo, a motilidade do cólon torna-se mais lenta, resultando em obstipação crónica. Um estreitamento localizado do cólon devido a doença diverticular ou a cancro, por exemplo, é outra causa possível de obstipação.

Diagnóstico

O médico avalia habitualmente a obstipação através de uma história clínica detalhada, um exame físico e, por vezes, exames especiais para estudo da motilidade e trânsito intestinais.

Caracterizada a obstipação, compete ao médico a decisão de, em casos seleccionados, executar exames radiográficos e/ou endoscópicos para diagnóstico de eventual lesão orgânica.

Tratamento

O uso prolongado de laxantes prejudica o funcionamento normal do cólon e deve, em geral, ser evitado. Nos casos em que o esforço para a passagem das fezes vai agravar outra situação existente, como as hemorróidas, pode ser indispensável o seu uso a curto prazo.

A obstipação pode habitualmente resolver-se com algumas medidas auto-aplicadas -estabelecer uma rotina periódica de uso da sanita, nunca reprimir a vontade de defecar, aumentar o volume de fibras na alimentação e beber mais líquidos. Se a obstipação persistir apesar destas medidas, deve procurar-se orientação médica.

Deve igualmente consultar-se o médico se a obstipação se verificar após anos de hábitos intestinais normais ou for acompanhada de sangue nas fezes, dores no ânus ou recto, cólicas abdominais ou perda de peso.

 

 

Sintomas
Um ou os dois rebordos da unha penetram na pele. No início, dores ligeiras e intermitentes, que aumentam quando se calçam os sapatos, com a pressão e a prática de desporto. Uma vez instalada a infecção, surgem dores constantes, insuportáveis e incapacitantes e desenvolvimento de uma saliência carnuda infectada que cobre parcialmente a unha.

Pessoas mais em risco
+ Crianças e adolescentes de unhas finas, pele fina e húmida (transpiração).
+ Adultos que sofrem de diabetes ou de arterite.
Factores que facilitam o desenvolvimento do problema: formato da unha, corte incorrecto da unha, presença de um calo, transpiração, calçado apertado, higiene pessoal deficiente.

Porque dói?
A dor é provocada pela fricção entre a pele e a unha, que resulta de pressão excessiva provocada pela forma da unha e pelo atrito com o sapato ou o dedo adjacente.

O que pode fazer?
Corte as unhas a direito. Não as arredonde: em vez de aliviar, cria uma nova «farpa» que acelera a penetração da unha nos tecidos e portanto a infecção.

Que tratamentos?
Pedicura
Para eliminar a causa da infecção, a pedicura retira a parte da unha comprimida contra a pele.

Depois, pode propor a colocação de mechas de algodão entre a unha e a pele, agrafos metálicos ou fio de titânio, que, como os aparelhos de ortodôncia, têm uma função de correcção da unha.

Podologia
O uso de palmilhas ortopédicas pode evitar as pressões do dedo e da unha no sapato ou no dedo adjacente.

Cirurgia
Pode ser necessária uma pequena operação sob anestesia local para excisar a parte lateral da unha.

Que prevenção?
+Use sapatos largos, de pele maleável ou de tecido, arejados, e meias de algodão.
+Corte sempre as unhas a direito, quadradas, nunca arredondadas.
+Evite a transpiração: mantenha os pés limpos, não coma alimentos muito condimentados e não abuse das bebidas alcoólicas.

 

 
 

Sintomas
Dor moderada e gengivas que sangram.

Pessoas Mais em Risco
As mulheres grávidas e as pessoas que têm uma higiene oral deficiente.

Porque dói?
A gengivite é causada pela placa dentária, que é constituída por depósitos de bactérias, mucosidades e partículas de alimentos à volta da base dos dentes, e pelo tártaro, que resulta da calcificação da placa dentária.

Por vezes, a erupção de um dente do siso causa pericoronarite, uma gengivite localizada muito dolorosa: É a inflamação que causa a dor - o menor contacto irrita as gengivas.

O que pode fazer?
A higiene representa 80 % do tratamento: escove os dentes com uma escova macia durante 3 minutos 3 vezes por dia.

As gengivas sangram no começo, mas a placa é eliminada e as gengivas ficam mais firmes. Durante as crises e após a destartarização, bocheche depois de escovar os dentes. Mas não o faça permanentemente, pois isso irrita as mucosas.

No dia-a-dia, bocheche antes de escovar; use um elixir que elimine em parte a placa dentária.

Que tratamentos?
A destartarização é o principal tratamento. Se a gengivite for acentuada, toma-se primeiro um antibiótico.

Se já tiver atingido o osso, o dentista faz uma destartarização mais profunda sob anestesia local, polindo também as raízes.

Se a lesão for ainda mais profunda, o dentista descola as gengivas para curetar as zonas infectadas.

As outras medicinas:

Acupunctura
Trata as gengivites e evita as recaídas. Podem usar-se os pontos 4 do intestino grosso, 2 do triplo aquecedor e 44 e 45 do estômago.

Homeopatia
A gengivite reflecte uma inflamação digestiva mais alastrada que o tratamento de fundo pode resolver.

Naturoterapia
Coma de forma moderada, com uma quantidade importante de frutos e legumes verdes.

Que prevenção?
Se costuma ter gengivites, consagre 5 minutos 3 vezes por dia a escovar os dentes e consulte o seu dentista 2 ou 3 vezes por ano para que ele lhe faça uma destartarização.

 

 
 

Gastrenterologista
Para alguns, a SII é causada por uma infecção, que é tratada com antibióticos que actuam sobre a bactéria no tracto intestinal. Fale com o seu médico sobre alimentos probióticos (são alimentos funcionais). Se forem tomados regularmente, podem ajudar a aumentar as bactérias boas, evitando a azia, os gases, a sensação de enfartamento e outros problemas. Experimente o iogurte Activia da Danone ou suplementos digestivos.
Robert Yatto

Nutricionista
A lactose e a frutose podem provocar sintomas de SII. Ambas podem causar prisão de ventre, azia e diarreias. Evitar ingeri-las pode ajudar. Acabe também com os alimentos com açúcares alcoólicos, como o maltitol ou o xilitol. Os suplementos alimentares com fibra podem ajudar à prisão de ventre, mas fale com o seu médico antes de fazer alterações na sua dieta.
Dwight Mckee

Neurogastrenterologista
Muitas pessoas com SII têm um problema com a serotonina, uma substância química que se produz no intestino delgado, pelo que a toma de medicamentos que actuem sobre a serotonina pode ajudar. Para a SII associada à diarreia, aconselha-se a toma de Lotronex, que também pode ser eficaz contra a dor, a azia e o desconforto.
Michael Gershon

Psicólogo
A SII é muitas vezes associada à ansiedade. Depois de o seu médico ter feito uma despistagem de todos os sintomas, o hipnoterapeuta pode ajudá-lo a atingir um profundo estado de relaxamento para eliminar o estado de enfartamento, dor, diarreia e prisão de ventre. A hipnose pode resultar após duas sessões e ser aplicada juntamente com medicamentos ou outras terapêuticas alternativas.
Edward Schechtman

Ponto Final
Algumas pessoas passam a vida inteira com dores abdominais, enfartamento e prisão de ventre e nunca o relatam aos seus médicos. Fale com o seu médico! A solução pode ser tão simples como beber mais água ou comer mais fibras ou experimentar probióticos. Se os sintomas persistirem, deve fazer exames mais específicos. Medicamentos que tratem outros sintomas associados também podem ajudar.

