ABC da Saúde 1

 

 

Inflamação infecciosa ou alérgica do revestimento dos seios faciais. Provoca dores fortes na fronte ou periorbitais, secreção nasal purulenta (por vezes unilateral), febre de 38 a 38,5°C. A sinusite crónica é rebelde e menos dolorosa, com secreção bilateral e cefaleias crónicas.

 

 

É caracterizada pela degenerescência da cartilagem que reveste as extremidades ósseas que formam a articulação e pelo aparecimento de osteófitos (excrescências ósseas), levando à dor, rigidez articular e por vezes á perda da função da articulação afectada.

Incidência
A osteoartrite manifesta-se em quase todos os individuos acima dos 60anos, embora nem todos tenham sintomas. Vários factores poderão conduzir ao desenvolvimento precoce da osteoartrite, como sejam a lesão traumática da articulação ou um desiquilibrio estático por deformação congénita de uma articulação. A osteoartrite avançada afecta três vezes maios mulheres do que homens.

Sintomas
A osteoartrite causa dores, tumefacção, ruidos articulares e limitação dos movimentos de uma ou mais articulações. As articulações mais frequentemente afectadas são as da coluna, das ancas e dos joelhos. As dores e a rigidez poderão não só interferir com certas actividades, como o andar e o vestir-se, como perturbar o sono.

Se a dor impediu que a articulação fosse normalmente usada durante algum tempo, poderá instalar-se uma atrofia e retracção dos músculos da região. As articulações atingidas tornam-se mais volumosas e deformadas por osteófitos, os quais são responsáveis pelo aspecto nodoso das mãos afectadas por osteoartrite.

Diagnóstico
O diagnóstico faz-se habitualmente apenas com base nos sintomas e na observação clínica que revela dores articulares á palpação, tumefacção e dores durante a movimentação da articulação. A radiografia, pode confirmar um desgaste da cartilagem e a existência de osteófitos e também permitir a avaliação da extensão do processo degenerativo.

Tratamento
A osteoartrite não tem cura. Podem avaliar-se os sintomas com análgésicos e com fármacos anti-inflamatórios não-esteróides.

As infiltrações de corticosteróides permitem por vezes reduzir a dor particular. Em muitos doentes que têm excesso de peso, o emagrecimento proporciona habitualmente um alivio substancial dos sintomas. A fisioterapia, incluindo os exercicios e o tratamento pelo calor, também melhora os sintomas. Se a situação clínica for mais incapacitante, existem vários meios auxiliares que facilitam as tarefas no lar.

O tratamento cirurgico reservado para os casos de osteoartrite mais graves inclui a artroplastia e a artródese, isto é, a substituição por próteses ou a fixação da articulação.

 

 

O rádio é ligeiramente mais curto que o outro osso, o cúbito, e está do lado do polegar.

A diáfise cilíndrica do rádio alarga-se numa base na extremidade inferior, onde se articula com a extremidade inferior do cúbito e com a primeira fila dos ossos do carpo (punho). Na extremidade superior, a cabeça do rádio alarga-se também, mas menos do que na base, mas aí em forma de disco (tacícula do rádio), e articula-se com a extremidade inferior do úmero, formando uma parte da articulação do cotovelo.

O rádio suporta a maior parte da carga quando o peso do corpo se descarrega sobre o punho e é sede de frequentes fracturas. Por vezes, uma queda ou uma pancada forte podem provocar a luxação da tacícula radial, acompanhada de fractura do terço superior do cúbito; esta situação denomina-se fractura de Monteggia.

 

 

Também frag­mentos de cartilagem, ossos e mesmo dentes se encontram muitas vezes dentro de tumores.

Uma pequena percentagem de ru­mores ovários são quistos deste tipo. São, muitas vezes, rapidamente diag­nosticados quando contêm a subs­tância óssea que é opaca aos raios X. Raramente se tornam malignos, mas podem aumentar de diâmetro, cau­sando desconforto e aumento de vo­lume do abdômen. Como para qual­quer outro tumor ovárico que aumente de volume, também nestes casos está recomendada a cirurgia.


O quisto dermóíde também se de­senvolve na pele da cabeça e pescoço, causando uma pequena rumefacção indolor que pode ser removida por razões estéticas. Este tipo de quisto é geralmente congénito e con­tém substâncias gordas.

