Conselhos Saudáveis 3

 

 

Sintomas

Crostas espessas, esbranquiçadas, secas, que caem espontaneamente quando se despe a roupa (se se coçar com a unha, a crosta sai como se fosse um pingo de cera, deixando à vista uma mancha vermelha e inflamada).

Placas do tamanho da palma da mão ou em metade do corpo ou manchas pequenas (chamadas gotas) muito vermelhas e com crostas, disseminadas por todo o corpo e pelo couro cabeludo, ou então fissuras e lesões que supuram, com mais frequência nos joelhos e cotovelos e nos orgãos genitais em particular, ou ainda pústulas na extremidade dos dedos das mãos e dos pés que podem provocar a queda definitiva das unhas.

Estas formas de psoríase podem causar forte prurido (uma em cada duas pessoas com psoríase coça-se).

 

Pessoas mais em risco

2,5 a 3% da população.

 

Porque dói?

Algumas lesões da psoríase são verdadeiras chagas, muito dolorosas. A doença é agravada pelo stress e por choques emocionais, que são também factores desencadeantes, e pode provocar depressões nervosas. A psoríase deve-se a mecanismos anormais na imunidade da pele (depressão imunitária).

 

O que pode fazer?

+ Hidrate regularmente a pele com produtos emolientes e use produtos de limpeza sem sabão ou muito gordos.

+ Não consuma bebidas alcoólicas (o álcool é um dos principais factores agravantes ou desencadeantes).

+ Evite o tabaco, que seca a pele.

 

Que tratamentos?

Medicamentos
+ Aplique todos os dias pomadas e cremes à base de cortisona, de alcatrão ou de calciprotiol, ou ainda vaselina salicílica, que removem as placas espessas. Na maior parte das vezes, as mãos e os pés têm que estar sempre protegidos com pensos ou enfaixados.

+ Os raios ultravioletas (terapia com PUVA), potenciados por uma substância química que se toma antes da exposição, são muito eficazes, mas podem, a prazo, ter efeitos secundários adversos na pele (envelhecimento prematuro e risco de cancro).

+ A quimioterapia, cujos efeitos secundários não devem ser minimizados, é por vezes necessária, em particular quando a doença é acompanhada por dores reumáticas e nos casos em que afecta as palmas das mãos e as plantas dos pés.

 

As outras medicinas

Fitoterapia
Há inúmeras plantas que podem ser utilizadas: a saponária (em decocção, 30 g/l de agua, deixe ferver durante 30 minutos e coe) e o Harpagophytum. A drenagem da pele e das articulações é assegurada pela dulcamara e pelo amor-perfeito-bravo. O alcaçuz, anti-inflamatório, estimulante da imunidade e antialérgico, pode ser usado em curas descontinuas e vigiando a tensão arterial.

Nesta doença, o tratamento de fundo deve ser prolongado e de combate aos radicais livres, associando vegetais antioxidantes, os seus extractos ricos em OPC e aportes alimentares adequados: vitamina A e betacaroteno (óleo de figado de bacalhau, cenoura, frutos amarelos, tomate), vitamina C (frutos vermelhos, groselheira, quivi, citrinos) e vitamina E (óleo de germe de trigo e óleo de girassol).

Homeopatia
Pode ser eficaz em tratamento de fundo, mais do que se for apenas local. Os remédios mais frequentemente indicados são: Berberis aquifolium, Aurum metallicum, Lachesis sepia, Lycopodium, Platina, Phosphorus, Luesinum, Staphysagri e Ignatia.

Naturopatia
Utilize técnicas de relaxamento, pratique desporto e exponha-se à luz solar com regularidade.

Psicoterapia/ relaxamento
Podem ajudar a aceitar o aspecto crónico da doença e a evitar o aparecimento de crises com qualquer contrariedade.

Termalismo
As curas são normalmente muito eficazes a longo prazo (3 curas no mínimo) e têm a vantagem de retardar os tratamentos mais complicados, em especial nas crianças e adolescentes.

 

Que prevenção?

Aprenda a dominar a psoríase através de cuidados diários e de tratamentos suaves (curas termais, homeopatia) para retardar tanto quanto possível, até mesmo evitar, o recurso aos tratamentos mais gravosos. Seja rigoroso com a sua higiene.

 

 

Sintomas

Curvatura excessiva da coluna, mais frequentemente na parte superior do dorso, dando-lhe o aspecto de uma corcunda, ou bossa.

Pessoas mais em risco

+ Pessoas com mais de 60 anos.
+ Adolescentes: tipo particular de cifose, chamada doença de Scheuermann, uma distrofia vertebral do crescimento.

Porque dói?

+ Pessoas de idade: e causada pelo envelhecimento de todos os discos intervertebrais, que se tornam mais delgados na zona anterior, e pelo enfraquecimento das vertebras provocado pela osteoporose. Pouco dolorosa durante muito tempo, a cifose é incomoda, uma vez que provoca uma postura deficiente, em que a pessoa fica inclinada para a frente.

+ Adolescentes: este tipo de cifose, muito dolorosa no momento em que aparece, e provocada por uma perturbação do crescimento das vértebras. Os corpos vertebrais são penetrados por fragmentos de disco (hérnias intra-esponjosas).

Pode desencadear sequelas: dores no meio das costas (dorsalgias) ou mais em baixo, ao nível dos rins (lombalgias). Por vezes, a cifose aparece após a fractura de uma vértebra, uma infecção ou um tumor.

O que pode fazer?

+ Descanse durante os períodos dolorosos.
+ Corrija a posição das suas costas.
+ Em caso de cifose muito avançada, deverá andar com o auxílio de uma bengala.

Que tratamentos?

Cinesiterapia
O tratamento passa pela reeducação postural, dormir num colchão firme e sem almofada.

Ortopedia
Em alguns casos, é necessário o uso de um colete durante vários meses.

As outras medicinas

Fitoterapia
Para limitar as contracturas, as massagens feitas por um fisioterapeuta serão mais benéficas utilizando a seguinte mistura, preparada por receita: bálsamo relaxante (5 g), láudano (5 g), óleos essenciais de alecrim (2 g) e de gualtéria ou vidoeiro (2 g), clorofórmio (5 g), óleo canforado (150 cc).

O doente e o médico

A reeducação postural
A reeducação postural tem como objectivo reaprender o usa correcto da coluna vertebral no dia-a-dia, em casa e no trabalho.

Aprende-se ou reaprende-se com médicos especialistas (reumatologistas, fisiatras), fisioterapeutas e ergoterapeutas a ter uma boa postura em todas as situações mais ou menos difíceis para a coluna, por exemplo: lavar a louça. aspirar, transportar uma mala, abrir a mala do carro, subir ou descer de um carro ou da cama.

A reeducação postural faz parte integrante de algumas terapias de reabilitação.

 

 

 

Sintomas
Dores no ombro, em especial quando se abrem os braços.

Pessoas mais em risco
Frequente após os 60 anos. Mais frequente no homem que na mulher, e no lado dominante (direito nos que usam a direita) nas pessoas que fazem esforços manuais. Nos que praticam golfe, andebol, basquetebol.
Os reumatismo podem atingir essa articulação.

Porque dói?
A articulação acrómio-clavicular faz parte do ombro. Ela permite levantar ou baixar o ombro e intervém para dar uma harmonia aos movimentos do braço. No caso de traumatismos ou de movimentos repetitivos, o ombro trabalha em excesso e as extremidades ósseas reagem através de uma artrose.

O que pode fazer?
Ponha o braço em descanso. Não faça movimentos que causam dor.

Que tratamentos?
Medicamentos e ortopedia
- Anti-inflamatórios
- Infiltração da articulação com derivados de cortisona
- Em caso de traumatismo com deslocamento da clavícula, basta geralmente imobilizar o braço, usando um tiracolo durante 15 dias.

Cirurgia
- Para reparar as lesões se a pessoa for jovem e praticar muito desporto;
- Em caso de dor crónica, pode efectuar um alisamento da parte externa da clavícula. É uma operação corrente que permite fazer desaparecer a dor.

As outras medicinas
Homeopatia
A homeopatia representa uma escolha alternativa no tratamento desta patologia, particularmente como prevenção nos desportistas, mas também como tratamento curativo. Os remédios principais são Arnica (excesso de treino desportivo ou falta de aquecimento), Bryonia (dor agravada ao menor movimento) e Rhus toxicodendron (dor acalmada pelo movimento lento e prolongado).

Prescrevem-se por vezes Sanguinaria canadensis (dores no ombro direito numa mulher em período menopáusico) e Kalium bichromicum (dor «em pontada»).

Que prevenção?
Para reduzir o risco de dor, evite o excesso de movimentos de abrir e fechar os braços e os de lançamento. Reveja o treino desportivo.

 

 

 

Sintomas
O braço fica bloqueado em posição estendida, a palma da mão virada para o chão. A criança não deixa que lhe toquem e não consegue dobrar o cotovelo.

Pessoas mais em risco
Crianças entre os 18 meses e os 3 anos, quando um adulto levanta uma criança do chão puxando a pelo punho.
 

Porque dói? 
O rádio é o osso do antebraço que gira ao nível do cotovelo e permite fazer rodar o punho. Quando a criança é levantada pelo punho, o seu próprio peso faz deslocar a cabeça do rádio da sua articulação e o antebraço fica bloqueado. A criança não tem muitas dores desde que não lhe mexam no braço.

 

O que pode fazer?
Apoie o cotovelo com uma mão e faça rodar a mão sobre si mesmo devagar para que a palma da mão fique virada para cima. A seguir, dobre o antebraço sobre o braço. Esta manipulação é normalmente fácil. Atenção! Não force.
Se o pulso não virar ou, a criança se queixar quando lhe dobra o antebraço, consulte o médico. Enquanto espera, dê-lhe paracetamol pediátrico.
 

Que tratamentos?
Se a manipulação não for possível ou a criança tiver muitas dores, o médico procurará a causa da dor e poderá pedir uma radiografia (o traumatismo pode ser complicado, por exemplo, por uma fractura ou por um edema da articulação, mas este caso é raro).
 

Que Prevenção?
Nunca puxe uma criança pelo braço se ela se recusar a avançar ( a sair de baixo de uma mesa ou a atravessar a rua, por exemplo). Segure-se por baixo dos braços e levante-a.

 

 

 

Sintomas
Dor ao nível da fossa nasal afectada, corrimento de pus devido a infecção secundária local (o corrimento de um só lado sugere a presença de corpo estranho) e, se sobrevier sinusite, dor dos seios perinasais.

Pessoas mais em risco
Crianças entre os 2 e 6 anos: as fossas nasais estreitas são facilmente obstruídas por um corpo estranho (bolinha, algodão, plástico.)

Porque dói?
O corpo estranho na fossa nasal comprime a mucosa, na qual estão situados receptores sensitivos, provocando dor. A seguir, é a infecção secundária que faz doer devido a uma reacção inflamatória ao nível da mucosa e eventualmente devido a sinusite, isto é, a presença de pus retido nos seios perinasais.

O que pode fazer?
Não tente retirar um corpo estranho profundamente enterrado numa fossa nasal, pois arrisca-se a não o conseguir e a agravar os traumatismos da mucosa (causa de hemorragia e de infecção secundária). Em caso de infecção, comece por lavar as fossas nasais com soro fisiológico.
Deixe ao otorrinolaringologista a tarefa de extrair o corpo estranho com equipamento adequado.

Que tratamentos?
O tratamento consiste na extracção do corpo estranho por um otorrinolaringologista. Se a criança o não permite e o corpo estranho está muito enterrado, torna-se necessário retirá-lo com anestesia geral. A infecção é tratada com lavagens de soro fisiológico e muitas vezes com antibióticos, sobretudo em caso de sinusite.