 

 
 

Verruga na planta do pé
Estas verrugas dolorosas que aparecem na planta do pé são causadas por um vírus que pode entrar no organismo através de um corte ou arranhão no seu pé. Previna as verrugas mantendo os pés limpos e use sempre meias. O tratamento com uma grande dose de ácido salicílico ajuda a eliminar a zona afectada e a combater o vírus. Se ao fim de algumas semanas os sintomas se mantiverem, consulte o seu médico.

Joanetes
O joanete é um alargamento ósseo do dedo grande do pé e é habitualmente provocado pelo mau andar da pessoa (pequenos joanetes podem também aparecer junto do dedo mais pequeno do pé). Se acha que tem joanetes, consulte um podologista para que ele o trate antes de necessitar de uma cirurgia. Mudar para calçado mais adequado ou usar palmilhas ortopédicas pode ser uma solução.

Inflamação da planta do pé
Trata-se de uma inflamação dos tecidos que se estende do calcanhar à base dos dedos do pé. É causada quase sempre por estar muito tempo em pé ou na mesma posição, por lesões, uso de calçado inadequado, uma má estrutura óssea ou por ser obeso. Normalmente é mais dolorosa de manhã, quando se sai da cama. A resolução do problema passa pelo uso de calçado adequado e confortável, exercícios de alongamento e palmilhas ortopédicas.

Pés suados
Ajude os seus pés a respirarem usando meias de algodão ou um creme antitranspirante quando andar fora de casa. Para prevenir ou tratar os odores, lave os pés duas vezes por dia (seque-os bem, principalmente entre os dedos) e use pó de talco ou um spray antitranspirante. Se começaram a cheirar mal, então talvez tenha pé-de-atleta.

Glenn H. Copeland, Podologista

 

Ponto final
Os seus pés têm uma densidade de nervos receptores tão alta como qualquer outra parte do corpo e também merecem ser mimados. Quer opte pelos antiquados emplastros (com chá, se tem odor nos pés) ou por uma massagem, relaxe os seus pés e vai ver que o seu corpo agradece.

 

 
 

Decerto já ouviu falar na regra ABCD, um método que utiliza algumas características das lesões de pele para dar nota à pinta ou sinal e assim chamar atenção de possibilidades de malignidade. Quanto maior a nota, maior o risco. (A para assimetria, B para borda do sinal, C para coloração e D para dimensão). Mas agora os dermatologistas aconselham também a fazer o teste do «patinho feio».

Como detectar?
Os sinais normais tendem a ser iguais. Todos aqueles que não parecem fazer parte da mesma «família» – devido à cor, tamanho, textura – devem ser imediatamente vistos pelo dermatologista, defende Allan C. Halpern, chefe do Departamento de Dermatologia do Sloan-Kettering Cancer Center.

Quando fazer um auto-exame?
Faça-o pelo menos uma vez por mês. «Se fizer com mais frequência, torna difícil detectar alterações», diz Allan C. Halpern.
Menos de uma vez por mês, por outro lado, aumenta as probabilidades de não detectar alterações na maioria dos melanomas que crescem rapidamente.

 

 
 As dores no braço tem causas diversas: articulares, musculotendinosas, ósseas ou neurológicas. As dores irradiantes (depois de uma periartrite do ombro, por exemplo) podem prestar-se à confusão, e o médico procura sempre a causa precisa de uma dor no braço.
 
Sintomas
Após uma queda ou uma pancada muito violenta, dor imediata e intensa no braço. A vítima coloca-se espontaneamente na posição dos traumatizados do membro superior: antebraço flectido, braço junto ao corpo, membro afectado apoiado pelo outro braço.
 
Pessoas mais em risco
Mulheres idosas e descalcificadas (queda), automobilistas acidentados (pancada do braço contra a porta), ciclistas (queda lateral). esquia dores (queda sobre o ombro), desportistas que pratiquem actividades violentas (râguebi, andebol, judo), trabalhadores manuais, crianças (prática do desporto no espaço escolar).
 
Porque dói?
O úmero é o osso do braço. Ele articula-se no topo ao nível do ombro com a omoplata e em baixo com o rádio e o cúbito para formar o cotovelo. A dor imediata e intensa deve-se:
- À própria fractura;
- Ao esmagamento ou à lesão dos músculos que se inserem no úmero.
 
O que pode fazer?
Leve o ferido às urgências sem perda. de tempo. Enquanto espera, imobilize-lhe o braço com o cotovelo meio flectido num lenço. Não lhe dê de beber nem de comer (não pode anestesiar-se um paciente que tenha alguma coisa no estômago).
 
Que tratamentos?
O tratamento depende da idade, da localização da fractura, da sua estabilidade e/ou da sua deslocação.
Ortopedia, cirurgia e cinesiterapia
Fractura do colo do úmero: se a cabeça do úmero estiver pouco deslocada ou enganchada (os dois ossos da articulação entram um no outro), o doente é imobilizado durante 4-6 semanas num dujarrier (imobilização muito parecida com a do lenço ao peito). Depois, prescreve-se cinesiterapia para dar ao braço a sua mobilização normal. Em caso de deslocamento, faz-se uma intervenção cirúrgica para estabilizar a cabeça do úmero com um espigão ou um prego, que serão retirados ao fim de cerca de 1 ano.

Fractura do troquiter: o tratamento pode ser ortopédico (o braço é colocado sobre uma espécie de tala para o manter em ângulo recto em relação ao corpo durante 4-6 semanas) ou cirúrgico, através de refixacão com parafusos ou placas que são tão pequenos que não precisam de ser retirados A cinesiterapia compõe-se pelo menos de 30 sessões de reeducação.

Fractura do corpo do úmero (parte média do osso); intervenção cirúrgica com placas e parafusos para estabilizar o osso, imobilização durante 1 mês. As complicações são raras. A reeducação dura cerca de 15 sessões.

Fractura supracondiliana: é a mais grave. A operação é indispensável, pois é uma fractura instável que pode provocar paralisia irreversível se houver deslocamento posterior. O cirurgião coloca dois espigões em dois planos diferentes para evitar qualquer deslocação. A reeducação pós-operatória dura apenas algumas sessões.
 
As outras medicinas
Homeopatia
Um tratamento homeopático pode acelerar a consolidação da fractura. Será o das fracturas em geral.
 
Que prevenção?
Para evitar a dor durante as sessões de cinesiterapia, o médico pode prescrever antálgicos para tomar antes das sessões.
 
 
 
Sintomas
No início, dor semelhante à dor ciática; depois, surgem muito rapidamente sinais de incontinência urinária e fecal.
 
