ABC da Saúde

 

 

Acção de engolir grandes quantidades de ar que se acumulam no esófago e no estômago. Observa-se então abaulamento na região epigástrica. Às vezes, o saco de ar, demasiadamente cheio, empurra o diafragma que, por sua vez, comprime o coração e os pulmões, podendo causar dores mais ou menos agudas, pequenos distúrbios cardíacos e falta de ar. Outras vezes, o ar engolido penetra no intestino, acumula-se nos ângulos do cólon (aerocolia) provocando cólicas muito dolorosas. O doente que sofre de aerofagia tenta aliviar-se com arrotos (eructações). A aerofagia é até certo ponto normal nos lactentes, provocando eructações, acompanhadas muitas vezes de alimentos regurgitados, tidos erradamente como vómitos. E aconselhável, então, interromper uma ou várias vezes a amamentação, para que o lactente possa arrotar. No adulto, a aerofagia é geralmente resultado de mau hábito, tique nervoso e costume de comer depressa demais sem mastigar convenientemente (taquifagia) e uso de gomas de mascar. Ginástica respiratória apropriada e mudança de hábitos de mastigação fazem melhorar, na maior parte dos casos, esta incómoda doença.

 

 
Estima-se que pelo menos 50 % dos casais experimentam problemas sexuais numa dada fase do seu relacionamento; na maior parte dos casos, o problema é de origem psicológica.

A terapia sexual pode ser útil graças à modificação da atitude geral de um ou ambos os parceiros perante o sexo, pois aumenta o conhecimento de cada um sobre as suas próprias necessidades e atitudes sexuais e as do seu parceiro e faculta ao casal técnicas eficazes de resolução do seu problema específico.

Ambos os parceiros assistem geralmente às sessões de terapia, mas a terapia sexual individual ou de grupo pode revelar-se igualmente útil.
Técnicas
Na técnica sensitiva, o casal explora sensações agradáveis, relaxantes e sensuais, e não propriamente as práticas sexuais mais activas. O objectivo desta técnica consiste em reduzir a ansiedade relativa ao desempenho sexual e em aumentar a capacidade individual de proporcionar e receber prazer durante pelo menos 15 minutos sem concretizar a cópula.

O problema sexual mais comum nos homens é a ejaculação precoce. A terapia desta situação contempla duas técnicas específicas: uma é a técnica da compressão; a outra requer que ambos os parceiros parem de copular por uns instantes imediatamente antes da ejaculação. Em qualquer dos casos, uma vez controlado o reflexo ejaculatório pelo homem, a actividade sexual é retomada. A técnica pode ser repetida tantas vezes quantas as necessárias; é facilmente aprendida e muito eficaz.

Uma mulher que raramente ou nunca experimente o orgasmo ou sofra de vaginismo pode ser tratada individualmente, com o seu parceiro, ou em sessões de terapia de grupo. A mulher é encorajada a aceitar e desejar a sua sexualidade; são-lhe ensinados exercícios de relaxamento e contracção dos músculos pélvicos e práticas masturbatórias, nomeadamente a estimulação manual do clítoris.
 
Resultados
A terapia sexual revela-se bem-sucedida em muitos distúrbios sexuais, com resultados particularmente eficazes nos casos de vaginismo, ejaculação precoce, anorgasmia e impotência masculina.


 
O termo«laparotomia» refere-se a roda a cirurgia abdominal. A laparotomia é actualmente menos utilizada devido à introdução de novos métodos de diagnóstico, como a TAC, a ecografia e a laparoscopia.
 
 
Porque se faz
A indicação que define uma laparotomia exploradora é a necessidade de investigar sintomas e/ou sinais cuja causa outros exames não conseguiram determinar.
 
Embora usada menos frequentemente, pode ser necessária numa dor abdominal grave e recorrente ou num quadro de peritonite de causa não esclarecida. Pode também ser efectuada como emergência se o abdómen tiver sido gravemente atingido num acidente.
 
 
Como se faz
Faz-se uma incisão vertical (ou, menos frequentemente, oblíqua) no abdómen e a cavidade abdominal é aberta e explorada para descobrir sinais de doença. Qualquer órgão doente é tratado ou removido, conforme o diagnóstico e decisão intra-operatórios, antes do encerramento da parede. O período de recuperação pós-operatória depende da natureza e da extensão da doença descoberta e tratada.


 
Por vezes chamadas micróbios, as bactérias foram reconhecidas como causa de doenças há mais de 100 anos, mas ainda não se sabe exactamente por que motivo algumas pessoas adoecem enquanto outras permanecem sãs quando expostas às mesmas fontes de infecção. Abundantes no ar, no solo e na água, as bactérias são, na sua maioria, inofensivas para os seres humanos. Algumas são até benéficas, por exemplo as que vivem no intestino e ajudam a decompor os alimentos. As bactérias que causam doenças chamam-se patogénicas.

As bactérias foram descobertas no século XVII por Anton van Leeuwenhoeck, depois do aparecimento do microscópio, mas só em meados do século XIX é que o cientista francês Louis Pasteur provou, para além de qualquer dúvida, que elas eram a causa de muitas doenças.


Tipos
As bactérias patogénicas cIassificam-se, segundo a forma, em três grupos principais: cocos (esféricos), bacilos (em forma de bastonetes) e espiroquetas ou espirilos (em forma de espiral).

Entre a grande variedade de doenças causadas por cocos, salientam-se a pneumonia, a amigdalite, a endocardite bacteriana, a meningite, a síndroma do choque tóxico e várias doenças da pele.

Os bacilos provocam tuberculose, febre tifóide, infecção por salmonelas, tosse convulsa, tétano, difteria, doença dos legionários e botulismo, entre outras.

As espiroquetas, que são o terceiro e mais pequeno grupo de bactérias, são responsáveis pela sífilis, bouba, leptospirose e doença de Lyme.


Crescimento, movimento e reprodução
As bactérias que vivem no corpo humano proliferam em ambiente quente e húmido. Algumas são aeróbias - isto é, precisam de oxigénio para se desenvolverem e multiplicarem - e, por isso, encontram-se habitualmente na pele ou no sistema respiratório. As bactérias anaeróbias~proliferam onde não há oxigénio nas camadas profundas dos tecidos ou nas feridas.

Muitas bactérias são naturalmente estáticas e só se deslocam pelo corpo quando arrastadas pelas correntes do ar e dos líquidos. Algumas, porém, tais como as salmo nelas (responsáveis pela intoxicação alimentar e pela tifóide), são altamente móveis e deslocam-se nos líquidos, sacudindo os seus flagelos (caudas filamentosas, semelhantes a chicotes).

As bactérias reproduzem-se por divisão em duas células que, por sua vez, também se dividem, e assim sucessivamente. Em condições ideais (a temperatura certa e alimento suficiente para todas as células), esta divisão pode dar-se de 20 em 20 minutos, uma velocidade de reprodução extremamente rápida. Num período de seis horas, uma só bactéria pode multiplicar-se em mais de 250 000. Contudo, isto acontece muito poucas vezes, porque as condições ideais raramente ocorrem, e num indivíduo saudável o sistema imunológico do corpo destrói as bactérias invasoras.

