Conselhos Saudáveis 5

 

 

 

A pele é constituída por duas camadas — a epiderme, camada externa protectora parcialmente formada por células mortas, e a derme, que contém água, fibras elásticas, colagénio (a proteína fibrosa que une as células e os tecidos do corpo), vasos sanguíneos, fibras nervosas, glândulas sudoríparas e sebáceas, folículos pilosos, vasos linfáticos e células musculares. Sob a derme existe o tecido subcutâneo, que contém gordura.

À medida que envelhecemos, a camada de gordura vai perdendo espessura, os depósitos naturais de colagénio vão-se deteriorando e a actividade das glândulas sebáceas e sudoríparas vai-se reduzindo. Ao perder a gordura e a elasticidade, a pele nvelhece. Sem os seus humidificadores naturais, seca e começa a enrugar-se. Algumas pessoas têm tendência genética para criar rugas mais cedo que outras — as pessoas de pele mais clara e que estão mais sujeitas às queimaduras solares também criam rugas mais cedo que as pessoas de pele escura.

As rugas não podem ser eliminadas, mas o seu aparecimento pode ser retardado. Para conservar a pele com aspecto mais jovem durante mais tempo, lave o rosto com produtos suaves e água tépida e evite os tonificantes adstringentes que contêm álcool. Aplique cremes hidratantes ou uma loção suave de base oleosa para proteger a pele do vento, do frio e da poluição sempre que sair de casa. Embora as expressões faciais que acompanham as emoções — surpresa, alegria, riso, mas também descontentamento, desgosto e cólera — deixem traços no rosto ao longo do tempo, a maioria das pessoas aprecia o carácter que essas rugas de expressão dão ao rosto.

Contudo, se as marcas do tempo lhe desagradam e se acentuarem demasiado, existem alguns tratamentos caseiros que as podem atenuar. Uma máscara facial poderá alisar temporariamente a sua pele. A utilização diária de creme hidratante (mesmo que não seja de preço muito elevado) melhora o aspecto da pele. Outros tratamentos exigem uma ida ao consultório do médico. Alguns dermatologistas consideram que a tretinoína, uma substância derivada da vitamina A, geralmente utilizada no tratamento da acne, alisa as rugas finas e revitaliza a pele.

Uma outra solução consiste em injectar colagénio animal sob a pele para «encher» as rugas superficiais. Relativamente indolor, este procedimento tem de ser repetido pelo menos de nove em nove meses para manter os seus efeitos. Algumas pessoas são alérgicas ao colagénio animal, pelo que devem fazer-se testes prévios.

 

 

 

Quais os sintomas?
Os sintomas de hemofilia incluem:
- Hemorragia prolongada depois de uma pancada ou até de uma pequena cirurgia, como a extracção de um dente.
- Inchaço doloroso de músculos e articulações devido a hemorragias internas.
A extensão e frequência das hemorragias hemofílicas variam caso a caso. Alguns doentes sofrem apenas episódios ocasinais de hemorragioas ligeiras. Os casos mais graves podem originar lesões musculares e articulares, devido a hemorragias internas repetidas.

Devo consultar um médico?
Consulte o médico se o seu fiho tiver sintomas de hemorragias anormais. Em causa de suspeita de hemofilia, serão efectuadas análises ao sangue para avaliar a capacidade de coagolação do sangue na criança. Os resultados das análises confirmam o diagnóstico.

Qual o tratamento?
Podem ser dadas injecções do factor VIII para controlar as hemorragias. Se estas forem graves, o doente pode ter que ser internado. Se forem frequentes, pode ser administrado factor VIII de forma regular, como prevenção. Hoje em dia, o factor VIII é tratado para eliminar quaisquer vírus, como o HIV, que possa conter.

Como evitar a hemofilia?
As mulheres com história familiar de hemofilia podem fazer análises para a detecção do gene da doença e procurar aconselhamento genético para avaliar o risco de terem um filho afectado.

Qual o prognóstico?
As crianças com hemofilia devem evitar actividades que possam provolcar-lhes lesões. Se o factor VIII for administrado logo que ocorre uma hemorragia ou regularmente como preventivo, o doente pode não ter lesões graves e a sua esperança de vida deverá ser normal.

 

 

 

Sintomas

Tumefacção e dores nas articulações. Em caso de inflamação da articulação (artrite), verifica-se também rigidez articular, especialmente de manhã, ao acordar. A dor pode então ser permanente e impedir de dormir.
 

Pessoas mais em risco
 

• Adultos (em casos raros, crianças), nos reumatismos inflamatórios principais, que são a artrite reumatóide (a mais frequente), a espondilartrite anquilosante, o reumatismo psoriásico, a pseudopoliartrite rizomélica e a doença de Horton, o lúpus, a esclerodermia, a polimiosite, a doença de Sjoegren, a doença de Behcet e a doença de Still.
 

• Adultos de mais de 40 anos no caso dos reumatismos microcristalinos (depósito de cristais sobretudo em redor e nas articulações). como a gota e reumatismos calcários (a condrocalcinose e o reumatismo de hidroxiapatite).
 

Porque dói?
 

A articulação fica inflamada, a membrana sinovial torna-se espessa e produz líquido sinovial em excesso. A função articular diminui, causando rigidez. As reacções inflamatórias provocam a dor.
 

O que pode fazer?
 

Até falar com o médico, tome os antálgicos usuais ou os anti-inflamatórios anteriormente prescritos. Massaje a articulação ou faça uma aplicação de frio. Faça cataplasmas de argila verde em camadas espessas (com agua fria), se possível a manter toda a noite.
 

Oue tratamentos?

Medicamentos: não existe um tratamento-padrão, já que as causas são diversas. Em geral, os anti-inflamatórios e, por vezes, a cortisona são eficazes. Podem ser prescritos tratamentos sistémicos. Por vezes, fazem-se infiltrações para eliminar dores numa articulação.

Cirurgia: pode ser necessária se houve destruição da articulação.

As outras medicinas: a Homeopatia pode prescrever um tratamento de fundo.
 

Que prevencão?

• Reumatismos inflamatórios crónicos: consulte o seu médico e o seu reumatologista sempre que necessário. Informe-os sempre sobre os tratamentos que tenha feito para outras doenças.

• Reumatismos microcristalinos: a gota é muito bem controlada pelos medicamentos actuais. Os reumatismos calcários, dolorosos, são menos bem controlados pelos tratamentos, mas não são muito perigosos.

 

 

 

A hepatite pode ser aguda (de duração limitada) ou crónica (contínua).
 

Hepatite aguda
 

A causa mais frequente é uma infecção viral, como a hepatite do tipo A, do tipo B ou do tipo não-A, não-B. Outras causas incluem ingestão de doses excessivas de fármacos (como o paracetamol) num curto espaço de tempo, exposição a certas substâncias químicas (como os agentes de limpeza a seco) ou, raramente, reacções a certos fármacos em doses normais. A hepatite aguda pode afectar igualmente os alcoólicos e evoluir para doença hepática progressiva.
 

Sintomas da hepatite aguda
 

O sinal mais óbvio da hepatite aguda é a icterícia. Em muitos casos, esta é precedida por uma doença semelhante à gripe, acompanhada por náuseas, vómitos, perda de apetite, dor na parte superior direita do abdómen, dores musculares e, por vezes, articulares.
 

Em casos graves e raros, a icterícia pode ser intensa e desenvolver-se insuficiência hepática aguda, com efeitos noutros órgãos (incluindo o cérebro) e resultando em coma e morte.
 

Diagnóstico da hepatite aguda
 

O médico pode suspeitar seriamente de hepatite aguda baseando-se apenas nos sintomas, particularmente se o doente pertencer a um grupo de risco de exposição a um dos vírus, a substâncias químicas ou a fármacos tóxicos. Uma ecotomografia do fígado pode ajudar a excluir a hipótese de obstrução do canal biliar (uma outra causa da icterícia), e as provas da função hepática podem ajudar no diagnóstico.
 

Tratamento da hepatite aguda
 

Não existe tratamento específico para a maior parte dos casos de hepatite aguda. Se houver suspeita de intoxicação com fármacos ou substâncias químicas, o médico tem de determinar a substância causadora e impedir que o doente se exponha a ela. Por vezes, é possível uma desintoxicação usando um antídoto da substância tóxica. Em todos os casos, é recomendado repouso e uma dieta equilibrada; a recuperação ocorre geralmente após algumas semanas.
 

A abstinência alcoólica após a doença facilita a regeneração do fígado. Nos casos graves que evoluem com insuficiência hepática são necessários cuidados intensivos.

Hepatite crónica

Ocasionalmente, o doente pode não conseguir recuperar totalmente de um episódio de hepatite aguda, o que dá origem a lesão e inflamação persistentes das células hepáticas. Esta situação ocorre, na maioria das vezes, mas não exclusivamente, com certos tipos de hepatite viral, podendo desenvolver-se também insidiosamente durante vários anos sem quaisquer episódios agudos. O consumo excessivo de álcool pode mais uma vez ser o responsável.

Em alguns casos, a causa é uma doença auto-imune, uma reacção a um medicamento ou uma doença metabólica que afecte o fígado.

Existem vários tipos de hepatite crónica reconhecida. Tanto a hepatite crónica que afecta os alcoólicos, como a hepatite crónica activa podem dar origem a cirrose hepática se não forem tratadas. Um terceiro tipo, chamado hepatite crónica persistente, é menos grave e existe escasso risco de progressão para cirrose.

Sintomas da hepatite crónica

Os sintomas da hepatite crónica podem não passar de mal-estar.

Diagnóstico da hepatite crónica

Muitas vezes, a doença não é diagnosticada até o doente ser submetido a exame médico que permite constatar uma aumento do volume do fígado, detectar um vírus ou um anticorpo específico no sangue e resultados anormais das provas da função hepática. A biópsia hepática é essencial para o médico poder estabelecer o tipo de hepatite crónica.

Tratamento da hepatite crónica

Para a hepatite causada por consumo excessivo de álcool, a abstinência total é a única possibilidade de cura. No que toca à hepatite crónica persistente. Não é geralmente necessário qualquer tratamento. Quanto à forma crónica activa, a terapêutica depende da causa da doença.

 

 

 

Assim, por exemplo, é natural sentirmo-nos deprimidos com a morte de um parente. Porém, se a depressão ocorre sem causa aparente ou é demasiado profunda e persistente, assume então o carácter de depressão patológica.
 

Sintomas
 

Estes variam com a gravidade da doença. Numa pessoa com depressão ligeira, os principais sintomas são a ansiedade e um humor instável, e, por vezes, crises de choro sem razão aparente. A vítima de uma depressão mais séria pode sofrer de falta de apetite, dificuldade em dormir, falta de interesse e de prazer nas actividades sociais, sensação de cansaço e falta de concentração.
 

Os movimentos e o raciocínio podem tornar-se mais lentos; em alguns casos, porém, acontece o contrário e a pessoa torna-se extremamente ansiosa e agitada. As pessoas gravemente deprimidas podem ter ideias de morte e/ou de suicídio e alimentar sentimentos de culpa ou de inutilidade. Em casos extremos, os pacientes podem ter ideias delirantes, geralmente concordantes com o humor deprimido e a auto-estima muito baixa e o pessimismo geral que caracterizam o seu estado, sendo frequentes os delírios de ruína, culpa e doença.
 