 

 

 
Sintomas
Sacroileíte infecciosa: dores na parte baixa das costas (região lombar) e na nádega, irradiando para a coxa, acompanhadas de febre ou de arrepios. Podem agravar-se quando se está de pé ou salta ao pé-coxinho.
Sacroileíte inflamatória: dores localizadas na zona alta da nádega ou que se assemelham a uma ciática incompleta.
 
Pessoas mais em risco
Algumas famílias que tenham uma tendência hereditária para a espodilartrite anquilosante, pessoas que sofram de psoríase ou de uma doença digestiva inflamatória.

Porque dói?
A articulação sacroilíaca está situada entre o sacro e o íleo, existe uma de cada lado. É o ponto de união entre a parte inferior da coluna vertebral e os membros inferiores. Podemos compará-la à base do mastro de um barco. De um modo geral, esta articulação é muito pouco móvel e quase nunca é razão de queixas. Mesmo quando é afectada pela artrose, provoca poucas dores.

Sacroileíte infecciosa: é causada por uma infecção. Forma-se um verdadeiro abcesso numa das duas articulações.
Sacroileíte inflamatória: é provocada por reumatismo e torna-se inflamatória, normalmente nos dois lados (na maior parte dos casos, é uma espondilartrite anquilosante). As dores são em função das crises gerais de reumatismo.
 
O que pode fazer?
Tome antálgicos simples (paracetamol, aspirina).
Se a dor persistir após vários dias ou semanas, vá ao médico.
A sacroileíte infecciosa é uma urgência. Consulte o médico.

Que tratamentos?
Medicamentos
Sacroileíte infecciosa
Depois de um despiste detalhado (radiografias, tomografia, RM, cintigrafia), faz-se uma punção na articulação, sob anestesia local, para identificar a bactéria causadora da infecção.
O médico prescreve um tratamento antibiótico em perfusão aquando da hospitalização.
O tratamento faz desaparecer a doença ao fim de algumas semanas. As dores residuais começam a diminuir cerca de 3 meses depois.
Sacroileíte inflamatória
O médico pede radiografias de várias articulações e um conjunto de análises (colheitas de sangue) para excluir a causa infecciosa e encontrar os sinais de uma inflamação.
Oo médico prescreve anti-inflamatório fortes associados a outros medicamentos, em função do tipo de reumatismo (normalmente, espondilartrite anquilosante e outras formas aproximadas).
Pode também receitar infiltrações na articulação sacroilíaca afectada com um analgésico ou corticóide.
 
As outras medicinas
Homeopatia
O tratamento homeopático permite reduzir, ou até mesmo suprimir, os anti-inflamatórios e antálgicos clássicos, mas não pode substituir os antibióticos. Apenas um médico experiente poderá estabelecer um tratamento adequado.
 
Que prevenção?
No caso de sacroileíre inflamatória, tomar regularmente anti-inflamatórios sob vigilância médica acalma as dores em geral.
 
 
 

Sintomas

O terçolho (ou hordéolo): abcesso com pus localizado no bordo da pálpebra. Edema e vermelhidão da pálpebra; em poucos dias, a dor torna-se lancinante e surge o abcesso (formação e acumulação de pus). A pestana acaba por cair.

Chalázio: pequeno nódulo saliente na pálpebra, quer à frente; sob a pele, quer atrás, sob a conjuntiva, com um pequeno inchaço vermelho be doloroso da pálpebra. Pode evoluir:

- Por reabsorção espontânea (sobretudo na criança);

- Por supuração: a pálpebra torna-se vermelha e inchada e forma-se um pequeno abcesso (terçolho interno); após alguns dias, fica cheio de pus, e se não abrir espontaneamente, é preciso drená-lo.

Pessoas mais em risco: Pessoas que sofrem de uma inflamação crónica do rebordo das pálpebras (blefarite).

Porque dói?

É a infecção (por estafilococo) do folículo das pestanas ou de uma glândula de Meibomius que provoca a inflamação da pálpebra

Com efeito a pálpebra compõe-se de uma estrutura cartilaginosa, revestida na parte de trás pela conjuntiva e na frente por uma camada muscular coberta por tecidos subcutâneos e por pele. É na espessura do tarso que se encontram as pequenas glândulas sebáceas que abrem ao longo do rebordo da pálpebra, onde se encontra igualmente a fiada das pestanas. A cada raiz das pestanas está anexada uma glândula sebácea.

 

O que pode fazer?

Faça uma pulvarização do olho com água mineral. Tome um paracetamol para aliviar a dor.

Que tratamento?

Terçolho: prescreve-se a aplicação de uma pomada associando um antibiótico e um corticosteróide. Chalázio: o tratamento é idêntico, pelo menos no início; se o nódulo persiste, retira-se quando já não houver inflamação, o que requer uma pequena anestesia local.

Que prevenção?

Certas causas locais ou gerais podem estar na origem de infecções recidivantes: o tratamento da causa permite muitas vezes evitar as recaídas.

 

 
 
Joanetes, calosidades ou dedos defeituosos - já é possível tratá-los apenas com anestesia local e em regime ambulatório. A técnica chama-se "cirurgia percutânea do pé" e está disponível em alguns hospitais do País.
Tudo é feito através de dois minúsculos orifícios, diminuindo assim a perda de sangue, o risco de infecção e a dor no pós-operatório. A cirurgia é possível com o auxílio de um intensificador de imagem, uma espécie de raios X portátil que mostra à equipa, em tempo real, o que está a realizar-se «dentro» do pé. «Conseguimos fazer cortes, correcção de deformidades e exérese de saliências ósseas através de dois orifícios, com a ajuda de um instrumento que parece uma broca de dentista», explica o médico André Gomes, do Serviço de Ortopedia do Hospital Geral de Santo António, no Porto, que já operou cerca de 30 pacientes com esta nova técnica.
«As pessoas podem fazer quase tudo, com excepção de conduzir. Trata-se de uma cirurgia que não impede de caminhar, de fazer compras e não provoca as dores intensas da cirurgia tradicional, Tem também desvantagens: só se pode operar um pé de cada vez e é preciso trocar os pensos semanalmente, uma vez que não há qualquer fixação interna (fios ou parafusos]», afirma André Gomes.

 

 

 

Azia
Coma pouco por várias vezes e evite refeições copiosas.
Jante cedo para a digestão se fazer antes de ir deitar-se.
Soerga a cabeceira da cama entre 15 e 20 em para evitar o refluxo dos ácidos do estômago para o esófago.
Não abuse da cafeína, do álcool e dos alimentos que agravam este problema (sumos ácidos de fruta, bebidas demasiado quentes, bebidas alcoólicas, pratos picantes ou com muita gordura).
Evite usar roupa ou cintos apertados.
Evite dobrar-se ou deitar-se ao comprido após as refeições.
Não fume - o fumo relaxa os músculos que envolvem o esófago, aumentando a possibilidade de refluxo gástrico.

Indigestão
Coma diversas refeições ligeiras por dia, mas não salte nenhuma.
Coma sem pressa e mastigue muito bem.
Evite alimentos fritos e com muita gordura ou que costumem causar-lhe problemas (por exemplo, o pepino costuma ser de difícil digestão).
Tome paracetamol em vez e aspirina.
Controle o stress e evite situações de tensão.

 

Esta afecção é desencadeada pela inflamação do revestimento do estômago e pode surgir como resultado do excesso de produção de suco gástrico, excesso de bebidas alcoólicas ou infecção. As grávidas são mais susceptíveis a indigestão devido à pressão que o útero exerce sobre o tubo digestivo à medida que o bebé cresce. Alguns fármacos, como a aspirina, podem irritar o estômago.

Certos alimentos de digestão difícil podem provocar crises de dispepsia em indivíduos susceptíveis. Os responsáveis por este problema costumam ser os pratos picantes e muito temperados ou com muitas gorduras, as saladas de legumes crus (pepino, rabanetes e cebola), o chá e o café fortes e o queijo gordo.

Como evitar a azia. A sensação de queimadura ou de dor por detrás do externo que caracteriza a azia terá já afectado cerca de 40% das pessoas em determinada fase da vida. É causada pelo refluxo dos ácidos do estômago para o esófago, o tubo que liga a boca ao estômago. Ao contrário deste último, o esófago não tem revestimento protector, pelo que facilmente fica inflamado e doloroso quando exposto à acção dos ácidos. Na base do esófago existe um músculo circular, o esfíncter, que evita a passagem do ácido do estômago; porém, se este músculo não funcionar correctamente, pode ocorrer o refluxo gastroesofágico.

Gravidez, tabaco, refeições pesadas à noite, obesidade e roupas apertadas aumentam a possibilidade de se sofrer de azia.

Hérnia do hiato. Uma outra forma comum de azia pode ocorrer quando uma pequena porção do estômago sobe da cavidade abdominal para o tórax pela abertura (hiato) por onde o esófago passa através do diafragma. Denominada hérnia do hiato, esta afecção obriga a consultar o médico. Embora possa estar presente à nascença, costuma ser mais comum em pessoas com excesso de peso, durante a gravidez e nos fumadores. Se sofre de hérnia do hiato, deve evitar as refeições pesadas e fazer quatro ou cinco refeições ligeiras por dia. Evite alimentos que possam causar indigestão - fritos ou com muita gordura e acidez (pickles e vinagre). Algumas ervas aromáticas (alecrim, salva, estragão, funcho, endro e hortelã) ajudam a digestão, por isso utilize-as generosamente na cozinha. Pode também beber chás à base destas ervas - existem à venda em lojas de produtos dietéticos e supermercados.

Acabe com o mau hálito. A menos que seja consequência de doença, o mau hálito (halitose) é habitualmente causado por substâncias de cheiro muito acentuado, como caril, alho, álcool ou tabaco, e pode ser eliminado através de hábitos alimentares saudáveis e cuidados de higiene oral.

A obstipação, úlceras e indigestão podem causar mau hálito; nesse caso, é aconselhável aumentar o consumo de fibras e de líquidos. Coma muitos legumes crus e maçãs para proteger os dentes e, após a refeição, mastigue sementes de endro ou de alcaravia. Trincar um pé de salsa parece ser eficaz para acabar com o hálito a alho e a álcool. Caso não consiga vencer o mau hálito, consulte o médico de clínica geral ou o seu estomatologista.

 

 

 

Sintomas Diarreia com mucosidades e eventualmente sangue nas fezes. A diarreia pode ser:
-Muito abundante, com poucas dores abdominais;
-Abundância média, acompanhada de dores;
-Mais frequente, pouco abundante, mas com dor muitas vezes localizada no lado esquerdo do abdómen.

Pessoas mais em risco: todas

Porque dói?

Na sequência de uma infecção aguda, as mucosas gástrica e intestinal ficam inflamadas, o que provoca diarreia e dores. As causas da infecção são bactérias, vírus, parasitas ou toxinas, que em geral penetram no organismo com alimentos infectados.

O que pode Fazer?

Faça repouso absoluto. Não coma nada. Durante 24 a 48 horas, pelo menos, beba 1,5 l de água por dia e tome caldos de legumes, de preferência salgados, para reter a água, mas sem alimentos irritantes para o intestino (couve, alho-francês, nabo, cebola). A pouco e pouco, introduza água de arroz, sopa de cenoura e maçãs cozidas. Tente variar progressivamente a sua alimentação, que deve, no entanto, manter-se ligeira.

No caso de sentir dores violentas, tome um medicamento que proteja a mucosa do intestino.

Nunca utilize antidiarreicos sem prescrição médica: eles podem provocar prisão de ventre.

Em caso de febre, diarreia abundante (mais do que 5 ou 6 vezes por dia) ou vómitos, consulte o médico.
Atenção! Em caso de diarreia muito abundante, as crianças e os bebés podem desidratar-se: mantenha-se atento.

