Conselhos Saudáveis 4

 

 

Sintomas:
Acessos de febre alta com arrepios. Taquicardia (frequência cardíaca aumentada), suores, dores de cabeça violentas. Por vezes, perturbações da visão, dores musculares, corrimento nasal. Fadiga intensa ou mesmo prostração. Sem complicações, dura de 3 a 4 dias.

Porque dói?
A gripe é uma doença viral contagiosa, epidémica, devido a um vírus do qual se conhecem três tipos (A, B e C) e vários subtipos. Os sintomas manifestam-se após 2 a 5 dias de incubação. As dores musculares e das articulações, assim como as dores de cabeça, estão associadas à febre alta.

O que pode fazer?
- Deve ficar de cama.
- Alivie as dores sem fazer descer bruscamente a febre: a partir dos 39ºC, a febre inibe o desenvolvimento dos vírus, por isso deixe-a agir. Tome os analgésicos habituais, mas em pequenas doses.
- Se tiver falta de apetite, o que é frequente, não force: isso permite ao corpo repousar e enfrentar melhor o vírus. A dieta permite aliviar as dores musculares mais rapidamente. Beba muita água, pois por vezes durante um acesso de febre transpira-se muito.
- Tome uma ampola de cloreto de magnésio por dia, diluída num pouco de água, ao pequeno-almoço (atenção: pode causar diarreia).
- Tome essência de cravinho a 3 gotas num pouco de água 1 a 3 vezes por dia.
- Beba tisanas de equinácea, uma planta que estimula o sistema imunitário e diminui os sintomas da gripe.

Pode tomar os seguintes remédios homeopáticos em 5CH 3 vezes por dia (faça intervalos maiores assim que melhorar, mas pare se não houver melhoras):
- Aconitum: febre alta que sobe rapidamente, arrepios, vermelhidão, pele quente e seca, agitação, depois de se apanhar frio seco (ar condicionado, corrente de ar);
- Belladonna: febre com dores de cabeça, dor latejante, vermelhidão e calor com transpiração, sensibilidade ao ruído, aos contactos físicos e aos movimentos bruscos;
- Gelsemium: febre alta com tremores, ausência de sede, dor na zona frontal e occipital, febre com dores no corpo difusas;
- Rhus toxicodendron: febre alta, que se instala progressivamente, dores no corpo e dores e rigidez nas articulações que melhoram com o movimento; calor, transpiração, arrepios e sede;
- Eupatorium: febre e prostração, dores musculares e ósseas, dor de cabeça, dores nos olhos;
- Bryonia: febre, dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, com tosse seca agravada pelo movimento, necessidade de repouso na cama, sede intensa.

Em naturopatia:
Coma alho, cujo efeito anti-séptico previne as infecções bacterianas secundárias.

Em fitoterapia:
Pode beber, logo aos primeiros sintomas, infusões de gengibre, canela ou pimenta-de-caiena. Em caso de febre, infusões de flores de ulmeiro, de milfolhada ou de menta (1 colher de sopa de uma destas infusões por hora).

Que tratamentos?
- Medicamentos

Em caso de febre que não cede, tome antipiréticos (para combater a febre) e antálgicos (aspirina, paracetamol). O médico pode também prescrever antibióticos, que, embora sejam inúteis para combater a gripe, já que esta se deve a um vírus, ajudam a prevenir complicações bacterianas.

Que prevenção?
Faça uma vida saudável: pratique desporto, coma refeições variadas e leves e faça repouso, que são formas de evitar a gripe e de melhor fazer face às agressões externas

 

Atenção!
SE A CRIANÇA TEM MENOS DE 6 ANOS

Não deixe a febre ultrapassar os 38,5°C. Se necessário, meta-a na banheira com água tépida (2ºC abaixo da sua temperatura corporal); não a tape demasiado. Vigie a eventual ocorrência de convulsões. Em caso de antecedentes de convulsões, a administração de antipiréticos deve ser sistemática.

 

 

 

Sintomas
Criança: durante uma rinofaringite, modificação de voz (que se torna rouca), tosse muitas vezes estridente e dificuldades respiratórias durante a inspiração. Febre pouco elevada (38°C). A criança não se baba nem se sente mal quando deitada.
Adulto: no final de uma constipação ou de uma bronquite, rouquidão ou falta de voz (afonia). Pouca febre; não há dificuldades respiratórias.

Pessoas mais em risco
Adultos e crianças (frequente entre 1 e 3 anos).

Porque dói?
A laringite é a maior parte das vezes uma infecção viral que provoca uma inflamação local com inchaço (edema) da laringe. Além disso, a tosse provocada pela irritação pode aumentar a inflamação. É um verdadeiro ciclo vicioso. É esta inflamação que está na origem da dor e das dificuldades respiratórias na criança (devido ao tamanho da sua laringe).

O que pode fazer?
Criança: aplique frequentemente soro fisiológico no nariz; humidifique a atmosfera colocando, por exemplo, tachos com água quente no quarto da criança.
Consulte o médico, pois um tratamento médico é sempre necessário a fim de evitar o reaparecimento das dificuldades respiratórias.
Adulto: Repouse a voz (evite falar durante pelo menos 5 dias).

Em caso de laringites repetitivas (tanto no adulto como na criança), consulte o médico e mande fazer um exame especial para encontrar uma causa local (malformação congénita ou angioma na criança, tumor no adulto).

Que tratamento?
Medicamentos
Os antibióticos são inúteis, pois trata-se de uma infecção viral. O tratamento assenta nos anti¬-inflamatórios de tipo corticóide em aerossol, comprimidos ou injecções. Na criança, no caso de estes tratamentos não resultarem e persistirem as dificuldades respiratórias, é por vezes necessário entubar durante alguns dias, com hospitalização em serviço de reanimação (mas este caso é raro).

As outras medicinas
Digitopunctura
Os pontos a tratar situam-se na extremidade do ângulo da unha do lado externo do polegar (faça pressão para cima e para dentro) e na extremidade da membrana entre o indicador e o polegar (faça pressão no sentido do osso do indicador).

Fitoterapia
Faça uma infusão de folhas de rinchão, de agrimónia, de silva e de hissopo (40 g de mistura cortada finamente para 11 de água, 15 minutos). Gargareje e a seguir beba 1 chávena. Repita sempre que quiser. O técnico pode ainda prescrever óleos essenciais antivirais.

Homeopatia
Deve actuar rapidamente: uma dose de Hepar sulf. 30CH, seguida de grânulos de Apis mellifica 7CH, alternados com Spongia 5CH e Sambucus nigra 5CH, de 5 em 5 minutos aproximadamente; faça intervalos maiores à medida que for melhorando. Na criança, se as dificuldades respiratórias não se alterarem em cerca de 30 minutos, consulte rapidamente o médico.

Naturoterapia
Na criança, reduza os produtos lácteos (leite, manteiga, iogurte, queijo), que favorecem a produção de mucosidades (utilize leite de soja). Consuma alho e cebola.

 

 

 

Sintomas
Dor surda na zona lombar, que se manifesta em especial quando se bebe muito. A dor pode ser aguda e originar cólicas nos rins ( ver aqui ). Em geral, não há sangue na urina, a não ser que exista um cálculo. A febre é sinal de pielonefrite aguda.

Pessoas mais em risco
É uma anomalia congénita. Só pode ser diagnosticada através de uma ecografia.

Porque dói?

A hidronefrose (ou síndroma da junção pielo-ureteral) é uma dilatação do bacinete e dos cálices resultante de um obstáculo localizado na junção entre o rim e o uréter. A forma como esta dilatação, ou distensão, se desenvolve e a eventual adaptação das cavidades do rim ao obstáculo explicam as diferentes apresentações da doença: ausência de sintomas, dor surda ou cólica no rim.

O que pode fazer?

Vá ao médico com urgência.

Que tratamentos?

Medicamentos
Os antálgicos são utilizados apenas enquanto se aguarda a cirurgia, única forma de corrigir a anomalia e obter bons resultados (70 a 95% dos casos são resolvidos com sucesso).

Cirurgia
Elimina o obstáculo situado na junção entre o bacinete e o uréter através de cirurgia clássica ou percutânea. É necessário operar, mesmo que as dores não sejam muito fortes, para evitar a destruição do rim.

+ Cirurgia clássica: corrige a anomalia com mais de 90% de sucesso. Inconvenientes: dores pós-operatórias durante uma semana, que precisam de produtos morfínicos. Em casos raros, deixa sequelas dolorosas do tipo nevrálgico ao nível da cicatriz, que se tratam numa primeira fase com vitaminas B1 e B6 e, no caso de insucesso, com carbamazepina ou antidepressivos.

+ Cirurgia percutânea: realizada através de uma incisão na pele ao nível da fossa lombar sob anestesia geral, dilata a zona afectada. A taxa de sucesso aproxima-se da da cirurgia clássica. Vantagens: cicatriz de 1 cm, poucas dores após a operação e sem sequelas.

 

 

 
Sintomas
Dor na parte da frente da coxa, que começa muitas vezes na região inferior das costas e se propaga pela nádega e coxa e pode descer até à parte da frente da perna. Pode ser acompanhada de formigueiro na região dolorosa, de uma menor sensibilidade da pele ao toque e de uma diminuição de força da coxa.
 
Pessoas mais em risco
Adultos, muitas vezes depois dos 45 anos.
 
Porque dói?
A cruralgia é uma dor na parte da frente da perna resultante de lesão do nervo crural. As raízes nervosas afectadas são a  3ª e 4ª li raízes lombares (L3 e L4). responsáveis pela intervacão da coxa.

As causas e as consequências gerais são as mesmas que para a dor ciática, com uma particularidade ainda mal conhecida: a cruralgia provoca dores mais intensas e que surgem com maior frequência durante a noite do que a dor ciática.

O que pode fazer?
Deite-se logo que possível quando surgem dores e faça repouso absoluto. Os antálgicos simples são por vezes ineficazes.

Que tratamentos?
Medicamentos
Numa primeira fase, antálgicos e anti-inflamatórios associados a um repouso completo na cama. As infiltrações na coluna vertebral podem ser eficazes.
Tratamento físico
Normalmente, aconselha-se o uso de uma cinta lombar (lombóstato) de plástico duro, feita por medida, depois de a dor acalmar.
Cirurgia
Em casos raros, propõe-se uma intervenção cirúrgica em caso de evolução persistente ao longo de vários meses: a cirurgia elimina as causas da cruralgia, quer dizer, a hérnia disca I e/ou os elementos ósseos de compressão da raiz nervosa.
 
As outras medicinas
Acupunctura e osteopatia
Proporcionam resultados interessantes.
Homeopatia
Os remédios prescritos são os mesmos que para a dor ciática.
 
 
 
 
Os ligamentos, os tendões e os músculos que sustentam as articulações são os responsáveis pelo movimento dos maxilares.
 
Sintomas
Dores musculares, estalidos ou ranger da articulação, por vezes acompanhados de dores de cabeça, que frequentemente se tomam por enxaquecas, dores no pescoço, dores nas costas e mais raramente distúrbios da visão. O mau posicionamento das arcadas dentárias uma em relação à outra pode provocar tiques - mastigar durante o dia, ranger de dentes de noite (bruxismo), sobretudo nas pessoas nervosas.
 
 
Pessoas mais em risco
Pessoas sujeitas a muito stress e mulheres na menopausa.
 
 
Porque dói?
A articulação temporomaxilar (ATM) está ligada ao crânio pelos ligamentos e músculos da mastigação. Estes músculos participam em várias funções: mastigação, deglutição, fonação e respiração. As três primeiras mobilizam o pescoço e a parte superior das costas. A respiração mobiliza a parte média das costas, e a locomoção põe em jogo o corpo inteiro.
 
Há estudos que indicam que os desequilíbrios de postura podem levar a um mau posicionamento das articulações temporomaxilares, provocando estalidos e desvio do maxilar inferior.

Se o desequilíbrio for devido a mau posicionamento dos dentes, a um traumatismo ou a uma luxação, a dor, local mas persistente, tem origem nas contracturas dos músculos. Isso reflecte-se sobre os músculos do pescoço, sobre a postura e a marcha, razão das dores de pescoço e de costas.

As dores após traumatismos (choque, fractura) desaparecem muitas vezes por si. As dores intensas são raras e provêm da luxação: músculos e ligamentos estão distendidos enquanto o maxilar não for colocado na posição devida.
 
 
O que pode fazer?
Consulte o dentista para obter um diagnóstico sobre o estado dos seus dentes e a origem do problema.
 
