Conselhos Saudáveis 2

 

 

Sintomas
Dores na zona inferior do abdómen, no períneo ou no canal da uretra. Estado gripal: febre de 39 a 40º C, arrepios, dores de cabeça, dores musculares.
Perturbações na micção: ardor, vontade frequente com dificuldade de urinar, até mesmo bloqueio completo.

Porque dói?
A prostatite é uma infecção bacteriana da próstata. A glândula aumenta de volume e é uma situação dolorosa.

O que pode fazer?
Consulte rapidamente o médico. Enquanto espera, tome paracetamol contra a dor e febre (veja a sua temperatura antes de tomar o paracetamol para depois informar o médico).

Que tratamentos?
Medicamentos
+ O tratamento baseia-se em antibióticos. Inicia-se imediatamente a seguir à primeira colheita de urina para análise bacteriológica e prolonga-se durante quatro semanas, a fim de evitar recidivas.
+ O paracetamol e o medicamento mais indicado para as dores e a febre.
+ Se estiver com prisão de ventre, peça ao seu médico um laxante fraco para os primeiros dias.

Pode ser necessário recorrer à hospitalização por alguns dias. No entanto, a evolução é, na maior parte dos casos, rapidamente favorável.

Apesar de um tratamento eficaz, podem manter-se algumas dores e perturbações ao urinar. Não obstante serem incomodativas, são menos graves do que no primeiro episódio. Consulte um médico para excluir uma nova infecção.

Muitas vezes, não e detectada nenhuma infecção, apesar de os sintomas persistirem durante várias semanas, ou até mesmo alguns meses. Fale com o seu médico, pois ele pode prescrever-lhe um tratamento com antibióticos ou anti-inflamatórios.

As outras medicinas
Osteopatia
Pode ajudar a aliviar as sequelas dolorosas da prostatite.

Que prevenção?
+ Tome os antibióticos durante o tempo necessário, mesmo que se sinta melhor passados alguns dias.
+ Depois, recomenda-se vivamente uma consulta a um urologista no final do tratamento para pesquisa da causa que possa estar a facilitar as suas infecções.

 

 

 

Sintomas
Dores no joelho que aparecem com a marcha, a corrida e os esforços em posição de pé. Instabilidade ao andar. Quando a rótula está afectada, dores ao subir e descer escadas.

Pessoas mais em risco
+ Sobretudo mulheres e pessoas com problemas de peso, depois dos 40 anos.
+ Pessoas com malformações do joelho, como joelho valgo, joelho varo, ou a rótula mal posicionada.

Porque dói?

A cartilagem está gasta. Há uma produção de osso em torno da articulação (o que forma osteófitos). A dor surge quando a articulação funciona: ao andar (se a artrose se desenvolve entre o fémur e a tíbia) ou ao fazer um esforço com o joelho flectido (se a artrose for na rótula).

O que pode fazer?

+ Evite as actividades que causam dor. Não ande de bicicleta se tiver artrose na rótula. Apoie-se numa bengala do lado menos doloroso.
+ No caso de obesidade, perca peso.
+ De noite, não coloque almofadas sob os joelhos.

Que tratamentos?

Medicamentos
O médico prescreve antálgicos, anti-inflamatórios e infiltrações locais de derivados de cortisona ou medicamentos que restabeleçam uma viscosidade suficiente do líquido articular.

Fisioterapia e cirurgia
+ Artrose da rótula (fémoro-rotuliana): reabilitação do joelho e fortalecimento dos músculos da coxa através de exercícios. No caso de rótula mal posicionada, é proposta uma cirurgia correctiva. As próteses da rótula ainda se encontram em estudo.

+ Artrose entre o fémur e a tíbia (fémoro-tibial): reeducação. No caso de malformação considerável, cirurgia para voltar a colocar o joelho no eixo. No caso de dores rebeldes e de uma artrose grave, colocação de uma prótese do joelho.

As outras medicinas

Fitoterapia

Homeopatia
Utiliza-se sobretudo Rhus toxicodendrum, Bryonia e Arnica, bem como Calcarea phosphorica, Calcarea fluorica ou Calcarea carbonica.

Que prevenção?
Combata o excesso de peso e evite subir escadas.

 

 

 
A Doença Venosa Crónica (DVC) é um sério problema de saúde, altamente prevalente na população nacional e com elevados custos, a nível pessoal e para a sociedade.

Afecta ambos os sexos mas tem uma maior incidência nas mulheres (cerca de 2/3 dos casos). Aumentando com a idade, a DVC tem impacto ao nível da imagem, da auto-estima, do comportamento pessoal e familiar.

 
O que é?
Quando o sangue regressa ao coração depois de ter transportado oxigénio para o resto do organismo, a contracção dos músculos da barriga da perna e da coxa comprime as veias, bombeando o sangue para cima. As válvulas das veias das pernas impedem que o sangue volte a descer por acção da gravidade. Se estas válvulas enfraquecerem e as paredes das veias perderem elasticidade, o sangue acumula-se, o que provoca a dilatação desses vasos e uma sensação dolorosa de peso e cansaço nas pernas. Em estádios mais avançados, a DVC evolui para edemas, varizes, derrames ou flebites e outras complicações.
 
Factores de Risco
Além de uma predisposição hereditária e do inevitável avançar da idade, os principais factores de risco da DVC prendem-se com o nosso estilo de vida, podendo por isso ser controlados: excesso de peso e perímetro abdominal, a exposição ao calor/sol, o sedentarismo e as alterações hormonais (em especial nas mulheres e durante ou após a gravidez).
 
Actue preventivamente ou reaja com empenho aos primeiros sintomas.
 
Evite o excesso de peso - A obesidade faz aumentar a pressão sobre as veias, levando ao seu enfraquecimento. Faça uma dieta alimentar equilibrada.
 
Não se exponha exagerada mente ao Sol- O calor dilata as veias e enfraquece a tonicidade das suas paredes. Caminhe na praia e junto à linha de água.
 
Contrarie o sedentarismo da sua profissão (ou em viagem) - A permanência prolongada numa mesma posição, por exemplo sentado ou em pé, não favorece a correcta circulação sanguínea. No trabalho ou em viagem, faça pequenas pausas e procure movimentar-se regularmente.
 
Pratique exercício físico - É um conselho recorrente mas praticar algum desporto com regularidade é uma óptima forma de cuidar da saúde em geral e também do sistema circulatório. Marcha, natação ou hidroginástica são bons exercícios e requerem pouco investimento.
 
Mude o seu estilo - Evite o vestuário demasiado justo que condiciona os movimentos e a circulação sanguínea. Prefira meias e collants com um factor de compressão adequado ao seu caso, as chamadas "meias de descanso".
 

Aconselhe-se - Fale com o seu médico ou farmacêutico. A farmacologia actual oferece novas e simples propostas para o alívio, ou possível prevenção, dos sintomas da DVC. Mantenha-se informado e partilhe as suas dúvidas com quem o conhece a si e estuda estes problemas.

 

 

 

A angina de peito é provocada pela falta de oxigenação do músculo cardíaco. A causa mais frequente é a aterosclerose das artérias coronárias, que provoca uma redução do seu calibre devido a depósitos de gordura. As artérias estenosadas podem ser capazes de fornecer quantidades suficientes de sangue contendo oxigénio ao músculo cardíaco, permitindo-lhe desempenhar actividades normais.

Contudo, quando o coração tem de aumentar a sua frequência, como sucede durante esforço físico ou períodos de stress, o músculo cardíaco (miocárdio) fica privado das quantidades aumentadas de oxigénio de que necessita nessas situações, o que é designado por isquemia do miocárdio.

Uma refeição pesada ou a exposição ao frio podem desencadear uma crise de angina de peito por o fluxo sanguíneo ser desviado das artérias coronárias para outras partes do corpo humano. Algumas pessoas referem angina de peito em repouso ou até a dormir. Esta angina de peito sem relação com o esforço, ou angina instável, é por vezes causada por um espasmo das artérias coronárias em geral em locais em que já existem estenoses. Pode considerar-se um sinal de aviso de ataque cardíaco iminente.

Diagnóstico e exames complementares

Não existe um único exame específico para diagnosticar a angina de peito, mas normalmente os médicos sabem determinar se a dor provém ou não do coração, fazendo três perguntas-chave ao doente: O que é que provoca o mal-estar? Como é esse mal-estar? O que é que o alivia? Suspeita-se de angina de peito quando há outros factores de risco cardiovascular, como tabagismo, uma história familiar de ataques cardíacos precoces, hipertensão arterial e níveis de elevados colesterol, diabetes, etc. Durante o exame físico, o médico ausculta cuidadosamente o coração, tentando detectar sons ou ruídos anormais.

Os exames de rotina incluem electrocardiograma (ECG), registo da tensão arterial, análises de sangue e urina e radiografia do tórax. Se o médico suspeitar de angina de peito, poderá pedir ainda outros exames, a fim de investigar qualquer doença cardíaca subjacente. Um ECG com prova de esforço pode confirmar que o esforço físico desencadeia isquemia do miocárdio.

Este exame é por vezes combinado com um ecocardiograma, exame que utiliza ultra-sons (ondas sonoras de alta frequência), ou com um estudo radioisotópico, em que se injecta na corrente sanguínea tálio ou outra substância radioactiva cujo fluxo é depois seguido por câmaras gama especiais. Estes dois últimos exames podem localizar as regiões do músculo cardíaco que estão privadas ou reduzidas de circulação.

Um exame invasivo, o cateterismo cardíaco, permite obter um diagnóstico rigoroso da doença coronária. Introduz-se um cateter fino e flexível no coração através de um vaso sanguíneo (uma artéria ou veia da perna ou, mais raramente, do braço). Em seguida, injecta-se u m contraste opaco aos raios X nas artérias coronárias para que possa registar-se a sua anatomia e detectar as eventuais estenoses e/ou oclusões coronárias.

Tratamento médico Existem numerosos tratamentos eficazes para a angina de peito, desde o exercício físico regular a medicação específica e a cirurgia cardíaca. Consoante a gravidade dos sintomas e o grau de doença coronária, costuma começar-se por tentar introduzir alterações no estilo de vida e recorrer a medicamentos, reservando-se a cirurgia cardíaca para casos que não podem ser controlados por abordagens mais moderadas.

Exercício físico Depois de uma prova de esforço, o médico prescreve um regime de actividade física destinado a aumentar a tolerância ao esforço sem provocar angina de peito. O doente aprende a controlar a frequência cardíaca e a aumentar o exercício gradualmente, o que leva a que as artérias coronárias aumentem a circulação colateral, aumentando o fluxo de sangue para segmentos do músculo cardíaco que estejam a receber uma quantidade insuficiente de sangue.

Terapias medicamentosas Existem numerosos medicamentos que controlam ou evitam a angina de peito. A escolha depende das circunstâncias e de existirem ou não outras doenças que contribuam para a angina, como a hipertensão arterial. Duas categorias de medicamentos — nitratos e antagonistas do cálcio (bloqueadores, ou inibidores, dos canais do cálcio) — abrem ou dilatam as artérias coronárias, melhorando a circulação do sangue. Esta acção faz baixar a tensão arterial, reduz a sobrecarga do coração e aumenta o afluxo de sangue ao músculo cardíaco.

Uma terceira categoria de medicamentos, os betabloqueantes, aliviam a angina de peito, reduzindo a acção da norepinefrina, um neurotransmissor dos estímulos do sistema nervoso simpático. O bloqueio destes estímulos reduz a sobrecarga cardíaca, permitindo que o coração reduza a sua frequência e se contraia com menos força do que é habitual. Os antagonistas do cálcio e os beta-bloqueantes são tomados diariamente, a fim de evitar a angina de peito; a nitroglicerina — o nitrato mais vulgarmente receitado — é utilizado simultaneamente para reduzir e/ou suprimir a crise de angina de peito.

Durante uma crise, um comprimido de nitroglicerina colocado debaixo da língua é absorvido rapidamente pela corrente sanguínea, fornecendo em geral alívio num espaço de minutos. Contudo, o efeito passa rapidamente; para se obter uma acção mais demorada, existe nitroglicerina sob forma transdérmica ou unguento. Nestas formas, vai sendo absorvida lentamente através da pele, fornecendo assim protecção para eventuais crises.

Atenção! A nitroglicerina pode causar afrontamentos, tonturas e dores de cabeça. Os médicos aconselham os doentes a sentarem-se enquanto tomam essa medicação: esta medida reduz as tonturas e evita o desmaio provocado por uma queda súbita da tensão arterial.

Angioplastia por balão É uma técnica invasiva destinada a aliviar a angina de peito dilatando as artérias coronárias estenosadas (estreitadas). É semelhante ao cateterismo cardíaco, mas, neste caso, utiliza-se um cateter de balão que é introduzido nas artérias coronárias, sendo o seu trajecto seguido num monitor fluoroscópico, um tipo especial de radiografia. Quando o cateter atinge a zona estenosada, o balão é insuflado, de modo a partir a placa aterosclerótica a esse nível, permitindo obter como resultado final um aumento do calibre do vaso nessa zona. Uma alternativa é o recurso a uma lâmina rotativa semelhante a um pequeno rotor que corta a placa em partículas minúsculas, em vez de se limitar a quebrá-la. Ainda em fase experimental, utiliza-se um raio laser, que é usado para vaporizar a placa aterosclerótica.

Cirurgia de «bypass» aórtico-coronário Esta operação está reservada para doença coronária grave que não pode ser tratada adequadamente por meio de medicamentos ou por angioplastia. São retirados segmentos de vasos sanguíneos saudáveis em geral da artéria mamária interna ou da veia safena da perna, com os quais se constrói a ultrapassagem (bypass) das áreas estenosadas das artérias coronárias.

Podem realizar-se até sete ou oito enxertos numa única intervenção, aumentando deste modo grandemente o afluxo de sangue ao músculo cardíaco e reduzindo a incidência de angina de peito e o risco de ataque cardíaco. A operação demora habitualmente 3 ou 4 horas, embora alguns casos complicados requeiram 8 a 10 horas. O doente passa dois ou três dias numa unidade de cuidados intensivos e outros cinco a sete dias no hospital. Embora a operação seja relativamente segura, não é isenta de riscos; assim, estes devem ser pesados em relação aos benefícios esperados.

Medicinas alternativas A angina de peito é sempre um sinal de aviso de uma situação potencialmente grave, e qualquer tipo de medicina alternativa só poderá ser considerada como coadjuvante dos tratamentos médicos convencionais. Vários investigadores e cardiologistas têm tentado combinações de medicinas convencionais e alternativas, sobretudo na cardiologia preventiva. Entre as abordagens coadjuvantes, temos:

Exercício físico O doente deve seguir um programa de exercício físico específico para melhorar a função cardiovascular. O objectivo é aumentar a actividade física sem provocar uma crise de angina de peito. Depois de uma prova de esforço para determinar o nível máximo de exercício físico sem risco, é atribuído ao doente um programa de exercício que comporta um aumento gradual de actividade. Com a prática regular de exercício, o coração bombeia sangue de forma mais eficaz e o organismo utiliza o oxigénio de modo mais eficiente, reduzindo assim o trabalho cardíaco. O exercício também contribui para a formação de artérias coronárias colaterais que irão aumentar o afluxo de sangue ao músculo cardíaco.

Fitoterapia Para tratar a angina de peito, os fitoterapeutas recomendam espinheiro-alvar, asérulaodorífera e várias outras plantas medicinais que aumentam o fluxo sanguíneo. Recomendam também o alho, pois este combate as causas subjacentes da doença, como um nível elevado de colesterol no sangue e hipertensão arterial. (Existem cápsulas de alho sem cheiro, mas ainda não se determinou totalmente se exercem o mesmo efeito benéfico que o alho fresco.)Atenção! Algumas plantas altamente tóxicas, como a dedaleira (Digitalis purpurea), são utilizadas em medicamentos para doenças cardíacas, mas usá-las em preparações caseiras pode ser fatal, pois a dose pode ser excessiva.

Caso verídico

O primeiro sintoma de angina de peito de José S. foi uma falta de ar (dispneia) após a realização de um exercício particularmente violento. Inicialmente, este antigo treinador de futebol, de 54 anos, relacionou as suas dificuldades respiratórias com a idade e o nível de esforço físico das suas sessões de treino, pelo que não consultou o médico. Mais tarde, durante uma dessas sessões de preparação física, sentiu uma dor torácica muito intensa e que irradiava para o maxilar inferior. «Pensei que se tratava de um ataque cardíaco», recordava mais tarde.

«Mas após alguns momentos de repouso, a dor foi diminuindo e desapareceu ao fim de poucos minutos. Como entretanto terminara o treino, senti-me de novo bem», acrescentou. Dois dias depois, no entanto, após realizar uma nova sessão de treinos, repetiram-se as queixas anteriores, pelo que José decidiu consultar o médico. O médico informou então o doente de que muitas vezes os sintomas de angina de peito são apenas dificuldades respiratórias relacionadas com o aumento dos esforços físicos. As análises de rotina mostraram valores elevados de colesterol no sangue, e a prova de esforço confirmou que essas queixas estavam em relação com angina. A coronariografia subsequente mostrou doença coronária de dois vasos.