Para as diarreias dolorosas, utilize os remédios homeopáticos em 5CH de 5 em 5 minutos, espaçando quando as dores começarem a atenuar-se:

- Magnesia phosphorica: dores espasmódicas, que melhoram com o calor, pressão forte e se o doente se dobrar sobre si próprio, diarreia, gases cuja expulsão não alivia a dor;

- Colocynthis: dores espasmódicas, de início e fim abruptos, melhorando também quando o doente se dobra sobre si próprio, com aplicação de calor e pressão forte, e diarreia desencadeada pela ingestão de qualquer alimento ou bebida;

- Cuprum metallicum: dores fortes, intermitentes, espasmódicas, náuseas e vómitos que podem aliviar-se com alguns goles de água fria;

- Cambogia: diarreia precedida de borborinho e dores periumbilicais agravadas pela comida ou bebida.

- Gelsemium: diarreia, sobretudo em caso de gripe, acompanhada de congestão, febre e cansaço, dores no corpo;

- Nux vomica: diarreia muito frequente, acompanhada de dores no corpo que se acentuam à noite.

Que tratamentos?

Medicamentos - No caso de febre persistente, o médico prescreve antibióticos e protectores gastrintestinais.

Acupunctura e medicina tradicional chinesa - No caso de gastrenterites agudas e crónicas, a acupunctura é bastante eficaz e procura compreender as fragilidades funcionais deste ou daquele órgão. Uma análise cuidada dos sintomas permite a realização de um tratamento adaptado. Se ocorrerem vómitos, pode ser útil massajar o ponto 6 do meridiano do coração. No caso de diarreia, as moxas são com frequência eficazes (cigarros de artemísia que ardem sem chama, atingindo temperaturas elevadíssimas e permitindo aquecer os pontos de acupunctura).

A farmacopeia chinesa pode ser também muito útil.

Auriculoterapia - Realizado o diagnóstico, a auriculoterapia é muito eficaz nas gastrenterites crónicas, uma vez que actua nos comandos neuroendocrinianos da motilidade e da sensibilidade gastrintestinal.

Homeopatia - O tratamento de fundo para as gastrenterites crónicas evita a repetição de problemas.

Naturopatia - Nos casos em que não é nem abundante nem debilitante, a diarreia pode ser considerada como uma forma de eliminação de toxinas e de substâncias prejudiciais. O consumo de alimentos mal combinados, de má qualidade ou em excesso pode provocar fermentações ou putrefacções intestinais. As bactérias ou os vírus latentes tornam-se virulentos e desencadeiam uma gastrenterite aguda. Para evitar a fermentação intestinal, consuma poucos produtos lácteos e evite a associação amidos-frutos.

Que prevenção?

Se sofre frequentemente de gastrenterite, convém procurar a causa numa alimentação incorrecta. Torne as suas refeições em momentos agradáveis: o cansaço e o stress impedem o organismo de digerir os alimentos.

 

 

 

Sintomas
Dor num só olho, súbita, intensa, estendendo-se à volta da órbita, com vermelhidão à volta da íris e dilatação da pupila. A córnea torna-se turva e a visão altera-se rapidamente. O olho fica muito duro, muito doloroso, e, sem tratamento, pode cegar-se em poucos dias. A dor é tão intensa que pode causar perturbações digestivas, vómitos e desmaio. A crise pode ser precedida por episódios de visão turva.

Pessoas Mais em Risco
Pessoas com mais de 40 anos, muitas vezes sem antecedentes oftálmicos. Pode haver um factor hereditário.

Porque dói?
A dor deve-se a um aumento muito significativo da pressão no interior do olho (tensão ocular), que pode passar a 15 mm de mercúrio (tensão normal) para 60 a 80 mm de mercúrio. O humor aquoso, em constante renovação no interior do olho, é escoado através de um pequeno canal situado no ângulo formado pela íris com a córnea. Este ângulo muito apertado pode fechar-se bruscamente, impedindo a saída do humor aquoso: dá-se a este problema o nome de glaucoma por fecho de ângulo.

O que pode fazer?
Dirija-se às urgências do hospital da sua área.

Que tratamentos?
Medicamentos

+ Primeiro, interrompe-se a produção de humor aquoso:
Perfusão de uma solução de manitol a 20%;
Acetazolamida intravenosa e depois em comprimidos;
Colírio dorzolamida e colírio betabloqueante.

+ Depois, fecha-se a pupila com um colírio pilocarpino.

Cirurgia
Se, apesar deste tratamento, a tensão não voltar ao normal, faz-se uma iridectomia por cirurgia clássica na maior parte dos casos, ou com laser se a córnea for bastante transparente.

Que prevenção?
+ Uma iridectomia com laser permite evitar uma recidiva. O outro olho é sempre examinado e, para evitar uma crise análoga, faz-se muitas vezes uma iridectomia.

+ Consulte o seu oftalmologista se um familiar próximo tiver sofrido um glaucoma agudo. Se se constatar que, no seu caso, o ângulo é apertado, um tratamento adaptado permitirá evitar uma crise aguda.

 

 

 

Sintomas:

Febre, em geral precedida por dores de cabeça intensas.

Pessoas mais em risco:

Pessoas que se deslocam, ainda que por períodos curtos, a zonas onde a doença é endémica.

Porque dói?

As perturbações da circulação sanguínea estão ligadas à subida da febre e ao bloqueio da pequena circulação cerebral pelos parasitas, os plasmódios (sobretudo o Plasmodium falciparum).

O que pode fazer?

Consulte o médico. Entretanto, refresque-se com toalhas húmidas perto de uma ventoinha.

Que tratamentos?

Medicamentos
Conforme a região onde a doença foi contraída, o médico prescreve quinino, cloroquina, mefloquina ou halofantrina, em função da resistência do parasita.

As outras medicinas
Homeopatia
O tratamento homeopático das crises de paludismo em função de sintomas individuais não é inútil, pois os antipalúdicos sintéticos actualmente utilizados são muito eficazes, mas podem ter efeitos secundários perigosos e originar fenómenos de resistência que os tornam ineficazes.

Que prevenção?

Antes de qualquer viagem a uma zona de risco, principalmente aos trópicos, consulte um médico, que lhe prescreverá a medicação preventiva adequada. Por vezes, o tratamento tem que começar antes da partida e prosseguir por várias semanas após o regresso; cumpra-o escrupulosamente até ao fim.

Atenção!

Não volte a tomar, sem falar com o médico, os medicamentos da sua viagem anterior. Podem não ser os mais adequados na região para onde vai deslocar-se.

 

 

 

Sintomas
Seios duros, tensos, dolorosos, mais particularmente na região superior externa. As dores aumentam uns dias antes da menstruação. No caso de tensão mamária grave, elas podem ser quase permanentes. 
 
Pessoas mais em risco
Mulheres entre os 35 anos e os 50 anos. 
 
Porque dói?
É uma afecção benigna do seio agrupando diversas patologias, muitas vezes ligadas a uma insuficiência em progesterona. Várias anomalias benignas dos tecidos que constituem o seio desenvolvem-se num contexto inflamatório (quistos, nódulos). O stress favorece os surtos e agrava-os
 
O que pode fazer?
Não se aflija. Consulte um médico. 
 
Que tratamentos?
O médico vigia regularmente os seios e prescreve exames: ecografia todos os anos e mamografia de 2 em 2 anos. 
 
Medicamentos
Hormonas progestativas por via sistémica ou local, tónicos do sistema vascular, anti-inflamatórios (por vezes, terapêuticas mais agressivas: bromocriptina, antícerrogénios, inibidores da função gonadotropica). 
 
Outras medicinas
Acupunctura
É eficaz para tratar os distúrbios hormonais.
Auriculoterapia
Dada a origem geralmente endócrina desta doença, a auriculoterapia pode ser eficaz. São muitas vezes necessários vários tratamentos, distribuídos por 3 ou 4 ciclos menstruais. Pode ser útil um tratamento de manutenção de 3 em 3 ou de 4 em 4 ciclos.
Fitoterapia
Massaje os seios todos os dias, da periferia para o mamilo, com um produto contendo soja, gingko e castanha-ela-índia. Associam-se plantas com actividade progestativa, anti-inflamatória, tónica do sistema vascular, óleos ele onagra e de barragem e plantas anti-stress, reguladoras (ginseng, ginseng-siberiano). Atenção às numerosas preparações cosméticas à base de plantas com actividade estrogénica!
Homeopatia
Pode prescrever-se Phutolacca, Conium, Lac caninum, Folliculinum, Lutcísuun.
Naturoterepia e relaxamento
Tenha uma boa higiene de vida (alimentação, desporto) e faça relaxamento, ioga ou psicoterapia para evitar o stress.

 

 

 

Carrie McIntyre* e Damon Thompson*, um jovem casal da Florida, planeava activamente o seu futuro. Os dois tinha bons empregos e eram desportistas entusiastas. Damon praticava basquetebol, ciclismo e golfe. Mas quando o seu patrão anunciou despedimentos, começou a preocupar-se com a hipótese de perder o emprego. Começou a retrair-se gradualmente, recusando convites para festas e deixando de praticar desporto. Em vez disso, ficava horas a fio sentado a ver televisão.

Carrie atribuiu as suas mudanças de humor às preocupações com o emprego e pensou que seria coisa passageira. Porém, meses mais tarde, Damon não fora despedido mas continuava frio e letárgico. Quando Carrie procurava saber o que se passava, ele respondia sistematicamente: «Nada.» As preocupações de Damon com a sua carreira tinham desencadeado uma depressão de que não conseguia libertar-se, apesar de o elemento causador ter desaparecido. Mas em vez de mostrar a Carrie que precisava dela, evitava-a. Para Carrie, o seu comportamento não fazia sentido. Finalmente, ela rompeu a relação.

«Na nossa cultura, as mulheres sabem quando estão mal e procuram ajuda», diz Terrence Real, terapeuta de família e autora de um livro sobre a depressão. «Os homens expressam as suas depressões de forma diferente», acrescenta ela.

A depressão afecta mais de 19 milhões de pessoas nos Estados Unidos, e quase uma em cada cinco pessoas ao longo da vida. Segundo as estatísticas, aproximadamente 20% das mulheres e 10% dos homens sofrem de depressão, mas alguns investigadores questionam o último número. «Os homens tem menos tendência que as mulheres para procurar auxílio para a sua saúde mental», diz Michael Addis, professor-assistente de Psicologia na Universidade de Clark. A tendência deles para aguentar calados em vez de procurar auxílio é apenas uma das razões que levam os especialistas a achar que as estatísticas frequentemente citadas são artificialmente baixas. Os homens expressam a dor emocional de maneira diferente das mulheres, por isso os seus sintomas nem sempre são reconhecidos, e as suas depressões não são detectadas. Felizmente, porém, quando elas são detectadas, há muitas maneiras de tratá-las com êxito.

Sente-se em baixo?

Porque é que nos homens é diferente? David Binder*, um director de comunicações da Califórnia, não conseguia dormir e perdera o apetite sexual. Preocupava-se vagamente com a sua perda de líbido, mas achava que a fonte dos seus problemas era um défice de sono crónico. O efeito sobre as suas emoções era tal que, mesmo quando o seu casamento acabou, ele mal pareceu importar-se. A sua carreira também deixou de importar-lhe. Contudo, o problema não era uma perturbação do sono. Apesar de os sintomas exteriores — insónia, apatia, perda de apetite sexual — não condizerem com o estado de infelicidade e o choro frequentemente associados a esta perturbação, o seu problema era mesmo uma depressão, e prolongou-se por quase cinco anos, até que finalmente um médico a diagnosticou e tratou convenientemente com antidepressivos.