Alguns tipos de bactérias, além de se dividirem - como, por exemplo, as cIostrídias (responsáveis pelo botulismo, pelo tétano, pela colite pseudomembranosa e pelo carbúnculo) -, também se multiplicam, embora de maneira mais restrita, produzindo cada uma um esporo, uma única nova bactéria protegida por uma membrana resistente e que pode sobreviver a altas temperaturas, secura e falta de alimento.


Como as bactérias penetram no corpo
As bactérias podem penetrar no corpo, através dos pulmões, por inalação das gotículas expulsas pela respiração, tosse ou espirros de uma pessoa infectada. A difteria e a tosse convulsa, por exemplo, são contraídas desta maneira.

O tracto digestivo pode ser infectado por ingestão de alimentos contaminados. As bactérias podem estar presentes nos alimentos desde o local de produção das matérias-primas ou transportadas até eles por moscas ou mãos contaminadas.
Entre os microrganismos que penetram no sistema urogenital, incluem-se os que causam doenças transmitidas sexualmente (por exemplo, sífilis, doença inflamatória pélvica ou gonorreia).

As bactérias penetram na pele de várias maneiras: através dos folículos pilosos (como acontece nos furúnculos), através de cortes ou escoriações na superfície da pele (o que pode provocar erisipelas) ou de feridas profundas, como acontece no tétano.


Como as bactérias causam doenças
As bactérias podem produzir toxinas, que são nocivas para as células humanas. Se estiverem presentes em quantidade suficiente e a pessoa afectada não estiver imunizada contra elas, o resultado é a doença. Algumas bactérias libertam as chamadas endotoxinas, que podem provocar febre, hemorragias e choque. Outras produzem as exotoxinas, que são responsáveis por lesões graves em doenças como difteria, tétano e síndroma do choque tóxico.

Resistência no organismo
A primeira forma de defesa do organismo contra a invasão de bactérias nocivas são as substâncias hostis às bactérias, que existem na pele e no revestimento das vias respiratórias, do tubo digestivo e do sistema urogenital. Os olhos são protegidos por um enzima presente nas lágrimas e o estômago segrega ácido clorídrico, que mata muitas bactérias dos alimentos e da água.

Se as bactérias romperem estas defesas, dois tipos de glóbulos brancos (do sangue) atacam-nas: os neutrófilos, que devoram e destroem muitas destas bactérias, e os linfócitos, que produzem anticorpos contra elas. Os anticorpos atacam directamente as bactérias. Depois de uma infecção,^alguns anticorpos permanecem no sangue durante um tempo considerável - muitos anos, no caso da varíola, da rubéola, da febre tifóide e da escarlatina - impedindo geralmente ataques posteriores da doença ou tornando-os muito mais ligeiros.


Tratamento das doenças bacterianas
A resposta do sistema imunológico à doença bacteriana é, por vezes, suficiente para, por si só, conduzir à recuperação, mas em muitos casos énecessário tratamento médico, que consiste principalmente na administração de antibióticos. Alguns, como a penicilina, destroem as bactérias invasoras; outros, como a tetraciclina, impedem a sua multiplicação e permitem que o sistema imunológico vença os invasores.

Algumas doenças - entre elas a difteria, o tétano, o botulismo e a gangrena gasosa - são tratadas por meio de injecções de soro antitoxinas (líquido retirado do sangue de uma pessoa ou de um cavalo que recebeu uma série de injecções de imunização e cujo sangue contém, portanto, anticorpos contra a doença).

As inflamações superficiais e as feridas infectadas podem ser tratadas com soluções anti-sépticas.


Prevenção
Adquire-se a imunidade a certas doenças bacterianas (por exemplo, difteria, tifóide, tosse convulsa e tétano) através da imunização activa (injecção de formas enfraqueci das ou mortas das bactérias ou seus venenos) - chamada vacina. As pessoas com infecções devem tomar medidas para impedir a sua disseminação; as vítimas de infecções respiratórias devem manter-sé afastadas de lugares cheios de gente para evitar transmitir a infecção por gotículas e devem servir-se sempre de um lenço se tossirem ou espirrarem. As pessoas que preparam alimentos devem ser cuidadosas no que respeita à sua saúde e à sua higiene pessoal.

Qualquer ferida, deve ser lavada com uma solução anti-séptica que destrua as bactérias e depois coberta com um penso limpo e seco.



 

... através de uma incisão e transformado numa saída artificial das fezes para dentro de um saco preso à pele. Uma ileostomia é, em regra, permanente.

Porque se faz
A ileostomia permanente é geralmente realizada em doentes com quadros graves de colite ulcerosa (ou, raramente, na doença de Crohn) que, apesar do tratamento medicamentoso, continuam a deteriorar-se. Para estes doentes, o único meio de restabelecer a saúde é efectuar uma proctocolectomia total (uma operação para extrair o cólon e o recto doentes), seguida de ileostomia.

Por vezes, é necessária uma ileostomia transitória na altura de uma colectomia parcial (remoção de parte do cólon) para permitir que a anastomose do cólon cicatrize antes da passagem dos resíduos fecais. A ileostomia temporária pode também ser efectuada, como medida de emergência, num doente grave por obstrução alta do intestino grosso, impedindo a passagem das fezes. A ileostomia é feita acima da obstrução e, ao descomprimir o intestino, permite que o doente recupere o suficiente para uma colectomia parcial da zona obstruída. A ileostomia temporária é encerrada quando o cólon tiver cicatrizado.

Como se faz
Depois de todo o cólon e recto serem removidos, a extremidade do íleo é trazida à pele através de uma incisão na parede abdominal. Tal como no caso de uma ileostomia temporária, a ansa de intestino trazida à superfície é aberta para permitir a saída das fezes. Os bordos desta abertura são então cosidos à pele, na incisão abdominal, para criar um estoma (uma abertura artificial). O estoma fica habitualmente localizado no lado direito, cerca de 5 cm abaixo da cintura natural e afastado do osso ilíaco.

Cuidados pós-operatórios
Durante alguns dias, os doentes podem necessitar de alimentação por via intravenosa. Depois disso, o intestino recomeça a funcionar normalmente e as fezes líquidas saem através do estoma para um saco colado à pele por vedantes adesivos.

Durante o período de convalescença, os doentes com ileostomia permanente devem receber aconselhamento para se adaptarem ao estoma e à nova imagem do seu corpo. Devem ser também instruídos relativamente aos cuidados práticos a ter com o estoma. Não há controle muscular sobre a evacuação através do estoma. As fezes são semilíquidas e contêm enzimas que podem lesionar a pele à volta do estoma. Por estas razões, é necessário que o saco esteja sempre bem colocado.

O doente deve ser ensinado a esvaziar, mudar e utilizar o saco e a manter uma boa aderência entre o saco e o corpo para proteger a pele e evitar perdas.

A recuperação completa leva cerca de seis semanas, durante as quais os doentes devem evitar actividade física vigorosa.