 

 

As úlceras da boca apresentam-se sob a forma ele manchas superficiais redondas ou ovais, de tom esbranquiçado, acinzentado ou amarelado e com rebordos vermelhos e inflamados. As úlceras podem apresentar-se isoladamente ou em grupos em qualquer ponto da boca.
 

Tipos
O tipo mais frequente de úlcera da boca é a afta, que surge na parede interior da bochecha ou do lábio e na língua. Igualmente vulgares são as úlceras causadas por infecção pelo vírus herpes simples e que resultam do rebentamento das bolhas que surgem inicialmente.

Entre os tipos menos frequentes de úlcera da boca, incluem-se as que surgem na síndroma de Behçer , tuberculose, sífilis, gengivite ulcerativa necrosante, leucemia, anemia e por alergia a medicamentos.

Uma úlcera da boca pode ser a primeira fase de um cancro da boca. Qualquer úlcera que não desapareça num prazo de três ou quatro semanas deve ser observada por um médico. Para determinar a causa, podem ser necessárias análises de sangue e/ou uma biopsia (remoção de uma pequena amostra de tecido para análise).

 

 
Um termómetro clínico tradicional consiste num tubo capilar (tubo com um diâmetro interno muito reduzido) ele vidro, selado numa extremidade e com um bolbo com mercúrio na outra. Podem ser usados diferentes tipos de termómetros para medir a temperatura na boca, na axila ou no recto.

Os termómetros clínicos podem ser calibrados em graus Celsius (centígrados), em graus Fahrenheit, ou em ambos. A parede do termómetro é mais espessa de um dos lados, por forma a criar urna lente cilíndrica que torna o mercúrio mais facilmente visível.

Quando o bolbo do termómetro é colocado na boca, na axila ou no recto, o mercúrio expande-se, subindo pelo tubo capilar. O termómetro é removido e a temperatura do corpo - indicada pelo nível elo mercúrio - é então Hda na escala marcada no vidro. Existe um estreitamento elo tubo capilar mesmo por cima do bolbo para impedir que o mercúrio desça pelo tubo quando. O termómetro é removido, antes de poder ser usado novamente, o termómetro tem de ser sacudido para que o mercúrio regresse ao bolbo.
 
Uma versão moderna do termómetro clínico tradicional usa uma sonda electrónica ligada a um «écran» de leitura digital. Em anos recentes, tem vindo a tornar-se popular o uso de termómetros cutâneos descartáveis; estes termómetros empregam substâncias químicas sensíveis ao calor que mudam de cor a temperaturas específicas. Os termómetros cutâneos são geralmente menos precisos do que os de mercúrio ou digitais por poderem ser mais facilmente afectados por factores externos, como a temperatura do meio ambiente.


 
Infecção cutânea, altamente contagiosa, comum nas crianças,  mas é mais frequente à volta do nariz e da boca.
 
Causas e incidência
O impetigo é causado pela entrada de bactérias através da pele numa zona aberta, tal como um corte, bolhas do herpes simples ou uma área afectada por outra doença de pele (por exemplo, eczema). A infecção é mais frequente no tempo quente. Em tempos extremamente comum, ocorre actualmente com menos frequência, dada a melhora das condições sócio-económicas da população.
 
Sintomas e sinais
A pele torna-se vermelha e aparecem à superfície pequenas bolhas cheias de líquido. As bolhas são frágeis e rebentam facilmente, deixando áreas húmidas; o líquido libertado seca, formando crostas cor de mel. A área infectada pode estender-se ou podem desenvolver-se novas lesões.

Em casos agudos, pode haver inflamação dos gânglios linfáticos e febre. As complicações, embora raras, podem ser graves, como a septicemia ou a glomerulonefrite.
 
Tratamento
A disseminação das lesões é rápida, sendo aconselhável consultar o médico. O tratamento com antibióticos, de administração oral ou local, cura a doença em cerca de cinco dias. As crostas soltas devem ser suavemente destacadas por meio de lavagem com água e sabão ou com um soluro anti-séptico e deve secar-se a pele com cuidado.

Para evitar o contágio, a roupa pessoal e de cama do doente não deve ser partilhada e necessita de ser lavada depois de usada. As crianças não devem tocar nas zonas da pele afectadas.


 
As pessoas que viajam de avião constituem o maior grupo de risco, mas os praticantes de mergulho submarino enfrentam problemas idênticos, com o risco adicional de lesões pulmonares.
 