 
Que tratamento?
Em caso de dor de origem dentária, utiliza-se uma goteira, ou placa, de relaxamento durante cerca de 3 meses para pôr em repouso os músculos da mastigação e corrigir a maloclusão dentária.
 
O dentista pode também propôr uma goteira nocturna e, mais raramente, a execução de desgastes oclusais selectivos na superfície de mastigação dos dentes para repor a articulação no seu eixo. Muito raramente, pode pôr-se a hipótese de alterar cirurgicamente a forma do côndilo.

Se a dor não for de origem dentária mas de postura, o dentista recomendar-lhe-a a consulta de um especialista nas áreas em questão - ortopedia, neurologia ou reumatologia.
 
 
As outras medicinas
Acupunctura
Além dos problemas dentários, a articulação dos maxilares apresenta anomalias que podem beneficiar por vezes de um tratamento de acupunctura.

Mesoterapia
Alivia as dores ligadas à contractura muscular ou à artrite e trata, se necessário, as distonias neurovegetativas.

Osteopatia
Instabilidade devido a uma situação forçada (causa dentária, traumatismo, prótese]: a correcção osteopática não dura.
Instabilidade constitucional (insuficiência ligamentar): a correcção deve ser prudente sem forçar.
 

Que prevenção?
Se já tiver tido um problema articular, controle periodicamente a sua articulação temporomaxilar. Um tratamento bem conduzido pode levar à cura.

 

 

 
Sintomas
Queda em que ocorre torção da articulação. O pé, mais ou menos bloqueado, não consegue seguir o movimento de rotação imposto ao joelho. Dor imediata, intensa, por vezes com um estalido depois da queda. Aumento rápido do volume do joelho, que fica quente. A dor; muito viva, impede de dobrar ou esticar o joelho.
 
 
Pessoas mais em risco
Desportistas: jogadores de basquetebol, andebol, râguebi, futebol e esquia dores. Raramente os sedentários.
 
 
Porque dói?
A dor é provocada pela distensão da cápsula fibrosa que envolve a articulação, rica em terminações nervosas, e de ligamentos laterais, também sensíveis. Outros factores de dores são a eventual fractura de um ou dos dois meniscos e sinovite e a distensão ou a ruptura dos ligamentos cruzados.
 
 
O que pode fazer?
Sente-se com a perna estendida, sem mexer o joelho. Imobilize-o (com talas, joelheiras) e aplique gelo.
Flores de Bach pode deitar 4 gotas do remédio de emergência na língua.
Em homeopatia tome uma dose de Arnica 5CH; algumas horas mais tarde, uma dose de l5CH
e, finalmente, uma de 30CH.

Consulte rapidamente o médico.
 
Que tratamentos?
Medicamentos
- Durante os 6-10 primeiros dias, imobilização da perna (se tiver que se deslocar, use canadianas). Anti-inflamatórios durante 10 dias, fisioterapia anti-inflamatória (4 sessões por semana) e gelo sobre o joelho duas vezes por dia.
- Quando o doente já puder dobrar o joelho, o médico faz um balanço das lesões.
- Se tiver afectado os ligamentos laterais, o tratamento é longo. Se afectou o menisco, pode fazer-se uma artroscopia.
 
 
Cirurgia
Ruptura dos ligamentos cruzados: a intervenção é feita a alguma distância do acidente.
 
 
Fisioterapia
A reeducação terapêutica prolonga-se por alguma semana ou meses.
 
 
As outras medicinas
Acupundura
Pode ser útil.
Fitoterapia
- Prescreve-se unha-do-diabo e OPC.
- Cataplasmas de argila e óleos essenciais de alfazema, gualtéria ou vidoeiro, cipreste, com 10 g de labrafil (2125 cs qsp 125 cc), várias vezes por dia.
Homeopatia
Aplica-se Rutta, Arnica e Bryonia.
 
 
Que prevenção?
É preciso seguir uma dupla reeducação: musculação (para a estabilidade do joelho) e reeducação proprioceptiva (para o equilíbrio e os mecanismos protectores).
Não usar joelheira, salvo em caso de ruptura do ligamento cruzado anterior não operada.
 
 
 
 

Causas

Em algumas pessoas, a inspiração das partículas de certas substâncias provoca uma reacção exagerada do sistema imunitário, com produção de anticorpos contra essas partículas. Aliás, essas substâncias, conhecidas como alérgenos, ao entrarem em contacto com os anticorpos, libertam histamina e outras substâncias químicas que provocam inflamação.

Os alérgenos mais vulgares na rinite alérgica são os pólenes de certas arvores, relva e cereais, os bolores, os pelos ou penas de animais, pó da casa e os ácaros do pó da casa.

A rinite alérgica induzida pelos pólenes é sazonal, pois os pólenes das árvores predominam na Primavera, os da relva no Verão e os dos cereais no Verão e Outono. Os doentes alérgicos são mais afectados nos dias em que o teor de pólen é elevado, isto é, durante o tempo quente e ventoso, sobretudo em zonas baixas com vegetação densa.

Incidência

A rinite alérgica é uma doença frequente que atinge 5 a 10% da população. É vulgar os doentes terem outras alergias, como asma ou eczema; tal como estas, a rinite tem um carácter hereditário. É mais frequente antes dos 30 anos e afecta mais as mulheres do que os homens.

Sintomas e sinais

A exposição a um alérgeno produz uma sensação de comichão no nariz, palato, garganta e olhos; seguem-se os espirros, obstrução e corrimento nasais e geralmente lacrimejo. Os olhos podem ser também afectados por conjuntivite, ficando vermelhos e irritados.

Prevenção e tratamento

Os testes cutâneos ajudam a identificar o alérgeno responsável pela perturbação; uma vez conhecido o alérgeno, a exposição deve ser evitada ou reduzida, embora isso em muitos casos seja difícil ou impossível.

Nos episódios ligeiros de rinite alérgica, a utilização ocasional de descongestionantes nasais em forma de nebulizador ou gotas pode acalmar os sintomas, mas a sua aplicação durante mais de três ou quatro dias pode agravar a situação. Muitos alérgicos encontram alívio com anti-histamínicos, que reduzem a comichão e a congestão e o corrimento nasais, mas podem provocar sonolência.

A rinite alérgica pode também ser tratada com corticosteróides, disponíveis em preparações nasais. O cromoglicato de sódio, inalado regularmente ao longo da estação dos pólenes, pode prevenir as crises por bloqueio da reacção alérgica.

Podem conseguir-se resultados mais duradouros com a dessensibilização a um dado alérgeno através de vacinas específicas.

 

 

 

Em consequência do crescente número de pessoas que atingem uma idade avançada, o interesse e a investigação das causas e do tratamento da doença de Alzheimer tem aumentado grandemente em anos recentes. O avanço da doença (que, na maior parte dos casos, representa vários anos de declínio intelectual e pessoal até à morte) não pode ser interrompido.
 

Causas
 

Não são conhecidas as causas da doença de Alzheimer, embora tenham sido propostas várias teorias, desde as que invocam os efeitos de uma infecção crónica àquelas que enunciam os efeitos tóxicos de certos metais, como o alumínio. Sabe-se que nas pessoas vítimas da doença de Alzheimer existe um nível reduzido de acetilcolina e de outras substâncias químicas no cérebro.
 

Também é possível que se deva a factores genéticos; a doença é mais comum naqueles que sofrem do Síndroma de Down, e 15% das vítimas da doença de Alzheimer tem um passado familiar relacionado com aquela doença, ocasionalmente com um padrão dominante de hereditariedade (no qual os filhos de um progenitor afectado tem 50% de probabilidades de herdar a doença).
 

Incidência
 

A doença raramente se manifesta antes dos 60 anos, mas aumenta em relação com a idade. Cerca de 30% das pessoas com mais de 85 anos são afectadas.
 

Sintomas e sinais
 

As características da doença variam de indivíduo para indivíduo, mas existem três fases gerais. Ao princípio, o paciente nota a perda crescente da memória e pode tentar compensar essa dificuldade escrevendo listas ou pedindo ajuda. O problema da falta de memória provoca ansiedade e depressão em muitos doentes, mas estes sintomas passam muitas vezes despercebidos.
 

As faltas de memória progridem gradualmente para uma segunda fase de grave perda da memória, sobretudo no tocante a acontecimentos recentes. As vítimas podem recordar episódios muito antigos — por exemplo, o tempo da escola ou o início da idade adulta —, mas são incapazes de se lembrar das visitas recebidas na véspera ou do que viram na televisão. Sentem-se também desorientadas no que respeita ao tempo e aos lugares e perdem-se até nas ruas conhecidas; a concentração e a capacidade para efectuar cálculos declina e é perceptível um certo tipo de afasia (incapacidade para encontrar as palavras adequadas). A ansiedade aumenta, as mudanças de humor são súbitas e imprevisíveis e as alterações da personalidade tornam-se a breve trecho evidentes.
 

Na terceira fase, os pacientes apresentam-se profundamente desorientados e confusos. Podem também apresentar sintomas de psicose, como alucinações e ilusões paranóides. Os sintomas agravam-se com a desorientação e a perda de memória do paciente, em especial durante a noite. Começam a manifestar-se sinais de doença do sistema nervoso, tais como reflexos primitivos (acções involuntárias que ocorrem normalmente em recém-nascidos) e a incontinência urinária e fecal.
 

Alguns pacientes tornam-se exigentes, inconvenientes e por vezes até violentos e perdem toda a noção das normas sociais. Outros tornam-se dóceis, mas imprestimáveis. Negligenciam a higiene pessoal e podem vaguear de um lado para o outro sem objectivo. Por fim, o fardo dos cuidados da família torna-se insustentável e, em muitos casos, são inevitáveis os cuidados hospitalares e de enfermagem. Uma vez acamado o doente, as complicações das escaras de decúbito, os problemas com a alimentação e a pneumonia tornam a esperança de vida muito curta.
 

Diagnóstico
 

A doença de Alzheimer pode ser diagnosticada definitivamente apenas através de exames ao cérebro, seja por biopsia cerebral, seja por exame depois da morte. Não só o cérebro diminui de volume, como ao microscópio também é possível observar a perda de células nervosas e outros aspectos neuropatológicos típicos da doença.
 

Na ausência de qualquer teste de diagnóstico absoluto da doença em vida do paciente, o diagnóstico possível é de natureza clínica. Um EEG (registo das ondas eléctricas do cérebro) revelará ondas cada vez mais lentas, mas não acrescentará nada ao que já é clinicamente aparente. O exame do cérebro por meio de TAC e RMN revela a diminuição do volume do cérebro. Testes ao estado mental indicam diminuição da capacidade intelectual da pessoa.
 

Cerca de 10% das pessoas com sintomas de demência têm uma doença tratável (por exemplo, hipotiroidismo. anemia perniciosa ou deficiência de vitamina B 12, um tumor ou hematoma subdural). Devem realizar-se investigações de rotina para confirmar a presença de doenças tratáveis. Também não é raro que as pessoas idosas sofram de pseudodemência depressiva, em que o doente parece ser demente, mas, na realidade, sofre de depressão.
 

Tratamento
 

Não há tratamento específico para a doença propriamente dita, além dos adequados cuidados de acompanhamento e de assistência social, tanto ao doente como aos familiares. Manter a vítima bem alimentada, bem exercitada e ocupada ajuda a aliviar a ansiedade e o desalento pessoal, sobretudo nas fases iniciais, quando a pessoa tem ainda consciência do seu estado. A medicação com tranquilizantes pode, em muitos casos, melhorar o comportamento difícil do doente e ajudá-lo a dormir.
 

O aconselhamento dos familiares da vítima pode ajudar a evitar alguns problemas, como os maus tratos infligidos ao doente, e reduzir as perturbações da vida familiar. A obtenção dos adequados cuidados em centros de dia (onde os doentes permanecem temporariamente para aliviar a família) até ao internamento em tempo completo (em unidades vocacionadas para este fim) é um meio de auxiliar o agregado familiar.

 

 

 

Sintomas e sinais
 

Em geral, um ataque agudo de gota afecta apenas uma articulação, quase sempre a articulação da base do dedo grande do pé (podraga), mas pode afectar outras articulações, incluindo as dos joelhos, tornozelos, pulsos e pés e as da mão.
 

A articulação afectada fica vermelha, inchada e extremamente dorida; a dor atinge a sua intensidade máxima dentro de 24 a 36 horas. A vermelhidão e a tumefacção podem alastrar levando a gota a ser confundida com celulite. A intensidade da dor é de tal ordem que a pessoa pode não conseguir apoiar-se no pé afectado, nem mesmo suportar a pressão da roupa da cama sobre ele. Por vezes, aparece febre moderada.
 