Na sua forma mais completa, dores permanentes, de intensidade variável, nas pernas, nas nádegas e no períneo (zona que vai dos órgãos genitais ao ânus), associadas a perda de sensibilidade que vai dos pés à região genitanal, bem como a impossibilidade de reter as fezes e as urinas (incontinência total).

 
Pessoas mais em risco
Todas.
 
 
Porque dói?
A medula ou as raízes dos nervos lombares sofrem uma compressão, o que provoca dor.
 
A compressão pode ser causada por uma fractura ou uma infecção numa vértebra (neste caso, a tuberculose é frequentemente a causa), uma hérnia discal ou ainda  um tumor numa vértebra (seja primário - angioma, sarcoma , mieloma - ou secundário - metástase de um cancro no seio ou na próstata) ou nas meninges.

A compressão pode manifestar-se rapidamente, como no caso de uma fractura, em que os sintomas aparecem nos minutos que se seguem à lesão, ou surgir lentamente nos outros casos; os sintomas instalam-se progressivamente e a dor situa-se no local da lesão.
 

O que pode fazer?
Os antálgicos habituais podem ser úteis no início.
 
No caso de dor na coxa ou na perna, associada a uma incontinência urinaria ou fecal recente ou a febre, vá rapidamente a um neurologista ou às urgências hospitalares.
 
 
Que tratamentos?
O médico manda fazer uma punção lombar e radiografias para poder estabelecer o diagnóstico.
 
 
Medicamentos
Mais do que os habituais antálgicos. o médico prescreve anti-inflamatórios, até mesmo corticóides.
Cirurgia
No caso de fractura, de hérnia discal e de alguns tumores, a cirurgia permite suprimir a causa da compressão.

 

 
Sintomas
Sensação de tensão e prurido anal, corrimento de sangue vermelho-vivo durante a emissão das fezes e que aparece de forma repetida e periódica.
No caso de trombose da hemorróida, dor aguda e intensa, sensação de peso na região anafo.
 
 
Pessoas mais em risco
Doença muito frequente, por vezes com características familiares. São factores facilitadores: prisão de ventre e as substâncias irritantes utilizadas para a tratar; a diarreia crónica, a gravidez e o parto, uma vida sedentária, alguns desportos (equitação, motorizadas) e uma alimentação muito condimentada.
 
 
Porque dói?
É a dilatação das veias que causa os sintomas, em particular o corrimento de sangue. A dor surge quando as hemorróidas internas aumentam e se tornam salientes no canal anal (prolapso). Há então risco de infecção e de trombose. As hemorróidas externas tornam-se rapidamente muito dolorosas quando aumentam de volume, provocam prurido e podem originar um espasmo do esfíncter anal.

A trombose das hemorróidas é provocada pela formação de um coágulo na veia dilatada (pequena formação oval mole ao nível do ânus). A dor, neste caso, é causada pela tensão e pela inflamação. Noutros casos, trata-se de um prolapso da hemorróida em que esta se salienta ao nível do ânus. O prolapso pode tornar-se doloroso no caso de ulceração ou de impossibilidade de o reduzir.
 
 
O que pode fazer?
Consulte o médico: as dores e hemorragias no ânus são muitas vezes atribuídas a hemorróidas, sem que por isso se faça um exame necessário. A repetição de hemorróidas do ânus exige exames para exclusão de outras patologias, nomeadamente o cancro do ânus ou o cancro do cólon e do recto.

Enquanto espera, alivie a irritação local com vários banhos de assento em água tépida, quase fria.
 
- Os supositórios de glicerina amolecem as fezes, facilitando a sua passagem pelo canal anal.
- O repouso na cama pode permitir o alívio das dores e de outros problemas.
- Uma alimentação rica em fibras pode ajudar a formar fezes mais macias; a ingestão moderada de óleo de parafina pode também ter um efeito benéfico.
- Para aliviar enquanto espera por uma consulta, pode tomar os seguintes remédios homeopáticos em SCH, 3 grânulos 3 vezes por dia durante 2 a 4 dias (assim que começar a melhorar, tome a intervalos maiores; na ausência de melhoras, pare de tomar):
- Aescuius: hemorróidas muito dolorosas, com sensação de picadas, como se fossem espinhos no ânus, que melhoram com banhos de assento frios e pioram com calor;
- Aloe: em pessoas que comem muito, hemorróidas com prurido e resudação anal;
- Arnica: hemorróidas muito dolorosas ao toque;
- Coílinsonia: hemorróidas com picadas e ardores e que sangram muito;
- Hamamelis: hemorróidas escuras, que pioram com o calor, e sensação de que as veias vão rebentar;
- Kalium carbonicum: hemorróidas que aliviam quando se está sentado numa superfície dura;
- Lachcsis: hemorróidas arroxeadas que se atenuam durante o período menstrual;
- Melítotus. hemorróidas congestivas que se agravam antes da menstruação;
- Muriatiacm acidum: hemorróidas muito dolorosas, tensas, tumefactas, sensíveis ao menor toque;
- Graphites: hemorróidas acompanhadas de prisão de ventre e fissura anal;
- Paeonia. hemorróidas muito volumosas e inflamadas. Dores antes e após a defecação.
- Ratanhia: hemorróidas muito dolorosas com fissuras e prurido, que se acalmam com água fria e/ou muito quente.
 
 
Que tratamentos?
Medicamentos
Na maior parte dos casos, o tratamento local com pomadas antálgicas e/ou anti-inflamatórias é suficiente, mas, embora alivie os sintomas, não trata a causa.

Por vezes, prescrevem-se substâncias venotrópicas em doses muito fortes ou antálgicos e anti-inflamatórios não-esteróides por via oral.

Num caso de trombose das hemorróidas, obtém-se alívio imediato com uma pequena incisão na hemorróida para a eliminação do coágulo, mas noutros casos é suficiente o tratamento médico.  A formação de uma pequena prega de pele, sequela habitual deste tipo de situações, não representa qualquer perigo.
 
 
Cirurgia
O desconforto provocado pela repetição deste tipo de situações pode justificar uma intervenção local para esclerosar as hemorróidas. até mesmo um tratamento cirúrgico radical. No caso de prolapso, a cirurgia é o tratamento de eleição.
 
 
As outras medicinas
São úteis quer para tratar, quer para aliviar a dor.
 
Acupunctura
Em geral, propõe tratamentos rapidamente eficazes, mas também, e principalmente, tratamentos preventivos.
 
Aromaterapia
Faça um banho de assento de 5 a 10 minutos com 4 gotas de uma mistura de dois óleos essenciais (escolha entre cipreste, camomila, zimbro, incenso ou mirra) e acrescente 1 gota de óleo de hortelã-pimenta.
 
Auriculoterapia
Alivia os sintomas e favorece a cicatrização. Por vezes, faz-se um tratamento das patologias associadas. Numa fase aguda, são necessários dois ou três tratamentos, seguidos de tratamentos de manutenção.
 