 
Causa
Quando um avião sobe até atingir a altitude de cruzeiro, a pressão atmosférica no interior ela cabina vai-se reduzindo. Nestas circunstâncias, é possível sentir uma espécie de estalos nos ouvidos à medida que o ar contido no ouvido médio e nos seios perinasais se escoa através da trompa de Eustáquio e dos óstia sinusais (orifícios que ligam, respectivamente, o ouvido médio nasofaringe e os seios perinasais à cavidade nasal).

Quando um avião desce para aterrar, a pressão atmosférica dentro da cabina aumenta ele novo e excede o valor da pressão atmosférica no interior dos ouvidos e dos seios perinasais. Nesta fase, é possível sentir uma dor ligeira a imensa nos ouvidos ou na face. Para obviar a esta situação, é necessário que o ar seja reintroduzido no ouvido médio e nos seios perinasais de modo que as pressões atmosféricas externa e interna se equilibrem, o que se consegue engolindo repetidamente, bocejando ou efectuando a manobra de Valsalva, que consiste, com o nariz apertado e a boca e a glote fechadas, em aumentar a pressão do ar atrás do nariz.

Se os óstia sinusais e/ou a trompa de Eustáquio estiverem bloqueados, como pode suceder, por exemplo, numa constipação, este nivelamento das pressões atmosféricas pode ficar dificultado ou mesmo ser impossível. Nestas circunstâncias, podem sobrevir lesões que se denominam barotraumatísmos.

É improvável que as mudanças de pressão atmosférica ocorridas durante os voos comerciais regulares causem ruptura do tímpano, mas os praticantes de mergulho submarino e os pilotos que voam a grande altitude estão sujeitos a tal contingência.
 
 
Prevenção
As pessoas que estejam muito constipadas devem evitar as viagens aéreas. Se tal não for possível, é aconselhável o uso de um descongestionante nasal pouco antes do início da descida do avião.
 
Numa viagem aérea, as pessoas devem também saber como executar a manobra de valsalva. É igualmente conveniente amamentar os bebés ao peito ou com o biberão durante a descida, pois a sucção e a deglutição são favoráveis à abertura da trompa de Eustáquio.
 

Sintomas
Quando o avião desce para aterrar, as dores nos ouvidos ou na região das maçãs do rosto e na testa são um sinal das diferenças de pressão atmosférica. A lesão provocada no ouvido médio pelas diferenças de pressão atmosférica - barotite - pode causar dor persistente, perda de audição e acufenos (zumbidos) durante alguns dias; as lesões causadas nos seios perinasais pelas diferenças de pressão atmosférica - barossinusite - podem igualmente provocar dores e até descargas de muco ou de sangue durante alguns dias.
 
 
Tratamento
Na maior parte dos casos, não é necessário qualquer tratamento e os sintomas desaparecem ao fim de poucas horas ou dias. Contudo, se sobrevier uma infecção, estes sintomas poderão agravar-se e persistir durante vários dias. Se se mantiverem as dores faciais ou houver descarga nasal, deverá consultar-se um médico especialista.


 
 
Existem laringoscópios rígidos e flexíveis.
 
 
Porque se faz
Inspecciona-se a laringe quando uma pessoa se queixa de rouquidão permanente ou tem outra alteração na voz, quando existe um estridor (silvo durante a inspiração ) ou quando alguém tem dores e dificuldade em respirar ou engolir.

Laringoscopia indirecta. Esta técnica é utilizada em casos de epíglotíte (no adulto), laringite, tumores  laríngeos benignos ou malignos e qualquer alteração de movimentos das cordas vocais.

Laringoscopia directa. Este processo é usado quando é necessário fazer uma biopsia ou uma observação mais pormenorizada (por exemplo, definir a extensão de um tumor). O laringoscópio também permite intervenções como a excisão de um tumor benigno, remoção de um corpo estranho ou cirurgia com laser. A laringoscopia directa é realizada muitas vezes com observação sob microscópio. Também se faz laringoscopia directa sob anestesia antes ela intubação.


 
... é um estado doloroso do dedo grande do pé em que um ou ambos os rebordos ela unha se comprimem contra a pele adjacente, o que dá origem a infecção e inflamação. A situação resulta geralmente de uma deficiente higiene pessoal, do uso de calçado apertado ou do corte incorrecto das unhas. A unha deve ser cortada a direito (e não arredondada dos lados) para evitar a exposição de pele delicada, que facilmente se infecta se o rebordo da unha penetrar nela.
 