Prognóstico
Em geral, a situação dos doentes a quem é feita uma ileostomia, depois da remoção de um cólon gravemente inflamado, melhora drasticamente. Dado o aumento significativo da sua capacidade de trabalho, muitos dizem que gostariam de ter sido operados anos antes. A seguir à convalescença, os doentes devem estar habilitados a retomar a sua actividade profissional, familiar e social e o seu estilo de vida.

Após uma ileostomia, é necessário beber mais líquidos e assegurar uma ingestão adequada de sal, compensando assim a falta do cólon (cuja função principal é a reabsorção de água e de sal).

Cumpridas estas recomendações, é geralmente possível fazer uma alimentação normal. É necessário que o médico seja sempre informado de qualquer alteração na função ou no aspecto do estoma. Ocasionalmente, o estoma pode estreitar-se ou prolapsar (fazer procidência excessiva no abdómen), exigindo correcção cirúrgica.

Têm sido feitas várias tentativas para criar ileostomias que necessitem de ser esvaziadas só uma ou duas vezes por dia, a horas fixas e que não exijam um dispositivo externo. Estes estomas têm reservatórios internos construí dos com ansas de intestino delgado, fechos magnéticos e sistemas de filtros de carvão para os gases. No entanto, nenhum destes sistemas provou totalmente, e, na maioria dos doentes, ainda é feita ileostomia convencional.

 


 

Crostas esbranquiçadas em forma de pingos de estearina, fáceis de retirar, descobrindo placas vermelhas que sangram facilmente. Surgem nos cotovelos, joelhos, couro cabeludo, região sacra e, por vezes, em todo o corpo. Evolui por surtos e é influenciada pelo stress, emoções fortes e infecções. Por vezes provoca dores articulares e artrite grave. A hereditariedade é um factor importante para o aparecimento de psoríase.

 

 

A bexiga de um adulto tem capacidade para reter 0,5l ou mais de urina. Está situada na parte inferior do abdómen, atrás do osso púbico, oculta e protegida no interior da bacia.

As paredes da bexiga são constituídas por músculo e por um revestimento interno chamado epitélio urinário. Por detrás da bexiga encontram-se os dois ureteres, que canalizam a urina dos rins até lá. No ponto mais baixo do interior da bexiga - o colo - situa-se o orifício que comunica com a uretra, geralmente, este orifício conserva-se fechado por um músculo circular, o esfíncter da uretra.
 

Função
A função da bexiga consiste em receber e armazenar urina até esta ser expelida do corpo no momento apropriado. O controle total do funcionamento da bexiga leva alguns anos a desenvolver-se.

Nos bebés, o esvaziamento da bexiga é uma reacção totalmente automática ou reflexa. Quando a bexiga se enche e se distende para lá de um certo ponto, são enviados sinais à espinal medula. Então, os centros nervosos da espinal medula provocam o relaxamento do esfíncter da uretra e a contracção do músculo principal da bexiga e, assim, a urina é expelida através da uretra.

À medida que a criança vai crescendo, gradualmente vai desenvolvendo a capacidade de retardar o esvaziamento da bexiga. A dilatação da bexiga é registada conscientemente (uma sensação de incómodo) nos centros cerebrais, os quais, se tal for desejado, podem transmitir sinais que inibem o reflexo de esvaziamento, Por fim, a bexiga fica tão dilatada que a necessidade de urinar se torna imperiosa.

A idade em que as crianças adquirem o domínio perfeito da bexiga e, em especial, o domínio durante a noite é variável. Na maioria dos casos, as criança já não molham a cama quando chegam aos 5 anos, mas algumas levam mais tempo.
O funcionamento deficiente da bexiga, que pode dar origem a problemas como incontinência e retenção de urina, tem várias causas.

 

 
Cada nervo ciática tem origem no plexo sagrado, na pelve, e é constituído por várias raízes espinais lombares e sagradas.

Do plexo sagrado, o nervo ciática passa abaixo da articulação sacro-ilíaca (na parte posterior da pelve, junto do sacro) e continua em direcção à nádega, onde passa por detrás da articulação ela anel, descendo pela face posterior da coxa. Acima ela face posterior do joelho, o nervo ciática divide-se em duas ramificações principais, o nervo tíbia posterior e o nervo ciático popliteo externo.

O nervo ciática inerva a articulação da anca e muitos dos músculos da coxa e da pele da face posterior da coxa. Os nervos tibial posterior e ciático poplíteo externo inervam as articulações do joelho e do tornozelo, todos os músculos da perna e do pé e a maior parte da peje abaixo do joelho.
 
Doenças
Provavelmente, a doença mais comum cio nervo ciático é a ciática, que é causada muitas vezes pela herniação de um disco intervertebral que comprime a raiz espinal do nervo.

A parte superior do nervo pode também ser atingida pela deslocação da articulação da anca, que, em casos graves pode resultar na paralisia dos músculos abaixo do joelho, tornando insensível essa parte do corpo.
 
As lesões do nervo ciático poplíteo externo são devidas muitas vezes a uma fractura da parte superior do perónio, o que causa a insensibilidade da pele na parte inferior da perna e na parte de trás do pé e o arrastar da ponta do pé (pé pendente).

O nervo tibial posterior encontra-se profundamente inserido nos tecidos e por isso raramente é atingido. Contudo, este nervo é por vezes danificado pela deslocação do joelho, o que pode provocar a paralisia da parte inferior da perna e do pé, tornando insensível a pele da planta do pé.


 
As paredes dos ureteres são formadas por três camadas: uma camada fibrosa, exterior; uma camada muscular, média, e uma camada interior, impermeável (conhecida como epitélio de transição). Cada uréter é dotado de vasos sanguíneos e nervos.

A urina flui para os ureteres em parte devido à gravidade, mas principalmente em resultado da acção de bombagem conhecida como perístaltismo, em que contracções semelhantes a ondas atravessam diversas vezes por minuto as paredes musculares do uréter. Cada uréter entra na bexiga por um túnel da parede da bexiga. O qual é anguloso para evitar o refluxo da urina para o uréter quando o músculo da bexiga se contrai.
 

Anomalias
Algumas pessoas nascem com ureteres duplos num ou em ambos os lados do corpo, geralmente em associação com duplicação parcial do rim no lado afectado. Os ureteres duplos podem ser completamente distintos ao longo de toda a sua extensão ou juntar-se para formar um Y. Em muitos casos, a duplicação de ureteres não provoca problemas, mas pode haver tendência para a existência ele refluxo para um dos ureteres se estes entrarem separadamente na bexiga. Podem existir também problemas, tais como incontinência, infecção, etc., por anomalia da entrada do uréter na bexiga.
 
Este pode ainda entrar na uretra ou na vagina, em vez de entrar na bexiga. Se for necessário, pode ser efectuada cirurgia correctiva.

Podem ocorrer espasmos se uma pedra atravessar ou se encravar no uréter. Esta situação, extremamente dolorosa, é conhecida como cólica renal.

A ureterite é um estado inflamatório do uréter, que pode ser provocado pelo bloqueio do uréter devido a um cálculo ou à propagação de uma infecção a partir da bexiga.


 
A linfadenite mesentérica afecta sobretudo as crianças. A sua causa é desconhecida, mas pode estar relacionada com uma infecção viral.

