Conselhos Saudáveis

 

Mas o funcionamento normal da glândula tiróide requer iodo. A deficiência deste elemento é uma das doenças nutricionais mais vulgares do Mundo e dá origem ao bócio endémico. Esta deficiência, bastante rara no mundo desenvolvido, ocorre em geral em zonas onde a ingestão de iodo dietético é baixa devido à presença de níveis reduzidos deste elemento no solo e na água.
 

Nessas regiões, o iodo da dieta deve ser aumentado. As fontes alimentares mais ricas são os peixes de água salgada e as algas marinhas. Os ovos, o iogurte, o leite, o queijo duro e o sal iodado também são fontes importantes.
 

A ingerir com moderação
 

Alguns alimentos, como couve crua, nabos, amendoins e mostarda, podem interferir com a capacidade de utilização do iodo pelo organismo na produção das hormonas da tiróide. Esses alimentos, designados por bociogénios, não têm qualquer significado nutricional a menos que ingeridos em excesso. Só desencadeiam casos de bócio Quando a ingestão de iodo é mínima.
 

Nos países desenvolvidos, o bócio resulta, em geral, de uma doença auto-imune que prejudica o funcionamento da glândula tiróide, reduzindo a sua actividade a um nível demasiado baixo.
 

Hipotiroidismo
 

O hipotiroidismo, um termo utilizado para descrever uma tiróide com actividade reduzida, provoca o abrandamento do metabolismo. A doença desenvolve-se lentamente; além do bócio, os primeiros sintomas são cansaço, falta de memória, aumento de peso, sensibilidade ao frio, prisão de ventre e pele e cabelo secos.
 

Se o problema for devido a uma doença auto-imune, o organismo cria anticorpos contra a sua própria tiróide, o que provoca uma redução na produção de hormonas. O hipotiroidismo aparece principalmente nos idosos, mas pode afectar pessoas de todas as idades. Quando surge na infância, pode provocar atraso de crescimento, inibir o normal desenvolvimento cerebral e retardar a maturidade sexual. Como precaução, os bebés são hoje submetidos a uma análise à nascença para detectar eventuais casos da doença.
 

Uma tiróide com actividade reduzida é uma causa comum de níveis elevados de colesterol nas mulheres. Neste caso, trata-se geralmente pela administração de uma hormona da tiróide, a ciroxina. As pessoas que têm doença da tiróide têm uma capacidade reduzida de converter o betacaroteno (que se encontra em alguns frutos e legumes cor de laranja e legumes de folha verde-escura) em vitamina A, o que dá origem à acumulação de caroteno no sangue.
 

Bócio
 

O inchaço do pescoço devido a aumento da tiróide é designado por bócio. A tumefacção costuma ser mole, mas pode também apresentar-se dura e encaroçada. O bócio pode atingir grande dimensão, provocando aumento considerável do diâmetro do pescoço e podendo mesmo comprimir a traqueia.
 

Quando uma tiróide hiperactiva dá origem ao bócio, podem verificar-se sintomas como transpiração, pulso acelerado, olhos ligeiramente protuberantes e perda de peso. Quando o bócio se deve a tiróide hipoactiva, os sintomas são cabelo seco e áspero, sensibilidade o frio, aumento de peso e fadiga.

O bócio pode ainda resultar de deficiência de iodo alimentar. Nesse caso, não surgem outros sintomas. Alimentos ricos em iodo, como as algas marinhas, podem ajudar, mas alimentos como couve e nabos crus inibem a capacidade de o organismo utilizar iodo na produção de hormonas da tiróide.

Hipertiroidismo

O hipertiroidismo (actividade excessiva da tiróide) verifica-se quando a glândula produz quantidades excessivas das duas principais hormonas da tiróide, provocando um acelerar de muitos dos processos orgânicos, como o ritmo cardíaco, por exemplo. Outros sintomas de uma tiróide hiperactiva incluem perda de peso, fadiga, aumento de apetite, irritabilidade, bócio, transpiração, sensibilidade ao calor e olhos salientes.

Dado o aumento do ritmo metabólico, as pessoas com tiróide hiperactiva queimam calorias e utilizam os nutrientes vitais muito mais rapidamente do que o normal. O tratamento médico deve por isso ser complementado por uma dieta rica em todos os nutrientes.

Se a perda de peso assumir proporções graves, pode tornar-se necessário ingerir uma quantidade de proteínas (peixe e ovos, por exemplo) superior ao habitual para substituir o tecido muscular que se perdeu. Neste caso, é essencial uma ingestão adequada das vitaminas do complexo B, que podem encontrar-se nos cereais integrais, nas batatas e nos lacticínios, para metabolizar essa maior quantidade de hidratos de carbono e proteínas.

A hiperactividade da glândula é, em geral, causada por anti-corpos que estimulam as células da tiróide, mas o que provoca a produção desses anticorpos pelo organismo ainda é desconhecido. O hipertiroidismo afecta muitas vezes pessoas da mesma família, sendo mais comum nas mulheres do que nos homens.

Se sofre de hipertiroidismo, limitar a nicotina, o álcool e a cafeína (presente no chá, café, bebidas à base de cola e chocolate amargo) pode reduzir os sintomas, pois todas estas substâncias fazem aumentar o ritmo metabólico.

 

 

Sintomas
 

Dores intensas apenas num dos lados das costas, ao nível da fossa lombar, que se propagam até aos órgãos genitais externos. Começam de uma forma brusca, muitas vezes durante uma longa viagem de automóvel e nos períodos quentes, e são acompanhadas de náuseas e vómitos. Vontade de urinar muito frequente e ardor durante a micção. A crise pode durar 1 a 2 horas ou mais. Após a crise, pode haver sangue na urina.
 

Pessoas mais em risco
 

Pessoas que sofram de cálculos urinários. Outras causas mais raras (tumor, coágulo, compressão do uréter, por exemplo).
 

Porque dói?

As cólicas nos rins são geralmente causadas pela introdução de um cálculo nas vias excretoras urinárias. O cálculo faz obstrução da via e desencadeia o aumento brutal da pressão nas cavidades renais e no uréter, causando dor.

O que pode fazer?

Enquanto espera pelo médico, não beba líquidos e verifique a temperatura. Para aliviar as dores, pode tomar paracetamol ou um antiespasmódico.

Não tome nenhum medicamento anti-inflamatório, a não ser que já tenha tido crises idênticas e tenha um diagnóstico médico (a utilização de anti-inflamatórios pode ser perigosa se houver alguma confusão com outra doença).

Se tiver febre, vá ao serviço de urgência do hospital da sua área.

• Em homeopatia, enquanto espera o tratamento do seu homeopata — consulta imperativa no mesmo dia —, pode tomar os seguintes remédios, 3 grânulos 3 vezes por dia:

Calcarea carbonica 5CH, Pareira brava 5CH: dores com vontade constante de urinar, mas com micções pouco abundantes;
Berberis vulgaris 5CH: dor com picadas e ardor, sobretudo do lado esquerdo, agravada pela pressão;
Belladonna 5CH: dor violenta, pulsátil, que piora ao menor contacto e à mais pequena agitação;
Colocynthis 5CH: dor violenta, paroxística, tipo cólica, que melhora com calor e forte pressão.
Se hesitar entre dois destes remédios, tome-os alternadamente.
 

 

Que tratamentos?
 

Na maior parte das vezes, o médico prescrevera antiespasmódicos e anti-inflamatórios, administrados por via intravenosa ou intramuscular, para acalmar a crise. Se esta medicação não resultar, podem ser utilizados morfínicos. Se o tratamento medicamentoso não for suficiente ou as crises se repetirem, é necessário desviar a urina bloqueada através da introdução de uma sonda na uretra para drenar a urina do rim para a bexiga, ou por meio de uma sonda colocada no rim através da pele (nefrostomia percutânea).
 

A primeira intervenção, realizada com o doente sob anestesia geral, é feita pelas aberturas naturais do corpo. Não deixa cicatrizes nem causa dor, apenas algum desconforto provocado pela sonda, que não é completamente aliviado por calmantes. Normalmente, o desconforto desaparece em poucos dias.
 