O primeiro ataque incide normalmente apenas numa articulação e dura alguns dias. Algumas pessoas não voltam a ter ataques, mas, na maior parte dos casos, ocorre um segundo ataque entre seis meses e dois anos após o primeiro. Depois do segundo ataque, podem ser envolvidas cada vez mais articulações e pode haver dores constantes devido à lesão da articulação provocada por inflamação crónica.
 

Tratamento
 

A dor e a inflamação que acompanham a gota podem ser controladas com grandes doses de um medicamento anti-inflamatório não-esteróide. Se o uso deste tipo de medicamento for contra-indicado, poderá ser receitada colquicina. Para uma eficácia máxima, o tratamento deve iniciar-se logo que um ataque comece; os doentes propensos a ataques repetidos devem trazer consigo o seu medicamento antigotoso. À medida que a inflamação diminui, geralmente dentro de dois ou três dias, a medicação é reduzida e, finalmente, interrompida. Se um ataque de gota não ceder ao tratamento com anti-inflamatórios não-esteróides ou colquicina, pode injectar-se um corticosteróide na articulação afectada.
 

Níveis elevados de purina (um produto de ADN) podem aumentar o nível de ácido úrico no sangue. Embora não seja necessário seguir uma dieta rigorosa com baixo nível de purina, os gotosos devem evitar alimentos com um alto teor de purina, como fígado e outras vísceras, carne de aves e animais jovens e algumas leguminosas. Também deve evitar-se o consumo excessivo de álcool.
 

Muitas pessoas deixam de ter ataques de gota, pelo que se torna geralmente desnecessário prosseguir o tratamento. Ao invés, se os ataques forem repetidos, a frequência destes pode ser reduzida, baixando os níveis de urato com medicamentos que inibem a formação de ácido úrico (como o alopurinol) ou aumentando a excreção de ácido úrico pelos rins com medicamentos uricosúricos. Se o urato sanguíneo for muito elevado, estes medicamentos terão de ser tomados durante o resto da vida, pois uma hiperuricemia não tratada, pode provocar hipertensão arterial ou uma doença renal.
 

Diagnóstico
 

A gota é diagnosticada quando um ataque de artrite afecta uma articulação. Em geral, faz-se uma análise de sangue; um nível elevado de ácido úrico sugere que se trata de gota.

 

 

 

Outros órgãos, como o fígado, o baço, os gânglios linfáticos, os testículos ou o cérebro, podem deixar de funcionar adequadamente quando são infiltrados por células leucémicas. O número destas células em circulação no sangue pode ser elevado.
 

As leucemias são classificadas em tipos agudo e crónico (a leucemia aguda desenvolve-se, de um modo geral, mais rapidamente do que a leucemia crónica). São igualmente classificadas consoante o tipo de glóbulos brancos que prolifera anormalmente. Se os glóbulos anormais derivarem de linfócitos ou de linfoblastos (precursores imaturos dos linfócitos), é dado à leucemia o nome de leucemia linfocítica ou linfoblástica. Se os glóbulos anormais derivarem de outros tipos de glóbulos brancos ou seus precursores, a leucemia é conhecida por leucemia mielóide, mieloblástica, ou granulocítica.
 

Leucemia aguda
 

Tipo de leucemia em que os glóbulos brancos produzidos em excesso pela medula óssea são glóbulos imaturos designados por blastos. Se não for tratada, a leucemia aguda pode ser fatal no espaço de algumas semanas ou alguns meses. O tratamento efectuado hoje em dia consegue prolongar muitas vezes a vida e proporcionar até uma cura total.
 

Os glóbulos anormais podem ser de dois tipos: linfoblastos (linfócitos imaturos), no caso da leucemia linfoblástica aguda, e mieloblastos (formas imaturas de outros tipos de glóbulos brancos), no caso da leucemia mieloblástica aguda. São reconhecidos vários subtipos, consoante a natureza dos glóbulos anormais.
 

Incidências e causas
 

As incidências dos dois principais tipos (a leucemia linfoblástica aguda e a leucemia mieloblástica aguda) parecem resultar de uma mutação num só glóbulo branco, a qual altera a sua estrutura genética. O glóbulo sofre uma série incontrolável de divisões até que biliões de cópias do glóbulo anormal se encontram espalhadas pela medula óssea, sangue e outros tecidos.
 

Existem várias causas possíveis para a mutação inicial. Pensa-se que um tipo de leucemia linfoblástica aguda é causado por um vírus semelhante ao da Sida. A exposição a certas substâncias químicas (como o benzene e alguns medicamentos antineoplásicos) e a radiação atómica ou a fugas radioactivas de reactores nucleares é uma causa possível.
 

Factores hereditários podem ter também influência; existe uma maior incidência em pessoas com certos distúrbios genéticos (como a anemia de Fanconi) e anomalias cromossómicas (como a síndroma de Down). Pessoas com outros distúrbios sanguíneos, como a leucemia mielóide crónica e a policitemia vera, correm igualmente um risco acrescido.
 

Sintomas e sinais
 

Os sintomas e sinais de ambos os tipos de leucemia aguda são causados por uma acumulação de blastos na medula óssea e pela infiltração de glóbulos anormais em alguns orgãos. A acumulação excessiva de blastos faz que a medula não consiga produzir os glóbulos sanguíneos normais.
 

Diagnóstico
 

O diagnóstico de leucemia aguda baseia-se na observação de um aspirado ou de uma biopsia da medula óssea que confirma a presença de um número anormal de blastos. Os blastos são por vezes igualmente visíveis no sangue. Quando é diagnosticada uma leucemia linfoblástica aguda, procede-se geralmente a uma punção lombar para verificar se o líquido cefalorraquidiano contém blastos.
 

Tratamento
 

O tratamento inclui a administração de transfusões de sangue e plaquetas e de medicamentos antineoplásticos para destruir as células leucémicas. Estes medicamentos tendem a tornar o doente ainda mais susceptível a infecções, pelo que, quase sempre, são prescritos simultaneamente antibióticos poderosos.
 

No início do tratamento, introduz-se um cateter (tubo) numa veia de grande calibre perto do coração; através do cateter, são então administrados os medicamentos e as transfusões. A destruição de células leucémicas presentes no líquido cefalorraquidiano faz-se por injecção directa de fármacos nesse líquido, seguida de radioterapia à cabeça e à espinal medula. Este procedimento é mais vulgarmente realizado no tratamento da leucemia linfoblástica aguda do que no da leucemia mieloblástica aguda.
 

O tratamento com medicamentos pode prolongar-se por muitas semanas. Quando deixam de existir vestígios de células leucémicas no sangue ou na medula óssea, diz-se que se conseguiu um estado de remissão. Contudo, se não se efectuarem repetidamente séries de tratamentos é frequente a leucemia recorrer. Por este motivo, a administração de medicamentos prolonga-se geralmente por muitas semanas após a remissão. Se a leucemia recorrer após a primeira remissão, pode ser considerada a hipótese de um transplante da medula óssea.
 

Prognóstico
 

Para as pessoas com leucemia linfoblástica aguda, o prognóstico é geralmente mais favorável do que para as que sofrem de leucemia mieloblástica aguda, e é melhor para as crianças do que para os adultos.
 

Leucemia linfática crónica

Tipo de leucemia causado pela proliferação de linfócitos aparentemente maduros (os linfócitos são um tipo de glóbulo branco que desempenha um papel importante no sistema imunitário). Apesar de incurável, a doença não é invariavelmente, fatal.
 

Incidência e sinais
 

Os sintomas desenvolvem-se lentamente, muitas vezes ao longo de muitos anos. Muitos casos são descobertos por acaso, quando é efectuada uma análise de sangue. Para além das características comuns às formas agudas de leucemia, os sintomas e sinais podem incluir aumento do fígado e baço, febre persistente e sudação nocturna.
 

Diagnóstico e tratamento
 

A leucemia linfática crónica é diagnosticada quando se descobre um grande número de infócitos, todos do mesmo tipo, no sangue e num aspirado ou biopsia da medula óssea. A gravidade da doença é avaliada pelo grau de aumento do fígado e baço, anemia e falta de plaquetas no sangue. Em muitos casos, não é necessário qualquer tratamento se a doença for ligeira.
 

Em casos mais graves são administrados medicamentos antineoplásticos por via oral, por vezes combinados com radioterapia. Outras medidas incluem transfusões de sangue e plaquetas, antibióticos para combater as infecções e injecções de imunoglobulina para fortalecer o sistema imunitário.
 

Prognóstico
 

A progressão da leucemia linfática crónica é lenta. Mais de metade dos doentes sobrevive durante cinco anos após o diagnóstico. Dada a susceptibilidade destes doentes à infecção, a morte pode resultar de infecções graves, mas muitos doentes morrem por motivos não relacionados com a leucemia.
 

Leucemia mielóide crónica
 

É um tipo de leucemia, também conhecida por leucemia granulocítica crónica, que resulta da proliferação descontrolada da classe de glóbulos brancos conhecidos por granulócitos. No sangue aparece um grande número destes glóbulos em vários estádios de maturidade.
 

Causa
 

A causa não é conhecida. Contudo, na maioria dos casos, os glóbulos do doente possuem uma anomalia cromossómica específica, conhecida por cromossoma Filadélfia, em que parte de um cromossoma se encontra ligada a um outro cromossoma.

Sintomas

Este tipo de leucemia passa geralmente por duas fases – uma fase crónica, que pode durar vários anos, e uma fase mais maligna, chamada a fase blástica, acelerada ou aguda, em que é produzido um grande número de granulócitos imaturos.

Durante a fase crónica, os sintomas desenvolvem-se lentamente e podem incluir cansaço, febre, sudação nocturna e perda de peso. Se o número de glóbulos brancos no sangue atingir níveis muito elevados, o sangue pode tornar-se excessivamente viscoso, prejudicando o fornecimento de oxigénio a vários órgãos.

Os efeitos podem incluir distúrbios visuais e dores abdominais devido à morte de tecidos no interior do baço. O priapismo (erecção persistente e dolorosa do pénis) é por vezes uma sua característica. Os sintomas da segunda fase são iguais aos das formas agudas.
 

Diagnóstico e tratamento
 

A doença só se torna por vezes evidente quando o doente faz uma análise de sangue por qualquer outra razão. O diagnóstico é feito a partir do aumento do número de granulócitos no sangue e na medula óssea (detectado por meio meio de uma biopsia à medula óssea). A presença do cromossoma Filadélfia, descoberto através de uma análise dos cromossomas, pode ajudar a estabelecer o diagnóstico.
 

O tratamento da fase crónica da doença inclui a administração de antineoplásticos. Quando a doença passa para a fase aguda, o tratamento é semelhante ao que é efectuado em caso de leucemia aguda. Se o número de glóbulos brancos se tornar muito elevado, os glóbulos podem ser removidos por uma máquina designada por separador celular.
 

O tratamento da fase aguda raramente é bem sucedido; o doente morre geralmente devido a hemorragias ou infecções. Os transplantes da medula óssea estão actualmente a ser usados numa tentativa de curar os doentes enquanto a leucemia se encontra ainda na fase crónica.
 

Prognóstico
 

O tempo médio de sobrevivência a partir do primeiro diagnóstico é de cerca de três anos. Contudo, cerca de um quinto dos doentes sobrevive durante 10 anos ou mais. Um transplante da medula óssea bem –sucedido pode melhorar o prognóstico.

 

 

 

PESSOAS MAIS EM RISCO

. Diarreia aguda: qualquer pessoa.

. Diarreia do viajante: pessoas que viajam para países com deficientes padrões de saúde pública, através do consumo de alimentos e bebidas ontaminados.

. Diarreia pós-antibiótica: pode surgir alguns dias após o início do tratamento antibiótico de outra infecção.

 

PORQUE DÓI?

. Diarreia aguda: na maioria dos casos, é infecciosa (bactérias ou as suas toxinas ou vírus), por vezes parasitária. As dores, a diarreia e a perda de sangue resultam de inflamação e lesões das mucosas. Noutros casos, as toxinas originam uma secreção excessiva de líquido, responsável pela diarreia, e causam dores devido à distensão do tubo digestivo.

. Diarreia pós-antibiótica: na maior parte dos casos, resulta de uma alteração do equilíbrio das bactérias normalmente presentes no cólon.

 

O QUE PODE FAZER?

. Diarreia aguda: alivie os sintomas com protectores da mucosa (por exemplo, argilas) e antiespasmódicos. Não tome sistematicamente antidiarreicos, pois isso pode estar a atrasar a eliminação dos microrganismos. Alimente-se e beba muitos líquidos para evitar a desidratação.
Se os sintomas persistirem mais de 36 a 48 horas, fale com o médico.