 
Tratamento e prevenção
Enquanto se aguarda tratamento médico, a dor pode ser aliviada banhando o pé numa solução de sal forte e morna uma ou duas vezes ao dia; em seguida, cobre-se a unha com um penso de gaze. A infecção deve ser tratada com antibióticos sistémicos, nus na maior parte dos casos é necessária a intervenção cirúrgica com remoção parcial da unha e tecidos à volta sob anestesia local.


 
Na sua face posterior tem uma espinha proeminente (que se pode sentir debaixo ela pele) que se dirige obliquamente para fora e para cima, terminando no topo do ombro por meio de uma apófise, o acrómio. Este articula-se com a extremidade externa da clavícula para formar a  articulação acrómio-clavicular. Logo abaixo do acrómio, a omoplata tem uma depressão em forma de taça, a cavidade glenóidea, dentro da qual a cabeça do úmero (osso do braço) se ajusta para formar a articulação do ombro, ou escápulo-umeral.

A omoplata serve ele inserção a certos músculos e tendões do braço, pescoço, peitorais e dorsais e está implicada nos movimentos elo braço e do ombro.

Dado que a omoplata se encontra bem almofadada pelos músculos, é necessária uma grande força para a fracturar. O tratamento de uma fractura consiste em colocar o ombro imobilizado num tiracolo (ligadura ele suporte) até que a fractura tenha curado por consolidação. A fisioterapia pode tornar-se útil na recuperação elos movimentos do ombro.


 
O sistema remove do fígado os produtos residuais e transporta sais biliares, necessários à decomposição e absorção das gorduras, até ao intestino.

A bílis é segregada pelas células do fígado e recolhida por um sistema de canais que acompanha os vasos sanguíneos que irrigam o órgão. Esta rede de canais de drenagem da bílis leva a secreção para fora do fígado através dos canais hepáticos, que se juntam para formar um canal comum, o qual penetra no duodeno por uma abertura regulada chamada ampola de Vater. A bílis não corre directamente para o duodeno, sendo primeiro concentrada e armazenada na vesícula biliar, um reservatório em forma de pêra situado logo abaixo do fígado e ao qual a bílis chega através do canal cístico.

Quando ingerimos alimentos, a presença de gordura no duodeno provoca a secreção de uma hormona, a qual abre a ampola de Valer e provoca a contracção da vesícula. Este expele então a bílis armazenada para o duodeno através do canal cístico e do canal biliar comum. No duodeno, os sais biliares emulsionam as gorduras, decompondo-as numa espécie de suspensão de gotículas microscópicas, que são facilmente absorvidas no intestino delgado.
 

Distúrbios
O principal distúrbio da vesícula é a formação de cálculos biliares, que podem ocasionar múltiplas complicações que afectam todo o sistema biliar. Os problemas mais importantes dos canais biliares são a atresia biliar congénita (ausência ou anomalias dos canais biliares à nascença) e a obstrução dos canais biliares, que pode resultar ela presença de cálculos ou ter outras origens. A obstrução dos canais biliares pode provocar complicações graves que afectam o próprio fígado.


 
A inclusão pode ser causada por apinhamento dentário, deixando pouco espaço para que os últimos dentes a nascer (os dentes do siso e os caninos superiores) possam irromper. Pode também ocorrer uma situação ele inclusão se um dente se desenvolver na direcção errada e encontrar uma estrutura óssea que impeça a sua erupção.
 
 
Dente do siso incluso
OS dentes do siso inclusos são muito comuns, mas normalmente não causam qualquer problema, a menos que atravessem parcialmente a gengiva, deixando a maior parte da coroa do dente tapada por tecido mole. A placa bacteriana e restos de alimentos que venham a acumular-se entre o dente e a gengiva podem provocar uma inflamação da gengiva, originando dor.
 
Por vezes, verifica-se uma tumefacção dos gânglios linfáticos na parte superior do pescoço, causando dificuldade em abrir a boca.
Medidas simples, como bochechar com água quente e sal e tornar um analgésico. podem aliviar os sintomas, ruas, se houver infecção, torna-se necessário recorrer a antibióticos. O dentista decidirá se o dente precisa de ser extraído para evitar problemas futuros.
 
 
Caninos superiores inclusos
Estes dentes têm um papel muito mais importante na mastigação do que os dentes do siso. Se estiverem inclusos, normalmente não são extraídos, mas traccionados para uma posição correcta através de um aparelho ortodôntico.