A segunda intervenção é realizada sob anestesia geral ou local. Não provoca dores, apenas um desconforto provocado pela sonda, que é uma solução provisória. A cura passa pela eliminação do cálculo urinário, depois pelo tratamento da litíase.
 

As outras medicinas
 

Acupunctura
Se o cálculo não for muito grande nem estiver localizado muito alto na árvore excretora, a acupunctura pode acalmar a dor e eliminar o cálculo.
 

Auriculoterapia
Produz bons resultados e actua contra a dor e os espasmos. É possível obter-se a expulsão rápida do ou dos cálculos com poucas dores, uma vez que se consegue, através do tratamento, relaxar as vias urinárias. Nas crises agudas, são necessários um a três tratamentos. Como complemento das medidas de higiene alimentar, podem fazer-se novos tratamentos para prevenir recidivas.
 

Homeopatia
O tratamento de fundo é indispensável na prevenção das cólicas renais.
 

Mesoterapia
Se a cólica nos rins, ou nefrítica, resultar de litíase (areia. cálculo), a injecção de um antiespasmódico permite obter um alívio rápido, até mesmo durante a sessão. As injecções subcutâneas são dadas à direita das vias urinárias afectadas, do lado em que existe dor. Podem ser também dadas com um analgésico e um antiespasmódico ao nível dos pontos renais (ponto costomuscular, costovertebral e subcostal) e dos pontos dolorosos correspondentes ao plexo renal.
 

A sedação da crise conduz sempre nas horas que se seguem à eliminação através da urina dos grãos de areia ou de cálculos de pequenas dimensões. No caso de não resultar ou de reincidência, o médico aconselha ao doente um serviço especializado.
 

Que prevencão?
 

Beba pelo menos 1,5 l de água.

 

 

Vai mesmo acontecer: um dia, ele acorda e pensa para consigo... «Ai, meu Deus! Estou a meio caminho da morte!»

Helen Signy investiga o que acontece quando a crise da meia-idade faz os homens descarrilarem – e como poderá aliviar o trauma.

Ele tinha tudo. Aos 40 anos, Rob Brandenburg era administrador da sua própria empresa de sucesso, um negócio de tecnologia metalúrgica, tinha uma mulher linda, três crianças e uma casa de sonho na serra de Adelaide. Preenchia todos os requisitos do sucesso. Mas um dia deu por si num hotel de cinco estrelas na Ásia, com a cabeça entre as mãos e a perguntar-se a si próprio: «Porque é que me sinto tão vazio?»

Foi assim que começou a sua crise da meia-idade. Rob apercebeu-se de que se tinha afastado da mulher e sentia-se como um estranho na sua própria casa. Um futuro de aquisição de mais empresas e de fazer mais dinheiro pareceu-lhe, de repente, sem sentido.

«Nada disso era realmente eu, não me estava a dar nenhuma satisfação – só uma sensação de peso e vazio», diz ele.

Alguns homens, nas vagas do pânico da crise da meia-idade, ficam deprimidos. Outros agem de uma forma estranha e começam a gastar mal os seus fundos de reforma – comprando um Ferrari, fazendo transplantes de cabelo e depilações no peito ou voltando aos hábitos da juventude, saindo até muito tarde e namoriscando mulheres com metade da sua idade.

Mas, quer isso se manifeste num encher emproado do peito ou em alterações de vida mais radicais, um homem na meia-idade está quase sempre em estado de inquietação.

Estudos de saúde mental feitos ao longo da vida das pessoas têm demonstrado a inquietação mental que nos homens atinge um pico na meia-idade. O índice de depressões aumenta no grupo etário de 35-55 anos. Mas o problema não é só de saúde mental – esta é também a altura em que a saúde física dos homens se deteriora.

«Os homens sentem um repentino ataque de medo, qualquer coisa como “Ai, meu Deus, estou a meio da minha vida e ainda não fiz as coisas todas que queria fazer”», diz Anne Brelsford, terapeuta de aconselhamento e autora do relatório A Crise da Meia-Idade na Vida Conjugal. «Pensam que a vida os ultrapassou. “Ainda terei tempo? É agora ou nunca.” Há muito medo envolvido.»

Será isso tão diferente daquilo que as mulheres passam na mesma idade? Anne Brelsford diz que, segundo a sua experiência de aconselhamento de casais, os homens passam pior. A validação dos homens está mais ligada ao trabalho do que a das mulheres, portanto, quando as suas vidas profissionais de repente perdem sentido, entram numa espiral de depressão.

As mulheres tendem também a ter uma rede social de apoios mais forte – na realidade, a meia-idade é para muitas mulheres uma altura em que se libertam das suas famílias e podem aceitar novos desafios. «Para elas é uma oportunidade de viverem a vida», acrescenta.

Em muitos casos, os homens sentem-se despidos dos seus trajes de Super-Homem quando se apercebem de que não são imortais. Os inevitáveis sinais de que a vida está a encaminhar-se para o fim podem ser realçados por acontecimentos como a morte de uma pessoa de família, uma mudança no trabalho ou o fim de um casamento. Esta é também a idade em que as doenças se tornam mais graves, sobretudo se os homens passaram a juventude a beber e a fumar.

Acresce ainda que esta é também a altura da vida em que a felicidade conjugal tem tendência a estar no ponto mais baixo, sobretudo se existirem filhos, diz o Dr. Michael Baigent, médico de aconselhamento da organização BeyondBlue (“Para Além da Depressão”). Relatórios indicam que os casais são felizes no início, mas a satisfação diminui antes de os filhos atingirem os 12 anos. Quando as crianças começam a tornar-se mais auto-suficientes, a felicidade conjugal melhora e, na velhice, chega mesmo a exceder a fase da lua-de-mel.

Estarão, então, os homens prisioneiros das suas hormonas, da mesma forma que as mulheres são abaladas pela menopausa? A «menopausa masculina», ou andropausa, pode bem ser a causa de comportamentos erráticos e inexplicáveis. Os homens têm uma descida anual de níveis de testosterona entre 1 e 2% depois dos 40 anos, que se pensa ser responsável pela redução de força muscular e interesse sexual, pelo aumento de gordura corporal, maior irritabilidade e depressão. Constatar que a sua virilidade está em declínio pode ser um revés muito grave para muitos homens.

Esta alteração das hormonas não é nada tão acentuada como a da menopausa feminina, e médicos como o Prof. Robert McLachlan, administrador da Andrology Australia, disputam a simples existência da menopausa masculina. «Menopausa masculina é um termo que não faz sentido», diz ele. «A ideia nasceu em parte por razões de marketing, mas na realidade os homens não podem ter “menopausa”, pois nunca foram menstruados.»

No entanto, problemas de saúde como a obesidade e a diabetes podem causar diminuição dos níveis de testosterona mais rapidamente do que seria normal, e tratar destas questões fará os homens sentirem-se melhor. Injecções de testosterona poderão ajudar algumas pessoas que tenham níveis invulgarmente baixos devido a outros e raros problemas de saúde – mas para a maioria o mal-estar da meia-idade tem raízes muito mais profundas.

Rob Brandenburg põe a questão da seguinte maneira: «No meu caso, foi fundamentalmente uma falta de percepção do meu verdadeiro eu. Podemos não ouvir bem, mas a algum nível o que estamos a dizer é: “Está na altura de tratar de mim. Então, e eu?!”»

É verdade que as crises podem surgir em qualquer altura – a meio dos 20 e antes e durante as fases de pré-reforma e reforma estão no auge. E as mulheres também passam épocas de grande reavaliação pessoal, sobretudo quando os seus papéis são alterados quando os filhos nascem ou saem de casa.

Anne Hollonds, directora-geral da Relationships Australia NSW (província da Nova Gales do Sul), diz: «Vemos adultos com elevadas expectativas de felicidade e realização pessoal. E ficam facilmente desiludidos por não atingirem certos objectivos ou por, quando os atingem, verificarem que eles não lhes trouxeram a satisfação que pensavam ter.»