Fitoterapia
Pomada de Ratanlhia.
Supositório de Hamamelis simples ou composto.
Banhos de assento locais de infusão de tanchngem-maior (10/1000), arrefecida à temperatura adequada.
 
Homeopatia
As hemorróidas são também com frequência reflexo de um desequilíbrio funcional do fígado. Os tratamentos de base tratam esta sobrecarga hepática tendo em conta os outros sintomas gerais.
 
Naturopatia
Procura encontrar e regularizar as causas alimentares. Numa primeira fase, evite especiarias e álcool. Pratique exercício físico moderado e adaptado.
 
Oligoterapia
Manganés-cobalto: 1 ampola de 24 em 24 horas no início de uma crise e como prevenção.
 
 
 

A meningite é uma inflamação das meninges, as membranas que envolvem e protegem o cérebro e a medula espinal. As formas mais vulgares e agudas da doença são provocadas por bactérias, normalmente meningococos, Haemophilus influenzae tipo B (HIB), ou pneumococos. A meningite não provocada por bactérias é designada por meningite asséptica. As causas mais frequentes de meningite asséptica são vírus, incluindo Coxsackie e herpes. Em certos casos, a inflamação afecta também o cérebro, provocando uma meningoencefalite

A meningite subaguda costuma ser secundária a outras doenças, como tuberculose, doença de Lyme, sífilis, leucemia, linfoma, sida e tumor cerebral. Todas as formas de meningite aguda produzem sintomas semelhantes — febre, dor de cabeça, rigidez da nuca e vómitos. A doença pode ter uma declaração rápida, evoluindo para um estado de confusão, sonolência, estupor e coma.

Diagnóstico e exames complementares

O diagnóstico e tratamento imediatos e rigorosos são essenciais, pois a meningite bacteriana aguda pode tornar-se potencialmente fatal ao fim de algumas horas. Como parte do exame físico, o médico fará um exame neurológico completo e observará a cabeça, garganta, ouvidos e pele do doente para tentar detectar possíveis fontes de infecção. O exame mais importante, porém, é a punção lombar, em que é inserida uma agulha oca entre duas vértebras da região inferior da coluna para aspirar uma pequena quantidade de líquido cefalorraquidiano. Um líquido turvo que contenha glóbulos brancos sugere a possibilidade de meningite bacteriana, mas recolher-se-á líquido para análises e cultura laboratorial a fim deconfirmar o diagnóstico e identificar o organismo em causa. Outros exames podem incluir uma TAC ou uma RMN a fim de detectar um abcesso cerebral ou outra causa de inflamação.

Tratamentos médicos

Terapêutica medicamentosa. Em caso de suspeita de meningite bacteriana, o doente será imediatamente hospitalizado e submetido a tratamento intensivo com antibióticos ainda antes de confirmação do diagnóstico. Inicialmente, pode ser administrado um antibiótico de largo espectro, como uma cefalosporina ou penicilina, embora a identificação do organismo possa vir a exigir uma mudança do medicamento. Recentemente, o organismo pneumococos, que provoca alguns casos de meningite, tornou-se resistente a vários antibióticos, limitando consideravelmente as hipóteses de escolha de tratamento. A decisão sobre o tratamento a seguir é ainda mais difícil se houver possibilidade de se tratar de uma meningite viral.

Em tais casos, os antibióticos não têm qualquer efeito e devem ser considerados os riscos dos seus efeitos secundários, sobretudo a anafilaxia. Dependendo do estado dos doentes, o médico pode adiar o início dos antibióticos por 8 a 12horas, enquanto espera os resultados da cultura do líquido cefalorraquidiano. Se o responsável for o vírus do herpes, será administrado acyclovir por via intravenosa. De modo semelhante, serão administradas medicamentos antifúngicos por via intravenosa se a causa for um fungo. A meningite subaguda pode ser tratada com corticóides, antibióticos ou outros fármacos. Em todas as formas da doença, podem ser receitados medicamentos para reduzir a febre e aliviar as náuseas e a dor de cabeça. Costumam ser administrados líquidos intravenosos, mas é necessário cuidado para evitar quantidades excessivas, que podem provocar edema cerebral.

 

Tratamento cirúrgico.

Em certos casos, alguns microrganismos formam um abcesso cerebral, que pode requerer drenagem cirúrgica. Medicinas alternativas As medicinas alternativas não curam a meningite e nunca podem substituir o tratamento médico imediato.

Aromaterapia

Durante a convalescença, um banho com óleo de alfazema ou massagem com óleo de alfazema, rosmaninho, manjerona ou hortelã-pimenta podem ser calmantes.

Fitoterapia.

Os fitoterapeutas ocidentais podem receitar marroio-negro para as dores de cabeça acompanhadas de náuseas e vómitos. Também pode ser combinado com chá de ulmária e camomila. Não tome sem consultar o seu médico.

 

 

Picadas de abelha

A maioria das picadas de insectos voadores da família Hymenoptera — abelhas, vespas, moscardos — constitui mais um incómodo o que um risco para a saúde. Contudo, certas proteínas expelidas com o seu veneno podem provocar reacções alérgicas eventualmente fatais em pessoas com hipersensibilidade a essas proteínas.

Aranhas e escorpiões

As aranhas mais perigosas são a viúva-negra e a reclusa-castanha (Loxosceles reclusa na América do Norte e L. laeta no Chile). Só a viúva-negra fêmea morde. Esteja alerta se ela estiver de guarda aos ovos. As aranhas reclusas-castanhas escondem-se no escuro e em locais retirados, incluindo nas dobras de cobertores ou vestuário, e atacam quando perturbadas. Existem diversas espécies de escorpiões. As picadas de algumas, como as da América do Norte, são dolorosas, mas não especialmente perigosas; já as picadas das espécies de escorpiões dos países tropicais são geralmente muito venenosas.

Animais marinhos

Embora as mordeduras e picadas de animais marinhos das águas costeiras possam ser muito dolorosas, a maioria não é venenosa. As principais excepções são a raia-lixa, a caravela-portuguesa e alguns tipos de alforrecas.

Cobras

Todos os anos, milhares de pessoas em todo o Mundo são mordidas por cobras. Deste número, muitas sofrem intoxicação provocado pelo veneno, mas só uma pequena percentagem sucumbe.

Diagnóstico e exames complementares

Não são necessários estudos d diagnóstico para avaliar morde duras e picadas. Pelo contrário, conhecimento do que causou mordedura e o desenvolviment dos sintomas indicam se é grave ou não. Depois de uma picada de abelha os sinais de reacção de hipersensibilidade incluem edema intens que ultrapassa o ponto da picada urticária ou outra erupção, prurido intenso, respiração difícil ruidosa ou outros problemas respiratórios, fraqueza ou tonturas espasmos gástricos, náuseas vómitos, grande ansiedade e possível perda de consciência. Depois da mordedura de um insecto rastejante.

Os sinais gerais de envenenamento incluem picadas dolorosas ou sensação de ar dor quando mordido, vermelhidão e edema no local da picada agravamento da dor ao longo de várias horas. No ponto onde um aranha reclusa-castanha tive picado, desenvolve-se uma bolha e, passado um ou dois dias podem ocorrer arrepios, febre náuseas, vómitos e sensação de fraqueza, possivelmente seguido por morte tecidular, atingindo o tecidos à volta.