 

 

 

Sintomas

Dor pulsante, por vezes penetrante, periódica (até várias vezes por mês), atingindo um ou ambos os lados da cabeça, mas podendo mudar. Um sintoma da enxaqueca «clássica» é a fase da chamada aura, com perturbações da visão, formigueiros no rosto, numa mão ou na língua e perturbações de humor. A crise por vezes é acompanhada de náuseas ou de vómitos, sensações de vertigem, perturbações da fala, alteração do olfacto e do paladar. Se houver perturbações da visão (clarões, manchas), trata-se de enxaqueca oftálmica.

Pessoas mais em risco

Cerca de 10% da população. Em 80% dos casos, é de carácter familiar. Duas vezes mais frequente na mulher. Começa muitas vezes na adolescência.

Porque dói?

Pensa-se que no começo da crise (primeira meia hora), os vasos sanguíneos do cérebro sofrem uma vasoconstrição, reduzindo a irrigação sanguínea, razão por que aparecem os primeiros sinais. A dor em si (na segunda fase) seria resultado da dilatação desses vasos. A enxaqueca pode ser desencadeada por factores muito variados: certos alimentos (vinho, chocolate, avelãs, queijo), luz demasiado intensa, ruído, excesso de sono, stress ou contrariedade.

O que pode fazer?

• 0s antálgicos (aspirinas, paracetamol) são eficazes se tomados no começo; não espere que o mal se instale.
• Deite-se num local calmo, às escuras, se tiver perturbações de visão.
• Evite tudo o que favoreça ou despolete a crise, em especial os alimentos contendo glutamato (cozinha chinesa) ou tiramina (caça, queijo Roquefort, vinho branco).
• Auriculoterapia: para aliviar desde o começo, aperte o bordo inferior extemo dos lóbulos das orelhas com força entre o polegar e o indicador durante 5-10 minutos.
•Homeopatia: pode utilizar os remédios contra a enxaqueca em 5CH tomando 1 grânulo de quarto em quarto de hora. Quando sentir melhoras, espace as tornas; se não melhorar, mude de remédio. Não prolongue a toma além de 1 a 2 dias.
 

Que tratamentos?

• Medicamentos

Em caso de crise ligeira, prescreve-se o repouso em local escuro e antálgicos (paracetamol, aspirina ou ibuprofeno). Atenção: durante a gravidez, só está indicado o paracetamol.

Em caso de crise grave, recorre-se à ergotamina ou à di-hidroergotamina, vasoconstritores eficazes logo no começo da crise. Contra as formas muito fortes e resistentes, utiliza-se o sumatriptano em injecção subcutânea. Contra as enxaquecas ditas invalidantes (duas crises fortes ou cinco crises de intensidade média por mês), prescrevem-se betabloqueantes como prevenção.
 

• As outras medicinas
 

Acupunctura
Para a medicina chinesa, a enxaqueca aparece nas pessoas que interiorizam os seus sentimentos. Os que sofrem de enxaquecas crónicas falam dificilmente da sua dor, não conseguindo descrevê-la com precisão. É ao nível do fígado que se acumulam os sentimentos reprimidos desde a infância (cólera, raiva e frustração).

A crise de enxaqueca corresponde a uma exteriorização brutal destes sentimentos. A este aspecto emocional estão associados os excessos alimentares, que cansam o fígado e o tornam vulnerável. A dor da enxaqueca reflecte a subida de energia excessiva à cabeça. O tratamento consiste na melhor distribuição das energias. A acupunctura vai pôr a circular as energias bloqueadas ao nível do fígado (fala-se de estagnação) e reequilibrar as energias entre a cabeça e a parte inferior do corpo.
 

Auriculoterapia
Muito eficaz contra a enxaqueca, ela diminui a intensidade e a frequência das crises, isto é, pode fazê-las desaparecer após 2 ou 3 tratamentos. É necessário repetir periodicamente o tratamento (2 ou 3 vezes por ano) para evitar as recidivas: com efeito, até ao dia de hoje não há qualquer tratamento que permita curar a enxaqueca.

Fitoterapia
Loureiro: 2 folhas em infusão. O loureiro contém uma substância complexa (partenólidos) útil para evitar e aliviar as dores de cabeça.

Nigelia sativa (nigela cultivada ou cominho-preto) em tintura-mãe (5 gotas num pouco de água de 5 em 5 em minutos).
 

Homeopatia
Para aliviar a longo prazo, a homeopatia tem em conta os diferentes sintomas (dor que se agrava ou melhora ao acordar, à noite, com luz, calor ou ar fresco, ruído ou trovoadas, em posição sentada, depois de uma contrariedade, ao beber, ao comer). Para o ajudar, descreva estes sintomas em pormenor. Os principais medicamentos homeopáticos são os seguintes:
 

Sanguinária: enxaqueca latejante, congestiva, que começa à direita na parte de trás da cabeça, estendendo-se até ao olho, com náuseas e vómitos. Aparece em geral de 7 em 7 dias, começa de manhã ao acordar, e intensifica-se até ao meio-dia e a seguir acalma (segue a curva solar).
 

Belladonna: dores pulsatéis muito fortes que se acentuam com a luz, o ruído e os movimentos bruscos, vermelhidão do rosto.
 

Iris versicolor: enxaqueca de fim-de-semana, dos dias de descanso e do começo das férias. Dores por cima do olho, com vómitos muitas vezes ácidos e que provocam ardor.
 

Lac defloratum: enxaquecas dos que sofrem de prisão de ventre, que começam por cima do olho e depois se estendem para a parte de trás da cabeça.
 

Lac caninum: dor que passa de um lado para o outro.
 

Venus mercenaria: enxaquecas com perturbacões digestivas (flatulência, prisão de ventre).
 

Glonoinum: dores latejantes violentas. Intolerância ao calor, aos movimentos bruscos. Perturbações da visão (manchas negras ou coloridas), que se agravam quando se baixa a cabeça.
 

Spigelia: enxaqueca do lado esquerdo começando no occipital, fixando-se a seguir por cima do olho esquerdo. A dor segue a curva solar e é acompanhada de ansiedade e da impressão de que o coração bate com força.
 

Ginkgo biloba: enxaqueca por cima do olho ou da têmpora esquerda, que se agrava com o frio.

Serotoninum: cefaleia latejante de aparecimento súbito com impressão de calor. Tensão arterial instável, com tendência para ser elevada. A ingestão de tomate, banana ou queijo pode desencadeá-la.

Cyclamen: enxaqueca que começa de manhã ao acordar com perturbações da visão (manchas, luzes), fixando-se na têmpora esquerda, com vertigens, náuseas, vómitos. Agravamento durante a menstruação e ao ar livre.

Gelsemium: cefaleias congestivas precedidas de perturbações da visão (diplopia). Os globos oculares estão doridos; a dor acarreta um estado de apatia.

Mesoterapia
A injecção subcutânea de vasodilatadores nas regiões frontal, temporal e cervical desde o começo pode permitir reduzir a crise em alguns minutos. O tratamento da causa depende da análise do técnico, mas existe muitas vezes uma distonia neurovegetativa que é tratada com injecções intradérmicas de uma mistura relaxante (magnésio + relaxante) ao nivel da base do crânio, coluna cervical, das inserções superiores do músculo trapézio e da cova epigástrica.

A injecção de vasodilatadores no trajecto dos principais vasos sanguíneos dos membros pode ser positiva. Quando a pessoa sofre ao mesmo tempo de perturbações digestivas crónicas, as injecções subcutâneas de anriespasmódicos e de extractos de plantas na parede abdominal podem dar bons resultados. Os pontos de injecção são determinados pelas dores provocadas pela palpação do abdómen.

As enxaquecas pré-menstruais são aliviadas através de injecções de vasodilatadores e de analgésicos na parede abdominal à altura dos ovários.

Se a crise surgir sobre urn fundo de ansiedade, o técnico injecta relaxantes e oligoelementos ao nível da cova epigástrica de acordo com o plexo solar, bem como no pescoço e nas costas se os músculos estiverem tensos.
Um tratamento de manutenção, estabelecido pelo técnico a partir destas observações, permite geralmente espaçar as crises.
 

Oligoterapia
Pode ser-lhe prescrito manganés, alternando de 2 em 2 dias com enxofre se tiver menos de 40 anos. Depois dos 40 anos, recomenda-se manganés-cobalto e enxofre alternadamente 2 vezes por dia.

Osteopatia
A correcção de uma assimetria das vértebras cervicais e dorsais, muitas vezes presente, produz por vezes resultados imediatos. O osteopata procurará também corrigir as deformações da coluna vertebral (cifose, escoliose de compensação muitas vezes associadas. Assim, a gravidez, o parto e a cesariana podem causar disfunções da coluna que estão na origem de certas enxaquecas. Diversas técnicas de reequilíbrio aliviam e evitam as recidivas.

 

 

 

As pessoas com diagnóstico de doença de Crohn sofrem frequentemente de malnutrição, quer como resultado dos efeitos da inflamação nos intestinos, quer devido a mudanças nos seus hábitos alimentares.
Os sintomas desta doença incluem dores internas, febre, diarreia e perda de peso. Quanto às suas causas, estas não estão totalmente esclarecidas. Pode ser uma reacção auto-imune pela qual o corpo ataca o seu próprio tecido intestinal como resultado de infecção ou como reacção ao stress ou a outro factor ambiental. Há investigadores que atribuem significado à alta incidência da doença em pessoas com padrões alimentares tipicamente ocidentais, enquanto um estudo feito ao longo de nove anos em Uppsala (Suécia), relatado na revista "The Lancet" em 1994, descobriu uma ligação entre a doença de Crohn e o sarampo. Na Suécia central, durante o período abrangido pelo estudo - no decurso do qual se verificaram cinco epidemias de sarampo -, o número de recém-nascidos com a doença de Crohn foi maior do que o esperado.

 

A doença de Crohn continua a ser um mistério para os médicos, e por enquanto ainda não há cura, mas um tratamento eficaz implica em geral medicamentos anti-inflamatórios. Muitos doentes acabam por ter de ser operados às áreas mais afectadas do intestino. A malnutrição pode ser resultado da inflamação, a qual, causando espessamento e formação de tecido cicatricial nas paredes dos intestinos, pode obstruir a passagem dos alimentos. Os doentes podem também queixar-se de falta de apetite.

Comer pode tornar-se difícil quando a doença se agudiza. Se o intestino delgado está inflamado ou o espessamento das paredes reduz o calibre do intestino, a passagem dos alimentos pode causar cãibras dolorosas (cólicas), podendo os doentes sentir-se melhor se evitarem alimentos ricos em fibras. Os doentes de tal modo afectados que tenham dificuldade em absorver os nutrientes dos alimentos poderão ter que tomar suplementos vitamínicos e minerais.

 

A maioria dos especialistas pensa que a intolerância alimentar pode ser um factor importante da doença de Crohn. Muitos doentes relatam, inclusive, um agravamento dos sintomas com determinados alimentos, citando mais frequentemente os cereais (trigo, aveia, cevada, centeio e milho),leveduras, lacticínios, frutos secos, fruta crua, marisco e pickles. As provas recolhidas sugerem que mais de 50% de pessoas com doença de Crohn beneficiaram com dietas de exclusão realizadas sob vigilância. Os doentes podem tentar eliminar certos alimentos da sua dieta, um de cada vez, durante algumas semanas, a fim de verificarem se com isso obtêm melhoras,mas devem ter o cuidado de não eliminar muitos alimentos essenciais simultaneamente.

 

As eventuais deficiências de vitaminas e minerais dependem da localização da inflamação, bem como dos medicamentos prescritos, mas estes frequentemente incluem ácido fólico, presente no fígado, nos legumes de folha verde e nas leguminosas. Os doentes podem também ter insuficiência de outras vitaminas do complexo B, entre as quais tiamina (B1), presente nas batatas, carne de porco, miúdos e cereais; riboflavina (B2), que se obtém sobretudo dos ovos, carne, criação, peixe e lacticínios, extractos de levedura e cereais de pequeno-almoço enriquecidos, e vitamina B6, presente no pão de trigo integral, frutos secos e soja. Pode ser preciso reforçar os níveis de vitamina B12 comendo carne magra, peixe, leite ou cereais de pequeno-almoço enriquecidos. Outras possíveis deficiências de vitaminas incluem a vitamina C, presente na fruta e nos legumes frescos; a vitamina D, presente em peixes como o salmão e a sardinha, e vitamina K, fornecida pelos legumes verdes, fígado e tomate.
Os níveis de minerais essenciais podem igualmente tornar-se muito baixos. Os lacticínios, as sardinhas e legumes de folhas verdes são boas fontes de cálcio. Os níveis de ferro podem ser reforçados comendo miudezas, peixe gordo e legumes de folhas verdes.

A doença de Crohn provoca muitas vezes insuficiência de magnésio, que pode ser compensada com a ingestão de peixe e marisco. O fígado, o peixe e cereais integrais podem ajudar a equilibrar a diminuição da absorção de selénio, e os níveis de zinco podem ser estimulados através do consumo de peixe e marisco, carne de vaca e de porco, lacticínios e frango.

 

Há provas, no entanto ainda não confirmadas por estudos científicos, de que a vitamina E, uma vitamina presente em óleos de sementes, no gérmen de trigo, nos legumes de folhas verdes e nos ovos, por exemplo, pode ajudar a reduzir a inflamação do intestino.

 

Não existem alimentos específicos que se saiba serem causadores da doença de Crohn, e também não se conhece nenhum alimento que a cure. No entanto, fazendo uma alimentação equilibrada e evitando os alimentos que se sabe agravarem os sintomas, é possível minimizar alguns dos efeitos da doença.

 

 

 

Uma fractura é uma solução de continuidade num osso, causada na maior parte dos casos por uma queda. O traço de fractura é geralmente tranversal (atravessando o osso directamente na sua largura), mas pode também ser longitudinal (correndo no sentido do seu comprimento), oblíquo ou em espiral.

Tipos de fractura

As fracturas dividem-se em dois tipos principais: fechadas, ou simples, e abertas, ou expostas. Numa fractura fechada não há comunicação do foco de fractura com o exterior através da pele; na fractura exposta, essa comunicação existe, podendo até uma ou ambas as extremidades do osso se projectarem através da pele. Aquelas fracturas em que, concomitantemente, exista uma ferida da pele, mas em que os restantes tegumentos, estando íntegros, não permitam a comunicação do foco de fractura com o exterior, chamam-se fracturas complicadas de ferida.

As fracturas podem também ser classificadas de acordo com a forma ou o tipo de traço

A fractura com desvio é aquela em que os topos ósseos saíram do alinhamento do eixo normal desse osso; numa fractura sem desvio, os topos mantêm-se alinhados e o osso conserva a sua configuração normal apenas com um traço de fractura.

Causas e incidências

Na sua maior parte, as fracturas são causadas por um traumatismo súbito que faz incidir no osso uma força superior àquela que este pode suportar. A força pode actuar directamente, como acontece quando se dá uma martelada num dedo, ou indirectamente, como sucede quando, ao torcer um pé, se vai exercer um esforço sobre a tíbia (canela).

Algumas doenças, como a osteoporose e certas formas de cancro, diminuem a resistência do osso a tal ponto que basta um traumatismo mínimo (ou mesmo nulo) para o quebrar. Este tipo de fractura chama-se patológica; e nos casos em que não foi detectado qualquer traumatismo, diz-se ainda que é espontânea.

As localizações mais vulgares de todas, geralmente como resultado de queda ou fracturas, são a mão, o punho, o tornozelo, a clavícula e o colo do fémur.

Os idosos são as pessoas mais atreitas a fracturas, não só porque caem mais, mas também porque os seus ossos são mais frágeis.

Sintomas e sinais

Há geralmente edema e dor no local da fractura e, em alguns casos, deformação regional e procidência de topos ósseos. A dor é habitualmente muito intensa, piorando geralmente quando se faz qualquer movimento.

Primeiros socorros

Qualquer indivíduo que sofra de uma fractura diagnosticada ou apenas suspeitada deve ser levado ao hospital; se o sinistrado não conseguir andar, deve chamar-se um médico. Não tente por si forçar o alinhamento do osso.

Trate a hemorragia abundante tapando e comprimindo a ferida com um pano limpo. Desloque o doente o mínimo possível. A imobilização por meio de talas é geralmente necessária, sobretudo se o sinistrado precisa de ser transportado ou se tem de aguardar muito tempo antes que chegue o socorro. Se um braço lesado puder ser flectido e colocado confortavelmente ao peito, aplique-lhe uma tala e depois um tiracolo. Se suspeitar de uma lesão da coluna vertebral, não mova o sinistrado de nenhuma maneira, a não ser que ele corra perigo de vida imediato ou esteja engasgado com o próprio vómito.