A intensidade dos sintomas pode variar com a hora do dia. Com efeito, na sua maior parte, os deprimidos sentem-se ligeiramente melhor à medida que o dia avança, mas em algumas pessoas os sintomas pioram à noite. Se a doença depressiva evolui sem tratamento, os sintomas tornam-se cada vez mais evidentes. Por fim, a pessoa pode retrair-se completamente e passar a maior parte do tempo na cama, isolada de tudo ou manifestar ideação suicidária, marcada por tentativas de suicídio repetidas ou mesmo concretizadas.

Causas
 

Em geral, uma doença genuinamente depressiva não tem uma causa única evidente. Pode ser desencadeada por certas doenças físicas (como uma infecção viral), por desordens hormonais (como hipotiroidismo) ou pelas alterações hormonais que ocorrem depois do parto.
 

Alguns medicamentos, incluindo os contraceptivos orais e os soporíferos, são factores contributivos. Se a crise depressiva se enquadrar na doença maníaco-depressiva., a hereditariedade pode desempenhar o seu papel, pois esta doença tem uma nítida incidência familiar.
 

Além destas causas biológicas, são fundamentais factores sociais e relacionais. A ausência de uma relação mãe-filho satisfatória pode conduzir à depressão infantil e prolongar-se em estádios posteriores da vida, sobretudo quando agravada por circunstâncias sociais difíceis. Por exemplo, uma mulher cuja mãe tenha morrido cedo ou sido uma criança abandonada ou mal cuidada pode ser particularmente vulnerável e insuficiente quando ela própria for mãe.
 

As crises depressivas estão directamente relacionadas com acontecimentos perturbadores e com fases críticas do ciclo vital da pessoa, sendo os períodos de maior risco a adolescência, a maternidade e a velhice.
 

Incidência
 

A depressão é a doença psiquiátrica mais comum. Cerca de 10 a 15% das pessoas sofrem de depressão num dado momento da vida, especialmente nas formas mais ligeiras. A doença maníaco-depressiva, mais grave afecta apenas entre 1 e 2% das pessoas deprimidas, mas a incidência de todas as formas de depressão aumenta com a idade, o que pode dever-se a isolamento, enfraquecimento das capacidades mentais e doença.
 

A depressão parece ser mais comum entre as mulheres, cifrando-se em cerca de um em seis o número daquelas que, num dado momento da sua vida, procuram ajuda especializada para a depressão (em contraste com a proporção de um em nove homens. Esta diferença pode resultar de uma maior incidência feminina ou apenas do facto de as mulheres estarem mais receptivas a consultar o médico, enquanto os homens recorrerão com mais frequência ao álcool, à violência ou a outros equivalentes depressivos.
 

Tratamentos

Existem três formas principais de tratamento da depressão, consoante o tipo e a gravidade da doença.
 

A psicoterapia, individual ou em grupo, é muito útil para as pessoas cuja personalidade e experiências de vida são a causa principal da doença. Existem muitos tipos diferentes de terapia, desde uma abordagem informal e orientada para a solução dos problemas até às abordagens mais estruturadas da terapia cognitivo-comportamental e da psicanálise.
 

O tratamento com medicamentos é usado em complementaridade com a psicoterapia e é indispensável nas depressões não-reactivas que apresentam predominantemente sintomas físicos. Os antidepressivos são geralmente eficazes em mais de dois terços dos pacientes se forem tomados na dosagem adequada e durante um período suficientemente longo.
 

A terapia electroconvulsiva (TEC), administrada sob anestesia geral, está estritamente reservada ao tratamento de pessoas gravemente deprimidas, sobretudo nas depressões agitadas, com intenções suicidárias muito acentuadas ou inibição psico-motora extrema, pondo em risco a segurança e a sobrevivência do doente e apenas se não tiverem reagido a outro tratamento. A TEC, que é eficaz e segura, pode salvar a vida do doente; o único efeito secundário pode ser uma ligeira perda temporária da memória.
 

Prognóstico
 

Embora a doença depressiva seja uma causa vulgar de dificuldades e de problemas sociais, o prognóstico é bom em relação à maior parte dos doentes desde que tenham tratamento e vigilância adequados. O principal risco é o suicídio. Nas sociedades ocidentais, a taxa de suicídios é de cerca de 20 por 100 000 habitantes, e pelo menos 80% destas mortes estão relacionadas com a depressão. A taxa é mais elevada entre os homens idosos socialmente isolados e fisicamente doentes, mas está a aumentar entre as camadas mais jovens.
 

As pessoas com depressão grave e prolongada (especialmente os idosos) podem precisar de tratamento contínuo. Em contrapartida, muitas pessoas que sofrem de depressão não precisam de internamento hospitalar e recuperam bem.

 

 

 

É uma doença de auto-imunidade, na qual o sistema imunitário do organismo, por razões que se desconhecem, ataca o tecido conjuntivo como se este lhe fosse estranho, provocando inflamação. É provável que a doença seja hereditária e factores hormonais desempenhem nela um dado papel.
 

Por vezes, pode ser identificado o agente que desencadeia a reacção imunológica (uma infecção viral ou a luz do Sol, por exemplo). Certos medicamentos podem induzir alguns sintomas do LES, sobretudo nas pessoas idosas; entre eles, salientam-se a hidralazina, a procainamida e a isoniazida.

Incidência

O lúpus eritematoso afecta nove vezes mais as mulheres do que os homens, habitualmente as mulheres na idade fértil. Surge em todo o Mundo, embora a sua incidência seja mais elevada em determinados grupos étnicos, como os Negros e os Chineses. Nos grupos de alto risco, a prevalência pode chegar a 1 em cada 250 mulheres.

Sintomas

O lúpus eritematoso pode evoluir com períodos de acalmia e de agravamento e sintomas de intensidade variável.

No LED, a erupção inicia-se por uma ou mais zonas cutâneas vermelhas, circulares e espessas, que mais tarde cicatrizam. Podem localizar-se na face, por detrás das orelhas e no couro cabeludo, causando por vezes perda permanente dos cabelos nas áreas afectadas.

O LES provoca uma diversidade de sintomas, entre os quais é comum uma erupção característica – as manchas vermelhas, em forma de borboleta, localizadas nas faces e no dorso do nariz. Não se formam cicatrizes. As lesões na pele podem ser precedidas ou acompanhadas de fadiga, febre, perda de apetite, náuseas, dores nas articulações e perda de peso. Podem ainda verificar-se anemia, problemas neurológicos ou psiquiátricos, insuficiência renal, pleuristia, artrite e pericardite.

Diagnóstico

O diagnóstico faz-se por análises de sangue e biopsia, com a finalidade de demonstrar a presença de anti-corpos específicos.

Tratamento

O tratamento tenta reduzir a inflamação e aliviar os sintomas; não existe cura. Podem receitar-se medicamentos anti-inflamatórios não esteróides para aliviar as dores articulares, medicamentos antimaláricos contra a erupção cutânea e medicamentos corticosteróides contra a febre, a pleurisia e os sintomas neurológicos.

Administram-se medicamentos imunossupressores citotóxicos aos doentes com lesões renais ou sintomas neurológicos. A exposição ao sol não é aconselhável e devem usar-se protectores solares.

Prognóstico

O prognóstico para os doentes com LES melhorou espectacularmente nos últimos 20 anos, embora a doença acarrete perigo de vida no caso de afecções renais. Actualmente, muitas pessoas com LES sobrevivem mais de 10 anos ao diagnóstico da doença. Esta melhoria pode dever-se a um diagnóstico precoce, especialmente nos casos moderados, e a um tratamento mais eficaz dos problemas renais. Os doentes com sintomas induzidos pelos medicamentos recuperam em geral completamente depois de deixarem de tomá-los.

 

 

 

Este problema é tão prevalente em Portugal como em qualquer outra parte do Mundo. Calcula-se que 30 a 35% da população portuguesa tenha gordura a mais e que cerca de 5% seja obesa. Pelo facto de o peso ser uma questão com aspectos psicológicos e emotivos relevantes, para além dos estritamente físicos e nutricionais, é aconselhável pedir a opinião do médico, se lhe parece que você, ou algum membro da sua família, tem um problema grave de excesso de peso.
 

Não existe uma solução mágica para a obesidade, mas é possível atingir um peso mais baixo e mais saudável aumentando o nível de actividade física e reduzindo a ingestão de calorias, sobretudo das calorias derivadas da gordura.
 

A obesidade pode ter consequências desastrosas a nível da saúde e da satisfação. Do ponto de vista emocional, pode conduzir a uma falta de auto-estima e à depressão, porque a pessoa obesa não consegue ter uma vida normal e activa.

Os sintomas físicos podem incluir dificuldades de respiração, dores nas pernas e tornozelos inchados. O excesso de peso pode dar origem a lesões nas articulações, provocando osteoartrite, sobretudo nos joelhos e nas ancas.

As pessoas com obesidade grave têm uma probabilidade acima da média de vir a sofrer de hipertensão arterial, diabetes, problemas da vesícula biliar e gota. É natural que venham a sofrer de sintomas mais graves no caso de doenças como angina de peito e artrite, que persistem e se agravam com a idade, a menos que se tomem medidas para emagrecer. A obesidade pode também estar ligada à aterosclerose, a distúrbios cardíacos e a certas formas de cancro.

Qual a causa da obesidade?

A obesidade é normalmente provocada pela coexistência de excesso de alimentação e falta de exercício. Quando se ingerem mais calorias do que as que se queimam durante a actividade normal quotidiana, o excesso é armazenado sob a forma de gordura. Isto não significa necessariamente que se coma muito mais do que a maioria das pessoas.

Contudo, se a dieta contém alimentos de alto valor calórico, como biscoitos, bolos e aperitivos, ricos em gorduras e açúcar, até mesmo porções pequenas podem fornecer ao organismo mais energia do que a necessária. É então provável que isso venha a resultar em acréscimo de peso, a menos que se aumente o nível de actividade física para compensar a ingestão de calorias.

O problema está na gordura

Sabe-se que a proporção entre gorduras e hidratos de carbono de una dieta é muito significativa no controle do peso. Pessoas que consomem o mesmo número de calorias têm mais probabilidades de ficar obesas se a sua alimentação for mais rica em gordura do que em hidratos de carbono, pelo que se perde peso mais rapidamente com uma dieta pobre em gorduras do que com uma dieta pobre em hidratos de carbono. As autoridades médicas recomendam por isso que cerca de 50% da energia que utilizamos seja proveniente de hidratos de carbono, com um máximo de 35% de gorduras.

Muitas pessoas obesas atribuem o seu peso a um metabolismo lento, a um desequilíbrio hormonal ou tendência hereditária para engordar com facilidade. Mas só raramente estas são as causas reais da obesidade. Por vezes, o problema parece ser comum a muitos membros de uma família apenas porque cada geração transmite à seguinte maus hábitos alimentares. Algumas pessoas engordam com a idade porque mantemos hábitos alimentares de fases anteriores, em que o seu gasto de energia era maior. Outras reagem a problemas emocionais comendo exageradamente.