Realmente, ao investigar a felicidade e a qualidade de vida, verifica-se que não é a quantidade de dinheiro que se tem, o que conta é a qualidade dos nossos relacionamentos pessoais. «No entanto, apesar dessa evidência, parece que ainda jogamos com estes relacionamentos pessoais enquanto prosseguimos objectivos ligados à riqueza – e isto é especialmente verdade para os homens.»

Os inevitáveis sintomas de que a vida está a chegar a terreno acidentado podem ser agravados por acontecimentos como a morte de um familiar, uma mudança de trabalho, uma perda de emprego ou um rompimento do casal.

A meia-idade pode ser uma oportunidade de crescimento – mas se os homens não ouvem essa mensagem interior, poderão começar a ter comportamentos estereotipados daquela fase de vida, comprando carros de desporto ou deixando o casamento por uma mulher mais nova. É pouco natural que qualquer destas situações traga ao homem a realização que ele tanto almeja, e pode ser devastador para as famílias, que ficam para trás.

O modelo médico de tratamento do distúrbio mental da crise da meia-idade é a medicação para a depressão. No entanto, o aconselhamento será ainda mais válido para muitos homens para os fazer aceitar que estão numa encruzilhada e sonhar com o mais que podem ter para a frente.

Harry acredita que foi o aconselhamento pessoal que salvou o seu casamento. Ele e Jennifer, a sua mulher, já tinham feito uma grande mudança, deixando o emprego dele na Ásia, onde era director de uma empresa internacional, para regressarem a Sydney a fim de montarem um negócio de importação.

«Foi o stress do emprego e, talvez mais importante ainda, sentir o stress da minha mulher em casa, infeliz com a sua situação – e muitas vezes a culpar-me a mim e ao meu trabalho pela sua infelicidade –, que me fizeram analisar o que estava a fazer e sentir que tinha que seguir outro rumo. Penso que foi esse o início daquilo que se transformou numa ruptura significativa do nosso relacionamento», diz ele.

Em vez de lhe proporcionar alívio, a mudança fez que Harry se sentisse ainda mais pressionado a financiar a vida de sonho que a sua mulher e filhos tinham. O ressentimento e a crítica escalaram em espiral de ambos os lados, deixando Harry introspectivo e mal-humorado.

Gradualmente, envolveu-se emocionalmente com uma mulher mais nova com quem estava a planear fazer um negócio em parceria. Numa viagem a Hong Kong, caíram nos braços um do outro, e ele voltou a Sydney para dizer à mulher que ia sair de casa.

Afinal, a ideia de dizer aos filhos – mais do que o que lera sobre o divórcio ou as conversas que teve com bons amigos – convenceu-o a resolver as coisas com Jennifer.

Uma série de sessões com um terapeuta, primeiro a sós e mais tarde com Jennifer, ajudou-os a trabalharem os quatro anos de ressentimento que ainda sentiam. «O aconselhamento psicológico ajudou-me a ver o que era importante – ajudou-me a ver as prioridades», diz ele. «Ao mesmo tempo, Jennifer nunca deixou de me dizer que me amava e que gostava de mim. Acho que isso foi importante.»

Tal como os casamentos podem sobreviver aos momentos difíceis da menopausa, também podem resistir à crise da meia-idade, diz Anne Brelsford, desde que o respeito mútuo e o afecto estejam presentes. «É importante o casal tentar renegociar os termos do seu relacionamento», acrescenta ela. «Muitos casais resolvem como conseguir isso juntos para que o homem sinta alguma da satisfação que procura sem abandonar a família.»

Isso poderá tomar a forma de uma renegociação do crédito à habitação, para tirar um ano sabático, fazer uma mudança, renegociar o horário de trabalho ou procurar qualquer outra forma criativa e significativa de construir uma vida em comum.

Quando Rob Brandenburg teve a crise da meia-idade, já era tarde demais para o seu casamento. Mas ele está agradecido por ela lhe ter possibilitado rever as suas prioridades e descobrir o verdadeiro caminho. Voltou para a universidade para estudar Aconselhamento e Psicologia e acabou por fazer um doutoramento sobre a experiência da meia-idade masculina. «Estou tão mais feliz agora», diz ele.

«Este é o meu verdadeiro eu, e não a fachada que apresentei ao mundo nos meus vinte e trinta anos. Graças a Deus, encontrei a resposta dentro de mim próprio. A meia-idade tem a ver com uma viagem interior – é uma oportunidade fantástica.»

 

10 sintomas de uma crise da meia-idade
Paige Kilponen recolhe as provas circunstanciais

1. Mudança de emprego
Este é um terrível alerta avançado de que se aproxima um desastre. Quando ele chega a casa e anuncia que vai largar a sua carreira nos seguros para abrir um negócio caseiro de distribuição, já se sabe que vem aí um mau bocado.

2. Comportamento temerário
Também assustador e potencialmente fazedor de viúvas. Isto é quando ele chega a casa e anuncia que vai começar a correr em ralis/fazer pára-quedismo/surf de grandes ondas/caça aos crocodilos. «A vida é curta», filosofa ele. «Não quero morrer sem ter saltado de um penhasco.»

3. Cuidados com a aparência
Um dia olha-se ao espelho e vê um tipo qualquer velho a olhar para ele. Caramba! Entra em pânico e vai comprar tesouras para aparar os pêlos do nariz, troca o barbeiro de confiança por um estilista que faz madeixas, marca hora para uma depilação das costas com cera, compra roupa nova tipo desportivo e passa a usar um perfume almiscarado.

4. Regresso ao comportamento dos 20 anos
Esta tentativa clássica para recuperar a juventude perdida envolve habitualmente o desejo súbito de ir a festivais musicais de três dias, beber em excesso, deixar revistas velhas e latas de cerveja no carro e só se alimentar de espetadas e massas instantâneas. Isto, em última análise, desfaz ou leva ao ponto 5.

5. Mania do exercício
À moda do Lester Burnham do filme American Beauty. Só pensa em fortalecer os abdominais, meter a barriga para dentro durante a corrida matinal quando passa frente às miúdas das mochilas ... Vai ao ginásio três vezes por semana e inspecciona o seu reflexo na janela enquanto levanta o novo ecrã plano e o tira do carro. Um dos poucos sintomas de CMI que deve ser encorajado.

6. Compras extravagantes
A mulher chega a casa e dá com uma moto novinha/um barco a motor/um jipe estacionados à porta e uma TV de ecrã plano instalada no barracão. Esse dinheiro era suposto durar até teres 90 anos, mas é bom vê-lo a sorrir – para variar.

7. Flirtar
A velha armadilha do «será que ainda não perdi o jeito?» É uma questão persistente que leva muitos homens de certa idade a baixarem de uma oitava o tom da voz, encostarem-se negligentemente a uma secretária de recepção enquanto alisam o cabelo recém-pintado e dizerem coisas como: «E se fôssemos tomar um café?» a raparigas mais novas que a sua filha. Quase sempre sem consequências, mas pode levar a egos demasiado inchados ou casos de cadeia.

8. Procurar paixões antigas
Isto vem na forma mais óbvia de encontrar a namorada do 11.º no Facebook, ou na de redescobrir a adrenalina do skate, ou na de desenterrar o velho amplificador e a guitarra para voltar a reunir os rapazes da velha banda punk. É uma tentativa desesperada de recordar quem foi e porque é que as pessoas gostavam dele. Pode conduzir a momentos de nostalgia ensimesmada e ao uso de palavras como «fixe».

9. Irresponsabilidade
Manda tatuar a frase «espírito livre» atravessada nos ombros, começa a pagar tudo com cartões de crédito e fica a pé até às 2 da manhã a ver futebol.

10. Relembrar excessivamente o passado
«Lembras-te daquela vez naquele festival em que ficámos a pé toda a noite a beber canecas de cerveja e a falar de como um dia havíamos de ... », e blá, blá, blá. Talvez esta não seja a melhor ocasião para a mulher entrar na conversa a recordar antigos namorados (excepto, talvez, o que tem sentado à sua frente).

 

Quem está mais em risco?

Há homens com mais propensão para a crise da meia-idade do que outros. Um estudo feito pela Universidade de SA identifica dois tipos de personalidade: os pensadores lógicos e as pessoas que são intuitivas e sensíveis.