Os principais sintomas são dores espontâneas e à palpação do quadrante inferior direito do abdómen, como acontece na apendicite aguda. Pode surgir febre e por vezes ser precedida por dores de garganta, infecções torácicas ou tumefacção de gânglios linfáticos do pescoço.

A doença desaparece em geral rapidamente. Podem ser dados medicamentos analgésicos para reduzir as dores e a febre. Se o doente não melhorar após algumas horas ou os sintomas se agravarem drasticamente, pode ser necessária uma laparotomia (abertura cirúrgica da cavidade abdominal) para excluir a possibilidade de apendicite.


 

Um dos dois nervos principais que inervam o diafragma. Cada nervo transmite impulsos motores ao diafragma, recebe dele impulsos sensitivos e representa um papel importante no controle da respiração. Os nervos frénicos originam-se da terceira, quarta e quinta raízes cervicais, no pescoço, e descem pelo tórax, um para cada lado do diafragma. A lesão de um dos nervos resulta na paralisia de uma metade do diafragma.

O nervo frénico pode ser deliberadamente esmagado para produzir a paralisia temporária do diafragma depois de uma operação para tratar uma hérnia do hiato ou, raramente, como tratamento para soluços incuráveis. Antigamente, realizava-se o esmagamento do nervo frénico para tratar doenças pulmonares,como a tuberculose.

 


 

Na sua maior parte, estes processos são de pequena cirurgia e não necessitam de sedação, ainda que alguns exijam anestesia (geralmente local). A biopsia é um método rigoroso de diagnóstico de muitas doenças, incluindo formas de cancro.

O termo «biopsia» é também usado vulgarmente pelo público para designar a própria amostra de células ou de tecido (embora a expressão «espécime de biopsia» seja mais correcta).
 

Porque se pratica
O exame ao microscópio de tecido (bistologia) ou de células (cistologia) permite geralmente um diagnóstico correcto. A biopsia é valiosa, por exemplo, para se descobrir se um tumor é benigno ou maligno. No caso de um tumor maligno, podem ser feitas biopsias do tecido circundante e dos gânglios linfáticos para determinar se o cancro se disseminou. Uma outra utilidade importante das biopsias consiste na determinação da causa de infecções e inflamações não explicadas de forma mais simples.
 
Como se pratica
Biopsia de pele ou músculo. Esta consiste na extracção de um pequeno pedaço de pele ou de músculo para análise. A biopsia de pele ou músculo é um processo simples que exige apenas anestesia local.
Biopsia com agulha. Uma agulha é inserida na pele até atingir o órgão ou tumor a investigar. A agulha pode estar equipada com uma ponta cortante para ajudar a remover um pedaço de tecido para exame microscópico. A biopsia por aspiração é um outro tipo de biopsia com agulha, na qual as células aspiradas do tumor são examinadas citologicamente. Na maior pane dos casos, só é necessária anestesia local.

Até há pouco tempo, se a zona-alvo não pudesse ser sentida através da pele ou o órgão não fosse acessível por biopsia endoscópia, o médico tinha de executar a biopsia sem controle visual, confiando apenas na sua experiência e nos seus conhecimentos de anatomia, e por isso a biopsia com agulha profunda raramente era realizada.

Na actualidade, a biopsia guiada, utilizando ecografia ou tomografia axial computorizada (TAC) para localizar com precisão o tecido sujeito a biopsia e seguir O avanço da agulha, torna O processo muito mais rigoroso e seguro. Além disso, o uso recente de agulhas muito finas nas biopsias permite a colheita segura ele amostras de tumores em certos órgãos. tais como glândulas salivares e pâncreas, nos quais a recolha de amostras com agulhas mais grossas era considerada perigosa.

Biopsia endoscópica. Um endoscópio (instrumento que funciona pelo sistema de fibras ópticas e está equipado com uma lente de observação) é introduzido no órgão a investigar e um acessório acoplado (pequenos fórceps para retirar tecido e escovas para remover células) é utilizado para a colheita de uma amostra.

O processo, que exige geralmente anestesia, é aplicado para colher amostras do revestimento de órgãos ocos acessíveis, como cólon, esófago, estômago e bexiga.

Biopsia aberta. Esta faz parte de uma operação que exige anestesia geral e na qual o cirurgião abre uma cavidade do corpo (por exemplo, o tórax ou o abdómen) para tornar visível um órgão doente ou um tumor e retira uma amostra. Esta biopsia é realizada quando não é possível executar uma biopsia guiada ou endoscópica ou quando existe a probabilidade de o órgão ou tumor ter de ser removido. Colhida uma amostra do tecido, a sua rápida análise pode levar o cirurgião a extrair imediatamente a zona doente.

Biopsia por excisão. Quando é encontrado um nódulo na pele ou num órgão (por exemplo, na mama), o cirurgião pode extraí-lo completamente e enviar O espécime inteiro para análise laboratorial. Nas lesões descobertas apenas através de mamografía, a zona pode ser primeiramente identificada por meio de um corante injectado ou de uma sonda provida de fios metálicos muito finos, para que o cirurgião receba uma informação mais rigorosa.

Obtenção de resultados
Quando o diagnóstico imediato é essencial, o tecido pode ser preparado para a coloração em poucos minutos por meio da congelação ou de um esfregaço de células colocado em lamelas para estudo das características citológicas. As técnicas mais demoradas de embebimento em cera podem também ser aplicadas com vista a um exame posterior.

Na investigação de infecções e inflamações, o tecido é por vezes submetido a testes com anticorpos específicos ou poderá ser necessária uma cultura do tecido.

O microscópio electrónico é utilizado em certas biopsias dos rins e para distinguir a origem celular de certos tumores. São também usadas técnicas especiais de coloração de enzimas e anticorpos em certos casos, além de outras colorações histoquímicas realizadas directamente nos tecidos fixos e embebidos em cera. Todos estes processos prolongam o tempo do diagnóstico, mas permitem maior precisão e informações mais rigorosas sobre o prognóstico de certas doenças.

 

 
... normalmente, há mais de 20 milhões de espermatozóides por milímetro cúbico de esperma.

A oligospermia pode ser temporária ou permanente. É uma das causas principais de esterilidade, especialmente quando acompanhando outras alterações dos espermatozóides.
 
Causas
A oligospermia pode dever-se a uma série grande de alterações diferentes, entre elas a orquíte (inflamação de um testículo), criptorquidia (situação em que um testículo não desce para o escroto) e, menos frequentemente, o varícocelo (variz no testículo). O stress, o tabaco, o abuso de álcool e certos tipos de fármacos podem ser causas de oligospermia temporária.
 
Diagnóstico e tratamento
A contagem de espermatozóides faz parte integrante de uma análise ao sémen. O tratamento dirige-se à causa subjacente. Podem receitar-se gonadotrofinas por um período curto quando a causa da oligospermia é desconhecida.


 
O cancro do testículo aparece com mais frequência nos homens jovens ou de meia-idade, mas é muito raro antes da puberdade ou em idade avançada. O risco é maior em homens com uma história de testículo que não desceu para o escroto.
 