. Diarreia do viajante: tome anti-sépticos intestinais e antidiarreicos. Faça dieta durante alguns dias. Beba muitos líquidos, sobretudo águas minerais engarrafadas ou infusões (com água fervida).

. Diarreia pós-antibiótica: fale com o médico. Pode tomar os seguintes remédios homeopáticos, em 5 ou 7CH, 2 a 3 grânulos em cada evacuação:

- Antimonium crudum: diarreia e vómitos após excessos alimentares, língua branca, fezes semi-sólidas.
- Podophyllum peltatum: fezes abundantes, pouco irritantes, amarelas ou esverdeadas, de manhã, sem dores, que exigem repouso de barriga para baixo.
- China regia: diarreia, indolor mas que acaba por cansar, com distensão abdominal e muitos gases.
- Colocynthis: diarreia com dores tipo cólicas que obrigam o doente a dobrar-se sobre si mesmo e a apoiar o abdómen; estas dores podem ser aliviadas com sacos de água quente; fezes amarelo-alaranjadas.
- Cuprum metallicum: diarreia com cólicas violentas, acalmadas por goles de água fria; tendência para rápida desidratação e, por vezes, cãibras.
- Sulfur: diarreia após excessos alimentares, fezes que provocam irritação no ânus e que surgem por volta das 5 horas da manhã; hipoglicemia por volta das 11 horas da manhã, necessidade de doces.
- Arsenicum album: diarreia com fezes pouco abundantes, irritantes, escuras e malcheirosas, vómitos; o doente fica ansioso, agitado, enfraquecido e bebe pequenas quantidades de água fria.
- Veratrum album: diarreia abundante, dores abdominais, suores frios, tendência para desmaios e desidratação rápidos; fezes abundantes e claras.

 

QUE TRATAMENTOS?
*Medicamentos

. Diarreia aguda: o médico prescreve análise das fezes para poder identificar o microrganismo causador e indicar um tratamento adequado. No caso de infecção bacteriana, prescreve antibióticos.

. Diarreia do viajante: pode tratar-se de um episódio de disenteria (dores abdominais e anais muito fortes, fezes aquosas, mas também com pus e sangue), de uma bactéria, mas também de um parasita, especialmente o que provoca a amebíase. São necessárias análises para estabelecer o diagnóstico e prescrever o tratamento.

. Diarreia pós-antibiótica: o estudo das fezes (coprocultura) permite identificar a bactéria responsável. É necessário um tratamento com um antibiótico diferente.

 

QUE PREVENÇÃO?

. Diarreia pós-antibiótica: pode ser prescrito de forma sistemática um tratamento preventivo para aporte de fermentos naturais, comercializados sob a forma de especialidade farmacêutica (SaccharomlJces boulardii).

. Diarreia do viajante: beba apenas água engarrafada ou fervida, evite gelo nas bebidas, fruta servida já descascada, alimentos crus, etc.

 

A diarreia do recém-nascido

A diarreia do recém-nascido pode ter várias causas. A intolerância à lactose do leite da mãe ou às proteínas do leite de vaca é uma causa frequente. Neste caso, a diarreia surge rapidamente logo após a absorção (vómitos e diarreia significativos, no caso de intolerância ao leite de vaca). As diarreias podem ter também uma causa viral (rotavírus, em especial nos hospitais e creches, enterovírus), bacteriana (colibacilos), micótica (após a administração de antibióticos) ou parasitária. Também podem surgir diarreias quando irrompem os primeiros dentes. A diarreia do bebé e da criança pequena exige assistência médica, pelo menos na primeira vez. O médico mandará realizar uma coprocultura para identificar uma possível infecção e para determinar o microrganismo envolvido. Depois, prescreverá o tratamento adequado.

. Bebés alimentados com leite materno: o médico pode prescrever medicamentos contra a acidez do leite; o regime alimentar da mãe deve ser adequado (evitar muitos legumes verdes e fruta).

. Bebés alimentados com biberão: existem leites de síntese e farinhas de arroz para acrescentar ao leite que fornecem proteínas e ajudam a combater a desidratação. Criança: não dê legumes verdes nem fruta (excepto bananas); dê arroz (mas nunca arroz de cozedura rápida). De qualquer forma, elimine completamente o leite de vaca e evite que a criança se desidrate.

 

 

 

SINTOMAS

Doença viral contagiosa que se manifesta em 2 etapas:

*Primo-infecção, que passa muitas vezes despercebida, mas pode manifestar-se na criança (febre, boca dorida, gengivas inchadas, podendo sangrar, pequenas ulcerações amareladas na parte interna das bochechas, lábios e céu da boca; pequenas bolhas agrupadas à volta da boca; gânglios submaxilares dolorosos; cefaleias frequentes). Cura entre 10 e 15 dias;

*Surto devido à reactivação do virus. Prurido, sensações de queimadura, uma mancha vermelha e quente no bordo externo do lábio, formação de pequenas bolhas em 24 horas; pode haver alguma formação de pus durante 48 horas; formação de crosta; curam ao fim de 1 semana.

Porque dói?

A dor deve-se à localização do vírus nas extremidades de pequenos nervos sensitivos.

O que pode fazer?

*Consulte o seu médico antes de começar qualquer tratamento.

*Aos primeiros sinais de prurido, aplique uma pomada apropriada para reduzir a duração do surto ou um creme gordo neutro (vaselina) para eliminar rapidamente a crosta.

*Nunca utilize pomadas à base de cortisona.

*O herpes é contagioso até à formação da crosta: lave sempre as mãos antes e depois de aplicar uma pomada. Em homeopatia, tome em SCH Natrum carbonicum, Rhus toxicodendron ou Berbens (3 grânulos 1 vez/dia durante 10 dias), ou uma só dose de Vaccinotoxinum 30CH.

Que tratamentos?

*Medicamentos

Prescreve-se acyclovir em aplicação local ou, melhor, como tratamento de ataque. Em caso de herpes por exposição ao sol recidivante, o tratamento é preventivo e curativo (2 dias antes da exposição e durante todo o tempo de exposição ao sol).
*As outras medicinas

Acupunctura
O tratamento é eficaz.

Auriculoterapia
O tratamento de fundo estimula os mecanismos de defesa. Associa-se muitas vezes um tratamento ansiolítico.

Fitoterapia
Localmente, loção de água de camomila (Chamaemelum mobile ou Matricaria recutita).

Homeopatia
O tratamento de fundo tem em conta o stress e os problemas na origem do desenvolvimento do herpes.

Mesoterapia
- Injecções subcutâneas de uma mistura procaína-vacina nas regiões cutâneas à direita das amígdalas, do baço e dos gânglios mesentéricos.
- Injecções específicas (relaxantes, analgésicos, oligoelementos, entre outras) sobre o abdómen, dependendo das circunstâncias (emoção, stress, período menstrual...)

Terapia pela nutrição
Vitaminas B1, B3, B5 e B12.

Oligoterapia
Alterne magnésio-cobalto e enxofre.

Que prevenção?

Ao sol, na montanha e à beira-mar, utilize bâtons com índice de protecção elevado para

evitar os surtos.

 

 

 

Sintomas

Consoante a forma como surgem, distingue-se:

* A dor de cabeça súbita, fora do habitual, inexplicável, que justifica uma consulta de urgência; a dor de cabeça surda, difusa, após um acontecimento ou uma mudança de ritmo (falta de sono, sobrecarga de trabalho, excessos alimentares, contrariedade, óculos novos);
* A cefaleia crónica, que pode durar anos: dor de cabeça quase permanente, com sensação de peso, por vezes sensação de aperto, como se estivesse dentro de uma prensa. A dor começa ao acordar, mas geralmente não perturba o sono. Acalmias de curta duração, de algumas horas a 1-2 dias por semana.

 

Porque dói?

Há vários factores que, isolados ou associados, podem explicar a dor de cabeça: problema num vaso sanguíneo, compressão ou distensão da raiz de um nervo, traumatismo ou inflamação de músculos da cabeça e do pescoço, irritação das meninges, hipertensão intracraniana, edema cerebral, perturbações da transmissão nervosa intracerebral. Este último factor explicaria a maioria das cefaleias crónicas, influenciadas pelos acontecimentos e a disposição.

 

O que pode fazer?

* Deite-se, se possível em local calmo e na penumbra, e desaperte a roupa que estiver justa no pescoço.
* Coloque sobre a testa um pano húmido frio ou molhado em água com limão (ou vinagre). Eventualmente, esfregue a testa e as têmporas com um pedaço de gelo envolvido num pano.
* Tome aspirina ou paracetamol. Com o tempo, irá saber o que mais o alivia em caso de crise, ou que pode mesmo evitar a crise (estilo de vida, alimentação, óculos).
* Evite tudo o que fatigar os olhos (más condições de leitura, utilização excessiva de computador, problema de visão não corrigido).
* Evite expor a cabeça ao sol sem protecção: a insolação provoca dores de cabeça violentas.
* Beba bastante água (cerca de 1,5 l por dia).

Se tiver dores de cabeça súbitas, intensas e sem causa aparente, consulte imediatamente um médico: pode tratar-se de uma urgência. Se a cefaleia for fora do normal, se se prolonga ou muda de forma, consulte o médico sem demora. Em auriculoterapia, pode massajar os lóbulos das orelhas entre o polegar e o indicador, no sentido dos ponteiros do relógio em caso de cefaleia aguda, em sentido inverso em caso de cefaleia crónica.

* Em digitopunctura, pode massajar o ponto 36 (estômago) e o 7 (pulmão).

 

Que tratamentos?

Medicamentos
Muitas cefaleias regridem com o repouso físico e mental; os sedativos e tranquilizantes ligeiros podem aliviar, mas evite a sua utilização prolongada. Os antálgicos habituais (aspirina, paracetamo) são eficazes, sobretudo em caso de febre. Existem muitos outros antálgicos úteis vendidos sem receita, mas não abuse e evite os produtos que lhe causarem dores de estômago. Nas cefaleias crónicas, o médico poderá receitar antidepressivos ou betabloqueantes.

 

As outras medicinas

Acupunctura
Em medicina chinesa, distingue-se a causa das cefaleias (estado emocional perturbado, distúrbios alimentares, clima) e trata-se a origem da doença associando, se necessário, tratamentos locais para um alívio imediato. Assim, uma cefaleia intensa e aguda será um excesso de yang e pode ser aliviada com compressas frias, enquanto uma cefaleia surda, prolongada, que melhora com o movimento, será aliviada com uma compressa quente. A acupunctura propõe também um tratamento preventivo.

Auriculoterapia
Consoante a causa, podem ser tratados um ou vários pontos: nervo trigémeo, nervo facial, cervicais, fígado, etc. Os resultados são por vezes rápidos: de 1 hora a 1-2 dias. São por vezes necessários um ou dois tratamentos de consolidação.

Fitoterapia
Recomenda-se matricária (Tanacetum parthemium): utilize 4-6 folhas frescas em tisana, sem deixar ferver, ou em cápsulas. Experimente também a primavera (primula veris) e a ulmária (Filipendula ulmaria) em infusão.

Homeopatia
A homeopatia, muito eficaz contra as dores de cabeça ocasionais, tem em conta os factores que a desencadeiam.

*Após excesso alimentar: Aloe, Antimonium crudum, Nux vomica, Sulfur, Ipeca.

*Após toma de excitantes: Nux vomica, Selenium, Sulfur, Zincum metallicum.

*Devido a uma alimentação rica em gorduras: Garbo vegetabilis, Cyclamen, Pulsatilla.

*Se se atrasar a hora da refeição: Lycopodium.

*Em tempo muito quente ou após exposição ao sol: Antimonium crudum, Belladona, Gelsemium, Glonoinum, Natrum carbonicum e Natrum muriaticum.

*No tempo húmido: Dulcamara.

*Após um banho frio: Antimonium crudum.

*Após ter os pés molhados: Pulsatilla e Silicea.

*Nos estudantes cansados: Anacardium, Galcarea phosphorica, Phosphoricum acidum, Kali phosphoricum, Picricum acidum.

*Com prisão de ventre: Aloe, Bryonia, Nux vomica.

*Após um ataque de cólera: Bryonia, Ghamomilla, Lycopodium, Natrum muriaticum e Nux vomica.

*Após uma grande alegria: Goffea cruda e Opium.

*Após um grande medo: Aconit.

*Após um grande susto: Opium.

*Após apreensão, nervoso: Gelsemium, Ignatia, Argentum nitricum.