Cerca de dois terços dos homens caem na primeira categoria. Estarão provavelmente a seguir os objectivos tradicionais da carreira de sucesso em ramos como o direito, as finanças ou os negócios, mas não têm uma vida interior rica. Estes homens atingem os objectivos a que se propuseram na adolescência e depois, na meia-idade, concluem que não são felizes, mas descobrem que não encontram rumo para a segunda etapa das suas vidas.

Os homens que caem na segunda categoria têm mais consciência das prioridades da vida. Segundo os referidos estudos universitários, estes homens têm menos tendência a descarrilar na meia-idade.

 

 

Sintomas Dores pélvicas que precedem a menstruação e podem manter-se durante o primeiro ou os dois primeiros dias do período. Podem ser ligeiras, tipo cólicas, ou muito fortes, semelhantes a contracções, obrigando a mulher a ficar de cama. Podem ser acompanhadas de perturbações digestivas, de cefaleias ou de indisposições.

Pessoas mais em risco

Raparigas jovens, 6 a 12 meses depois do aparecimento da primeira menstruação, e mulheres menstruadas.

Porque dói? Estas dores (a designação médica é dismenorreia) estão associadas à falta de oxigenação do tecido uterino, causando uma maior concentração de prostaglandinas e, portanto, um aumento da capacidade de contracção do útero. Os fenómenos infecciosos e a congestão agravam a dor.

Alguns sinais, como náuseas, vómitos e diarreia, são também consequência do aumento das prostaglandinas. Existem dois tipos de dismenorreia (ou algomenorreia).
 

- Dismenorreia primária: aparece durante o ano a seguir à primeira menstruação.
- Dismenorreia secundária: surge 2 ou 3 anos após a primeira menstruação. Pode ser essencial (sem causa evidente, ligada a uma perturbação hormonal relacionada com o stress) ou orgânica (resultante de perturbações como infecção pélvica, endometriose, esterilidade, entre outras, ou relacionada com uma infecção, malformação genital, problemas circulatórios).

O que pode fazer?

Faça repouso. Deite-se em posição fetal, com um saco de água quente na parte inferior do abdómen.

Nota: Consulte um ginecologista para excluir uma causa orgânica.

Que tratamentos? Medicamentos - O tratamento da dor utiliza antiespasmódicos, antálgicos (paracetamol) e antiprostaglandinas (anti-inflamatórios não-esteróides). - Alguns ginecologistas propõem a pílula estrogeno-progestativa ou um tratamento progestativo, qualquer que seja a origem da dismenorreia. - O tratamento das dismenorreias orgânicas é feito de acordo com as causas.

As outras medicinas - Acupunctura: Tanto para a jovem na fase da puberdade, como para a mulher adulta, a acupunctura é muito eficaz a tratar alguns desequilíbrios funcionais.

- Auriculoterapia: Excluídas as causas orgânicas, a auriculoterapia tem excelentes resultados após 1 a 3 sessões marcadas em função do ciclo e depois um tratamento de manutenção.

- Fitoterapia: Utiliza plantas sedativas, antiespasmódicas, antálgicas (avoadinha, Withania somnifera), com plantas venotónicas (ginkgo biloba, cipreste, groselha-negra, hamamélia) e outras com funções progestativas (Dioscorea villosa, pé-de-leão, salsaparrilha). Algumas plantas são conhecidas pela sua actuação específica nas dores menstruais: Viburnum prunifolium, artemísia, aquileia, mil-folhas, énula-campana, erva-cidreira, alfazema, estragão (óleo essencial). A associação de magnésio e vitamina B6 é indispensável. As propriedades antiprostaglandinas dos óleos de onagra e de borragem, ricos em ácido gamalinolénico, tomam-nos muito eficazes nas dismenorreia.

- Homeopatia: Há vários tipos de remédios, consoante o tipo de dor. O Follicullinum é uma base importante para tomar em diluições crescentes ao longo do ciclo (por exemplo, 9CH no 5.° dia, 15CH no 10.°, 30CH no 15.°).

- Mesoterapia: Injecção intradérmica abdominal à altura dos ovários (procaína, antiespasmódico, vasodilatador) antes da menstruação.

- Psicoterapia, relaxamento, hipnose: Podem ser muito úteis.

Que prevenção? Podem tentar-se tratamentos de fundo contra o stress,o desequilíbrio hormonal ou problemas de circulação.

 

 

Porque dói?

É a inflamação da faringe que é responsável pela dor das anginas (ou faringite). As amígdalas aumentam de volume com a inflamação, o que torna a deglutição muito dolorosa. Por vezes, a dor é constante.
As anginas podem também ser sintoma de uma mononucleose infecciosa, em que os gânglios podem estar sensíveis.
No caso de um abcesso da amígdala, as bactérias (estreptococos) alojam-se entre a amígdala e o músculo constritor superior da faringe. A dor só é sentida de um lado: dor na deglutição, dor de ouvidos, por vezes contracção do maxilar (trismo).

 

Ideias erradas

"Só os vírus ou as bactérias causam anginas."
Falso. Os vírus ou as bactérias são apenas um factor entre vários - cansaço, stress, emoções demasiado fortes, sobrecarga ou carências alimentares e factores climáticos. Em caso de epidemia, nem todas as pessoas são atingidas, o que mostra que é a acumulação dos factores que leva ao desenvolvimento da doença.

 

O que pode fazer?

Não tente baixar a febre drasticamente com os medicamentos clássicos (aspirina, paracetamol): ela é necessária para combater o vírus e as bactérias. Mas nas crianças tenha cuidado para que não ultrapasse os 38,5 graus, dando banhos mornos a 36°C.
Acalme a dor e ajude o corpo a desenvolver o seu processo de defesa: mantenha-se em repouso e aplique compressas quentes (o aumento da circulação sanguínea permite combater a inflamação).

Em homeopatia, gargareje 3 a 6 vezes por dia com Calendula em tintura-mãe e com Phytolacca em tintura-mãe (30 gotas de cada em 1/2 copo de água). Logo no começo da angina, e enquanto espera por consulta, pode tomar os remédios homeopáticos seguintes em função dos seus sintomas (em 5CH, 3 grânulos 3 vezes por dia, a espaçar logo que haja melhoras):

- Belladonna: dor de garganta que surgiu subitamente e que se agrava ao engolir, provocando abatimento, febre elevada, sede intensa, sensação de aperto na garganta;

- Apis mellifica: dor penetrante, com sensação de ardor, que surgiu subitamente. O doente fica sem sede, com febre alta e garganta seca;

- Mercurius solubilis: dor ao engolir, irradiando para os ouvidos, hálito fétido, salivação abundante, sensibilidade a mudança de temperatura (sobretudo ao frio húmido), língua inchada coberta por uma substância amarelada espessa;

- Mercurius bi-iodatus: angina na amígdala esquerda;

- Mercurius proto-iodatus: angina na amígdala direita;

- Phytolacca: dor ao engolir, irradiando para os ouvidos, garganta vermelha e amígdalas inchadas;

- Ailanthus glandulosa: deglutição muito dolorosa, hálito fétido, prostração e fadiga muito grande, sede de líquidos quentes, mas dor à absorção, faringe vermelho-escura, úlceração possível, gânglios cervicais dolorosos;

- Arum triphyllum: dor forte constritiva, saliva abundante e fétida, afonia, febre com agitação ou abatimento, comichão nas narinas e nos lábios, dores intensas ao engolir, língua com aspecto de framboesa;

- Lachesis: dor que começa à esquerda e evolui para a direita, gerando uma deglutição dolorosa, agravada com bebidas quentes;

- Lycopodium: dor que começa à direita e evolui para a esquerda, agravando-se com bebidas frias e melhorando com bebidas quentes;

- Guaiacum: bola de fogo na garganta, agravamento com o calor; melhoria com o frio e ao comer frutos. Se a angina não melhorar dentro de 2 a 4 dias no máximo, deve consultar o médico.

Em digitopunctura, massaje IG4 sobre as costas da mão na membrana entre o polegar e o indicador; IG1, a direita da base da unha do indicador, e P11 sobre o bordo externo do polegar ao lado da unha.