Tipos
Os tipos mais vulgares de cancros testiculares são os seminomas e os teratomas. Aqueles são constituídos por um único tipo de células (desenvolvidas provavelmente a partir de células que produzem esperma); os teratomas são constituídos por vários tipos de células diferentes.

Outros tipos de cancro que podem afectar os testículos são extremamente raros e desenvolvem-se a partir do tecido testicular ou linfático.
 
Sintomas e sinais
O cancro do testículo aparece normalmente sob a forma de uma tumefacção dura e indolor de um dos testículos. Em alguns casos, pode haver dor e inflamação.
 
Diagnóstico
O médico examina os testículos e pode proceder a testes para excluir outras causas de tumefacção.

O cancro do testículo só pode ser confirmado através de orquidectomia e exame microscópico elo tecido testicular. Desta forma, confirma-se a existência ele cancro e também se observa qual o seu tipo.

Paralelamente, procede-se a outros testes (ecografia, tomografia axial computorizada e exames hematológicos) para pesquisar se o tumor se estendeu a outras panes do corpo (metastização).
 
Tratamento
Numa fase inicial, a orquidectomia pode ser suficiente para curar um cancro do testículo. No entanto, é normalmente utilizada a radioterapia sobre a área operada e as cadeias ganglionares linfáticas de drenagem, mesmo que não haja sinais de que a doença se estendeu a estas áreas. Quando o cancro se estende para além dos testículos, o tratamento consiste em quimioterapia e na orquidectomia: pode ser por vezes necessário remover cirurgicamente metástases ganglionares intra-abdominais.
 
Prognóstico
O prognóstico, que varia consoante o tipo de cancro e o seu estado de desenvolvimento na altura em que é detectado, é geralmente favorável. O índice de curas para cancro do testículo na sua fase inicial é de 95 a 97 %, e para cancros em estado avançado, de 80 a 85%. A radioterapia e/ou os citostáticos podem não causar infertilidade no testículo restante.


 
 

Afecção própria dos adolescentes, durante a puberdade. As glândulas sebáceas tornam-se demasiado activas e o sebo em excesso aumenta intensamente a oleosidade da pele. Chega um ponto em que a produção de gordura é tal que obstrui as próprias glândulas; formam-se pontos pretos (cravos), onde a glândula pode infectar. Aparecem, então, pontos vermelhos, que se tornam brancos e depois se abrem para escoamento do pus. Geralmente, as borbulhas desaparecem sem deixar sinal. Frequentemente a eliminação do pus se torna impossível devido à completa obstrução da glândula. Se a acne pustulosa não é bem tratada deixa cicatrizes. A acne juvenil ataca cerca de 90 por cento dos adolescentes entre doze e dezoito anos, desaparecendo na idade adulta. Localiza-se naturalmente nas regiões em que as glândulas sebáceas são mais numerosas, isto é, em primeiro lugar, no rosto, nas costas e no peito. As causas são múltiplas e complexas: ligeiro desequilíbrio hormonal devido à produção crescente de andrógenos; regime alimentar muito rico em gordura animal e desequilibrado; tendência à seborreia, etc. Como prevenção da acne sugere-se a higiene adequada da pele, banhos de sol, exercícios ao ar livre, alimentação sadia com exclusão de excessos de gorduras e óleos (manteiga, toucinho, nozes, queijo, leite integral), pimenta, álcool, café, chocolate, sobremesas muito substanciais e gordurosas, etc. Se mesmo assim a acne surgir, deve-se consultar um dermatologista. Conforme a gravidade, as prescrições variam entre banhos de raios ultravioletas, vitamina A, sabonetes medicinais específicos e até medicamentos de uso interno.

 

 

A ascaridíase é uma doença causada por um parasita da família dos helmintas chamado Ascaris Lumbricoides e vulgarmente conhecido como lombriga. A lombriga tem um corpo cilíndrico, de 20 a 40 centímetros de comprimento e cor branca amarelada. Como é característico dos parasitas desenvolve-se e vive dentro do corpo de um hospedeiro (o homem), à custa do qual se alimenta.

 

 

Elevação da temperatura interna do corpo para lutar contra um agente exterior (parasita, bactéria infecciosa, vírus, agente físico ou químico) ou um distúrbio interno. Provoca Pulso e respiração acelerados, transpiração e desidratação. Procure sempre as causas da febre antes de a fazer baixar.

 

 

Aparelho para substituir dentes em falta. A prótese removível é esquelética e acrílica. A prótese fixa é constituída pela coroa e ponte e é vulgarmente conhecida por dentadura.

 

 

Inflamação da membrana mucosa nasal devido a alergia, com acessos de espirros, secreção nasal clara, obstrução nasal e lacrimejo. Por vezes, tem um cáracter sazonal, agravando-se na Primavera. Noutros casos está associada a crises de asma.

 

 

A retina contém células nervosas especializadas (os bastonetes e os cones) que convertem a energia luminosa em impulsos nervosos e uma rede de células de ligação e de integração, algumas com fibras muito longas, que conduzem esses impulsos ao cérebro através do nervo óptico.

Os bastonetes são excepcionalmente sensíveis, reagindo a intensidades luminosas muito baixas. Os cones reagem a intensidades luminosas médias e elevadas, sendo também responsáveis pela visão das cores, ou visão cromática.

No centro da retina localiza-se uma região, a mácula lútea, que contém no seu centro a fóvea, que por sua vez tem no seu centro a fovéola.

Na fovéola não existem vasos sanguíneos retinianos nem bastonetes. É o único local da retina onde só existem cones e onde estes se encontram mais concentrados. É a zona correspondente à visão central, isto é, o local da visão mais detalhada e precisa.

 

 

Estrutura e função
A língua é composta por uma massa de músculos cobertos por uma membrana mucosa. Estes músculos encontram-se ligados ao maxilar inferior e ao osso hióide sobre a laringe. A superfície superior da língua está coberta por protuberâncias minúsculas, as papilas, que lhe conferem uma textura rugosa. Situados entre as papilas, nos lados e na base da língua, encontram-se órgãos sensoriais diminutos, os corpúsculos gustativos, responsáveis pelo paladar.

Para além de ser o órgão do paladar, a língua é essencial para a mastigação, a deglutinação e a fala.

Distúrbios
Uma língua grande é uma característica da síndroma de Down, do cretinismo e da acromegalia. O aumento temporário do volume da língua como resultado de tumefacção e inflamação ocorre na glossite.

As fissuras na língua são comuns e não causam geralmente qualquer problema, mas em alguns casos são tão profundas que nelas se acumulam partículas de comida, causando desconforto. A língua muito lisa, sem a sua rugosidade natural, vermelha e sensível, é uma característica da anemia perniciosa.

Em casos raros, as papilas tornam-e mais longas e negras ou castanhas, situação conhecida por língua negra. Esta alteração, cuja causa se desconhece, é inofensiva mas persistente. A aparência inestética da língua negra pode ser resolvida lavando-a duas vezes ao dia com uma escova de dentes macia mergulhada num colutório anti-séptico.

A língua pode ser afectada por úlceras da boca e por leucoplasia, uma situação que ocasionalmente se torna cancerosa. Qualquer úlcera ou protuberância na língua que não desapareçam ao fim de cerca de três semanas devem ser comunicadas a um médico devido ao risco ele cancro.