Não dê ao sinistrado nada a comer ou a beber no caso em que se preveja requerer uma intervenção cirúrgica sob anestesia geral.

Tratamento especializado

Tiram-se radiografias para se confirmar o diagnóstico e formar uma ideia exacta do tipo de fractura e do grau de desalinhamento.

O osso começa a evoluir para a cura imediatamente a seguir a ter-se partido. Assim, o principal objectivo do tratamento consiste em assegurar que as extremidades ósseas estejam em contacto entre si e alinhadas de tal maneira que, quando se der a consolidação, o osso mantenha a sua forma anterior. As extremidades ósseas que se tenham deslocado são manipuladas de modo a voltarem à posição normal - técnica denominada redução. O osso pode ser manipulado através da pele (redução fechada), sob o efeito de um anestésico local ou geral. Como alternativa, o osso pode ser recolocado em posição por meio de uma intervenção cirúrgica sob anestesia geral em que o foco de fractura é aberto (redução aberta, cruenta ou a céu aberto).

Uma vez reduzida a fractura, o osso é imobilizado para permitir que os vários fragmentos de osso fiquem firmemente reunidos.

Em certos casos, as extremidades podem ser fixadas umas às outras por fios metálicos inseridos através da pele e que atravessam o osso e mantidos em posição por meio de uma tala externa aonde vêm ligar-se (fixação externa); logo que a fractura esteja curada, tira-se a tala e extraem-se os fios. Noutros casos, faz-se a operação para abrir o foco de fractura e unir os fragmentos ósseos por meio de placas, parafusos, pregos, cavilhas ou arames (fixação interna).

Período de Recuperação

O tempo de consolidação de uma fractura varia consideravelmente e depende de muitos factores. As fracturas consolidam muito mais rápida e facilmente nas crianças do que nos adultos, e nos bebés podem consolidar até em duas semanas. No adulto, um osso que suporte o peso do corpo, como a tíbia, pode levar mais de seis meses a unir completamente; os ossos que não suportam peso, como o rádio e a clavícula, não levam geralmente mais do que oito semanas.

Complicações

Na maior parte, as fracturas curam sem problemas. Todavia, a consolidação encontra-se às vezes atrasada porque há uma irrigação sanguínea insuficiente para esse osso por lesão de vasos ou porque as extremidades da fractura não estão suficientemente coaptadas. A falta de consolidação (pseudartrose) requer uma intervenção cirúrgica em que se reavivam os topos, se afastam as interposições, se reduz o alinhamento normal e se imobiliza com uma fixação interna; por vezes, inclui-se um enxerto ósseo.

Ocasionalmente, a consolidação fixa os topos ósseos com angulação. Se esta sequela resultar em deformação, encurtamento, rotação, etc., que prejudiquem a função ou a estética, será necessário operar para refracturar o osso, colocá-lo na boa posição e fixá-lo com qualquer tipo de osteossíntese. A osteomielite é o grande perigo das fracturas expostas, podendo também ser consequência da própria cirurgia.

Reabilitação

A imobilização completa de um osso por um período alargado pode conduzir à atrofia da massa muscular, limitação de movimentos das articulações vizinhas e edema, com o consequente risco de uma incapacidade permanente. Por esta razão, os doentes são encorajados a começar, logo que seja possível fazê-lo sem perigo, a usar gradualmente a parte do corpo afectada; para tal são-lhes recomendados exercícios de recuperação da força muscular e da mobilidade articular.

 

 

 

A esmagadora maioria dos casos de angina de peito e quase todos os ataques cardíacos são causados pela aterosclerose - o endurecimento e estreitamento das artérias. O termo tem origem nas palavras gregas, atheroma, que significa «papa de aveia», e scleros, que significa «duro». Fala-se desta situação quando o revestimento interno da parede das artérias fica coberto por uma substância espessa, semelhante a papa de aveia, que tem o nome de ateroma.

Com o tempo, as artérias podem ficar tão estreitas que não conseguem transportar o sangue rico em oxigénio até ao coração e a outras partes do corpo, provocando isquemia, ou falta de sangue. As pessoas com artérias endurecidas e estreitas também têm maior tendência para a formação de coágulos porque o fluxo sanguíneo é mais lento devido a complexas alterações físicas e químicas que ocorrem a nível das paredes das artérias e do sangue e que fazem que o sangue coagule com mais facilidade.

A aterosclerose é um processo complexo que envolve muitas fases diferentes. É habitual levar 20 ou mais anos a desenvolver-se até começar a causar problemas. Ainda estão a investigar-se as razões exactas que levam ao desenvolvimento da aterosclerose. No entanto, os especialistas estão de acordo num ponto - existem muitos factores que podem aumentar o risco ou probabilidade de se desenvolver aterosclerose. O colesterol é um dos principais implicados.

 

A história do colesterol

Já houve alturas em que o papel do colesterol parecia ser muito claro - os níveis elevados eram maus, e os baixos, bons. No entanto, à medida que se foi sabendo mais sobre processo da aterosclerose, começou a surgir um cenário muito mais complexo.

O colesterol é uma substãncia gordurosa e cerosa produzida no organismo, principalmente pelo fígado, mas também pelo intestino e por outras células. Ao contrário do que geralmente se pensa, o colesterol, em si, não é prejudicial. É necessário ao organismo para que ele possa produzir hormonas, incluindo as hormonas sexuais, como os estrogénios e a progesterona. Também ajuda o fígado a produzir os sais biliares necessários para a digestão das gorduras, participa na síntese da vitamina D e é um dos principais constituintes das membranas celulares - ajuda, por exemplo, a formar a bainha de mielina, o revestimento protector dos nervos.

Segundo as leis fundamentais da química, a gordura e a água não se misturam. Isto significa que o colesterol, sendo uma substância gorda, não tem capacidade para se deslocar sozinho no sangue, que é constituído essencialmente por água. Por isso, é transportado por proteínas transportadoras especiais chamadas lipoproteínas. É aqui que as coisas se complicam porque existem dois tipos de lipoproteínas. As primeiras são as LDLs (low-density /ipoproteins), lipoproteínas de baixa densidade - conhecidas vulgarmente como «colesterol mau», porque são elas que depositam colesterol nas artérias.

As segundas são as HDLs (high-density lipoproteins), também conhecidas como «colesterol bom» porque ajudam a eliminar o colesterol das paredes das artérias. De uma maneira mais simples, as LDLs transportam o colesterol do fígado para as células do organismo, enquanto as HDLs eliminam o excesso de colesterol das artérias e transportam-no de volta ao fígado, ajudando assim a proteger da doença do coração. Deste modo, para se evitar o desenvolvimento de doença do coração, é necessário ter níveis elevados de HDLs e níveis baixos de LDLs.

Como se desenvolve a aterosclerose

A primeira etapa do desenvolvimento da aterosclerose ocorre quando o colesterol LDL se oxida. A oxidação é uma reacção química que faz que o metal enferruje, as maçãs cortadas fiquem castanhas e a manteiga rance. No organismo, a oxidação é provoca da por radicais livres, moléculas nocivas produzidas por lesões das células provocadas por substâncias químicas transportadas no sangue (como níveis elevados de glicemia), vírus, poluição ou factores físicos (lesões ou tensão arterial elevada).

Na doença do coração, são afectadas as células musculares lisas que revestem interiormente as artérias (células endoteliais). Quando estas células sofrem lesões, inicia-se uma reacção química complexa que provoca oxidação das LDLs, lesando as células vizinhas e soltando uma cascata de substâncias químicas que, por sua vez, desencadeiam a libertação de células sanguíneas produzidas pelo sistema imunitário. Estas células deslocam-se até à área lesada numa tentativa de resolver a lesão do epitélio.

Infelizmente, algumas destas células ficam cheias de gordura e transformam-se em «células espumosas». Em seguida, a estas células juntam-se células musculares lisas que também absorvem gordura e que igualmente se transformam em células espumosas. As células espumosas vão-se acumulando e, com o decorrer do tempo, formam as «estrias lipídicas». À medida que o tempo vai passando, acumulam-se outros detritos na área, dando origem a elevações gordurosas e fibrosas na parede das artérias. Estas elevações têm o nome de placas.

- O factor coagulação

Em circunstâncias normais, as células endoteliais libertam substâncias químicas para aumentar o calibre dos vasos sanguíneos (vasodilatar) e permitir a passagem de uma maior quantidade de sangue e também para evitar que pequenas células do sangue, as plaquetas, se agreguem umas às outras, formando coágulos - a chamada agregação plaquetária. A presença de LDLs oxidadas interfere com a libertação destas substâncias químicas. Pensa-se que este é um dos motivos que faz que as pessoas com aterosclerose tenham maior tendência para formar coágulos.

- A última etapa A última etapa do desenvolvimento da doença do coração é conhecida por arteriosclerose. Esta situação surge quando as placas em crescimento interferem com o fornecimento de nutrientes aos tecidos profundos das paredes das artérias. Isto provoca a morte das células musculares lisas e as paredes perdem a elasticidade. Forma-se tecido cicatricial não-elástico e as placas enchem-se de sais de cálcio, o que faz que as paredes das artérias fiquem frágeis ou ulceradas. A rigidez progressiva das paredes das artérias provoca tensão arterial elevada, o que aumenta o risco de ataque cardíaco.

Isquemia

As artérias podem acabar por ficar tão estreitas e endurecidas que o sangue tem grande dificuldade em chegar ao coração, que, assim, não recebe uma quantidade suficiente de nutrientes e oxigénio. Esta situação designa-se por isquemia, e o seu principal sinal é a angina de peito. Se as artérias ficarem tão estreitadas que o sangue não consegue chegar ao coração ou se se formar um coágulo que bloqueie as artérias estreitadas, o doente tem um ataque cardíaco.

Que artérias são afectadas

A aterosclerose pode surgir em qualquer artéria, mas é mais grave a nível das artérias coronárias que abastecem o coração. As artérias das pernas e dos braços, a carótida, que fornece o cérebro, as artérias que irrigam o abdómen e as artérias ilíacas, que abastecem a zona pélvica, são outras artérias afectadas com frequência. A sintomatologia depende das artérias afectadas.

 

 

 

Sintomas
Pancreatite crónica: dores fortes no meio do abdómen, que irradiam para as costas e que são desencadeadas pela ingestão de alimentos. A flexão do tronco para a frente (posição fetal) traz algum alívio. Quando a glândula está quase destruída e já não funciona devidamente, verifica-se com frequência um grande emagrecimento (evitam-se as refeições por causa das dores e da dificuldade de digestão).

Pancreatite aguda: dores súbitas e muito violentas no meio do abdómen que irradiam para as costas, acompanhadas de náuseas e, por vezes, vómitos. Nos casos mais graves, mal-estar intenso provocado pela descida da tensão arterial e palidez. A evolução das formas graves pode conduzir à morte. Por vezes, febre, relacionada com a inflamação ou a infecção dos tecidos necrosados.

Pessoas Mais em Risco
Alcoólicos (o alcoolismo altera os canais do pâncreas) e pessoas que sofrem de litíase vesicular. Outras causas mais raras: subnutrição, causas genéticas, medicamentosas ou ligadas a traumatismos.

Porque dói?
A pancreatite crónica é uma inflamação do pâncreas. Os cálculos bloqueiam os canais do pâncreas, causando pressão sobre eles, o que se torna doloroso. Por vezes, há zonas de autodigestão que conduzem à formação de cavidades quísticas que podem comprimir os órgãos vizinhos (duodeno, colédoco, etc.) e provocar dores.

No caso de pancreatite aguda, é a migração de um cálculo que irrita e activa os enzimas no pâncreas, desencadeando o fenómeno inflamatório. A dor deve-se à inflamação e à necrose do pâncreas.

A autodigestão pancreática
O pâncreas segrega pro-enzimas inactivos, que só se tornam activos ao atingirem o duodeno. São estas formas activas que permitem a digestão.

Por vezes, a activação dá-se no pâncreas, principalmente no caso de bloqueio do baixo colédoco ou do canal de Wirsung. Ocorre então a autodigestão da glândula pancreática, que provoca uma forma grave de pancreatite aguda que pode levar à morte.

O que pode fazer?
Consulte o médico. A pancreatite aguda necessita de hospitalização.

Que tratamentos?
Medicamentos
O tratamento baseia-se sobretudo na abstenção do álcool. Nos casos avançados, aconselha-se uma alimentação pobre em gorduras para estimular as secreções pancreáticas. Prescrevem-se ainda diferentes tipos de antálgicos, mas, sempre que possível, evitam-se os morfínicos.

No caso de insuficiência pancreática exócrina grave, administram-se enzimas pancreáticos para corrigir os problemas digestivos e reduzir a dor.

Cirurgia
Quando as dores se tornam insustentáveis, destroem-se as terminações nervosas da dor dos plexos da região celíaca e solar fazendo infiltrações de álcool por via subcutânea ou cirúrgica.

Em caso de quisto, pode recorrer-se à drenagem por incisão cirúrgica, através de endoscopia ou por sonda subcutânea.

No caso de pancreatite aguda, a hospitalização permite manter o doente sob observação. As complicações são tratadas por cirurgia. Salvo algumas excepções, não se utilizam derivados de morfina para acalmar a dor, uma vez que bloqueiam os canais do pâncreas e favorecem a persistência das lesões.

Outras medicinas
Acupunctura
Como complemento dos tratamentos habituais, pode ser útil na luta contra a dor.

 

 

 

Sintomas:

Gretas e fissuras, com frequência nos cantos da boca, designando-se então por queilite pode ser unilateral ou bilateral.

Pessoas mais em risco:

+ Pessoas com os lábios secos por exposição ao sol, que respiram pela boca, com alergias (alergia aos dentífricos) ou com fungos.
+ Pessoas idosas que usam próteses dentárias completas mal ajustadas.
+ Crianças (sobretudo queilite).

Porque dói?

É uma doença benigna, muitas vezes devido a uma infecção por estreptococos, contagiosa, que evolui entre 2 e 3 semanas, recidivante.
Não é muito dolorosa, mas é bastante incómoda e provoca prurido causado pela humidade do canto da boca, sobretudo nas pessoas idosas, por causa das rugas, que tornam a situação mais desagradável.

O que pode fazer?

+ Não passe com a língua repetidamente por cima das lesões.
+ Utilize batons neutros, gordurosos, vaselina ou cremes e batons de marca.
+ Em homeopatia, na criança:
- Antimonium crudum 5CH: 3 grânulos 2 vezes por dia durante 15 dias.
- Arum triphyllum 5CH: 3 grânulos 1 vez por dia durante 15 dias.
- No adulto, para tratar as fissuras nos cantos da boca (muitas vezes acompanhadas de perturbações digestivas) :
- Antimonium crudum 5CH, Condurango 5CH, Arum triphyllum 5CH: 3 grânulos 1 vez por dia durante 10 dias. Se não sentir melhoras, consulte o seu homeopata.
- Utilize pomadas específicas de aplicação local.

Que tratamentos?

Medicamentos:
+ Os medicamentos receitados vão depender do facto de se tratar de uma micose ou de uma infecção fúngica, sendo prescritos antimicóticos no primeiro caso e antifúngicos no segundo.
+ Se se tratar de um eczema (alergia): corticosteróides com receita médica.
+ Se se tratar de uma infecção (queilite): anti-sépticos ou antibióticos locais.

Outras medicinas:
Acupunctura
Eficaz para tratar as crises e também como tratamento preventivo.
Terapia pele nutrição
Vitaminas A, B1, B2 e levedura de cerveja.

Que prevenção?

+ Aplique pomadas em stick para evitar a secura dos lábios.
+ Procure causas possíveis de alergia: um dentífrico, um elixir ou um cosmético – mude de marca.
+ Respirar pela boca (o que acontece muitas vezes quando se está constipado, por exemplo) dá origem frequentemente a gretas e fissuras nos lábios: por vezes, desobstruir o nariz pode ser suficiente para resolver o problema.
+ Se a queilite persistir, marque uma consulta no seu dentista ou especialista de ortodôncia para ver se a sua prótese dentária está bem ajustada.

 

 

Sintomas:
Dores na região do ombro. Consoante o tipo de periartrite, dor aguda ou crónica, acompanhada eventualmente de uma limitação dos movimentos do ombro.
Tendinite: dor de tipo inflamatório
Ruptura da coifa dos rotadores do ombro: dor variável, por vezes pouco intensa, mas a incapacidade é tal que por vezes se fala de pseudoparalisação do ombro.
Retracção da cápsula do ombro: forma de algodistrofia, isolada ou fazendo parte de um síndroma ombro-mão.
Migração de uma calcificação: dor extremamente intensa.

Pessoas mais em risco
Adultos com mais de 40 anos. Os movimentos repetitivos do braço de desportistas ou profissionais podem conduzir à periartrite do ombro.