 

 

Que tratamento?

O médico deve primeiro identificar o agente causador das anginas: além das complicações bacterianas, como as otites e as sinusites, uma infecção latente de estreptococos pode ter sequelas graves (infecção renal ou cardíaca). Em caso de infecção bacteriana (revelada pela análise de uma colheita à garganta), o médico prescreve antibióticos.

 

Medicamentos

*Angina branca: de origem bacteriana, é tratada com antibióticos e anti-inflamatórios.

*Angina vermelha: de origem viral, necessita de anti-inflamatórios, mas nem sempre de antibióticos.

 

As outras medicinas

*Acupunctura: Em tratamento de fundo, evita anginas repetitivas.

*Fitoterapia: Misture folhas de silva e de malva (ou de alteia) cortadas, de hipericão e de tomilho (40 g em infusão em 1 l de água a ferver; coe). Gargareje com alguns goles e a seguir beba uma chávena.
O técnico utiliza também os óleos essenciais, sós ou associados aos antibióticos e aos anti-inflamatórios.

*Homeopatia: Para o tratamento ser eficaz, o homeopata deve conhecer os sintomas da angina, mas também os que a acompanham (sinais gerais, digestivos, cutâneos, distúrbios de sono).

*Naturopatia: Desde os primeiros sintomas, suprima os açúcares rápidos e refinados, que podem favorecer o desenvolvimento das bactérias, e reduza as proteínas animais (produtos lácteos, carne, peixe, ovos), substituindo-os por soja.

*Oligoterapia: com cobre-ouro-prata, 1 toma por dia durante 1 mês e a seguir de 2 em 2 dias durante 1 mês; com cobre, 3 tomas por dia durante 10 dias.

 

 

 

 

Exercício
Conforme demonstrado em numerosos estudos, o exercício físico pode ser uma terapia económica e eficaz contra a ansiedade, depressão ligeira a moderada e baixa auto-estima.

A prova
Embora o mecanismo do benefício não seja claro, alguns peritos defendem que a ginástica aeróbia pode estimular a libertação de endorfinas, as substâncias químicas do cérebro que nos fazem sentir bem-dispostos. Um estudo revelou que o humor dos doentes com depressão que faziam jogging ou caminhavam em passo rápido durante 30 minutos 3 vezes por semana melhorava tanto como o dos que tomavam antidepressivos.

Utilização
Faça 20-60 minutos de exercício 3 vezes por semana, de preferência ao ar livre, para tirar partido da luz solar.

Hipericão
Tomado durante várias semanas, o hipericão é mais eficaz que um placebo e quase tão eficaz como alguns fármacos no alivio de sintomas de depressão ligeira a moderada.

A prova
Foi descoberto através do exame de 23 casos clínicos que o hipericão é mais eficaz no alívio da depressão ligeira a moderada que os placebos. Como os estudos foram curtos (8 semanas), é ainda necessária uma investigação a longo prazo.

Utilização
Para o tratamento da depressão ligeira, utilize produtos com 0,3% de hipericina ou 3-5% de hiperforina. Tome uma cápsula de 300 mg 3 vezes por dia com algum alimento. Não misture com fármacos antidepressivos. Antes de a combinar com outros medicamentos, consulte o farmacêutico.

Kava
As raizes subterrâneas da kava-kava parecem aliviar alguns dos sintomas da ansiedade e do stress da vida quotidiana.

A prova
Investigações realizadas na Europa e envolvendo muitas centenas de pessoas com ansiedade revelaram que os doentes que tomavam kava se sentiam muito melhor que os que tomavam um placebo.

Utilização
Utilizaram-se doses diárias de 300-400 mg de extractos normaliza dos a 70% de kavalactonas, os principais ingredientes activos da kava. Não tome com bebidas alcoólicas e consulte o médico antes de a combinar com outros medicamentos.

Luz
Em algumas pessoas, a diminuição do tempo de luz solar no Outono e Inverno desencadeia um tipo de tristeza ou depressão conhecida como distúrbio afectivo sazonal.

A prova
Segundo alguns estudos, a diminuição da quantidade de luz solar conduz a uma queda na secreção da serotonina e a um aumento dos níveis de melatonina, provocando em alguns indivíduos o aparecimento de sintomas sazonais de depressão.

Utilização
Saia de casa ou utilize uma lâmpada especial. A exposição a 5000-10 000 lux (medida da intensidade da luz) durante 20-30 minutos por dia a 1 m da lâmpada fá-lo-á sentir-se bem mesmo durante os dias escuros de Inverno. Atenção: a radiação UV é uma das principais causas de cancro da pele.

Sam
A S-adenosilmetionina é a matéria-prima fundamental das células, substâncias químicas e hormonas do nosso corpo. É produzida naturalmente pelo organismo e está presente em quase todas as células.

A prova
Vários estudos em pequena escala indicam que os suplementos orais sintéticos de SAM podem aliviar a depressão, talvez por aumentarem os níveis de serotonina e dopamina, dois neurotransmissores que ajudam a regular o humor.

Utilização
Para uma depressão ligeira, tome 400 mg por dia em jejum durante 2 semanas. Se a depressão persistir, aumente para 600 mg por dia. Se não melhorar em duas semanas, consulte o médico. Não tome em combinação com fármacos antidepressivos ou se sofrer de depressão bipolar.

Trabalho voluntário
Ajudar os outros reduz a sensação de isolamento e proporciona um sentimento de realização pessoal que as pessoas com depressão raramente experimentam.

A prova
Os investigadores que analisaram 37 estudos sobre trabalho voluntário descobriram que os idosos que ocupavam uma parte do seu tempo a ajudar os outros eram mais felizes, sentiam-se melhor e tinham menos tendência para a tristeza, solidão e ansiedade.

Utilização
Não é forçoso associar-se oficialmente a uma organização de voluntariado para melhorar a sua disposição. Um estudo revelou que ajudar informalmente um amigo, familiar ou vizinho tem o mesmo efeito.

 

 

 

Infecção viral benigna, a papeira era vulgar nas crianças antes da introdução da imunização. A doença provoca febre e uma tumefacção característica de uma ou ambas glândulas parótidas (salivares), situadas à frente e abaixo dos ouvidos, no interior do ângolo da mandíbula.

Quais os sintomas?

Os sintomas manifestam-se após um período de incubação de 14 a 24 dias:

- Febre

- Dor e tumefacção de um ou ambos os lados do rosto, ocorrendo 1 ou 2 dias após o aparecimento da febre e durando de 4 a 8 dias.

 

Quais as complicações?

Por vezes, um adolescente sofre uma inflamção dos testículos, ou orquite, que pode surgir cerca de uam semana depois do início da papeira. Raramente, podem ocorrer encefalite ou meningite, ambas afectando o encéfalo, ou pancreatite, antes ou depois da tumefacção das parótidas.

 

Devo consultar o médico?

Se acha que le tem papeira, o seu filho deve ser visto por um médico. Procure imediatamente o médico se ele se queixar de dores de cabeça intensas (com ou sem vómitos) ou de dor no abdómen.

 

Que poderá o médico fazer?

Em geral, o médico confirmará o diagnóstico examinando o seu filho. Uma criança com dores de cabeça fortes será levada ao hospital para análises de despiste de encefalite ou meningite.

 

Que posso fazer para ajudar?

Dê paracetamol para baixar a febre e aliviar as dores. Dê muitos líquidos, mas não sumos de fruta, que estimulam a produção de saliva e podem aumentar a dor nas glândulas.

 

Qual o prognóstico?

Em geral,a criança recupera ao fim de 10 dia. Os problemas que afectam os testículos e o pâncreas não têm, geralmente, efeitos nocivos a longo prazo. Contrariamente à crença popular, a infertilidade devido a orquite é muito rara. A encefalite ou a meningite podem causar surdez definitiva. Um único episódio de papeira confere, habitualmente, imunidade para toda a vida.