A mulher tem mais tendência para a obesidade do que o homem, porque o corpo feminino armazena a gordura de forma mais eficiente, o ideal para a mulher seria que 25% do peso do corpo fossem constituídos por gordura; no homem, essa percentagem deve ser de 15%.

A única forma sensata de perder peso é uma dieta pobre em gorduras com exercício físico regular. No entanto, os obesos devem começar por um tipo de exercício ligeiro, como marcha ou natação.

 

 

 

Embora os sintomas abrandem e possam desaparecer durante períodos de duração variável, esta síndroma é habitualmente recidivante durante toda a vida. Apesar de não ser perigosa e de ter poucas probabilidades de originar complicações, pode causar muito sofrimento.

Causas e incidência

A causa não está completamente esclarecida, mas a anomalia básica é uma perturbação dos movimentos musculares do intestino grosso. Não há, contudo, alterações na sua estrutura, e os doentes não perdem peso nem ficam desnutridos. É a doença mais frequente do intestino, responsável por mais de metade dos doentes que recorrem às consultas de gastrenterologia.

É duas vezes mais frequente na mulher e surge habitualmente na idade adulta. Os doentes são geralmente saudáveis sob outros aspectos e já sofrem destas queixas há bastante tempo quando procuram o médico.

Alguns médicos pensam que o principal factor causal é um elemento psicológico, designadamente a ansiedade, pois o stress emocional tende a agravar a situação. Contudo, as perturbações intestinais são uma reacção normal ao stress em muitas pessoas que não sofrem da doença.

Sintomas

Entre os sintomas, contam-se dores no abdómen, semelhantes a cãibras, distensão abdominal (inchaço), frequentemente do lado esquerdo, alívio passageiro pela expulsão de fezes ou gases, sensação de evacuação incompleta dos intestinos, excesso de gases e agravamento dos sintomas após a ingestão de alimentos.

Outros sintomas (que não fazem exactamente parte desta síndroma) podem incluir azia, dores nas costas, fraqueza, sensação de desmaio, agitação, fadiga fácil, perda de apetite e palpitações.

Diagnóstico

O diagnóstico inicial baseia-se nos sintomas e num exame das fezes, radiografias com bário e sigmoidoscopia ou colonoscopia para excluir a probabilidade de doenças como o cancro ou doença inflamatória do intestino, que podem apresentar sintomas semelhantes.

Tratamento

Uma dieta rica em fibras ou expansores do bolo intestinal podem ser recomendáveis a doentes com a síndroma do cólon irritável. Havendo diarreia persistente, podem administrar-se antidiarreicos, como a loperamida, durante períodos curtos e antiespasmódicos para alívio das dores podem beneficiar com uma abordagem psicoterapêutica.

Os tratamentos aliviam ou eliminam os sintomas, mas a alteração básica da síndroma do cólon irritável tende a persistir.

 

 

 

TIPOS

ATEROSCLEROSE. Afecta a maioria dos adultos em diferentes graus de extensão, sob a forma de depósitos de gordura nas paredes das artérias, representando a doença arterial mais frequente. Pode afectar as artérias de todo o corpo humano, incluindo o cérebro, o coração os membros inferiores. A aterosclerose constitui o tipo principal de arteriosclerose.

 

HIPERTENSÃO ARTERIAL. A tensão alta é frequentemente outro dos factores responsáveis pelo espessamento e estenose das artérias. Predispõe à doença coronária e aumenta o risco de acidentes vasculares cerebrais, bem como de insuficiência renal.

 

ARTERITES. Grupo de doenças em que a inflamação das paredes arteriais conduz a estenoses das mesmas, e por vezes também a oclusões.

 

TROMBOSE. Um trombo (coágulo de sangue) pode formar-se no interior de uma artéria, provocando a oclusão total ou parcial do fluxo de sangue. As tromboses costumam ocorrer em zonas já afectadas pela aterosclerose ou por um aneurisma.

 

EMBOLISMO. Oclusão de uma artéria por um embolo (constituído geralmente por fragmentos de trombo que se separaram de um vaso de maiores dimensões ou de uma cavidade do coração, embora possa ser igualmente formado por partículas de gordura provenientes de uma fractura óssea ou de bolhas de ar devidas à doença da descompressão dos mergulhadores).

 

ANEURISMA. Zona mais frágil e saliente para o exterior da parede de uma artéria. O aneurisma pode ser causado por aterosclerose ou ser devido a uma deficiência congénita. Na aorta, o aneurisma pode ser causado por uma aortite (inflamação da parede da aorta), que pode fazer parte de uma arterite generalizada ou resultar de uma sífilis não tratada.

 

DOENÇA DE RAYNAUD. Doença caracterizada por espasmos intermitentes das pequenas artérias das mãos e dos pés, habitualmente devido ao frio. Este obstáculo ao fluxo do sangue provoca alterações na cor da pele, torpor e sensação de picadas e formigueiros. Por vezes, pode dar origem a lesões da pele com a formação de uma úlcera isquémica.

 

TRATAMENTO O tratamento da embolia e da trombose das artérias inclui a utilização dos chamados medicamentos trombolíticos, que dissolvem os coágulos, e a posterior administração de anticoagulantes ou o recurso a uma intervenção cirúrgica para remover o agente da oclusão (bolectomia).
Os diversos tipos de arterites (à excepção dos que se devem à sífilis) costumam responder bem a um tratamento medicamentoso com corticosteróides. Os aneurismas e outras lesões das artérias podem por vezes ser tratados mediante cirurgia especializada (cirurgia vascular).

 

 

 

As dores renais sentem-se com frequência como um peso nas costas e nas costelas; as dores com origem na bexiga sentem-se na parte inferior do abdómen, sobre a zona púbica ou ao longo da uretra, como um ardor, em especial ao urinar.

 

SINTOMAS

Na maioria das vezes, não há sintomas. Quando se verificam, são dores surdas, lancinantes, de evolução crónica e isolada, nas costas e de lado; sangue na urina, em particular após um esforço; infecção urinária que se manifesta com febre, dores na zona da fossa lombar e ardor durante a micção. Por vezes, cólicas nos rins.

 

PESSOAS MAIS EM RISCO

Mais frequente em homens e famílias com história de litíase renal (doença caracterizada pela presença de cálculos, ou pedras, nos rins), principalmente entre os 30 e os 60 anos. Uma vida sedentária e o calor são factores facilitadores (os cálculos aumentam nos meses quentes, de Junho a Setembro).

 

Porque dói?

Exceptuando as cólicas nos rins, as dores são provocadas por inflamações locais ou por uma obstrução parcial do rim. No entanto, são por vezes outro tipo de dores que permitem detectar cálculos urinários.

 

O que pode fazer?

Na ausência de cólicas renais, em geral o repouso na cama é suficiente. No caso contrário, tome paracetamol para as dores e marque uma consulta médica com brevidade.
Se além da dor houver sangue na urina c/ou febre, vá ao médico rapidamente.

 

Que tratamentos?

o tratamento é da competência do urologista.
Apenas um tipo particular de cálculo (cálculo de ácido úrico) pode ser dissolvido por alcalinização da urina, que se consegue bebendo água mineral rica em bicarbonatos (Pedras Salgadas, Vidago, Campilho, Salus, entre outras).
Os pequenos cálculos (menos de 5 a 6 mm) são por vezes expelidos espontaneamente. Os outros requerem tratamento: litotrícia extracorporal, uretroscopia, cirurgia percutânea ou cirurgia clássica.
*Litotrícia extracorporal (LEC): hoje em dia, mais de 90% dos cálculos são tratados desta forma. A intervenção faz-se sem incisão do corpo e, com algumas máquinas, sem anestesia. Podem sentir-se algumas picadas na pele na zona tratada.
As dores: durante a litotrícia extracorporal (LEC), o gerador (em baixo) gera ondas de choque focalizadas sobre o cálculo (desenho ao lado), detectado por radiologia ou ecografia. O cálculo fragmenta-se e, no melhor dos casos, fica reduzido a areia. Só falta eliminá-lo urinando. Após o tratamento, as dores são consequência da eliminação dos fragmentos (cólicas renais em 1 em cada 4 casos): o cirurgião prescreve antiespasmódicos e anti-inflamatórios para tomar no caso de crise. Para facilitar a expulsão dos fragmentos, beba muita água durante vários dias.

*Uretroscopia: feita sob anestesia geral, introdução pela uretra de um instrumento de observação com um dispositivo de esmagamento que permite a fragmentação e a extracção dos cálculos. A intervenção causa poucas dores e não deixa cicatriz. No entanto,a sonda deixada no interior (não aparente) para facilitar o escoamento da urina provoca algum incómodo. Esta sonda é retirada alguns dias ou algumas semanas depois, também pela uretra, sem anestesia (é indolor) nem hospitalização. Não tem sequelas.

*Cirurgia percutânea: realizada através da pele por um canal aberto ao nível da fossa lombar sob anestesia geral, permite a fragmentação e extracção dos cálculos. Podem surgir algumas dores não demasiado fortes ao nível da cicatriz, que tem cerca de 1 cm de comprimento. Não tem sequelas.

*Cirurgia clássica: quando as outras técnicas não são exequíveis. Removem-se todos os tipos de cálculos, mas deixa uma cicatriz e dores durante uma semana após a intervenção.
Raras sequelas dolorosas do tipo nevrálgico ao nível da cicatriz, que numa primeira fase são tratadas com vitaminas B. e B6 e, se necessário, com carbamazepina ou antidepressivos imipramínicos.

*Ideias erradas

-Fármacos podem dissolver cálculos urinários
Falso. Não existem actualmente fármacos que dissolvam cálculos, excepto os de ácido úrico, que representam menos de 10% do total.

 

As outras medicinas

*Acupunctura
A acupunctura é útil na cura e na prevenção. Após um exame completo da litíase e tratamento da crise, uma sessão 2 vezes por ano (Primavera ou Outono) ajuda a evitar as recaídas.

*Homeopatia
O tratamento de fundo ajuda a evitar a evolução e as complicações provoca das pela litíase urinária. Associada a uma boa higiene alimentar, a longo prazo a homeopatia permite por vezes reabsorver alguns tipos de cálculos urinários.

 

Que prevenção?

A maior parte dos cálculos contêm cálcio e a sua prevenção passa pela alimentação:
. Beba pelo menos 2l de água por dia (água mineral pobre em cálcio, água do Luso ou água da torneira), sobretudo no tempo quente, regularmente durante o dia, e mesmo de noite no caso de litíase reincidente.
. Não consuma muitos lacticínios: nunca mais do que 400 a 500 mg de cálcio por dia.
. Modere a ingestão de proteínas: não mais de 150 g de carne (aves, carnes vermelhas) e peixe por dia. Não coma produtos de charcutaria, vísceras ou chocolate.
. Limite o sal na alimentação: não coma alimentos muito salgados, não beba água mineral salgada e não use sal de mesa.