 
No tipo mais frequente de luxação, a cabeça do úmero desloca-se para a frente e para baixo, em consequência de uma queda em que a mão estendida ou o próprio ombro embatem contra o solo. A deslocação para trás acontece quando um impacte violento atinge directamente a frente do ombro ou como resultado de urna torção violenta do braço, como pode suceder por choque eléctrico ou durante urna convulsão. Qualquer tipo de luxação pode ser acompanhado de fractura, habitualmente do úmero.
 
 
Sintomas e diagnóstico
O principal sintoma é a dor no ombro e na parte superior do braço, que se exacerba com os movimentos. A luxação anterior produz geralmente uma deformação característica e bem visível, o «golpe de machado», o que habitualmente não acontece na luxação para trás ou posterior; a luxação para baixo deixa o braço levantado, senda por isso denominada luxação erecta.
 
Uma luxação diagnostica-se ou confirma-se pelo exame radiológico, que também revelará se existe ou não uma fractura.
 
 
Tratamento
O tratamento consiste na redução, isto e, conseguir, por manobras de manipulação, repor a cabeça  do úmero no encaixe da glenóide da omoplata. Um ortopedista experimentado consegue a rápida redução sem anestesia e sem incómodo para o doente.
 
No entanto, há quem prefira anestesia geral de entrada, embora esta sempre se justifique para os casos renitentes. Depois da redução, devem fazer-se novas radiografias para confirmar que a cabeça do úmero se encontra correctamente reposta no sítio; segue-se a imobilização em tiracolo por cerca de três semanas. Quando existe também urna fractura do úmero, o tratamento é habitualmente o mesmo, só que o tempo de imobilização do braço é maior.
 

Complicações
Uma luxação pode lesar nervos, o que provoca fraqueza muscular e insensibilidade da pele do ombro. Por vezes, a lesão é temporária e a recuperação completa leva dois a três meses. Pode suceder que a luxação lese uma das artérias do braço, provocando então dores e descoloração do braço e da mão; nos casos mais graves, será necessária a cirurgia reconstrutiva das artérias.
 
A luxação violenta pode romper os músculos que suportam e movimentam o ombro, tornando a articulação atreita a luxações  recorrentes mesmo perante traumatismos mínimos. Tais casos podem frequentemente ser tratados com êxito pela cirurgia¡a, fazendo o encurtamento de um dos músculos que suportam a articulação.


 
O nervo vago, também chamado nervo pneumogástrico, é o mais comprido nervo craniano e o que tem mais ramificações.
 
Emerge do bulbo (parte cio tronco cerebral), atravessa o pescoço e o tórax até ao abdómen e ramifica-se para a maior parte dos grandes órgãos do corpo, incluindo a laringe, a faringe, a traqueia, os pulmões, o coração e grande parte do sistema digestivo.

Este nervo actua em determinados órgãos através da libertação ele uma substância química, a acetilcolina. Isto provoca o estreitamento dos brônquios e diminui o ritmo cardíaco. A acetilcolina estimula também a produção do suco gástrico e do suco pancreático, a actividade da vesícula e aumenta o peristaltismo (contracções musculares rítmicas que impelem os alimentos ao longo do tracto digestivo).

Algumas ramificações do nervo vago inervam os músculos da laringe e da traqueia e participam assim nos actos de deglutir, tossir, espirrar, na articulação verbal e na fonação.
 
 
Doenças
A hiperactividade do nervo vago aumenta a produção do ácido do estômago, o que constitui um factor no desenvolvimento de uma úlcera péptica. Alguns casos de úlcera péptica são tratados com êxito através de uma vagotomia (corte cirúrgico de parte do nervo vago).

O nervo vago pode ser lesado por uma infecção (como a meningite), tumor ou acidente vascular cerebral. Em muitos destes casos, o nervo glossofaríngeo (o 9.° nervo craniano} e o nervo espinal (o 11º nervo craniano) são também afectados. Estas lesões podem causar perda do reflexo faringeo (elevação do palato, por vezes com náuseas e vómitos, ao estimular-se a região posterior da garganta), dificuldade em engolir e rouquidão. Em casos graves, podem levar à morte.


 
Introduz-se sulfato de bário em pó misturado com água na zona do aparelho digestivo a examinar e obtêm-se imagens por raios X. O facto de o bário (elemento metálico) ser opaco aos raios X permite a obtenção de radiografias com bom contraste.
 