Porque dói?
Na periartrite, são os tecidos moles em redor da articulação que são atingido, não a própria articulação: o osso e a cartilagem estão normais.

Tendinite do ombro: atinge a maior parte das vezes o músculo deltóide responsável pelo afastar do braço (abducção) e o bicípite responsável pela flexão do cotovelo (aducção). A dor, temporária, deve-se à inflamação do tendão.

Ruptura da Coifa: corresponde à ruptura de um tecido muscular e fibroso que permite os movimentos (sobretudo a rotação) e estabiliza o ombro. Esta ruptura deve-se, na maior parte das vezes, ao envelhecimento dos tecidos e produz-se no seguimento de um traumatismo geralmente ligeiro.

Retracção da cápsula do ombro: a dor e a incapacidade provêm de um bloqueio do ombro; a cabeça do úmero está bloqueada numa cápsula que se tornou demasiado estreita.

Migração de uma calcificação: a dor deve-se à precipitação do cristais calcários nos tecidos em redor do ombro.

O que pode fazer?
Não fala movimentos que lhe causem dor. Não force antes de ter consultado um médico. Tome analgésicos ligeiros (paracetamol, aspirina).

Em aromaterapia, pode tomar banhos quentes, que adicionou 10 gotas de óleo essencial de alecrim ou de pinheiro.

Que tratamentos?
Medicamentos
Antálgicos e anti-inflamatórios. Infiltrações de derivados der cortisona. O resto do tratamento depende da causa.

Tendinite: massagens do tendão atingido, reeducação desportiva.
Ruptura da Coifa: reeducação activa.
Retracção da cápsula: reeducação para libertar a cabeça do úmero e alargar a cápsula. Movimentos de reptação do braço, de tracção para baixo e para o exterior.
Migração cálcaria: colocação de gelo sobre o braço.

Cirurgia
Raramente  encarada e somente em caso de ruptura da coifa nos jovens. A operação consiste em recoser a coifa.

As outras medicinas
Acupunctura
O acunpunctor trata os pontos situados ao nível do ombro e do braço. No caso de ombro bloqueado, a acupunctura permite uma melhoria.

Homeopatia
O tratamento homeopático pode permitir diminuir o consumo de anti-inflamatórios clássicos e reduzir as infiltrações de corticóides.

Osteopatia
Manipulações ligeiras poderão ser praticadas  nas fases dolorosas.

Que prevenção?
Poupe o ombro. Evite traumatismos. Pode pensar-se em retirar os depósitos de calcificações com uma agulha grossa sob o controle radiológico.

Em fitoterapia, para evitar os eventuais fenómenos de calcificação, recomenda-se suprimir os frutos ácidos, o açúcar, o álcool, o chá e o café.

 

 

 

Quais os sintomas?
Há vários tipos de verrugas. Os que mais vezes afectam crianças são:
- Verrugas vulgares. São excrecências firmes, habitualmente com uma superfície dura e áspera. Em geral, surgem nas mãos, pés, joelhos e rosto.
- Verrugas planas. Estas excrecências lisas estão ao nível da pele ou ligeiramente salientes. Aparecem nas mãos ou no rosto e podem provocar um ligeiro prurido.
- Verrugas plantares. Estas verrugas duras e córneas aparecem na planta do pé. Parecem chatas e muitas vezes são dolorosas, pois o peso da c riança empurra-os para dentro da pele.

Que posso fazer para ajudar?
Em geral, as verrugas desaparecem mesmo que não sejam tratadas. Contudo, se o seu filho quiser remover uma verruga, o tratamento em casa é seguro no caso de verrugas nas mãos e nos pés. Nunca tente remover uma verruga da boca ou do rosto da criança. A técnica mais simples para tratar as verrugas vulagres e as planas consiste em cobri-las com um adesivo, que deve ser mudade diariamente. Se a verruga não reagir a este tratamento em cerca de 3 semanas, pode experimentar um verniz para verrugas (à venda nas farmácias). As instruções devem ser cuidadosamente seguidas. Para proteger a pele normal à volta da verruga, cubra-a com um pouco de vaselina antes de aplicar o verniz.

Se o seu filho tem uma verruga plantar, friccione a superfície com pedra-pomes para remover a pele que a cobre. Aplique verniz para verrugas e ponha um penso. Repita a operação todos os dias até a verruga desaparecer, o que pode levar 3 meses. Diga ao seu filho para não tocar nas verrugas porque, se as furar ou coçar, pode provocar a sua proliferação.

Devo consultar o médico?
Consulte o dermatologista se o tratamento em casa não resultar ou uma verruga no rosto ou na boca provocar mal-estar ou embaraço à criança. A maioria das verrugas é removida para cauterização a frio (crioterapia). Uma verruga plantar pode ser raspada (curetagem).

Qual o prognóstico?
Em geral, as verrugas desaparecem sem tratamento. Por vezes, aparecem de novo, mesmo depois de tratadas; podem ser necessários vários tratamentos para desaparecerem para sempre.

 

 

 

Os sintomas
Por hábito, quando a hérnia é crónica, forma-se uma saliência na zona da virilha (hérnia inguinal) que, no homem, pode estender-se até ao escroto (hérnia inguinoscrotal). Esta aparece espontaneamente ou, com mais frequência, depois de um esforço, nomeadamente de tosse, e desaparece espontaneamente ou quando se faz pressão sobre ela. Há uma sensação de peso e incómodo durante o esforço.
No caso da hérnia aguda, verifica-se uma dor aguda, forte e intensa na virilha, associada a uma saliência na mesma zona. Não se consegue fazer reentrar a saliência quando se faz pressão sobre ela (é o estrangularnento). As dores são acompanhadas, por vezes, de náuseas e vómitos. Trata-se de uma urgência.
 

Grupos de risco
A hérnia pode aparecer em qualquer idade, em qualquer contexto, mas afecta mais frequentemente o homem do que a mulher. É um grande entrave para os trabalhadores que mais utilizam a força física.
 

Porque dói?
É a passagem de uma parte de um órgão abdominal (mais vulgarmente o intestino) através de um orifício natural que se encontra habitualmente fechado, situado na zona da prega da virilha. Este orifício ou é muito grande originalmente ou vai-se tornando maior com a passagem dos anos. Os músculos e os tendões que constituem este orifício são deficientes.
Nalguns casos, a hérnia inguinal pode aumentar e estender-se até ao escroto. Então, se se tratar de uma hérnia sem complicações, o intestino pode sair e entrar sem dificuldade e sem dores. Se a hérnia fica estrangulada, a dor resulta do estrangulamento dos vasos sanguíneos do intestino e existe o risco de necrose.
 

O que se pode fazer?
Se se tratar de uma dor aguda, dirija-se o mais rapidamente possível a um serviço de urgências clínicas. Após algum tempo de espera (2-3 horas), a parte estrangulada do intestino morre e é preciso retirá-la. Enquanto espera, não beba, não coma e não fume. No caso de uma hérnia crónica, evite fazer esforços; coloque uma ligadura para aliviar. Evite também levantar pesos (superiores a 20 kg, por exemplo).
 

Que tratamentos?
Cirurgia

A intervenção cirúrgica pode ser adiada se o médico conseguir reduzir a hérnia estrangulada (recolocá-la manualmente no lugar). Caso contrário, é necessário operar imediatamente. A intervenção consiste em libertar a parte do intestino bloqueado e em reparar a parede abdominal (para tal, faz-se uma pequena incisão na zona da virilha). A hospitalização é curta (período de 24-48 horas), mas a convalescença é mais longa por causa da dor ao nível da parede abdominal.
Contra a dor, pode tomar paracetamol, só ou em associação (nunca tomar aspirina depois de uma operação). Durante 6-8 semanas, não pode fazer esforços nem transportar pesos. No caso de trabalhadores que usam muito a força física ou em caso de recidiva, é colocada uma prótese (rede) de material sintético não-reabsorvível, para reforçar os músculos.

Cinesiterapia

A reeducação vigiada da parede abdominal para reforçar os músculos abdominais pode ser útil e conduzir a melhores resultados.
 

Que prevenção?
É melhor tratar a hérnia antes do seu estrangulamento. No caso de hérnia, consulte sem falta o seu médico. A intervenção cirúrgica pode ser assim programada e realizada sem urgência, o que é sempre preferível.
* Para evitar as recidivas, que podem sempre acontecer, é necessário tratar os factores que a favorecem, ou seja, a prisão de ventre, a tosse e a dificuldade em urinar. Lembre-se de referir estes elementos ao seu médico de uma forma sistemática.
* Evite os esforços violentos, sobretudo se não estiver habituado a fazê-los. Se forem esforços necessariamente obrigatórios, use uma cinta herniária.
* Considere o peso como um factor favorável: deve seguir um bom regime de emagrecimento.
* Faça a manutenção da sua parede abdominal através de exercício.
 

As outras hérnias

Existe ainda outro tipo de hérnias que apresentam os mesmos sintomas, mas que são muito mais raras:

* Hérnia epigástrica : situada numa linha vertical ao meio do abdómen, por cima do umbigo.
* Hérnia umbilical: apresenta os mesmos riscos de estrangulamento que a hérnia inguinal.
* Hérnia crural: situada por cima da coxa.

 

 

 

Sintomas
Durante os 3 meses em que a ténia se desenvolve, surgem perturbações digestivas, dores abdominais difusas e, sobretudo, um grande cansaço, acompanhado de alteração do apetite e variação de peso. De seguida, regressão dos sintomas: o parasita atinge a maturidade e perde, de forma natural, uma parte dos seus aneis (os anéis esbranquiçados são expelidos pelo recto e é possivel encontrá-los na roupa interior).

Pessoas mais em risco
Qualquer pessoa que coma carne mal passada que esteja contaminada com larvas de ténia.

Porque dói?
A irritação do intestino provocada pela Ténia é o que causa a dor. A ténia mede 5-10m de comprimento e é dos parasitas mais frequentes no intestino delgado. A contaminação pode dar-se ao comer carne de vaca. Outra espécie de ténia, Toenia solium, pode encontrar-se na carne de porco mal passada (espetadas, por exemplo).

As perturbações são causadas pelos alimentos irritantes ou tóxicos para a ténia (pepino, por exemplo), que provocam a sua agitação. É necessário saber que o tratamento (através de niclosamida) é igualmente doloroso.

O que pode fazer?
Qualquer antiespasmódico intestinal (ou uma simples botija de àgua quente sobre o abdomén) pode acalmar as dores provocadas pela ténia.

Que tratamentos?
O problema reside com frequência no diagnóstico, que nem sempre é evidente antes da expulsão dos anéis da ténia. De qualquer forma, no caso de suspeita podemos detectar a presença do parasita através de uma simples análise ao sangue ( a taxa de eosinófilos está mais elevada do que o normal).

Medicamentos
Estabelecido o diagnóstico, é fácil livrar-se do parasita: o tratamento à base de niclosamida é muito eficaz. No caso de gravidez, utilizam-se pevides de abóbora frescas.

As outras medicinas
Acupunctura
Pode ter bons resultados em casos crónicos.

 

 

 

Se o aparecimento das manchas lhe causar desagrado, cubra-as com bases de cor ou trate-as com cremes descorantes. Utilize estes cremes com precisão; se os aplicar sem cuidado, podem formar-se orlas brancas, ou «halos», em volta das manchas escuras. Deve também saber que a pele descorada fica manchada quando exposta ao sol.

Como detectar a tempo um cancro da pele?

O cancro da pele é tão vulgar na nossa sociedade apreciadora do sol e a percentagem de curas é tão alta (90–95%, nos casos de detecção precoce) que vale a pena proteger-se do sol e consultar um médico sempre que qualquer sinal ou mancha lhe apareça. Examine a sua pele todos os meses, observando-se num espelho a toda a altura e com o auxílio de um espelho de mão para observar as costas. Quaisquer saliências, marcas, feridas ou pigmentações ue surjam e quaisquer modificações das que já tem, sobretudo se houver aumento de tamanho ou tiverem um aspecto inflamado com prurido ou dor, devem ser avaliadas pelo dermatologista.

Os pontos amarelos, castanhos ou negros ligeiramente salientes, de crosta superficial cerosa, são, em geral, queratoses seborreicas inofensivas. Esses pontos, semelhantes a verrugas, que parecem «colados» ou mal agarrados à pele, ocorrem sobretudo nas costas e no peito e, por vezes, no rosto e no pescoço. Se a sua presença o incomoda, peça conselho ao seu dermatologista, que poderá removê-los. Há mais sinais de cancro da pele, de que existem três tipos principais:

O carcinoma basocelular, ou carcinoma das células basais, é o mais vulgar. Principia como um pequeno nódulo geralmente no rosto, no pescoço ou nas mãos. No centro do nódulo, forma-se uma ulceração que sangra, cria crosta e volta a sangrar. Se não for tratado, o carcinoma basocelular continua a desenvolver-se, destruindo os tecidos subjacentes, mas não se dissemina através da linfa ou do sangue, sendo, por isso, facilmente curável.

O carcinoma das células escamosas desenvolve-se geralmente no rosto, à volta a boca ou nas orelhas. Começa como uma mancha ou um pequeno nódulo firme e indolor e cresce mais rapidamente que o carcinoma basocelular. O carcinoma das células escamosas é mais raro, mas mais perigoso, que o anterior, pois tem uma evolução mais rápida e dissemina-se para os outros órgãos, metastizando através da linfa e do sangue.

O melanoma maligno é o mais grave dos cancros da pele, porque é aquele que mais rapidamente se dissemina por todo o corpo. É um dos cancros mais malignos devido à sua rápida taxa de crescimento e metastização muito precoce. Embora corresponda apenas a 5% dos casos de cancro da pele, é responsável por 75% das mortes. Frequentemente, o melanoma maligno aparece perto ou num sinal (naevus preexistente), por isso todas as modificações detectadas nos sinais devem ser examinadas; no entanto, pode também aparecer subitamente em qualquer parte da pele.

A mnemónica ABCDE ajuda a detectar e valorizar alterações suspeitas de melanoma maligno num sinal ou ferida: a letra A significa assimetria (as duas metades da ferida não são iguais); a letra B significa bordos irregulares (os bordos são ásperos ou indistintos); a letra C significa cor (tons de bronzeado, negro ou castanho podem aparecer misturados com vermelho, branco ou azul); a letra D significa diâmetro (a excrescência é maior que a borracha de um lápis); a letra E significa elevação (a excrescência projecta-se da pele e cresce rapidamente).

Dependendo do tipo e do facto de se ter disseminado ou não, o cancro da pele é removido por cirurgia, destruído por electrocoagulação, criocirurgia ou radioterapia. A detecção em fase inicial torna mais fácil a remoção. A intervenção pode ser realizada no consultório do médico com anestesia local.

 

 

 

A amigdalite começa em geral por dores de garganta de início repentino e dificuldade em engolir. A dor pode irradiar para os ouvidos e ser acompanhada por febre, dores de cabeça, vómitos e mal-estar generalizado. Os gânglios linfáticos de ambos os lados do maxilar também podem estar aumentados de volume.

Por vezes, a amigdalite complica-se, dando origem a doenças mais graves. Uma amigdalite estreptocócica não tratada pode conduzir a febre reumática ou a glomerulonefrite aguda, uma grave doença renal. Outra consequência possível é um abcesso periamigdalino. Este problema, raro nas crianças, mas mais frequente nos adultos jovens, surge geralmente quando os estreptococos infectam o tecido entre uma das amígdalas e a loca amigdalina. Em casos graves, a tumefacção é tão grande que pode obstruir as vias aéreas, criando uma situação de emergência médica. Os sintomas, tal como acontece na amigdalite, são dores de garganta intensas, dificuldade em engolir e abrir a boca e febre.

Diagnóstico e exames complementares

O médico avalia se as amígdalas estão hipertrofiadas e avermelhadas baixando a língua e observando a boca e a garganta com uma fonte de luz. As amígdalas podem estar cobertas por um pus amarelado ou por uma membrana branca. Uma cultura de uma amostra das secreções das amígdalas permite identificar o organismo causador e fornece indicações sobre o antibiótico a utilizar.

Tratamentos médicos

A amigdalite estreptocócica (anginas) trata-se com penicilina, administrada durante 10 dias por via oral. Uma semana depois, recolhe-se uma nova amostra de exsudado da garganta, que será examinada para determinar se os estreptococos ainda estão presentes. Também se podem pedir culturas de exsudados da garganta de outros membros da família; os portadores assintomáticos devem ser tratados com antibióticos para 7 evitar o contágio. A amigdalite a vírus não reage a antibióticos, mas em geral cura-se por si em poucos dias. As crianças podem toma paracetamol para aliviar a dor baixar a febre, mas não aspirina, dado o risco acrescido da síndroma de Reye. Os adultos podem tomar aspirina ou ibuprofeno, que aliviam a dor e a inflamação.