 

 

Doença vulgar, crónica e inflamatória da pele que se caracteriza por manchas ou pápulas, cobertas de escamas prateadas, e por prurido variável. As áreas afectadas podem ser extensas e provocar incómodo físico e embaraço social.

 

CAUSAS E INCIDÊNCIA

A psoríase, cuja causa exacta é desconhecida, observa-se por vezes em vários membros da mesma família. Cerca de 2 % das pessoas nos EUA e na Europa sofrem da doença, que é menos comum entre os negros e os asiáticos. Afecta igualmente ambos os sexos entre os 10 e os 30 anos, mas pode também surgir em crianças e idosos.
O aspecto das lesões deve-se ao facto de as células novas da pele serem produzidas 10 vezes mais rapidamente que o normal, mantendo-se sem alteração o ritmo de descamação das células mortas. Em sequência, as células vivas acumulam-se e formam as características manchas espessas cobertas de pele morta que se descama.
A evolução é caprichosa. Os ataques, de intensidade e duração variáveis, podem ser desencadeados por vários factores, como a tensão emocional, outras doenças, traumatismo, ingestão de medicamentos ou excesso de álcool, acompanhada de tumefacção dolorosa e rigidez das articulações, sendo então denominada "artrite psoriásica", que pode conduzir a invalidez.

 

TIPOS

Os aspectos clínicos são diferentes e requerem tratamentos diferentes.

* Psoríase discóide ou em placas
Neste tipo, que é o mais comum, as manchas e placas aparecem no tronco e membros, de pequenas ou grandes dimensões, localizando-se de preferência nos cotovelos e joelhos, região lombar e no couro cabeludo. As unhas podem ser atingidas por depressões punctiformes, espessar-se ou separar-se do leito ungueal.

 

* Psoríase em gotas
Mais frequente nas crianças, manifesta-se por numerosas manchas pequenas, que podem atingir áreas extensas da pele. Surgem frequentemente após uma inflamação da garganta.

 

* Psoríase pustulosa
Forma caracterizada por pequenas pústulas espalhadas por todo o corpo ou limitadas às palmas das mãos, plantas dos pés e outros pontos isolados.

 

* Eritrodermia psoriásica
Forma grave que atinge toda a pele. Surge em doentes com psoríase ou é a primeira manifestação da doença. Toda a pele encontra-se vermelha, inflamada e com escamas.

 

TRATAMENTO

A psoríase ligeira pode ser ajudada por uma exposição moderada ao sol ou a uma lâmpada de ultravioletas (v. Fototerapia) e pelo uso de um emoliente. Os surtos um pouco mais intensos tratam-se habitualmente com pomadas contendo alcatrão de hulha ou antralina. Outros métodos de tratamento da psoríase incluem os corticosteróides, o PUVA (tipo de fototerapia associado à ingestão de psoraleno), retinóides e alguns tipos de antineoplásicos (como o metotrexato).

 

 

 

O funcionamento deficiente ou a sobrecarga dos mecanismos do organismo que mantêm constante a temperatura deste podem causar, por exemplo, cãibras pelo calor, exaustão pelo calor ou golpe de calor, enquanto o excesso de calor ambiente pode provocar dermatite pelo calor. As funções orgânicas podem também ser perturbadas pela excessiva produção de calor pelo organismo no caso de febre alta resultante de uma infecção.

Termorregulação

Os mecanismos através dos quais o corpo se liberta do excesso de calor para manter um nível óptimo de temperatura interna são controlados pelo hipotálamo. No caso de funcionamento anómalo do hipotálamo (por exemplo, por causa de medicamentos ou febre), a temperatura do corpo pode subir progressivamente e sobrevir um golpe pelo calor, que será fatal se não for administrado tratamento de emergência.

Quando a temperatura do sangue aumenta, o hipotálamo envia impulsos nervosos que estimulam as glândulas sudoríparas e dilatam os vasos sanguíneos periféricos. A transpiração, por si só, não arrefece o corpo; o efeito do arrefecimento na pele resulta da evaporação do suor. A transpiração excessiva pode dar azo a uma redução dos sais e líquidos do organismo, susceptível de provocar cãibras ou exaustão pelo calor. A dilatação dos vasos sanguíneos periféricos intensifica o fluxo do sangue perto da superfície da pele, o que aumenta a quantidade de calor que o organismo perde por convecção e radiação.

Aclimatação

É possível evitar a maior parte das perturbações provocadas pelo calor graças a uma adaptação gradual a climas quentes. A aclimatação total leva em geral entre uma e três semanas e implica a exposição ao calor por períodos cada vez mais longos, alternada com períodos de descanso em locais frescos. Devem ser evitados esforços físicos ou exercícios violentos. Recomendam-se frequentes banhos de água fria e o consumo, moderado, de pastilhas de sal ou de uma solução salina (um quarto de uma colher de chá rasa de sal dissolvido em meio litro de água fria). A alimentação deve ser leve e devem evitar-se as bebidas alcoólicas; a roupa que se veste deve ser ampla

Exaustão pelo Calor

Fadiga causada por exposição prolongada ao calor e que culmina por vezes em colapso. Este tipo de exaustão, mais vulgar quando a pessoa não está acostumada a trabalhar num ambiente ou clima quente, pode evoluir para um golpe de calor, susceptível de representar um perigo mortal para a vítima se não for tratada.

Causas
São três as principais causas de exaustão pelo calor: ingestão insuficiente de água, ingestão insuficiente de sal e produção reduzida de suor, cuja evaporação ajuda a arrefecer o corpo.

Sintomas e sinais
A exaustão pelo calor causa fadiga, fraqueza, tonturas, náuseas, agitação, dores de cabeça e, quando a perda de sal é grande, cãibras de calor nas pernas, braços, costas e abdómen. A pele apresenta-se geralmente pálida e pegajosa, a respiração torna-se rápida e superficial e o pulso é acelerado e fraco. A vítima pode ter vómitos e perder os sentidos.

Prevenção e Tratamento
É normalmente possível prevenir a exaustão pelo calor graças a uma climatização adequada.

A vítima de exaustão pelo calor deve deitar-se num local fresco e, se se mantiver consciente, sorver continuamente pequenos goles de água levemente salgada (meia colher de chá de sal dissolvido num litro de água). Se a vítima estiver inconsciente, deverá ser colocada na posição lateral de segurança até recobrar os sentidos. Logo que esteja consciente, pode começar a beber pequenos goles de água com sal.

Com o repouso e a reposição da água e do sal perdidos, a vítima de exaustão pelo calor não tarda a recompor-se. Todavia, deverá consultar um médico para obviar o risco de golpe de calor.

Golpe de Calor

Estado extremamente grave, também denominado hiperpirexia, em que a exposição prolongada a um calor intenso e a consequente desregulação dos mecanismos de controlo da temperatura do organismo resultam num perigoso aquecimento da vítima, cuja temperatura pode atingir 40ºC ou mais. Sem um tratamento de emergência, a vítima entra em coma e a morte pode estar iminente.

Causas
Na maior parte dos casos, o golpe de calor é provocado por uma prolongada exposição ao sol num clima quente. A situação agrava-se se o grau de humidade ambiente for elevado, pois deste modo o suor não pode evaporar-se para a atmosfera já saturada de humidade e o arrefecimento do corpo não se faz, portanto, de forma eficaz. O golpe de calor pode também sobrevir quando se trabalha num ambiente extremamente quente. A susceptibilidade ao calor é maior nas pessoas com problemas de pele ou das glândulas sudoríparas, nos indivíduos que estão a tomar anticolinergéticos (medicamentos que reduzem a sudação) e nos idosos de saúde débil. Alguns factores que podem contribuir para o golpe de calor são uma actividade física com grande dispêndio de energia, vestuário inadequado, alimentação excessiva e ingestão de grande quantidade de bebidas alcoólicas.

Sintomas e Sinais
O golpe de calor é muitas vezes precedido de exaustão pelo calor, com fadiga, fraqueza, tonturas e sudação abundante. Com o agravamento do estado da vítima, a transpiração diminui consideravelmente e muitas vezes cessa por completo. A pele fica quente, seca e avermelhada, a respiração torna-se superficial e o pulso é rápido e fraco.

À medida que os sintomas se agravam, a temperatura da vítima pode elevar-se a mais de 40ºC e, sem tratamento, pode perder os sentidos e corre risco de morte.

Prevenção e Tratamento
A melhor prevenção do golpe de calor consiste numa aclimatização.

A vítima de golpe de calor deve ser assistida com a máxima urgência por um médico. Enquanto tal não sucede, a vítima deve ser despida e envolta num lençol, que deve ser continuamente humedecido. Como alternativa, poderá ser arrefecida com uma esponja embebida em água fria. Em qualquer dos casos, a vítima deve ser abanada (com uma revista, por exemplo). Se estiver inconsciente, deverá ser colocada na posição lateral de segurança.

Deve prolongar-se o tratamento até a temperatura da vítima descer para 38°C ou até que o corpo dela tenha arrefecido bastante. Se a vítima estiver consciente, deverá beber pequenos goles de água levemente salgada (meia colher de chá de sal dissolvido num litro de água).

 

 

 

Porque dói?

O suicídio traduz sempre um insucesso face às dificuldades da existência, e resulta muitas vezes de um sofrimento não suficientemente valorizado. Certos comportamentos de risco ou autodestrutivos podem constituir suicídios mascarados (parassuicídios).
A taxa de suicídio é mais elevada em pessoas solteiras ou divorciadas, especialmente se vivem isoladas, com dificuldades financeiras ou doenças incapacitantes, dolorosas ou incuráveis e estão deprimidas; e em pessoas que sofrem de doenças mentais ou de perturbações de personalidade. A toxicodependência e o alcoolismo, pelos comportamentos de risco e degradação social a que estão associados, têm elevado risco de suicídio e de parassuicídio.

O que pode fazer?

A tentativa de suicídio é uma emergência médica e psiquiátrica, e a ida ao hospital impõe-se qualquer que seja a gravidade aparente do acto suicidário.
É obrigatória a avaliação por um especialista de saúde mental (de preferência, um médico psiquiatra) que possa fazer um primeiro diagnóstico do problema, enquadrá-lo no contexto familiar e social e estabelecer as suas condicionantes psiquiátricas individuais, bem como factores familiares e sociais disfuncionais predominantes, e delinear um projecto terapêutico integrado.
A primeira fase consiste em avaliar a gravidade e persistência da intenção que possa fazer um primeiro diagnóstico do problema, enquadrá-lo no contexto familiar e social e estabelecer as suas condicionantes psiquiátricas individuais, bem como factores familiares e sociais disfuncionais predominantes, e delinear um projecto terapêutico integrado.
A primeira fase consiste em avaliar a gravidade e persistência da intenção suicidária e, se necessário, medicar e internar o doente. Na segunda fase, sempre que possível, reformula-se o problema e propõem-se soluções de terapia individual (farmacológica e psicoterapêutica) e familiar ou ajuda social e comunitária.
A melhor prevenção de recidiva suicidária é uma boa avaliação médica psiquiátrica à primeira tentativa, o que obriga a recorrer a urgência hospitalar; segue-se a definição da origem do problema e adopção de soluções terapêuticas, umas urgentes e imediatas e outras a prosseguir nas semanas ou meses seguintes, envolvendo não só a pessoa em crise, mas muitas vezes também o sistema familiar, profissional e social onde se insere. Existem várias linhas telefónicas SOS importantes na prevenção do suicídio:
- Centro SOS Voz Amiga: 21 35445 15 (12-19 h) 800202669 (21-24 h)
- Linha Cidadão Idoso: 800 20 35 31 (todos os dias úteis entre as 9h00 e as 17h00)
- Linha SOS Estudante: 808 20 02 04 (todos os dias das 20h à 1h)

IDEIAS ERRADAS:

As tentativas de suicídio dos adolescentes são uma forma de chantagem.
Falso.
Qualquer tentativa de suicídio representa um risco físico e um desinteresse psicológico pela vida.