*Após preocupações: Natrum muriaticum e Thuya.

*Após cansaço ocular ou trabalho minucioso: Lac caninum, Osmodium, Physiostigma, Ruta graveolens, Spigelia.

*Em caso de sinusite: Hepar sulf, Kalium bich., Kali iodatum, Sticta pulmonaria...

*Antes da menstruação: Cyclamen, Lachesis, Sanguinaria, Sepia.

*Durante a menstruação: Actaea racemosa e Sepia.

*Depois da menstruação: Sepia e Zincum metallicum.

*Após supressão da menstruação: Bryonia alba, Cylamen, Melilotus.
Para a cefaleia crónica, a homeopatia propõe também um tratamento de fundo.

 

Mesoterapia
*Cefaleia de tensão: injecção subcutânea de relaxantes na região epigástrica à altura do plexo (e ao nível das costas e do pescoço se os músculos estiverem contraídos).
*Cefaleia de origem digestiva: injecção de extractos de plantas e de antiespasmódicos ao nível das dores despertadas por palpação.
*Cefaleia occipital: irradiando para o topo e frente do crânio (nevralgia de Arnold) devido a lesão cervical, perturbação de postura (pé chato) ou distonia: relaxantes e anti-inflamatórios no pescoço e parte de trás do crânio.

 

Osteopatia
*Cefaleia de stress ou de origem psíquica: utilizam-se técnicas funcionais, não-traumatizantes (como as técnicas crânio-sacral e de correcções viscerais). Para os mais velhos, técnica de Jones.
*Cefaleias ditas de postura: tratamento geral baseado numa sucessão ritmada de alongamentos e de mobilizações raquidianas e periféricas na busca da zona dolorosa a adormecer. São também possíveis manipulações da região occipitocervical. Obtêm-se resultados interessantes com a manipulação vertebral ao nível cervicodorsal.
*Cefaleias dos artrósicos: nunca se fazem manipulações locais durante a crise, mas pode tentar mobilizações suaves ou a técnica de Jones.

Relaxamento
Útil contra cefaleias de tensão; pode evitar recidivas.

 

 

 

Sintomas
Crises muito intensas de falta de ar durante a noite, com tosse e expiração ruidosa. Por vezes, crises diurnas, persistência de dificuldades respiratórias (dispneia) entre as crises, dispneia permanente sem crise ou episódios de tosse isolados. Gravidade (frequência e intensidade das manifestações) muito variável; em geral, pouco incapacitante; em alguns casos, pode constituir um risco de vida.

Pessoas Mais Em Risco
Cerca de 5 a 10% da população, sobretudo com história familiar de alergia. Em geral, começa na infância e recrudesce por volta dos 50 anos, mas pode aparecer já em idade avançada. Causas ou factores agravantes:
- Exposição a alérgenos: pólenes, ácaros, pêlo de animais, bolores, baratas, substâncias alérgenas em amendoins, corantes, conservantes e outros;
- Exposição por razões profissionais (cabeleireiros, padeiros, médicos e enfermeiros, pintores): luvas de borracha, manipulação de produtos químicos, tintas, etc.;
- Certos medicamentos tomados por via sistémica ou local (colírios, por exemplo);
- Irritantes respiratórios: tabagismo activo ou passivo;
- Infecções respiratórias: bronquites virais e sinusites;
- Exercícío fisico (por vezes, causa exclusiva: asma de esforço);
- Stress psicológico.

Porque dói?
A dificuldade respiratória é devida a uma violenta constrição das fibras musculares lisas dos brônquios, associada a um edema e a uma hipersecreção de muco (expectoração). Estes mecanismos reduzem o calibre das aberturas dos brônquios e dos bronquíolos e dão origem à respiração ruidosa.

O que pode fazer?
Consulte o médico, que poderá receitar medicamentos broncodilatadores para inalar. Em caso de alteração da frequência ou da intensidade das crises, fale ao médico.

Que tratamentos?
Medicamentos

A asma é uma doença penosa cujos inconvenientes podem ser limitados pelos novos medicamentos, mas também por uma relação diferente entre o médico e o doente, em que este tem um papel activo.

O tratamento depende da gravidade da doença, devendo ser planeada e posta em prática uma terapêutica adaptada a cada caso. Numa primeira fase, o doente deve aprender a gerir a sua doença, compreendê-la e conhecer as circunstâncias que a agravam. O tratamento faz-se segundo critérios claramente hierarquizados: auto-adaptação do tratamento, consulta do médico ou recurso a uma estrutura de urgência (hospital).

Numa crise, prescrevem-se betassimpatomiméticos (broncodilatadores), a inalar em geral sob forma de aerossol doseador (inalador ou nebulizador).

Quando a asma causa dificuldades respiratórias significativas, recorrentes ou persistentes impõe-se um tratamento de fundo, baseado principalmente em corticosteróides tomados através de um inalador. Estes medicamentos permitem controlar a inflamação brônquica.

As outras medicinas
Acupunctura

Eficaz entre as crises, a fim de evitar recidivas.

Fitoterapia
As plantas para crises de asma são muitas; devem ser prescritas por um médico competente.

Homeopatia
Muitas vezes eficaz no tratamento de asma não complicada. Utilizam-se remédios de crise, mas também remédios de fundo. A isoterapia, método de dessensibilização derivado da homeopatia, pode ter bons resultados onde a dessensibilização clássica falhou.

Naturoterapia
Quando a componente alérgica é dominante, sobretudo nas crianças, as causas alimentares devem ser estudadas. A diminuição (por vezes a supressão) do leite de vaca e seus derivados pode fazer regredir crises de origem alérgica.

Oligoterapia
Associação manganés-cobre em caso de alergia e manganés ou fósforo para a componente emocional.

Psicoterapia
Os eventuais problemas psicológicos devem ser abordados.

Que prevenção?
É preciso identificar e tentar limitar as circunstâncias que desencadeiam as crises através de uma pesquisa exaustiva, principalmente no campo da alergologia, de medidas de higiene adequadas (também em casa) e do controle de vários aspectos da vida diária.

 

 

 

Coma:
+ Fruta e legumes frescos, fontes de vitamina C e bioflavonóides
+ Marisco e frutos secos, fontes de zinco
+ Cereais integrais e leguminosas, que fornecem vitaminas do complexo B
+ Sementes de girassol, óleos de sementes e abacates, que fornecem vitamina E

Os seios perinasais são cavidades cheias de ar situadas nos ossos que rodeiam os olhos e o nariz. Em geral, o muco produzido pelas mucosas que revestem os seios perinasais escorre para a cavidade nasal ao longo de estreitas passagens. Contudo, em caso de constipação ou abcesso num dente de cima, a infecção pode percorrer essas passagens e atingir os seios perinasais. A mucosa que os reveste fica tumefacta e bloqueia as passagens, impedindo que o muco seja escoado. O muco infecta, causando uma sensação de obstrução e dores no rosto.

Como a sinusite aguda é em geral resultado de uma infecção, como a amigdalite, uma dieta rica em vitaminas e minerais que reforce as defesas do organismo ajuda a recuperação e evita futuras crises. A sinusite crónica pode derivar de infecção ou alergia a certos alimentos, como lacticínios, cereais ou produtos à base de soja, que provoquem a tumefacção das mucosas. A febre-dos-fenos, fumos, tabaco e lesões no nariz também podem causar problemas nos seios perinasais. Consulte o seu médico.

Coma cereais integrais, leguminosas, frutos secos, que, fornecendo vitaminas do complexo B, reforçam o sistema imunitário, e frutos e legumes frescos para uma boa ingestão de vitamina C.

 

 

 

Um problema comum, quatro conselhos de especialistas

Medicina alternativa
A psicoterapia pode ajudar as pessoas propensas à depressão. O chá de hipericão e os ácidos ómega-3 e SAM-e, quando tomados sob supervisão médica, podem ajudar, nas depressões ligeiras. Contudo se a tristeza interferir com o seu trabalho ou relações, o caso pode ser mais sério, e necessitar de antidepressivos.
David Mischoulon

Nutricionista
Aprimeira linha de acção deve ser a alimentação e a terapia da luz. Baixos níveis de ácidos gordos ómega-3 na dieta diária podem levar à depressão, ficando, por isso, demonstrado que comer mais ácidos ómega-3 pode ajudar a resolver o problema. Ao mesmo tempo, passe no mínimo, 30 minutos por dia a apanhar sol, para o ajudar a produzir a hormona do bem-estar, a serotonina.
Joel Fuhrman

Psiquiatra
Em primeiro lugar elimine as causas médicas, tais como o efeito secundário de medicamentos. Beber alcóol em excesso pode levar à depressão e torná-lo igualmente menos activo. O exercício físico é um excelente tratamento e mais eficaz que muitos medicamentos. Os pensamentos negativos podem arruinar o seu dia, mas identificá-los e corrigi-los pode ter qualidades antidepressivas.
Daniel Amen

Consultor Pessoal
Você pode ficar preocupado se tiver pensamentos negativos. Quando está apreensivo com alguma coisa, o seu desânimo pode levá-lo à depressão. Por isso, distraia-se com alguma coisa divertida ou agradável para mudar o seu pensamento. Isto não funciona nas depressões profundas. Para essas deve procurar ajuda profissional.
Martha Beck

Algumas pessoas que trabalham em criatividade realizam os seus trabalhos mais inovadores quando estão deprimidas, porque ao sentirem-se em baixo são forçadas a encarar as realidades desconfortáveis da vida. Por isso, para limitar o efeito da depressão, procure as coisas boas usando as técnicas descritas em cima, como comer peixes ricos em ácidos ómega-3.

 

 

 

Depois destes anos todos passados a carregá-lo para todo o lado, os seus joelhos podem começar a doer, darem estalidos ou ficarem mais rígidos.

As causas mais comuns para isso incluem osteoartrite, principalmente à medida que vai envelhecendo, se tem peso a mais ou se teve lesões, como tendinites ou rupturas de ligamentos, provocadas pela prática de desportos radicais.

Claro que o ideal é prevenir os problemas nos joelhos em primeiro lugar. A melhor forma?

Mantenha o seu peso controlado. De facto, perder apenas 1kg de peso pode reduzir a dor para metade em pessoas que têm artrites provocadas pelo excesso de peso.

«Eu observei pessoas com joelhos bastante danificados, e o nível de deterioração baixou significativamente quando perderam peso», diz John Reveille, professor de Medicina na Universidade do Texas.

 

 

 

Sintomas:

Adolescentes: dor aguda muito forte abaixo e à direita do umbigo, com distúrbios digestivos (vómitos, vontade de vomitar; diarreias), febre (38° C ou mais). Estes sintomas podem estar ausentes e a dor diminuir para se manifestar de novo mais tarde. É uma urgência cirúrgica (ver texto – Atenção!).

Crianças: os sintomas podem ser enganadores e assemelhar-se aos de uma gastrenterite, de uma gripe, de uma infecção urinária ou de uma infecção de ouvidos, nariz ou garganta.

Idosos: os sintomas são muito atenuados e podem simular uma gastrenterite ou uma gripe. Podem ser também os mesmos de uma adenite mesentérica, doença provocada por uma inflamação ou irritação dos gânglios do intestino delgado, em particular os situados no final deste, junto ao cólon e apêndice.

Pessoas mais em risco:

Crianças, adolescentes e idosos.

Porque dói?

É uma infecção aguda do apêndice e do peritoneu. No início, localiza-se na zona do apêndice, mas torna-se muito grave quando se espalha pelo abdómen.

O que pode fazer?

Dirija-se a um hospital ou a uma clínica.
Mantenha-se em jejum antes da consulta, evite os antálgicos antes do diagnóstico médico. Atenção: não faça o diagnóstico sozinho. Não hesite em voltar ao médico.

Atenção!

Qualquer dor abdominal aguda pode constituir uma urgência cirúrgica.
Consulte o médico rapidamente; só ele pode fazer o diagnóstico, talvez difícil em função da posição do apêndice no abdómen (sob o fígado, no meio do abdómen, atrás da bexiga), da idade (em particular, no princípio e fim da vida) ou da existência de uma doença associada.

Que tratamentos?

Cirurgia
A intervenção (que consiste em retirar o apêndice) faz-se por incisão cirúrgica ou por colonoscopia. Por vezes, é impossível fazer um diagnóstico sem uma intervenção cirúrgica, durante a qual o médico pode constatar que não se trata de uma apendicite aguda, mas de uma adenite mesentérica.
Em caso de dúvida, deve sempre optar-se pela intervenção cirúrgica, pois um erro de diagnóstico pode levar a um agravamento da situação que evoluirá para apendicite aguda.