 
Porque se fazem
As radiografias com bário são utilizadas para diagnosticar a causa de situações, como dificuldade de deglutição, dor abdominal, vómitos de sangue, hemorragia rectal, alteração dos hábitos intestinais, diarreia persistente ou obstipação e perda de peso inexplicável.

As perturbações que podem ser detectadas através das radiografias com bário incluem a estenose ou inflamação do esófago, perturbações dos mecanismos de deglutição, hérnia do hiato, úlceras e tumores do estômago e duodeno, doença inflamatória intestinal (doença de Crobn ou colite ulcerosa), divertículos, doença celíaca e tumores ou pólipos do cólon. A radiografia com bário tem sido substituída ou complementada por endoscopia.
 
 
Como se fazem
As radiografias com bário são geralmente efectuadas em regime ambulatório e não exigem anestesia. Um «écran» fluorescente ligado à aparelhagem ele raios X permite que o radiologista siga o percurso do bário ao longo do aparelho digestivo e observe as anomalias delineadas pelo bário. O registo do exame é assegurado por chapas fotográficas ou por vídeo.

O facto de o líquido do sulfato de bário secar quando o seu teor de água é absorvido pelo cólon provoca muitas vezes obstipação após o exame. Os doentes necessitam, portanto, de uma dieta rica em fibras, com líquidos abundantes e, em alguns casos, laxantes parta eliminar mais facilmente o bário.
 

Tipos de exames
São utilizados diferentes tipos de exames radiográficos com bário para estudo do aparelho digestivo. Deglutição de bário, refeição de bário, trânsito de bário. Estes três tipos de preparados de bário são utilizados para diagnóstico das doenças do tracto digestivo superior: a deglutição de bário para o esófago; a refeição de bário para a junção esofagogástrica, o estômago e o duodeno, e o trânsito de bário para o intestino delgado.

No caso de exame por deglutição de bário, o doente geralmente ingere ar suficiente com o bário para facilitar o contraste da imagem.

Se for requisitado um exame com duplo contraste, é necessário administrar bário carbonatado, geralmente sob a forma de comprimidos ou grânulos efervescentes. A imagem com duplo contraste geralmente não é possível para o exame de trânsito baritado, dada a dificuldade em introduzir ar no intestino delgado.

A deglutição e a refeição de bário demoram cerca de 10 minutos a efectuar; a duração do trânsito de bário pode ultrapassar cinco horas.
 
Clister do delgado
Também denominada enteróclise, esta técnica com raios X de contraste simples fornece um exame mais detalhado do intestino delgado do que o trânsito de bário, porque a quantidade de bário que alcança a zona é maior. Pode ser necessário um sedativo, porque é um exame demorado (20 a 25 minutos) e que pode ser incómodo.
 
Clister opaco
Esta técnica é utilizada para diagnóstico das lesões da parte inferior do tubo digestivo: intestino grosso e recto. Para obter uma imagem de contraste simples, o intestino grosso é preenchido com bário líquido diluído. Para o exame com duplo contraste, é introduzida uma quantidade menor e mais concentrada de bário líquido, seguida de ar. Este exame demora cerca de 20 minutos e, na maioria dos casos, provoca apenas um ligeiro desconforto. Após o exame, é expeli da imediatamente uma pequena quantidade de bário, sendo a restante excretada mais tarde com as fezes.


 

Impossibilidade de caminhar normalmente, devido à falta de coordenação motora. A abasia é, geralmente, psicológica (histeria) ou mais raramente de origem neurológica.

 

 

Estado infeccioso localizado, levando a acúmulo encapsulado de pus. As formas mais comuns ocorrem em dente e subcutâneo.

 

 

Interrupção da gravidez antes da viabilidade fetal, ou seja, antes da 28ª semana. Diz-se que o aborto é precoce quando surge até à 20ª  semana e o peso do feto não excede 400 gr; tardio, da 20ª à 28ª semana, oscilando o peso entre 400 gr e 1000 gr. O aborto pode ser espontâneo ou provocado.

 


 

Eliminação de resíduos de epitélios das mucosas ou partes lesadas, ulceradas de um osso, da pele, da córnea, etc., por raspagem.