A maioria das pessoas assume que a depressão é sempre acompanhada de tristeza. «Nos homens, é mais fácil ver cólera e irritação que a típica depressão de tristeza que estamos habituados a ver nas mulheres», diz Kenneth Carter, professor-assistente de Psicologia no Oxford College da Universidade de Emory.

Enquanto as mulheres deprimidas tendem a agarrar-se a todas as fontes de consolo e viram a sua angústia contra si próprias, os homens com depressão fazem frequentemente o oposto, diz Terrence Real. Podem isolar-se da família e dos amigos e tornar-se agressivos. «Os homens ‘desforram-se’ nas suas mulheres, filhos e colegas de trabalho», explica ela.

As normas sociais podem exacerbar estes comportamentos destrutivos, diz Michael Addis. «Os homens não são encorajados a expressar os seus sentimentos ou a procurar ajuda, mas antes a lidar com eles de forma independente, a portarem-se ‘como homens’.»

Que causa as depressões no masculino? Os neurotransmissores, como a serotonina, a norepinefrina e a dopamina, que enviam mensagens de uma célula cerebral para outra, desempenham um papel essencial. Se, devido a uma anomalia genética ou a outra causa, as reservas de neurotransmissores são afectadas, podemos sofrer de depressão ou quaisquer outros problemas psicológicos.

Nalguns casos de depressão moderada, segundo Laurence Katznelson, endocrinologista da Faculdade de Medicina de Harvard, a causa pode ser uma deficiência de testosterona, que pode acarretar sintomas clássicos como fadiga, falta de iniciativa e dificuldades sexuais. É claro que as hormonas são apenas uma parte da história. Tal como nas mulheres, nos homens, as experiências negativas da vida — perdas de emprego, rejeições nos amores — podem devastar a moral e afectar o funcionamento dos neurotransmissores. «Peguemos numa pessoa perfeitamente normal, submetamo-la a tensão, e produziremos anomalias biológicas que podem ser biologicamente tratadas», diz Terrence Real.

O risco de suicídio para quem sofre de depressão é de 15%, afirma Merry Miller, professor de psiquiatria do Tennesse e, desta vez, são os homens os mais afectados. Também em relação ao risco de contrair doenças cardíacas provocadas pela depressão os homens surgem em maior número. Estes factores revelam que apesar das mulheres poderem ser afectadas em maior número, os homens por terem uma atitude mais retractiva e não procurarem ajuda ficam sujeitos a maiores perigos.

O álcool pode levantar temporariamente o moral, o que poderá ser uma das razões que levam as pessoas deprimidas a beber. Segundo o Instituto Nacional do Alcoolismo e do Abuso do Álcool (dos EUA), os homens são duas a três vezes mais propensos que as mulheres a tornarem-se alcoólicos.

Enquanto o álcool pode provocar mudanças óbvias de humor e de comportamento, os efeitos da nicotina e de algumas outras drogas podem ser menos patentes. Pouco antes do jogo de abertura do campeonato de 1997, o basebolista Pete Harnisch deixou de mascar tabaco. Dias depois, reparou que a sua energia e sentido de humor se eclipsavam. Ao longo de cinco ou seis noites, Harnisch não conseguiu mais que umas 20 horas de sono. Começou a perder peso. Finalmente, exausto e preocupado, foi ao médico. As análises não revelaram nenhuma doença, mas o médico suspeitou de que o seu problema era um desequilíbrio químico, talvez relacionado com a privação da nicotina, e prescreveu-lhe um antidepressivo. Dali a dois meses, Harnisch voltara a ser o que era.

Os perigos aceleram Não tratar a depressão pode ser fatal. «Há 15% de risco de suicídio com uma depressão não tratada», diz o Dr. Merry Miller, professor-assistente de Psiquiatria na Universidade Estadual do Leste do Tennessee. «Os homens têm mais tendência que as mulheres para procurarem métodos letais — tal como dar um tiro na cabeça — se tiverem pensamentos suicidas.»

No filme Dead Blue, Mike Wallace, do programa televisivo «60 Minutes», fala com eloquência dos pensamentos suicidas que teve durante um grave surto de depressão. «Era como uma nuvem que descia repetidamente sobre mim», diz ele no documentário. «E começamos a pensar em como libertar-nos desta dor, desta vergonha, deste engano, desta escuridão sem fim.»

Foi só quando ele voltou doente de um trabalho na Etiópia assolada pela fome que teve ajuda. Fisicamente exausto, deu entrada no Hospital de Lenox Hill, em Nova Iorque. Aí, foi-lhe diagnosticada uma depressão e administrados antidepressivos.

A depressão pode encurtar as vidas dos homens de outras maneiras. Um estudo de 40 anos da Universidade de Johns Hopkins descobriu que os homens que sofriam de depressão mais que duplicavam o risco de contraírem doenças cardíacas. Um estudo sueco mostrou que, mesmo excluindo os suicídios, as perturbações depressivas estavam associadas a taxas de mortalidade da mesma ordem que as do cancro, diabetes e doenças cardíacas. Outro estudo de longo prazo, publicado no American Journal of Psychiatry, indicava que os corpos dos homens depressivos parecem envelhecer a um ritmo acelerado.

Como reconhecer os sintomas

Uma quebra de humor temporária em resposta a acontecimentos tristes é normal, mesmo apropriada. Isso não é depressão. Na depressão, a duração e intensidade da mudança de humor é muito maior que um episódio passageiro de nos sentirmos em baixo.

Esteja alerta para estes sintomas no seu parceiro: mau humor ou tristeza que se prolonga por duas semanas ou mais, ou incapacidade de apreciar as coisas que normalmente lhe davam prazer. A depressão é uma probabilidade sobretudo se algum destes sintomas for acompanhado dos seguintes:

• Insónia ou sonolência excessiva

• Mudanças de apetite

• Fadiga, letargia ou apatia

• Sentimentos de culpa excessivos ou inapropriados, de inutilidade e desespero

• Falta de memória, indecisão ou perda da capacidade de concentração

• Pensamentos ou tentativas suicidas

Se precisar de encaminhamento para um profissional de saúde mental, ligue para o seu hospital ou para uma instituição especializada. E se alguém que lhe é próximo começar a falar de morte ou suicídio, leve-o a uma urgência.

Tratamentos que resultam Alguns tipos de psicoterapia, muitas vezes, ajudam. Nas depressões graves, os médicos normalmente prescrevem também antidepressivos — Prozac, Zoloft e Paxil são alguns deles —, que funcionam activando a circulação dos neurotransmissores no cérebro. Outro antidepressivo, o bupropion (Wellbutrin SR), também é comercializado sob o nome de Zyban às pessoas que querem deixar de fumar. Parece refrear a necessidade de nicotina e moderar os sintomas de abstinência.

Para os homens cuja depressão tem origem numa deficiência de testosterona, os médicos podem receitar uma terapia de substituição da testosterona através de injecções ou de pensos cutâneos semelhantes aos usados na substituição do estrogénio nas mulheres.

Se a testosterona melhora o humor, porquê não administrá-la a homens cuja depressão tenha outras causas? Laurence Katznelson não o recomenda. A testosterona pode estimular o crescimento de um cancro da próstata não detectado, e assim deve ser administrada apenas quando indicada para o tratamento de uma deficiência real.

O mais importante é não esquecer que a depressão não é um sinal de fraqueza, e que não é apenas um problema das mulheres. É uma doença, tal como as doenças cardíacas, a diabetes ou a gripe. E, tal como as outras doenças, pode ser tratada. Ninguém tem que enfrentá-la sozinho, como um duro.

* Os nomes foram alterados para protecção da privacidade.

 

 

 

A inflamação dos seios maxilares, situados abaixo dos olhos e de cada lado do nariz, pode provocar dor facial, dor de dentes e dor nas frontes. A obstrução dos seios frontais, localizados na testa, também produz dor de cabeça nessa região. A dor de cabeça atrás dos olhos indica inflamação dos etmóides, situados de cada lado dos olhos e logo acima do nariz. Além de uma dor de cabeça, pode ser visível um inchaço na zona sobre o seio perinasal afectado. A sinusite pode ser aguda ou crónica; os episódios agudos devem-se principalmente a infecção do aparelho respiratório superior, ao passo que a sinusite crónica tem frequentemente uma causa alérgica, abcessos ou infecções dentárias (responsáveis por cerca de 25% dos casos de sinusite maxilar crónica).

Os agentes infecciosos que podem provocar sinusite aguda incluem estirpes de estreptococos, pneumococos, estafilococos e bactérias Haemophilus influenzae, bem como alguns vírus. Diagnóstico e exames complementares O diagnóstico tem por base o conjunto dos sintomas e o exame do nariz e dos seios perinasais. A mucosa do nariz pode apresentar-se vermelha e inchada e o corrimento nasal ser amarelo, esverdeado ou raiado de sangue. Por vezes, são pedidas radiografias, TACs (que, embora forneçam melhores resultados, não são necessárias como regra) ou radiografias dentárias, em caso de suspeita de que na origem da sinusite esteja algum abcesso.

O médico também poderá mandar fazer uma cultura laboratorial do corrimento nasal para identificação do organismo responsável pela infecção. Tratamentos médicos Para combater a infecção subjacente utilizam-se antibióticos. É provável que sejam receitados durante 10 a 12 dias; é importante completar o tratamento com antibióticos, mesmo que os sintomas de sinusite já tenham desaparecido, pois de outro modo a infecção pode reaparecer. Os antibióticos mais utilizados são a ampicilina e a tetraciclina, por vezes durante períodos longos — quatro a seis semanas —, a fim de erradicar a infecção subjacente.

Podem ser receitados sprays nasais para reduzir o inchaço das membranas e aliviar a congestão, mas não devem utilizar-se durante mais de uma semana. Em casos renitentes ao tratamento medicamentoso ou quando existem deficiências anatómicas, pode ser necessário recorrer a cirurgia para corrigir a deficiência, drenar os seios perinasais e remover a matéria infectada. Medicinas alternativas

Aromaterapia

Os técnicos recomendam a inalação de óleos de eucalipto, hortelã-pimenta, manjericão ou alfazema para aliviar os seios perinasais obstruídos. Isto pode fazer-se colocando cerca de 10 gotas de óleo num lenço e inalando-as. Um meio mais eficaz consiste em levar uma cafeteira de água à ebulição, adicionar algumas gotas do óleo aromático depois de retirar cafeteira do lume e em seguida inalar os vapores que dela se elevam.

Fitoterapia

Pode ser receitada uma cápsula que contenha uma mistura de equinácea, hidraste e folha de alteia. Os fitoterapeutas também recomendam a ingestão de alho, que é considerado um antibiótico natural, e de chás ou infusões feitos com verbasco, fenacho, trevo-vermelho, bagas de roseira-brava ou uma combinação de anis e marroio. Homeopatia. Pode ser utilizada uma grande variedade de remédios homeopáticos, sendo muitas vezes sugeridos Kali bich., Pulsatilla, Ignatia e Tuia.

Tratamento em casa

Os descongestionantes de venda livre são por vezes úteis, mas não devem ser aplicados durante mais de uma semana. Siga sempre as instruções de utilização; estes fármacos devem ser evitados por quem tenha hipertensão arterial, glaucoma, diabetes, doença cardíaca e outras afecções crónicas. Além disso, não tome comprimidos contra as constipações ou alergias que contenham anti-histamínicos, pois secam o muco dos seios perinasais, interferindo com a sua drenagem.

 

 

 

Sintomas
Podemos distinguir quatro graus de queimaduras:

1º Grau: afecta apenas a camada exterior superficial da epiderme. A dor é com frequência suportável. Quando uma queimadura se forma uma bolha, é sinal de que a ferida penetrou mais profundamente na pele.