A mordedura de uma aranha viúva-negra provoca transpiração abundante, espasmos de estômago, náuseas, vómitos, opressã no peito e dificuldade em respirar. A zona à volta da picada de escorpião torna-se dormente com formigueiro; seguem-se náuseas, vómitos, espasmos no estômago e por vezes convulsões e estado de choque.

Depois da mordedura ou picada de um animal marinho

O veneno da raia-lixa produz dor imediata que alastra rapidamente durante os 90 minutos seguintes; seguem-se tonturas, fraqueza náuseas e vómitos, diarreia, es pasmos, suores, ansiedade, dores nos gânglios linfáticos e, nos casos mais graves, dificuldade e respirar e arritmias. O veneno das alforrecas ou de caravela-portuguesa produz dor, prurido e longos vergões.

Primeiros socorros para mordeduras ou picadas de insectos

1. Se for picado por abelhas ou outro insecto voador, tire o ferrão raspando a pele com cuidado com a unha, a lâmina de uma faca ou outro objecto. Não o tire com pinça, pois ao pegar no ferrão pode espremer mais veneno para dentro do corpo.

2. Se a mordedura for de aranha ou escorpião, deite a vítima.

3. Lave a ferida com água e sabão, se os tiver à mão, e aplique compressas de gelo ou frias sobre a zona da picada ou mordedura a fim de atrasar a difusão do veneno.

4. Se souber que a vítima é hipersensível ao veneno de abelhas, veja se ela tem uma seringa de adrenalina injectável (epinefrina); se assim for, use-a imediatamente e depois dirija-se às urgências.

Um envenenamento grave é caracterizado por fraqueza geral ou sonolência, pulso rápido, dificuldade respiratória, visão nublada ou enfraquecida, pálpebras inchadas, fala entaramelada, náuseas e vómitos, convulsões e estado de choque, podendo evoluir para coma e morte.

Tratamentos médicos

Se a vítima for hipersensível ao veneno de abelhas, uma picada destes insectos requer uma injecção imediata de adrenalina ou epinefrina, que podem evitar o choque anafiláctico.

Também pode ser administrado um anti-histamínico. Se for difícil evitar as abelhas, pode ser recomendada a dessensibilização, o que implica injecções semanais de veneno de abelha diluído durante um ano ou mais para permitir que o organismo crie resistência. O tratamento para mordeduras de aranhas ou escorpiões venenosos depende do animal em causa e da intensidade dos sintomas. Por vezes, basta tratar localmente para aliviar o mal-estar.

Noutros casos, podem ser necessárias injecções de antivenina, hospitalização e apoio vital até que a crise tenha passado. Para a picada de um animal marinho, pode ser indicada uma injecção antitétano, terapia à base

Primeiros socorros para mordeduras de serpentes

Comece imediatamente a aplicar os primeiros socorros se não puder chegar às urgências de um hospital em 30 minutos. Depois de os aplicar, procure assistência médica o mais depressa possível.

1. Impeça a vítima de andar ou de se mexer, pois o movimento acelera a difusão do veneno pelo corpo. Diga à vítima que se recline, de preferência com a parte mordida abaixo do nível do coração.

2. Em mordeduras no braço ou na perna, aplique uma compressão ligeira com um cinto (gravata ou corda) cerca de de antibiótico e, consoante a ferida, remoção do ferrão e sutura cirúrgica. Também podem ser receitados analgésicos e loções tópicas com anti-histamínico.

Nos casos mais graves, sobretudo se ocorrer estado de choque, pode ser necessário hospitalizar a pessoa para aplicação de uma terapia intravenosa e administração de oxigénio. O tratamento imediato de uma mordedura de serpente venenosa envolve habitualmente a extracção do veneno por meio de sucção

Alguns médicos também abrem a ferida e extirpam um bloco de tecido à volta da mordedura. Se os sintomas forem graves, pode ser administrada antivenina por via intravenosa durante várias horas ou, mais raramente, por meio de injecção intramuscular. Contudo, a própria antivenina pode provocar uma reacção anafiláctica, pelo que, em primeiro lugar, deve fazer-se um teste com uma solução diluída para determinar se existe hipersensibilidade a essa substância.

Também será administrada uma injecção anti-tétano, antibióticos e um medicamento analgésico sempre que necessário. Se ocorrer estado de choque na sequência de qualquer tipo de mordedura ou picada, é provável que o tratamento inclua transfusões de sangue, líquidos por via intravenosa e, possivelmente, apoio de oxigénio e ventilador. Durante o tratamento, a ferida deve ser limpa de tecido necrosado (morto). Pode ainda colocar-se um saco de plástico em volta da ferida e expô-la a altas concentrações de oxigénio para ajudar a acelerar a cura.

Medicinas alternativas

Se for mordido por um animal venenoso, procure cuidados médicos imediatos. As medicinas alternativas podem proporcionar alívio, mas apenas em casos de mordeduras e picadas que não sejam graves. Podem acelerar a cura de mordeduras e picadas graves quando usadas como complemento do tratamento médico.

Fitoterapia

Os fitoterapeutas recomendam o pó extraído da parte interna da casca do ulmeiro- vermelho pelas suas propriedades curativas. Alguns recomendam a mistura do pó com água, formando uma cataplasma para tratar mordeduras sem complicações. Parar feridas mais extensas, os fitoterapeutas podem utilizar uma cataplasma feita com raiz de consolda moída ou raiz de bardana esmagada, colocando-a sobre a ferida e cobrindo-a com uma ligadura.

A cataplasma deve ser mudada diariamente e, antes de ser reaplicada, a ferida deve ser limpa com todo o cuidado com sabão e água esterilizada ou com água oxigenada para evitar infecções. Podem ainda aplicar-se extractos de camomila ou hamamélia directamente sobre mordeduras e picadas que não sejam graves a fim de estimular a cura. Os nativos da América usam asfolhas e raízes de equinácea par tratar mordeduras de serpente e insectos e uma cataplasma de flores de milefólio para trata feridas. Diz-se que a ingestão de alho cru pode ajudar a evitar infecção.

Naturopatia

A aplicação de um rodela de cebola acabada de corta sobre uma picada de abelha é um dos vários métodos naturais destinados a aliviar o edema e a dor. Outro consiste em untá-la co mel e depois aplicar um saco de gelo. Diz-se que o suco espremido de folhas de tanchagem que tenham sido esmagadas e depois aquecidas até murcharem alivia muitas picadas de abelhas e insectos. As folhas de um membro menos conhecido da família da tanchagem, o psílio, são também usadas há muito para alivia mordeduras e picadas que não sejam graves.

Primeiros socorros para mordeduras ou picadas de animais marinhos

1. Remova quaisquer ferrões ou tentáculos deixados na pele com uma pinça ou com os dedos cobertos por um pano para evitar agravar a lesão.