A amigdalectomia (operação cirúrgica para remover a amígdalas) pode ser recomendada se a amigdalite recorrer, tornar-se crónica ou surgirem abcessos periamigdalinos. Antigamente, a operação às amígdala era feita a quase todas as crianças que tivessem uma crise de amigdalite, mas, hoje em dia, o médicos são mais selectivos recomendá-la.

Medicinas alternativas

Estas medicinas não substituem os antibióticos no tratamento de amigdalite provocada por estreptococos ou outras bactérias mas podem aliviar as dores de garganta, a febre e outros sinto mas.

Aromaterapia

Os terapeutas recomendam a inalação da essência de bergamota um vez por dia durante uma semana.

Fitoterapia

Alguns terapeuta aconselham a raiz da erva-dos-cachos-da-índia (Phytolacc americana) para tratar a amigdalite, mas esta planta nunca de ve ser ingerida, mesmo e quantidades pequenas, porque altamente tóxica. A equinácea e camomila, em cápsulas ou chá são mais seguras.

 

 

 

Ainda antes de ser provado, o aroma de um alimento faz funcionar o aparelho digestivo. Em seguida, com o estímulo adicional do sabor, a saliva humedece os alimentos mais secos, o que facilita a mastigação, ao mesmo tempo que fornece enzimas que começam a decompor o amido; os alimentos devem ser sempre bem mastigados.
 

Depois de mastigado, o alimento passa através do esófago até ao estômago, onde há ácidos e enzimas que começam a digestão das proteínas. Depois de terem sido reduzidos a uma pasta com a consistência de papa, os alimentos movem-se através do intestino delgado, onde os sucos digestivos provenientes do pâncreas e da vesícula biliar decompõem ainda mais as proteínas, bem como as gorduras e os hidratos de carbono.
 

A absorção de nutrientes ocorre sobretudo no intestino delgado, ficando depois as matérias residuais, que percorrem o intestino grosso até saírem do corpo. As fibras e o amido «resistente» fermentam no intestino grosso e produzem o volume que estimula os músculos do cólon a empurrar os alimentos digeridos através dos intestinos.
 

A ingestão diária de pelo menos 1,5 l de fluidos ajuda a evitar que a densa massa de alimentos digeridos presentes no cólon fique seca e com dificuldades de deslocação através do tubo digestivo. O funcionamento eficiente do aparelho digestivo é de importância vital para a saúde. Sem isso, as vitaminas, minerais, elementos vestigiais, gorduras, proteínas e hidratos de carbono não são absorvidos pelo organismo e usados para formar e manter as células do corpo.
 

O intestino tem uma capacidade notável de se auto curar. Substitui o seu revestimento interior a intervalos de 72 horas e reage rapidamente, eliminando as substâncias nocivas. Contudo, uma dieta rica em alimentos refinados e pobre em nutrientes, como acontece na dieta ocidental típica, pode dar origem a problemas que vão desde flatulência e indigestão a diverticulite e úlceras pépticas.
 

A indigestão e muitas vezes consequência de refeições copiosas ingeridas muito rapidamente ou à noite. Se sofre de indigestão à noite, tem de comer de forma mais uniforme ao longo do dia. Reduza o consumo de alimentos gordos, que estimulam a produção de ácidos pelos intestinos, e de álcool, que provoca o aumento da acidez no estômago.
 

A prisão de ventre, a flatulência e o mau hálito, muitas vezes resultado da fermentação de fibras, também podem ser consequência de hábitos alimentares incorrectos. Crises repetidas de dores fortes, sobretudo depois de refeições pesadas e com elevado teor de gorduras, podem ser sintoma de cálculos na vesícula. Inchaço ou dores no abdómen, sobretudo do lado inferior esquerdo, com gases e crises alternadas de diarreia e prisão de ventre, podem ser indício de cólon espástico. A ingestão prolongada de álcool pode dar origem a gastrite e úlceras.
 

A colite e, sobretudo, a doença de Crohn reduzem a quantidade de nutrientes absorvidos durante a digestão, sendo aconselhável nesse caso uma dieta rica em fibras solúveis. Alimentos como o farelo, que contêm uma grande quantidade de fibras insolúveis, não são completamente digeridos no intestino delgado, sendo por isso de evitar.
 

Úlceras, azia e indigestão podem ser aliviadas tomando antiácidos, que neutralizam os ácidos do estômago. Mas os medicamentos antiácidos contêm frequentemente hidróxido de alumínio, e o seu uso prolongado pode inibir a absorção de fósforo.
 

Algumas pessoas têm intolerâncias e alergias alimentares específicas. O caso mais vulgar que afecta 5% dos adultos da Europa Ocidental, é a incapacidade de digerir a lactose, um açúcar do leite.

 

 

 

Sintomas
Esta luxação, bastante rara, resulta de uma queda sobre a mão, com o antebraço em ligeira flexão em relação ao braço. A dor é imediata e lancinante. O cotovelo fica muito rapidamente deformado ao nível da sua região posterior. No cúbito, que deslizou por baixo e por três do úmero, forma-se uma tumefacção. O braço pende ao longo do corpo, com o antebraço no prolongamento do braço.

Pessoas mais em risco
Desportistas (equitação, ciclismo, judo) e vítimas de acidentes rodoviários. Rara em pessoas sedentárias ou idosas. 

Porque dói?
A dor é provocada pelo estirarnento da bainha fibrosa que envolve a articulação e a ruptura dos ligamentos que reforçam essa estrutura. A luxação mais normal é fi que diz respeito à articulação úmero-cubital (entre o úmero e o cúbito). A luxação está muitas vezes associada a uma fractura do cúbito, pelo que a dor pode também resultar da fractura.

O que pode fazer?
Não tente nada para reduzir a luxação (isto é, repor a articulação no lugar), pois as complicações podem ser mais graves que a própria luxação.
Aplique gelo envolvido num pano sobre o cotovelo para aliviar a dor.
Dirija-se às urgências do hospital da sua área.

Que tratamentos?
Cirurgia, ortopedia e cinesiterapia
O tratamento é estritamente ortopédico. Após verificação  através de raios X de que não há fractura, os ossos são realinhados sob anestesia geral no bloco operatório. O internarnento dura 24 a 48 horas. O braço fica imobilizado por um dujarrier (flectido a 90º) durante 15 dias e a reabilitação  dura 1 mês a 45 dias.

Depois da redução, o doente não sente dor em repouso. Todavia, para evitar as dores durante os exercícios de reabilitação, o médico poderá prescrever um antálgico antes de cada sessão.

As outras medicinas
Acupunctura
É uma ajuda importante nas luxações recidivantes.

Osteopatia
Em período de consolidação e de reabilitação, a osteopatia intervém de modo benéfico. As técnicas funcionais (jones, crânio-sagrada, fascias) actuam sobre a microcirculação local e a drenagem venosa e linfática. Os resultados são irregulares.

Que prevenção?
Não há quase recaídas neste tipo de luxação. A prevenção da dor passa pela qualidade e a duração da reabilitação, que visa e recuperação total da fisiologia do cotovelo (fazem-se em geral 30 sessões).

 

 

 

O sintoma característico é uma dor mais ou menos intensa na parte superior do abdómen quando o estômago está vazio.
 

Causas e incidência
 

O revestimento do duodeno está constantemente em risco de erosão devido ao ácido produzido pela parede do estômago. A parte inferior do esófago está em risco apenas quando há refluxo do suco ácido do estômago (refluxo gastroesofágico).
 

As úlceras pépticas no jejuno ocorrem apenas quando existe hipersecreção maciça de ácido gástrico. No divertículo de Meckel pode desenvolver-se uma úlcera péptica no revestimento gástrico ectópico do divertículo.
 

Algumas pessoas têm uma história familiar de úlceras pépticas. A tensão psicológica pode agravar uma úlcera preexistente.
 

Na Europa, cerca de 1 pessoa em cada 10 sofre de úlcera duodenal num dado momento da vida; a úlcera gástrica surge em cerca de 1 em cada 30 pessoas. A incidência de úlcera gástrica é sensivelmente igual nos homens e nas mulheres, mas há mais homens do que mulheres com úlcera duodenal.
 

A meia-idade é a fase da vida em que é mais provável surgir qualquer tipo de úlcera, mas a idade de maior incidência de úlcera duodenal é inferior à da úlcera gástrica.
 

Sintomas
 

Algumas das pessoas que sofrem de úlceras pépticas não apresentam qualquer sintoma, mas a maioria queixa-se de ardor ou dor aguda, que pode acordá-las de noite, na parte superior do abdómen. A dor provocada por uma úlcera duodenal é em geral aliviada com as refeições, reaparecendo algumas horas mais tarde.
 

Outros sintomas que acompanham ambos os tipos de úlcera incluem perda de apetite (embora, em alguns casos, a úlcera duodenal aumente o apetite), arrotos, sensação de flatulência, perda de peso, náuseas e vómitos (que geralmente aliviam a dor).
 

Como se forma a úlcera
 

1. As glândulas gástricas do revestimento do estômago segregam o ácido e o enzima pepsina. O ácido e a pepsina começariam rapidamente a corroer o estômago e o duodeno se as outras células do revestimento não segregassem o muco de protecção.
 

2. As úlceras pépticas podem ser provocadas por vários factores: aumento da secreção de ácidos; redução do muco de protecção, ou factores que irritam o revestimento, como o tabaco e o álcool. Os medicamentos do grupo da aspirina actuam como irritantes e reduzem a produção de muco.
 

3. Se os factores de agressão suplantarem os de protecção do revestimento, a mucosa e as células excretoras de muco sofrem erosão e forma-se a úlcera. A tensão nervosa não constitui a causa principal das úlceras, mas pode agravar uma preexistente. Uma doença grave ou prolongada pode provocar úlceras ou erosões agudas.
 

Complicações
 

A complicação mais frequente da úlcera péptica é a hemorragia. Uma hemorragia grave resulta em hematémese (vómitos de sangue) e/ou melena (fezes negras), o que requer assistência médica urgente. A hemorragia crónica pode provocar anemia por carência de ferro.
 

Raramente, uma úlcera pode perfurar a parede do tubo digestivo e estender-se ao pâncreas, provocando geralmente dores que se propagam às costas. Se os sucos digestivos se escoarem através da perfuração ou esta se localizar na parede anterior do duodeno, os sucos podem provocar peritonite (inflamação do revestimento abdominal), causando dores súbitas e intensas e exigindo hospitalização e cirurgia urgentes do doente.
 

As úlceras crónicas podem provocar cicatrização extensa do estômago ou duodeno e dar origem a constrição na saída do estômago (denominada estenose pilórica), obstruindo assim a passagem dos alimentos. Esta situação pode provocar vómitos e rápida perda de peso.
 

Um pequeno número de úlceras gástricas são malignas e devem ser removidas logo que diagnosticadas.
 

Diagnóstico
 

A úlcera péptica só pode ser diagnosticada com segurança depois de endoscopia e/ou radiografia com bário do estômago e do duodeno.
 

Tratamento
 

Os medicamentos antiácidos neutralizam o excesso de acidez, e aliviam a dor se forem tomados com regularidade e, em conjunto com outras medidas que podem ser tomadas pelo próprio doente, podem ser suficientes para curar a úlcera. Para um diagnóstico e tratamento seguros, torna-se necessária orientação médica, que consiste geralmente em medicamentos que asseguram a cura da úlcera (Medicamentos antiulcerosos), como a cimetidina, a ranitidina ou a famotidina, que reduzem a produção de ácido, ou o sucralfate, que forma um revestimento local de protecção da úlcera.
 

Em mais de dois terços dos casos, estes medicamentos curam a úlcera em seis a oito semanas. No terço restante, é necessário tratamento medicamentoso a longo prazo; muito raramente, no caso de a úlcera apresentar complicações ou não ceder à medicação, torna-se necessária a cirurgia. Geralmente, a cirurgia reveste a forma de vagotomia (corte das fibras do nervo vago, o nervo que controla a produção do ácido gástrico), e piloroplastia (alargamento da saída do estômago que conduz ao duodeno).
 

 

Ocasionalmente, é efectuada uma gastrectomia parcial (remoção cirúrgica de uma porção do estômago) para remover a úlcera e a zona de maior produção de ácido. Uma hemorragia abundante por úlcera pode requerer transfusões sanguíneas e intervenção hemostática, endoscópica ou cirúrgica.
 

A perfuração, a peritonite ou a obstrução geralmente impõem o recurso à cirurgia. Em casos seleccionados de perfuração autolimitada, contudo, a introdução de uma sonda nasogástrica de sucção para aspirar os sucos digestivos pode servir de tratamento suficiente, complementado com medicamentos antiulcerosos por via intravenosa. A existência de peritonite, no entanto, torna inevitável o tratamento cirúrgico urgente.

 

 

 

Contudo, os problemas de cabelo também são frequentemente provocados por exposição excessiva a substâncias químicas (sendo as tintas, colorações e permanentes as principais responsáveis), ao calor de secadores de cabeleireiro e ao uso e abuso de escova e pente.
 

Cabelo oleoso
 

O cabelo saudável deve o seu brilho a uma fina camada de sebo — substância oleosa segregada pelas glândulas sebáceas do couro cabeludo, perto da raiz de cada cabelo. Se essas glândulas se tornarem excessivamente activas e produzirem sebo em excesso, o resultado é um cabelo fraco e oleoso. Nesse caso, escolha um champô muito suave e lave o cabelo tantas vezes quantas as necessárias.
 

A lavagem frequente não afecta a secreção sebácea: não tornara o cabelo oleoso ainda mais oleoso, nem o cabelo seco mais seco. Alguns terapeutas de medicinas alternativas sugerem que a redução de alimentos açucarados pode ajudar a evitar um couro cabeludo oleoso.
 

Couro cabeludo seco e caspa
 

Estes problemas podem ser um sintoma de deficiência de zinco, pelo que devem incluir-se alimentos ricos em zinco na dieta, como marisco (sobretudo ostras), carne vermelha e pevides de abóbora. Os ácidos gordos essenciais também contribuem para evitar a pele seca e a descamação do couro cabeludo: as boas fontes alimentares incluem a maior parte dos óleos vegetais, frutos secos e peixes gordos, como sardinhas, arenques, cavalas, trutas e salmão. Se os problemas de caspa e couro cabeludo não reagirem aos champôs, deve consultar-se um médico, pois por vezes podem reflectir distúrbios de saúde subjacentes mais graves.
 

Queda de cabelo
 

Uma certa queda de cabelo é normal. Um cabelo cai porque outro novo se desenvolveu e cresceu por baixo do primeiro; os adultos saudáveis mudam entre 50 e 100 cabelos por dia. De um modo geral, a queda de cabelo excessiva corresponde à chamada «calvície masculina», que, apesar do novo conceito de «transplantes capilares», é incurável, por se dever, em grande parte, a influências genéticas.
 

Mas a queda de cabelo pode também ser provocada por uma variedade de outras situações, como gravidez, anemia, problemas circulatórios e da tiróide. Outro tipo de calvície, a alopecia areata, produz peladas nas quais a pele calva parece normal à vista e ao tacto; em peral, o cabelo volta a crescer ao fim de meses.
 

Pensa-se que em cerca de metade dos casos o stress seja a causa principal. Com efeito, muitas pessoas que sofrem de stress

Uma deficiência de vitamina A pode tornar o cabelo baço. Inclua na sua alimentação dois ou três ovos por semana e fígado uma vez por semana (excepto se estiver grávida). Coma também muitas cenouras, legumes de folha verde-escura, batata-doce e alperces secos, pois estes alimentos contêm betacaroteno, que o organismo converte em vitamina A.
 

Diagnóstico pelo cabelo
 

A análise do cabelo é utilizada por alguns terapeutas para detectar deficiências de minerais no organismo, em alguns países, é mesmo utilizada por certas empresas com o objectivo de descobrir se os candidatos a emprego utilizam drogas ilegais. Cortam-se fios de cabelos em segmentos curtos, lavam-se e depois submetem-se a «testes-f» para confirmar a presença, ou ausência, de substâncias específicas.
 

Os defensores desta análise afirmam que os minerais presentes no cabelo se encontram também no organismo. Contudo, muitos cientistas consideram que as análises isoladas não são de confiança e exploram a boa-fé das pessoas: empresas que trabalham por correspondência cobram preços muito elevados pela análise de mechas de cabelo enviadas pelo correio e depois vendem suplementos minerais aos seus clientes, a fim de restabelecerem os seus «desequilíbrios».

Os cientistas põem em causa o valor da análise de cabelo, afirmando que diferentes laboratórios dão muitas vezes resultados diferentes relativos a amostras idênticas; não existem definições dos níveis de minerais, e a poluição da atmosfera, os champôs e as colorações também afectam os resultados.