2º Grau Superficial: Não ultrapassa a derme superficial. A cicatriz forma-se no espaço de uma ou duas semanas sem deixar sequelas mais graves.

2º Grau Profundo: a lesão, muito dolorosa, afecta a derme superficial e profunda. Dificilmente a cicatriz se forma em duas semanas; deixa sequelas definitivas.

3º Grau: a queimadura mais grave. Equivale à destruição total da pele, que implica cuidados cirúrgicos de úrgência. As queimaduras de 2º e 3º grau são as lesões da pele mais dolorosas, dada a sua grande extensão.

Pessoas mais em risco:

Queimadura: crianças, sobretudo provocada por acidentes domésticos.

Queimaduras Solares: adultos e crianças em época de praia.

Porque dói?
Devido à destruição da pele e dos tecidos subjacentes pelo calor, pelo frio ou por um produto químico.

1º e 2º grau: a dor explica-se pela reacção inflamatória da derme.

3º grau: esta queimadura começa por ser indolor, uma vez que destrói totalmente a pele: os nervos que transmitem os sinais de dor são destruídos.

O que pode fazer? No caso das queimaduras de 1º grau que não ultrapassem 5% da superfície do corpo no adulto e 3% na criança:

- Coloque imediatamente a zona queimada debaixo de água fria corrente durante 15 minutos, o que alivia a dor no momento, mas, acima de tudo, evita que a queimadura se torne mais profunda;

- Aplique Plantago em loção;

- Coloque fatias finas de batata crua: acalma e hidrata a pele.

No caso de queimaduras mais graves, consulte o médico e dirija-se ao serviço de urgências.

- Para as queimaduras solares, em homeopatia (2 grânulos de hora a hora):

- Aconitum napellus 9CH: vermelhidão e sede;

- Belladonna 5CH: vermelhidão, sede e transpiração;

- Apis mellifica 5CH: edema vermelho, sem sede;

- Glonoinum 7CH: palpitações na cabeça e no pescoço;

- Rhus toxicodendron 5CH: bolhas pequenas;

- Cantharis vesicatoria 5CH: bolhas grandes;

- Aplique pomada de Calendula várias vezes por dia.

Que tratamentos?

Medicamentos 1º Grau: desinfecte com um sabão ácido e lave com soro fisiológico. Aplique uma pomada adquada. Acalme a dor com um antálgico.

2º Grau: faz-se uma incisão nas bolhas com mais de 2cm para as esvaziar, depois aplicam-se pomadas cicatrizantes, anti-sépticas ou antibacterianas. Os pensos devem ser mudados regularmente.

Cirurgia
2º e 3º Grau: qualquer queimadura nas mãos, nos dedos ou na cara exige tratamento num centro especializado para proteger os orgãos sensoriais e evitar complicações em especial a contracção das articulações. Os grandes queimados são admitidos nos serviços especializados, onde, entre outras dificuldades, a luta contra a dor é uma das principais preocupações.

As outras medicinas

Acupuntura
A acupuntura intervém sobre o 14º meridiano do vaso governador e o 8º ponto do meridiano do mestre do coração.

Aromaterapia
1º Grau: óleo essencial de alfazema em aplicação local.

Fitoterapia
Para as queimaduras de 1º grau:

- O aloés alivia a dor e diminui a inflamação. O gel de aloés possui propriedades antibacterianas e antifúngicas que ajudam a prevenir uma infecção;

- Alho e cebola aplicados sob a forma de cataplasma sobre as queimaduras aliviam e têm também propriedades anti-sépticas;

- A pomada de hiperucão ajuda a cicatrizar.

Que prevenção?
As crianças com menos de 3 meses têm uma pele tão fina e frágil que basta um pouco de água quente (mesmo que não esteja a ferver) durante pouco tempo para queimar profundamente. Tome precauções:

- Ajuste o seu esquentador para uma temperatura inferior a 40ºC.

- No fogão, vire sempre a pega das panelas para o interior.

- Não coloque pratos ou liquídos a ferver em cima de mesas com toalha.

- Não cozinhe em grelhadores ou fritadeiras.

- Não exponha ao sol uma criança com menos de 2 anos sem protecção solar (roupas de algodão, de mangas compridas se possível, chapéu de aba larga, creme solar de elevado índice de protecção), nem qualquer criança entre o meio-dia e as 16 horas.

 

 

 

DOENÇAS CONGÉNITAS

Os sinais de nascença são um tipo de nevo presente na altura do nascimento. São exemplos os nevos melânicos, as sardas e manchas mongólicas e os hemangiomas, como as manchas cor de vinho do Porto e os angiomas em framboesa.

 

 

INFECÇÕES E INFLAMAÇÕES

As infecções virais da pele mais frequentes são o herpes simples, as verrugas, o molluscum contagiosum e o herpes-zóster (Zona); as infecções bacterianas incluem furúnculos, erisipela e impetigo. As infecções provocadas por fungos, como a tinha, podem localizar-se em qualquer zona da pele.
A dermite de contacto pode ser causada por reacção alérgica a um detergente, uma planta ou um medicamento. A psoríase é uma doença da pele de causa desconhecida que se manifesta por manchas vermelhas de superfície escamosa e prateada. O bloqueio das glândulas sudoríparas pelo calor conduz a uma dermite irritativa.

 

 

TUMORES

Os tumores benignos da pele são vulgares; entre eles, contam-se as queratoses seborreicas e a maioria dos nevos. A doença de Bowen é uma alteração pré-cancerosa da pele. Três formas comuns de cancro da pele são o carcinoma basocelular, o carcinoma pavimento celular (espinocelular) das celulas escamosas) e o melanoma maligno. Os cancros da pele menos comuns incluem a doença de Paget do mamilo, a micose fungóide e o sarcoma de Kaposi.

 

LESÕES

A pele é vulnerável a muitas lesões menores, como cortes, mordeduras e picadas, bem como a ferimentos mais graves. As queimaduras figuram entre as mais graves de todas as lesões da pele e podem causar cicatrizes extensas ou a morte.

 

ALTERAÇÕES HORMONAIS

A acne relaciona-se em parte com a acção dos androgénios nas glândulas sebáceas.

 

ALTERAÇÕES DE NUTRIÇÃO

A deficiência em vitaminas B e C pode provocar exantemas.

 

INSUFICIÊNCIA DA CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA

As úlceras da perna, particularmente comuns nos idosos, podem ser causadas por deficiente afluxo de sangue à pele como resultado de aterosclerose, por má drenagem do sangue pelas varizes ou por edemas das pernas associados a insuficiência cardíaca.

 

MEDICAMENTOS

Os antibióticos, barbitúricos e sulfamidas podem provocar erupções cutâneas, como a urticária, o eczema, ou exantema semelhante a erupção do sarampo ou fotossensibilidade.

 

RADIAÇÕES

Todas as formas de radiação são potencialmente perigosas para a pele. A exposição excessiva à luz solar provoca o envelhecimento prematuro da pele e aumenta o risco de cancro. Doses elevadas de outras formas de radiação, como os raios X, podem causar lesões graves na pele e conduzir ao cancro.

 

DOENÇAS AUTO-IMUNES

Incluem o lúpus eritematoso; o vitiligo, caracterizado por manchas brancas devidas a destruição das células pigmentosas da pele; a dermatomiosite, caracterizada por uma erupção da pele e por debilidade muscular; a morfeia e a esclerodermia, em que se verifica o endurecimento progressivo da pele e de outros tecidos, e o penfigóide e o penfigo, doenças bolhosas que se manifestam por grandes bolhas.

 

OUTRAS ALTERAÇÕES

Um quelóide é uma cicatriz grande e saliente originada por produção continuada de tecido cicatricial. As estrias aparecem frequentemente durante a gravidez, a adolescência ou podem surgir como efeito secundário de um tratamento com corticosteróides. "Eritema" significa simplesmente vermelhidão e tem muitas causas possíveis. Petéquias são pequenos pontos de sangue na pele; em certas condições, dão lugar a púrpura ou a contusões mais extensas. O xantoma são manchas amareladas que têm tendência para ocorrer nas pálpebras em consequência da deposição de colesterol.

 

-DIAGNÓSTICO

As doenças da pele são, na sua maioria, diagnosticadas pelas suas características físicas. Pode proceder-se a uma biópsia da pele para auxiliar o diagnóstico de doença cutânea ou para excluir ou afirmar o cancro da pele.

 

 

 

PESSOAS MAIS EM RISCO

Adolescentes antes do final do período de crescimento. Raramente em adultos. Excepcionalmente, a escoliose é congénita.

PORQUE DÓI?

Esta deformação, compensada durante muito tempo, acaba por ser dolorosa, pois provoca tracção e aumento da pressão em todas as partes da coluna: articulações, ligamentos, músculos. Vários anos mais tarde, até mesmo dezenas de anos, isto pode provocar complicações, como a hérnia discal e a artrose das vértebras.

O QUE PODE FAZER?

Se tiver dores, tome antálgicos simples e repouse.

 

QUE TRATAMENTOS?

*O médico prescreve ginástica reeducativa e respiratória que desenvolva os músculos em torno das vértebras, os abdominais e os músculos do tórax. Pode recorrer-se ao uso de um colete ortopédico durante o período de crise dolorosa.

*No adulto, pode ser útil fazer infiltrações no caso de dores agudas.

*Uma possibilidade útil será a prática de natação.

 

Cirurgia

A cirurgia é por vezes necessária nos adolescentes, com o objectivo de reduzir a deformação e fazer um enxerto de estabilização. No adulto, é raro recorrer-se a uma intervenção cirúrgica.

As outras medicinas

*Fitoterapia
O tratamento é o mesmo que o da cifose.

*Osteopatia
No adolescente, tem resultados por vezes excelentes.

QUE PREVENÇÃO?

A reeducação com o cinesiterapeuta previne as dores. No adulto, a reeducação postural é normalmente uma boa opção.

 

 

 

PESSOAS MAIS EM RISCO
Toda a gente, sobretudo crianças quando começam a conviver com outras (em creches ou infantários).

 

PORQUE DÓI?
As causas principais são, antes de mais, virais (gripe e epidemias virais sazonais ou devido a microrganismos aparentados). As infecções bacterianas são mais raras e afectam sobretudo pessoas susceptíveis (bronquite crónica, dilatação dos brônquios, mucoviscidose), ou surgem como uma sobreinfecção (a expectoração torna-se escura e abundante) após uma bronquite viral em pessoas aparentemente sãs (com frequência, fumadores). Em sentido estrito, a bronquite é uma doença dos brônquios, e a bronquiolite, uma doença dos bronquíolos, mas, na prática, frequentemente toda a árvore brônquica é afectada.
Se tem bronquites recorrentes sem febre, pode sofrer de asma: consulte o seu médico.

 

O QUE PODE FAZER?
* Adulto saudável: as bronquites virais não são graves e o tratamento não altera a sua duração. Repouse, tome antipiréticos se tiver febre alta e antitússicos se a tosse provocar dor ou desconforto. Se não melhorar em poucos dias, consulte o médico.

* Adulto idoso ou fragilizado (insuficiência respiratória, cardíaca ou renal, diabetes, cirrose do fígado ou imunodepressão): consulte o médico.

* Criança pequena: consulte o pediatra ou o médico de família.

 

AS OUTRAS MEDICINAS

Medicamentos

 

Naturopatia
Recomenda-se uma alimentação ligeira à base de legumes, sem açúcares de absorção rápida, lacticínios ou queijo.

Fitoterapia
Eucalyptus: tintura-mãe, 40 gotas de manhã e à noite, e tomilho, 150 mg, 2 cápsulas 2 ou 3 vezes por dia.