 

 
A lordose lombar pode tornar-se exagerada por uma postura corporal defeituosa (especialmente naqueles indivíduos que têm excesso ele peso e, ao mesmo tempo, uma fraqueza da musculatura abdominal) ou como compensatória de uma cifose do segmento ela coluna que lhe está acima (coluna dorsal).

Uma vez instalada a lordose lombar exagerada, torna-se habitualmente uma situação permanente e que pode vir a provocar uma hérnia discal ou uma osteoartrite da coluna.

O apagamento ou mesmo a inversão da lordose normal do segmento cervical ou lombar podem acontecer quando os músculos dessas regiões, lombar ou cervical, entram em espasmo. Esta situação corrige-se por ela própria quando cessa a causa.


 
Em certas circunstâncias, esta incompatibilidade pode levar à doença hemolítica do recém-nascido.
 
 
Causa
Os grupos sanguíneos são determinados por substâncias, chamadas factores, localizadas na superfície dos glóbulos vermelhos sanguíneos, que diferem ele indivíduo para indivíduo. O agrupamento mais conhecido é o sistema A, B, O. O sistema Rh (identificado primeiro nos macacos Rhesus) foi descoberto no princípio do século. Consiste em diversos factores, um dos quais (factor D) é a causa mais importante da incompatibilidade Rh. As pessoas podem ter sangue que é Rh positivo (transporta o factor D no sangue delas) ou Rh negativo (que não o transporta). Ter um sangue positivo ou negativo é determinado pelos genes (isto é, é um traço característico herdado).

A incompatibilidade Rh surge apenas quando o sangue ele uma mulher é Rh negativo e o sangue elo seu bebé é Rh positivo. Isto só pode suceder se o sangue do pai do bebé for também Rh positivo. Usualmente, não há problemas durante a primeira gravidez de uma mulher com um bebé cujo sangue é Rh positivo. No entanto, o bebé pode sensibilizar a mulher para o sangue Rh positivo. Se ela tiver uma subsequente gravidez com um bebé Rh positivo, há um risco de doença hemolítica do recém-nascido. Uma mulher cujo sangue é Rh negativo pode também ser sensibilizada se lhe for feita uma transfusão de sangue Rh positivo.
 

Incidência
Entre os indivíduos de raça branca, estima-se que cerca de 1 pessoa em 6 tem sangue Rh negativo; em cerca de uma gravidez em 11, o sangue ela mãe é Rh negativo e o sangue elo bebé é Rh positivo.
 
No passado, a doença hemolítica do recém-nascido era uma causa vulgar de nascimentos de crianças monas e de uma condição grave do feto, chamada eristoblastose fetal, na qual a destruição dos glóbulos sanguíneos do feto leva a uma doença grave ou mesmo à morte. A doença hemolítica do recém-nascido, devida à sensibilização ao Rh está a tornar-se rara, principalmcnrc devido ao desenvolvimento da imunoglobulina anti-Rho (D). Se esta for dada por injecção a uma mulher dentro ele 72 horas após o parto, ela evita 99% da sensibilização por Rh.

Além disso, a imunoglobulina anti-Rho (D) é dada a mulheres após aborto, involuntário ou voluntário, amniocentese ou qualquer outro procedimento que possa resultar na exposição da mãe aos glóbulos sanguíneos do feto. A imunoglobulina anti-Rho (D) é também geralmente dada às mulheres com sangue Rh negativo e que estão no sétimo mês de gravidez.

A injecção contém anticorpos contra o factor Rh, que destroem quaisquer glóbulos sanguíneos do bebé que possa ter entrado na mulher antes de terem tido a oportunidade de a sensibilizar.

A incompatibilidade Rh é menos comum nas famílias negras e orientais do que nas famílias brancas, devido à comparativa raridade do grupo sanguíneo Rh negativo nos não-brancos.
 
 
Diagnóstico e tratamento
O grupo sanguíneo de uma mulher grávida deve ser determinado na sua primeira visita pré-natal. Nas mulheres que têm sangue Rh negativo é pesquisada a existência de anticorpos anti-Rh, nessa visita e nas subsequentes. A condução da gravidez e do parto, se se verificar a presença de anticorpos e houver um risco para o bebé, será aquela que é descrita relativamente à doença hemolítica do recém-nascido.


 

Mecanismo fisiológico que permite ao órgão visual adaptação suficiente para uma visão nítida a diversas distâncias. Essa função é realizada pelo cristalino, que atua como uma lente e pelos músculos ciliares.

 


 

Método terapêutico que assenta na análise, pelo próprio, do seu inconsciente.

 

 

As infecções são tratadas por meio de antibióticos, que podem ser bactericidas (que matam as bactérias), ou bacteriostáticos (que detêm a continuação do crescimento das bactérias, permitindo que o sistema imunitário do corpo intervenha e destrua as bactérias). Do mesmo modo, os medicamentos antineoplásicos destroem as células do tumorn ou impedem a sua multiplicação.

Um dos problemas da quimioterapia reside no facto de a selecção natural dar origem ao aparecdimnento de bactérias ou células resistentes. Este efeito é minimizado pela utilização discriminada de antibióticos e, na quimioterapia do cancro, pela administração simultanea de tipos diferentes de medicamentos.

Um outro problema da quimioterapia do cancro é que os medicamentos actuam em todas as células que se dicidem rapidamente, e não apenas nas células cancerosas. Assim, podem afectar a espinal medula, o revestimento intestinal, os folículos pilosos, os ovários e os testículos e a boca, causando muitas vezes graves efeitos secundários. Os antibióticos actuam mais selectivamente porque as células bacterianas têm uma estrutura diferente das células humanas; por esse motivo, têm efeitos secundários menos graves do que a quimioterapia do cancro.

 

 

A necrose pode ocorrer por isquemia (débito sanguíneo insuficiente) que pode conduzir a gangrena; por infecção (como a tuberculose); por lesões provocadas por calor ou frio extremo, destruição provocada por produtos químicos nocivos (como os ácidos) e exposição excessiva aos raios X ou outras formas de radiação.

A aparência do tecido morto depende da causa da necrose e normalmente do tipo de tecido afectado. Por exemplo, na necrose causada pela tuberculose, o tecido morto é macio e seco, parecido com queijo; o tecido gordo por baixo da pele necroso em resultado de lesão ou infecção evolui para uma cicatriz dura, que pode formar um nódulo firme.

 

 
Os neurotransmissores são libertados a partir das extremidades nervosas como reacção aos impulsos eléctricos que se propagam pelos neurónios. Várias substâncias químicas desempenham esta função nas diferentes partes do sistema nervoso.

Muitos neurotransmissores, como a noradrenatina, actuam como neu­rotransmíssores e como hormonas, sendo libertados para a corrente sanguínea para actuar nas suas células-alvo à distância.

 
Tipos
Um dos mais importantes neurotransmissores é a acetilcolina. Esta substância química é libertada pelos neurónios ligados aos músculos do esqueleto, o que faz que se contraiam, e também pelos neurónios que controlam as glândulas sudoríparas e o ritmo cardíaco.