 

 

 

A asma é uma afecção respiratória crónica e potencialmente grave que mata anualmente milhares de pessoas. Alguns especialistas dividem a asma em duas grandes categorias, a extrínseca e a intrínseca, incluindo a primeira categoria a grande maioria dos casos. A asma extrínseca, em geral de características familiares, juntamente com outras manifestações alérgicas, como eczemas e febre-dos-fenos, revela-se normalmente na infância. Os sintomas podem dever-se a uma diversidade de causas, como ansiedade, o esforço físico, uma infecção, a poluição ambiental, os pólenes, os ácaros ou o pêlo de animais.
As alergias alimentares podem igualmente desencadear ou agravar crises de asma, especialmente em crianças com eczema. A asma intrínseca surge na idade adulta; os factores externos, não sendo responsáveis pela doença, podem, no entanto, desencadear os ataques. No entanto, muitos médicos estão hoje convencidos de que pouca diferença existe entre os dois tipos e que todas as formas de asma são, de facto, extrínsecas.
Uma crise de asma, que pode durar minutos ou dias, dificulta a respiração, podendo provocar pieira ou tosse, além de uma sensação de aperto no peito devido a tumefacção das vias respiratórias inflamadas (os brônquios).

 

A CAUSA DA ASMA

A falta de ar e a respiração ofegante e ruidosa, características da asma, são devidas ao estreitamento dos bronquíolos (pequenas vias da passagem do ar através dos pulmões). A asma pode ser desencadeada por inúmeros estímulos, entre os quais o exercício, infecções, pólen e poeira. A inflamação da mucosa dos bronquíolos provoca um aumento da produção de muco (expectoração). O que vem agravar a obstrução. É frequente surgir uma tosse seca quando o paciente tenta desobstruir as vias respiratórias.

 

TRATAMENTO

Após o início da crise, os medicamentos profilícticos produzem um efeito limitado, pelo que tem de ser usado um broncodilatador (medicamento que combate o espasmo brônquico das vias respiratórias), como, por exemplo, o salbutamol. Na maior parte, os asmáticos aprendem a administrar o medicamento a si próprios, utilizando para tal um inalador que aplicam com a mão ou um nebulizador. Em alguns casos, o medicamento é apresentado sob a forma de pó.
As teoJilinas orais são também usadas na prevenção e tratamento da asma devido às suas propriedades broncodilatadoras. As pessoas que sofrem de asma crónica permanente e que têm que fazer tratamentos prolongados podem ter que tomar corticosteróides orais.

 

COMO ACTUAR NUMA EMERGÊNCIA

A maior parte das crises de asma passa naturalmente ou pode ser controlada por meio de um broncodilatador. No entanto, em alguns casos, o ataque pode ser de tal modo grave que a dosagem recomendada do medicamento não surta o efeito desejado. Nesse caso, deve repetir-se a administração do medicamento com a mesma dosagem. Se isto também não resultar, deve consultar-se um médico ou levar o doente para a urgência de um hospital.
Em casa ou no hospital, o tratamento de emergência consiste na administração de oxigénio e de um corticosteróide, acompanhados de um broncodilatador (administrado por via inalatória, através de um nebulizador, ou uma injecção de aminofilina). Se estas medidas se revelarem ineficazes, o que é raro, o doente terá de ser ligado a um ventilador, que introduz ar ou oxigénio sob pressão nos pulmões.

PROGNÓSTICO

Mais de metade das crianças afectadas deixa de sofrer de asma ao atingir os 21 anos. Grande parte dos restantes indivíduos passa a ter ataques cada vez menos graves à medida que a idade vai avançando. Graças aos tratamentos com os modernos medicamentos, mesmo os adultos que sofrem ataques repetidos podem ter uma vida normal. Na maior parte dos casos, a qualidade de vida não é prejudicada pelo facto de o indivíduo sofrer de asma.

 

AGENTES POTENCIAIS

Como uma alergia é um problema de características fortemente individuais, não é possível elaborar uma lista definitiva de alimentos «bons» e «maus». As pessoas que suspeitam de que as suas crises têm uma causa alimentar devem fazer um diário dos alimentos que ingerem e consultar um especialista. Entre os alimentos vulgares que podem provocar asma em pessoas susceptíveis, contam-se o leite de vaca, o trigo e outros cereais, leveduras e alimentos com bolores, como os queijos azuis. Os frutos secos (especialmente os amendoins), o peixe e os ovos podem produzir as reacções mais imediatas e perigosas.
Alguns aditivos alimentares são também factores de crise em certas pessoas. Nos Estados Unidos, os sulfitos, muito usados há anos como conservantes de fruta e vegetais crus, foram considerados causa de morte de um pequeníssimo número de asmáticos, pelo que a sua utilização na fruta e legumes frescos é proibida naquele país desde 1986.
A União Europeia não permite o uso de sulfitos nos produtos frescos. Podem, contudo, utilizar-se em dosagens reduzidas na carne picada, salsichas frescas, fruta seca, compotas, vinagre, legumes congelados e marisco de conserva. Por lei, a presença de sulfitos deve ser indicada no rótulo dos produtos embalados, mas a situação torna-se menos clara quando estes são servidos em restaurantes, naturalmente já fora das embalagens. Usam-se sulfitos nas cervejas, sidra e vinhos, nem sempre obrigatoriamente indicados na embalagem. Estes produtos podem constituir um risco para pessoas asmáticas, por exemplo ao experimentar o aroma de um vinho. Talvez em consequência de actividade bacteriana durante a produção, alguns vinhos contêm também níveis de histamina que podem provocar reacções asmáticas imediatas em algumas pessoas sensíveis.
Os benzoatos, conservantes presentes num leque de produtos, desde as bebidas não-alcoólicas e compotas de baixas calorias até às pastilhas elásticas e às ovas, podem desencadear crises de asma. Outros agentes potenciais são os aditivos antioxidantes, menos comuns - os sais do ácido gálico (E310-12),o hidroxianisolo butilado (E320) e o hidroxitolueno butilado (E321) -, usados em certas gorduras e óleos e em alguns cereais de pequeno-almoço.
Também os corantes alimentares E102 (tartarazina), E104 (amarelo de quinolefna) e o E110 (amarelo-sol) podem desencadear ataques de asma em pessoas susceptíveis. A legislação comunitária obriga a que a presença de todos estes aditivos seja indicada nos rótulos dos alimentos.

 

ALIMENTOS ÚTEIS

Os alimentos que contêm vitaminas do complexo B, como os vegetais de folhas verdes e leguminosas, podem ser úteis às pessoas cujas crises tenham origem no stress. Há certas indicações de que os asmáticos podem ter deficiências em niacina e nas vitaminas B6 e C.
Os antioxidantes - entre eles, a vitamina A de alimentos como o fígado; o betacaroteno dos frutos e legumes de cores vivas, como os alperces, cenouras e pimentos amarelos ou vermelhos, e os vegetais de folha verde-escura, como os espinafres; a vitamina C dos citrinos; e a vitamina E da soja e do azeite - podem fortalecer as defesas dos pulmões ao eliminarem os radicais livres. Estas substâncias potencialmente nocivas são geradas como parte da reacção inflamatória dos asmáticos à poluição atmosférica e aos alérgenos.
O magnésio presente no peixe, nas verduras, nas sementes de girassol e nos figos secos pode ajudar ao provocar o relaxamento das fibras musculares das vias aéreas. Um estudo realizado na Universidade de Nottingham, em Inglaterra, em 1994, sugere que as pessoas com baixos níveis de magnésio são mais susceptíveis a crises de asma.
Investigações em curso sugerem igualmente que os peixes gordos, como o salmão, a cavala, o arenque, a sardinha e o bacalhau, podem conferir alguma protecção contra a asma, visto serem ricos em ácidos gordos omega-3, que se pensa terem efeito anti-inflamatório.

Antes de haver disponíveis os medicamentos adequados, os asmáticos recorriam por vezes ao café para reduzir os efeitos das crises. A cafeína é quimicamente semelhante à teofilina, utilizada em certos medicamentos para dilatar os brônquios e auxiliar a respiração. Numa emergência, duas chávenas de café forte devem proporcionar alívio dentro de duas horas, com efeitos que podem durar até seis horas. No entanto, quem toma medicamentos com teofilina deve evitar café, chá e colas contendo cafeína, pois o efeito combinado das duas substâncias pode ser tóxico. A ingestão de cafeína em grandes doses é também desaconselhada quando as crises são devidas a ansiedade.

 

Sabia que?

. Existem hoje no Mundo 200 milhões de asmáticos. Em Portugal, 1 em cada 12 crianças em idade escolar é asmática.
. Segundo dois estudos australianos feitos durante um período bastante longo, publicados em 1994, dois terços das crianças asmáticas, especialmente as que apresentaram sintomas mais benignos, deixaram de o ser ao chegarem à idade adulta.
. As percentagens de pessoas asmáticas são cinco vezes mais altas no mundo desenvolvido do que nos países em desenvolvimento. As razões apresentadas pela OMS são o aumento de exposição aos ácaros do pó, que se dão bem nos ambientes com aquecimento central, e os fumos dos escapes automóveis: partículas minúsculas que se concentram nos tubos de escape dos motores a gasóleo e são inaladas, alojando-se profundamente nos pulmões, irritando o seu revestimento. Investigações recentes parecem sugerir que uma ingestão elevada de óleos polinsaturados - presentes nas margarinas - pode predispôr certas pessoas à asma.

 

 

 

A frequência das crises, o número das articulações atingidas e a gravidade dos sintomas são variáveis. A doença toma geralmente a forma de crises moderadas, mas recorrentes.

Causas e incidência

A artrite reumatóide é uma doença auto-imune (em que o sistema imunitário ataca os próprios tecidos do organismo). A doença desencadeia-se geralmente no adulto jovem ou de meia-idade, embora possa aparecer em qualquer idade. É duas a três vezes mais frequente nas mulheres do que nos homens.

Sintomas e sinais

O início da doença é habitualmente gradual, com febre ligeira, mal-estar geral e dores que precedem os sinais articulares específicos. Em alguns casos, a inflamação articular revela-se subitamente.

As articulações atingidas tornam-se inchadas, vermelhas, quentes, muito dolorosas e incapazes de se mobilizar. Os tecidos à roda da articulação também se podem apresentar inflamados, o que conduzirá ao enfraquecimento dos ligamentos, tendões e músculos dessa região.

As articulações dos dedos das mãos são as que mais frequentemente se encontram envolvidas, do que resulta uma diminuição da faculdade de preensão. Também é vulgar o inchaço do punho e a síndroma do canal cárpico (formigueiro e dores nos dedos causados pela compressão do nervo mediano). A tenossinovite (inflamação muito dolorosa da bainha dos tendões) pode revelar-se no punho e os dedos ficarem brancos quando expostos ao frio, fenómeno chamado doença de Raynaud. O envolvimento dos pés provoca dores nos dedos, tornozelos e arcos plantares.

Em alguns casos, aparecem nódulos moles situados debaixo da pele que recobre certas superfícies ósseas; noutras, manifesta-se uma bursite, ou seja a inflamação de um saco contendo líquido situado nas proximidades de uma articulação. Quando o joelho está atingido, pode surgir atrás dele uma tumefacção contendo líquido, conhecida por quisto de Baker.

Muitos doentes sentem-se fatigados em resultado da anemia que acompanha vulgarmente esta doença. É habitual a debilidade de movimentos durante a manhã, podendo os doentes precisarem até de ajuda para saírem da cama e se vestirem.

 

Diagnóstico

O diagnóstico assenta no estado do doente, na sua história clínica, na evolução dos sintomas durante pelo menos seis semanas, na radiografia das articulações atingidas e em análises de sangue (incluindo a pesquisa dos anticorpos específicos conhecidos por factor reumatóide). Se este factor reumatóide não estiver presente num indivíduo que, por outro lado, se revela como tendo uma artrite reumatóide, estamos perante um caso denominado de artrite reumatóide seronegativa.

Tratamento

Existem diversas opções terapêuticas. De seguida apresentamos-lhe algumas das principais opções:

Tratamento medicamentoso
Pode incluir anti-reumáticos, como os sais de ouro ou a penicilamina, para deter ou atrasar a progressão da doença; anti-inflamatórios não-esteróides (AINE) para aliviar a dor e a rigidez articulares; imunossupressores, como os corticosteróides ou a azatioprina, para suprimir o sistema imunitário, se os anti-reumáticos tiverem falhado no controle da doença ou produzirem graves efeitos colaterais. Os corticosteróides podem ser injectados na articulação para se obter alívio da dor localizada.

Fisioterapia
Contribui para o alívio das dores e a redução das dificuldades de mobilização e ajuda também os doentes a recuperarem o uso das articulações e músculos atingidos.

Terapia Ocupacional
Os doentes são elucidados sobre a forma de desempenharem as tarefas diárias; equipados com meios auxiliares para uso doméstico, adquirem os princípios para proteger articulações.

Próteses
As articulações destruídas podem por vezes ser substituídas por próteses artificiais plásticas ou metálicas. AS próteses podem ser a única solução para o caso de uma articulação gravemente danificada. As artroplastias da anca e do joelho são as mais correntes.

Complicações

Nos casos graves de artrite reumatóide, a inflamação pode também atingir o pericárdio (membrana que reveste o coração por fora), provocando uma pericardite; os pequenos vasos sanguíneos, do que resulta um défice da circulação e ulcerações nas mãos e pés; os pulmões, levando a um derrame p1eural ou à fibrose pulmonar; os olhos ou a boca, tornando-os secos; os gânglios linfáticos, originando caroços (nódulos) duros no pescoço, axila e virilha, e o baço, causando hiperesplenismo.

Prognóstico

Muitos doentes têm de tomar medicamentos para o resto da vida, mas o controle efectivo dos sintomas permite geralmente um nível de actividade quase normal. Os métodos modernos de tratamento têm reduzido a frequência e a gravidade tanto das deformações como da incapacidade.

Artrite reumatóide juvenil

Este é um tipo raro de artrite (inflamação articular) que atinge as crianças e se mantém durante mais de três meses. A artrite juvenil afecta com maior frequência as raparigas do que os rapazes e manifesta-se predominantemente entre os 2 e 4 anos ou por volta da puberdade.

Tipos e sintomas

Há três tipos principais de artrite juvenil. A doença de Still (artrite juvenil com início sistémico) começa como uma doença que se caracteriza por febre, erupção cutânea, adenites (gânglios linfáticos enfartados), dor abdominal e perda de peso. Estes sintomas mantêm-se ao longo de várias semanas; a dor, a tumefacção e a rigidez da articulação podem não começar senão passados alguns meses. Um segundo tipo, denominado artrite poliarticular juvenil, começa com dores, tumefacção e rigidez em várias articulações. No terceiro tipo, que é a artrite juvenil pauciarticular (que atinge poucas articulações), apenas são afectadas quatro ou menos articulações.

Diagnóstico

O diagnóstico baseia-se nos sintomas e sinais e na exclusão de outras doenças que possam causar sintomas articulares na criança, como as doenças a vírus (viroses) ou bacterianas, febre reumática, doença de Crohn, colite u1cerosa, hemofilia, anemia de células falciformes e leucemia. As análises de sangue podem ajudar a identificar a causa da artrite.

Complicações

Nas complicações possíveis, incluem-se atraso do desenvolvimento, anemia, pleurisia, pericardite e aumento do volume do fígado e do baço.

A uveíte (inflamação da íris e dos músculos circundantes do globo ocular) pode manifestar-se e, se não for tratada, poderá vir a prejudicar a visão. Raramente a amiloidose (deposição de substância amilóide nos órgãos) poderá aparecer; se o rim estiver envolvido, pode desencadear-se uma insuficiência renal.

Tratamento

A dor e a rigidez articulares podem ser eliminadas com aspirina, medicamentos anti-inflamatórios não-esteroides (AINE) e, nos casos muito graves, anti-reumáticos (como os sais de ouro, penicilamina, cloroquina ou azatioprina) ou corticosteroides. Poderão usar-se talas durante o dia para manter em repouso as articulações agudamente inflamadas e durante a noite para limitar o risco de futuras deformações. A fisioterapia reduz o risco da diminuição da potência muscular por atrofia e de contracturas. Os exercícios físicos excessivos devem ser postos de parte e convém usar calçado especial.

Prognóstico

Na maior parte das crianças, a artrite desaparece ao fim de alguns anos. No entanto, algumas ficam com limitações articulares e deformações permanentes.

 

 

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Constipação - infecção viral que provoca a inflamação das membranas mucosas que revestem o nariz e a garganta e da qual resulta obstrução e corrimento nasal e, por vezes, dores de garganta e de cabeça e sensação de desconforto.

Causas
Conhecem-se quase 200 vírus causadores de constipação, todos bastante semelhantes nos seus efeitos. Os mais vulgares pertencem a um de dois grupos - os rinovírus e os coronavírus.

Na sua maioria, as constipações são contraídas por inspiração do vírus presente nas gotículas lançadas na atmosfera pelos espirros ou pela tosse, quando se esfregam os olhos ou o nariz com dedos que apanharam o vírus num aperto de mãos ou por manipulação de objectos contaminados, como, por exemplo, toalhas de mão.