Homeopatia
Enquanto espera uma consulta com o seu homeopata, pode tomar, em 5CH, 2 ou 3 vezes por dia, os seguintes remédios:
- Bryonia: tosse seca, que se agrava com o movimento, melhora com repouso, com muita sede de água a intervalos espaçados; por vezes, pontada do lado direito ao tossir;
- Belladonna: tosse seca, incessante, com febre, rosto vermelho, abatido, transpiração e delírio durante a febre;
- Hepar sulf.: tosse «de cão», muito dolorosa (dor tipo facada atrás do estemo), rouca, sem expectoração, após exposição ao frio de doente sensível a este;
- Sticta pulmonaria: tosse seca, nariz obstruído, sensação de peso sobre o nariz;
- Hyoscyamus: tosse seca na posição de deitado;
- Rumex crispus: tosse seca, com sensação de prurido na garganta;
- Pulsatilla: tosse produtiva, mesmo ao dormir, com expectoração amarelo-esverdeada solta numa pessoa que nunca tem sede;
- Senega: tosse produtiva dos fumadores e das pessoas idosas, com muita expectoração, difícil de expulsar.

 

QUE TRATAMENTOS?

Medicamentos

* Adulto saudável: se não melhorar em alguns dias, o médico poderá prescrever um tratamento com antibióticos, particularmente aos doentes que fumam, pois há provavelmente uma infecção bacteriana secundária.
* Adulto fragilizado ou idoso: o médico procura descobrir uma eventual descompensação (desequilíbrio) causada por uma patologia subjacente (insuficiência respiratória, cardíaca, diabetes...) e prescreve um tratamento antibiótico adaptado. Pode também estar indica da cinesiterapia respiratória.
* Criança pequena: as bronquiolites dos recém-nascidos podem ser graves. O tratamento inclui, entre outras medidas, a cinesiterapia respiratória.

 

Cinesiterapia
É um dos mais eficazes tratamentos da tosse produtiva, pois permite drenar as secreções na sua origem, quando o aparelho respiratório está fragilizado (dilatação dos brônquios), nas pessoas idosas e nas crianças pequenas.
A cinesiterapia respiratória faz parte de tratamento da bronquiolite nos bebés.

As outras medicinas

Acupunctura
Eficaz no início do episódio infeccioso e como prevenção.

Fitoterapia
As plantas têm que ser utilizadas com precaução devido aos possíveis efeitos sobre o coração. Os óleos essenciais são muito activos nas infecções e infecções secundárias.

Homeopatia
Muitas vezes eficaz, desde que o tratamento seja bem escolhido, pois existem muitos remédios possíveis.

Oligoterapia
Cobre-ouro-prata nas infecções secundárias recorrentes.

 

QUE PREVENÇÃO?

Deve propor-se a administração da vacina antigripal a pessoas fragilizadas ou idosas.

 

 

 

Sintomas
Sensação desagradável ou mesmo dolorosa por não poder defecar normalmente. Fezes pouco frequentes (menos de 3 vezes por semana), duras e difíceis de evacuar. Sensação de não ter evacuado completamente. A isto juntam-se, por vezes, sensação, de distensão abdominal, uma alternância de diarreia -prisão de ventre, disfunção ano-rectal (fissuras, hemorróidas, prolapso rectal).

Pessoas mais em risco
10% da população adulta toma laxantes para a prisão de ventre crónica, sobretudo as mulheres: mulheres grávidas, sedentárias, pessoas idosas, hiperactivas.

Porque dói?

Existem dois tipos de prisão de ventre, ou obstipação:
- A prisão de ventre de trânsito (ou de progressão) que afecta o conjunto do cólon de forma homogénea.
- A prisão de ventre terminal, que é um problema na expulsão relacionado com uma perturbação da dinâmica rectal.
A dor é provocada, no primeiro caso, por uma irritação e uma inflamação do cólon; no caso da prisão de ventre terminal, a dor é desencadeada pele esforços e dificuldades de evacuação do recto.
A prisão de ventre pode surgir devido a gravidez fibroma, hipertiroidismo, diabetes, fissura anal, regime alimentar ou administração de medicamentos, cólon irritável, tumores colaterais e sedentarismo.

O que pode fazer?

- Beba bastantes líquidos, mas sem excessos: entre 1,5 e 2 l por dia.
- Aumente a ingestão diária de fibras (20 a 30 g por dia), salvo contra-indicação médica.
- Não tome laxantes sem prescrição médica: a acção rápida dos laxantes é sempre seguida de reacção em sentido contrário. Com o tempo, agravam a situação. A automedicação pode provocar problemas incómodos ou até mesmo graves.
- Aplique ocasionalmente um supositório de glicerina (tanto para o adulto como para a criança).

Em homeopatia:

Alguns remédios para aliviar (5CR, 3 grânulos 3 vezes por dia, 2 a 4 dias no máximo) enquanto espera pelo tratamento de fundo:
- Ammonium muriaticum: fezes duras, muito secas, granulosas, evacuadas após grandes esforços e acompanhadas de ardor no ânus e recto;
-- Causticum: esforços de expulsão dolorosos e ineficazes;
- Collinsonia: fezes volumosas, difíceis de expulsar, acompanhadas de hemorróidas com tendência para sangrar;
- Raphanus: flatulência, dores que tendem a melhorar após a evacuação de gases;
- Nux vomica: espasmos, esforços de expulsão ineficazes, hemorróidas dolorosas;
- Ignatia: espasmos em pessoas ansiosas e particularmente sensíveis à menor contrariedade.

Que tratamentos?

Depois de reconhecidas e corrigidas as causas, o tratamento deve ter em conta os aspectos psicológicos e mecânicos (v. Naturopatia e Que prevenção?).

Medicamentos:

Sob condição de apenas recorrer ao seu uso por curtos períodos de tempo, existe uma grande variedade de medicamentos e de produtos capazes de aliviar a prisão de ventre:
- As mucilagens (farelo - evite o fareI o cru -, alga-perlada, goma-estercúlia, grãos de zaragatoa, tanchagem-da-índia, hemicelulose), associadas por vezes a diversos medicamentos antiespasmódicos, que retêm a água e modificam o volume e a consistência das fezes em 2 ou 3 dias;
- Os laxantes estimulantes, extractos de plantas, como o sene, o amieiro-negro, a cáscara-sagrada, o aloés;
- Os laxantes osmóticos à base de lactulose, de manitol ou sorbitol, que aumentam o teor de água das fezes;
- Os lubrificantes à base de óleo de parafina, de óleo de vaselina espessa;
- Os laxantes por via rectal, em supositórios ou clisteres.

As outras medicinas:

Acupunctura
No caso de prisão de ventre crónica, a acupunctura é muito eficaz.
Auriculoterapia
A auriculoterapia permite restaurar eficazmente a sensibilidade e a motricidade do cólon, agindo essencialmente nos centros neurovegetativos de comando deste órgão.
Biofeedback
Bons resultados no caso de prisão de ventre provocada por contracções inadaptadas dos músculos pélvicos e do esfíncter anal.
Fitoterapia
- Tanchagem: 3 a 10 colheres de sopa de sementes por dia tomadas com muita água.
- Linhaça: 1 a 3 colheres de sopa de sementes 2-3 vezes por dia com muita água.
- Sumo de ameixa, de frutos e de legumes: de uma forma geral são benéficos, mas não abuse.
- Cloreto de magnésio: 1 a 3 copos por dia (uma saqueta para 1,5 I de água mineral), consoante a evolução.
Homeopatia
O tratamento de fundo é eficaz.
Medicina tradicional chinesa
Intervém no desequilíbrio funcional situado ao nível do intestino, mas também na energia do estômago e principalmente do baço, por vezes sobre o rim e o fígado.
Mesoterapia
Injecções subcutâneas de procaína antiespasmódica em qualquer situação de cólicas dá excelentes resultados.
Naturoterapia
Coma diariamente legumes (crus e cozidos) e fruta variada, acompanhados uma vez por dia de, pelo menos, um cereal integral. Evite os alimentos refinados.
Aumente a sua actividade física para regularizar o trânsito intestinal. Relaxe.

Que prevenção?

- Tente ir à casa de banho com tempo e sempre à mesma hora (depois do pequeno-almoço, por exemplo).
- Pratique exercício físico diário (marcha, natação) e limite as actividades que afectam a região anal (bicicleta, motos).
- Para algumas pessoas, o problema da prisão de ventre torna-se uma obsessão. A psicoterapia pode ajudar.

 

Ideias erradas ...
É necessário evacuar todos os dias
Falso. Ao contrário do que muitas pessoas pensam, evacuar, em média, uma vez de 2 em 2 ou de 3 em 3 dias não é considerado uma situação de prisão de ventre.

 

A manometria ano-rectal
Em caso de prisão de ventre terminal, o estudo das contracções dos esfíncteres é realizado pela manometria ano-rectal. Este exame consiste em medir a pressão, em repouso e durante um esforço em defecação, no recto e no canal anal, recorrendo a uma sonda de balão ligada a um aparelho de registo. Este exame, indolor, permite propor uma terapia de biofeedback.

 

 

 

Sintomas
Dor ao andar, ao fazer esforços em posição de cócoras. Bloqueio do joelho, que dura alguns segundos ou mesmo mais se estiver dobrado.

Pessoas mais em risco
+ Adultos, frequentemente com menos de 30 anos.
+ Desportistas (tenistas, futebolistas e esquiadores).

Porque dói?

Os meniscos são os amortecedores entre o fémur e a tíbia. Quando os joelhos, estando dobrados, sofrem um traumatismo, o menisco pode fissurar-se ou romper-se, o que provoca uma dor que poderá desaparecer. Alguns meses depois, ao fazer novos esforços, as dores e paralisações podem reaparecer.

O que pode fazer?

Faça pequenos movimentos de flexão e extensão. Se possível consulte o médico.

Que tratamentos?

Cirurgia
É o único tratamento: de uma maneira geral, uma sutura permite recuperar um menisco que se rompeu ou reparar uma fissura. Esta intervenção faz-se por artroscopia.

As outras medicinas

Homeopatia
Antes da operação, um tratamento com Arnica, Byonia e Apis pode aliviar.

 

 

 

Sintomas
- Dor entre o ombro e o pescoço com deformação dessa região (aspecto em degrau).
- Mais tardiamente, hematoma espalhado por toda a região peitoral.

O diagnóstico é confirmado por uma radiografia, que permite não só determinar o tipo de fractura como o de tratamento.

Pessoas mais em risco
- Essencialmente, jovens que praticam uma actividade fisica, particularmente ciclistas (por queda para a frente), cavaleiros, judocas e praticantes de râguebi.
- Pessoas mais velhas, após uma queda banal.

Porque dói?
A clavícula encontra-se numa região particularmente rica em terminações nervosas. A dor deve-se à própria fractura, bem como ao facto de os tecidos circundantes terem sido atingidos.

O que pode Fazer?
- Imobilize o doente na posição que a seguir se descreve, caso ele não a adopte espontaneamente: braço encostado ao corpo, antebraço flectido apoiado pela outra mão. Ponha o braço ao peito; envolva o antebraço e o cotovelo do lado do ombro fracturado com um lenço.

- Ate-o à volta do pescoço, de forma que se apoie sobre o ombro são.
Pode também colocar um saco de gelo sobre a fractura.

- Consulte o médico o mais brevemente possível.

Que tratamentos?
Ortopedia
O tratamento consiste em imobilizar a clavícula de forma a colocar os dois fragmentos face a face. Utilizam-se para isso bandas de contenção que permitem colocar os ombros para trás. O doente usa esta contenção, em média, durante 4-6 semanas.

Cirurgia
Em caso de fractura exposta, deslocada e não redutível, ou em caso de fracturas múltiplas, pode recorrer-se à cirurgia. As suas indicações permanecem, todavia, bastante raras.
Não há dores na sequência destas fracturas, mas pode formar-se um calo ósseo desagradável.