2. Lave a zona com água do mar, álcool ou amoníaco, mas não esfregue.

3. Se possível, mergulhe uma lesão provocada por uma raia-lixa em água muito quente durante 30 a 90 minutos.

4. Depois de lesão provocada por uma caravela-portuguesa ou uma alforreca, mergulhe a região numa solução de vinagre e água em partes iguais durante 30 minutos.

5. Se surgirem náuseas, vómitos ou problemas respiratórios, dirija-se às urgências.

 

 

Os calos duros formam-se sobre as protuberâncias ósseas; os que se formam entre os dedos são calos moles. Na sua maioria, os calos são amarelados, mas podem ficar avermelhados em caso de irritação ou inflamação. Os calos têm um núcleo duro e ceroso que se forma na epiderme, a camada exterior da pele, e que depois penetra no tecido subjacente e comprime os nervos da derme.

Os calos provocam dor intensa quando sujeitos a pressão. As calosidades variam de tamanho e forma. Geralmente, não são dolorosas, mas algumas tornam-se tão espessas que a pele se torna rígida e gretada, o que pode causar desconforto. As pessoas que sofrem de diabetes ou de má circulação podem vir a sofrer de uma infecção potencialmente grave sob as calosidades.

Diagnóstico e exames complementares

Os calos e as calosidades são facilmente diagnosticáveis à vista. Para identificar a causa, o médico ou o calista faz perguntas acerca das actividades profissionais ou desportivas e inspecciona o calçado.

Tratamentos médicos

Na maioria dos casos, não é necessário consultar o médico, excepto em situações graves e persistentes ou em casos de infecção que exijam antibiótico. O calista poderá extrair a pele espessa que incomoda ou provoca dor.

Medicinas alternativas

Existem inúmeros remédios populares para os calos; alguns deles poderão ser úteis se aplicados com métodos normais de tratamento em casa. Esfregue o calo com óleo de rícino duas vezes por dia para remover gradualmente a pele espessa. Diz-se que uma casca de limão fresca colocada com a parte interna contra o calo faz que este desapareça em poucos dias. Uma talhada de ananás fresco pode ser usada da mesma maneira. Os enzimas e os ácidos destes frutos actuam sobre o calo.

Também se diz que uma saquetade chá húmida em cima do calo durante meia hora todos os dias elimina o calo numa semana ou duas. A aplicação de cataplasmas também é um remédio popular. Uma mistura para cataplasma pode ser um pedaço de pão esmagado e embebido em 1 chávena de de café de vinagre durante meia hora. Depois, envolve-se o pão com uma gaze, espreme-se para retirar o excesso de líquido, coloca-se a cataplasma sobre o calo e deixa-se durante a noite. A maioria dos calos sai na manhã seguinte, mas os resistentes podem exigir tratamento durante várias noites seguidas.

Banhar os pés em água de farinha de aveia alivia a dor causada pelos calos. Ferva 2 chávenas de farinha de aveia muito fina em 4,5 l de água até a mistura ficar reduzida a cerca de 3,5 l. Coe, deite numa bacia e mergulhe os pés na mistura durante, pelo menos, 20 minutos. Tratamento em casa

O melhor tratamento em casa para calos e calosidades é eliminar a fonte de pressão que lhes dá origem. Isto significa não usar sapatos apertados e proteger com pensos almofadados as áreas afectadas.

Estes pensos almofadados para calos e calosidades, que não precisam de receita médica, aliviam a pressão. Certos medicamentos, também de venda livre, amaciam a pele e facilitam a remoção do calo, mas alguns podem lesar a pele e devem ser usados com cuidado.Remova a pele rugosa do calo amolecendo-o e esfregando-o depois com pedra-pomes. Para amolecer calos resistentes, mergulhe o pé durante cerca de 15 minutos em água onde se dissolveram sais de Epsom.

 

 

Sintomas

Dores prolongadas ou repetidas na zona lombar, causadas em geral por algumas actividades (andar, esforço) e que diminuem na posição de deitado.

Pessoas em risco

Muito frequente na população em geral. Factores suplementares: pressões repetidas na coluna vertebral (transporte de pesos), por vezes traumatismo na zona lombar (queda ou choque directo)

Porque dói?

Um ou vários discos intervertebrais desidratam-se, envelhecem, perdem espessura e por vezes rompem-se dando origem a hérnias. As vértebras reagem produzindo tecido ósseo em redor do disco. Por trás de cada vértebra, duas articulações (chamadas articulares posteriores) podem ser também afectadas por artrose. Os ligamentos de todas estas articulações são ricos em terminações nervosas e contribuem para agravar a dor. A insuficiência dos músculos da região lombar, que já não apoiam adequadamente a coluna, é um factor adicional de dor.

Que tratamentos?

Medicamentos

No caso de crise de dores muito fortes, o médico prescreve antálgicos e anti-inflamatórios.

Cinesiterapia

O médico prescreve sessões de fisioterapia. A reeducação postural é aconselhada.

As outras medicinas

Fitoterapia: O mais importante anti-inflamatório fitoterapêutico é o OPC (oligómero procianidólico), mas também chamado proantocianidol, associado, se necessário, a selénio e a cobre. Podem também acrescentar-se groselheira-negra, avoadinha, ulmária; na artrose, o ‘Harpagophytum’ (raízes secundárias) é a planta indicada.

Homeopatia: Em tratamento de fundo, a homeopatia pode revelar-se eficaz na diminuição das dores das lombalgias crónicas.

Osteopatia: Pode ser eficaz para aliviar as contracturas musculares.

Que prevenção?

Não insista na prática de actividades que lhe provoquem dores, a menos que sejam correctivas. Pratique natação (em particular de costas). Em certos casos, é indispensável obter reorientação profissional.

 

 

Embora o cancro e numerosas outras doenças possam produzir dor insuportável e permanente, a síndroma da dor crónica não tem causa física identificável. Em média, o doente com dor crónica terá sofrido sintomas de dor durante sete anos, sendo submetido repetidamente a exames exploratórios na tentativa, vã, de detectar a causa da dor. Esta pode ser provocada por uma lesão ou procedimento cirúrgico ligeiros, mas persiste por muito tempo depois de o problema ter passado.

As dores nas costas crónicas (lombalgia crónica) são hoje um dos exemplos mais frequentes de síndroma da dor, constituindo no entanto um diagnóstico raro antes da II Guerra Mundial.

Existem provas crescentes de que a dor crónica está associada a um mecanismo psicológico a que se dá o nome de somatização, em que os estados emocionais se traduzem por sintomas físicos. A Dr.ª Kathleen Foley, directora do serviço de dor no Centro Oncológico Sloan-Kettering Memorial, de Nova Iorque, diz que a dor crónica «pode ser uma metáfora da ansiedade, da depressão ou de mal-estar espiritual» mais do que uma dor física real.

Quer se possa encontrar uma causa orgânica, quer não, a dor crónica pode afectar todos os aspectos da vida de uma pessoa, prejudicando a sua capacidade de trabalhar, conviver e dormir. Esta situação dá origem a sentimentos de desespero e desamparo que podem conduzir à depressão ao isolamento. Os membros da família acabam por ser especialmente castigados e podem contribuir, inconscientemente, para o problema através da cedência às constantes exigências do doente à custa do bem-estar de todos os outros.