Os que falam do assunto não se suicidam.
Falso.
Falar do desejo de pôr fim à vida é em geral um pedido de ajuda que deve ser tomado a sério.

A ingestão de fármacos é a primeira causa das mortes por suicídio.
Falso.
Esse é o método mais usado nas tentativas de suicídio, mas felizmente o menos mortífero. Os suicídios consumados resultam em geral de enforcamento, uso de armas de fogo, afogamento e intoxicação por pesticidas. No nosso país, é tristemente célebre o envenenamento por 605 FORTE.

 

 

Sintomas:
- Abelha, vespa, zângão, moscardo: dor local intensa, placas vermelhas (eritema) e prurido. Se o insecto for engolido, risco de edema da glote e da laringe.
- Aranha: eventualmente necroses locais, agitação, cãibras musculares dolorosas que podem atingir os músculos respiratórios e provocar por vezes convulsões.
- Trombídeo: vermelhidão no local das picadas (localizadas no sítio onde as roupas estão justas ao corpo) e prurido muito intenso.
- Mosquito: vermelhidão no local da picada e comichão.
- Escorpião: dor ligeira no local da picada com um pequeno edema, que por vezes surge também nos gânglios satélites. O veneno dos escorpiões é tóxico, mas as quantidades injectadas são de um modo geral mínimas. Contudo, é sempre perigoso no caso de crianças com menos de 5 anos.
- Carraça: vermelhidão no local da picada e um ponto negro do tamanho da cabeça de um alfinete.

 

Pessoas mais em risco:
No período estival, qualquer pessoa.

Porque dói?
- Trombídeo: encontra-se na erva, aparece principalmente no Outono e é quase invisível a olho nu (mede 0,25 mm). Entra na pele e alimenta-se dos tecidos que a saliva liquefaz; depois, solta-se, mas a comichão permanece durante alguns dias.
- Mosquito: para alimentar os ovos, a fêmea é capaz de absorver duas vezes o seu próprio peso em sangue. A sua saliva contém histamina, que impede o sangue de coagular e que é a responsável pela comichão.
- Carraça: para se alimentar, enterra a cabeça na pele.

 

O que pode fazer?
- Picada de insecto sem gravidade: cataplasma de alho e de cebola; fricção com flores frescas de maravilha ou salsa crua. Se estiver no campo, colha três plantas diferentes e esfregue a picada com o suco delas. Se possível, retire o ferrão. Coloque um cubo de gelo sobre a picada para atenuar a dor ou lixívia a 10 %, ou ainda uma loção de vinagre e sal. Pode ainda utilizar alguns produtos comerciais.
- Trombídeo: um duche quente acalma a comichão.
- Mosquito: lave com sabão e desinfecte. Se as picadas de mosquito forem muitas ou se situarem junto à garganta ou na boca, vá ao serviço de urgências. Chupe um cubo de gelo para evitar que o inchaço aumente a ponto de impedir a respiração. - Carraça: coloque sobre a carraça um tampão de éter durante 10 minutos, depois tire-a com cuidado para retirar a cabeça. Se não sair, aproxime a ponta de um cigarro aceso: a carraça cairá.
- Para desinfectar e cicatrizar: Calendula e Ledum palustre em tintura-mãe.

Outros tratamentos:
- Para todos os insectos: Arnica montana 15CH (uma dose) e Apis mellifica 15CH (2 grânulos de 10 em 10 ou de 15 em 15 minutos).
- Abelha: Apis Vipera em 5CH de 5 em 5 minutos. Assim que começar a melhorar, aumente o intervalo.
- Trombídeo: Rumex crispus em 4CH de 5 em 5 minutos. Assim que começar a melhorar, aumente o intervalo.
- Aranha: Cedron em 5CH de 5 em 5 minutos. Assim que começar a melhorar, aumente o intervalo de tempo.

Para retirar uma carraça agarrada à pele, aproxime um cigarro aceso: a carraça cai sozinha. Não tente arrancá-la. A cabeça permaneceria cravada na pele e haveria risco de infecção.

Para matar os trombídeos alojados debaixo da pele, friccione fortemente as picadas com álcool.

- Mosquito: Culex em 4CH e Ledum palustre em SCH de 5 em 5 minutos. Assim que começar a melhorar, aumente o intervalo de tempo.
- Pulga: Pulex em 4 ou 9CH de 5 em 5 minutos. Assim que começar a melhorar, aumente o intervalo.

Que tratamentos?
Medicamentos Consoante a gravidade da reacção alérgica, prescrevem-se anti-histamínicos e, se necessário, corticóides. Se o doente entrar em estado de choque, é levado para o serviço de reanimação.
No caso de picada de uma aranha venenosa, coloca-se um garrote no membro afectado e gelo na zona da picada; procede-se depois aos tratamentos médicos.

As outras medicinas

Acupunctura
O 14º ponto do meridiano do vaso governador refresca, e o 8º ponto do meridiano do mestre do coração dispersa o calor do sangue.

Homeopatia
Prescreve-se Apis mellifica, Tarentula, Cantharis, Ledum palustre. Para aplicação local, Plantago (tintura-mãe) acelera a cicatrização (insectos, mosquito, abelha, vespa ou zângão).

Que prevenção?
Para se proteger
- Existem numerosos repelentes para aplicar sobre a pele.
- Em homeopatia, Ledum palustre SCH parece ser eficaz para evitar as picadas (3 grâulos todas as manhãs).
- Arvore-do-chá: friccione a pele com algumas folhas esmagadas e ponha-as em contacto com as suas roupas.
- Manjericão: os Indianos friccionavam a pele com folhas de manjericão para afastar os insectos.

Para afastar os insectos
- Há no mercado uma grande variedade de repelentes (aerossóis, combustão lenta, difusores).
- Melissa: existe sob a forma de velas. Não use óleo de melissa puro: pode irritar a pele.

Atenção!!! Reacções alérgicas
A gravidade destas reacções depende do local e número das picadas e da sensibilidade da pessoa: urticária generalizada, com indisposição, vertigens, náuseas, vómitos e dores abdominais ou urticária com edema de Quincke (inchaço das mucosas com risco de asfixia: dirija-se ao serviço de Urgências).
Se já teve reacção a uma picada, tenha sempre consigo um tratamento de urgência, pois a reincidência provoca uma reacção ainda mais grave.

Aranhas venenosas na Europa A viúva-negra (Latrodectus mactans tredecimguttatus), cuja picada causa paragem respiratória, existe na região mediterrânica, incluindo algumas zonas de Portugal. Esta pequena aranha reconhece-se pelas suas pernas muito compridas e por 13 pontos vermelho-claros no abdómen.

 

 

Sintomas:

Dor violenta na parte externa do cotovelo, que se agrava com o passar do tempo, podendo impedir o fechar da mão, o abrir de uma porta ou mesmo o levantar de um copo de água. A dor aumenta de noite e pode impedir o sono. É muito intensa quando se tenta virar a palma da mão para cima (em supinação).

Pessoas mais em risco:

Operários ou desportistas que fazem movimentos repetidos de pronação e supinação (apertar e desapertar parafusos, jogar ténis).

Porque dói?

A dor corresponde a uma inflamação dos tendões que se inserem no epicôndilo, quer dizer, ao nível da parte externa do cotovelo. As fibras tendinosas são relativamente numerosas ao nível do côndilo ósseo.

O que pode fazer?

- Pare imediatamente o movimento em causa.
- Aplique um saco de gelo envolvido num pano sobre o cotovelo.
- Consulte--o médico o mais rapidamente possível, pois a dor pode tornar-se crónica.

 

 

QUE TRATAMENTOS?

Medicamentos

O tratamento é o utilizado para a tendinite.
- Prescrição de anti-inflamatórios orais.
- Aplicação de gelo e depois uma pomada anti-inflamatória para promover a vasodilatação, isto é, a dilatação dos vasos cutâneos responsáveis pela vermelhidão da zona (3 vezes por dia).
- Cinesiterapia anti-inflamatória (12 a 20 sessões) por ionização de substâncias medicamentosas através de um campo eléctrico e ultra-sons.
Nunca se fazem infiltrações, pois existe o risco de fragilizar o tendão e promover uma necrose local.

As outras medicinas

Acupunctura
Eficaz em crise aguda e como prevenção se forem respeitadas as instruções. Se a dor for recente, a sua resolução pode ser rápida.

Auriculoterapia
Obtêm-se melhoras com 1 a 3 sessões.

Mesoterapia
Injecções intradérmicas de uma mistura de procaína com um vasodilatador e um anti-inflamatório não esteróide diluído ao nível do epicôndilo e das cervicais C5 e C6.

Que prevenção?

Recomenda-se a modificação do movimento desportivo (no ténis) ou do gesto profissional, mudança de equipamento (colher de pedreiro ou martelo para profissionais da construção, da raqueta e das bolas para os desportistas) e, eventualmente, a utilização de uma manga elástica que se usa no antebraço até abaixo do cotovelo.

 

 

Sintomas
Dor violenta de instalação súbita, que começa à volta do olho e se propaga rapidamente para a têmpora, podendo afectar toda a metade do rasto. Sensação de queimadura ou de que um lado do rosto (sempre o mesmo) está a ser arrancado, que afecta a têmpora, o olho, a bochecha, o maxilar e os dentes, acompanhada por vezes de lacrimejo, de um olho vermelho, de sensação de narina entupida do mesmo lado e de náuseas.

A dor pode irradiar até ao pescoço e a nuca e surge por acessos, com um início progressivo. Aparece com frequência de noite, atinge o ponto máximo após 5 minutos e tem recrudescências insuportáveis. O acesso dura de 15 minutos a 2 ou 3 horas e desaparece tão rapidamente como apareceu, mas pode repetir-se durante vários dias seguidos à mesma hora. Este período de dores pode prolongar-se 1 a 2 meses, sobretudo na Primavera e no Outono (em média, 2 períodos de crise por ano).

Pessoas mais em risco
Doença rara que afecta mais os homens entre os 20 e os 50 anos.

Porque dói?
A dor pode dever-se a uma alteração transitória do calibre dos vasos sanguíneos que vascularizam a face (mecanismo mal conhecido, possivelmente comparável ao da enxaqueca). Pode também afectar uma pessoa que tenha sofrido de enxaquecas no passado. O frio ou o calor e o stress são factores desencadeantes, sobretudo em período de crise.