 

 

Sintomas: Na sequência de uma pancada no crânio, surgem sinais de comoção: a vítima fica atordoada, pode desmaiar momentaneamente, perder a memória sobre as circunstâncias do acidente ou ficar agitada. Pode sobrevir uma cefaleia mais ou menos intensa. Se estes sintomas forem graves, a vítima deve ser hospitalizada. A perda de consciência pode chegar ao coma profundo com perturbações neurológicas graves, necessitando de meios de reanimação imediatos.
Este traumatismo deixa muitas vezes sequelas duradouras: cefaleias, vertigens, tonturas, fadiga e dificuldades de concentração. Os sintomas persistem tanto mais tempo quanto mais tarde for prestada assistência médica e psicológica.

Pessoas mais em risco: 75% dos acidentados em desastre rodoviário.
Sobretudo adolescentes e adultos jovens. Depois dos 30 anos, a comoção deixa muitas vezes sequelas que se agravam com a idade (irritabilidade, perturbações da memória, cefaleias, agora fobia, vertigens, etc.).

Porque dói? Na altura, apesar da protecção conferida pelo líquido cefalorraquidiano, o cérebro é sacudido dentro da caixa craniana. A dor de cabeça que se instala deve-se à reacção à contusão cerebral e à tendência local para o edema, o que provoca compressão na caixa craniana. Pode também ser provocada por uma hemorragia no cérebro ou um derrame entre o osso e uma das meninges, a dura-máter (ver imagem).
Algum tempo depois do traumatismo, e em resultado de lesões nervosas ligeiras, podem surgir dores de cabeça acompanhadas de cansaço e de vertigens, que, contudo, desaparecem no espaço de algumas semanas. Por vezes, essas dores de cabeça são desencadeadas por um estado depressivo que se deve a uma reacção ao choque emocional, e não às contusões do cérebro.

O que pode fazer?

- Deite-se de lado, devagar, e procure descansar. Evite qualquer movimento ou transporte à mais pequena dor na parte de trás da cabeça e no pescoço. Se possível, tome aspirina ou paracetamol.
- Peça que chamem os serviços de emergência. Enquanto espera, e se se sentir melhor, pode sentar-se, mas com cuidado.
Atenção! Nunca desloque uma pessoa acidentada que não responde às perguntas ou tem dificuldade em respirar. Tape-a se ela tiver frio e chame os bombeiros ou o INEM. Desde que o traumatismo não apresente gravidade nem urgência:
- Em digitopunctura, na altura, pode carregar com força e a seguir aliviar lentamente o ponto antichoque 14 estômago (na vertical do mamilo, entre a 1. a e a 2. a costela).
- Botânica de Bach: em caso de stress, se a pessoa estiver consciente, 4 gotas de remédio de emergência por via sublingual.

Que tratamentos?

Medicamentos
Em caso de agitação, o médico ministra um calmante. A hospitalização pode impor-se para assegurar cuidados e observação constantes. A seguir, consoante a evolução, prescreve antálgicos, antidepressivos ou ansiolíticos. Em caso de convulsões, enxaquecas ou perturbações da memória, podem ser necessários tratamentos específicos.

As outras medicinas
Acupunctura Sobretudo eficaz no tratamento das perturbações secundárias (cefaleias, vertigens, perturbações da visão).
Auriculoterapia Atenua ou suprime as sequelas (fadiga, vertigens, dores de cabeça, contracturas dos músculos cervicais, etc.).
Cinesiterapia Pouco depois do traumatismo, associada a massagens, descontrai os músculos do pescoço e das costas.
Homeopatia Acelera a convalescença e reduz as sequelas.
Osteopatia Algum tempo depois do traumatismo, e na ausência de danos na coluna vertebral, relaxa tensões e rigidez através de técnicas suaves e prudentes e alivia os problemas do aparelho locomotor, que muitas vezes lhe estão associados.
Relaxamento Pode ser útil em caso de stress e de cansaço persistente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Segundo a gravidade, os sintomas são dor passageira quando se ingerem alimentos frios e quentes, dor persistente nas mesmas circunstâncias, mas que faz acordar à noite, ou dor prolongada provocada pela pressão sobre o dente. Numa fase avançada, a cavidade é visível e sente-se dor de dentes, por vezes com tumefacção da face e/ou dificuldade em abrir a boca (trismo).

Pessoas mais em risco
. Cárie: qualquer pessoa.
. Dor de dentes: pessoas que não vão regularmente ao dentista.

Porque dói?

A cárie consiste na deterioração provocada no dente pela acumulação da placa bacteriana. Ataca primeiro a parte exterior do dente ao nível do esmalte; a seguir, a cavidade aumenta até atingir a dentina e depois a polpa. Nesta fase a dor de dentes torna-se insuportável. Existem, assim, vários tipos de cárie:

Cárie do esmalte: não provoca sintomas, uma vez que o esmalte é uma estrutura inerte.

Cárie da dentina: provoca dores que persistem em contacto com alimentos frios, quentes ou açucarados, que são transmitidas através de canais microscópicos (canais dentários) ligados ao nervo do dente.

Cárie profunda: afecta a polpa (nervo e vasos sanguíneos que irrigam o dente) e pode ser dolorosa por compressão e inflamação desta. Os alimentos comprimem a gengiva e a polpa se a cavidade da cárie se situar entre dois dentes adjacentes. Sem tratamento, corre-se o risco de ter um abcesso.

Dor violenta de dentes: a dor surge numa fase de cárie avançada como consequência de uma pulpite (cárie profunda) ou de uma celulite (infecção e tumefacção de grande parte da face na zona de um dente infectado), uma complicação habitual de uma pulpite; o nervo morre e fica necrosado. Pode formar-se um pequeno quisto (indolor), que de um dia para o outro infecta, faz inchar a face e torna-se doloroso. Se diz respeito a um dente no maxilar inferior, pode tornar-se difícil abrir a boca.

O que pode fazer?

Cárie
- Dor em contacto com calor, frio, doces: evite-os.
- Dor espontânea: não fique deitado; essa posição aumenta a pressão sanguínea na cabeça e agrava a dor.
- Tome antálgicos com efeito anti-inflamatório (aspirina, ibuprofeno).
- Com um palito, ou, de preferência, com um jacto de água, tente soltar partículas de alimentos presas na cavidade entre os dois dentes.
- As dores prolongadas devido a pressão melhoram com aplicação de frio (saco de gelo na zona dolorosa).
- Reforce todos os seus hábitos de higiene oral.

Pulpite: acalma, mas não totalmente, com antálgicos (aspirina, paracetamol, ibuprofeno). Durma com a cabeça mais alta que o corpo para não aumentar a pressão sanguínea ao nível da cabeça e, assim, do nervo do dente.

Celulite: aplique gelo para reduzir a tumefacção. Não utilize calor! Consulte o médico rapidamente. g Em todos os casos, consulte o seu dentista.

Em todos os casos consulte o seu dentista

Que tratamentos?

Cárie: só pode ser tratada pelo dentista. Este pode remover a zona cariada e preenchê-la com uma amálgama, ou desvitalizar o nervo, isto é, remover a polpa e obturar o dente.

Pulpite: numa emergência, o dentista coloca um penso com anti-inflamatório para acalmar a dor e mais tarde desvitaliza o dente.

Celulite: antibióticos fortes, depois tratamento ou extracção do dente infectado.

Que prevenção?

Escove os dentes durante 3 minutos depois de cada refeição, passe o fio dental ou um jacto de água.
Mude de escova todos os 3 meses.
Prefira dentífricos à base de flúor até aos 12-13 anos.
Evite as escovas de cerdas naturais, verdadeiros focos de micróbios.
Evite alimentos e bebidas açucarados e pastilhas elásticas, sobretudo à noite, depois de lavar os dentes.
Vá ao dentista regularmente: este detectará quaisquer cáries no início ou recidivantes (podem desenvolver-se cáries em dentes desvitalizados ou debaixo de uma coroa) e fará radiografias.

 

As outras medicinas

Acupunctura
Na cárie associada a problema unilateral da audição, actua-se sobre o ponto 6 do meridiano do intestino grosso. As outras causas das cáries são também tratadas.

Homeopatia
Intervém em tratamento de fundo.

Oligoterapia
Como tratamento auxiliar, flúor e magnésio-cobre.