A acetilcolina transmite também mensagens entre os neurónios do cérebro e da espinal medula. Uma interferência na acção da acetílcolina nos músculos do esqueleto constitui a causa da míastenia gravis, julga-se que o esgotamento das células nervosas que libertam a acetilcolina no cérebro pode ser a causa da doença de Alzheimer.

A noradrenalina desempenha um papel importante no controle nervoso do ritmo cardíaco, fluxo sanguíneo e reacção do corpo à tensão. Esta substância é produzida tanto pelas glândulas supra-renais como pelos neurónios. A dopamina, outro neurotransmissor, desempenha um papel importante nas partes do cérebro que controlam o movimento.

Julga-se que a disfunção dos neurónios que reagem à dopamina é importanre como causa da doença de Parkinson. A serotonina é um dos principais neurotransmissores das partes do cérebro envolvidas nos processos conscientes.

Nos últimos 20 anos foi descoberto um novo grupo de neurotransmissores (denominados neuropeptidos). Estes constituem proteínas pequenas que se compõem de moléculas maiores do que os neurotransmissores até então conhecidos, cujas moléculas são muito pequenas. Os neuropéprídos mais bem estudados são as endorfinas, utilizadas pelo cérebro no controle da sensibilidade à dor.

 

 
Distúrbios
As perturbações do sentido do olfacto podem consistir em anósmia (perda de olfacto, que pode ser total ou parcial, temporária ou definitiva) ou em disósmia (perversão dos cheiros).

O olfacto e o paladar estão intimamente ligados, pelo que as perturbações do olfacto se traduzem habitualmente em alterações do paladar.

A anósmia parcial temporária resulta frequentemente da inflamação da membrana mucosa nasal, como na constipação, na gripe e noutras formas de rinite, especialmente a rinite alérgica (febre-dos-fenos). Fumar também pode causar anósmia.
 

Na rinite hipertrófica, a membrana mucosa espessada pode impedir o ar de atingir as células nervosas olfactivas e provocar anósmia definitiva se a situação não for tratada. Na rinite atrófica, as terminações nervosas degeneram, resultando anósmia permanente em maior ou menor grau; nestes casos, o corrimento nasal fétido mascara ou perverte o olfacto.

Os nervos olfactivos podem ser lesados nos traumatismos cranianos: se ambos os nervos forem atingidos, o resultado é a anósmia total permanente; na recuperação das lesões menos graves, pode ocorrer disósmia sob a forma de maus cheiros imaginários.

A anósmia raramente é causada por um meningíoma (tumor das meninges) ou por um tumor do cávum.

Certas doenças psíquicas, como a depressão ou a esquizofrenia, podem dar origem a disósmia. O mesmo acontece em certas formas de epilepsia e durante os períodos de abstinência em casos de alcoolismo crónico. Uma pessoa com disósmia pensa por vezes que a fonte do mau cheiro é o seu próprio corpo e, mesmo assegurada do contrário, lava-se em excesso e evita os outros.
 
 
 
 
Fontes deste tipo produzem radiação ionizante que, atravessando os tecidos alterados, destrói ou atrasa o desenvolvimento de células anormais. Quando a dosagem de radiação é correcta, as células normais sofrem poucas ou nenhumas alterações a longo prazo. A ocorrência ele efeitos colaterais transitórios durante o tratamento é, no entanto, o reflexo da destruição aguda do tecido normal.
 
 
Porque se faz
A radioterapia tem várias aplicações no tratamento do cancro. Por exemplo, pode ser usada por si só na tentativa de destruir todas as células anormais em vários tipos de cancro, como o cancro da laringe, o carcinoma basocelular e o carcinoma das células escamosas (dois tipos de cancro da pele), o cancro do colo do útero, a doença de Hodgkín (cancro do tecido linfóide) e a leucemia.

A radioterapia também pode ser usada em associação com outras formas de tratamento do cancro. Por exemplo, é frequentemente usada após excisão cirúrgica de um tumor maligno (como no tratamento cio cancro da mama) para destruir células tumorais remanescentes.

Um outro uso da radioterapia é a redução do tamanho do tumor de forma a aliviar os sintomas de um cancro que está demasiadamente adiantado para ser curado. Este tratamento, paliativo, pode ser dirigido, por exemplo, ao alívio da obstrução da deglutição causada por um tumor esofágico ou de cefaleias ou paralisias causadas por um tumor cerebral.
Se os benefícios ela destruição dos tecidos afectados são mais importantes que o risco de destruição de tecidos sãos, a radioterapia pode ser usada para travar doenças não-malignas. Um exemplo comum é o caso da utilização do iodo radioactivo para destruir parte de uma glândula tiróide hiperactiva, que produz sintomas graves.
 
 
Como se faz
Algumas das técnicas principais de radioterapia são apresentadas no quadro ilustrado da página anterior. A radiação atravessa os tecidos lesados por meio dos raios X (ou, algumas vezes, electrões) produzidos por uma máquina chamada acelerador linear de partículas.
 
Este aparelho suplantou o aparelho de cobalto radioactivo, mais antigo e que produz uma radiação ionizante menos intensa que os raios X e que não pode ser limitada com precisão a uma determinada área.

Alguns tumores malignos não são tratados por radiação emitida por uma fonte externa, mas pela Inserção de material radioactivo directamente no tecido tumoral ou no tecido circunjacente ou ainda numa cavidade corporal.
Ambos os procedimentos requerem anestesia.

A radiação usada para tratar a tirotoxicose é fornecida através de um líquido contendo iodo radioactivo. O doente bebe o líquido através de uma palhinha, e o iodo radioactivo concentra-se na glândula tiróide.
 
 
Complicações
A radioterapia pode produzir efeitos secundários desagradáveis, incluindo fadiga, náusea, vómitos (podendo ser prescritos antieméticos) e perda de cabelo nas zonas irradiadas. Raramente, aparecem eritemas e bolhas na pele, que podem ser aliviados pela administração de corticosteróides.
 
 
Resultados
A radioterapia cura a maioria dos cancros da pele ou da laringe. O grau de cura para outros tipos de cancro varia, dependendo da precocidade do tratamento, mas pode ser igualou superior a 80%.


 
Afecções
A hérnia umbilical é uma saliência mole no umbigo provocada pela procidência do conteúdo abdominal através de uma zona enfraquecida da parede abdominal.

As hérnias umbilicais são muito vulgares nas crianças recém-nascidas, ocorrendo duas vezes mais em rapazes do que em raparigas. Quando o bebé chora, a proeminência aumenta e pode causar mal-estar. As hérnias umbilicais geralmente desaparecem sem tratamento até cerca dos 2 anos. Se uma hérnia umbilical não tiver desaparecido espontaneamente até cerca dos 4 anos, pode ser necessária a cirurgia.

Estas hérnias podem surgir em adultos, especialmente em mulheres após o pano. Pode ser necessária cirurgia se essas hérnias forem grandes, persistentes ou muito inestéticas. Em casos raros, surge um corrimento pejo umbigo devido ou a uma infecção ou a uma ligação anormal entre o umbigo e as vias urinárias, biliares ou o intestino. Causas possíveis desta ligação anormal que pode ser corrigida cirurgicamente incluem um defeito congénito, um cancro ou uma tuberculose.