Incidência
Quase todas as pessoas se constipam ocasionalmente. A incidência da doença é maior entre as crianças das escolas (que podem chegar a ter 10 constipações por ano) e diminui com a idade. Em média, um adulto jovem tem duas ou três constipações por ano, enquanto uma pessoa idosa pode não ter nenhuma. Isto explica-se pelo facto de as crianças na escola estarem expostas a uma quantidade de vírus diferentes, contra os quais ainda não se tornaram imunes, e que transmitem umas às outras. Os adultos gradualmente criam imunidade em relação a uma grande variedade de vírus responsáveis pelas constipações.

As constipações são mais frequentes no Inverno, provavelmente porque as pessoas passam mais tempo juntas em espaços fechados, e por isso têm maior probabilidade de contraírem o vírus.

Sintomas
A maior parte das constipações é constituída pelas vulgarmente chamadas constipações da cabeça, isto é, infecções confinadas ao nariz e à garganta. Os sintomas iniciais são muitas vezes uma sensação de comichão na garganta, um corrimento aquoso do nariz e espirros. Por vezes, o corrimento torna-se mais espesso e amarelo ou esverdeado e podem surgir outros sintomas - olhos lacrimejantes, febre ligeira, garganta inflamada, tosse, dores nos ossos e nos músculos, dores de cabeça, agitação e arrepios. Em alguns casos, a infecção alastra, conduzindo, respectivamente, à laringite ou à traqueíte (inflamação da laringe ou da traqueia), à bronquite aguda, à sinusite ou à otite média (inflamação do ouvido médio). Nestes casos, pode seguir-se uma infecção bacteriana secundária mais séria.

As constipações podem também agravar doenças respiratórias existentes, tais como a asma, a bronquite crónica ou infecções crónicas dos ouvidos, ou reactivar os vírus latentes de herpes simples.

Tratamento
Em geral, as constipações desaparecem ao fim de uma semana ou duas. Se isso não acontecer, se a infecção alastrar para além do nariz ou da garganta ou a constipação tiver agravado uma infecção bacteriana secundária, deve consultar-se o médico. Em caso de suspeita de infecção bacteriana secundária, são administrados antibióticos.

Prevenção
Muitas pessoas acreditam que existem maneiras de evitar as constipações – protegendo-se das correntes de ar, do frio e da humidade ou tomando grandes quantidades de vitamina C -, mas, efectivamente, não existe ainda prova científica de que qualquer destas medidas dê resultado.

Contudo, as pesquisas para descobrir a cura para a constipação continuam. Em experiências com voluntários, o medicamento interferão revelou-se eficaz na prevenção e na redução da gravidade das constipações, mas provocou inflamações locais. Também está a ser investigada a eventual eficácia dos antigénios sintéticos (substâncias que estimulam o sistema imunológico a produzir anticorpos).

Medicamentos
Existem no mercado muitos preparados de venda livre para o tratamento dos sintomas da constipação. O principal ingrediente destes preparados é geralmente um analgésico leve, como, por exemplo, paracetamol ou aspirina, que ajuda a aliviar o mal-estar e as dores. Entre outros ingredientes, contam-se os anti-histamínicos e descongestionantes, que ajudam a reduzir a congestão nasal, e a cafeína, que tem algum efeito estimulante. Não está provado que a vitamina C, frequentemente incluída nos produtos para aliviar a constipação, acelere a recuperação.

 

 

 

Coma
+ Refeições ligeiras e regulares, a fim de evitar níveis baixos de açúcar no sangue; + Óleos vegetais extraídos a frio, abacate, frutos secos e sementes, pela vitamina E.

Reduza
+ Cafeína em excesso, presente no café, chá forte e bebidas à base de cola; + Álcool.

Muitas pessoas que sofrem de dores de cabeça recorrentes verificam que alterações simples na sua dieta resultam em melhoras rápidas e reais. Fazer refeições ligeiras a intervalos regulares, por exemplo, constitui uma boa medida preventiva, pois, como se sabe, saltar refeições provoca uma descida dos níveis de açúcar no sangue, que, por sua vez, pode precipitar uma crise de dores de cabeça. Se acorda muitas vezes com dor de cabeça, o baixo nível de açúcar no sangue pode ser o factor responsável: coma qualquer coisa à noite, ao deitar, e de novo de manhã, ao acordar.

A desidratação é outra causa comum de dores de cabeça, sobretudo quando o tempo está quente ou a seguir à prática de desporto ou ao consumo de álcool em excesso; o simples hábito de beber muita água, a fim de substituir os líquidos perdidos, pode ajudar a atenuar este tipo de dores de cabeça. Para não ficar desidratado, beba água aos goles durante o período de exercício.

O excesso de cafeína também pode dar origem a dores de cabeça, porque altera o fornecimento de sangue ao cérebro. A redução da cafeína pode ser útil no caso de dores de cabeça recorrentes, mas não retire a cafeína da dieta de repente, pois isso pode provocar dores de cabeça como sintoma de privação.

As alergias ou os aditivos utilizados em certos alimentos processados também podem estar na origem de dores de cabeça. Algumas comidas chinesas com molhos de soja e peixe fermentados podem desencadear dores de cabeça de curta duração em algumas pessoas. Se pensa que as suas dores de cabeça estão relacionadas com alimentos específicos, faça um diário alimentar e vá eliminando os alimentos suspeitos um a um.

Muitas dores de cabeça são provocadas por tensão mental ou física, ou as duas. Se a dor for latejante e sente pressão por detrás dos olhos e parece ter uma fita apertada à volta da cabeça, é provável que o problema se deva a tensão. Contudo, as dores de cabeça podem resultar de uma diversidade de problemas, como deficiência da função hepática ou renal, reduzida ingestão de líquidos ou alergias. Os alimentos ricos em vitamina E - abacates, óleos vegetais extraídos a frio, frutos secos e sementes - podem ajudar, porque a vitamina neutraliza o efeito dos radicais livres tóxicos, que se pensa estarem associados a alguns tipos de dor de cabeça.

Outras causas da dor de cabeça são ressacas, preocupações, postura incorrecta, actividade esgotante, artrite na região cervical, hábito de ranger os dentes ou mordida irregular, conduzir em percursos muito longos, tensão ocular ou uso de óculos inadequados. As flutuações hormonais antes dos períodos menstruais, na gravidez e na menopausa desencadeiam muitas vezes dores de cabeça nas mulheres.

A maioria das dores de cabeça reage bem com repouso, ingestão de muitos líquidos e analgésicos, como aspirina.

Consulte o seu médico
+ Se a dor de cabeça começar subitamente e for acompanhada de febre, rigidez do pescoço, erupção cutânea ou vómitos. Isto é muito importante no caso de crianças.
+ Se o tipo ou padrão das suas dores de cabeça habituais mudar.
+ Se os analgésicos vulgares não ajudam e a dor é intensa.
+ Se as crises se tornam mais frequentes ou mais fortes.
+ Se a fala, memória ou visão começarem a deteriorar-se.
+ Se o equilíbrio for afectado ou desmaiar.
+ Se houver perda de peso considerável ou fraqueza muscular, além das dores de cabeça.
+ Se acorda com dores de cabeça, que pioram quando tosse ou espirra.
+ Se as dores de cabeça forem persistentes.

 

 

 

Sintomas:
Bolhas na pele e/ou nas mucosas que rebentam e deixam feridas muito dolorosas. Consoante a doença, a localização e o aspecto das feridas, estas podem ser muito diferentes:

+ Epidermólises: nas zonas de fricção (boca e lábio no recém-nascido que mama, mãos e pés, cotovelos e joelhos, face interna das coxas, axilas, pescoço, etc.);
+ Penfigóide, pênfigo e dermatite herpetiforme: face externa e pregas das pernas e braços, tronco.

Pessoas mais em risco:
+ Epidermólises bolhosas: doença hereditária que afecta sobretudo os recém-nascidos e os bebés. Algumas formas, mais benignas, só são descobertas na idade adulta. Outras não são compatíveis com a vida e a criança morre semanas ou meses após o nascimento.
+ Penfigóide bolhosa e pênfigo vulgar: pessoas com mais de 60 anos.
+ Pênfigo crónico familiar benigno, pênfigo foliáceo brasileiro: doenças hereditárias que afectam o jovem adulto.
+ Dermatite herpetiforme: jovens adultos ou crianças.

Porque dói?

Os desmosomas (espécie de ventosas que ligam a derme à epiderme) são defeituosos e uma simples fricção descola a epiderme da derme, originando uma bolha. Por baixo das bolhas rebentadas, as terminações nervosas ficam expostas.

O que pode fazer?

+ Evite atritos, em especial nas epidermólises bolhosas.
+ Desinfecte as feridas para evitar outras infecções.
+ Seque as feridas que supuram com produtos apropriados.
+ Nunca utilize pensos adesivos, mesmo que hipoalergénicos, na pele afectada.

Que tratamentos?

Medicamentos
+ Epidermólises bolhosas congénitas: não existe tratamento específico, apenas um tratamento paliativo. Os cuidados de enfermagem são os mesmos que para as queimaduras graves em meio hospitalar.
+ Pênfigo e penfigóide bolhosa: corticóides ou imunodepressivos, administrados no hospital, cuidados de enfermagem diários (banhos anti-sépticos e perfuração das bolhas, aplicação de anti-sépticos e de um creme neutro hipoalergénico).
+ Dermatite herpetiforme: sulfamidas.

As outras medicinas

Fitoterapia
O pênfigo melhora com OPCs e vitamina C, mas não se pode interromper o tratamento. Os óleos essenciais dirigidos e as plantas imunoactivas (equinácia em cura de 10 dias por mês) limitam o risco de infecções secundarias.

Homeopatia
Propõe, entre outras, Cantharis, Rhus toxicodendron, Natrum sulfuricum, Arnica.

O doente e o médico - A biopsia

O médico pedirá uma biopsia se o eczema não melhorar com corticosteróides ou em caso de prurido crónico, sobretudo numa pessoa idosa. Pode ser sinal de penfigóide bolhosa ou início de outra doença bolhosa. O dermatologista retira, sob anestesia local, uma pequena amostra de pele para análise microscópica. O ponto de sutura mantém-se de 8 a 10 dias.

 

 

 

Mas se precisar de maiores incentivos, fique a saber que há estudos que ligam problemas nas gengivas a ataques cardíacos e enfartes. Eis algumas formas, testadas e comprovadas, de manter um sorriso saudável.

Elixir ou pasta de dentes?

Os elixires não mantêm o hálito fresco por muito tempo e, por norma, também contêm álcool, o que pode secar a boca e torná-la mais susceptível a bactérias. Há estudos que sugerem que os elixires que contêm chlorhexidina ajudam a combater o mau hálito.

Se puder gastar um pouco mais, tente um elixir com dióxido de clorina: num estudo realizado com 5000 pessoas, revelou-se eficaz a eliminar a bactéria causadora do mau hálito. Investigações sugerem uma ligação entre os elixires que contêm álcool e o risco de cancro na boca; por isso, se prefere prevenir, opte por versões sem álcool.

O veredicto sobre as pastilhas

Num pequeno estudo francês, concluiu-se que mascar pastilha elástica reduz um pouco a halitose durante cerca de uma hora, mas não elimina os compostos de enxofre que causam o mau odor. No entanto, muitos são os dentistas que recomendam pastilhas elásticas sem açúcar ou com xilitol (tecnicamente, trata-se de um açúcar--álcool de que as bactérias não se alimentam) porque estimulam a produção de saliva.

Escove duas vezes

Adquira o hábito de escovar os dentes antes de se deitar e logo que se levanta pela manhã. São as duas alturas mais importantes, porque a saliva (que ajuda a combater a placa causadora de cáries) seca durante a noite, por isso é melhor limpar a placa acumulada nos dentes antes de adormecer. Ao escovar os dentes logo de manhã, pode remover a placa e as bactérias que se formaram durante a noite.

Não se esqueça do limpa-língua

Escova a sua língua durante um minuto. Não há melhor forma de se livrar daquela sensação de boca estranha quando acorda e vai ajudá-lo a começar o dia fresco e limpo. Afinal, mais de 300 tipos de bactérias podem «montar acampamento» na sua boca todas as noites. O acumular de bactérias na língua é uma das principais causas de mau hálito, e limpá-la todos os dias vai ajudar a eliminar esse problema. Mais: usar um limpa-língua é mais eficaz do que escová-la com a escova de dentes normal.

Os níveis de compostos de enxofre caíram 53% em pessoas que escovavam os dentes e a língua durante um minuto, duas vezes por dia, durante duas semanas. Os resultados são de um estudo levado a cabo por dentistas da Universidade de Nova Iorque que analisaram 51 pares de gémeos. O escovar remove as bactérias que se alimentam de minúsculas partículas de comida que ficam nos dentes e na língua após as refeições.

Eléctrico versus manual

A tecnologia evoluiu muito desde o tempo em que se escovavam os dentes com cerdas de porco. Mas ao mesmo tempo que o equipamento evoluía, evoluíam também os nossos hábitos alimentares, e hoje os nossos dentes enfrentam perigos maiores que nunca. Uma limpeza profunda ajuda a combater a cárie dentária e a doença periodontal – e os riscos são maiores do que imagina. A doença das gengivas tem sido associada a enfartes e problemas cardíacos.

Se é uma daquelas poucas pessoas que não falha a lavagem dos dentes durante dois minutos duas vezes ao dia, preste bastante atenção às partes da frente, de trás e à superfície dos dentes, e a única coisa de que precisa é de não se esquecer da rotina. Para o resto das pessoas, a escovagem eléctrica garante uma limpeza mais profunda.

Estudos mostram que metade das pessoas escovam os dentes apenas uma vez por dia e a maior parte dedica apenas 46 segundos a essa tarefa. A revisão definitiva de 42 investigações envolvendo 4000 pessoas mostrou que uma escova eléctrica com cerdas que giram em diferentes direcções remove mais 11% de placa bacteriana e reduz em 6% o risco de doença periodontal do que as escovas manuais após um a três meses de utilização.

Mas a tecnologia tem um preço. Só as escovas com cerdas que rodam num sentido e depois no outro (rotação e oscilação) são tão eficazes, mas custam muito mais caro. Escovas ultra-sónicas e aquelas cujas cabeças rodam apenas num sentido não são melhores do que uma escova manual.

Limpar ou deitar fora?

Uma escova de dentes húmida é terreno fértil para a proliferação de bactérias. Siga estes passos para manter essa «bicharada» à distância:

  • Enxagúe a escova em água fria e guarde-a com a cabeça para cima após cada utilização para que a água escorra das cerdas. Não guarde uma escova de dentes molhada numa caixa fechada.
  • Não deixe que as cerdas das escovas dos membros da família se toquem.
  • Após um surto de constipações, de gripe, de dores de garganta ou de aftas, é uma boa ideia mudar de escova ou trocar a cabeça de escovagem da sua escova eléctrica.
  • Considere mergulhar a escova num elixir antimicróbios. Estudos mostram que uma imersão de 20 minutos ajuda a eliminar os germes – mas não reutilize o líquido de desinfecção, nem mergulhe mais do que uma escova.
  • Substitua todas as escovas de dentes ou cabeças de escovagem a cada três ou quatro meses.

Caso de fio dental

O fio dental é a única forma de desalojar aquele bocadinho de espinafre que ficou preso durante o almoço na parte de trás do molar, mas surgem agora provas de que usar fio dental todos os dias pode diminuir o risco de algumas doenças surpreendentes e fatais.

Os investigadores descobriram que a doença periodontal não tratada aumenta os níveis de bactérias na corrente sanguínea. Estas bactérias podem acoplar-se a depósitos de gordura nos vasos sanguíneos do coração. O resultado é um risco maior de desenvolver aterosclerose – uma doença associada a ataques cardíacos e enfartes.

Pese bem as opções de branqueamento

Os geles de branqueamento caseiros são mais passíveis de causar irritação do que os tratamentos de dentista, já que as embalagens contêm produtos que não são personalizados às suas necessidades específicas, o que pode permitir ao peróxido entrar nos tecidos moles e nas gengivas.

Paralelamente, o uso excessivo de produtos de branqueamento pode causar inflamação das gengivas, esmalte áspero, dentes manchados e um fenómeno chamado «erosão ácida» (os dentes parecem translúcidos, com tonalidades azulada ou acinzentada). A maior parte dos sintomas desaparece assim que se acaba o tratamento com branqueadores. Mas quando saber que é demasiado? Se os seus dentes estiverem a tornar-se sensíveis ao ar frio ou a líquidos ou sente formigueiros, já exagerou.

Para melhores resultados de clareamento, o melhor será consultar o seu dentista. Branqueadores profissionais contêm quantidades de peróxido de hidrogénio de 15 a 35% - os kits caseiros têm cerca de 10%. Por vezes, utiliza-se um tratamento a laser que acelera o processo de branqueamento. O procedimento demora cerca de uma hora.