Naturoterapia
Aconselha-se um tratamento para a descalcificação

 

 

 

SINTOMAS
Dor na parte de trás do tornozelo, ao nível do tendão, que aumenta com o andar e a compressão do tendão entre o polegar e o indicador. Nódulos se a tendinite for antiga. Incapacidade de se pôr nas pontas dos pés. De manhã, é preciso desentorpecer os pés antes de se conseguir andar. A dor atenua-se de dia e aumenta de noite.

PESSOAS MAIS EM RISCO
Desportistas entre os 25 e os 40 anos, depois de exercícios prolongados em chão duro (corrida, ténis, desportos de salão) ou de participarem numa maratona, e pessoas com mais de 60 anos. Inexistente na criança. Mais frequente no homem do que na mulher.

 

Porque dói?

- A dor, sobretudo matinal e nocturna, é inicialmente provocada por uma inflamação. Numa segunda fase e na ausência de tratamento, a dor aparece assim que se mexe o tendão (andar, correr, subir escadas) por causa de uma degenerescência fibrosa e nodular do tendão.
- A tendinite aparece depois de uma caminhada prolongada com sapatos inadequados, isto é, muito rasos ou cujo cano irrite o tendão (sapatos de montanha, botas), ou então depois de subir uma cadeira ou um escadote repetidas vezes, ou ainda a prática de jardinagem.

O que pode fazer?

- Procure a causa para a poder eliminar: mude de sapatos ou eleve a posição do calcanhar colocando no interior talonettes de 1 cm no interior dos sapatos.
- Coloque gelo no tendão várias vezes por dia durante 10 minutos de cada vez.
- Aplique cataplasmas de argila ou de alumina à noite.
- Beba 1,5-2 l de água por dia. O tendão é muito sensível ao estado de hidratação.
- Vá ao médico.

Que tratamentos?

Medicamentos, ortopedia e fisioterapia
- O médico receita anti-inflamatórios orais durante 15 dias e em pomada (em geral, 2 aplicações por dia).
- Fisioterapia anti-inflamatória (ionização de anti-inflamatórios, ultra-sons) e aplicação de gelo.
- Uso de talonettes prescritas pelo médico ou compradas na farmácia.
- Reeducação visando o alongamento do tricípete sural (alongamentos da barriga da perna).
O movimento consiste em colocar a perna estendida sobre uma barra horizontal e em flectir o tronco progressivamente sobre ela, de forma a esticar os músculos posteriores da coxa e da perna.

Cirurgia
Uma vez instalada a tendinose (degenerescência fibrosa), o cirurgião regenera o tendão através da técnica de peignage, quer dizer, libertando as aderências. Este tratamento, reservado para os casos crónicos, dá em geral bons resultados.

As outras medicinas

- Acupunctura, homeopatia e osteopatia
São as três muito eficazes, tanto em casos agudos como crónicos.
- Auriculoterapia
Uma vez eliminadas as causas da inflamação, a auriculoterapia permite, em 2 ou 3 sessões, reduzir eficazmente a inflamação e a dor.
- Naturoterapia
Para uma melhor reabsorção da inflamação, aconselha-se uma alimentação pobre em proteínas animais e rica em legumes durante alguns dias.

 

Que prevenção?

- Adapte os seus sapatos (saltos mais altos) e/ou use uma verdadeira palmilha amortecedora.
- Os alongamentos repetidos (a fazer todos os dias ao acordar) também limitam os riscos de recaída.

 

 

 

SINTOMAS

Os músculos mais afectados são os da barriga da perna, da coxa e do braço.
* Distensão: dor fraca no momento do traumatismo. Por vezes, só muito depois do acidente, a frio.
* Ruptura: dor súbita e intensa que obriga a parar a actividade.

 

PESSOAS MAIS EM RISCO

Pessoas que praticam actividades físicas sem aquecimento e pessoas muito pouco flexíveis (incapazes, com as pernas esticadas, de tocar no chão com as pontas dos dedos).

 

Porque dói?

* Distensão: as fibras musculares, ricas em terminações nervosas, são distendidas.

* Ruptura: é uma lesão do músculo. As fibras musculares, os nervos e os vasos sanguíneos são afectados.

 

O que pode fazer?

Aplique imediatamente um saco de gelo durante 10-15 minutos e consulte rapidamente o médico.

 

Que tratamentos?

O tratamento, idêntico nos dois casos, é mais prolongado no caso de ruptura.

 

Medicamentos

Prescrevem-se anti-inflamatórios.

 

 

 

Ortopedia e cinesiterapia

Alivia-se o membro afectado usando muletas e aplica-se gelo 2 vezes por dia durante 10 minutos. Prescreve-se cinesiterapia com ultra-sons e uma reabilitação prolongada com alongamentos (10 a 12 sessões).

 

As outras medicinas

* Fitoterapia
Intervém após o tratamento médico (a seguir rigorosamente).
Localmente: prepare uma mistura com partes iguais de arnica, maravilhas e hipericão. Junte 30 g desta mistura por litro de água, ferva durante 10 minutos, deixe em infusão durante 15 minutos e utilize em compressas quentes ou frias, conforme preferir. Também se podem fazer fricções ou massagens com óleos essenciais de alecrim, zimbro ou cravinho (3 g de óleo essencial e álcool canforado qsp 200 cc).
Por via sistémica: misture folhas de ulmeiro, folhas de hissopo e avoadinha. Adicione 40 g da mistura por litro de água a ferver, deixe em infusão, tapada, durante 10 minutos e beba ao longo do dia.

 

* Homeopatia
Arnica, Begónia, Ruta e Rhus toxicodendron, tanto em tratamento como para prevenção.

 

 

 

Tipos e causas

Na sua maioria, as doenças vasculares periféricas, ou vasculopatias, são causadas pela aterosclerose (depósito de placas de gordura no interior das artérias). 0s factores que contribuem para o risco de atérosclerose, como a hipertensão artérial e a diabetes mellitus mal controlada, estão associados às doenças dos vasos periféricos.

Contudo, o factor de maior risco é o tabaco; mais de 90% dos doentes são, ou foram, fumadores moderados ou inveterados.
 

As doenças vasculares periféricas que não são causadas por atéroscle- rose incluem a doença de Buerger (que afecta principalmente os fumadores) e a síndroma de Raynaud; as tromboses das veias profundas e as varizes são doenças das veias periféricas.
 

Sintomas e complicações

Quando a redução do calibre das artérias de causa atérosclerótica se desenvolve gradualmente, o primeiro sintoma é, em geral, uma sensação de dor e de cansaço nos músculos das pernas durante a marcha, sensação essa que se localiza sobretudo na barriga da perna, mas pode ser sentida em qualquer ponto da perna.

Normalmente, a dor abranda com o repouso durante alguns minutos, mas volta a aparecer depois de um período de marcha aproximadamente igual ao anterior. A este sintoma dá-se o nome de claudicação intermitente. A utilização prolongada dos braços pode produzir sintoma similar.

Com o agravamento da doença, vai diminuindo a quantidade de actividade física possível e o aparecimento dos sintomas é cada vez mais precoce, até que a claudicação intermitente está presente mesmo em repouso.

A dor pode ser intensa e contínua, dificultando, inclusive, o sono; para aliviá-la, o doente poderá deixar pender da borda da cama o membro afectado.

Nesta fase, a irrigação da zona afectada é já perigosamente deficiente; o pé e a parte inferior da perna apresentam-se frios e frequentemente insensíveis, a pele fica escamosa e seca e há tendência para o aparecimento de úlceras nas pernas em consequência de pequenos ferimentos que não cicatrizam.

Na fase final, aparece a gangrena, que geralmente se inicia nos dedos dos pés e vai alastrando para cima, consoante a extensão e localização da circulação atingida.
 

Por vezes, ocorre uma oclusão artérial súbita, que pode ser causada por um coágulo que se desenvolve rapidamente em cima de uma placa de atéroma, pela ruptura de um aneurisma (rompimento de uma parede de artéria) ou por uma embolia originada a partir de um coágulo que se fornnou no coração e foi transportado pela circulação até acabar por ocluir uma artéria periférica.
A oclusão artérial aguda causa dor intensa e súbita no membro atingido, podendo desaparecer o movimento e a sensibilidade do mesmo.
 