 

 

 

Sintomas
Fraqueza ao andar ou quando está de pé que obriga a suspender a actividade. No caso de curvatura mais acentuada das costas, sentar-se, deitar-se ou inclinar-se para a frente alivia as dores.

Pessoas mais em risco
Essencialmente homens depois dos 60 anos.

Porque dói?
O canal ósseo no qual se encontra a medula espinal e as raizes nervosas é mais estreito que o habitual. Esta anomalia, também designada por estenose do canal lombar, é congénita ou provocada por uma artrose, associada ou não ao enfraquecimento dos discos situados entre as vértebras. A dor é causada pela compressão progressiva dos nervos e/ou da medula.

O que pode fazer?
-Descubra quais são as posições que o aliviam.
-Desloque-se dentro dos limites do esforço possível.
-Use um colete para apoio da coluna vertebral.
-Aprenda com o cinesiterapeuta a cuidar das suas costas nos momentos em que faz esforços físicos.

Que tratamentos?

Medicamentos
O especialista prescreve antálgicos, anti-inflamatórios e repouso. Pode ter que recorrer a infiltrações.

Cinesiterapia
É necessária para reforçar os músculos abdominais e corrigir a hiperlordose. Ajuda a manter o tónus dos músculos das pernas quando as dores e a fraqueza muscular levam a uma redução da actividade.

Cirurgia
Se a dor e a fraqueza estiverem a aumentar. Consiste numa laminectomia (secção da ponte óssea desde o corpo da vértebra até à apófise transversa) para libertar a medula ou as raízes nervosas.

As outras medicinas
-Acupunctura e homeopatia
Podem permitir a diminuição do consumo de antálgicos e de anti-inflamatórios clássicos.

-Fitoterapia
Por via oral: plantas analgésicas saliciladas (ulmeira, casca de salgueiro), anti-inflamatórias (unha-do-diabo), antioxidantes (ginkgo biloba) e plantas benéficas para o sistema vascular.
Aplicação local: especialidades e genéricos de arnica, óleo canforado e bálsamo relaxante são remédios mais tradicionais, muito activos se utilizados regularmente. As posologias aconselhadas para o grande público são normalmente e por prudência insuficientes, por isso não hesite em aumentá-las um pouco.

-Osteopatia
Pode ser útil.

 

 

 

Sintomas 
Se as lesões cutâneas forem graves, podem causar dores intensas e até hemorragias. As gretas não tratadas ou mal tratadas podem levar a complicações infecciosas: linfangite, abcesso.

Pessoas mais em risco
Mulheres que amamentam.

Porque dói?
As lesões do mamilo são mais ou menos graves.
Gretas superficiais: pequenos  sulcos vermelhos sobre o mamilo.
Fissuras radiadas: sulcos fundos vermelho-vivo, que doem mesmo entre as mamadas.
Erosões: a pele fica «gasta» devido à sucção. O mamilo fica vermelho-vivo e sangra quando o bebé mama. 

As gretas devem-se a uma má mecânica de sucção (bebé ou mãe mal instalados, o bébe mamando mal), a higiene deficiente ou excessiva (maceração ou ressequimento do mamilo) ou a um mamilo invertido (metido para dentro).

O que pode Fazer?
- Mude a posição do bebé para alterar as zonas de alongamento da aréola.

- Unte a greta com o seu próprio leite, pois este é cicacrizante.


- Apique um cubo de gelo sobre o mamilo 10 minutos antes da mamada para o tornar menos sensível.
Se a amamentação se tomar muito dolorosa ou tiver febre, deve consultar o médico.

Entretanto, alguns remédios homeopáticos podem ser muito eficazes:
- Castor equi em pomada (4 % de tintura-mãe) 3 vezes por dia depois da mamada, ou em grânulos 5CH 3 a 4 vezes por dia.
- Ratanhia em pomada (4% de tintura-mãe) ou em grânulos 5CH 3 a 4 vezes por dia.

Se sofre frequentemente de gretas, estas podem ser causadas por uma candidíase ou outras doenças (eczema, psoríase). Consulte um dermatologista para que o bébe não seja contaminado.

Que tratamentos?
Medicamentos
- Tomar um antálgico (paracetamol) meia hora antes da mamada não está contra-indicado.

- Localmente, pode untar-se a greta com gluconato de cobre e de manganés ou com pomadas próprias que permitem que se amamente o bébe sem necessidade de limpar previamente o mamilo (o que voltaria a abrir a greta).

As outras medicinas
Acupunctura
- Por vezes, benéfica contra a dor.

Auriculoterapia
- É eficaz em complemento do tratamento e das medidas de higiene.

Homeoterapia
- Ela propõe os remédios: Crotontiglium, Phytolacca, Graphites, Nitricum acidum, Ratanhia, Castor equi

Mesoterapia
- Fazem-se injecções de procaína a 1%: 1ml em redor da aréola e do mamilo.

Que prevenção?
- Durante o último mês de gravidez, puxe cuidadosamente os mamilos para diminuir a hipersensibilidade natural dos primeiros dias de amamentação; se forem invertidos (metidos para dentro), faça-os sair para fora aspirando-os com uma seringa à qual cortou a ponta.

- Instale-se bem para que o bebé agarre não só o mamilo, mas toda a aréola do seio. Ele deve poder aspirar o leite no eixo dos canais galactóforos. Amamente com calma. As mamadas serão, de preferência, frequentes e de curta duração, sobretudo nos primeiros dias.

- Adopte uma higiene rigorosa mas não excessiva para não suprimir as defesas naturais do líquido secretado pelas pequenas glândulas que se encontram à superfície da aréola, que são também elementos cicatrizantes: não limpe o mamilo, mas enxugue-o com uma compressa (não utilize o secador de cabelo, pois o ar quente resseca o mamilo). O mamilo não deve roçar contra um soutien rijo de fibras sintéticas: o melhor é colocar discos de aleitação entre o seio e o soutien.

 

 

 

Sintomas
- Dor dorso-lombar, que se agrava com o cansaço (à noite), o andar ou o estar sentado durante muito tempo, frequentemente acompanhada de cifose.

Pessoas mais em risco
- Adolescentes na fase final do crescimento ósseo.

- As dores podem manifestar-se 5 a 10 anos mais tarde, quando já jovens adultos.

Porque dói?
- É uma afecção do crescimento das vértebras.

- A curvatura anormal e a inflamação na região em torno das vértebras modificam a fisiologia muscular local. Os músculos têm tendência para se contrair e provocar dores no final do dia.

O que pode fazer?
- O calor alivia (pode, por exemplo, colocar uma botija de água quente).

- Consulte rapidamente um médico antes que a deformação se fixe, isto é, antes que se torne definitiva.

Que tratamentos?
- O diagnóstico é sempre radiológico (alteração da forma das vértebras, desgaste progressivo dos discos vertebrais, etc.).

Medicamentos
- No início do tratamento, o médico pode aconselhar antálgicos.

- Numa fase posterior: prescrição de relaxantes musculares.

Cinesiterapia
- Cinesiterapia relaxante através de massagens de compressão profundas e cinesiterapia antálgica (calor, lâmpada de infravermelhos).

- Fase de mobilização suave e de alongamento das cadeias musculares posteriores (exercícios que consistem em trabalhar os músculos das coxas e da barriga das pernas para os alongar).

- Fase de reeducação baseada em exercícios de musculação (dorsais, espinais e abdominais) praticados com ajuda do fisioterapeuta, que explica quais os movimentos que deve realizar em casa.

As outras medicinas
Aromaterapia

- Massaje com óleos essenciais que aliviam a dor (anti-inflamatórios): peça conselho a um aromaterapeuta, que lhe fará o preparado.

Fitoterapia
- Numa fase aguda da dor: ulmeiro, casca de salgueiro (tomar 1 cápsula de 350 mg por cada 10 kg de peso). Acrescente magnésio e Ginkgo hiloba aos relaxantes musculares.

Mesoterapia
- As injecções subcutâneas na zona afectada podem trazer um verdadeiro alívio.

Osteopatia
- Pode ser útil.

Que prevenção?
- Faça exercícios de manutenção da sua musculatura vertebral e abdominal e pratique regularmente alongamentos. Faça os exercícios indicados pelo cinesiterapeuta.

- Pode usar palmilhas ortopédicas amortecedoras. Pergunte ao seu ortopedista onde poderá comprá-las.

 

 

 

Sintomas
Dor parecida com a angina de peito, mas muito mais intensa, tornando-se insuportável, estendendo-se por todo o peito, costas, pescoço, maxilar; ombros e braço esquerdo. Persiste apesar do repouso e da administração de nitratos. Por vezes, é muito menos caracteristica e pode fazer errar o diagnóstico.

Pessoas mais em risco
Aparece subitamente ou no seguimento de uma angina de peito diagnostica da. É uma complicação da doença ateromatosa. Stress, emoção forte, um esgotamento físico ou nervoso ou um esforço violento podem ser factores desencadeantes.

Porque dói?
Quando, por obstrução de uma artéria coronária, uma zona do músculo cardíaco não é irrigada, os tecidos morrem se a circulação sanguínea não for restabelecida. O processo de destruição é muito doloroso.

O que pode fazer?
Chame urgentemente o 112 para ir imediatamente para o hospital. Enquanto espera assistência, fique deitado em local calmo.

Que tratamentos?
O diagnóstico é confirmado por electrocardiograma e uma análise de sangue.

Medicamentos e cirurgia
- Revascularização: é urgente desobstruir a artéria ocluída num serviço de cardiologia, se possível. A revascularização pode fazer-se nas primeiras horas com medicamentos que dissolvem o coágulo. Outra possibilidade, a cardiologia de intervenção: dilatação da artéria através de um pequeno balão na extremidade de uma sonda. Em certos casos, intervenção cirurgica de urgência com um ou vários bypasses, que consistem na execução de uma «derivação» na artéria por meio da interposição de um segmento de uma veia ou artéria.

- Tratamento: logo que o doente é hospitalizado, medicamentos injectáveis: betabloqueantes, inibidores cálcicos, nitratos. A seguir, repouso absoluto, terapêutica de anticoagulação(heparina injectável) e mudança para via oral dos fármacos injectáveis administrados no início. Depois, retoma gradual da actividade, por vezes com readaptação ao esforço.

As artérias coronárias São as artérias que irrigam e oxigenam o coração. São duas e nascem no começo da artéria aorta. A direita é em geral muito comprida. A esquerda começa por um canal curto e grosso, o tronco comum, e depois divide-se em artéria circunflexa e em artéria descendente anterior. Estudam-se estas artérias através de uma coronografia, um exame radiológico com injecção de um produto de contraste, que se realiza através de uma sonda introduzida numa artéria
e levada até à base da aorta.

As outras medicinas
Fitoterapia
Depois da crise, pirliteiro, OPC-vitamina C e magnésio, prescritos pelo médico.

Que prevenção?
Combater os factores de risco: deixe de fumar, perca o peso em excesso, faça exercício. Em caso de angina de peito diagnosticada, siga rigorosamente o tratamento.

 

 

 

Sintomas
Endurecimento das partes moles sob a pele da palma da mão, que se transformam em cordões espessados e retraídos. Progressivamente, os dedos fixam-se numa posição em flexão (torna-se impossível estender completamente os dedos).
 

Pessoas mais em risco
Sobretudo homens com mais de 50 anos. Mais frequente em caso de diabetes, epilepsia ou alcoolismo. São raras as formas familiares e hereditárias. A doença pode estar associada a distúrbios idênticos da planta do pé (doença de Ledderhose) ou endurecimento dos corpos cavernosos do pénis (doença de La Peyronie).
 

Porque dói?
O tecido que cobre os músculos da mão, a aponevrose palmar média, torna-se espesso e endurece. Depois retrai-se, repuxando os tendões da palma da mão, e torna-se muito fibroso. Não há dor, antes um incómodo permanente nos dedos.


O que pode fazer?
Consulte o médico.
 

Que tratamentos?
Medicamentos
Se a situação se tornar incómoda, podem fazer-se infiltrações de cortisona nas regiões afectadas. Se o desconforto é grande, é preciso rasgar a aponevrose através de injecções múltiplas sob anestesia local. Isto permite muitas vezes evitar uma cirurgia.
Cirurgia
Se a doença evoluiu muito, secciona-se a fibrose (tecido fibroso em excesso) para a mão recuperar a mobilidade.
 

Que prevenção?
O único factor de risco que pode controlar-se com eficácia é o consumo de álcool, que deve ser limitado.