Um sorriso brilhante
Branqueamento DIY – funciona?

Os produtos para branquear os dentes em casa produzem resultados em dentes amarelados, mas não quando estão tingidos de castanho ou cinzento. Os investigadores da Universidade do Michigan analisaram 25 estudos clínicos de produtos de branqueamento contendo carbamida ou peróxido de hidrogénio e descobriram que, após duas semanas de utilização, os branqueadores funcionam melhor do que se não se usar clareador nenhum.

No entanto, muitos dos estudos podem ser tendenciosos porque foram conduzidos ou financiados pelas empresas produtoras desses produtos. Apesar de tudo, é a melhor prova científica disponível. Mas um sorriso bonito tem um preço: cerca de 78% das pessoas que usam branqueadores queixam-se de sensibilidade dentária durante os tratamentos, com pessoas com recuo das gengivas a sentirem-se pior.

Para a frescura

As escovas de dedo La Fresh são o ideal para quando precisa de higiene oral no instante. Ponha uma no dedo, e voilà!, eis uma escova DIY.

Para uma limpeza completa

A Oral-B Triumph com Smart Guide é perfeita para quem tem problemas em manter uma rotina de higiene oral. Funciona com tecnologia oscilo-rotativa (ver «Eléctrico versus manual») e vem com uma unidade de display remota. Os microchips na cabeça da escova e no punho enviam mensagens para o ecrã, que lhe indica as zonas a escovar, para que não lhe falhe nada.

 

 

 
Sintomas
Tosse, muitas vezes durante uma constipação. No começo, sem expectoração; produtiva, muitas vezes ao fim de alguns dias (com expectoração esbranquiçada ou amarelo-esverdeado se associada a uma bronquite).
 
 
Pessoas mais em risco
Sobretudo os adultos.
 
 
Porque dói?
É a inflamação da parede da traqueia, aumentada pela tosse, que provoca a dor. Surgem dores musculares igualmente ao nível dos músculos do tórax devido aos esforços repetidos da tosse.

A traqueíte é raramente um caso isolado e está muitas vezes associada a uma bronquite.
 
 
O que pode fazer?
Humidifique o ar colocando no quarto tachos de água quente com essência de eucalipto para libertar vapor (o ar seco irrita).
Faça inalações de tinturas balsâmicas, eventualmente associadas ao mentol (à venda nas farmácias).
 

Que tratamento?
• Quando a tosse for seca, o médico prescreve antitússicos (que diminuem a tosse) e analgésicos (aspirina e paracetamol).
• Quando surge expectoração, os antitússicos são substituídos por expectorantes, que tornam a expectoração mais fluida e favorecem a sua expulsão.
• Em caso de infecção bacteriana secundária, o médico prescreve antibióticos e anti-inflamatórios, que podem apresentar-se sob a forma de aerossóis.
 
 
As outras medicinas
Homeopatia
É eficaz e os remédios são muito numerosos.
 
 

Que prevenção?
• Em algumas pessoas, os medicamentos contra as alergias (anti-hístamínicos) podem evitar recaídas.
• Da mesma forma, o tratamento do refluxo gastroesofágico, quando existe, pode diminuir os problemas de traqueíte recidivante.

 

 

 

Enquanto as lesões de impetigo são superficiais e curam sem deixar cicatrizes, pode surgir uma forma de infecção com úlceras na pele, o ectima, que cura deixando cicatrizes.

A infecção, que é mais comum nos bebés e crianças, é causada por estreptococos ou estafilococos. Em alguns casos, as bactérias provêm de uma infecção noutro local do corpo — geralmente, o nariz ou os ouvidos. Noutros casos, as bactérias invadem a pele através de uma porta de entrada, um golpe insignificante ou picada de insecto, que infecta. Mais raramente, pode ser contraída por contacto directo com uma pessoa infectada ou um objecto pessoal que se partilha, como uma lâmina ou toalha. Outros factores causadores que aumentam o risco de infecção de uma pessoa com impetigo incluem:

Sensibilidade da pele ao atrito, produtos químicos, sol e outros irritantes.

Resistência enfraquecida por fadiga, má alimentação ou doença, sobretudo diabetes ou leucemia.

Uso de esteróides ou anticancerígenos.

Falta de higiene e condições de vida em promiscuidade, sobretudo num clima quente e húmido. Na maior parte dos casos, as infecções são ligeiras e facilmente curáveis. No entanto, o impetigo estreptocócico pode darorigem a uma infecção dos rins, um problema grave denominado glomerulonefrite aguda, que pode ser fatal se não for imediatamente tratada.

O impetigo estafilocócico bolhoso pode conduzir à síndroma da pele escaldada, em que grandes zonas da pele se destacam, deixando áreas desnudadas de cor vermelho-vivo e húmidas. Esta complicação surge com mais frequência nos recém-nascidos.

Diagnóstico e exames complementares

O médico pode fazer um diagnóstico inicial de impetigo pelo exame das lesões, mas por vezes a confirmação exige um esfregaço do pus para exame laboratorial.

Tratamentos médicos

Se a infecção estiver na sua fase inicial aquando do diagnóstico e afectar apenas uma pequena área, pode ser suficiente a remoção das crostas, seguida da aplicação de uma pomada antibiótica tópica, usada conforme as instruções (normalmente, pelo menos três vezes ao dia). A mupirocina, pomada antibiótica, é particularmente eficaz contra certas estirpes de estafilococos e estreptococos.

Em alguns casos, porém, um antibiótico tópico não é suficiente, sendo necessário um antibiótico oral como a cefalosporina ou a penicilina. Em alternativa, alguns médicos tratam a infecção com uma simples injecção de penicilina de efeito prolongado.

Além disso, o médico pode recomendar também o uso de uma pomada antibiótica de venda livre e que contenha bacitracina ou neomicina. A terapia com antibióticos deve curar a infecção por completo dentro de aproximadamente 10 dias. (Durante esse lapso, o doente geralmente não pode contagiar outrem por contacto directo.) Se persistir por mais tempo ou as feridas continuarem a espalhar-se ou não começarem a curar dentro de três dias a partir do início do tratamento, o organismo causador pode ser resistente aos antibióticos. Deve ser usado um antibiótico diferente.

Vinte e sete Medicinas alternativas

Fitoterapia

O alho, comido cru ou ingerido em cápsulas, possui efeitos antibacterianos naturais As aplicações de gel de alóe acalmam as feridas da pele promovem a cura.

Terapia pela nutrição.

Alguns nutricionistas recomendam dose elevadas de vitamina C para reforçar o sistema imunitário combater infecções. Aconselha muitas vezes doses elevadas d complexo de vitaminas B quando se está a tomar antibióticos também iogurte que contenha culturas naturais ou cápsulas o líquido acidófilo para evita problemas digestivos e um de senvolvimento excessivo de fun gos. O óleo de vitamina E aplicada às úlceras pode apressar a cura.

Tratamento em casa

É improvável que o tratamento em casa cure a infecção, mas pode apressar a cura quando se utilizam antibióticos e evitar a propagação da infecção aos outros.

Lave as zonas da erupção com sabão anti-séptico. Use gaze o toalhas de papel. As bactéria causadoras podem ser transmitidas a outras pessoas quando se usam as mesmas toalhas.

Quando as bolhas rebentam remova as crostas para expor limpar as lesões. Em seguida cubra as feridas com gaze para evitar tocar-lhes ou coçá-las.

As mulheres com bolhas na axilas ou nas pernas e os homens com bolhas faciais devem abs ter-se de rapá-las ou fazer barba ou devem fazê-lo com cuidado.

 

 

 

Sintomas
Crises de dores abdominais, por vezes intensas, flatulência e frequentes distúrbios do trânsito intestinal, que podem ser do tipo prisão de ventre ou, pelo contrário, diarreia.

Pessoas mais em risco
Uma em três pessoas em algum momento da vida, sobretudo as que sofrem de stress e que se alimentam mal.

Porque dói?
Os distúrbios do cólon irritável (ou cólon espástico) resultam de alterações do peristaltismo (as contracções do intestino delgado e do cólon acentuam-se), de distúrbios da sensibilidade digestiva (o limiar da dor diminui) ou de um desequilíbrio da flora microbiana intestinal.
A dor está ligada à distensão das ansas intestinais e ao seu estado espasmódico, provocado pelo abrandamento do trânsito intestinal. Este abrandamento é muitas vezes camuflado por uma falsa diarreia causada pela estagnação das fezes no cólon ascendente, que se encontra irritado e que desencadeia uma hipersecreção de líquido a este nível.

O que pode fazer?
- No momento da crise, deite-se com um saco de água quente sobre o abdómen.
- Ingira líquidos regularmente e em quantidade suficiente para amolecer as fezes e ajudar à sua progressão. Tome uma bebida fresca ao acordar.

Que tratamentos?

Medicamentos
Podem ser utilizados medicamentos não-irritantes (parafina, mucilagens, macromoléculas, lactulose). Podem também ser prescritos supositórios não-irritantes no caso de prisão de ventre terminal.
Para ter a certeza de que se tratam de perturbações funcionais, é necessário fazer alguns exames, que variam em função da idade e dos sintomas: radiografia de contraste do cólon (o chamado dister opaco) ou uma colonoscopia.

Acupunctura e homeopatia
São indicadas e eficazes, uma vez que têm em conta o stress, que está frequentemente associado ao problema. Como complemento de uma alimentação saudável e equilibrada, podem assegurar uma cura satisfatória.
Auriculoterapia
Feitas as necessárias alterações na alimentação, a auriculoterapia tem sucessos notáveis.
Fisioterapia, sofrologia e hipnose.
Pode recorrer-se a estas medicinas com vantagem.
Naturopatia
Evite os alimentos que causam acidez, pois contribuem para a inflamação do tubo digestivo (carnes, sobretudo se forem muito assadas ou grelhadas), e aumente a ingestão de legumes, mas de uma forma muito progressiva, em especial os que come crus.
No caso de crise, coma apenas legumes cozidos. Assim que melhorar, reintroduza gradualmente os alimentos crus.
Osteopatia visceral
Pode ser utilizada em complemento da acupunctura e da homeopatia.
Psicoterapia
Em alguns casos, pode ser necessária para reduzir a tensão nervosa. Está indicada no caso de fracasso de todas as terapêuticas ou associada a elas.

Que prevenção?
- Tenha uma alimentação equilibrada, com uma dose de fibras suficiente mas sem ser excessiva, de preferência sob a forma de legumes (cenouras, feijão-verde, brócolos cozidos, alho-francês); suplementos alimentares sob a forma de farelos são por vezes úteis (pão integral, preparados de cereais).
- Pratique desporto e faça exercícios para fortalecer os músculos abdominais.
- Faça refeições a horas certas e tente evacuar com regularidade.

 

 

 

Sintomas:
Dores após tratamentos dentários, acompanhadas por vezes de tumefacção ou hematoma.

Pessoas mais em risco:
Qualquer pessoa depois da extracção de um dente, de um dente do siso ou de uma operação às gengivas. Uma nova prótese ou um aparelho podem causar dores.

Porque dói?
-Alveolite: complicação da extracção dentária: o alvéolo (cavidade no maxilar onde se adaptam as raízes dos dentes esvaziada pela extracção) inflama-se e pode infectar. Sem tratamento, a dor, que os antálgicos aliviam mal, pode durar 2 semanas.

-Branqueamento: este tratamento, que está na moda, para branquear os dentes é definitivo: aplica-se um gel na superfície dos dentes durante algumas noites com a ajuda de goteiras de plástico mole adaptadas às arcadas dentárias. Pode haver durante o tratamento alguma sensibilidade ao calor e ao frio, que desaparece espontaneamente.

-Lesões após colocação de aparelhos dentários amovíveis:a colocação de uma prótese ou de um aparelho pode causar cortes ou lacerações semelhantes a aftas.

-Cáries: uma cárie tratada pode manter-se sensível ao calor e ao frio durante algumas semanas. Em caso de dor forte,é preciso desvitalizar(retirar o nervo).

-Cirurgia periodontal: cirurgia das gengivas e dos tecidos de suporte do dente. A recuperação é muitas vezes desagradável, mas dura pouco e raramente há complicações. Por vezes, o dentista tem de abrir a gengiva para ter acesso às lesões ósseas e das raízes. Podem ser necessários enxertos de gengivas: a zona de onde se retira o enxerto dói durante a cicatrização.

-Curetagem de um quisto: a ablação de um quisto (cavidade infectada no osso) requer uma incisão da gengiva e pontos de sutura que se retiram cerca de 8 a 10 dias depois: os pontos podem incomodar ao repuxar as mucosas. Surge sempre um edema.

-Desvitalização: o dente fica sensível durante uns dias, pois a massa utilizada para tapar o local do nervo irrita o ligamento que segura o dente ao osso.

-Extracção: quando a anestesia passa, a dor reaparece, pois os tecidos das gengivas e dos ossos são afectados pela extracção. No caso do dente siso inferior, o incómodo é agravado por trismo (dificuldade em abrir a boca).

-Fractura dos maxilares: a dor da fractura não é muito intensa, o problema resulta do tratamento: os dois maxilares ficam bloqueados durante cerca de 3 semanas, do que resultam as dificuldades e as dores para o doente se alimentar (apenas líquidos, por palhinha) ou lavar a boca (só pode lavar a face externa dos dentes)

-Colocação de implantes: poucas dores pós-operatórias, mas quase sempre surge um edema.

 

O que pode fazer?

-Alveolite: se após a extracção a dor aumentar, vá ao médico rapidamente. Faça uma boa higiene oral. -Branqueamento: em caso de sensibilidade, aplique o gel dia sim, dia não.

-Lesões após colocação de aparelhos dentários amovíveis: bocheche e aplique uma pomada anestesiante por dentro do aparelho. Leve o aparelho ao dentista para ajustamento no prazo máximo de 48 horas.

-Cáries: evite o contacto do dente com frio ou calor. Se tiver dor, tome paracetamol e fale com o médico.

-Cirurgia paradontal: exige uma higiene oral pós-operatória rigorosa.

-Curetagem de um quisto: aplique gelo. Faça bochechos e lave os dentes e as gengivas na zona operada com uma escova muito suave (à venda nas farmácias).

-Desvitalização: não mastigue com o dente tratado. Os anti-inflamatórios (aspirina) são eficazes.

-Extracção: tome antálgicos antes de acabar o efeito da anestesia e de novo antes de se deitar. Aplique frio durante um quarto de hora várias vezes por dia para aliviar a dor e o inchaço. No primeiro dia, ingira alimentos frios.

-Fractura dos maxilares: faça bochechos ou use um aparelho de jacto de água (à venda nas farmácias ou nas grandes superfícies).

-Colocação de implantes: tome os medicamentos prescritos e aplique gelo. Passada a dor pós-operatória, o implante não deve causar dor. Se surgir dor, consulte rapidamente o dentista.

-Em homeopatia,bocheche alternadamente com Calendula em loção e Plantago em loção. Complete com Arnica em 9 e lSCR(uma dose de cada com algumas horas de intervalo).
Inflamação: Belladonna SCR, Aconitum SCR ou Apis SCR (3 grânulos 3 vezes por dia durante 2-4 dias); faça intervalos maiores quando melhorar; interrompa na ausência de melhoras.
Dores lancinantes: Hypericum perforatum SCR (mesma posologia que o precedente).
Gengiva que sangra: China rubra SCR (mesma posologia). Extracção: Arnica montana 9 e 15CH (uma dose de cada com umas horas de intervalo).

O doente e o médico
Tente descontrair-se no momento da injecção da anestesia: . Respire tranquilamente. . Mantenha os olhos abertos. . Não cruze as pernas. . Não cerre os punhos.

As virtudes do frio: o frio alivia a dor da inflamação. reduz o inchaço e diminui a hemorragia. Aplique o saco de gelo envolvido numa toalha. . Coloque cubos de gelo num saco de plástico e envolva numa toalha turca. . Utilize as saquetas de gel para pôr no congelador. à venda nas farmácias (coldhot pack).

O meu filho usa um aparelho dentário
o incómodo e dor são passageiros e a adaptação ao aparelho é muito rápida. Aparelho amovível: após 2 a 3 dias de ligeira alteração na fala, tudo volta ao normal. Se os bordos do aparelho magoarem, leve-o ao dentista para ajustar. Aparelho fixo: os bracketts (peças fixas sobre os dentes) podem de início provocar pequenas feridas nos lábios. A criança pode fazer bochechos com produtos cicatrizantes. Se necessário, o dentista fornece uma cera de protecção para colocar sobre os bracketts, tornando-os menos agressivos em contacto com os lábios.

 

Que tratamentos?
Medicamentos: segundo o caso, o dentista prescreve antálgicos ou anti-inflamatórios. Não espere que a dor se instale para tomar os seus medicamentos.

As outras medicinas
Auriculoterapia: Fornece alívio rápido.