Diagnóstico e exames complementares

No passado, era provável que uma queixa de dor crónica desse origem a uma bateria de dispendiosos e sofisticados exames talvez até cirurgia exploratória. Hoje em dia, se através de um exame físico, análises de sangue e de urina e eventualmente radiografias não for possível detectar qualquer anomalia orgânica, os médicos podem ser de opinião de que será inútil pedir exames adicionais. Em alternativa, o doente poderá ser enviado uma clínica ou consulta especializada em dor crónica. Aí, será submetido a uma avaliação completa feita por uma equipa constituída por fisiatras (especialistas em medicina de reabilitação), psiquiatras, neurologistas e ortopedistas, sendo feito um diagnóstico integrado numa perspectiva psicossomática.

Tratamentos médicos

O tratamento começa frequentemente com o desmame do doente de analgésicos narcóticos que causam dependência, como codeína, oxicodona ou hidromorfona. Para esse efeito, o doente é normalmente internado, pois é necessária uma vigilância apertada durante a fase de abstinência. Durante esse período, que dura duas a três semanas, podem ser administrados ao doente analgésicos e antidepressivos que não provoquem habituação. O núcleo do tratamento, porém, é o ensino de técnicas de controle da dor elaboradas segundo as necessidades específicas de cada doente.

Perguntas a fazer ao médico

Terei vantagens em ser enviado a um centro de tratamento da dor?

Se me receitarem um analgésico narcótico para tratar da dor, poderei criar dependência? (Em geral, a resposta é negativa.)

Posso deixar de tomar os medicamentos sem vigilância?

Mesmo na ausência de dependência de analgésicos, a hospita lização pode ser considerada essencial para avaliação física e psicológica e alteração do comportamento. O aconselhamento familiar é com frequência uma parte importante do processo e tem como objectivo fazer que as pessoas próximas do doente evitem recompensar o comportamento da dor crónica e, em vez disso, o ajudem a alterá-lo. O tratamento pode continuar em regime ambulatório, durante o qual o doente pode passar duas a seis horas por semana na clínica de tratamento da dor. Algumas pessoas conseguem dominar as técnicas de controle da dor em três semanas; outras levam até seis meses. Tanto nos tratamentos com internamento como nos ambulatórios, realça-se sobre-tudo uma abordagem multidisciplinar que inclua terapias convencionais e alternativas que permitam ao doente retomar o controle da sua vida.

Medicinas alternativas

Na sua maior parte, as medicinas descritas a seguir são integradas nos programas de tratamento da dor, e só são consideradas alter –nativas no sentido em que não são medicamentosas. As aborda-gens mais eficazes dão ao doente métodos de autocontrole para reduzir a dor.

Acupunctura e digitopunctura. Algumas pessoas referem dimi-nuição da dor após cinco ou seis sessões com um acupunctor experiente. Dores nas costas e pescoço, dores de cabeça e nevralgias parecem especialmente sensíveis a este tratamento. O doente pode aprender a utilizar a digitopunctura comprimindo pontos específicos para aliviar a dor.

«Biofeedback» e relaxamento. O doente é ensinado a controlar funções orgânicas involuntárias, como o ritmo cardíaco e os padrões de ondas cerebrais. A pessoa consegue aprender a controlar quase todas as funções fisiológicas mensuráveis se lhe forem fornecidas certas informações enquanto está ligada a equipamento de biofeedback. Com apenas algumas sessões, a maior parte das pessoas consegue produzir ondas alfa — padrões eléctricos cerebrais geralmente associados a um estado mental relaxado e vigilante — quando quer. Isso consegue- se colocando eléctrodos no corpo do doente e depois ligando-os a um electroencefalógrafo, que transmite os padrões de ondas cerebrais a um osciloscópio, de modo que estes apareçam num ecrã. Ouve-se um som musical sempre que as ondas alfa aparecem no ecrã; o doente mantém esse som concentrando-se nas imagens que produzem essas ondas. Depois de dominada esta técni-ca, o doente é ligado a vários instrumentos de medição quando ocorrem sensações de dor. Simultaneamente, tornam-se visíveis valores da temperatura da pele, tensão muscular e batimentos cardíacos. Em seguida, o terapeuta ensina ao doente exercícios de respiração profunda e estimula-o a pensar em coisas calmas e agradáveis. A informação de feedback é acompanhada por sons de intensidade variável, indicando alterações do ritmo cardíaco, tensão muscular e temperatura da pele, acompanhadas por diminuição da sensação de dor.

Quiroprática. A manipulação da coluna vertebral alivia muitas vezes a dor crónica das costas e pescoço. Os tratamentos também podem incluir o uso de estimulação eléctrica e calor.

Estimulação eléctrica. Podem ser utilizados impulsos de corrente de baixa voltagem para provocar a interrupção de mensagens de dor.

Imagens mentais. Sob orientação de um psicólogo ou de outro profissional de saúde mental, os doentes aprendem a relaxar com-pletamente e a imaginar-se totalmente livres da dor. A concentração em imagens agradáveis de serenidade e beleza natural dá origem a uma forma de auto-hipnose que pode acabar por ser induzida sempre que o doente quiser, como forma de controlar a dor.

Hipnose. Durante a hipnose, doente é ensinado a concentrar se totalmente nas sugestões específicas apresentadas pelo terapeuta.

 

 

Quais os sintomas?

Em geral, os primeiros sintomas são:

- Rigidez dos braços e das pernas quando se lhe pega ao colo.

- Relutância em utilizar uma mão ou um braço.

- Dificuldades na alimentação.

- Incapacidade de se sentar ao ano.

Em algumas crianças, os músculos de um ou mais membros apresentam-se rígidos, dificultandos os movimentos normais. Este problema costuma surgir depois dos 6 meses. Outras crianças registam movimentos descoordenados e involuntários do corpo.

Muitas crianças com paralesia cerebral têm dificuldades de aprendizagem. Algumas sofrem de epilepsia e de problemas de audição e visão. Os problemas da fala são vulgares devido a diversas causas, incluindo fraca audição, capacidade lenta de aprendizagem e má coordenação dos músculos da fala. Podem ocorrer problemas de comportamento devido à frustação sentida pelas incapacidades, a tensão familiar ou a própria lesão cerebral.

 

Deve consultar um médico?

Marque uma consulta se tiver dúvidas quanto ao desenvolvimento do bebé.

Podem ser efectuados exames imageológicos e testes para fazer um diagnóstico. Consoante as dificuldades especifícas, o seu filho poderá ser visto por um pediatra do desenvolvimento, por terapeutas ocupacionais e da fala, por um psicólogo e por um assistente social. Emcertos casos, as deformações resultantes de contracções musculares requerem cirurgia.

 

Qual o prognóstico?