 

 

Método de exame radiológico criado pelo médico brasileiro Manuel de Abreu. Descoberto em 1936, caracteriza-se pela conjugação de dois elementos básicos: a roentgenfotografia (combinação de fotografia e raios de Roentgen ou raios X) e fluorografia (impressão da imagem obtida na placa fluorescente da radioscopia). A abreugrafia consiste na fotografia em 35mm, 70mm ou 100mm do écran fluoroscópico, possibilitando o exame do tórax em grande escala, em curto período de tempo, sem risco de exposição demorada aos raios X.

 

 

Fractura transversal de um osso, ao redor da articulação, com superfícies desiguais e irregulares.

 

 

Ausência ou diminuição da vontade, em geral de carácter patológico. A abulia pode surgir na maioria das doenças mentais, principalmente na depressão.

 

 

Doença da pele que se caracteriza pelo aspecto rugoso da epiderme com papilomas esparsos e pigmentação escura.

 

 

Designação comum das doenças provocadas pelos ácaros nos homens e nos animais.

 

 

Aracnídeo parasita do homem, de tamanho microscópico, pertencente à ordem acarina. Tem vida livre ou parasitária e está disseminado em todos ambientes.

 

 

Lesão do cérebro que surge como intercorrência de outra doença, por exemplo, rotura de aneurisma cerebral, aterosclerose de carótidas e ramos ou embolia de trombo localizado em coração ou Aorta.

 

 

Lesão no sistema circulatório que surge inesperadamente (trombose, embolia).

 

 

Lesões provocadas por mordida de cobra venenosa, podendo fazer graves lesões de pele e lesões renais; tem terapia específica por soro.

 

 

Diminuição da reserva alcalina do sangue provocada pelo aumento dos ácidos no organismo. Habitualmente causada pelos corpos cetónicos (ácido acético, acetona, ácido beta-oxibutírico) na diabetes, e, em certas doenças do fígado e do rim e nos estados de fome ou desidratação.

 

 

Droga retinóide, que pode ser utilizada na prevenção de tumores ou tratamento da psoríase.

 

 

Termo que serve para designar um conjunto de erupções cutâneas de etiologia diversa e ainda mal definida e que têm como ponto de partida uma alteração das glândulas sebáceas, que em regra evoluem para foliculites supuradas.

 

 

Ao contrário da acne juvenil com a qual nada tem em comum, a acne rosácea não se manifesta no adolescente mas sim no adulto. Caracteriza-se por vermelhidão, seguida de congestão dos vasos, ao nível das maçãs do rosto e do nariz, muitas vezes com alteração das glândulas sebáceas.

 

 

Doença hereditária e congénita causada por anomalia de funcionamento nas glândulas endócrinas. Caracteriza-se por ossificação prematura das cartilagens de conjugação levando ao nanismo. O indivíduo torna-se um anão micromélico, isto é, um anão cujos membros são muito pequenos em relação à cabeça e ao tronco que, tendo-se desenvolvido normalmente, dão a impressão de serem enormes.

 

 

Defeito de formação da caixa craniana. A cabeça é achatada lateralmente, a testa muito levantada e a região occipital esta alongada para o alto, onde o conjunto apresenta um tronco de cone irregular. Esta anomalia é causada pela ossificação prematura das suturas entre certos ossos cranianos. A acrocefalia pode provocar distúrbios de visão que começam geralmente no fim do primeiro ano de vida. Os olhos são exorbitantes e o nervo óptico pode ser lesado pela pressão anormal dos ossos cranianos. Feito o diagnóstico, o médico poderá indicar intervenção cirúrgica, para descomprimir as meninges e, deste modo, evitar a cegueira.

 

 

Cianose, ou coloração violácea da pele, restrita às extremidades, em consequência de deficiência circulatória localizada.

 

 

Doença da primeira infância, que se admite ser é causada por infecção do sistema nervoso, atribuída, às vezes, a um vírus ainda desconhecido. O início desta infecção passa, em geral, despercebida. A doença é curada  espontaneamente em alguns meses, na maioria das vezes sem deixar nenhuma sequela.

 

 

Temor mórbido pelas grandes alturas, muitas vezes fazendo parte da síndrome do pânico.

 

 

Afecção caracterizada por gigantismo, com aumento anormal da dimensão dos pés, mãos, lábios, narinas, maçãs do rosto, arcadas superciliares, língua e mandíbula inferior. Aparece geralmente depois da puberdade e sua evolução é muito lenta. A causa é um tumor no lobo anterior da hipófise (adenoma das células eosinófilas) cuja secreção muito abundante perturba o equilíbrio hormonal. A critério médico, o tumor poderá ser extirpado por via cirúrgica ou destruído por aplicação de  radioterapia.