Diagnóstico

0 diagnostico baseia-se na comparação dos valores da tensão artérial re- gistados a vários níveis dos membros (tornozelo, barriga da perna, parte superior da coxa e braço), no registo Doppler (para avaliação da velocidade do fluxo de sangue) e na pletismografia (que regista o padrão das pulsações).

 

Tratamento
 

0 aspecto mais importante do tratamento consiste em deixar de fumar. 0s exercícios físicos são também extremamente irnportantes; os doentes devem caminhar até cerca de uma hora por dia, parando sernpre que ocorrer claudicação e retomando a marcha quando ela desaparecer. A inspecção regular dos pés e o seu escrupuloso cuidado são essenciais para a prevenção da infecção, a qual pode levar a gangrena. 0s pés devem ser lavados e as peúgas ou meias mudadas diariamente. 0s sapatos devem ser folgados e as unhas dos pés cortadas a direito.
 

Por vezes, é necessário intervir cirurgicamente nos vasos sanguíneos afectados (cirurgia reconstrutiva das artérias, nas operações de bypass: endarlerectomia, para remoção das obstruções provocadas pelos depósitos de atéroma nos endotélios dos vasos, e angioplastia por balão, para alargar os vasos).
 

Nos casos graves em que se desenvolveu a gangrena, é necessária a amputação, geralmente logo abaixo do joelho, para deixar um coto adequado a uma prótese ulterior.

 

 

 

Sintomas:
Frieiras:
lesões vermelho-púrpuras superficiais com zonas mais pálidas, acompanhadas de sensação de queimaduras e de pruridos, que afecta principalmente os dedos das mãos e dos pés, mas por vezes também a face, o nariz e as orelhas, provoca das por exposição frequente ao frio. O aquecimento agrava a dor. As frieiras curam-se em 2 a 3 semanas, mantendo as zonas afectadas bem protegidas do frio.
Queimaduras pelo frio:se forem profundas, lesões da derme e da hipoderme (tecido subcutâneo), pele esbranquiçada, rija e totalmente insensível, havendo mesmo perda de sensibilidade ao frio.

 

Pessoas mais em risco:Qualquer pessoa em condições de frio extremo.

 

Porque dói?
Frieiras:
a exposição directa ao ar frio provoca um arrefecimento do sangue que é detectado ao nível do hipotálamo e dá origem, por intermédio de substâncias hormonais, a uma vasoconstrição periférica (dos pequenos vasos sanguíneos sob a superfície da pele). As frieiras podem surgir nos dedos das mãos e dos pés, mas também no nariz, na face e nas orelhas. A dor é devida ao aquecimento da zona atingida.
Queimaduras pelo frio: não causam dores e resultam de frio intenso que leva à congelação dos tecidos. É o aquecimento que provoca dores.

 

O que pode Fazer?
Frieiras:

- Meta as mãos debaixo das axilas. Não esfregue as mãos com neve. Se se tratar da face, do nariz ou das orelhas, ponha uma mão quente por cima. Friccione.
- Mude de roupa se estiver molhado e desaperte a roupa muito apertada. Aqueça gradualmente as zonas afectadas, mas não ponha as mãos ou os pés gelados muito perto de uma fonte de calor (lareira, aquecedor).
- Pode comprar na farmácia gazes próprias para fazer pensos.

Em homeopatia, existem alguns remédios contra as frieiras:
- Agaricus bulbosus 5CH: formigueiro, pele vermelho-púrpura, sensação de queimadura e picada;
- Petroleum: frieiras e gretas recorrentes no Inverno;
- Ranunculus: frieiras com dores intensas;
- Secale cornutum: se o formigueiro e a dor melhorarem com o frio.

Queimaduras pelo frio:
- Procure rapidamente conselho e assistência médicos.

Que tratamentos?
Cuidados locais:
O tratamento é o das queimaduras. Podem ser suficientes pensos com gaze especial, com eventual prescrição de cremes hidratantes para as frieiras pouco graves.
Cirurgia: No caso de lesões graves dos tecidos (queimaduras de 3. o grau e superiores), o médico poderá considerar a hipótese de cirurgia de reconstituição.
As outras medicinas: Acupunctura – O acupunctor estimulará o ponto 14 do meridiano do vaso governador e o ponto 7 do meridiano do mestre do coração.

Que prevenção?
Com tempo frio ou muito frio, e se tem que sair de casa, agasalhe-se bem, cubra a cabeça e use luvas e meias ou peúgas quentes e secas (que deverá mudar todos os dias). Não calce sapatos demasiado apertados para não perturbar a circulação. Proteja o nariz e as orelhas.

 

 

 

Porque dói?

A ansiedade é uma resposta normal a uma perturbação (tecnicamente designada por «stress») do ambiente interno ou externo ao organismo. É uma emoção complexa e, como tal, traduz-se em respostas emocionais - sentimento de medo, apreensão, agitação interior, insegurança; respostas cognitivo-comportamentais -, raciocínios e atitudes dirigidas à identificação do problema, à sua resolução ou ao seu evitamento(equivalentes humanas às respostas de confronto/luta ou evitamento/fuga nos modelos de comportamento animal); respostas neurovegetativas activação de sistemas hormonais que preparam o organismo para enfrentar uma situação stressante, uma ocorrência inesperada, surpreendente ou ameaçadora.

A activação do sistema nervoso simpático provoca sintomas que todos experimentamos face a uma situação nova, embaraçosa ou potencialmente ameaçadora: palpitações, respiração ofegante, sudação excessiva, boca seca, gaguez, tremores, fraqueza nas pernas, dores de estômago ou urgência urinária ou intestinal.

A ansiedade é assim uma resposta normal e previsível que nos prepara para situações novas ou desafiantes e nos garante maior probabilidade de sucesso. É geralmente moderada, variando consoante a intensidade e gravidade percebida do estímulo stressor, e é transitória, cessando quando se ultrapassa ou evita a causa stressante.

A angústia é o termo que designa a componente psicológica da ansiedade intensa - um sentimento violento que se apodera de todo o psiquismo e que conduz ao desespero e ao pânico se não é aliviado ou cessa espontaneamente.

O que pode fazer?

Perante uma ansiedade moderada ou uma angústia ligeira, utilize os seus próprios recursos. Uma ansiedade passageira, uma crise de angústia isolada, não justificam a intervenção de um médico nem um tratamento medicamentoso. Medidas gerais de relaxamento e descanso, plantas sedativas e uma boa higiene de vida são por vezes suficientes.

Todavia, em caso de crises graves e repetidas, é indispensável consultar um médico, pois pode ser sinal de uma doença que é preciso tratar - por exemplo, perturbação de ansiedade ou doença de pânico.

As outras medicinas

Acupunctura

A ansiedade bloqueia a energia e provoca a sua estagnação, o que afecta o pulmão (respira-se de forma superficial) e o baço (órgão responsável pelo pensamento e pelas ideias); os sintomas diferem para cada um destes órgãos. - Pulmão: sensação de opressão, ligeira falta de ar, ombros tensos, por vezes tosse seca, tez pálida. - Baço: perda de apetite, ligeiro incómodo no epigástrico, dores abdominais, flatulência, fadiga. A acupunctura alivia com eficácia.

Auriculoterapia

É muito eficaz para tratar perturbações do humor e do comportamento, que por vezes se tornam crónicas; o tratamento de manutenção ajuda a evitar a evolução para patologias mais graves.

Homeopatia

Alívio progressivo e eficaz, na condição de estabelecer a associação e tratar todos os sintomas que dizem respeito ao tipo de ansiedade e aos distúrbios associados.

Mesoterapia

Mistura de procaína, magnésio,benzodiazepina,em injecções superficiais ao longo da coluna cervical, nas inserções superiores do trapézio, de ambos os lados, e de cada lado do manúbrio estemal.

Atenção!

Não tome tranquilizantes sem vigilância médica. Os tranquilizantes não são produtos inócuos: não se automedique.