 

 

 
Sintomas
Dor permanente nas vértebras dorsais, lombares ou cervicais. Agravada por alguns movimentos e certas posições. Acompanhada por uma dor em banda, ou em cinturão, que irradia para a frente e que aumenta com a tosse ou os esforços durante a defecação.
 
Pessoas mais em risco
Pessoas com cancro no pulmão, no seio, na próstata ou na tiróide.
 
Porque dói?
O desenvolvimento do tumor na vértebra altera a estrutura do osso e fragiliza-o. Assim, o próprio peso do corpo, os movimentos e o exercício causam dores.
 
O que pode fazer?
Evite os movimentos que solicitam a coluna vertebral. Tome antálgicos usuais (aspirina, paracetamol).
Consulte o seu médico sem demora.
 
Que tratamentos?
Atenção: nestes casos, não se fazem manipulações.

Medicamentos
O médico prescreve antálgicos adequados à intensidade da dor. A morfina é o mais recomendado, enquanto se pesquisa o cancro na origem destas metástases. O tratamento específico é o do cancro inicial.
Radioterapia
Se as metâstases forem muitas e pouco acessíveis à cirurgia, a radioterapia tem um papel antálgico.
Quimioterapia
A quimioterapia é prescrita consoante os casos.
Cirurgia
A cirurgia pode ser usada para estabilizar a coluna vertebral ou libertar raízes nervosas comprimidas pelas vértebras.
 
As outras medicinas
Fisioterapia
Na luta contra doenças graves, atribui-se cada vez mais importância aos antioxidantes, que neutralizam a acção dos radicais livres (moléculas nocivas que facilitam o cancro e as suas metástases e o processo do envelhecimento). Assim, propõem-se as vitaminas A, C e E (obtidas das uvas, groselhas-negras e vinho tinto) e o mineral selénio. Os bioflavonóides e os taninos, e ainda substâncias como o resveratrol, obtido do vinho branco, têm também propriedades antioxidantes.
 

Que prevenção?
Use uma cinta para a zona lombar (lombóstato) .
Tome sistematicamente antálgicos sem esperar que a dor apareça.

 

 

 
Todavia, muitas dessas pessoas, pelas mais diversas razões, não se queixam, suportam a dor e o mal-estar, não pedem ajuda. Na verdade, a dor tira a essas pessoas o gosto pela vida, que se torna assim um verdadeiro sacrifício.
 
A idade aumenta a dor física?
É verdade que com a idade o número de doenças degenerativas (como a artrose) aumenta, assim como o risco de cancro.

É, pois, normal ver aparecer dores sintomáticas (que acompanham uma doença) à medida que se avança na idade. A artrose, que atinge sobretudo as articulações de sustentação, como o joelho e a anca, é de resto responsável pelo maior número de queixas ligadas ao envelhecimento. Mas o agravamento da dor com a idade permanece uma questão ambígua.

Em certas doenças (como a zona), as dores das sequelas são agravadas pela idade. Noutros casos, pelo contrário, não existe dor, mesmo em caso de patologias que se sabe serem dolorosas. Por exemplo, o enfarte do miocárdio, que provoca, em regra, uma dor típica, pode ser totalmente indolor numa pessoa idosa.

Por isso, os profissionais da dor não partem com ideias preconcebidas sobre cada caso. Para avaliar a dor do idoso, fazem-lhe perguntas: se tem dores, que tipo de dores, onde, quando. A questão da idade torna-se secundária, e os médicos procuram fazer urna avaliação individual.

 
Solidão e isolamento
Quando vive sozinha, isolada, longe da família, a pessoa idosa tem, para além da dor física, carências afectivas que são fonte de grande sofrimento. A morte de familiares e de amigos gera um sentimento de perda e de desespero.
 
A tristeza mistura-se com a agressividade, ou então é o medo da solidão e da dependência que se instala. Todos estes sentimentos devem ser percebidos e tidos em conta pelos que rodeiam a pessoa idosa, quer seja no hospital, em casa ou num lar.

O sofrimento moral, mais frequente se a pessoa estiver isolada ou fisicamente incapaz (por doença ou não), pode resultar numa depressão, como acontece em qualquer idade, razão pela qual deve procurar-se descobrir os sinais: as queixas são a expressão ele um sentimento negativo.

Um médico ou um psicólogo podem ajudar a descodificar os sinais de sofrimento e a iniciar o tratamento.

 
Estar atento, saber ouvir
Por razões culturais, a pessoa idosa raramente se queixa de dores. Mas o sofrimento adivinha-se por mudanças do comportamento ou dos hábitos de vida: alteração do apetite, do sono, da forma como ocupa o seu tempo, agravamento de deficiência. Se detectar estes sinais num idoso seu familiar, consulte o seu médico assistente e/ou um especialista para que tomem conta da situação.

Se o idoso se manifesta, saiba ouvir o que ele tem para lhe dizer. Aconselhe-se junto de pessoal especializado em gerontologia (especialidade que procura ajudar o doente idoso em todos os seus aspectos). Por vezes, basta ter com quem falar. Outras vezes, é preciso ir mais longe (tratamento de uma depressão, por exemplo). Não há falta de medicamentos para tratar a doença nos idosos, mas, em contra partida, a dor destas pessoas é considerada banal - quantas vezes se ouve dizer: «Nesta idade é normal ter dores!» - e nem sempre sistematicamente avaliada, o que pode levar à sua subavaliação. A formação dos médicos e das equipas de assistência em matéria de dor permite esperar progressos rápidos neste domínio. A mediatização do problema ajuda a fazer evoluir as mentalidades.
 

Aliviar: os remédios existem
A panóplia dos antálgicos
Todos os medicamentos contra a dor são eficazes nos idosos: antálgicos (paracetarnol, aspirina), anti-inflamatórios, produtos à base de codeína, morfina, mas a sua prescrição torna-se difícil quando se trata de uma dor crónica que exige urna toma prolongada.

Com efeito, quando um idoso sofre de uma doença cardiovascular ou metabólica (hipertensão arterial ou diabetes, por exemplo), ele toma normalmente de forma escrupulosa os medicamentos receitados pelo médico. Em matéria de antálgicos, em contrapartida, constatou-se que os idosos tendem quer a abandonar o tratamento, quer a automedicar-se, aumentando as tornas.

Por isso, os médicos tentam fazer prescrições rigorosas, tendo em conta as contra-indicações possíveis (situação cardiovascular e renal) e as interacções eventuais com outros medicamentos receitados ao mesmo tempo. Para um idoso, preconiza-se em geral um tratamento a horas fixas, e não a pedido, espaçando-se as tomas de modo a evitar a acumulação dos fármacos e reduzindo as doses.

Graças às recomendações da OMS, a prescrição da morfina para combater a dor aumentou. A analgesia auto controlada, por exemplo, permite administrar morfina por via intravenosa ali subcutânea com uma eficácia notável. Todavia, deve avaliar-se a dor com cuidado, a fim de não receitar morfina senão nos casos necessários. Por outro lado, se é certo que este produto não deve ser retirado do tratamento da dor na pessoa idosa, tão-pouco deve servir de justificação para aliviar a consciência do terapeuta e evitar-lhe a preocupação de tratar a doença!

 
Agir localmente
As chamadas técnicas invasivas levam os produtos directamente ao nível da zona dolorosa: corticosteróides em infiltrações intra-articulares ou anestésicos locais em bloqueios anestesiológicos. As infiltrações intra-articulares são utilizadas em casos de reumatismo. Os bloqueios anestesiológicos são, em regra, reservados às dores rebeldes de uma zona limitada (braço, perna, etc.).

Estes métodos são particularmente eficazes corno complemento de medicamentos, mas não podem ser generalizados, pois implicam riscos, principalmente riscos de infecção, em pessoas fragilizadas. A neurocirurgia da dor está especialmente indicada em patologias bem definidas, como a nevralgia do trigémeo, quando não cede ao tratamento médico.
 

Com cuidado
Sabe-se que os idosos não toleram muito bem os medicamentos alopáticos, e é por isso que os sistemas de tratamento menos agressivos representam um meio eficaz de alívio sem apresentar a desvantagem dos efeitos secundários.

Qualquer que seja a origem das dores, podem (e devem) experimentar-se alguns sistemas de tratamento alternativos. Por esse motivo, associam-se muitas vezes aos medicamentos técnicas não-medicamentosas (acupunctura, e electroacupunctura, por exemplo), técnicas físicas (electroterapia, massagens, aplicação de calor ou de frio, mesoterapia) e, em certos casos, mesmo a homeopatia.

A estimulação nervosa eléctrica transcutânea permite também combater certas dores muito localizadas: sequelas de lesões nos nervos pós-traumáticas, pós-cirúrgicas ou pós-infecciosas (dores que se seguem a uma crise de zona).
 
 
A ajuda das associações
Em matéria de cuidados e de ajuda a idosos no domicílio, existem em vários países ocidentais numerosas associações que organizam as ajudas em casa, as visitas dos cinesiterapeutas, das enfermeiras, etc., principalmente no meio rural.

Em Portugal, e sobretudo fora dos centros urbanos, esse apoio, público ou privado, é insuficiente, pelo que o doente idoso
fica dependente da família e de amigos. Se tem um familiar idoso nestas circunstâncias, tente, com tempo, programar alguma ajuda através da sua junta de freguesia, do centro de saúde da área da residência do doente ou da Misericórdia.
 
 
 

Um fim de vida sem sofrimento
No mundo contemporâneo, a morte mudou de rosto: cada vez mais as pessoas morrem no hospital, num ambiente asséptico, longe de casa.

Já não se reúne a família, já não há velório
. Este fenómeno social deu origem em alguns países ao desenvolvimento do acompanhamento dos moribundos e dos cuidados paliativos, em que profissionais e voluntários acompanham os doentes terminais, aliviando-lhes a dor dos últimos momentos. Em Portugal, estas preocupações começam agora a traduzir-se em acções concretas.

 

 

 
Sintomas
Inflamação aguda ou crónica da língua, que pode ficar avermelhada e lisa. O espessamento da língua, em si mesmo doloroso, favorece o aparecimento de pequenas lesões, ainda mais dolorosas.
 
 
Pessoas mais em risco
A glossite é provocada por:
-Inflamação (como certas anemias, em particular ferriprivas, ou carências vitamínicas);
-Reacção alérgica (a certos medicamentos);
-Irritações (mordedura, queimadura).
 
 
Porque dói?
A língua é um órgão formado essencialmente por uma massa de músculos revestidos por uma mucosa onde se encontram todas as papilas gustativas. É portanto um órgão muito sensível às variações térmicas e gustativas. A ponta e os bordos da língua são as duas regiões mais sensíveis à dor.
 
 
O que pode fazer?
Bochechar com os produtos comerciais, que encontra à venda no mercado, ou com água bicarbonatada.
Evite os alimentos condimentados ou ácidos (limão, toranja, laranja, molho vinagreta, pickles, sal,
pimenta, etc.).
Em digitopunctura, carregue com força e de forma repetida e a seguir largue o ponto 4 do meridiano do intestino grosso (nas costas da mão, em frente da união do polegar com o indicador).
Bocheche com loção de Calendula.
Beba tisanas de salva (Salna): 2 colheres de café de salva seca para cada chávena de água a ferver.
 
 
Que tratamentos?
Medicamentos
Prescrevem-se bochechos alcalinos (água com bicarbonato, 1 colher de café em ½ copo de água morna durante 1 minuto várias vezes por dia). Nos casos graves, gargareje com um anestésico local (xilocaína viscosa, só com prescrição médica) para aliviar a dor. O tratamento pode exigir a administração de antibióticos ou anti-inflamatórios (sob prescrição médica) e a correcção de eventuais carências (ferro, vitaminas).
 
 
Que prevenção?
A prevenção só é possível em caso de alergia alimentar ou medicamentosa (antibióticos) reconhecida.
 
 
 
 
Sintomas
Fractura do olecrânio: o olecrânio é uma saliência óssea na extremidade superior do cúbito que forma o relevo da ponta do cotovelo. A fractura, sempre muito dolorosa, resulta de uma queda para trás em que o cotovelo bate numa superfície rija. O edema é imediato e muitas vezes acompanhado de uma hemorragia na cavidade articular do cotovelo.

Fractura da tacicula radial: a tacícula radial está situada na extremidade superior do rádio, articulando-se com o cúbito e o úmero. A fractura pode resultar de pancada directa ou de rotação forçada do antebraço durante uma queda. A dor situa-se na parte externa do cotovelo. Os movimentos de pronação (palma da mão virada para o chão) ou de supinação (palma da mão virada para cima) são tão dolorosos que se tornam quase impossíveis, embora o doente consiga flectir e estender o cotovelo.