O que pode fazer?
+ Se a situação não é grave, um antálgico normal (aspirina, paracetamol) pode ser suficiente. Durante os períodos de crise, tome antiálgicos de 4 em 4 horas se a dor não ceder, mas não ultrapasse um total de 3 g/ dia.
+ Aplique um saco de gelo sobre o rosto ou, se preferir, ar quente com o secador de cabelo.
+ Se isto não resultar, consulte o médico.

Que tratamentos?

Medicamentos
+ No momento da crise aguda, o médico pode prescrever anti-inflamatórios: ergotamina por via oral, rectal ou nasal ou uma injecção subcutânea de sumatriptano. Inalar oxigénio puro (7 a 10 l/min.) pode ajudar a aliviar a dor.
+ O médico pode também prescrever um tratamento de fundo com os derivados de cravagem de centeio, betabloqueantes, inibidores cálcicos ou sumatriptano. Este novo medicamento, se for bem tolerado, é o mais indicado para tratamento de fundo.

Cirurgia
As técnicas de infi1trações com álcool ou de termocoagulação não têm qualquer interesse.

As outras medicinas

Acupunctura
Pode ser muito útil no tratamento da dor.

Auriculoterapia
O tratamento alivia as dores intensas. Podem ser necessários vários tratamentos, e muitas vezes tratamentos de manutenção, o que permite a regressão da doença.

Homeopatia
Podem utilizar-se os mesmos remédios que no caso de uma nevralgia do trigémeo, dando preferência ao Aconitum, Belladonna, Glonoinum, Lachesis e Sanguinaria.

Osteopatia
Salvo contra-indicação médica, podem obter-se acções reflexas pela manipulação dos segmentos occiput – 1.ª vértebra cervical (Cl), C2-C3, C4-C5, C7 -D 1 1.ª costela. A técnica crânio-sacral (mobilização do temporal, da cavidade bucal) tem bons resultados.

Que prevenção?

Evite consumir álcool sob qualquer forma, pois é o factor que desencadeia as crises em 70% dos casos.

Atenção – Não à automedicação!
Todos os medicamentos prescritos produzem efeitos adversos que podem implicar perturbações de maior ou menor gravidade. Cumpra rigorosamente a posologia e a duração do tratamento.

 

 

Sintomas

Isolados ou em associação: pontada aguda nas costelas, sensação de sufocação e angústia e mesmo, por vezes, sensação de morte iminente, expectoração com sangue escuro e sinais clínicos de tromboflebite na perna.

Pessoas mais em risco

Pessoas com tromboflebite ou que tenham sido operadas e fiquem muito tempo acamadas; mulheres que tomem contraceptivos orais e fumem.

Porque dói?

A embolia pulmonar é uma oclusão da artéria pulmonar por um embolo, em geral um coágulo de sangue formado numa veia da perna ou da bacia em resultado de uma trombose das veias profundas. É uma situação grave, potencialmente fatal. A dor é devida à inflamação da pleura, resultante da lesão pulmonar causada pela embolia. Quanto mais obstruída estiver a circulação sanguínea pulmonar, maior é a falta de ar.

O que pode fazer?

Obtenha assistência médica urgente.

Que tratamentos?

Medicamentos
O diagnostico deve ser confirmado, e o tratamento, administrado urgentemente.

Que prevenção?

Tratamento preventivo em todas as situações de risco. Em viagens de avião, levante-se e use meias de descanso.

 

 

 

Sintomas:

Dificuldades respiratórias (dispneia) repentinas, com tosse e expectoração abundante com espuma.

Pessoas mais em risco:

Sobretudo pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca esquerda (crises de hipertensão arterial, insuficiência coronária aguda, alterações do ritmo cardíaco ...). Mais raramente, pessoas com infecções graves, que absorveram produtos tóxicos (herbicidas, por exemplo) ou pessoas em coma que inalaram conteúdo ácido do estômago. Caso particular: edema pulmonar de altitude, na montanha ou num avião, potencialmente grave em altitudes elevadas: não se conhece factor previsível.

Porque dói?

No edema pulmonar, os alvéolos pulmonares enchem-se de líquido. Distinguem-se duas causas principais.

+ Edema cardiogénico (o mais frequente): é de origem hemodinâmica, ligado à insuficiência cardíaca.

+ Edema por lesão: inicialmente, uma doença pulmonar, com lesão da barreira alvéolo-capilar, que torna o pulmão anormalmente poroso.

O que pode fazer?

Trata-se de uma gravíssima emergência médica: chame o INEM (112).

Que tratamentos?

+ Edema cardiogénico: é uma emergência médica. O tratamento associa oxigenoterapia de forte débito, diuréticos intravenosos de acção rápida e tratamento com vasodilatador intravenoso. O tratamento é ajustado em função de mecanismo causal.

+ Edema por lesão: o tratamento é muitas vezes difícil e faz-se em serviço de cuidados intensivos.

+ Edema pulmonar de altitude: é preciso organizar uma descida de urgência e consultar um médico.

Que prevenção?

+ Edema cardiogénico: em caso de doença cardíaca, cumpra rigorosamente o tratamento e, se necessário, faça um regime alimentar com pouco sal.

+ Edema pulmonar de altitude: evite subir a grandes altitudes sem preparação prévia. Esteja atento aos sinais precursores: cefaleias, insónias e sensação de mal-estar. Nesse caso, considere a hipótese de descer para zonas de menor altitude.

 

 

Porque dói?
A agressão implica quase sempre dor física, mas é mais prevalente a dor moral, uma mistura de sentimentos dolorosos de insegurança, violentação, humilhação, revolta e impotência que se traduzem, em regra, por crises de choro, hipersensibilidade, sentimento geral de insegurança e angústia; outras vezes, a pessoa agredida fica como que bloqueada, incapaz de exprimir ou partilhar o que sente, revelando apenas um cansaço extremo. São frequentes as insónias, os pesadelos, as náuseas e os vómitos, os tremores, a sudação e as cefaleias.

O aparecimento de sintomas psicopatológicos e a sua persistência para além do esperado ou a evolução para uma situação psiquiátrica crónica (perturbação de stress pós-traumático) dependem de vários factores. Uns têm que ver com as circunstâncias da agressão (violência do acto, perigo real de morte, agressão repetida, marcas corporais), outros com a personalidade da vítima. Os homens mais jovens têm maior vulnerabilidade que as mulheres para reacções de má adaptação psicológica a uma agressão.

O que pode fazer?
Evite todas as situações de risco. É indispensável que, tão cedo quanto possível, se rodeie do calor e do amparo das pessoas que o conhecem e estimam. Fale sobre o que sente e conte aquilo por que passou.

Medicamentos
Na fase aguda, os tranquilizantes prescritos pelo médico são altamente recomendados para aliviar o sofrimento. Se se instala uma reacção mal adaptativa,com sintomas de grande sofrimento psicológico, incapacidade de ultrapassar o trauma e retomar as rotinas e persistência de sintomas apesar da medicação, procure com urgência apoio psiquiátrico especializado.

Onde encontrar ajuda?
Há várias linhas 50S disponíveis para aconselhamento imediato e orientação médica, policial ou jurídica.
- APAV (Associação Portuguesa de Apoio à Vítima).
- Criança maltratada (Projecto de Apoio à Criança e à Família). .
- S0S Criança.
- S0S Mulher (informação, apoio e encaminhamento a mulheres em situação problemática).
- Comissão para a Igualdade e os Direitos das Mulheres - serviço de informação às mulheres vítimas de violência.
- S0S: 112 - Número Nacional de Socorro.

Em situações de má evolução psicológica secundária a um trauma ou agressão, deverá procurar ajuda psiquiátrica no centro de saúde mental ou hospital psiquiátrico da sua área de residência.


As outras medicinas
Acupunctura
Segundo a medicina chinesa, o medo enfraquece a energia do rim, o que pode repercutir-se na energia do coração. Pode também provocar um vazio de energia do fígado e da vesícula biliar. A acupunctura regulariza o equilíbrio destas energias.

Flores de Bach
Logo que possível, tome 4 gotas do remédio de emergência por via sublingual; repita se necessário.

 

 

Sintomas
- Dor no meio do peito ou mais à esquerda, na região do coração. Aumenta com a tosse, pode variar quando se muda de posição e muitas vezes é acompanhada de falta de ar. Por vezes, não causa sintomas. Para o diagnóstico, o exame decisivo é a ecografia cardíaca.

Pessoas mais em risco
- Nenhuma predisposição particular. Raramente, pessoas com insuficiência da tiróide, certas doenças infecciosas ou inflamatórias. Por vezes, pessoas recentemente operadas ao coração ou após radioterapia torácica.

Porque dói?
- Os folhetos do pericárdio são sede de inflamação,e a dor é causada pelo deslizar de um sobre o outro.

O que pode Fazer?
- Consulte rapidamente um cardiologista e evite mexer-se demasiado.

Que tratamentos?
- Hospitalização e medicamentos
- Impõe-se uma curta hospitalização para exames e início do tratamento: em geral, aspirina nas pericardites agudas benignas, as mais frequentes.
- O repouso é indispensável durante várias semanas, pois há risco de recidiva antes da cura total.

As outras medicinas
Homeopatia
- Em complemento do tratamento convencional, Apis e Bryonia.

 

 

Sintomas
Caroço no seio à palpação. Existem duas espécies de tumores benignos: os quistos e os fibroadenomas. O quisto é doloroso.
 

Pessoas mais em risco
Quisto: faz parte do quadro da tensão mamária
Fibroadenoma: as mulheres, da adolescência aos 40 anos.
 

Porque dói?
Quisto: tumor líquido, que frequentemente aumenta antes da menstruação. O líquido do quisto está sob pressão, razão da dor.
Fibroadenoma: tumor sólido que não varia no ciclo, indolor, mole e móvel. Nunca resulta em cancro.


O que pode Fazer?
Palpe os seus seios regularmente (uma vez por mês, depois da menstruação): se descobrir a menor alteração, consulte um médico.
 

Que tratamentos?
O médico manda fazer exames.
Quisto: uma punção com agulha permite confirmar o diagnóstico e esvaziar o quisto.
Fibroadenoma: quando não é muito incomodativo, o tratamento com progesterona pode fazê-lo diminuir. Um tratamento mais intenso, associando antiestrogénios e progesterona de síntese, poderá fazê-lo desaparecer. Se um fibroadenoma causar muito incómodo, poderá ser removido cirurgicamente.


 

Auto-exame dos seios
Coloque-se em frente de um espelho e palpe os seios com os dedos: o seio direito com a mão esquerda, e vice-versa. Tenha atenção a tumefacções, retracção do mamilo, área de pele com retracção e!ou enrugada sobre uma tumefacção. Podem ocorrer modificações no decurso do ciclo.

 

 
Porque dói?
A toxicodependência é um fenómeno social e uma doença e, como tal, deve ser tratada. Atinge os jovens, mais os rapazes do que as raparigas, e é mais prevalente nos meios urbanos do que nos rurais.