 

 

Síndrome caracterizada por sensação de adormecimento, nas extremidades dos membros, sobretudo nas mãos. Sobrevem periodicamente, quase sempre durante a noite. As acroparestesias noturnas das mãos, frequentes em mulheres com mais de quarenta anos, são habitualmente consequência da compressão do nervo mediano, no túnel carpiano.

 

 

Utilização de pressão localizada sobre uma região anatómica, na forma de massagem ou simples compressão, como um método de tratamento de dor, náusea ou para bloqueio de uma hemorragia.

 

 

Aparelho que capta e amplifica as vibrações sonoras, com a finalidade de melhorar certos casos de surdez. Actualmente, os aparelhos são minúsculos amplificadores transistorizados. São colocados no conduto auditivo externo, quando a transmissão das vibrações sonoras ainda pode ser feita através do ouvido externo e do ouvido médio. Em caso contrário, é aplicado atrás do pavilhão da orelha, sobre o mastóide, e as vibrações sonoras são transmitidas por via óssea ao ouvido interno. Antes de adquirir um aparelho acústico é necessário consultar um especialista, pois a escolha do aparelho depende da natureza e do grau de surdez. É aconselhável também não esperar o estado de completa surdez; a presença de um pouco de audição torna mais fácil a adaptação ao aparelho.

 

 

Moléstia causada geralmente por tuberculose das glândulas supra-renais. O doente emagrece, cansa-se com facilidade, fica deprimido; a pressão arterial cai sensivelmente; mas o sintoma mais característico é a melanodermia, ou coloração bronzeada da pele e das mucosas. A deficiência das supra-renais leva a um desequilíbrio hormonal muito grave, cuja consequência mais séria é, sem dúvida, a diminuição da taxa de sódio (hiponatremia) e aumento do teor de potássio (hipercalemia) no sangue. Com efeito, a relação entre estas duas substâncias é regulada pelos hormónios segregados pelo córtex das glândulas supra-renais (hormónios córtico-supra-renais). O tratamento médico implica no uso de hormónios que devem suprir a falta do organismo doente (cortisona, hidrocortisona e, ás vezes, desoxicorticosterona), além disso, a alimentação deve ser rica em sal de cozinha, (cloreto de sódio). Esta doença torna-se cada vez mais rara, graças a eficácia dos tratamentos antituberculosos.

 

 

Inflamação de gânglios linfáticos. Como estes estão espalhados por todo o corpo, a adenite pode manifestar-se em qualquer parte. Há regiões onde eles se encontram em maior quantidade; aí a doença se revela com mais frequência, como, por exemplo, no pescoço, na axila e na virilha. A adenite pode ser aguda ou crónica. As causas da adenite aguda são várias: infecções da pele, úlceras, picadas, feridas, contusões. A adenite crónica resulta, às vezes, da repetição de adenites agudas ou sub-agudas.

 

 

Tumor maligno desenvolvido à custa de tecido glandular. Os mais frequentes são os da glândula mamária, estômago, próstata e do útero.

 

 

Tumor benigno formado por elementos glandulares que proliferam abundantemente, conservando sua estrutura normal. Os adenomas mais frequentes são os da mama e próstata.

 

 

Hipertrofia dos gânglios linfáticos. Estes gânglios que drenam a linfa e funcionam como filtros; pode ser secundária a doença própria dos linfáticos, infecção (geralmente dolorosa) ou por disseminação de tumor (metástase).

 

 

Incapacidade de realizar movimentos normais alternados. É testada pela prova "de marionetes", em relação aos membros superiores e por pedalagem, em relação aos membros inferiores. Na ausência de deficiência motora, é sintoma de distúrbios do cerebelo ou da sensibilidade profunda. Agrava-se pela oclusão do olho. Todos os distúrbios motores podem ocasioná-la.

 

 

Grupo de vírus que causam doenças infecciosas agudas em glândulas de vias aéreas superiores e conjuntiva, causando resfriados comuns; estes microrganismo podem ser utilizados em tratamento de tumores, onde por modificação genética, adquirem a capacidade de lesar especificamente células tumorais.

 

 

Redução da força muscular. Depressão física e moral com debilitação muscular. Frequentemente acompanha as doenças crónicas como câncer, infecções crónicas e colagenoses.

 

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