As outras medicinas
Homeopatia
O tratamento homeopático pode permitir reduzir o tempo de formação do calo ósseo e consolidar a fractura mais rapidamente. Os remédios são os das fracturas em geral, principalmente Arnica e Synphytum.

Que prevenção?
A recaída evita-se pela boa qualidade da consolidação, isto é, pela precocidade do tratamento e a colocação das bandas. Estas devem ser apertadas com regularidade. Normalmente, não existem sequelas dolorosas neste tipo de fractura.

 

 

 

Sintomas
Curvatura de concavidade para trás exagerada da coluna vertebral na região lombar, que com o tempo (em geral, muitos anos) se torna dolorosa.

Pessoas mais em risco
É mais frequente nas mulheres e nas pessoas obesas a partir dos 50 anos (na sequência de um enfraquecimento muscular). Por vezes, as pessoas com cifose dorsal ou corrdenação deficiente dos músculos da bacia.

Porque doí?
A normal curvatura da concavidade para trás da coluna vertebral na região lombar acentua-se (rins arqueados) para compensar a saliência da zona dorsal resultante de uma postura corpal deficiente (por exemplo, em pessoas com excesso de peso e fraqueza muscular no abdómen). Os musculos lombares contraem-se e verifica-se um aumento de pressão na zona atrás das vértebras. Pode desenvolver-se artrose nas apófises articulares posteriores (articulações atrás das vertebras) e por vezes nas espinhosas (muito doloroso).

O que pode fazer?
Reeduque a sua postura, o seu peso, evite posições dolorosas.

Que tratamentos?
Medicamentos
Antálgicos, anti-inflamatóriosm, por vezes infiltrações (entre as espinhosas ou nas articulares posteriores).

Fisioterapia
A reeducação da postura permite corrigir a anomalia da curvatura da coluna vertebral, fazendo avançar a bacia para a frente e contraindo o abdomén.

Ortopedia
O uso de cinta ortopédica ajuda a endireitar a coluna lombar.

Que prevenção?
Adquirir uma postura correcta é essencial. A reeducação postural pode ensinar os gestos e as posturam que aliviam as dores.

 

 

 

Sintomas:
Seios permanentemente duros, dolorosos, tensos.

Pessoas mais em risco
Mulheres que amamentam.

Porque dói?
Com receio de ter dores, a mãe hesita em pôr o bebé ao peito; o stress diminui a secreção de ocitocina e a excreção do leite torna-se mais difícil. O leite acumula-se não por ser muito, mas porque não escoa bem. Os seios encontram-se sob pressão, despejam mal, as mamadas são difíceis e insuficientes. O ingurgitamento é um factor de risco de complicações infecciosas (linfagite).

O que pode fazer?
Despeje os seios o mais frequentemente possível fazendo mamar o bebé, mas também através de massagem aréola debaixo de um duche quente (melhor que a bomba de extrair leite, que pode ser demasiado traumatizante). Segure a aréola entre os dedos atrás do limite da zona pigmentada e depois, sem atingir o mamilo, vá puxando e fazendo pressão devagar, com movimentos lentos, não tocando senão na aréola. Se não conseguir, quando estiver na maternidade peça à enfermeira que lhe mostre como deve fazer.

Que tratamentos?
Medicamentos
O médico pode prescrever antálgicos (paracetamol) e anti-inflamatórios (aspirina).

As outras medicinas
Auriculoterapia
Actua eficazmente sobre os factores hormonais

Fisioterapia
Os anti-inflamatórios de origem vegetal podem substituir os anti-inflamatórios clássicos. O pilriteiro ou a valeriana acalmam a ansiedade.

Homeopatia
Acalma a ansiedade da jovem mãe e actua contra os sintomas físicos com numerosos remédios.

Que prevenção?
- Ponha o bebé ao peito de forma frequente e regular. Um recém-nascido pode mamar 10 a 12 vezes por dia, o que estimula a subida de leite. Um bebé que nasceu sem medicamentos (preparados de ocitocina, anestesia epidural) pode mamar sempre que quiser. No caso de um bebé nascido sob medicamentos, as mamadas não devem ser muito espaçadas; faça-o mamar mesmo que esteja a dormir, acordando-o devagar.
Descontraia-se e repouse.

 

 

 

Porque dói?
Uma separação conjugal é uma ferida narcísica que abala violentamente a auto-estima e segurança pessoal. A vivência emocional associada, quer no momento da separação, quer na recuperação, é semelhante ao trabalho de luto – no fundo, perdemos uma pessoa querida, não porque tenha morrido, mas porque vai desaparecer das nossas rotinas e da nossa presença e temos que aprender a viver sem ela.

O que pode fazer?
Este sofrimento é normal e não requer tratamento desde que não ultrapasse uma certa intensidade e não se torne crónico. Caso contrário, consulte o seu médico, que poderá eventualmente prescrever-lhe medicamentos antidepressivos.

Ultrapassar o sentimento de solidão e abandono é uma questão de tempo. Lute contra o isolamento e a vontade de ficar só. Uma separação pode ser um traumatismo profundo que traz consigo um sentimento de culpabilidade e de derrota contra o qual é preciso lutar: deixe-se ajudar pelos amigos, pela família, alargue o seu círculo de relações e comece novas actividades sociais. Após um divórcio, o refazer da vida amorosa é uma eventualidade possível a mais ou menos longo prazo. Não a ponha de parte.

É importante também falar aos filhos. É sempre inútil esconder-lhes demasiado tempo o conflito conjugal. Explique-lhes a situação da forma mais simples e clara que conseguir e, sobretudo, não invente explicações falsas. Procure preservar o laço que eles têm com o outro progenitor e respeite os seus sentimentos em relação a ele. Explique-lhes também a diferença emocional entre a relação conjugal e a relação entre pais e filhos: mesmo quando os pais se separam, continuam a ser pais e amam os filhos do mesmo modo.

Manter uma relação conjugal insatisfatória  e desgastante por causa dos filhos é muitas vezes a pior solução – eles sentem-se mais felizes e crescem mais saudáveis se ambos os pais estiverem tranquilos, disponíveis (e felizes), embora com casas e vidas separadas.

 

 

 
Sintomas
Sensações desagradáveis, por vezes dolorosas, no abdómen, que aumenta de volume, com flatulência frequente.
 
 
Pessoas mais em risco
Adultos, sobretudo pessoas com vida sedentária. É raro aparecer em crianças e adolescentes.
 
 
Porque dói?
Inchaços e flatulências, chamados meteorismos, estão ligados a uma acumulação de gases no intestino provocada pela fermentação de açúcares no cólon e que pode provocar a irritação das mucosas. A dor deve-se à hipersensibilidade à dilatação intestinal.
 
 
O que pode fazer?
Procure a causa na sua alimentação: pode ser que esteja a comer excessivamente ou a fazer uma alimentação muito rica em lacticínios, açúcares, feculentos, ou ainda a tomar alimentos numa associação que favoreça a fermentação (fruta no final das refeições, leguminosas, etc.).
Em fitoterapia:
- Beba tisanas à base de endro, camomila, funcho ou menta picante.
- Inclua na sua alimentação alho, anis, manjericão, noz-moscada, orégãos, alecrim e segurelha.
 
 
Que tratamentos?
Medicamentos
Tradicionalmente, o médico prescreve carvão vegetal activado, puro ou associado a diversos produtos antiespasmódicos (extractos de meimendro, de beladona e papaverina) ou anti-sépticos, pois o carvão absorve uma parte dos gases.
 
 
As outras medicinas
Acupunctura
A acupunctura pode ser indicado como tratamento de fundo se o meteorismo persistir apesar das correcções alimentares e para tratar a prisão de ventre pós-operatória.
Auriculoterapia
Uma vez tomadas todas as medidas necessárias em relação há alimentação, a auriculoterapia pode representar uma ajuda significativa ao tratamento de fundo.
Homeopatia
Pode ser muito eficaz no tratamento de fundo. Na fase aguda, o homeopata prescreve:
- Aloe: no caso de flatulência em toda a região abdominal em pessoas que comem muito;
- China: abdómen tenso, muito dorido, borborismo, gosto amargo na boca, flatulência que não melhora com a emissão de gases;
- Kalinm carhonicum: flatulência logo após as refeições;
- Carbo vegetabilis: inchaço situado na parte superior do abdómen, desencadeado pela ingestão de alimentos gordos e de álcool logo a seguir às refeições e que se agrava em posição de deitado;
- Antimonium crudum:  flatulência após uma refeição pesada;
- Lycopodium: flatulência na parte inferior do abdómen, que piora várias horas depois das refeições, de 16 a 20 horas, frequentemente desencadeado por açúcares e por cebola.
 
 
Que prevenção?
Reduza os alimentos que favorecem as fermentações intestinais, isto é, os produtos lácteos, os açúcares, os alimentos ricos em amido (batatas, feijão seco, lentilhas) e alguns frutos ricos em frutose (tâmaras, figos, ameixas, uvas).

Elimine as leguminosas (feijões, por exemplo), que contêm dois hidratos de carbono específicos que apenas são digeridos no intestino e que provocam a formação de gases por fermentação com as bactérias do cólon.

Coma a fruta antes ou no intervalo das refeições. Na verdade, os frutos não são digeridos pelo estômago, mas directamente pelo intestino. Se comer muita fruta depois das refeições, ela fica bloqueada no estômago e vai libertando a sua acidez, que acaba por afectar a acção dos ácidos do próprio estômago. Esta é uma situação que dificulta a digestão da fruta e dos alimentos ricos em amido e atrasa a formação do bolo alimentar, provocando uma fermentação e dando origem à formação de gases.
 
Coma mais devagar, mastigando bem cada garfada, e procure tomar as suas refeições num ambiente calmo.
Beba água de argila verde 1 a 3 vezes por dia (mais ou menos) colher de café para um copo de água. Deixe sempre repousar antes de a beber.
 
 
 
 

Normalmente, os aneurismas só produzem sintomas quando, pelo seu tamanho, comprimem os órgãos vizinhos. Por exemplo, um aneurisma da aorta torácica localizado próximo do coração pode causar dor no tórax e outros sintomas semelhantes aos da angina de peito ou de um ataque cardíaco. Neste tipo de aneurisma, as paredes internas e externas da artéria podem separar-se, deixando o sangue escorrer entre ambas e desviando o fluxo de sangue habitual para outras partes do corpo. Chama-se a isto aneurisma dissecante, um tipo de aneurisma particularmente perigoso.

No aneurisma da aorta abdominal, pode palpar-se por vezes uma massa latejante e superficial na porção mediana do abdómen. Se há perda de sangue, pode existir uma dor que irradia para as costas e virilhas. No aneurisma da carótida, o latejar palpa-se no pescoço e pode ver-se uma área pulsátil sob a pele. A aterosclerose e a hipertensão arterial favorecem a ocorrência de aneurismas. Outras causas são doenças congénitas, como a coarctação da aorta, em que um segmento desta artéria se apresenta rígido e estreitado, podendo provocar um aneurisma no segmento contíguo da aorta.

A síndroma de Marfan, uma doença hereditária, é caracterizada por anomalias no esqueleto, coração e olhos que coexistem com aneurismas. À medida que um aneurisma aumenta de tamanho, o perigo de A ruptura súbita aumenta. A ruptura de um aneurisma costuma ser fatal passados minutos, sobretudo se ocorrer na aorta ou nas artérias carótidas. Por vezes, a cirurgia vascular imediata consegue suster a hemorragia e reparar a lesão, salvando-se a vida do doente.