Muitos toxicodependentes não se encontram inseridos no mundo do trabalho e o seu sofrimento é real e intenso. A maior parte das drogas, em especial os opiáceos, cria dependência psicológica e física, e o toxicodependente só se sente bem sob o efeito do produto.

Privado da droga, pode ter sintomas de abstinência física muito dolorosos, que ele procura evitar a todo o custo assegurando o consumo da droga, para além de um sentimento de angústia e desespero incontroláveis.
 
O que pode fazer?
A própria situação de dependência física e a fragilidade psicológica associada em geral inviabilizam a auto-responsabilização e a colaboração do doente na 1ª fase do tratamento da abstinência; assim, em regra, este é feito em regime de internamente ou em casa, mas com estreita colaboração da família e a vigilância apertada do médico assistente. O tratamento tem duas fases:
- O desmame, ou desintoxicação. leva cerca de uma semana e consiste na supressão definitiva do produto sob controle médico, eventualmente com produtos de substituição (que têm propriedades idênticas sem os efeitos psicológicos nefastos); o tratamento medicamentoso do desmame dos opiáceos (morfina, heroína, metadona) destina-se a reduzir ou eliminar os sintomas da síndroma de abstinência.
- Acompanhamento psicoterapêutico prolongado (as recaídas são frequentes, quase inevitáveis, antes de se alcançar um equilíbrio).
 
Na hospitalização de urgência por doença ou acidente, podem surgir duas situações:
- Toxicodependente em fase activa de consumo (por exemplo, de heroína) - não se inicia o desmame, faz-se apenas a substituição transitória da heroína por outro opiáceo, geralmente a morfina.
- Toxicodependente a tomar antagonistas - durante a hospitalização, é fornecido um antagonista hospitalar equivalente (metadona) na mesma dose.
 
Informe-se junto do seu médico de família, centro de saúde ou centro de saúde mental ou unidade psiquiátrica mais próxima; os CAT (centros de atendimento em toxicodependência) oferecem informação, avaliação e programas terapêuticos (procure o da sua área de residência).
 
Para informação imediata, contacte:
Linha Vida - SOS Drogas - 1414 (dias úteis: 10-24h)
Famílias Anónimas - 21 453 8709
Narcóticos Anónimos - 80020 30 13
Alcoólicos Anónimos - 21 716 29 69.
 
 
 
É um pequeno osso formado por várias vértebras pequenas soldadas entre si e termina em ponta. Uma queda sobre as nádegas pode provocar uma fractura do cóccix, que é muito dolorosa.

 
Sintomas
Após uma queda sobre as nádegas num solo duro, dor imediata, localizada mesmo acima do ânus.
O diagnóstico é radiológico.

Pessoas mais em risco
Qualquer pessoa (sedentária, ao escorregar na rua, idosos ao sentarem-se fora da cadeira, ginasta de alta competição ao cair no solo, etc.).
 
Porque dói?
O cóccix é constituído por vértebras vestigiais (o que resta da nossa cauda de primatas) situadas a seguir ao sacro. Não tem qualquer função ou utilidade. Apesar disso, está envolto em numerosos ligamentos bastante inervados. A dor é o reflexo do esmagamento das estruturas dos ligamentos locais e da fractura propriamente dita.
 
O que pode fazer?
Deite-se de barriga para baixo, coloque gelo sobre o cóccix e em seguida aplique uma pomada anti-inflamatória sem massajar.
 
Que tratamentos?
Medicamentos
Não existe tratamento local, a não ser a utilização de uma almofada circular (tipo bóia) para se sentar. O único tratamento é antálgico.
 
As outras medicinas
Homeopatia
Para aliviar a dor, é útil dar rapidamente ao doente remédios para fracturas - Arnica, Ruta qraveolens e Hypericum.
Osteopatia
Dá alguma ajuda.
 
Que prevenção?
Não existe nenhum meio de prevenir uma eventual queda. Durante o tratamento antálgico, a utilização de almofadas circulares (tipo bóia) pode permitir uma vida praticamente normal.

 

 
Os especialistas já sabiam que ele ajuda a proteger o organismo contra doenças do coração. Mas um estudo recente, baseado em 24 outros estudos, mostra que, quanto maior o seu nível de HDL, menor será o risco de ter cancro. Os investigadores não têm a certeza de que o HDL, por si só, afaste a doença, uma vez que níveis elevados de HDL podem resultar de um estilo de vida que reduza o risco de alguma outra forma. Mas, apesar disso, não há problema em aumentar os seus níveis e há muitos benefícios.
 
Para aumentar o colesterol HDL
>> Faça regularmente exercícios aeróbicos.
>> Mantenha um peso saudável.
>> Inclua ácidos gordos na sua dieta, como o ómega-3. (Peixe é a melhor fonte.)
>> Beba com moderação (álcool com moderação aumenta o HDL).
>> Se fuma, pare.
 
 
 
 
Sintomas
Depois de uma pancada directa (em geral sobre o dorso do punho) ou uma queda sobre a palma da mão (com o punho em extensão); a dor varia do incómodo passageiro à incapacidade funcional total (a vítima segura o punho com a outra mão). Tumefacção mais ou menos acentuada, sobretudo visível sobre o dorso do punho.
 
 
Pessoas mais em risco
Mulheres idosas com osteoporose (após uma queda sem gravidade), ciclistas e pessoas que praticam desportos como o judo ou a equitação.
 
 
Porque dói?
A fractura pode afectar qualquer um dos 15 ossos do punho. A dor varia em função do osso ou da parte do osso fracturados: quanto maior for o número de terminações nervosas, mais intensa será a dor.
 
 
O que pode fazer?
Aplique gelo rapidamente no punho durante 15 a 20 minutos.
Imobilize-o com uma tala improvisada que acompanhe o antebraço e a mão.
 
 
Que tratamentos?
Ortopedia e cirurgia
Segundo o caso, o tratamento é ortopédico (uma tala ou gesso durante vários meses) ou cirúrgico.
Cinesiterapia
Em ambos os casos, prescreve-se uma reabilitação cinesiterapêutica prolongada para reforçar os músculos do antebraço e recuperação da fisiologia do punho. Para evitar a dor no começo da cinesiterapia, podem tomar-se antálgicos.
 
 
As outras medicinas
Fisioterapia
Cavalinha em decocção e alfalfa (para lhes estimular a eficácia) asseguram a remineralização.
Homeopatia
Antica e Sgmphytum silo os dois principais remédios: promovem a recuperação do osso e dos tecidos que
o envolvem.

 

 
Sintomas
Litíase vesicular: em geral, não dá sintomas e só se descobre numa ecografia ou radiografia. Por vezes, cólica hepática: dores intensas (espasmos) na zona superior direita do abdómen, que irradiam até à omoplata direita, por vezes com bloqueio da respiração, náuseas e vómitos. A crise dura algumas horas. Sem febre, no caso de uma cólica simples.
Colangite: cólica hepática, seguida de febre e icterícia.
Colecistite aguda: dores continuas na zona superior direita do abdómen, acompanhadas de febre e que se agravam ao toque.
 
 
Pessoas mais em risco
Em particular, as pessoas mais velhas (cerca de 20% aos 60 anos). Antes dos 60 anos, afecta sobretudo as mulheres. Nas crianças, é uma situação excepcional.
 
 
Porque dói?
Litíase vesicular: os cálculos (constituídos por uma mistura de colesterol, pigmentos biliares e cálcio) formam-se na vesícula biliar. A sua natureza, o seu tamanho e o seu número variam. A dor de uma cólica hepática deve-se à migração de um cálculo da vesícula para o colédoco, o que cria uma pressão intensa nos canais biliares.
Colangite: um cálculo bloqueado no colédoco impede o escoamento da bílis e provoca uma distensão dolorosa; as bactérias proliferam, criando inflamação, o que aumenta a dor.
Colecistite: os cálculos vesiculares criam lesões na parede da vesícula e evoluem, por vezes, para uma inflamação aguda, formando um abcesso vesicular (colecistite aguda). Noutros casos, a doença evolui para uma forma crónica, com dores atenuadas, e a vesícula atrofia-se. A longo prazo e em casos muito raros, poderá ocorrer cancro da vesícula.
 
 
O que pode fazer?
Consulte o médico, pois a angliocolite e a colecistite são situações que justificam hospitalização.
 
 
Que tratamentos?
Medicamentos
Litíase vesicular: dada a sua frequência e a reduzida taxa de complicações, trata-se apenas se houver sintomas significativos ou complicações. Nestes casos, retira-se a vesícula (colecistectomia] pelo processo cirúrgico clássico (com abertura do abdómen) ou por celioscopia (pequenas incisões que permitem a introdução de pequenas pinças). Este último método permite um pós-operatório mais curto, mas nem sempre pode ser utilizado.
Colangíte: administração de doses fortes de antibióticos por via intravenosa no hospital. Em seguida, por cirurgia clássica, celioscopia ou endoscopia retrógrada retiram-se os cálculos que estão a bloquear os canais.
 
 
 
Sintomas
Dores abdominais na parte inferior do abdómen, acompanhadas, nos casos graves, de febre, vómitos e contractura da parede abdominal.
 
 
Pessoas mais em risco
20 a 50% da população ocidental com mais de 50 anos. A frequência aumenta com a idade.
 
 
Porque dói?
Os divertículos são hérnias da parede do cólon que comunicam com o interior do intestino através de uma abertura mais ou menos larga. Os divertículos surgem principalmente  ao nível do cólon sigmoide, na parte esquerda do abdómen, e o seu aparecimento está relacionado com perturbações da motilidade do cólon.

O conteúdo dos diverticulos pode infectar-se e desencadear uma inflamação (responsável pelas dores) ou verdadeiros abcessos localizados ou que se estendem à cavidade peritoneal (as dores são então associadas à irritação do peritoneu). Esta complicação da doença diverticular, embora rara, deve ser tratada num serviço de urgências.
 
 
O que pode fazer?
Adopte um regime alimentar pobre em resíduos (à base de caldos, grelhados, peixe, queijo e lacticínios, massas e arroz).
Se tiver dores fora do habitual, consulte o médico. Enquanto espera pela consulta, evite comer e beba água não gaseificada.
 
 
Que tratamentos?
Medicamentos
Se não tiver febre ou vómitos, o médico prescreve antiespasmódicos. bem como anti-sépticos intestinais.
No caso de vómitos e febre, é aconselhável a hospitalização para que sejam efectuados diversos exames e estabelecido um tratamento que combine repouso intestinal, antibióticos e re-hidratação.
Cirurgia
No caso de complicações graves, a operação cirúrgica é por vezes necessária.
 
 
 
 
Sintomas
Tumores benignos: indolores e assintomáticos (raramente se encontra sangue nas fezes), os pólipos são descobertos por ocasião de um exame endoscópico.
Tumores malignos: num estado avançado da doença, dores abdominais espasmódicas ou espasmo anal (falsa vontade), vómitos, distensão abdominal significativa, obstrução intestinal.
 
 
Pessoas mais em risco
OS tumores benignos são mais frequentes com a idade: 10% da população de 40 anos e mais de 1 pessoa em 3 após os 50 anos. O aparecimento dos tumores é favorecido por factores hereditários. 25% dos centros do cólon e do recto são hereditários.
 