Fractura da apófise coronoideia: a apófise coronoideia é uma saliência óssea do cúbito logo por baixo da articulação do cotovelo. A fractura, bastante rara, está sempre ligada a uma luxação posterior do cotovelo e resulta de uma pancada violenta sobre uma superfície dura. Detecta-se através de exames radiológicosprévios à redução da luxação.

Fractura dos dois ossos do antebraço: é geralmente bastante baixa, perto do punho. É causada por uma pancada violenta. O estalo é por vezes perceptível, a dor é imediata e intensa e surge imediatamente um edema.

Fractura do rádio: esta fractura surge após uma queda sobre a mão estendida a sustentar o peso do corpo. Geralmente, é pouco dolorosa, excepto se se apoiar o dedo sobre a linha da fractura.
 

Pessoas mais em risco
Fractura do olecrânio: qualquer pessoa que tenha possibilidade de bater violentamente com o cotovelo (operários da construção civil, desportistas ... ).

Fractura da tacícula radial: jovens desportistas ou quando se verifica uma perda de equilíbrio durante o transporte de um grande peso (mudança de móveis, halterofilia).

Fractura da apófise coronoideia: desportistas (equitação, ciclismo, judo) e acidentes rodoviários.

Fractura dos dois ossos do antebraço: jovens adultos e crianças.

Fractura do rádio: crianças dos 6 aos 15 anos.
 

Porque dói?
A dor deve-se à ruptura da parte externa do osso (o periósteo, que contém vasos sanguíneos e os nervos que desencadeiam a dor), ao edema e a uma eventual hemorragia interna.
 
 
O que pode fazer? 
 Alivie a dor colocando sobre o braço um saco de gelo envolto num pano.
Imobilize a zona fracturada com urna tala improvisada e fixe-a com ataduras.
Não tome antálgicos senão em supositórios. Não tome comprimidos, pois pode ser necessária uma intervenção cirúrgica.

Dirija-se ao serviço de urgência do hospital da sua área ou chame o INEM (112).
 

Que tratamentos?
A primeira coisa a fazer é uma radiografia, que determinará o tipo de tratamento, pois certas fracturas requerem uma intervenção cirúrgica.
Fractura do olecrânio: neste tipo de fractura é geralmente necessária urna intervenção cirúrgica sob anestesia geral para fixar o olecránio. A hospitalização para os primeiros cuidados dura de 5 a 10 dias. Depois, o cotovelo é imobilizado durante 15 a 21 dias e a seguir gradualmente reeducado (massagens, extensões sem forçar, por exemplo) para evitar retracções secundárias, isto é, incapacidade de estender completamente o antebraço em relação ao braço. Segundo o tipo de fractura, o cotovelo será imobilizado semiflectido ou em extensão para evitar que o tricípite repuxe o olecrânio.

Fractura da tacícula radial: se o osso não estiver deslocado, na maior parte dos casos é suficiente um tratamento ortopédico (colocação de uma tala durante 6 semanas). A reabilitação é longa (cerca de 20 sessões), pois dirige-se a todo o antebraço e às articulações do cotovelo e do punho para recuperação dos movimentos de supinacão e pronação.

Fractura da apófise coronoideia: esta fractura pode ser tratada cirurgicamente através da colocação de parafusos em caso de deslocamento importante dos ossos fracturados ou por uma imobilização do cotovelo a 90° (isto é, em ângulo recto) durante 1 mês. A reabilitação, primeiro muito suave, destina-se a alcançar progressivamente a extensão completa do antebraço.
 
Fractura dos dois ossos do antebraço: se a deslocação óssea for importante e, por maioria de razões, a fractura for exposta, impõe-se uma intervenção cirúrgica. Caso contrário, o tratamento ortopédico será suficiente. A reabilitação é por vezes bastante rápida, dirigindo-se essencialmente à mobilização do punho e recuperação da musculação do antebraço.

Fractura do rádio: uso de tala durante algumas semanas e aplicação de gelo e de pomada durante a primeira semana.
 

As outras medicinas 
Auriculoterapia
O tratamento das dores ligadas a este traumatismo dá excelentes resultados na maior parte cios casos. Deve ser seguido até à total consolidação.
 
Homeopatia
Só intervém como complemento do tratamento médico, mas pode tornar a consolidação mais rápida e a reabilitação mais eficaz. Enquanto espera o tratamento de fundo, pode tomar Symphytum 10CH (20 gotas 2 vezes por dia) e Calcarca phosphorica 10CH (20 gotas 2 vezes por dia).
 

Que prevenção?
Não existe normalmente nenhuma recidiva nem qualquer recaída neste tipo de lesão. São prescritos antálgicos durante o período de reabilitação, em especial na mobilização do cotovelo em extensão, que pode ser particularmente dolorosa.

 

 

 
Sintomas
No momento de uma queda violenta sobre os calcanhares ou a planta do pé, dor imediata e de uma extrema intensidade. A pessoa fica incapaz de mexer ou apoiar o pé no chão. Tumefacção significativa do tornozelo e do pé. Hematoma precoce que se desenvolve nos dias seguintes.
 
 
Pessoas mais em risco
Essencialmente, operários da construção civil, pára-quedistas, ginastas e cavaleiros. Nas pessoas idosas, as mulheres com descalcificação óssea depois de um traumatismo muito ligeiro.
 
 
Porque dói?
O astrágalo e o calcâneo são os dois maiores ossos do tarso (parte posterior do pé). O astrágalo fica situado sob a tíbia, e o calcâneo, sob o astrágalo. A parte posterior do calcâneo forma o calcanhar. O astrágalo é um osso articular encarregado dos movimentos axiais e laterais do pé. Com efeito, esta estrutura óssea suporta a totalidade do peso do corpo no momento do apoio sobre um pé (monopodal).

As fracturas podem afectar um ou outro destes dois ossos (a fractura dos dois ao mesmo tempo é extremamente rara). As numerosas terminações nervosas situadas na parte externa dos ossos, bem corno sobre os ligamentos, os tendões e a cápsula da articulação, explicam a intensidade da dor que acompanha a fractura.
 
 
O que pode fazer?
Proteja o ferido de forma a evitar qualquer movimento que agrave a dor ou o problema. Evite retirar-lhe a bota ou o sapato, que servirão de tala. Se o pé não estiver calçado, aplique um saco de gelo.
 
 
Que tratamentos?
Ortopedia, cirurgia e cinesiterapia
Fractura sem desvio: o tratamento é ortopédico com imobilização. A colocação do gesso faz-se alguns dias depois do acidente, quando o inchaço tiver diminuído. Uma vez retirado o gesso, a reabilitação demora alguns meses.

Fractura com desvio: é necessária uma intervenção cirúrgica. A reabilitação pós-cirúrgica é difícil e leva vários meses. No caso de fracturas múltiplas, pode ter que fazer-se uma artródese, isto é, bloquear a articulação entre o  astrágalo e o calcâneo num ângulo recto. Isto afecta a mobilidade do pé e alguns movimentos tornam-se impossíveis (salto, corrida). Além disso, as articulações da perna são mais solicitadas do que em condições normais e podem aparecer complicações de artroses.
 
 
As outras medicinas
Homeopatia
Os remédios prescritos são os mesmos que para as fracturas.
 
 
Que prevenção?
As dores das sequelas são frequentes e muito difíceis de eliminar. A prevenção assenta inteiramente na reabilitação após remoção do gesso, na mudança de actividade e na utilização de sapatos ortopédicos.
 
 
 
 
Sintomas
Na maior parte das vezes, não há sintomas; por vezes, dores surdas na zona lombar; crónicas, originando um desconforto moderado; mais raramente, cólica nos rins ou sangue na urina. Em geral, a descoberta faz-se acidentalmente durante uma ecografia por outros motivos ou devido a quaisquer complicações.
 
 
Pessoas mais em risco
É mais frequente nos homens entre os 40 e os 60 anos. Os quistos (tumores benignos) afectam homens e mulheres e a sua frequência aumenta com a idade.
Os tumores malignos são mais frequentes depois dos 55-60 anos.
 
 
Porque dói?
A dor é normalmente provocada por uma distensão da cápsula do rim.
 
 
O que pode fazer?
Em caso de dor crónica e só de um lado na zona lombar, consulte o médico para verificar a origem da dor.
 
 
Que tratamentos?
Cancro do rim: é imperativa uma intervenção cirúrgica para remoção do tumor, sendo por vezes necessário extrair todo o rim. Actualmente, este é o único tratamento eficaz, pois os resultados da quimioterapia e da radioterapia não são satisfatórios. A intervenção faz-se abrindo a cavidade abdominal sob as costelas, ou abrindo a fossa lombar pelo lado. A opção depende da preferência do cirurgião e do tipo de tumor.
 
Após a intervenção, a dor (que dura alguns dias) é aliviada com medicamentos morfínicos. Só muito raramente ficam sequelas dolorosas ao nível da cicatriz (do tipo nevralgias), que são tratadas numa primeira fase com vitaminas B1-B6 e, se necessário, com carbamazepina ou antidepressivos imipramínicos. A ablacão do rim não origina nenhuma fragilidade particular, pois o outro rim funciona pelos dois.
 
De qualquer forma, o bom senso sugere que se tomem algumas precauções: não pratique nenhum desporto violento (um traumatismo grave num rim único pode ter consequências muito graves), consulte rapidamente o médico em caso de dores na zona do rim que lhe resta e seja acompanhado regularmente por um médico. Para além disto, não há nenhum regime alimentar particular nem restrições no plano profissional.

Após a ablacão do rim canceroso, deve ter vigilância médica durante pelo menos 10 anos e fazer exames radiológicos e análises ao sangue. A frequência usual das consultas de vigilância é uma vez de 6 em 6 meses.

Quisto no rim: estes tumores benignos raramente requerem intervenção cirúrgica. Na maior parte dos casos, basta uma simples vigilância. Apenas nos casos de complicações infecciosas, hemorragias ou dores se coloca a hipótese de cirurgia. A intervenção consiste em retirar o quisto por uma incisão na fossa lombar. As dores pós-operatórias exigem produtos morfínicos durante uma semana. Pode haver, mas é raro acontecer, sequelas dolorosas do tipo nevrálgico na zona da cicatriz, Numa primeira fase, estas sequelas são tratadas com vitaminas B1-B6; e, no caso de insucesso, com carbamazepina ou antidepressivos imipraminicos.

Por vezes, a intervenção consiste em fazer uma punção do quisto e esclerosá-lo. Este procedimento não é doloroso, pois não deixa cicatrizes. O inconveniente é o risco de recidivas.

 

 

 
Sintomas
Dores intensas no escroto, instalando-se rapidamente em 1 ou 2 dias. As dores sobem para a virilha e são aliviadas pelo levantamento do testículo.

A febre sobe facilmente mas é inconstante. Por vezes, desejo frequente de urinar; ardor ao urinar e, mais raramente, secreção esbranquiçada na cabeça do pénis.

O escroto fica grande e dói ao toque.

Atenção: existe o risco de confundir uma epididimite com uma torção do testículo, que necessita de uma intervenção cirúrgica urgente.
 

Pessoas mais em risco
Homens, sobretudo entre os 20 e 40 anos.
 
 
Porque dói?
A epididimite é uma inflamação que resulta de uma infecção do epidídimo, canal que rodeia o testículo, o que provoca um aumento de volume do canal e dores. A infecção pode propagar-se ao testículo: neste caso, trata-se de lima epidídimo-orquite.
 
 
O que pode fazer?
Não tome nenhum medicamento por sua iniciativa. Um tratamento inadequado ou insuficientemente rápido pode provocar complicações (abcesso, recidiva).
 
Se tiver uma dor forte no escroto, consulte o médico com urgência.
 
 
Que tratamentos?
Medicamentos
Após a recolha de urina para exame bacteriológico, o médico prescreve antibióticos (3 semanas) e anti-inflamatórios (8 dias). A febre desaparece em 24 - 48 horas, as dores, em alguns dias, e o escroto regressa ao tamanho normal passados alguns dias.
Use slips ou mesmo um suspensório, que se vende em algumas farmácias. Durante os primeiros dias, o repouso na cama é bastante aconselhável.
 
Em caso de doença de transmissão sexual, use preservativos até ao fim do tratamento.
 
 
Que prevenção?
Antes dos 35 anos, a epididimite é uma infecção quase sempre sexualmente transmissível. Neste caso, tratar o parceiro é indispensável para evitar lima recaída.

Depois dos 35 anos, a epididimite relaciona-se frequentemente com uma obstrução no aparelho urinário. Consulte um urologista.