Diagnóstico e exames complementares

Durante o exame físico, o médico pode palpar e auscultar o latejar anormal de um aneurisma. O fluir do sangue através do segmento enfraquecido do vaso produz um sopro característico que pode ser ouvido com o auxílio do estetoscópio. O médico pode suspeitar de coarctação da aorta se a tensão arterial for elevada nos membros superiores e região superior do corpo e normal ou baixa nos membros inferiores. Esta situação é confirmada pela medição da tensão arterial nos braços e nas pernas. Os exames imageológicos, dos raios X à TAC (tomografia axial computorizada) ou RMN (ressonância magnética nuclear) e ecografia, confirmam a presença do aneurisma. Por vezes, diagnosticam-se aneurismas assintomáticos com raios X ou tomografias realizadas com outro objectivo.

Tratamentos médicos

No caso de um aneurisma de pequenas dimensões que não aumente de volume nem produza sintomas, basta controlá-lo regularmente através de raios X ou outros exames para detectar qualquer alteração de volume. Se o aneurisma aumentar significativamente de dimensões ou correr o risco de ruptura, é necessário recorrer a cirurgia vascular, por vezes urgente. Um tratamento experimental promissor para os aneurismas em expansão implica o revestimento da artéria enfraquecida com um tubo fino. A coarctação da aorta também requer reparação cirúrgica, embora alguns casos possam resolver-se com angioplastia por balão. Neste procedimento, insere-se na aorta um cateter de balão, e o balão é insuflado no ponto mais estenosado para alargar a artéria, permitindo assim o fluxo normal de sangue.

Medicinas alternativas

Não existem abordagens alternativas seguras para um aneurisma, embora a meditação e outras técnicas de relaxamento possam ser úteis se a hipertensão arterial for um factor de risco.

 
 
 
 

As náuseas podem ter origem no labirinto (parte do ouvido), no cérebro ou no aparelho gastrintestinal.

Os vómitos são um reflexo (controlado pelo centro do vómito, localizado no tronco do cérebro, e pela zona quimios-sensível) em que os músculos que controlam o esfíncter do esófago relaxam, o diafragma e os músculos abdominais contraem-se, a laringe é firmemente fechada pela epiglote e a porção inferior do estômago contrai-se e obriga o seu conteúdo a subir pelo esófago e a sair pela boca.

Diagnóstico e exames complementares

Na maior parte dos casos, as náuseas e os vómitos são reacções a uma circunstância óbvia, como o enjoo do movimento, o excesso de comida ou a exposição a um odor desagradável, que não requerem diagnóstico nem tratamento. Mas se ocorrem a par de outros sintomas, como febre, dor, edemas ou tonturas, deve consultar o médico para se detectar a causa. Por vezes, bastam análises de sangue e de urina; porém, quando se suspeita de algum distúrbio, como doença da vesícula biliar, pancreatite, hepatite, úlcera ou tumor, é provável que o médico peça radiografias, ecografias, uma TAC, uma ressonância magnética e outros exames imageológicos.

Tratamentos médicos

O médico poderá receitar medicamentos para serem tomados antes de viagens, intervenções cirúrgicas ou outras situações que possam causar náuseas e vómitos. Se os medicamentos não puderem ser tomados por via oral, serão administrados através de injecção, supositórios ou adesivo medicado.

Terapia medicamentosa.

Os seguintes fármacos antieméticos actuam sobre o centro do vómito:

- Os anti-histamínicos, como dimenidrinato, meclizina e pro-metazina, reduzem a sensibilidade do centro cerebral do vómito. Provocam também sonolência.

- A metoclopramida controla o peristaltismo, movimento ondulatório que impele os alimentos e produtos residuais ao longo do intestino. É receitada para evitar as náuseas e vómitos que com frequência ocorrem na gastroparésia, durante os tratamentos de quimioterapia contra o cancro, na radioterapia e na anestesia geral.

As fenotiazinas, como flufenazina, perfenazina e proclorperazina, são sobretudo agentes antipsicóticos que também bloqueiam impulsos para e a partir do centro quimiorreceptor do cérebro, que estimula o centro do vómito. Estes fármacos são sobretudo úteis para evitar ou eliminar náuseas e vómitos associados a quimioterapia, enxaquecas e anestesia geral.

- A escopolamina, administrada como adesivo medicado colocado atrás da orelha, é receitada para evitar o enjoo do movimento ou tratar vertigens.

 

 

 

SINTOMAS
Feridas redondas ou ovais na mucosa da boca ou na língua, amareladas, que se curam entre 8 e 10 dias. As aftas, muito dolorosas, aparecem muitas vezes em surtos de cerca de 2 semanas.

PESSOAS MAIS EM RISCO
20% da população.

Porque dói?
Uma afta é uma ferida aberta irritada pela alimentação ou pela escovagem dos dentes. A lesão pode ser:
- Traumática, devido a choque, mordedura ou queimadura e muitas vezes pelo roçar dos bordos de aparelho ortodôntico, fixo ou removível;
- De origem alimentar, viral, imunológica ou medicamentosa.

o que pode fazer?

Traumatismos
Bocheche com água com bicarbonato (1 colher de café em ½ copo de água) ou com outros produtos comerciais, que pode encontrar nas farmácias.
- Evite condimentos, alimentos muito quentes ou outros alimentos que provoquem aftas (nozes, alguns tipos de queijo, toranja). Utilize pomadas anestesiantes e cicatrizantes.

Aftas
- Bochechar (utilize os mesmos produtos que para os traumatismos).
- Coloque um pouco de bicarbonato de sódio em pó sobre a afta com uma cotonete.
- Cauterize a afta com uma cotonete e álcool a 90%.
- Evite condimentos, alimentos muito quentes e outros, como nozes, alguns tipos de queijo, como o Gruyere, e toranjas.

Em digitopunctura, massaje do ponto 11 ao 6 do meridiano do intestino grosso (ao longo da face posterior do antebraço) e o ponto S do meridiano do baço (debaixo do tornozelo, na face interna do pé). Pressione com força e depois largue o ponto 4 do meridiano do intestino grosso (nas costas da mão, em frente da união do polegar e do indicador) para diminuir a sensação de queimadura das mucosas.

Pode utilizar os seguintes remédios homeopáticos em 5CH, 3 grânulos 3 vezes por dia durante 2 a 4 dias (faça intervalos maiores logo que sinta melhoras; pare se não melhorar);
- Borax: afias dolorosas que sangram facilmente, podendo afectar bebés na erupção dos dentes, por vezes localizadas sobre a língua, acompanhadas de fezes moles ou de diarreias amareladas;
- Antimonium tartaricum: aftas durante a gripe;
- Natrum muriaticum, Sulfuric acidum ou Hepar sulf: aftas nas gengivas.
- Lachesis: aftas na ponta da língua;
- Hydrastis: secreções amareladas;
- Kalium muriaticum: aftas com centro acinzentado;
- Kalium bichromicum: ulcerações da afta bem delineadas, com secreções amarelas;
- Mercurius solubilis: aftas com gengivite, mau hálito e salivação abundante;
- Mercurius corrosivus: aftas sobre o lábio;
- Sulfuricum acidum: aftas de cor esbranquiçada;
- Arsenicum album: aftas de cor azulada;
- Staphysagria: aftas com centro amarelado.

Em fitoterapia:
- Mirra (Commiphora myrrha, anti-séptico de largo espectro, de acção antibacteriana e antiviral); coloque pó de mirra (de uma cápsula) directamente sobre a afia;
- Chá (Camellia sinensis) verde: aplique sobre a afia uma infusão arrefecida;
- Cóptis (Coptis groenlandica): em infusão (2 ou 3 vezes por dia no 1º dia);
- Alcaçuz (Glycyrrhiza): bochechar para acelerar a cura.

 

Que tratamentos?

Medicamentos

Traumatismos: o dentista prescreve produtos para bochechar e corrige o molde do aparelho dentário.
Aftas: o dentista cauteriza a lesão para acelerar a cicatrização e prescreve medicamentos para tratar a base imunodepressiva de certas aftoses não-alimentares, certificando-se de que a situação não é provocada por algum medicamento.

Outras medicinas

Auriculoterapia
São necessários um ou mais tratamentos para resolver o problema e, por vezes, tratamentos de manutenção.

Homeopatia
Nos casos crónicos, prescreve-se um tratamento de fundo.

Naturoterapia
Alterações na alimentação e repouso podem fazer desaparecer as aftoses recorrentes.

 

Que prevenção?
Se usa aparelho nos dentes, consulte o dentista ao primeiro desconforto, pois estes problemas não se resolvem por si sós.

 

 

 

Sintomas:
Dores abdominais, diarreia fétida e, por vezes, vómitos. Se 6 a 12 horas após a refeição surgir febre de 40°C, trata-se quase sempre de salmonelose.

Pessoas mais em risco
Qualquer pessoa que consuma alimentos estragados ou mal conservados (quando há uma quebra na cadeia de conservação pelo frio, por exemplo).

 

Porque dói?

Distinguem-se quatro tipos de intoxicação alimentar.

Salmonelose: é causada pelo consumo de alimentos contaminados pelas bactérias do género Salmonella, normalmente em refeições de cantinas ou restaurantes.

Intoxicação por outras bactérias: causada por alimentos contaminados (arroz cozido, cremes, puré, sopas, alimentos em conserva ou alimentos mal congelados), desencadeia diarreias abundantes acompanhadas de vómitos. Nota-se uma melhoria espontânea 2 ou 3 dias depois.

Gastrenterite, ou diarreia, do viajante: é contraída num país estrangeiro após o consumo de água não fervida, frutos ou alimentos crus mal lavados. A diarreia faz-se acompanhar de vómitos e surge após 24-72 horas de incubação.

Gastrenterite pós-antibióticos: surge em geral 3-5 dias depois do início da toma de antibióticos.

 

O que pode Fazer?

Não coma. Beba 1,5 l de água e caldo de legumes por dia. Aconselha-se também a beber coca-cola, eficaz para impedir os vómitos e apreciada pelas crianças.

 

Que tratamentos?

Medicamentos
Para aliviar a dor, o médico prescreve medicamentos que protegem a mucosa do estômago. Pode ainda prescrever outros medicamentos para a diarreia e os vómitos. Por vezes, é necessário um antibiótico.

As outras medicinas

Acupunctura e medicina tradicional chinesa
Massagens (em caso de vómitos) e moxas (no caso de diarreias) aliviam eficazmente os sintomas.

Homeopatia
Não havendo uma situação de urgência, os remédios homeopáticos são, de uma maneira geral, eficazes:
- Nux vomica: vómitos e espasmos abdominais dolorosos na sequência da intoxicação alimentar;
- Arsenicum album: depois da ingestão de carne ou de marisco, dores abdominais, náuseas, vómitos e fezes ácidas;
- Podohyllum: diarreia aquosa, abundante, fétida, que sai em jacto, com gases, e dores espasmódicas que melhoram se se deitar de barriga para baixo;
- Pyrogenium: consumo de produtos estragados contendo gorduras animais, sobretudo carne;
- Carbo vegetabilis: diarreias fétidas com flatulência e cãibras abdominais que obrigam a dobrar-se;
. Intoxicação após a ingestão de frutos: Phosphoricum acidum, Colocynthis, China rubra, Rheum, Ipeca (frutos verdes), Podophyllum (frutos muito frios).
. Após a ingestão de alimentos gordos: Carbo vegetabilis e Pulsatilla.
. Após a ingestão de leite: China, Magnesia carbonicum, Natrum carbonicum.
. Após a ingestão de ostras: Lycopodium, Aloe, Podophyllum e Sulfuric acidum.
. Após excesso de produtos de pastelaria: Argentum nitricum, Antimonium crudum, Kalium carbonicum e Pulsatilla.
Para além dos referidos, existe ainda uma grande variedade de remédios.

Atenção! Uma criança desidrata-se depressa
Em caso de diarreia abundante numa criança, não hesite em consultar o médico.