Porque dói?
Tumores benignos: passam despercebidos porque não são dolorosos. São pólipos que sobressaem no cólon ou no recto (70% surgem no cólon sigmóide ou no recto). Alguns tipos de pólipos transformam-se em cancros 80 fim de alguns anos.
Tumores malignos: quando o seu volume se torna um obstáculo para o transito intestinal (fala-se de estenose do cólon, quer dizer, estreitamento do cólon), surgem as dores, que são provocadas pela distensão mecânica e os esforços espasmódicos para ultrapassar o obstáculo.
 
 
O que pode fazer?
Esteja atento à presença de vestígios de sangue nas fezes e a sintomas de prisão de ventre recente. Trate quaisquer problemas de hemorróidas que surjam e as lesões anais.
A partir dos 45-50 anos, sobretudo se na sua família houver casos de tumores do cólon ou do recto, consulte um especialista urna vez por ano a fim de ser observado.
 
 
Que tratamentos?
Os pólipos são diagnosticados através de uma colonoscopia,  que frequentemente permite também retira-los sem ser necessário recorrer a urna cirurgia.
Este exame é aconselhável sempre que existir um risco hereditário (familiares próximos afectados por cancro do cólon ou pólipos), uma vez que actualmente este é o único meio de evitar o aparecimento do cancro do cólon.
O despiste deste tipo de cancros também é feito através de um teste químico que detecta sangue oculto nas fezes.
 
 
Cirurgia
Os cancros do cólon que causam estenose requerem uma intervenção cirúrgica urgente para evitar a obstrução total.

 
Que prevenção?
Os tumores do cólon são menos frequentes nas pessoas que fazem uma alimentação rica em legumes, alimentos crus, frutos e cereais e pobre em gorduras animais (sobretudo em carnes vermelhas).
Tomar aspirina (100 mg/dia) tem um efeito preventivo
. A partir dos 45-50 anos, fazer regularmente um exame colonoscópico permite tratar os pólipos e vigiar o estado da mucosa intestinal.

 

 

 
Sintomas
Devido ao aumento do volume do tumor:
Dores nos ossos
: permanentes, profundas, bem localizadas e podendo intensificar-se à noite. Aumentam rapidamente de intensidade em algumas semanas. Por vezes, contracturas musculares associadas. Frequentes na parte inferior da coluna vertebral (coluna lombar), mas também no cimo da coluna vertebral (coluna cervical), na bacia, na coxa (fémur) e na base do crânio.

Dores nos nervos: no trajecto does) nervo(s) comprimido(s), sensação de queimadura permanente, por vezes picos dolorosos como choques eléctricos. Dores devido à invasão do plexo braquial por um cancro no topo do pulmão: surdas, no ombro ou na omoplata. Irradiam depois para o braço, sendo então acompanhadas de formigueiro nos dedos.

Dores devido à invasão do plexo lombar por um cancro do cólon, do útero ou da próstata: assemelham-se à ciática ou à cruralgia. Por vezes, ardor no períneo (região entre os órgãos genitais e o ânus). Dificuldades progressivas de retenção da urinas ou das fezes.

Dores no abdómen: dores continuas ou evoluindo por paroxismos (crises mais dolorosas). Quando o tumor se desenvolve no figa do ou no pâncreas, as dores surgem tardiamente, pois só a cápsula que envolve o órgão é sensível à dor. São dores permanentes e profundas, que não se localizam necessariamente no órgão comprimido: no caso do pâncreas, por exemplo, dores intensas e surdas nas costas, entre as regiões dorsal  e lombar.
 
Devido a tratamentos:
Neuropatias
, puramente sensitivas ou sensitivo-motoras. Dores com sensações de entorpecimento ou mesmo de paralisia.
Zona, com alguns tipos de quimioterapia: dores intensas de tipo queimadura e prurido quando as vesículas surgem e após o seu desaparecimento.
Mucite, 2 a 3 semanas depois da utilização da bleomicina, do merotrexato ou do 5-fluorouracilo; ulcerações na região da boca ou do ânus.
Fracturas espontâneas, isto é, sem traumatismo inicial, que podem ocorrer durante o tratamento quimioterapêutico de algumas leucemias com fortes doses de corticosteróides.
 

Pessoas mais em risco
Cancro: mulheres ou homens
. O tabaco e o amianto podem favorecer o aparecimento de cancros. Existem também factores genéticos. Os cancros são mais frequentes com a idade. Dores ligadas aos tratamentos: não existem factores de predisposição.
 
 
Porque dói?
As dores nas doenças cancerosas têm múltiplas causas
. Em 70% dos casos, são dores de origem óssea ou devem-se à invasão pelo cancro de um plexo nervoso (agrupamento de nervos numa dada região) ou de órgãos, como o estômago, o cólon, ureteres.

Em 20 % dos casos, as dores são consequência dos tratamentos da doença. Apenas 3 a 10% dos doentes cancerosos sofrem de dores sem relação com o cancro ou o seu tratamento. Podem então ser afectados por osteoporose, por nevralgias benignas, por lombalgias, etc.

A dor deve-se à estimulação de receptores especializados no tratamento da informação dolorosa. Estes receptores estão situados na parede dos órgãos e só são estimulados quando o tumor atinge um tamanho significativo. Assim, a dor é um sinal muitas vezes tardio da existência do cancro, mas depois de instalada é difícil de tratar. Os tumores de pequenas dimensões são em geral indolores.

A mucite provoca a ulceração da mucosa da língua, tornando doloroso o contacto com os alimentos e a saliva.
 
 
O que pode fazer?
Em caso de boca seca e náuseas: beber coca-cola favorece a salivação e inibe os vómitos
.
Fale imediatamente com o seu medico se houver dor, fadiga e perda de apetite. Entretanto, tome os antálgicos habituais. Informe o seu medico assistente e o seu oncologista sobre as dores que se verificam durance o tratamento.
 
 
Que tratamentos?
Medicamentos

O clínico geral ou o oncologista prescrevem morfina para atenuar as dores, podendo associar-lhe anti-inflamatórios ou corticosteróides. As mucites são tratadas por meio de bochechos com uma mistura de anestésicos locais, bicarbonato e antifúngicos. O tratamento das neuropatias consiste numa associação de antálgicos, anti-inflamatórios e/ou antidepressivos e antiepilépticos. As dores da zona tratam-se com antivirais e antálgicos potentes.
 
Cirurgia
Para retirar o tumor ou tratar as fracturas espontâneas.

Quimioterapia e radioterapia
São utilizadas, isoladamente ou em complemento da cirurgia, para tratar o tumor e as metástases ou evitar as recidivas.
 
 
As outras medicinas
Acupunctura

Associada aos tratamentos habituais (cirurgia, radioterapia e quimioterapia), ajuda a atenuar as dores e a suportar melhor os efeitos secundários da quimioterapia, principalmente os vómitos.
 
 
 
 

São formas vulgares desta inflamação a dermite de contacto (reacção a uma substância em contacto com a pele) e a dermite atópica, ou eczema, associada a alergias como asma e febre-dos-fenos.

Diagnóstico e exames complementares

Antes de fazer um diagnóstico de dermite, o médico regista a história completa do doente e informa-se acerca de alergias conhecidas, dieta, medicamentos, estilo de vida, viagens recentes, condições de trabalho e fontes de stress. Todas as preparações utilizadas normalmente sobre a pele, como cosméticos, desodorizantes, loções para depois da barba e águas-de-colónia, também são analisadas.

Em seguida, o médico fará um exame da pele de todo o corpo, incluindo o couro cabeludo e unhas das mãos e dos pés, e pode pedir alguns testes, entre os quais culturas bacterianas, biopsia da pele e testes para identificação de alergias cutâneas. Algumas áreas da pele podem ser examinadas com luz ultravioleta para detectar possíveis infecções fúngicas. Se os sintomas de dermite forem graves, pode ser necessário enviar o doente a um dermatologista (especialista da pele).

Tratamentos médicos

O tratamento depende do diagnóstico. Pode ser receitado um creme ou pomada à base de cortisona para aliviar o prurido e a dor e, em casos especialmente graves, um tratamento limitado com corticosteróides por via oral. Existem à venda pós, sabonetes, loções, cremes e pomadas de venda livre para aliviar o prurido e as gretas da pele. Muitos médicos recomendam loção de calamina para crises de dermite ligeira. As infecções secundárias provocadas pelo coçar podem ter que ser tratadas com antibióticos orais ou tópicos.

Medicinas alternativas

Aromaterapia

Massagens do corpo com óleos aromáticos calmantes, como rosa, salva-esclareia ou hortelã-pimenta, que aliviam o prurido e promovem o relaxamento, podem ser úteis no caso de dermite relacionada com o stress.

Fitoterapia

O sumo de aloés é um calmante para algumas erupções e inflamações cutâneas. A morugem-vulgar, utilizada como unguento, creme ou óleo adicionado à água do banho, alivia o prurido e estimula a cicatrização. Outros remédios à base de plantas para a dermite incluem loções ou unguentos de consolda-maior, pau-d’arco, urtiga, trevo-violeta, hamamélia e sabugueiro.

Hidroterapia

Adicionar bicarbonato de sódio à água do banho pode ajudar a aliviar o prurido.

Terapia pela nutrição

Alguns terapeutas recomendam comprimidos de bodelha, bem como suplementos de vitaminas do complexo B, vitamina E e zinco. Os nutricionistas conseguem muitas vezes identificar as deficiências dietéticas e alergias alimentares que provocam dermite, como é frequentemente o caso do glúten. Para determinar se os seus problemas alérgicos estão relacionados com o glúten, elimine o trigo, o centeio, a aveia e a cevada da alimentação durante seis semanas e veja se a situação melhora.

Técnicas de relaxamento

Muita formas de dermite, sobretudo eczema e a urticária, são desencadeadas pelo stress. A aprendizagem de técnicas de biofeedback exercícios respiratórios e meditação, bem como o aconselhamento sobre modificação do comportamento, podem ser formas eficazes de ultrapassa muitos problemas de pele frequentemente exacerbados por factores emocionais.

Tratamento em casa

Os cremes antipruriginosos de venda livre, os cremes à base de cortisona também de venda livre ou remédios caseiros, como os descritos a seguir, são em geral eficazes para tratar a dermite. Se o problema, sobretudo um erupção, não melhorar ou se agravar ao fim de alguns dias consulte um dermatologista.

Tente determinar a causa do problema e evite-a sempre que possível. Certos alimentos, bijutaria, cosméticos, sabonetes e detergentes são causas vulgares de dermite. Em qualquer caso proteja a pele de substâncias químicas que possam agravar a dermite já existente ou desencadear novos surtos.

Tente não coçar para não agravar a inflamação. Use um sabonete suave sem medicamentos incorporados e água morna para evitar que a pele, privada do óleo necessário, fique muito seca. Tome banho ou duche em dias alternados, sobretudo no Inverno. Use água morna em vez de quente e aplique um hidratante não-irritante com a pele ainda húmida.