Ocasionalmente, desenvolvem-se tumores benignos ou malignos no umbigo. Esses tumores podem ser metástases de cancro da mama, cólon, ovário ou estômago.

Em casos raros, as mulheres desenvolvem endometriose do umbigo, com hemorragias umbilicais periódicas. Nesses casos, pode ser necessária cirurgia.



 

Acção de retirar cirurgicamente uma parte do corpo, órgão ou membro, devido a malformação, infecção ou tumor. Denomina-se também ablação, a técnica utilizada com radiofrequência para destruir estruturas do coração que provocam arritmias graves.

 

 

Diminuição ou desaparecimento dos movimentos espontâneos e automáticos, e lentidão dos movimentos voluntários, independente de qualquer lesão da via motora principal. Representa um dos elementos fundamentais da doença ou mal de Parkinson e alcança o máximo no mutismo acinético. Diz-se também, da perda de contractilidade de segmento cardíaco após enfarte do miocárdio.

 

 

Ausência de ácido clorídrico no suco gástrico de que normalmente faz parte integrante. Comum nos idosos, e em jovens pode ser sinal de doença estomacal ou de anemia perniciosa.

 

 

Redução acentuada da secreção biliar. Quando a bile segregada é desprovida de pigmentos, diz-se que há acolia pigmentar que é um dos sintomas digestivos da síndrome da insuficiência hepática das cirroses ou obstrução de condutos biliares que se observa em tumores, como o de pâncreas. Quando há acolia, as fezes são claras, descoradas, podendo, no entanto, ser escuras depois de refeições em que entrem espinafres ou carnes.

 

 

Estado patológico da visão no qual o indivíduo não possui capacidade de distinguir as cores devido a escassez de cones na retina, sendo sensível à presença de luminosidade.

 

 

Falta de coloração normal da pele e, em geral, ausência de cor em qualquer parte ou elemento.

 

 

Micose que ocorre mais frequentemente em áreas rurais, geralmente localizada ao nível da boca, do lado da mandíbula inferior. Pode, entretanto, atacar outros órgãos, sobretudo os pulmões. É causada por fungos, parasitas microscópicos, os actinomicetos, que se aglomeram nos tecidos, organizados em colónias, grãos amarelos, visíveis a olho nu. Parasitam abundantemente em numerosas plantas, também em animais domésticos como cavalo, boi e porco; fazem até parte normal da flora bucal do homem; acidentalmente penetram nos tecidos, através de um ferimento ou de uma cárie dentária. Verificam-se, então, ao nível da boca, nódulos cujo pus se escoa às vezes pelo canal de uma fistula. Se a actinomicose se localiza nos pulmões, o paciente sofre de tosse crónica e os escarros contém grãos amarelos repletos do parasita.

 

 

Método terapêutico chinês, que tem por base, a introdução de pequenas agulhas, em pontos geograficamente determinados, com finalidade de tratamento de dores, tratamento de várias doenças e promoção de anestesia cirúrgica.

 

 

Hormónio similar a noradrenalina e que, tal como esta, é formada na medular da glândula supra-renal. Atua como agente vasoconstritor e, desta maneira, aumenta a pressão sanguínea, acelera o ritmo cardíaco, alimenta o metabolismo, etc. Tais sintomas são semelhantes aos que se obtêm por excitação do simpático. A adrenalina é usada com várias finalidades, por exemplo, no tratamento da asma, nas síncopes, nos choques anafiláticos e na anestesia, como agente vasoconstritor que se adiciona aos anestésicos locais. A sua produção no organismo é aumentada por condições de estresse.

 

 

Substâncias dotadas de acção precipitante sobre as proteínas e que, devido a sua fraca penetrabilidade, atuam apenas sobre as células superficiais, formando uma camada protectora de proteína coagulada. A permeabilidade celular é reduzida por acção de substâncias deste tipo, as quais têm sido usadas como medicamento de acção local. Entre os adstringentes mais usados citam-se o ácido tânico ou tanino, os sais de metais pesados, como o sub-acetato de chumbo, o alúmen, o sulfato de zinco, o sulfato de cobre, etc.

 

 

Distonia neurovegetativa. Provoca dor abdominal, gases, alternância entre diarreia e prisão de ventre, náuseas, palpitações, dores de cabeça; a antiga «crise de fígado». Factores hereditários, alimentares, psíquicos.

 

 

Dores dorsais persistentes na mulher jovem, sem tradução radiológica, agravadas pela posição e o trabalho sentado. Entre as omoplatas (dorsalgia), pescoço e nuca (cervicalgia), região lombar (lombalgia) e toda a coluna (raquialgia). Muitas vezes associadas a esforço físico demasiado, fraca musculatura dorsal e dpressão.

 

 

Lesões provocadas pelo frio, sobretudo nas mãos e nos pés. As frieiras deixam os dedos brancos, frios e insensíveis, a seguir inchados, duros, vermelhos, dolorosos. O cieiro provoca fissuras dolorosas na pele (mãos, lábios, seios). O frio intenso provoca enregelamento das extremidades, podendo originar necrose (nariz, orelhas, dedos).

 

 

A giardíase é uma doença causada por um parasita chamado Giardia Lamblia, que utiliza o homem como seu hospedeiro. A Giardia pode invadir a mucosa intestinal, provocando uma atrofia das vilosidades intestinais e alterando a absorção normal dos nutrientes no intestino.

 

 

Uma hérnia é uma abertura ou fraqueza na estrutura muscular da parede abdominal. Este defeito causa uma procidência, que é mais visível quando os músculos da parede estão contraídos, causando um aumento da pressão intra-abdominal. Algumas actividades podem agravar a hérnia, como o levantar pesos, a tosse ou mesmo o fazer força para evacuar. Para perceber o que é uma hérnia, imagine um pneu com uma câmara de ar. Se houver um buraco no pneu, a câmara de ar sairá pela abertura e fará uma procidência.

 

 

Cálculos nas vias biliares, compostos de colesterol ou de sais de cálcio. Muitas vezes silenciosa, pode manifestar-se por cólica hepática (dores, vómitos), icterícia, perturbações dispépticas. É agravada por um regime hipercalórico, obesidade, pílula, medicamentos e hereditariedade.

 

 

Descalcificação óssea generalizada por rarefacção da matriz proteica do osso. Visível à radiografia. Provoca dores (costas), deformações, fragilidade dos ossos. É provocada por alterações hormonais (menopausa), perturbações digestivas, uma longa imobilização ou tratamentos prolongados com corticóides.

 

 

Comichão, muitas vezes intensa. O prurido ocorre em zonas localizadas como o rosto, coro cabeludo, dobras da pele, períneo, ânus, glande, vulva. As causas são diversas. Causas externas: urtigas, insectos, piolhos, sarna. Causas locais: eczema, varicela, herpes, zona. Causas alérgicas: urticária medicamentosa, alimentos. Causas gerais: diabetes, hepatite, gota, gravidez, idade.

 

 


 

 

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