A paralesia cerebral é incurável, mas com paciência e muito estímulo os sintomas podem melhorar. As crianças com paralesia cerebral ligeira podem em geral, frequentar escolas normais; as mais gravemente afectadas podem precisar do apoio da educação especial. As crianças com incapacidade ligeira ou moderada têm uma esperança de vida quase anormal.

 

 
 

Quais os sintomas?

Os primeiros indícios de sinusite podem ser os sintomas de uma constipação vulgar que persistem mais tempo do que o habitual. Poderão então surgir os sintomas específicos:

- Corrimento nasal verde-amarelado.

- Sensação de peso ou dor nas maçãs do rosto e, por vezes, na testa.

- Ocasionalmente, fortes dores nos dentes de trás do maxilar superior.

Algumas crianças com sinusite também têm febre persistente.

 

Como é provocada?

O muco produzido nos seios perinasais retém bactérias. Os cílios que se projectam do revestimento dos seios perinasais deslocam o muco até que este escorra através de passagens estreitas que conduzem ao nariz e à garganta. Se uma infecção viral provocar inflamação de tecidos, essas passagens podem ficar bloqueadas e o muco acumula-se nos seios perinasais, favorecendo a proliferação das bactérias no seu inetrior.

 

Devo consultar o médico?

Consulte o médico num prazo de 24 horas. O médico examinará o seu filho e, se houver probabilidades de sinusite, receitará um antibiótico. Com o tratamento à base de antibiótico, a infecção desaparecerá habitualmente no espaço de 7 dias.

 

Que posso fazer para ajudar?

Dê ao seu filho paracetamol para aliviar a dor e muitos líquidos. Uma inalação de vapor de água alivia muitas vezes um nariz obstruído. Manter o ar húmido pode também ajudar.

 

 

Quais os sintomas?

Os principais sintomas da apendicite são:

- Dor intermitente, que pode tornar-se persistente, na região inferior do abdómen. Uma ligeira pressão sobre a zona dolorosa, o movimento ou respirar fundo aumentam a dor, e a criança deita-se quieta.

- Náuseas e por vezes vómitos.

- Febre.

- Obstipação ou diarreia.

Devo consultar o médico?

Se a dor se tornar tão forte que o seu filho não conseguir dormir ou persistir durante três horas, leve-o ao serviço de urgência do hospital ou chame uma ambulância. Se o tratamento demorar, o apêndice pode perfurar, esvaziando o seu conteúdo para o abdómen. Esta situação conduz à peritonite (inflamação do revestimento da cavidade abdominal). Se houver perfuração do apêndice, as dores aumentam e estendem-se a todo o abdómen.

Que posso fazer para ajudar?

Quando uma criança tem uma dor abdominal, pode ser difícil determinar de início se se trata ou não de um problema grave. Uma botija de água quente embrulhada numa toalha pode aliviar a dor. Não dê paracetamol nem analgésicos, pois estes podem tornar o diagnóstico mais difícil. A criança não deve comer nem beber nada para o caso de ser necessário operá-la.

Que poderá o médico fazer?

O médico examinará o seu filho. Se houver suspeita de apendicite, o seu filho será internado no hospital. Se os exames posteriores indicarem a probabilidade de apendicite, proceder-se-á imediatamente a remoção cirúrgica do apêndice (apendicectomia).

Serão administrados analgésicos ao seu filho nas 24 horas após a operação. Se o apêndice não estiver perfurado, o seu filho poderá ir para casa passados 3 a 4 dias. Se o apêndice estiver perfurado, o seu filho terá de tomar antibiótico e de ficar no hospital até desaparecer a infecção, o que pode levar cerca de 7 dias.

Depois de deixar o hospital, o seu filho poderá, em príncipio, fazer uma alimentação normal. Deve, contudo, evitar os desportos e as actividades físicas cansativas durante cerca de um mês.

 

 
 

Pessoas mais em risco
Crianças em particular com menos de 7 anos. Menos frequente nos adultos.

Porque dói?
A otite média aguda é uma infecção do tímpano e da caixa do tímpano que resulta de uma constipação (as bactérias presentes no nariz sobem para o ouvido pela trompa de Eustáquio). De início, a infecção localiza-se no tímpano, que fica inflamado e dorido. A seguir, a formação de pus no interior do ouvido provoca pressão, aumentando a dor. Se a pressão é muito grande, o tímpano pode perfurar e o pus escorre para o exterior. Nessa altura, a pressão e a dor diminuem.

O que pode fazer?
Em caso de febre alta numa criança pequena (por vezes mal tolerada), dê-lhe aspirina e ou paracetamol alternadamente (segundo a indicação do médico contra a febre e as dores.)

Consulte sempre o seu médico para evitar as complicações da otite, que são raras mas podem ser muito graves (febre alta, meningite, paralesia da face).

Que tratamentos?

Medicamentos
O médico prescreve medicamentos contra a dor e a febre e antibióiticos (7 a 15 dias, conforme o caso) conta a infecção e para evitar complicações: existem diversas bactérias capazes de provocar otites e que podem adquirir resistência aos antibióticos. Assim prescreve-sr um antibiótico de largo espectro, mas controla-se a criança após 2 dias de tratamento para verificar se está a resultar.

Por vezes, é preciso saber qual é a bactéria responsável, realizando-se então uma miringocentese.

As outras medicinas

Aromaterapia
Associada aos antibióticos, acelera a cura.

Homeoterapia
Deve ser rapidamente eficaz em fase aguda e pode ser muito útil como tratamento de fundo.

Fitoterapia
Em faze aguda, recorre-se aos óleos essenciais anti-infecciosos (orégão de espanha, cravinho-da-índia, alecrim), antiespasmódicos (néroli), anti-inflamatórios (Harpagophytum em pó, nebulizador ou cápsulas) e os oligoelementoss cobre, selénio, mangnés, cobre-ouro-prata eb os OPC – vitamina C.

Que prevenção?
Para evitar recidivas, aconselha-se drenagem fitoterapêutica com rabanete-negro (xarope), bétula, cavalinha em tintura-mãe ou em decoção. Faça curas de enxofre.

Durante o Inverno, lave o nariz por dentro todos os dias com água do mar em aerossol e/ou faça uma instalação anti séptica utilizando óleos essenciais.

Se apesar de tudo as otites continuarem a surgir de forma recorrente, o médico pode pode propor a remoção dos adenóides ou a colocação de arejadores transtimpânicos, ou diábolos.

 

 

1. Proteja a lesão
Coloque com cuidado o braço lesionado atravessado sobre o peito. Coloque uma toalha ou jornal dobrados à volta da lesão, ao mesmo tempo que segura o braço magoado com a sua outra mão.

2. Ligadura triangular
Coloque a ponta do lenço sobre o ombro do lado ileso e passe-o por trás do pescoço, descendo sobre o peito e por trás do braço lesionado. O outro canto deve ficar junto do cotovelo do braço magoado.

3. Termine a ligadura
Puxe a ponta inferior do lenço sobre o antebraço e ate-a no pescoço do lado do braço lesionado. Enrole o tecido a mais junto ao cotovelo e prenda-o com um alfinete à parte da frente da ligadura.